sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mito da evolução questionado.

O mito da evolução: contradições insolúveis da hipótese evolucionista

Abaixo segue um ensaio católico criticando a Teoria da Evolução. Os leitores cristãos e não-evolucionistas podem ler tudo sem dificuldades, mas os evolucionistas e aqueles que têm pouco tempo, se quiserem, já podem dirigir-se a parte do texto intitulada ENSAIO, onde são apresentados e explicados os argumentos contrários ao Evolucionismo.

O mito da evolução: contradições insolúveis da hipótese evolucionista
Sobre os textos originais de A. Ernst Wilder Smith e Herman Pavesi
Por José Luiz Ortiz del Valle Valdivieso
2006

PRÓLOGO

A hipótese evolucionista se afunda, existe água por todas as partes, mas o tema é recorrente em publicações frívolas, quando estas querem entreverar algo “científico”. Certos pacotes de televisão e de literatura pseudocientífica dão por assentado o Evolucionismo. Ainda se conseguem, no nosso subdesenvolvimento cultural, professores de ensino médio e universitário que ainda bem cedo comungam os seus indefesos alunos com o “dogma” da Evolução. Por isso, é necessário fazer o grande público conhecer qual é, ante a ciência dos nossos dias, o valor real da hipótese evolucionista, essa espécie de ciência-ficção sobre o passado pré-histórico. Agora, mais do que em anos passados, qualificados homens de ciência de várias disciplinas se acham convencidos de que a hipótese da evolução das espécies, ou macro-evolução, não só não foi demonstrada, mas sim que contradiz os conhecimentos científicos mais avançados.
Sendo uma simples hipótese e, ao mesmo tempo, um mar de contradições insolúveis, o evolucionismo subsiste em níveis de ensino médio e superior e se impõe como um dogma por obra da desinformação e da contrainformação, especialmente marxista, cuja falta de honestidade intelectual é bem conhecida. Os argumentos contrários são quase em sua totalidade desconhecido; uns poucos escritores católicos e alguns protestantes têm tentado romper essa “cortina de silêncio” para fazer conhecer o que autênticos homens de ciência têm encontrado como refutação do mito evolucionista.
Desde já o trabalho não é fácil, porque, como observa Hugues Keraly (escritor francês contemporâneo), “o mito da evolução das espécies segue um destino paralelo ao da ideologia comunista: tanto em um como em outro caso, jamais a história das ideias tinha gerado doutrinas tão sacrílegas, tão desumanas, tão hediondas, mas que progrediram no mundo com tanta facilidade”. Stultorum infinitus est numerus (O número dos tolos é infinito).
Entre os mais ativos desmistificadores do Evolucionismo deve ser mencionado A. Ernest Wilder Smith. Sua qualificação como homem de ciência e, por conseguinte, de cultura, está acima de toda discussão. Como professor universitário tem proferido palestras em universidades europeias, asiáticas e americanas. Por essa alta qualificação, também lhe tem sido encomendadas importantes missões fora do ambiente acadêmico: por dez anos dirigiu o departamento de investigação de uma importante indústria química suíça e foi conselheiro para assuntos químicos da OTAN na Europa. Wilder Smith enfrentou em numerosos livros e publicações os fenômenos da aparição da vida sobre a terra. Em sua obra Die naturwissechaften kennen keine Evolution (As ciências naturais não conhecem a Evolução), Wilder Smith estabelece quatro conquistas da ciência que refutam a Evolução:
a) A informação genética celular. A informação para a vida está contida em ácidos nucléicos, cuja formação é impossível por pura casualidade;
b) A impossibilidade de que se formem, ao acaso, proteínas utilizadas por estruturas vivas;
c) A amamentação dos mamíferos aquáticos, caso no qual o modelo de uma lenta evolução é completamente inadequado;
d) Os organismos termófilos, que vivem entre 60 e 100 graus centígrados, que encontram as melhores condições de vida a temperaturas que para outros organismos são letais;
e) Pela “datação” (fixação de datas) que demonstram uma considerável estabilidade das espécies.

