quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

IDEOLOGIA: O QUE É, SUAS ARMADILHAS.



Ideologia é uma estratégia que se baseia em doutrinação de pessoas com idéias falsas e revolucionárias visando à subversão da ordem moral, social, familiar, econômica e político-jurídica de uma nação e beneficiar uma minoria, deixando a maioria a sonhar com "um mundo melhor". 

Ideologia é só um monte de idéias falsas, pronto!

Uma ideologia começa com a fabricação de um grupo supostamente oprimido (que será manipulado como um grupo revolucionário) por um grupo supostamente opressor (que será atacado e destruído pelo "oprimido" com justificativas falsas para que seja "neutralizado", deixando um vácuo de poder a ser preenchido com um marionete mais adequado, submisso e colaborador do que o "opressor"). Tal enfrentamento, com promessas de mais liberdade, mais igualdade e um tratamento mais fraterno para o "oprimido" caso ele vença, é provocado generalizando-se exceções abusivas encontradas no grupo "opressor" (ao invés de reprimir os abusos, pois o abuso não pode desacreditar o uso), colocando todo o grupo atacado no "mesmo balaio".

Tomemos um exemplo: feministas x homens (chamados "machistas" - homem neutralizado não é mais chamado machista). 

Dizem às mulheres que uma minoria de homens abusivos são a regra (ideólogos sempre massificam e universalizam tudo), então todos os homens precisam ser vistos como inimigos. Começam enchendo as mulheres de direitos e privilégios em nome dos princípios da igualdade, da liberdade e da fraternidade, enquanto os homens perdem muitos dos seus ou são forçados a cederem em nome de tais princípios. Quando houver um desequilíbrio real de direitos e deveres entre homens e mulheres, os homens já passarão a enxergar as mulheres como inimigas - e uma aliança destinada por Deus a amalgamar a sociedade a partir da família se desfaz. A feminista anula a função do homem na família e na sociedade, o homem ingênuo começa a aceitar e até a defender teses feministas e, pronto!, as crenças cristãs que ordenam a sociedade (liderança e proteção masculinas) são eliminadas. Produtos: filhos sem limites (filhos bandidos = crimes, instabilidade social e política, e filhas promíscuas = abortos, desestímulos a criação de famílias, mais instabilidade social - cada qual procura a bandidagem como ficar mais fácil), já que a mãe raramente consegue cumprir o papel do pai (liderar sua família, colocar limites e ser o exemplo moral para os filhos), divórcio (se o marido reagir, haverá brigas; se não reagir, ele será considerado um fraco pela esposa e devidamente desprezado e dispensado por ela - mulheres odeiam homens inferiores a elas; se se distanciar, ele acabará achando a felicidade noutro lugar ou ela o achará um inútil a ser dispensado, etc) e a desestabilização ou destruição da família (filhos de lares assim raramente querem formar uma família ou encontram sérias dificuldades para mantê-la estável, já que não tiveram exemplo com que aprender). 

A destruição da família é essencial para que as tradições (conhecimentos e práticas passadas de pais a filhos) sejam interrompidas, destruídas e substituídas por doutrinas mais adequadas para que as pessoas se tornem servos dóceis do grande capital e seus interesses satânicos com enorme perigo para a salvação das almas.

Observe que o produto final do combate entre "oprimido x opressor" é sempre a mudança de crenças para que haja uma mudança de atitudes a partir de um falso problema fabricado a fim de produzir uma falsa solução desejada (tese-antítese-síntese). No caso do feminismo, a tese é a opressão machista sobre as mulheres, a antítese é o movimento feminista e a síntese (resultado do embate entre tese e antítese) é a destruição da família, o impedimento do surgimento de outras ou a disfuncionalidade da que subsistir (clamando por mais uma falsa solução ainda pior). 

Substitui-se a crença cristã reinante por uma crença satânica para estabelecer-se o reinado do Anticristo, não o "mundo melhor" que os ideólogos tanto prometem. Para não ser destruído, o ser humano tenta tolerar o mal existente, e acaba substituindo seu conjunto de crenças pela ideologia justamente através da sua tolerância.

É mais ou menos assim: para convencer os moradores de um apartamento que vocês precisam ter uma fonte de leite independente, ponha uma vaca dentro de casa; quando ninguém suportar mais o bovino, sugira trocá-la por uma cabra - será um alívio para todos (um mal menor), e ainda terão leite...o negócio é infernizar a casa (com várias outras consequências), não a obtenção do leite, entende?

