segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Coroa das Glórias da Virgem Maria.

 COROA DE GLÓRIAS DA VIRGEM MARIA.

 

Esta Coroa de Glórias de Nossa Senhora foi inspirada em São Luis de Montfort, como ele mesmo nos ensina, deixando que o Espírito Santo nos revele as Glórias de Maria. É baseada na visão que São João teve na ilha de Patmos, segundo revela no Apocalipse: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida de sol, a lua sob seus pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas”. Ap.12,1. Rezando esta Coroa, poderemos coroar Nossa Senhora todos os dias. Ela consiste em 3 Pai-Nossos, 12 Ave-Marias, 3 Glórias, contemplando-se as grandes Glórias da Virgem Mãe de Deus.

 

Rezar inicialmente: CREDO E PAI-NOSSO.

 

1. Nós vos bendizemos e louvamos, ó Mãe bendita de Deus, pela glória de vossa IMACULADA CONCEIÇÃO. Livrai-nos de todo pecado e guardai nosso coração para Deus. Ave-Maria…

 

2. Nós vos bendizemos e louvamos, ó Mãe bendita de Deus, por vossa VIRGINDADE PERPÉTUA. Conservai puro nosso corpo e nossa alma. Ave-Maria…

 

3. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, por vossa MATERNIDADE DIVINA. Intercedei junto de Deus para que sejamos filhos fiéis do Senhor. Ave-Maria…

 

4. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, porque sois a PREDILETA DE DEUS, a bendita entre todas as mulheres, a CHEIA DE GRAÇA. Dai-nos sermos repletos da graça de Deus em todo o tempo e lugar. Ave-Maria…Pai-Nosso e Glória, Pai Nosso.

 

5. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, porque sois a ESPOSA DO ESPÍRITO SANTO. Que sejamos repletos do Espírito Santo, de Seus dons e frutos. Ave-Maria

 

6. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, pela SUBMISSÃO DE JESUS a vós na Terra e no Céu. Que sejamos submissos a Jesus e a vós. Ave-Maria…

 

7. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, porque desde o princípio recebestes de Deus a missão e o poder de ESMAGAR A CABEÇA DE SATANÁS. Livrai-nos das tentações, seduções e ciladas do inimigo. Ave-Maria…

 

8. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, porque sois a MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS. Abri sobre nós vossos braços e derramai vossas bênçãos.
Ave-Maria…Pai Nosso e Glória.

 

9. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, porque sois NOSSA MÃE E MÃE DA IGREJA. Gera-nos em vós como gerastes Jesus.Ave-Maria…



10. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, por vossa ASSUNÇÃO AO CÉU. Preparai-nos um lugar no céu junto de vós. Ave-Maria…

 

11. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, por vossa COROAÇÃO NO CÉU COMO RAINHA DO CÉU E DA TERRA. Que sejamos servos perpétuos de Jesus por meio de vós. Ave-Maria…

 

12. Nós vos louvamos e bendizemos, ó Mãe bendita de Deus, por TODAS AS VOSSAS GLÓRIAS E MÉRITOS mais numerosos que as estrelas do céu. Ave-Maria…Pai Nosso, Glória.


OraçãoFinal


“Ave, Maria, filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, esposa do Espírito Santo. Ave, Maria, templo da Santíssima Trindade. Ave, Maria, Senhora minha, meu bem, meu tesouro. Rainha do meu coração, mãe, vida, doçura e esperança minha mui querida, meu coração e minha alma. Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Ó Virgem sobre todas bendita, vinde, pois, a mim, a vossa alma, para engrandecer o Senhor; vinde, pois, a mim, o vosso espírito, para rejubilar em Deus. Colocai-vos, ó Virgem fiel, como um selo sobre meu coração, para que em vós e por vós, seja eu achado fiel a Deus. Concedei, ó Mãe da misericórdia, que eu pertença ao número dos que amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos. Fazei com que, por vosso amor, despreze todas as consolações da terra e procure sempre as consolações do céu; até que, para a glória do Pai, Jesus Cristo, vosso Filho, seja formado em mim pelo Espírito Santo, vosso esposo fidelíssimo, e por vós, sua fidelíssima esposa. Assim seja”.

Magnificat (o Cântico de Maria)


A minha alma † engrandece ao Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o Seu nome. Seu amor, de geração em geração chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos; derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou; de bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos; acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

 

Salve Rainha.

 

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois advogada nossa; esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito o fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Oração Mental Segundo Santo Afonso de Ligório.