PRELIMINAR

É certo que o tema do Evolucionismo pode ser pesado ou ainda aborrecido para muitos. Sobretudo, se o escritor enfrenta o tema com seriedade científica. Por isso, e porque quem escreve este pequeno ensaio não é cientista, não se propõe desenvolver uma larga exposição sobre cada um dos argumentos contrários à hipótese evolucionista, e estes ficarão declarados como inquietação para quem deseje aprofundar.
Alguém disse, com grande perspicácia, que pouca ciência afasta de Deus e que muita ciência aproxima de Deus. Caberia acrescentar que a ignorância humilde também aproxima de Deus.
Acontece que um autêntico sábio, quanto mais se aproxima da realidade, mais encontra quem é a Verdade: Deus. O perigoso e insensato é envaidecer-se com poucos conhecimentos científicos e acreditar que estes permitem colocar-se acima de todo acatamento Àquele que ultrapassa nossa pequenez humana.
Durante muitos anos, em academias científicas, em universidades e colégios se têm sustentado e ensinado, como se fosse uma verdade incontestável, a evolução das espécies, com o desígnio de descartar toda possibilidade de criação divina, isto é, de desconhecer a Deus. E a publicidade pseudocientífica, neste mundo atual que pouco gosta dos dogmas, tem ironicamente cantado e orquestrado o dogma evolucionista que se vêm impondo tiranicamente como se tratasse de algo perfeitamente estabelecido pela ciência.
Mas cientistas autênticos, nos últimos anos, não atados a uma intelligentzia que vive da mitologia evolucionista, mostram e confirmam as contradições insolúveis da “Teoria da Evolução” que, mais que teoria, é uma mera hipótese que por momentos se bate em retirada.
O evolucionismo é refutado, entre outras, pelas atuais teorias da informação genética celular, pela impossibilidade de que se formem ao acaso proteínas utilizáveis por estruturas vivas e ainda menos no oceano, onde os evolucionistas colocam arbitrariamente a origem da vida, pela amamentação dos mamíferos aquáticos, pelos organismos termófilos e pela fixação de datas (datação) que demonstram uma considerável estabilidade das espécies.
A “Teoria da Evolução” só subsiste hoje por meio de uma propaganda interessada em defender o materialismo e o panteísmo, mas nos meios verdadeiramente científicos se afirma: “as ciências naturais não conhecem a evolução”.
Em relação com a origem da vida e suas questões anexas, duas bandeiras dividem o campo: o reconhecimento de Deus transcendente e criador, por um lado, e a revolução imanentista, pelo outro. Em favor da revolução imanentista, desempenha papel de apoio uma ilusão que tem vários nomes e diversas abordagens: evolucionismo, transformismo evolucionismo pseudocristão à Teilhard de Chardin, evolucionismo idealista, materialismo dialético, etc., etc.
Há um mito evolucionista. Qualquer que seja a forma que adote esta falsa doutrina (que trata de explicar nossa origem de maneira revolucionária e mediante pretendidos dogmas “científicos”, com o preconcebido propósito de tratar de derrubar a construção filosófico-teológica tradicional) tem desfrutado de um favor sem precedentes nos meios de comunicação social.
O que à luz da verdadeira ciência não é mais do que ficção, o que não pode considerar-se sequer como uma hipótese fundamentada, aquilo que muito menos pode sustentar-se como teoria científica séria, tem sido apresentado, sem dúvida, por uma propaganda poderosa, como se fosse doutrina científica comprovada. Qualquer pessoa que pretenda conseguir tom de cientista (como muitos que se conhecem), faz um gesto de suficiência intelectual e pronuncia a palavra EVOLUÇÃO, mas muito poucas pessoas se dão ao trabalho de investigar seriamente se a pretendida evolução das espécies tem realmente bases científicas ou se é apenas um mito, uma ilusão supostamente científica.
Quase todas as novidades científicas no campo teórico costumam ser recebidas com indiferença ou em meio de críticas ou incompreensões. Mas uma curiosa exceção tem sido a corrente evolucionista. Esta contou, desde o princípio, com fanáticos favorecedores que rapidamente se apoderaram de academias, cátedras e meios de comunicação de massa, até o ponto de que conseguiram estabelecer uma cortina de silêncio para impedir o conhecimento das conclusões a que a verdadeira ciência tem chegado e que desmascaram o engano evolucionista.