O mesmo ocorre nos embates capitalismo x comunismo (=fascismo, um capitalismo de compadres e amigos dos políticos apoiado por um Estado totalitário e escravizador de seus cidadãos como resultado), feminismo x "machismo" (=destruição das famílias e genocídio pelo impedimento da procriação, a redução populacional tão desejada pelos globalistas), esquisitices sexuais x sexualidade ordenada (= tolerância a desvios de sexualidade, levando a crenças e práticas não desejadas por Deus, para a perda das almas, e mais subversão e instabilidade social), "minorias raciais e religiosas" x brancos cristãos (= tolerância religiosa levando ao indiferentismo e à apostasia, anulação da influência cristã na sociedade, manipulação demagógica das "minorias" para impor uma hegemonia satânica política e social), filhos x pais e alunos x professores (= destruição da autoridade legítima instituída por Deus e sua substituição pelo Estado-Babá). 

O negócio é desunir a sociedade e usar um grupo, iludido com promessas, para destruir o outro. Quando tudo estiver acabado, aparece uma solução pior e mais promessas vãs.

Ideologia é um monte de estórias falsas que usam suas fraquezas para que outros lucrem e você perca, inclusive sua alma. 

Você NÃO PRECISA de uma ideologia para viver.





terça-feira, 9 de janeiro de 2018

FEMINISMO: DEFINIÇÃO.

Incrível como o feminismo viceja entre as brasileiras! 

Aliás, qualquer coisa que não presta viceja no Brasil igual a erva daninha!

Achei as seguintes definições de feminismo:

Feminismo (subst. com. masc.):


1. misandria, ou ódio ao homem; 2.oportunidade para ficar feia, gorda, grosseira, virar professora/doutrinadora de crianças e jovens imbecis; 4.pré-requisito básico para trabalhar em ONGs/NGOs globalistas (feministas, comunistas, abortistas/assassinas, etc) financiadas por banqueiros e mega-investidores (que não desejam o lucro, claro, apenas "um mundo melhor"...para si mesmos e seus investimentos); 5.desculpas para namorar outras mulheres/lesbianismo; 6.projeção de problemas com o pai em cima de homens que nada têm a ver com o problema; 7.sintomas de mulher mal-amada; 6.estilo de vida incentivado por mãezinhas preguiçosas, oportuni$ta$, mimadas e misândricas, as quais odeiam qualquer tipo de trabalho, principalmente o doméstico (muito comum no Brasil - por isso se diz que o brasileiro é um filho da...fruta); 8.vitimismo bem recompensado por "políticas públicas de defesa e promoção/'empoderamento'das mulheres"; 9.ideologia adotada por mulheres irresponsáveis e desregradas para justificar (ab)uso de drogas e álcool, sexualidade irresponsável e pervertida, preguiça, violência física ou psicológica contra homens e mulheres normais, apoiar (ab)uso e tráfico de drogas, servir de idiota-útil para defender e divulgar o socialismo/comunismo, defender e apoiar a ideologia LGBT, atacar e/ou destruir/desestabilizar a família comum bem-estruturada, pregar imoralidades, omitir-se na defesa das mulheres realmente exploradas e oprimidas (principalmente em países islâmicos ou em tiranias socialistas como a China), subverter a ordem pública e social para ajudar globalistas a imporem as próprias regras da Lei do Cão, enfim, fazer papel de imbecil; 10.doutrina asquerosa que afugenta homens de bem e empresários(as) sérios(as), causando solidão pós-menopausa e desemprego permanente; 11.ditadura hegemônica das feias autoritárias e prepotentes contra a libido masculina pelas mulheres bonitas e graciosas; 12.reedição da perversão feminina dos últimos séculos do Império Romano em nossos dias visando à destruição da família e dos valores que sustentam a família e a pátria, diminuição populacional e controle demográfico, facilitação de invasão de bárbaros, destruição da civilização e a promoção de estupros das mulheres (que dizem defender) por esses mesmos bárbaros (que não ousam atacar).

Quem puder acrescente algo ao verbete.