 Oração Mental segundo Santo Afonso de Ligório.

I.Preparação.

1.Ato de Fé na presença de Deus: “Meu Deus, creio que estais aqui presente e Vos adoro com todo meu coração”.

2.Ato de Humildade por um breve Ato de Contrição: “Senhor, nesta hora, eu deveria estar no Inferno pelos meus pecados; arrependo-me de todo coração de Vos ter ofendido, ó Bondade infinita”.

3.Ato de Petição de luzes: “Meu Deus, pelo amor de Jesus e Maria, esclarecei-me nesta meditação para tirar proveito dela”. Pedir intercessão por Ave Maria, a São José, Anjo Custódio, Santo Protetor, Glória.

II. Meditação.

Usar livro (1.Lectio - ao menos no início), parando nas passagens que mais impressão nos fizerem. Imitar as abelhas (S. Francisco de Sales), demorando-se numa só flor enquanto achar mel antes de voar para a próxima.  

Depois de haver meditado numa verdade eterna  (2.Meditatio) e depois de Deus lhe ter falado ao coração (4. Contemplatio), fale com Deus por (3. Oratio):

1. Afetos: atos de fé, agradecimento, adoração, louvor, humildade, amor e contrição (que é outro ato de amor).

2. Súplicas: pedir a Deus virtudes e a salvação eterna, principalmente o dom do amor e da santa perseverança.

3. Resoluções: tomar alguma resolução para evitar o pecado e praticar virtudes.
“Procurai lendo (1) e encontrareis meditando (2); chamai orando (3) e abrir-se-vos-á contemplando (4)”.
São João da Cruz.

III. Conclusão.

1.  Atos de Agradecimento pelas luzes recebidas e de Pedido de Perdão pelas faltas cometidas durante a oração.

2. Ato de Oferecimento das resoluções tomadas e de Propósito de guardá-las fielmente.

3.  Ato de Súplica da graça para executar as resoluções fielmente.

Terminar com um Pai-Nosso e uma Ave Maria pelas necessidades corporais e espirituais da Santa Igreja e seu clero, das almas do Purgatório, dos pecadores, familiares, amigos, benfeitores.

Depois da Meditação.

1. “Cheirar o ramalhete de flores durante o dia” (S. Francisco de Sales), ou imprimir na memória as impressões que tivemos para nos recordarmos e nos revigorarmos durante o dia.

2. Praticar as Resoluções nas pequenas e grandes ocasiões.

3. Silêncio e Recolhimento para conservar os afetos excitados na oração para não se dissiparem por atos e conversas inúteis.

Passos da Lectio Divina:

1. Lectio. 2. Meditatio. 3. Oratio. 4. Contemplatio. 5. Eructatio (transbordamento). 6. Actio (resoluções).

“Procurai lendo (1) e encontrareis meditando (2); chamai orando (3) e abrir-se-vos-á contemplando (4)”.

São João da Cruz.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Os Doze Graus de Humildade.

OS DOZE GRAUS DA HUMILDADE 

Santo Tomás nos ensina que o fundamento da humildade é a reverência para com Deus. É por isso que Santo Agostinho relaciona a humildade ao dom do temor de Deus, pelo qual o homem honra a Deus. A humildade nos faz submeter-nos a Deus. Ela é então radicalmente oposta ao Liberalismo, que não é senão o orgulho erigido em sistema. O liberal quer ser livre de toda sujeição, como se submeter-se a Deus fosse um mal, quando na verdade é não somente a única atitude que convém à criatura, mas também o único meio de ser feliz, pois só podemos ser felizes se obtivermos o fim para o qual fomos criados que é o próprio Deus.

Mas vejamos o que nos diz São Bento, menos especulativo que Santo Tomás e Santo Agostinho, mas, eminentemente prático na aplicação dos mesmos princípios enunciados por estes santos Doutores.

São Bento se propõe a educar os monges, adultos ou crianças, que se apresentam à porta do mosteiro. Como o faz? Ele lhes repete a palavra do Evangelho: “O que se humilhar será exaltado e o que se exaltar será humilhado” (Lc. 14, 11) e ele faz preceder esta citação destas palavras: “A Sagrada Escritura, meus irmãos, nos faz ouvir este grito:”. São Bento quer assim atrair toda a nossa atenção para este ponto decisivo de toda educação. É preciso fazer-se pequeno se se quer que o bom Deus se encarregue de nós e nos faça grandes pela participação de sua natureza divina. Eis a educação beneditina: o aprendizado da santidade.

