quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mito sobre Maomé - parte 3.






MITO: Maomé nunca matou crianças

É justo dizer que Maomé não aprovou a matança intencional de crianças. Um verso do Alcorão lamenta a práctica árabe pré-islâmica de infanticídio contra as meninas.
Outro tipo de evidências provenientes das hadith sugerem que ele instruiu os seus homens para - se fosse possível - não matarem crianças durante uma batalha mas que as capturassem para serem vendidas como escravas,
Normalmente, as crianças estavam excluídas da ordem de Maomé onde ele diz "Matem todos aqueles que não acreditam em Alá":

[Maomé disse:] Lutem contra todos segundo os caminhos de Alá e matem todos aqueles que não acreditam em Alá. Não sejam falsos com os despojos; não sejam traiçoeiros , não mutilem e nem matem as crianças.
(Ibn Ishaq/Hisham 992)

Mas a definição de criança usada por Maomé não é a mesma usada hoje em dia. Logo depois da rendição da tribo Quraiza, ele ordenou a execução de todas as crianças do sexo masculino que haviam já atingido a puberdade. Os seus homens forçaram as crianças a baixar as calças de modo a que pudessem decapitar quem quer que exibisse pêlos púbicos (Sahih Muslim 4390).

Convém notar que muitos maometanos contemporâneos afirmam que Aisha havia já atingido a puberdade quando esta tinha 9 anos uma vez que foi nesta idade que Maomé começou a ter relações sexuais com ela. Se isto é assim, então a idade "adulta" masculina provavelmente era 12 anos.

Maomé brincou também com as vidas das mulheres e crianças em momentos de guerra, tal como registado em Bukhari e nas tradições Sahih Muslim:
É relatado segundo a autoridade de Sa'b b. Jaththama que o profeta de Alá (que a paz esteja com ele), quando inquirido acerca das mulheres e crianças dos politeístas mortas durante o ataque nocturno, disse "Elas pertencem a eles."
(Sahih Muslim 4322, ver também Bukhari 52:256)

Por si só, isto não justifica o ataque às mulheres e crianças, mas mostra que os danos colaterais eram perfeitamente aceitáveis se o resultado final era a propagação do domínio islâmico.

Maomé fez distinção entre crianças muçulmanas e crianças não-muçulmanas e disse que seria permissível matar uma criança que não tinha planos para aceitar o islão.
O mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele) dizia frequentemente para não matar crianças e como tal, tu não as deves matar a menos que tenhas forma de saber o que Khadir sabia acerca da criança que ele matou, ou se pudesses distinguir entre uma criança que seria mais tarde um crente (e uma criança que cresceria para ser um descrente), de forma que tu matasses um (futuro) descrente e deixasses o (futuro) crente de lado.
(Sahih Muslim 4457)

Depois de capturar Meca, o profeta do islão ordenou a execução de duas "raparigas cantantes" que haviam gozado com ele com versos:
(...) duas miúdas cantoras, Fartana e a sua amiga, costumavam cantar músicas sátiras acerca do apóstolo e como tal, ele ordenou a sua execução.
(Ibn Ishaq/Hisham 819)

Mito: Os habitantes de Meca foram os primeiros a violar o Tratado de Hudaibiya
Menos de dois anos depois de ter feito um tratado com os habitantes de Meca, Maomé regressou à cidade com um exército e tomou a cidade de surpresa. Embora através dos séculos isto tenha sido uma fonte de orgulho por parte dos maometanos, os eruditos contemporâneos são mais susceptíveis desculpabilizar o comportamento de Maomé visto que o mesmo contradiz a alegação de que o islão é uma religião pacífica.

Em vez de construir um argumento em favor da tese de que Maomé foi forçado a escolher a guerra - algo que os registos históricos contradizem - os apologistas maometanos actuais alegam que Maomé tinha "justificações" para tomar Meca visto que o parceiro do acordo havia violado o tratado entre ambos. De particular importância são os pormenores técnicos em torno da aliança.

Depois do Tratado de Hudaibiya (TdH) ter sido feito, duas tribos em guerra aliaram-se a lados opostos na guerra Maomé versus habitantes de Meca. Devido ao facto da tribo que se aliou aos habitantes de Meca ter sofrido uma série de assassinatos por parte da tribo que se aliou aos muçulmanos, os primeiros buscavam forma de vingança junto dos segundos.

A evolução dos eventos pode ser resumida da seguinte forma:

• Membro da Tribo A (que se alinhou com Meca) foi assassinado por membros da Tribo B (que mais tarde se alinhou com Maomé).
• Tribo A mata um membro da Tribo B como forma de vingança.
• Tribo B mata 3 membros da Tribo A.
• Depois de levar a cabo estes assassinatos, a Tribo B junta-se aos muçulmanos.
• Em jeito de resposta, a Tribo A junta-se aos habitantes de Meca.
• Tribo A busca vingança pela morte de 3 membros seus.