Se as feministas valorizassem tanto a "beleza interior" (desculpa esfarrapada de gente feia), por que se incomodam tanto em serem chamadas de feias e gordas? Ou, pior, como conseguem nivelar feiúra com beleza? O problema é de visão ou de funcionamento cerebral? Isso é a confluência de analfabetismo funcional com disfuncionalidade moral?

"O melhor negócio do mundo é comprar uma feminista pelo preço que ela vale e conseguir vendê-la pelo preço que ela ACHA que vale".

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Geraldo Sem-Pavor: um cruzado para nossos dias.

Se há uma coisa que os católicos de hoje perderam, a exemplo dos reis espanhóis descritos abaixo, foi o senso de prioridades e qualquer noção estratégica. 

Parece que somos obrigados a sermos tolos diante de inimigos espertíssimos...ao contrário do que a parábola do bom administrador diz.

Mas, vamos lá!

Um exemplo de estrategista: o patrono das Lutas contra os muçulmanos, o gênio estratégico, o El-Cid português, o nada politicamente correto...Geraldo Sem-Pavor!

Quem foi Geraldo Sem-Pavor? 

​Geraldo, ou Giraldo Sem-Pavor, foi um ​«nobre cavaleiro que serviu D. Afonso Henriques, mas de quem se afastou para se eximir a um castigo severo por actos condenáveis que praticara, indo, por isso, refugiar-se, com o bando de salteadores que formou e capitaneava, em território sob domínio islamita». Os seus homens eram: «moçárabes e moradores de Santarém». Os anos e anos de continuados combates nas zonas de fronteira incerta, produziram naturalmente homens desenfreados, mais habituados a subsistir de rapinas, do que de trabalho. Os bosques dos territórios disputados por cristãos e muçulmanos deviam estar repletos de «bandos de salteadores, provavelmente compostos de indivíduos de uma e outra crença, (...) guerreando indiscriminadamente cristãos e muçulmanos». Assolar campos e aldeias, rapinar e conquistar castelos para el-rei podia ser um modo de vida.

Em 1158, Afonso Henriques, a custo, toma Alcácer e, em 1159, Évora e Beja (esta apenas saqueada e aquela perdida em 1161), aproveitando uma momentânea fraqueza almóada e ignorando o tratado de Sahagún desse ano. Em Sahagún, os reis irmãos de Leão e Castela decidem qual é o espaço de cada um na conquista do território muçulmano: até Sevilha, seria para o rei de Leão; de Sevilha para lá, para o rei de Castela.

Em 1165, Geraldo toma Trujillo, bem para lá da zona de Badajoz.

Ainda em 1165, tomou Évora, cidade muito importante e que Afonso Henriques tinha perdido quatro anos antes. «Decidiu empreender uma proeza que o acreditasse no conceito do monarca português para todo o sempre. Para isso planeou conquistar aos Mouros a opulenta cidade de Évora, empresa bem difícil e árdua(fê-lo escalando os muros da cidade e abrindo os portões aos cristãos - e a cidade amanheceu sob o domínio dos mesmos)​.

Foi um feito extraordinário, especialmente para um bando de homens não ligados a um exército estruturado. O coração de Afonso Henriques abriu-se. Se alguma animosidade tinha para com Geraldo, como conta a lenda, aqui lhe perdoou. Fê-lo alcaide de Évora, que foi povoada por cristãos e nunca mais voltou a mãos muçulmanas.

Em fins de 1165 ou início de 1166, tomou Cáceres e depois, imparavelmente, Montanchez, Serpa, Juromenha, Alconchel e ainda «Mourão, Arronches, Crato, Marvão, Alvito e Barrancos». Em 1167 terá tomado Elvas e Monsaraz e em data incerta: Santa-Cruz e Monfrag, na província de Cáceres.

A estratégia de conquista desenvolvia um plano de surpresa, atacando cidades longe duma linha lógica de progressão: de Trujillo, saltou para Évora, depois para Cáceres e seguiu em ziguezague inesperado, a que se juntava o processo do ataque: «avançava sem ser apercebido na noite chuvosa, escura, tenebrosa e, (insensível) ao vento e à neve, ia contra as cidades (inimigas). Para isso levava escadas de madeira de grande comprimento, de modo que com elas subisse acima das muralhas da cidade que ele procurava surpreender; e, quando a vigia muçulmana dormia, encostava as escadas à muralha e era o primeiro a subir ao castelo e, empolgando a vigia, dizia-lhe: “Grita, corno tens por costume de noite, que não há novidade”. E então os seus homens de armas subiam acima dos muros da cidade, davam na sua língua um grito imenso e execrando, penetravam na cidade, matavam quantos moradores encontravam, despojavam-nos e levavam todos os cativos e presas que estavam nela».