A Evolução, não resta dúvida, é uma questão científica-filosófia-teológica. A ideia de evolução foi proposta pelo grego Heráclito (540-480 a.C.) e veio a ressurgir com Spencer, filósofo que teve grande influência no pensamento do século XIX. A fusão da filosofia evolucionista com o darwinismo foi o que deu origem a posterior doutrina da Evolução. Dizemos “posterior”, porque também há “evolucionistas cristãos” (?!), como o jesuíta Teillhard de Chardin, mas se veem em grandes apertos para conciliar sua “fé evolucionista” com a fé cristã e propõem fantasmagorias que tratam de provar com uma terminologia pseudocientífica alucinante.
Segundo demonstrou o filósofo francês Etienne Gilson, Darwin foi indiferente a noção de “evolução” assim como Spencer foi indiferente à ideia de “seleção natural” de Darwin. Spencer melhor será lamarckiano. A razão para que se tenham unido as ideias de “evolução” e “seleção natural” é religiosa antes de tudo. Vejamos. Tratava-se de fazer (no século XIX) uma coalizão contra a teologia comum, que ligava as ideias de criação e fixismo.
Em sentido estrito, o transformismo biológico é a doutrina que trata de explicar a existência das espécies atuais pela mutação progressiva das espécies mais simples, ao largo das eras geológicas: da ameba até o homem, passando por todas as variedades observáveis ou supostas (?) de peixes, répteis, mamíferos, primatas... Esta doutrina é tão comumente, tão cegamente admitida, que não se tem escrúpulos em imprimi-la em nossos dias em quase todos os manuais escolares, sem acompanhá-la das devidas reservas. Atendo-se à definição clássica de transformação, esta é “a mudança de forma, pela qual um ser, deixada a forma que tinha, adquire outra. Se toma o termo transformação como evolução de uma forma a outra, ainda que propriamente a evolução conota algo interno e certa gradação da transformação” (F.M. Palmes, S.J. “Philosophia naturalis, Cosmologia et Psichologia”, “Philosophiae Scolasticae Summa II”, B.A.C., 1955).
Alguns pretendem ir mais longe no uso do argumento transformista e fazem da evolução biológica a segunda fase de uma explicação mais geral sobre a formação do universo terrestre, com a evolução molecular: a matéria inicial, inorgânica, por si mesma teria se organizado lentamente, se teria “complexificado”, para um dia dar nascimento (sempre em virtude de seu dinamismo e de suas leis próprias) aos primeiros seres vivos. Aí está a grande “clareza” evolucionista-transformista!
Ambas doutrinas, o evolucionismo e o transformismo, como se evidencia, não podem sustentar-se senão com argumentos supostamente científicos.
A primeira tentativa de justificação científica da evolução se remonta a Lamarck, que publicou, em 1809, um livro com um título muito curioso: A filosofia zoológica. Lamarck parte de uma observação, por certo muito trivial, de que o gênero de vida imposto pela natureza a uma dada espécie é, muitas vezes, capaz de modificar algumas de suas conformações físicas no sentido de uma melhor adaptação ao meio ambiente: assim, o macaco e o homem das selvas se adaptam a andar a pé descalço por um endurecimento das plantas dos pés. Bem, como deduzir daí toda uma “Teoria da Evolução”, isto é, da adaptação sucessiva e progressiva de espécies novas, de órgãos novos, sem cair no imaginário, pura e simplesmente?
O “meio ambiente”, a não ser que se faça deste uma espécie de “Gênio lúcido e onipotente” (o que não seria muito científico), não cria na realidade mais organismos do que destrói. O “meio ambiente” favorece indiretamente o desenvolvimento de certas espécies existentes em detrimento de algumas outras menos preparadas e isto é tudo quanto se pode concluir honestamente sobre o assunto. Existe outra dificuldade, que não é das menores. O lamarckismo e suas variações supõem que são hereditários todos os caracteres adquiridos. Imaginam que, em um instante, a influência do meio ambiente foi capaz de criar novos órgãos em alguns indivíduos. Agora bem, “resulta que, depois de 100 anos de experimentação, se comprovou que os caracteres adquiridos pelo indivíduo sob a influência do meio ambiente não se transmitem à descendência” (GEORGES SALET, Hassard et certitude). Esta experiência concorda com os descobrimentos acerca do ADN (ácido desoxirribonucleico: é um dos quais depende a transmissão da informação genética): a imutabilidade dos caracteres genéticos essenciais de cada espécie. O que explica essa particularidade, trivial somente na aparência, de que os coelhos geram sempre coelhos e os camundongos sempre camundongos, particularidade que determina também no ser humano a impossibilidade de receber transfusão sanguínea de outro animal.

