quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Flores da Eucaristia, por S. Julião Eymard.

FLORES DA EUCARISTIA (Escritos de São Pedro Julião Eymard) - 19 DE FEVEREIRO

A alma, no santo abandono, semelhante a uma criancinha nas mãos de Deus, entrega-Lhe o espírito para que Ele seja a sua luz, e como Lhe aprouver: clara ou velada, de fé ou de manifestação. Somente quer saber o que Deus quer que ela saiba; é a ceguinha de Deus, que lhe abre ou fecha os olhos como quer; e se ela pudesse fazer escolhas haveria de preferir ser pobre e humilde de espírito.

A alma, no santo abandono, dá o coração a Deus, com toda a simplicidade, para O amar em tudo e somente a Ele, em todas as coisas e em qualquer estado. Sentir-se-á feliz se Ele quiser abrasá-la no seu amor, e receberá com reconhecimento uma graça de consolação, se Ele a quiser conceder-lhe. Mas se Nosso Senhor lhe fizer beber alguma gota de seu cálice de fel ou partilhar de seus desamparos, de seus abandonos, de suas desolações, de sua tristeza, a alma, em santo abandono, sorverá com amor este cálice, participará da agonia de Jesus, e ser-Lhe-á fiel na provação.


FLORES DA EUCARISTIA (Escritos de São Pedro Julião Eymard) - 20 DE FEVEREIRO

A alma que vive em santo abandono entrega inteiramente a Deus a própria vontade, para que Ele a governe e a mova como quiser.

Doravante, apenas há de considerar como bem, alegria, felicidade, virtude, zelo, perfeição, o que trouxer o selo divino da vontade de Deus.

Que deseja Deus? Qual a sua vontade? O que Lhe agrada mais? Eis, em síntese, a lei, a escolha, toda a vida enfim da alma em santo abandono.

E ela se entrega ao serviço de Deus sem outro ponto de vista, sem outro amor que não seja o que Deus lhe determina a cada hora, e como Ele quer.

A alma, no santo abandono, serva a Deus segundo os meios de que dispõe no momento. Não se apega ao seu estado, nem aos meios, nem às graças, mas repousa unicamente na santa Vontade de Deus!

Nosso Senhor é e deve ser para vós o sol de cada dia; todas as manhãs ele se levanta em vossa vida, mas não da mesma maneira. É mister que ameis sempre este divino sol de justiça e de amor, seja que ele vos apareça radioso, seja que se mostre velado em meio aos ardores do estio, ou sob os gelos do inverno; é sempre o mesmo sol.

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