sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pregadores de mentiras: driblando os demônios modernos.


Pregadores sedutores.


*Pe. Inácio José do Vale


São Paulo Apóstolo afirma: “O Espírito Santo diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (1 Tm 4,1).


Quem são os pregadores sedutores?

São aqueles seduzidos pelo poder do diabo, pregam doutrinas de demônios e são desviados da verdade ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e seus santos apóstolos (Ef 2,20-22; 2 Tm 1,12-14).


São Paulo exorta de moda radical a não ter contato com tais pregadores: “Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade; a palavra deles é como uma gangrena que corrói entre os quais se acham Himineu e Fileto. Eles se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou; estão pervertendo a fé de vários” (2Tm 2,16-18).
São Paulo diz que esses pregadores são: “egoístas, gananciosos, soberbos, rebeldes, ingratos, sem afeto, cruéis, inimigos do bem, traidores e atrevidos” (2 Tm 3,1-5).


Com tais pregadores São Paulo teve experiência. Demas abandonou o apóstolo Paulo e a verdade cristã pela ganância e por amor as coisas mundanas (2 Tm 4,10). Alexandre por sua ingratidão e maldade largou a missão paulina causando muitos males (2 Tm 4,14).


Esses pregadores vivem arte da dissimulação, do engano e da falsa fé. Pregam em nome de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, e até milagres e curas podem acontecer, não pelo seu mérito, mas devido o poder do nome de Jesus que eles usam. Não podemos esquecer que o diabo pode realizar tais prodígios para enganar multidões (2 Cor 11,13.14).
Esses pregadores não acreditam no que pregam e nem tem o temor de Deus e de seu juízo. Escreve São Paulo: “Afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com os seus atos, pois são abomináveis, desobedientes e incapazes para qualquer boa obra” (Tt 1,16).


Esses pregadores são homens hereges, pervertidos e condenados pelos seus próprios atos pecaminosos (Tt 3,10.11).São Paulo e São João chamam esses pregadores condenados de “cães” (Fl 3,2; Ap 22,15).

Seduzir para o mal


Escreve São Pedro Apóstolo: “Houve, contudo, também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas. Muitas seguirão as suas doutrinas dissolutas. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios; mas seu julgamento há muito está em ação e a sua destruição não tarda” (2 Pd 2,1-3).


No dicionário de Aurélio a palavra “seduzir” significa: inclinar artificiosamente para o mal ou para o erro; desencaminhar; atrair, fascinar. Subornar para fins sediciosos.


Por que esses pregadores seduzem tanta gente ao erro?


1.A lei do país favorece. Qualquer pessoa pode abrir o seu comércio religioso.


2.O povo é carente dos benefícios do Estado. As questões sociais são argumentos para os pregadores apocalípticos.


3.O povo é mal informado e mal catequizado. O sistema aliena, manipula e escraviza muita gente para cultura do boçal.


4. Toda engenharia do diabo na arte do engano. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44), o deus deste mundo que obscurece a inteligência das pessoas (2 Cor 4,4), armador de ciladas destruidoras (Ef 6,11; 1 Pd 5,8) e o mundo está sob o seu poder (1 Jo 5,19).


5. O maligno capacita esses pregadores. São espertos, sagazes e carismáticos. São bons artistas que convencem. A mídia, discursos bem preparados, templos belos, literaturas de auto-ajuda, músicas bonitas e a sua apresentação como líder ricaço atrai, fascina multidões.


Eles sabem vender muito bem o seu produto religioso, mesmo contendo veneno no centro de suas mercadorias. Sabem negociar promessas vazias e esperança ilusória. Qualquer defeito no produto ou demora em receber, eles mandam reclamar a Deus.
O pior de todos os enganos é o de caráter religioso. Porque usam o nome sagrado de Deus em vão. Usam e abusam da fé dos outros e brincam com o futuro da alma.


Vivemos o tumultuado mundo de falsos profetas, pastores, evangelistas, missionários, mestres, gurus, magos, bispos e apóstolos.


Num mundo que está tomado por vários tipos de crises, de conflitos, de perdas e de medo, fica claro, aberto e oportuno para os charlatões, curandeiros, estelionatários e fraudulentos líderes religiosos darem os golpes da fé nos sofredores, nos doentes e nos desorientados.


Nosso Senhor Jesus Cristo disse para nossa firme orientação: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).