ENSAIO

Formulação do problema

Durante muitos anos se sustentou e ensinou, como se fosse uma verdade incontestável, a evolução das espécies, com o objetivo de rechaçar a intervenção transcendente e criadora de Deus.

Posição frente ao problema

Nos últimos anos, autênticos cientistas não amarrados à mitologia evolucionista, mostram e confiram as profundas contradições da hipótese evolucionista que agora se bate em retirada. Nesse sentido, é de destacar a obra já mencionada, aparecida em 1978 e publicada em alemão por Ernst Wilder Smith com o título As ciências naturais não conhecem a evolução, obra na qual se apresentam fortes argumentos experimentais e teóricos contra a hipótese da evolução.

Apresentação das provas

O Evolucionismo é hoje refutado pelas atuais conquistas da ciência, entre outras as seguintes:
a) A informação genética celular;
b) A impossibilidade de que se formem, ao acaso, proteínas utilizadas por estruturas vivas e ainda menos no oceano, onde os evolucionistas colocaram arbitrariamente a origem da vida;
c) Pela amamentação dos mamíferos aquáticos;
d) Pelos organismos termófilos
e) Pela “datação” (fixação de datas) que demonstram uma considerável estabilidade das espécies.

Explicação das provas

A informação genética celular

“A vida está constituída por um sistema binário no qual a informação se acha contida nos ácidos nucléicos que a transmitem às proteínas; estas, por sua vez, explicam todas as funções dentro do organismo, compreendida a de reconstruir, no momento da reprodução, os ácidos nucléicos respeitando sua estrutura” (Giorgio Morpurgo).
A informação para a vida está contida em ácidos nucléicos que, segundo a hipótese evolucionista, se teriam formado por pura casualidade. Wilder Smith critica esta hipótese, baseando-se nas modernas teorias da informação. Suas argumentações são muitas vezes complicadas e pressupõem conhecimentos específicos. Alguns exemplos, contudo, são significativos e fáceis de compreender.
Golpeando ao acaso sobre o teclado de uma máquina de escrever é possível que, em um certo momento, apareça escrita uma palavra que tenha sentido, por exemplo, “pani” (“pão” em italiano). Neste ponto, se poderia ter a aparência de que o acaso criou informação. Mas, se o experimento fosse presenciado por pessoas que não conhecem italiano, estes permaneceriam perplexos, porque para eles a palavra “pani” não significa absolutamente nada. Mas, se ali estivesse um polonês, este poderia ficar estupefato ante o experimento, já que “pani” em polonês significa “senhora”. Este exemplo mostra claramente como a transmissão de uma informação necessita de um código e de uma convenção preexistentes. A sucessão dos ácidos nucléicos provê o substrato da informação, tal como a sucessão das letras provê o substrato da palavra, mas o significado da palavra depende de um código e, conforme seja o código, uma sequência pode ter nenhum ou diferentes significados.
Além disso, é necessária a existência de um sistema capaz de ler, interpretar e, eventualmente, pôr em prática as informações codificadas na sequência dos ácidos nucléicos, isto é, “uma relação entre os ácidos nucléicos e a formação de proteínas específicas, pelo que, neste ponto, não é fácil encontrar uma solução ao problema”, como se vê obrigado a admitir o conhecido evolucionista Giorgio Morpurgo.
Um postulado da evolução está constituído pela mutação, de tal maneira que, por erros de transcrição do patrimônio genético das células, se teria, em alguns casos, a formação de seres viventes melhor adaptados ao ambiente que os originários. Também esta concepção, de acordo com a qual de um erro na transmissão de uma informação genética surge um aumento de informação, contradiz, segundo Wilder Smith, as atuais teorias da informação genética. É como admitir que fazendo copiar um indefinido número de vezes o esquema de um rádio, chegue a ser cometida uma série de erros (mutações). Os rádios construídos com base nestes esquemas “alterados” seriam, em alguns casos, inteiramente melhores que os construídos segundo o esquema original e teriam maior êxito no mercado (seleção). Por uma série de erros de cópia (mutação) e pela situação do mercado (seleção) se desenvolveriam rádios cada vez mais complexos e obviamente, depois de um congruente número de erros, faria uma televisão completa! Esta é a extraordinária “lógica” evolucionista!

A impossibilidade de que se formem ao acaso proteínas utilizáveis por estruturas vivas