São Bento vai em seguida enumerar doze graus pelos quais se chega à perfeição tanto pela humildade como pela caridade, pois ser exaltado, nos textos da Escritura, não quer dizer outra coisa senão ser santificado nesta vida e glorificado na outra e isto se faz essencialmente pela caridade.

São Bento começa pelo interior para terminar na postura exterior do monge.

São Francisco de Sales concorda plenamente com esta maneira de proceder de São Bento. Eis o que ele diz: “Eu não poderia jamais aprovar o método que, para mudar o homem, começasse pelo exterior, pelos modos, pelos hábitos, pelos cabelos. Parece-me, ao contrário, que é necessário começar pelo interior, porque quem tem Jesus Cristo em seu coração, logo depois O tem em todas as suas ações exteriores.”

Assim, já estamos suficientemente informados sobre a humildade e sobre os métodos educacionais de São Bento para começar a estudar os doze graus propostos pelo patriarca dos monges do Ocidente.

Uma última palavra, desta vez de São Bernardo, nos colocará ainda melhor no bom caminho. O santo abade de Claraval define a humildade como a virtude que faz com que nos desprezemos, em consequência de um verdadeiro conhecimento de nós mesmos. A humildade é a verdade, dizia Santa Teresa d’Ávila.

Comecemos, então, nosso estudo. Tomemos o resumo do capítulo da humildade feito pelo Pe. Emmanuel do Mesnil de St. Loup:

01 - Ter sempre diante dos olhos o temor de Deus e, consequentemente, manter-se em guarda contra todos os pecados, notadamente contra a vontade própria;

02 - Renunciar a seus próprios desejos, resultado da renúncia à vontade própria;

03 - Submeter-se com toda a obediência a seu superior, por amor de Deus;

04 - Aceitar em paz as ordens difíceis, mesmo os maus tratos e injúrias;

05 - Descobrir ao superior os pensamentos, mesmo os maus, que vêm ao espírito;

06 - Contentar-se com o que há de mais vil e mais abjeto;

07 - Considerar-se a si mesmo, do fundo do coração, como o último de todos;

08 - Seguir simplesmente a regra comum, e fugir de toda singularidade;

09 - Guardar o silêncio até que seja interrogado;

10 - Não ser muito fácil em rir;

11 - Falar calmamente, com gravidade, em poucas e razoáveis palavras;

12 - Trazer a humildade em seu coração e em todo o seu exterior, baixando os olhos como um criminoso que se considera como estando no momento de ser chamado ao terrível tribunal de Deus.

Eis o resumo dado pelo Pe. Emmanuel. Todo resumo diminui um pouco o pensamento de um autor, mas o resumo tem a vantagem de colocar diante de nossos olhos uma vista de conjunto do assunto tratado. Nós vemos aí que São Bento começa pelo interior para terminar na postura exterior. Ele começa pela presença de Deus para terminar também com esta mesma presença. Inicialmente, o efeito desta presença no interior da alma é o temor. O temor pode ser servil ou filial. Ambos fazem com que o homem se submeta a Deus, mas somente o segundo entra com ele no céu. Ao final, o Santo Patriarca acrescenta que também o corpo deve estar repleto deste mesmo temor, que é a reverência para com Deus.

O quadro não estaria completo se São Bento tivesse se esquecido de falar explicitamente da caridade, que segue, passo a passo, todos os graus da humildade ou, ao menos, une-se ao monge a um dado momento desta subida. É ela que anima o monge, e a todo cristão, nesta ascensão para o Deus de toda bondade. Escutemos São Bento nos falar desta caridade, quando o monge chega ao último dos doze graus da humildade:

“O monge, tendo pois, alcançado todos estes graus da humildade, chegará logo a esta caridade de Deus, a qual sendo perfeita, lança fora o temor e faz com que tudo o que ele observava antes com um sentimento de terror, comece agora a realizar sem nenhuma dificuldade, como que naturalmente e por um hábito adquirido; não mais por temor do inferno, mas por amor a Cristo, pelo bom costume e atrativo próprio das virtudes que o Senhor se digna fazer nascer em seu servo purificado de seus vícios e de seus pecados.”