A fraude da prosperidade


“Rogo-vos, entretanto, irmãos, que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários ao ensinamento que recebestes. Evitai-os. Porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras bonitas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes” (Rm 16,17.18).


As palavras de São Paulo Apóstolo são atuais para o quadro que estamos vivendo no patamar do engano religioso.


Em nossa era surgiram as denominações neopentecostais, igrejas em células, igrejas apostólicas na visão do G12, ministérios personalísticos, movimento do show gospel e igrejas eletrônicas.


Tudo isso tem como fundamento a herética teologia da prosperidade e seus ensinamentos como: literatura de auto-ajuda, batalha espiritual, visualização, determinação para tomar posse da bênção, sacrifícios por meios de dízimos e ofertas para obter curas e riquezas, resgate da antiga Lei, das tradições judaicas e idolatria pela cidade de Jerusalém.


Há uma crise terrível no protestantismo, principalmente por uma vertente contaminada com modismos eclesiais e teológicos.


O bispo da Igreja Metodista Paulo de Tarso Lockmann diz: “Dinheiro e poder continua a ser vergonha da igreja brasileira, rompendo a comunhão, acabando com o amor entre os irmãos, enfraquecendo a intrepidez com que a Igreja deveria pregar o evangelho”.

“Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico”, afirma o sociólogo e pesquisador da igreja evangélica brasileira Paul Freston (1).

No campo religioso da pós-modernidade é tremendamente marcado com cismas, heresias, escândalos, idolatria do poder econômico e o descaso da dignidade da pessoa humana.
O resultado de tudo isso é milhões de desviados e sem religião e sem igreja.
O Evangelho e Cristo ficam escandalizados! Não resta a menor dúvida que a fraude da teologia da prosperidade é hoje a maior armadilha destruidora do mundo religioso. Essa é a principal ferramenta dos pregadores sedutores para demolir o sentimento de fé de milhões de pessoas.


Conclusão

Em Gênesis 3,4 está escrito: “Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis”. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia que comerdes da arvore, vossos olhos abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.


Desde a criação, o homem é terrivelmente tentado a ser como Deus, adorar o Senhor Deus e o diabo, via os ídolos, poder religioso e econômico.


Por quê? Porque a idolatria não está no objeto e sim no seu coração.


O diabo com toda a sua máquina e proposta, tudo oferece ao homem, cabe a ele responder com o seu coração. Tudo se projeta no coração: a ânsia pelo exibicionismo, pelo glamour, status e todo poder mundano.


É do coração que procede o bem e o mal, o culto verdadeiro e o falso, e tudo isso é vivido pela arte da dissimulação. Ninguém melhor sabe interpretar essa arte do que os pregadores sedutores.
A falsa adoração e o culto a personalidade em nossa geração religiosa se faz presente na teologia da prosperidade, nas divisões denominacionais, no movimento gospel, nos títulos pomposos dos líderes eclesiásticas, na mídia, na literatura de auto-ajuda e no esquema da Nova Era.


Hoje mais do que nunca, necessitamos de proclamadores do evangelho de Jesus Cristo que preguem mais pelo seu testemunho evangélico do que com as suas palavras e que apontem toda honra, glória, louvor e adoração, ardente a majestade da Santíssima Trindade.


*Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo, Professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Nota:
(1) Ultimato, Março-Abril de 2009, pp. 14 e 32.

As três maiores mentiras do mundo.

O diabo é o criador das três maiores mentiras do mundo. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44). Ele é o mestre na arte do engano (Gn 3,13; Ap 20,10).
A missão do diabo é matar, roubar e destruir (Jô 10,10; 1 Pd 5,7.8).


“É mais fácil as grandes massas do povo se tornarem vítimas de uma grande mentira do que de uma mentira pequena” disse o ditador alemão nazista Adolf Hitler (1889-1945).


O político e revolucionário comunista russo Vladimir Lênin (1870-1924), afirmou: “Uma mentira repetida com suficiente freqüência torna-se verdade”.


O diabo é o auto de todo engodo, fábulas, superstições, crendices e heresias. Ele é o mentor das grandes ideologias e pensamentos filosóficos contrários às doutrinas cristãs.


Graças a Deus, que somos bem informados dessas falácias diabólicas.
Escreve São Pedro Apóstolo: “Com efeito, não foi seguindo fábulas sutis, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade, que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Pd 1,16). Também nos ensina São Paulo Apóstolo: “Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da “filosofia”, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2,8).