As proteínas são espessas moléculas formadas por largas cadeias de aminoácidos. Estas cadeias não são casuais, mas a sequência de aminoácidos, a extensão e a forma são de tudo específicas e conferem individualidade a cada ser ou espécie vivente. Segundo a posição evolucionista, sobre a terra de teriam formado por casualidade aminoácidos que se teriam acumulado, em solução no oceano, e da síntese casual de mais aminoácidos se teriam formado as primeiras proteínas.
Na natureza, dentro de condições particulares, se podem formar espontaneamente aminoácidos e se pode admitir que se formaram sobre a terra antes da aparição de seres vivos.
Mas aqui surge uma dificuldade: os aminoácidos têm estrutura tridimensional e tem como centro um átomo de carbono. Em todo aminoácido existem duas formas simétricas que, com base em características particulares, chegam a definir-se como dextrógiros ou levógiros. Estas formas simétricas têm, em parte, as mesmas características, mas, em certas reações ou estruturas, é utilizável somente a forma levógira ou a forma dextrógira. Os aminoácidos que se formam espontaneamente são em cinquenta por cento dextrógiros e em cinquenta por cento levógiros, enquanto as cadeias protéicas dos seres vivos utilizam exclusivamente formas levógiras. Este fato constitui uma dificuldade intransponível para a hipótese evolucionista: as proteínas se constituem com dezenas ou centenas de aminoácidos e basta a inserção de um só aminoácido dextrógiro para fazer a cadeia protéica inutilizável para a vida. Como se pode pretender que, em uma solução que contem igual quantidade de formas dextrógiras e levógiras se formem por síntese casual cadeias de apenas ácidos levógiros? Os evolucionistas têm buscado em vão dar uma resposta satisfatória a esta pergunta.
No que diz respeito à síntese das cadeias protéicas, aí existe outra dificuldade. As reações químicas não se apresentam ou desenvolvem por casualidade, mas estão sujeitas a uma série de leis: uma destas é a lei da ação da massa. Se da reação A + B se origina as substâncias C e D, a reação pode dar-se também em sentido inverso, isto é, que de C + D se podem formar A e D. A direção da reação, ou seu equilíbrio, depende de uma série de fatores. No caso da síntese dos aminoácidos, se tem a produção de uma molécula de água. Se do sistema onde ocorre a reação se retira a água, a reação de síntese se torna mais fácil; se em vez, no sistema há presença de grande quantidade de água, os aminoácidos tendem a permanecer em solução. E onde há mais água que no oceano? Os evolucionistas dizem que a síntese das grandes moléculas protéicas ocorreu precisamente no oceano, não obstante a lei da ação da massa.
Neste ponto, Wilder Smith afirma que “quase o último lugar sobre este planeta onde as proteínas da vida poderiam se formar espontaneamente de aminoácidos é precisamente o oceano. Sem dúvida, quase todos os manuais de biologia ensinam este erro para justificar a hipótese evolucionista e a biogênese espontânea. Precisa-se conhecer muito mau a química orgânica, ou ignorá-la de propósito, para não tomar em consideração os fatos mencionados”.

Pela amamentação dos mamíferos aquáticos

Mutações e seleção estariam na base da evolução. Na natureza, porém, logo se encontram obstáculos insuperáveis. Wilder Smith dá como exemplo a amamentação dos mamíferos aquáticos: a amamentação na água comporta uma situação completamente diferente da terra. Na água é preciso sugar ou receber leite sem tomar água. Encontramo-nos, neste caso, frente a uma situação clara: os órgãos, ou estão desde o começo perfeitamente adaptados ao fim e, então, a amamentação pode ocorrer ainda em água, ou não o estão, o que significa a morte do indivíduo. Neste caso, como em muitos outros, o modelo de uma lenta evolução, de uma lenta transformação, é completamente inadequado.
E a propósito dos mamíferos aquáticos, cabe acrescentar que, sendo os seres vivos mais antigos do planeta, sua “evolução” foi nula, pois “alcançaram” (só alguns) o insignificante desenvolvimento dos atuais primatas. Diante deste exemplo resulta assombroso observar que ao ser humano se lhe assinala uma antiguidade na terra muito inferior àquela destes mamíferos aquáticos.

Pelos organismos termófilos

Outro exemplo está constituído pelos organismos termófilos, isto é, aqueles organismos que vivem entre 60 e 100 graus centígrados. Os organismos termófilos encontram as melhores condições de vida, de desenvolvimento e de reprodução a temperaturas que para outros organismos são letais, ou seja, a temperaturas que desnaturalizam as proteínas de outros organismos. A termofilia não depende só de um gene, mas de vários genes, pois são numerosas as estruturas protéicas que devem estar adaptadas a temperaturas superiores às dos chamados mesófilos, com respeito aos quais não é possível admitir a aparição de tais caracteres com a mutação de um só gene.
Além disso, tampouco é possível uma lenta evolução de organismos cada vez mais resistentes ao calor, porquanto estes organismos podem desenvolver-se somente a temperaturas elevadas. Também no caso dos organismos termófilos nos encontramos diante de organismos perfeitamente adaptados a condições de vida muito particulares, para os quais é impossível admitir a existência de formas intermediárias. Mesmo no campo evolucionista se reconhece tal dificuldade, como o faz Morpurgo: “na evolução, portanto, aumentar a temperatura em que pode viver um organismo quer dizer aumentar a resistência ao calor de todas as proteínas ao mesmo tempo, porque aumentar a estabilidade na temperatura de uma só espécie molecular é perfeitamente inútil. Numerosas mutações ao mesmo tempo são praticamente impossíveis”.
Esta ordem de dificuldade ficou bem sintetizada por Morpurgo: “como foi o processo de seleção natural para levar a formação de uma função que, em seu estado final, é útil ou indispensável, mas em seus estados intermediários é inútil ou prejudicial?”.