Olhando para um mapa das conquistas de Geraldo, percebemos que um dos objectivos que ele tinha, era isolar Badajoz, a forte capital da taifa com o mesmo nome, cortando-lhe os abastecimentos e os apoios vizinhos. Mas Geraldo não estava apenas a apoquentar os muçulmanos; as suas conquistas penetravam profundamente no espaço de conquista definido no tratado de Sahagún e eram um perigo fortíssimo de isolar o rei de Leão.

Então, em 1168 «Fernando Rodriguez de Castro, cunhado do rei leonês», dirigiu-se a Marrocos onde passou cinco meses junto do Califa. «Por fim conseguiu uma subvenção mensal e firmou um pacto ofensivo-defensivo, o qual logo foi confirmado por Fernando II. Este comprometeu-se, assim, a que quando tomasse conhecimento de uma expedição de cristãos dirigindo-se a terra muçulmana, saísse a repeli-los sem perda de tempo. Talvez pedisse também o rei leonês o auxílio de tropas muçulmanas». 

(Observações minhas: vejam que absurdo movido por ganância, deslealdade e estupidez!)

Em Maio de 1169, Geraldo atacou Badajoz e tomou a cerca, mas a guarnição refugiou-se na alcáçova. Então Geraldo pediu ajuda a Afonso Henriques para sitiar a alcáçova. O perigo era grande para Leão (!!!) e para os muçulmanos (!!!). A notícia chegou célere a todos. Fernando II enviou uma expedição, que chegou a tempo de evitar a conquista da cidade pelos Portugueses.  Estes ficaram entre dois fogos: os Almóadas na alcáçova e os Leoneses a cercarem a cidade. 

(Observação minha: esse rei foi um dos imbecis que atrasaram a expulsão islâmica da Espanha, como se vê. Se fossem mais unidos pela fé cristã do que desunidos pela ganância, pela vaidade, pelo desejo da vanglória e pela deslealdade, já teriam expulsado os muçulmanos nos tempos do Geraldo Sem-Pavor. Alguma semelhança com os católicos de hoje, sempre atrás dos próprios interesses e vontades próprias ao invés de se unirem contra o inimigo comum? E, pior, aliando-se aos inimigos? Fique isso como lição!)

Os Portugueses tentaram escapar a esta situação melindrosa, fugindo precipitadamente, mas um pormenor deitou tudo a perder: «E aconteceu que o cabo do ferrolho não ficara bem colhido ao abrir das portas, e o cavalo, assim como ia correndo, topou nele com a ilharga de guisa, (e D. Afonso Henriques) se feriu muito: e quebrou a perna a el-rei (...). Nisto, o cavalo que ia ferido, não podendo mais suster-se, caiu com el-rei sobre a mesma perna, e acabou-lha de quebrar de todo, de maneira que os seus não puderam mais alevantá-lo nem pô-lo a cavalo».

Capturado com Geraldo pelos Leoneses, esteve Afonso Henriques dois meses prisioneiro do rei de Leão, seu genro, numa situação de extrema fragilidade política, mas este, cavalheirescamente apenas terá exigido: «Restitui-me o que me tiraste e guarda o teu reino». Assim, Afonso Henriques teve que devolver os condados galegos de Límia e Toronho e todas as terras da Extremadura espanhola, da margem esquerda do Guadiana. Ficava assim desfeita a atracção da Galiza (Galícia) e, respeitando esse pacto, só restava a Afonso Henriques avançar para Sul, através de território muçulmano, se quisesse aumentar o seu reino.

Também Geraldo, capturado, teve que devolver a Fernando II as terras «da conquista de Leão» e a Fernando Rodriguez de Castro, as terras «castelhanas» de Montanchez, Trujillo, Santa-Cruz e Monfrag. 


Afirma a tradição que o espírito aventureiro deste nobre o levou a Ceuta, no Norte d'África, em missão de espionagem a serviço secreto de D. Afonso Henriques, que lhe havia recomendado a tomada daquela praça. Quando a verdadeira finalidade da operação foi descoberta, Geraldo morreu à mãos dos almóadas.