A grande mística e Doutora da Igreja Santa Teresa de A’vila dizia: “Terríveis são os ardis e manhas do demônio, para que as almas não se conheçam, não progridam, nem entendam o caminho a seguir”.


Realmente, toda obra do diabo é para desviar o ser humano do seu conhecimento como imagem e semelhança de Deus e do caminho da verdade que é Cristo, Senhor nosso.

Vejamos as Mentiras:

1º Deus não existe. “Diz o insensato em seu coração: “Deus não existe!” Suas ações são corrompida e abomináveis: não há um que faça o bem (Sl 14,11).


O ateísta, materialista e marxista alemão Ludwig Feuerback (1804-1872), disse: “Não foi Deus que criou o homem; ao contrário, foi o homem que criou Deus”.


O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), autor da teoria da evolução, disse: que tudo que existe é obra de um processo evolutivo.
Falando sobre cientistas que acreditam que o Universo e a vida nele resultam dum planejamento inteligente, uma resenha no mais importante jornal do mundo o The New York Time comentou: “Eles têm doutorado e ocupam cargos importantes em algumas das universidades de maior prestígio. Seus argumentos contra o darwinismo não se baseiam na autoridade das Escrituras Sagradas; antes, baseiam-se em argumentos científicos”.


Vários cientistas concluíram que as evidências a favor da evolução são demasiadamente fracas e contraditórias. O engenheiro aeroespacial Luther D. Sutherland escreveu em seu livro Darwin’s Enigma (O Enigma de Darwin): “A evidência cientifica indica que sempre que qualquer espécie básica de vida surgia na Terra; desde protozoários monocelulares até o homem, cada forma de vida era completa, e seus órgãos e estruturas, inteiramente funcionais. A conclusão inevitável a ser tirada desse fato é que havia algum tipo de inteligência antes de surgir a vida na terra”.
Depois de uma longa vida de pesquisas e trabalhos científicos bem-sucedidos, o astrônomo Allan Sandage declarou: “Foi o estudo da ciência que me fez chegar à conclusão de que o mundo é muito mais complexo do que a própria ciência pode explicar. É somente por meio do sobrenatural que consigo entender o mistério de tudo que existe”.


O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Autor do livro de grande sucesso internacional “A Linguagem de Deus”. Nas 300 páginas da obra, o renomado cientista conta como deixou de ser ateu para se tornar um fervoroso cristão.
Afirma Collins: “As sociedades precisam da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”. Afirma mais: “O ateísmo é a mais irracional das escolhas” (1).

2º O diabo não existe. Dentro dessa mentira, contém a negação do pecado, do inferno e da condenação.


O poeta francês e autor da obra: As flores do Mal, Charles Pirre Baldelaire escreveu: “A maior astúcia do diabo é convencer-nos de que ele não existe”.
Afirmação semelhante é do erudito cardeal e arcebispo de Milão Dom Dionigi Tettamanzi: “Não te esqueças de que o diabo existe, ‘porque sua primeira postura’ é fazer-nos crer que ele não existe”.

O filósofo existencialista francês Jean Paul Sartre (1905-1980) disse: “Tudo é absurdo, nada tem sentido. O inferno, são os outros”.


O diabo tem incutido na mente do homem pensamentos de descrenças de si mesmo e do transcendental. O sentido da vida e do espiritual é um trabalho que o homem se completa na sua dimensão holística, porém mentes inspiradas pelo diabo, trabalham fortemente contra o abissal do espírito.


Mentes racionalistas e materialistas penetram até na teologia para minar a fé dos cristãos.
O diabo é tão astuto que não basta só usar as correntes filosóficas, mas também as teológicas para negar, ou matar a sua existência, como à de Deus.


O teólogo protestante americano William Hamilton afirma, enfaticamente: “Deus está ausente. O homem perdeu-o irreparavelmente, ou melhor, Deus está realmente morto”.
No seu livro Holy Hatred: Religious Conflicts of the 90’s (Santo Ódio: Conflitos Religiosos dos Anos 90), o autor James A. Haught faz a seguinte observação chocante: “Uma grande ironia dos anos 90 é que a religião - que deveria ser uma fonte de bondade e preocupação humanitária - tomou a dianteira como o principal fator que contribui para o ódio, a guerra e o terrorismo”.