Pela datação

Ainda considerada a evolução por mutação e seleção, desde o ponto de vista estatístico é totalmente inverossímil que os teóricos da evolução se tenham visto obrigados a dilatar, quase ao infinito, a dimensão do tempo, dando entrada a períodos sempre mais longos para o desenvolvimento da vida sobre a terra: como se com este registro se pudesse fazer possível o impossível!
Por muito tempo os evolucionistas se serviram para a datação de rochas e de fósseis de um método absolutamente inaceitável. Atribuída de uma maneira totalmente arbitrária determinada idade a certo fóssil, isto lhes permitia datar ou estabelecer as rochas que o continham; por sua vez, a idade das rochas, estabelecida pelo mencionado método, servia para estabelecer a idade de outros fósseis. O mesmo Montalenti admite a escassa cientificidade deste método: “a determinação da idade das rochas é motivo de um largo debate dentro de um círculo vicioso”.
Particularmente apropriados para este método pareciam ser os fósseis de animais extintos ou tidos como tais. Este foi o caso da “latimeria”, uma espécie de peixe considerada como extinta há cerca de 300 milhões de anos. Mas, recentemente foram pescados, ao largo das costas de Madagascar, exemplares vivos de “latimeria”. Portanto, todos os dados obtidos sobre a base fóssil de latimeria carecem de valor.
Porém, existem outros exemplos que não só colocam em dúvida a validez deste método, mas que fazem vacilar, além disso, toda a “Teoria da Evolução”. Segundo as árvores genealógicas construídas pelos evolucionistas, os dinossauros teriam se extinguido pelo menos a 70 milhões de anos, enquanto os primeiros homens teriam aparecido, muito cedo, faz um par de milhões de anos. Depois da extinção dos dinossauros e a aparição do homem teria, portanto, um intervalo de cerca de 68 a 70 milhões de anos, pelo que deveria ter sido impossível que um homem e um dinossauro se tivessem encontrado, segundo os evolucionistas. Faz alguns anos, se fez uma interessante descoberta no leito de um rio do Texas (EUA), no Paluxi: em uma formação de gesso se encontram impressões extremamente nítidas de brontossauro e de homem. A única explicação possível é que o brontossauro e o ser humano que deixaram aquelas impressões foram contemporâneos. Com efeito, se o gesso tivesse solidificado depois de ter recebido as impressões do brontossauro e se tivesse novamente voltado a amolecer depois de 68 ou 70 milhões de anos, as impressões de brontossauro se teriam perdido. O do rio Paluxy é, sem dúvida, um dos mais significativos, mas não é o único exemplo de tal gênero.
Não são raros os encontros de traços humanos em estratos geológicos que deveriam situar-se em períodos muito anteriores à aparição do homem sobre a terra, segundo os evolucionistas. A “ciência” oficial, porém, ignora tais descobertas.
Para vencer os limites da marcação de datas com fósseis se utiliza a técnica dos isótopos radioativos e, sobretudo, do “carbono 14”, isótopo radioativo do carbono. No ar está presente uma certa quantidade de “carbono 14” que entra no organismo pela respiração e se utiliza para construir os tecidos. Depois da morte, com o cessar da respiração, cessa também a admissão de novo “carbono 14”, enquanto que aquele que se acha presente nos tecidos se transforma em carbono não-radioativo a uma velocidade conhecida. Conhecendo a concentração de “carbono 14” nos tecidos no momento da morte de um organismo e podendo medir quanto ainda existe presente, é possível calcular com certa aproximação a idade do fóssil, ainda que não se trate de um método muito confiável pelo que veremos adiante.
Wilder Smith põe em dúvida a validez dos resultados obtidos com esta técnica, que pressupõe a continuidade do “carbono 14” no ar e, portanto, nos tecidos. Segundo Wilder Smith isto é falso. O “carbono 14” se forma do bombardeio de átomos de nitrogênio por raios cósmicos. A intensidade do bombardeio e, portanto, da concentração de “Carbono 14” depende do campo magnético terrestre: quanto maior é o campo magnético, menor é a quantidade de raios cósmicos que conseguem penetrar a atmosfera. Faz apenas pouco mais de um século que ficaram em capacidade de medir o campo magnético terrestre e, neste período, o campo magnético diminuiu consideravelmente. Isso tem notáveis consequências: se no passado o campo magnético terrestre era superior ao atual, então a concentração de “carbono 14” no ar era inferior e, por conseguinte, também a quantidade de isótopo presente nos organismos vivos nos quais a concentração era inferior à admitida hoje no momento da morte. Portanto, a baixa concentração de “carbono 14” nos fósseis não pode considerada somente como dependente de uma idade considerável, porque depende também da menor concentração de “carbono 14” presente nos tecidos no momento da morte. Assim, os dinossauros podem ser espécies muito mais próximas da nossa era do que dizem os evolucionistas.
Estes fatos têm outra repercussão sobre a hipótese evolucionista, se se tem presente o papel que cumprem as radiações cósmicas na aceleração das mutações genéticas. “Nos tempos primitivos, com uma escassa radiação cósmica, teriam ocorrido menos mutações que em tempos de mais intensa radiação. Se, pois, as mutações são a fonte ‘verdadeira’ da evolução darwiniana (como se sustenta quase unanimemente), então este tipo de evolução teria sido menos veloz com um forte campo magnético terrestre. A Evolução deveria ter ocorrido muito mais lentamente nos tempos pré-históricos com uma débil radiação cósmica a respeito de hoje com elevada radiação e frequentes mutações” (A. ERNEST WILDER SMITH).
E nem sequer enormes períodos de tempo conseguem explicar a alguns fenômenos: se a evolução tivesse ocorrido como os evolucionistas imaginam, deveriam encontrar-se alguns fósseis de formas intermediárias e deveria ser possível demonstrar a aparição sucessiva dos animais mais complexos em vários estratos. Os fósseis encontrados demonstram o contrário. “Em curto espaço de tempo aparecem praticamente todos os grandes grupos de animais que vivem hoje, que seja com formas diversas das atuais” (G. MONTALENTI). As grandes transformações que levaram a formação dos grandes grupos de animais hoje existentes teriam sucedido em curto espaço de tempo e não estão documentadas com fósseis, enquanto que os fósseis encontrados demonstram melhor uma considerável estabilidade das espécies ao longo de “dezenas e centenas de milhões de anos”.