Fontes:

ASALA, Ibn Sahib. História dos Almóadas in LOPES, David. «O Cid português: Geraldo Sempavor», Revista Portuguesa de História, Tomo 1, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Históricos Dr. António de Vasconcelos, 1940.
GONZÁLEZ GONZÁLEZ, Júlio. História General de España y América, 29 Tomos, Tomo IV, La España de Los Cinco Reinos (1085-1369), 2.ª edición, Madrid, Ediciones RIALP,S. A., 1990.
HERCULANO, Alexandre. História de Portugal, I, in AMARAL, Diogo Freitas do. D. Afonso Henriques – Biografia, Amadora, Bertrand, 9.ª edição, 2000.
SERRÃO, Joel (dir.). Dicionário de História de Portugal, 6 vols., vol. II, Porto, Iniciativas Editoriais, reed., 1979.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"Ó, meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno..." em latim.

A oração "O, meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as almas mais necessitadas de Vossa misericórdia" possui várias possibilidades em latim.

Vejamos:

1:
Domine Iesu, dimitte nobis debita nostra, salva nos ab igne inferiori, perduc in caelum omnes animas, praesertim eas quae misericordiae tuae maxime indigent.

2:
O mi Jesu, dimitte nobis debita nostra, libera nos ab igne inferni, conduc in caelum omnes animas, praesertim illas quae maxime indigent misericordia tua.

3:
O mi Iesu, indulge peccata nostra, conserva nos ab igne inferni, duc omnes ad cæli gloriam, præcipue tua misericordia indigentes. 

Os trechos podem ser misturados entre colunas e linhas.

Domine Jesu
dimitte nobis debita nostra
salva nos ab igne inferiori
perduc in caelum omnes animas
praesertim eas quae misericordiae tuae maxime indigent
O mi Jesu
indulge peccata nostra
libera nos ab igne inferni
conduc in caelum omnes animas
praesertim illas quae maxime indigent misericordia tua


conserva nos ab igne inferni
duc omnes ad cæli gloriam
præcipue tua misericordia indigentes
Domine Jesu
dimitte nobis debita nostra
salva nos ab igne inferiori
perduc in caelum omnes animas
praesertim eas quae misericordiae tuae maxime indigent
O mi Jesu
indulge peccata nostra
libera nos ab igne inferni
conduc in caelum omnes animas
praesertim illas quae maxime indigent misericordia tua


conserva nos ab igne inferni
duc omnes ad cæli gloriam
præcipue tua misericordia indigentes
Domine Jesu
dimitte nobis debita nostra
salva nos ab igne inferiori
perduc in caelum omnes animas
praesertim eas quae misericordiae tuae maxime indigent
O mi Jesu
indulge peccata nostra
libera nos ab igne inferni
conduc in caelum omnes animas
praesertim illas quae maxime indigent misericordia tua


conserva nos ab igne inferni
duc omnes ad cæli gloriam
præcipue tua misericordia indigentes
Domine Jesu
dimitte nobis debita nostra
salva nos ab igne inferiori
perduc in caelum omnes animas
praesertim eas quae misericordiae tuae maxime indigent
O mi Jesu
indulge peccata nostra
libera nos ab igne inferni
conduc in caelum omnes animas
praesertim illas quae maxime indigent misericordia tua


conserva nos ab igne inferni
duc omnes ad cæli gloriam
præcipue tua misericordia indigentes



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O SENTIDO DO SOFRIMENTO, POR ADOLPHE TANQUEREY.

O SENTIDO DO SOFRIMENTO, POR ADOLPHE TANQUEREY.