Não, Deus não está morto e o diabo está muito vivo e atuante no mundo (Jó 2,1-10; Jo 12,31; 2 Cor 4,4; 1 Jo 5,19) usando teólogos, lideres em todo seguimento social, intelectuais e a religião para lutarem contra Deus, a sua Igreja, a Bíblia e a destruição do ser humano.


O diabo sabe da sua condenação para o inferno junto com seus anjos, todavia, a sua revolta contra Deus é vingativa em cima de toda obra criada por Deus (Mt 25,41; Ap 20,10).

A sua missão é enganar o mundo inteiro e levar o ser humano à perdição (Mt 4,8.9; Ap 12,9).


Como posso ter Deus ao meu lado para ficar livre das armadilhas do diabo? Quem responde é o grande teólogo e Doutor da Igreja Santo Agostinho: “É muito simples: põe-te do lado de Deus”. Diz mais: “Deus é mais profundo no homem do que o mais íntimo do próprio homem”.

3º Tudo é matéria. Tudo acaba com a morte. Nada existe além túmulo.


O famoso poeta latino e pensador epicurismo Horácio (65-8 a. C.) dizia: “Coronemus nos rosis donec marcescant: coroemo-nos de rosas enquanto não murcham”.

O poeta quer dizer que o mais importante da vida é gozar o prazer sem se preocupar com a morte.


Os antigos filósofos gregos Sócrates e Platão afirmavam que deve haver algo inerentemente imortal dentro do ser humano - uma alma que sobrevive à morte e nunca morre realmente.


Em Eclesiastes 12,7 está escrito: “E o pó volte a terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.
É desde o princípio que a ideologia diabólica trabalha contra a verdade divina (Jo 8,44).
De um lado filósofos materialistas, do outro lado, filósofos transcendentais e no centro a verdade da Revelação Divina.


O que é o materialismo? É um falso sistema filosófico que considera a matéria como a única realidade e todos os acontecimentos no mundo como o resultado da matéria em evolução. Nega tudo que não for matéria, portanto a alma e Deus. A inteligência humana seria segundo este sistema a ação da matéria organizada.


O materialismo dialético, histórico e econômico teve seus expoentes máximos em dois filósofos alemães: Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). São os pais do comunismo.
O materialismo teórico aplicado à vida prática colocou grande número de países asiáticos e europeus sob a tirania de governos que negam a Deus, a alma, os valores espirituais e se esforçam por arrancá-los da consciência humana destruindo assim a fonte de luz que pode explicar o mistério do universo e o destino do homem.


A prática materialista é diametralmente contrária aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Que proveito tem o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8,36).
“E direi à minha alma: Minha alma, tem uma quantidade de bens em reserva para muito anos; repousa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe diz: “Insensato, nesta mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão? Assim acontece aquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus (Lc 12,19-21).

Afirma o cientista Francis Collins: “A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao - falharam”.

MENTIRAS DERROTADAS


Através da história, o ser humano tem sofrido dor, revolta e angústia, resultantes da guerra, crueldade, crime, ódio, injustiça, traição, pobreza, doença e perda do ente querido. Só no século XX, as guerras mataram mais de cem milhões de pessoas. Outras centenas de milhões sofreram ferimentos ou perderam seu lares e seus bens.
“Nos seus piores momentos, esse foi o século de Satanás. Em nenhuma época anterior as pessoas demonstraram tanta aptidão e vontade de matar milhões de outros por motivos de raça, religião ou classe social”.
O 50º aniversário da libertação de vítimas inocentes dos campos de extermínio nazista foi o motivo do comentário acima num editorial no jornal The New York Times, de 26 de Janeiro de 1995. O Holocausto - um dos genocídios mais amplamente conhecidos da História - eliminou mais de seis milhões de judeus. Quase três milhões de poloneses que não eram judeus pereceram no que é chamado de “Holocausto Esquecido”.
O sargento Laurem Nash, da III Divisão do Exército americano, disse o seguinte no dia da libertação do campo de concentração de Buchenwald: “Parecia um abatedouro de animais, não fossem todos humanos ali dentro”. (2).
O filósofo alemão Fridrich Nietzsche (1844-1900). Depois de haver proclamado a morte de Deus no século XIX, profetizou que o século XX seria um século de guerras.
“A guerra é uma das constantes da História”, escreveram os renomados historiadores americanos Will e Ariel Durant, “e não tem diminuído, apesar da civilização e da democracia”.
Algumas pessoas ficam tristes e revoltadas e acham que, se existe Deus, ele não se importa conosco. Ou até mesmo acham que Deus não existe. Mas é justamente isso que o diabo quer.
Ele está por detrás de toda monstruosidade, atrocidade, desgraças, misérias, violências e desesperança. Escreve São Paulo Apóstolo: “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4,27). Ora, o homem dando espaço na sua vida ao diabo, torna-se uma máquina destruidora para si e para sociedade.
Disse Jesus: “O diabo foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” (Jo 8,44). Aqui está todo fundamento da sua missão e sua pretensão é fazer de todos os seus discípulos via as três mentiras. Estas são as mais poderosas ferramentas ideológicas do diabo para destruir a fé, o amor e a verdade divina nos corações das pessoas.