CONCLUSÃO

A conclusão que propomos desde o prólogo e no estudo preliminar é necessário que seja complementada com o convite a todos os leitores interessados nestes assuntos a continuar a divulgação e investigação deles com o objetivo de que se rompa, de uma vez por todas, o mito evolucionista implantado por uma tirania pseudocientífica.
A “Teoria Evolucionista”, como ficou demonstrado, não só desconhece todo Princípio transcendente e criador, mas se constitui como uma grande bofetada à inteligência humana, pois rejeita que esta pode chegar ao conhecimento da verdade.
Do evolucionismo se pode dizer o que Proudhon disse do socialismo: “Não é nada, nunca foi nada, jamais será nada...” e, se se impõe a alguns espíritos, é da mesma maneira que alguns pensam que o sol gira ao redor da terra quando contemplam um crepúsculo.

Referência:
VALDIVIESO, José Luiz Ortiz del Valle. Ensayo: el mito de la evolución. 2006. Disponível em: http://radiocristiandad.wordpress.com/2013/03/11/ensayo-el-mito-de-la-evolucion-por-jose-luis-ortiz-del-valle-valdivieso/ Acesso em: 08 out. 2013.
Pode-se confiar em métodos de datação que dão um desvio de cem milhões de anos?
Posted on 20/10/2013 por Mats
Por Brian Thomas, M.S. *
Cientistas europeus descobriram recentemente fósseis de plantas em flor encapsuladas em camadas rochosas supostamente 100,000,000 anos mais velhas do que seria de esperar.(1) Este mais recente achado coloca em causa as pressuposições evolutivas convencionais à medida que os cientistas batalham para justificar o que eles interpretam como sendo uma enorme falha.
Publicando na revista “Frontiers in Plant Science“, Peter Hochuli e Susanne Feist-Burkhardt descreveram fósseis de sementes de pólen recuperados numa escavação feita no norte da Suíça.(1) Eles escrevem:
Neste artigo, focamo-nos nas evidências fósseis, apresentando o – até hoje – pólen mais antigo com a aparência de angiosperma do Triássico Médio (cerca de 234Ma), um registo que predata a idade geralmente aceite da primeira ocorrência de pólen angiospérmico em cerca de 100Ma [milhões de anos].(1)
As fotografias a cores dos pesquisadores revelam traços de sementes de pólen características das plantas que florescem – e não palmeiras e cicadáceas com a aparência de gimnospermas. Segundo o relatório da Frontiers, “As sementes de pólen descritas exibem todas os traços essenciais do pólen angiospérmico”.(2)
Em vez dum pequeno conjunto de pólen com a aparência primitiva que os cientistas evolucionistas esperavam encontrar nas camadas rochosas, os pesquisadores descobriram uma enorme quantidade de pólen totalmente formado, e de tipos distintos mas bem desenvolvidos. Os autores do estudo escreveram que o “aparecimento súbito” dos fósseis angiospérmicos “na maioria dos continentes, bem como a rápida radiação de numerosas clades que implicam uma diversificação considerável no espaço de 3.5Ma ou então isso representa uma vaga de imigração proveniente de outras áreas.“(1)
Por outras palavras, os evolucionistas têm dificuldade em explicar como é que uma tal variedade de plantas ocorreu subitamente nesta camada do Triássico.