O Liberalismo não conhece o temor, mas não conhece também a caridade. O Liberalismo elimina o temor, mas elimina também a caridade. O Liberalismo atrai, pois ele parece ter chegado ao alto da escada, mas na verdade não pôs os pés nem no primeiro degrau. O catolicismo, ao contrário, sabe ter o rosto antipático da verdadeira bondade, segundo a expressão de um ilustre escritor. Antipático ao pecado, mas sorridente à virtude. Somente o catolicismo sabe unir severidade e bondade, humildade e magnanimidade, para chegar a esta caridade que elimina o temor servil, para deixar permanecer somente este temor reverencial, todo cheio de santa intimidade entre a alma e seu Criador e Salvador.

Num próximo boletim, se Deus nos der a graça, nós retomaremos cada grau, ou um a um, ou alguns, para nos aprofundarmos no conhecimento do pensamento de São Bento, que formou milhares de santos, monges e leigos, e moldou a Europa católica, farol do mundo inteiro.

Para dar um antegosto daquilo que ilustres comentadores escreveram sobre cada um dos graus da humildade, escutemos Dom Etienne Salasc, monge cisterciense, que comenta o décimo primeiro grau:

Pertence ao monge, que entrou ostensivamente na milícia de Cristo, imitar Jesus Cristo em Sua linguagem cheia de mansidão, isenta do riso inconveniente, sempre humilde e séria, sóbria, razoável, jamais ruidosa, incessantemente temperada com o sal da sabedoria. Diante destas formas de uma correção tão perfeita e tão atraente, o desejo da imitação se impõe com tanto mais encanto quanto mais se reconhece nesses bons efeitos da humildade, as características de uma perfeita civilidade e de uma educação completa. Acontece com a humildade assim como com a verdadeira piedade: ela é útil para tudo, trazendo consigo as promessas que lhe são inerentes para a vida presente e para a vida futura. O verdadeiro cristão não é inferior em nada a um cavalheiro.”

E sobre o décimo grau, que poderia parecer excluir qualquer tipo de alegria no claustro, eis aqui o sábio comentário do mesmo autor:

“O riso é uma necessidade da natureza que depende muito da diversidade dos temperamentos mais ou menos sensíveis às causas que o estimulam. Seria absurdo querer interditá-lo radicalmente. Essa não é a condição imposta à humildade, e este não era o pensamento de nosso Pai São Bento. Mais que isso, o riso é uma distensão às vezes necessária.”

A bem da verdade, o que quer São Bento com o décimo grau da humildade é que o monge (e isso vale para todos os cristãos) saiba excluir as vulgaridades incompatíveis com a “inexprimível seriedade da vida cristã”, como diz Bossuet.

Nós recomendamos a todos os que querem aprofundar-se no conhecimento dessas lições de humildade o excelente livro do Rev. Pe. G. A. Simon “A Regra de São Bento Comentada para os Oblatos e os Amigos dos Mosteiros” editado em francês nos anos trinta e reeditado pelas Edições de Fontenelle em 1982. Infelizmente este livro nunca foi traduzido para o português, que eu saiba.

O Pe. Simon comenta com grande erudição e grande bom senso toda a Regra. Ele no-la faz melhor compreender para melhor vivê-la. Que todos possam encontrar nesta Regra que é, segundo Bossuet, “um condensado do cristianismo, um douto e misterioso resumo da doutrina do Evangelho”, uma preciosa ajuda para tudo restaurar em Cristo, como o queria São Pio X.

D. Tomás de Aquino, O.S.B.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

PECADOS CAPITAIS - A TERAPIA PARA CONHECER-SE E SANAR SEUS DEFEITOS PESSOAIS.


PECADOS CAPITAIS.

SOBERBA: estima desordenada de si mesmo e desprezo dos outros.

Efeitos da SOBERBA: 

1) grande estima e presunção de si; 
2) preferência aos outros; 
3) amor de louvores e vanglória; 
4) ambição; 
5) teima na própria opinião; 
6) impaciência no sofrer.

Virtude oposta: HUMILDADE (= submissão de coração aos superiores, iguais e inferiores).

AVAREZA: amor desordenado dos bens temporais e do dinheiro.

Efeitos da AVAREZA: 

1) desejo inquieto e desmedido de adquirir bens materiais; 
2) buscar bens materiais por meios injustos; 
3) não gastar no que for necessário.

Virtude oposta: LIBERALIDADE (= gastar moderadamente a própria riqueza).

Remédios: 
1) lembrar-se de que N.S.J.C. foi pobre, 
2) que a morte nos tirará os bens todos, 
3) esmola aos pobres dentro de nossas posses.

LUXÚRIA: apetite desordenado dos prazeres sensuais.

Efeitos da LUXÚRIA: 

1) ódio contra Deus; 
2) esquecimento dos deveres cristãos; 
3) cegueira do entendimento; 
4) dureza do coração; 
5) impiedade.