Inspirados pelo diabo, o relativismo, o racionalismo, o materialismo e o ateísmo ensinam que Deus é uma criação da imaginação humana e o diabo é uma criação mitológica da religião que serve para amedrontar e alienar as pessoas.


Todo esse esquema ideológico satânico não convence bilhões e bilhões de seres humanos, por que?


Quem responde com categoria é o ilustre teólogo beneditino Dom Estevão Bettencourt: “O ser humano foi feito para a verdade. Traz em si a sede natural da verdade. Ora a natureza, sábia como é, não pode frustrar o homem. Não raro a pessoa humana pode errar, mas reconhecendo seus erros, vai-se aproximando da verdade, que lhe é dado atingir nos pontos essenciais à orientação de sua vida” (3).
Realmente, o homem tem dentro de si uma sede, que só o faz feliz e realizado, quando esta está conectada em Deus seu criador.


CONCLUSÃO


Não podemos e não devemos temer o sistema ideológico do império do diabo.


O príncipe das trevas (Jo 12,31; Cl 1,13) não vence jamais os filhos da luz (Ef 5,8 e 13; Tg 1,17.18).

Os demônios estremecem diante de Deus (Tg 2,19). E o bispo e Doutor da Igreja Santo Ambrósio de Milão diz: “Quem se entrega a Deus não teme ao demônio”.


Com Cristo e seu poder podemos resistir e vencer as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os Principados, contra as Autoridades, contra os Dominadores deste mundo de trevas, contra os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais. Por isso devemos vestir a armadura de Deus, para podermos resistir no dia mau e sairmos firmes de todo o combate (Ef 6,10-17).


A armadura de Deus é: a oração, o jejum, retiros espirituais, estudo da Palavra de Deus, estudo do Catecismo, estudos teológicos e a prática freqüente a Santíssima Eucaristia.


Para reforçar mais a nossa armadura, a poderosa oração do Patriarca São Bento:

A Cruz Sagrada seja a minha luz!
Não seja o dragão o meu guia,
Retira-te Satanás,
Nunca me aconselhes coisas vãs,
É mal que tu ofereces
Bebe tu mesmo o teu veneno
Amém.


Pe. Inácio Jose do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda

Impacto da Educação Monástica


Por Pe. Inácio José do Vale


"Assim como é suprema tolice exprimir uma verdade intempestiva, a pior das faltas de habilidade é ser sábios fora de hora."Erasmo de Rotterdam (1466-1536)


O princípio da rica educação monástica solucionaria praticamente toda desordem e violência de nossa sociedade se fossem aplicada em cada pessoa.

Hoje mais do que nunca, o ser humano cava a sua própria sepultura, não com as mãos, e sim com a língua.“A morte e a vida estão em poder da língua’’ (Pr 18,21)”. Está bem conectado o barulho da língua, das balas, dos golpes, do trânsito e da abertura das sepulturas. Esse é um tipo de zoada que causa dó, dor, doenças depressão e morte.“Quem guarda a boca e a língua guarda-se da angústia” (Pr 21,23).


O grande patriarca dos monges do Ocidente São Bento de Núrsia (480-547), denominou a estupenda obra e a beleza do mosteiro de “Casa de Deus’’.São Bento dá para Casa de Deus três poderosas colunas como fundamentos: a obediência, o silêncio e a humildade.Desde os primeiros capítulos da sua santa Regra, São Bento toma como base essas três grandes virtudes para a vida santa de seus monges.“É a você que se dirige minha palavra, quem quer que você seja que, renunciando ás vontades próprias, assumindo as fortíssimas e gloriosas armas da obediência, para combater junto a Cristo Senhor, o verdadeiro Rei” (Prólogo da Santa Regra).