Eles depararam-se com um desafio análogo quanto tentaram decifrar o porquê, depois deste suposto eclodir repentino de criatividade evolutiva, os angiospérmicos terem desaparecido durante 100 milhões de anos. Os autores do estudo escreveram:
Se aceitarmos o pólen monosulcate [ex: angiospermas] do Meio e do Final do Triássico como evidência duma origem pré-cretáceo do grupo-chave dos angiospermas [ancestrais], a falta de registos fósseis durante todo o Jurássico continuaria a ser difícil de explicar. (1)
Para justificar esta dificuldade, eles invocaram os especulativos “parentes tronco“, escrevendo:
Considerando a falha de um milhão de anos no registo fóssil, bem como as diferenças morfológicas em relação ao período Cretáceo inicial, sugerimos que estas sementes de pólen muito provavelmente representam parentes tronco dos angiospermas.(1)
No entanto, será que estas conclusões fundamentam-se nas observações científicas? Uma coisa é afirmar que estes fósseis devem representar os ancestrais evolutivos das plantas modernas porque elas são milhões de anos mais antigas que as idades convencionais, mas é totalmente circular afirmar, logo a seguir, que os fósseis de angiospermas se devem ter formado milhões de anos antes da idade aceite só porque a versão oficial da teoria da evolução defende que as plantas evoluíram através dum processo que durou um longo período de tempo.
O registo Bíblico, que revela todas as grandes épocas da história mundial, não disponibiliza qualquer tipo de evidência em favor duma era de longa duração com o nome actual de Triássico, oferecendo no seu lugar uma explicação superior para a origem destes fósseis.
Primeiramente, a Bíblia não depende de pensamento circular mas sim “testemunhas” que escreveram “palavras que dantes foram ditas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador…“. (3,4)
Segundo, as Escrituras asseguram que desde o princípio que os angiospermas existiram lado a lado com as outras plantas (incluindo os gimnospermas) e com os outros animais mal os tipos básicos foram originalmente criados. Isto ajusta-se na perfeição com o “aparecimento súbito” desde fósseis.
Terceiro, a Bíblia descreve em detalhe um Dilúvio global capaz de preservar traços da vida em formas fósseis. Olhando para as coisas desta forma, a flora e a fauna do assim-chamado Triássico não representam tempos distintos mas sim ecossistemas distintos enterrados pelas águas do Dilúvio cheias de sedimentos.
Finalmente, a linha temporal Bíblica revela uma criação que tem milhares (e não milhares de milhões) de anos, anulando qualquer necessidade de explicar o porquê dos grãos de pólen enterrados em camadas rochosas profundas serem tão semelhantes às ervas e às flores actuais.
Fonte: http://www.icr.org/article/7729/
Referencias
1. Hochuli, P. A. and S. Feist-Burkhardt. 2013. Angiosperm-like pollen and Afropollis from the Middle Triassic (Anisian) of the Germanic Basin (Northern Switzerland).
Frontiers in Plant Science. 4 (344): 1-14.
2. See Hochuli and Feist-Burkhardt, Frontiers in Plant Science 4 (344): 1-14. The team compared gymnosperm pollen grains found at the same site to show “a distinct
contrast to the exine structure of the columellate, angiosperm-like grains.”
3. 2 Peter 1:16.
4. 2 Peter 3:2.

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