O sofrimento é um fato

O sofrimento é, neste mundo, um fato universal. São Paulo o afirma, e compara as dores humanas às de uma mãe ao dar à luz: “Pois sabemos que, até o presente, a criação inteira geme e sofre em dores de parto.” (Rm 8,22).
A experiência nos mostra que toda criatura sofre ao longo de sua existência terrena. Já no berço, a criança se serve do choro para queixar-se de seus pequenos incômodos. Quando cresce, tem suas tristezas e contrariedades, cuja intensidade é por vezes manifestada pelas lágrimas.
Mais tarde, vêm as crises da adolescência, com seus ar­dentes desejos, suas paixões, suas tentações, seu desejo de amar e ser amado, suas ilusões, suas decepções e mágoas.
Ao fundar uma família, o homem desfruta, sem dúvida, das alegrias puras e doces do lar; mas sua felicidade é frequentemente perturbada pelas responsabilidades, pelas preocupações, pelo trabalho duro, a luta pela vida, as doenças, os revezes da fortuna ou o luto.
À medida que sua vida prossegue, invadem-no as preocupações, as decepções, as angústias do coração, e ele começa a compreender que esta terra de exílio onde estamos apenas de passagem é realmente um vale de lágrimas. E depois, a velhice, com seu acréscimo de dores e misérias, com o enfraquecimento gradual de nossas energias e a proximidade da morte que se faz sentir, permite-nos compreender ainda melhor que a felicidade neste mundo não nos pertence, que não temos aqui morada permanente, e que nossas esperanças, para que possam realizar-se, devem convergir para uma vida melhor: a vida eterna.
Não são apenas os indivíduos que sofrem, mas também as famílias, com seus lutos e suas divisões, e as nações, com todos os horrores das guerras internas e externas e com as encarniçadas lutas de classes.

Por que existe o sofrimento?
Do ponto de vista natural, pode-se dizer que o sofrimento decorre da própria natureza do homem. Todo ser dotado de sensibilidade está sujeito à dor, assim como à alegria. Quando os objetos ou as pessoas estão em harmonia com sua sensibilidade, ele experimenta prazer; quando, ao contrário, ferem essa sensibilidade, ele sofre. É possível, portanto, sofrer sem culpa própria.
Mas a fé nos ensina que o sofrimento entrou no mundo por causa do pecado. Por um ato de bondade infinita e essencialmente gratuita, Deus havia preservado o homem da dor. Criado em um lugar de delícias, ele devia, se fosse fiel a Deus, passar desse paraíso terrestre diretamente ao céu, para nele gozar, por toda a eternidade, de uma felicidade sem sombras.
O pecado de Adão, transmitido a seus descendentes, veio transtornar esse belo plano. Com o pecado, a dor e a morte entraram no mundo, não somente como uma consequência natural da sensibilidade, mas também como um castigo pelo pecado.
Era justo: pois, tendo o homem pecado por um amor desordenado ao prazer, para satisfazer seu orgulho e sua sensualidade, era bom que ele sofresse para expiar sua falta, e para sentir-se mais inclinado a evitar toda transgressão, vendo que há uma justiça imanente e que o culpado é punido por seu pecado. Assim, o sofrimento, que parece ser um mal, torna-se um bem na ordem moral, uma reparação e um preventivo contra novas transgressões.
Essa ideia se torna mais clara com o grande mistério da Redenção. Para reparar a ofensa infinita cometida contra Deus por nossos primeiros pais e por sua posteridade, o Filho de Deus consente em fazer-se homem, em tornar-se o representante da humanidade culpada, em assumir sobre si o peso de nossas iniquidades, em expiá-las por trinta e três anos de sofrimentos e, sobretudo, pela imolação do Calvário. Assim, o sofrimento é reabilitado, enobrecido e divinizado. Já não é mais somente um castigo, mas um ato de obediência aceito voluntária e generosamente por amor, um ato que, na pessoa de Jesus Cristo, tem um valor infinito. Por ele, Jesus glorifica a Deus muito mais do que o pecado o havia ofendido, e coloca o homem, sob vários pontos de vista, em um estado superior ao de Adão inocente.
Esse ato tem para nós, portanto, as mais felizes consequências. Associando nossos sofrimentos aos seus, Nosso Senhor lhes confere um valor incomensurável. Eles se tornam, não mais um castigo, mas uma reparação: nós havíamos pecado por desobediência e por egoísmo; ao sofrer com Jesus e por suas intenções, reparamos nossa falta por um ato de obediência e de amor. Mas, além disso, utilizamos o sofrimento para progredir na santidade: cada dor pacientemente suportada por amor a Jesus aproxima-nos de Deus e aumenta nosso amor por Ele. E aumenta, ao mesmo tempo, a glória que nos caberá no céu: como afirma São Paulo, nossas tribulações são breves e fáceis de suportar, em comparação com a glória imensa e eterna que receberemos em recompensa! Por isso o Apóstolo se alegra em suas enfermidades e se gloria em suas tribulações, feliz por uni-las às do Cristo Jesus e completar assim sua paixão, para o maior bem da Igreja e das almas.
Milhões de Santos, caminhando nas pegadas do Mestre, sofreram e sofrem com alegria; dentre eles, muitos se oferecem como vítimas, seja à Justiça divina para expiar suas faltas e as dos outros, seja ao Amor, para serem consumidos pela divina caridade, para viver e morrer como mártires e assim ter uma parte maior na eterna visão e no eterno amor.