Virtude oposta: CASTIDADE (= refrear e domar a carne rebelde).

Remédios: 

1) oração,  
2) modéstia, 
3) mortificação, 
4) devoção a Nossa Senhora.

GULA: gosto desenfreado de comer e beber mais do que o necessário.

Efeitos da GULA: 

1) embriaguês (= privação de razão, embotamento, crimes, desordens), 
2) sensualidade, 
3) descomedimentos; 
4) blasfêmias, 
5) rixas.

Virtudes opostas: 
ABSTINÊNCIA E TEMPERANÇA (refrear o apetite desordenado de comer e beber).

Remédios: 
1) rezar antes e depois das refeições, 
2) praticar mortificações na comida, 
3) evitar tavernas.

INVEJA: tristeza pelo bem do próximo e/ou alegria pelo seu mal.

Efeitos da INVEJA: 

1) desfazer-se dos merecimentos e louvores alheios, 
2) falar com gosto dos defeitos alheios, 
3) ódio ao próximo, 
4) alegria pelos males aos outros e/ou desejo de lhos causar, 
5) maledicências, calúnias, injustiças.

Virtudes opostas: 
CARIDADE (=desejar ao próximo aquilo que desejamos a nós mesmos, entristecer-nos com a tristeza alheia).

Remédios: 

1) lembrança de que somos todos filhos de Deus e irmãos em Cristo, 
2) rezar por quem invejamos e fazer-lhes bem, 
3) praticar a humildade.

IRA: repelir com violência o que nos desagrada, desejo de vingança. Não é pecado quando se opõe moderadamente ao mal.

Efeitos da IRA: 
1) blasfêmias e imprecações, 
2) pragas e injúrias, 
3) rixas e homicídios.

Causas da IRA: soberba e teimosia.

Virtude oposta à IRA: paciência (= sofrer em paz as injúrias e tribulações por amor de Deus).

Remédios: 
1) lembrança da mansidão e paciência de N.S.J.C. em sua vida, paixão e cruz; 
2) calar-se e reprimir-se.

PREGUIÇA: gosto desordenado de descansar; frouxidão e desprazer de cumprir o próprio dever; preguiça espiritual (= acídia) é a tristeza e o fastio das coisas de Deus.

Efeitos da PREGUIÇA: 

ociosidade, desalento, frouxidão, negligência dos deveres, desespero, inconstância, inutilidade de vida.

Virtude oposta: DILIGÊNCIA, zelo ao serviço de Deus (= facilidade e prontidão para cumprir deveres).

Remédios: 
1) lembrar-se de que o trabalho é imposto a todos, 
2) fazer um regulamento de vida e cumpri-lo, 
3) não dormir muito, 
4) não perder tempo inutilmente. 

VIRTUDES EVANGÉLICAS.

POBREZA VOLUNTÁRIA: renúncia à posse de bens terrenos por amor a Deus (contra o amor à fortuna).

CASTIDADE: renúncia aos prazeres carnais.

OBEDIÊNCIA: renúncia às honras mundanas e à própria vontade para submeter-se aos superiores em tudo que não for pecado pelo amor de Deus.

HUMILDADE: reconhecer defeitos e fraquezas como nossos e os bens como de Deus; submissão de coração a superiores, iguais e inferiores.

Os Sete Pecados Capitais Segundo São Gregório Magno e São Tomás de Aquino.

São João revela-nos, na sua I epístola, a existência de três concupiscências como fonte de todos os pecados, especialmente dos sete pecados capitais: "Tudo o que está no mundo é ou concupiscência da carne, ou concupiscência dos olhos, ou orgulho da vida" (I Jo 2,16).

Da concupiscência da carne nascem a gula, a luxúria e a preguiça.

Da concupiscência dos olhos nasce a avareza (e também a curiosidade, que não é um pecado capital, mas que pode servir todas as concupiscência).

Do orgulho da vida nascem o orgulho ou amor da vã glória, a inveja e a cólera.

O quadro seguinte pode-nos esclarecer sobre as conseqüências para a alma dos sete pecados capitais e encoraja-nos a fazer "jejum do pecado", que deve necessariamente acompanhar as nossas penitências (oração, jejum, esmola).

I- ORGULHO OU VÃ GLÓRIA:

"Paixão que nos leva a sobreestimar e a procurar de modo exagerado a glória".

Gera:

Jactância - Coloca-se a si mesmo à frente e dá-se valor por presunção...