A obediência é a prática das ovelhas - os monges - para seu pastor - o abade.Na obediência fazemos à vontade de Deus e o progresso da nossa santificação.O obediente sabe viver bem pelo bom senso do cumprimento da Lei e do amor.


“Não gostar de falar muito” (Regra, cap.4). “Os monges devem em todo o tempo esforço-se por guardar o silêncio, mais principalmente nas horas noturnas’’ (cap.42)”.O silêncio ensina tudo. “Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábios ’’ (Pr 17,28)”.Verdadeiramente, o sábio aprende com o abissal silêncio’’. O silêncio preserva a vida e nos protege de muitos moles.O que falta de silêncio em nossa sociedade, sobra uma infinidade de desgraças...


Por último, a humildade.“Portanto, irmãos se quiserem atingir o cume da suprema humildade e chegarmos rapidamente àquela altura celestial á qual se sobe na vida presente pela humildade” (cap. 7).A quem perguntasse a São Bento qual das três ele julgava mais importante, a resposta seria: a humildade.Na santa Regra, São Bento enumera doze degraus da humildade ( Cf. Cap. 7 ).Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).Quem aprende com Cristo e São Bento, vive bem, encontra equilíbrio e salvação. Quem não aprende com a humildade vive mal, perturbado, preso e perdido.As três virtudes ensinadas por São Bento nos ensinam a perfeição da vida, como colocar a verdade em pontos complicado, complexos e polêmica e nos ensina a sermos sábios na hora certa, com o assunto certo e com pessoas certas. Erasmo viveu essa realidade e como viveu...
TEMPO PARA CALAR E FALAR
‘’Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo de céu. Tempo de calar e o tempo de falar “(Ecl 3,1 e 7).


A rainha Vitória (1819-1901) passou por grandes provas: aos 42 anos perdeu sua mãe e seu marido, 16 anos mais tarde morreu sua querida filha Alicia e, por fim, em 1884, morreu seu filho, o duque de Albany.Certo dia, ela ficou sabendo que uma mulher havia perdido o filho e estava desconsolada.Quis expressar sua simpatia e foi visitá-la.Depois de um bom tempo, quando a rainha já tinha ido embora, os vizinhos perguntaram o que ela dissera:-- Nada. Ela simplesmente colocou minhas mãos entre as dela e choramos juntas. Admiramos esse comovente e humilde gesto dessa grande soberana. Talvez através das provas ela tenha experimentado que as palavras ás vezes são incapazes de trazer consolo. Só Deus pode fazer isso: ‘’Eu vos consolarei... Te tomarei pela mão e te guardarei” ( Isaías 66, 13; 42,6).É o nosso dever orar muito pedindo sabedoria ao Divino Espírito Santo para calar no exato momento e falar no momento exato.Desejar ardentemente que a nossas palavras como o silêncio tenha a unção do Espírito Santo. O método eficaz é aprender com a educação monástica.Que a nossa instrumentalidade esteja, total na direção do Santo Espírito de Deus.


O PODER DA PALAVRA


“Isso podeis saber com certeza, meus amados irmãos. Que seja cada um de vós pronto para ouvir, mas tardio para falar e tardio para encolerizar-se: Pois a cólera do homem não é capaz de cumprir a Justiça de Deus’’. “Aquele que não pecar no falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo” (Tg 1,19; 13,2)”.

“De todas as poderosas armas destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível – e a mais covarde – é a palavra”.Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue. Balas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados.Mas a palavra destruidora desperta o mal sem deixar pistas. Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, artista são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas pelos comentários dos maridos, fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus. Procure ver se você esta utilizando essa arma, e ver se estão utilizando essa arma em você. “E não permita nenhuma das duas coisas”, escreve o escritor Paulo Coelho.São Paulo Apóstolo de modo magistral exorta os cristãos de Éfeso: “Não saia de vossos lábios nenhuma palavra inconveniente, mas, na hora oportuna, a que for boa para edificação, que comunique graça aos que a ouvirem” (Ef 4,29).Diz mais: “Toda palavra pesada e injuriosa assim como toda malícia, sejam afastadas de entre vós” (Ef 4,31) dentro do sistema doutrinário monástico esse mal é cortado pela raiz.“Guardar sua boca das palavras, más ou depravadas” (RB Cap. 04).Também é abissal o ensinamento do patriarca dos monges do Oriente São Basílio Magno (329-379):“É bom para os noviços também a prática do silêncio. Se dominam a língua, darão simultaneamente boa prova de temperança. Com o silêncio aprendeu junto dos que sabem usar da palavra, com concisão e firmeza, como convém perguntar e responder a cada um. Há um tom de voz, uma palavra comedida, um tempo oportuno, uma propriedade no falar, peculiares e adequadas aos que praticam a piedade” (Regra de São Basílio, questão 13).Para São Basílio: “O monge há de ser o cristão autêntico e generoso, o cristão que se esforça por viver em plenitude o cristianismo e praticar com mais fidelidade todas as virtudes do Evangelho”.