Como Jesus diviniza o sofrimento

Como, porém, nós temos um horror instintivo ao sofrimento, Jesus, nosso Salvador, vem sofrer em nós e por nós para enobrecer e divinizar o sofrimento. Ele o diviniza primeiramente em sua própria pessoa, no sentido estrito; no sentido amplo, ele o diviniza em seus membros, porque vem sofrer neles e, assim, comunica às suas dores um valor incomparável que os faz participar, em certa medida, nos méritos dos seus próprios sofrimentos.
Em primeiro lugar, Jesus diviniza o sofrimento em sua própria pessoa. Em virtude da união hipostática, que une em uma única e mesma pessoa a natureza divina e a natureza humana, o Verbo Encarnado comunica a todas as suas ações um valor infinito. A dignidade das ações depende, com efeito, da dignidade da pessoa; e, como em Jesus há somente uma pessoa, a pessoa do Verbo, tudo o que ele opera e tudo o que ele sofre participa da infinita dignidade dessa pessoa. Quando ele sofre, em seu corpo ou em sua alma, o Verbo torna suas todas essas dores, eleva-as à altura da sua dignidade, diviniza-as. É por isso que as dores de Cristo têm, aos olhos de Deus, um valor infinito, e que a menor delas bastaria para reparar a infinita ofensa que o pecado infligiu à majestade divina.
Mas Jesus também quer divinizar, em certa medida, os sofrimentos de seu corpo místico, de Maria, sua mãe, e dos homens, seus irmãos.
Tendo associado Maria, sua santíssima Mãe, à obra redentora, como já explicamos5, ele a associou, por isso mesmo, à sua imolação: não somente viveu, mas agiu e sofreu em Maria. Para dar a essa imolação um valor maior, ele faz suas as dores de sua Mãe, une-as às suas próprias dores e oferece tudo ao seu Pai pela salvação da humanidade. Dessa forma ele eleva, enobrece, e, por assim dizer, diviniza os sofrimentos de Maria, unindo-os aos seus. Associa sua Mãe à sua obra redentora, dá-lhe a honra e o consolo de trabalhar com ele, de uma forma secundária, sem dúvida, mas ainda assim muito real e muito eficaz para a mais divina de todas as obras, a da santificação das almas.
Essa honra, ele a quis conferir também a todos os cristãos, embora em menor grau. Segundo São Paulo, todos nós somos chamados, como membros de Cristo, a completar em nós mesmos a Paixão do Salvador Jesus (Cl 1, 24), e, em consequência, a sua obra redentora. É claro que essa Paixão é, em si mesma, não apenas completa, mas abundante e superabundante. Mas, sendo Jesus a cabeça de um corpo místico do qual nós somos os membros, a Paixão desse Cristo místico se completa a cada dia pela de seus membros, nos quais ele vem sofrer, e somente estará terminada quando o último dos eleitos tiver sofrido a sua parte das dores do Cristo.
Ora, vindo sofrer em nós, o divino Redentor faz suas as nossas dores, enobrece-as e as diviniza em certa medida, fazendo-nos assim participar, como Maria, em sua obra redentora, ainda que em menor grau. Cabe a nós colaborar generosamente com ele, aceitando com amor as cruzes que Ele houver por bem enviar-nos, não somente para nossa própria santificação, mas também para a de nossos irmãos. A dor adquire assim um sentido, e nos tornamos então, verdadeiramente, colaboradores do divino Salvador na obra de salvação das almas. Tendo parti­cipado de seus sofrimentos na terra, participaremos um dia de sua glória, e assim a obra de nossa divinização estará completa. 

FONTE: http://www.cultor.com.br/2017/01/o-sentido-do-sofrimento.html

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