Afetação das novidade - ou querendo causar admiração e impressionar pelas suas atitudes audaciosas ou rebuscadas (modas, idéias, etc.)

Hipocrisia - ou ainda, simulando a posse de certas qualidades, para parecer o que na verdade não é.

Obstinação - Distingue-se dos outros pela teimosia do seu espírito...

Discórdia - ou pela sua vontade de desacordo, onde os corações deviam estar unidos...

Contenção - Impõe-se os outros por palavras duras.

Desobediência - manifesta-se desde a insubmissão à revolta.

II- INVEJA

"Tristeza com o bem de outrem, porque esse bem é entendido como uma diminuição da sua própria excelência pessoal".

Gera:

Cochichos - Procurar rebaixar a glória de alguém falando em segredo.

Maledicência - em seguida, fere-se a sua reputação, dizendo abertamente mal.

Alegria com o mal de outrem - Se o mal chega a alguém: "É bem feito!".

Tristeza pelo seu bem - Inveja-se a pessoa pelos seus bens materiais e espirituais (este último ponto é um pecado contra o Espírito Santo).

Rancor pelo próximo - Deseja-se mal ao próximo.

III- CÓLERA

"Paixão desregrada que nos leva a vingarmo-nos do que nos ofende".

Gera:

Indignação - No coração: irritação ao pensamento de quem nos fez mal...

Fúria do espírito - Enche-se o espírito de perturbação para encontrar meio de se vingar.

Clamor - Nas palavras, manifesta-se a cólera levantando a voz.

Injúria - As palavras tornam-se ultrajes contra o próximo...

Blasfêmia - Contra Deus, para jurar, clamando vingança.

Rixa - a querela passa aos atos: violência física.

IV - AVAREZA

"Amor desregrado pelo dinheiro e bens materiais".

Gera:

Dureza de coração - Desejo excessivo de conservar o dinheiro; o coração deixa de se abrir às necessidades dos outros.

Inquietação - Desejo excessivo de obter dinheiro, o que leva a cuidados e preocupações exageradas.

Violência - Para se apoderar do seu bem, seja abertamente pela força...

Embuste - Seja de modo disfarçado pela artimanha - por palavras...

Perjúrio - (agravo pelo falso juramento)...

Fraude - Por atos.

Traição - Violação dos segredos do próximo, com o fim de ganho de dinheiro (Judas).

V- GULA

"Procura desordenada do prazer no beber e no comer".

Gera:

Estupidez - A inteligência indisposta pelos vapores que sobe à cabeça e que impedem a reflexão, a oração, etc.

Alegria vã - A razão perde a sua ascendência sobre a vontade; já não manda, porque " o vinho faz crer que tudo é bem estar e felicidade".

Loquacidade - Desordem nas palavras: "a língua agita-se a torto e a direito".

Palhaçada - Desordem dos gestos: "tudo é bom para rir".

Impureza - Desordem do corpo: a falta de asseio, falta de reserva e todas as espécies de excessos, principalmente os carnais.

VI- PREGUIÇA

"Procura desordenada do repouso e do prazer em nada fazer, negligenciando o seu bem espiritual".

Gera:

Desespero - Renuncia ao fim que o faz triste, o bem divino.

Pusilanimidade - Falta de coragem em relação aos meios de perfeição, que parecem muito penosos.

Indolência - os mandamentos comuns a todos são uma fonte de tristeza e são negligenciados.

Rancor - Ressentimento contra aqueles que nos querem conduzir a caminhos mais perfeitos.

Malícia - Desprezo pelos próprios bens espirituais.
Desvio para as coisas interditas - Procura de outros bens interditos, para preencher o vazio afetivo.

VII- LUXÚRIA

"Procura desordenada do prazer da carne".

Gera:

Cegueira

Precipitação

Inconsideração

Inconstância - As quatro atingem a inteligência:

1)- Apreensão: "O amor é cego".

2)- Deliberação: Sem auto-controle, não existe reflexão.

3)- Julgamento: Erro, ilusão, decisões inflexíveis.

4)- Resolução: Indecisão, tergiversações.

Egoísmo - Deu as desordens da vontade:

1)- Escolha do fim: "Quero o meu prazer, ainda que desordenado...

Aversão a Deus - ...mesmo que Deus mo proíba..."

Amor da vida presente e horror da vida futura

2)- Escolha dos meios: "Nada me interessa mais do que as alegrias da vida presente!".

Fonte: site voltaparacasa.

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