ALMA E CÉREBRO


“Um claustro sem livros é um é um castelo sem arsenal”.São Bernardo de Claraval (1090-1153)

Abade e Doutor da Igreja


Rezar, estudar e trabalhar é o lema monástico.

Cada monastério deve ter sua biblioteca e cada monge uma pena e material para escrever. Consagrados aos ideais de piedade e estudo os monges foram os guardiões da civilização quando o mundo exterior foi devastado pela ignorância e selvageria dos bárbaros.A Igreja e o mundo têm no monasticismo a rica escola da vida espiritual, intelectual, profissional e de uma vasta cultura.O célebre François-René Chateaubriand (1768-1848), historiador, escritor, político e diplomata francês; considerado o fundador do romantismo na literatura francesa, afirmou com categoria: “Os conventos converteram-se numa espécie de fortaleza em que a civilização se abrigava debaixo da bandeira de um santo: ali se conservou o cultivo da inteligência”.Realmente, olhando para os monges, podemos vê-los como os anjos. Nos monges contemplamos a firmeza da fé em Deus e as alegrias celestiais.O Papa Pio XII em sua encíclica sobre São Bento (1947), recomenda que as normas de caridade e santidade com que São Bento iluminou a Europa em suas horas mais tenebrosas, fossem de novo aceitadas pelo mundo ferido pela guerra para sua salvação e reconstrução.


CONCLUSÃO


A nossa sociedade recebe muitas ideologias perniciosas e destruidoras, causando rebeldia em vários setores do segmento social. Poluição sonora e visual que agridem a moral e os bons costumes. O consumismo do capital financeiro com os pecados capitais são caminhos de perdição.Fala-se muito em choque de ordem, revolução cientifica e tecnológica, idéias criativas e transformadoras e inteligência espiritual. Com certeza, o sistema de educação monástica completa toda essa dimensão.A sociedade precisa de choque para despertar e acordar no impacto tridimensional da: oração, do trabalho e da intelectualidade monástica.O resultado da riqueza da educação monástica é a sólida formação do ser humano para fidelidade ao Senhor Deus e o respeito pela dignidade da pessoa humana. A cultura de vida passa pelo sistema monástico.No discernimento e na ação e da tridimensionalidade monástica faz eliminar da nossa sociedade se aplicada toda futilidade, banalidade, consumismo e relativismo.Alma instruída pela educação monástica, não abre e não tem espaço para as coisas medíocres e carnais.Quantos belos mosteiros têm no Brasil, cuja espiritualidade está acima de todo o tesouro do mundo.Monumental é a sua regra, sua história, sua arquitetura, seus santos, sua cultura, sua liturgia, e sua educação. No entanto, boa parte dos brasileiros desconhece.Vamos discípulos e missionários de Jesus Cristo propagar rica educação monástica! O mundo precisa conhecer a esplendida tradição da cultura monástica cristã para ser impactado.


BIBLIOGRAFIA


A Regra de São Bento, tradução: de D. Abade Basílio Penido, osb.Mosteiro da Santa Cruz, Juiz de Fora – MG, 2000.

As Regras Monásticas de São Basílio Magno.Tradução: Ir. Hildegardis Pasch e Ir. Helena Nagem Assad, Petrópolis-RJ: Vozes, 1983.

Erasmo Rottherdam. Elogio da loucura, São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Aquino, Felipe Rivaldo Queiroz de. Uma história que não é contada - o trabalho da Igreja Católica para salvar e construir a nossa civilização, Lorena–SP: Cléofas, 2008.

Rops, Henri-Daniel. A Igreja dos Tempos Bárbaros, vol II, São Paulo: Quadrante, 1991.

*Pe. Inácio José do ValePároco da Paróquia São Paulo ApóstoloProfessor de História da IgrejaFaculdade de Teologia de Volta Redonda

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