Este desenrolar de ventos está detalhada em Ibn Ishaq/Hisham 803, onde a Tribo A chama-se Banu Bakr e a Tribo B tem o nome de Khuza’a.

Embora os Khuza’a (Tribo B) tenham iniciado a sequência de assassinatos, o facto deles terem sido atacados pela Tribo A (Bani Bakr) depois de se terem aliado a Maomé constituía uma violação técnica do acordo - que Maomé capitalizou como forma de fazer marchar as suas superiores forças para Meca e estabelecer a autoridade islâmica pela via da força.

Superficialmente, os habitantes de Meca parecem ter sido os primeiros a violar o TdH. Embora muitos maometanos admitam que os habitantes de Meca não desejavam a guerra, eles insistem à mesma que Maomé tinha justificação para atacar Meca tendo como base a violação do TdH.

A verdade dos factos revela que Maomé foi o primeiro a violar o TdH, tal como o Alcorão reconhece - o que significa que qualquer maometano conhecedor do Alcorão também o deva reconhecer.

Os termos do tratado especificavam que qualquer maometano que fugisse de Meca para Medina (onde Maomé vivia) deveria ser retornado. No entanto, quando um grupo de maometanos fez exactamente isso (fugir para Medina), Maomé não os retornou na totalidade, mas reteve para si as mulheres. Sem surpresa alguma, um verso "desceu" de Alá para justificar esta violação do TdH (60:10).

Os maometanos actuais possuem apenas uma resposta para isto: Alá deu a Maomé a permissão pessoal para violar o tratado. Só que isto constitui uma gritante dualidade de critérios - uma com a qual os muçulmanos estão perfeitamente confortáveis visto que eles acreditam que a sua religião lhes torna superiores aos demais. (Não deixa de ser curioso que o deus Alá tenha permitido que Maomé assinasse um tratado cujos termos eles tencionava violar).

Pondo de parte os pormenores técnicos por agora, os apologistas maometanos começam então a falar na "gravidade" das violações contratuais, alegando que a morte dos membros da tribo aliada com Maomé constituía uma "ofensa grave".
Claro que eles estão certos no que dizem, mas há ainda outro pormenor da história que demonstra a dualidade de critérios do gesto: Segundo se sabe, os maometanos estavam a matar habitantes de Meca DEPOIS do tratado ter sido assinado, e ANTES dos membros da Tribo A terem morto alguém da Tribo B.

Bukhari 50:891 relata a história dum homem chamado Abu Basir que "abraçou" o islão e posteriormente matou um habitante de Meca. Maomé ordenou que o homem fosse viver para a costa, onde ele formou um grupo de 70 maometanos que se financiava atacando as caravanas de Meca.

Segundo a hadith, ele e os outros maometanos "mataram-nos e tomaram as suas possessões". Muir descreve o incidente do seguinte modo:

Eles assaltaram todas as caravanas provenientes de Meca (uma vez que, desde as tréguas, o tráfego com a Síria tinha reatado) e não pouparam a vida de ninguém.
Atacar e matar habitantes de Meca era uma óbvia violação do TdH mas uma vez que as vítimas (habitantes de Meca) não queriam guerra com Maomé, eles não marcharam contra Medina. No entanto, Maomé agarrou a primeira desculpa para atacar Meca embora estes últimos não constituíssem qualquer tipo de ameaça para ele. Os seus adversários queriam a paz, mas ele - Maomé - queria poder.

Escusado será dizer isto, mas eles não tiveram alternativa senão renderem-se a ele em vez de enfrentar o seu exército numa guerra convencional.
A dualidade ética do islão está impregnada na religião, incluindo a forma díspar no tratamento dos descrentes. Sem surpresa alguma, Maomé colocava imposições morais sobre os outros mas ele não estava disposto a viver segundo os mesmos padrões.
Neste caso, como ele foi o primeiro a violar o TdH, ele estabeleceu um exemplo para os seus seguidores: uma promessa feita aos descrentes não é vinculativa para os maometanos. O próprio Abu Bakr declarou:

Se eu faço um juramento mas mais tarde deparo-me com algo melhor que o juramento prévio, então faço o que é melhor e mais tarde faço expiação pelo meu juramento. (Bukhari 78:618)

Sem dúvida que Maomé teria concordado com Abu Bakr porque ele mesmo disse "fazer guerra é enganar" (Bukhari 52:269)

"Jihad: guerra contra os não-muçulmanos como forma de os converter ao islão."
("Islam and Christianity", impresso pela "Waqf Ikhlas Publications", página 316 - 7ª edição)

"Foi narrado por 'Umar b. al-Khattib que ele ouviu o mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) dizer:

Vou expulsar os Judeus e os Cristãos da Península Árabe e não vou deixar mais ninguém a não ser muçulmanos."

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