quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Condenação da Ideologia de Gênero.

Nota Pastoral de Dom Antonio Rossi Keller sobre a “Ideologia de Gênero”.
A questão da chamada “ideologia do Gênero”.

Novamente, como era previsto, volta a questão da ideologia do gênero, para ser incluída no PNE (Plano Nacional de Educação). Nossa Pátria vive um momento histórico crucial.

Alguns tentam empurrar goela abaixo da Nação uma visão ideológica contrária a todos os princípios de uma sadia visão do ser humano.

É preciso entender o significado desta visão ideológica, para poder entender o mal que carrega consigo, com consequências nefastas.

Nos últimos anos estamos escutando esta expressão “gênero”, e a grande maioria da população não se dá conta de que isto não é simplesmente uma maneira diferente de referir-se à divisão da humanidade em dois sexos. Por trás desta expressão esconde-se uma ideologia, um falso pensamento que pretende, segundo seus sustentadores, fazer-nos sair desta “visão antiga, simplista e preconceituosa”, que seria aquela da divisão da humanidade entre masculino e feminino.

Os defensores da ideologia do gênero afirmam que as diferenças entre homem e mulher, fora daquelas anatomicamente evidentes, não correspondem a esta visão, segundo eles, já caduca, de que a natureza determine que uns sejam homens e outros mulheres… Pretendem deixar à liberdade de cada um a escolha do tipo de “gênero” ao qual cada um queira pertencer, considerando todas as possibilidades como igualmente válidas. Ou seja, isto faz com que homens e mulheres heterossexuais, bem como homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais sejam simplesmente considerados como quem escolheu para si modos diferentes de comportamento sexual, fruto da liberdade, escolha esta que todos os demais devem respeitar.

Não é preciso muita reflexão para que alguém se dê conta do quanto esdrúxulo seja este pensamento, e de que como ele carregue consigo consequências graves, sendo que a primeira consequência seja a simples e absoluta negação de que exista uma natureza genética masculina ou feminina dada a cada ser humano. O resultado desta visão é a dissolução do princípio da diferença entre sexos, considerada como uma simples “convenção” atribuída à sociedade. Na visão ideológica do gênero, cada um pode e deve “inventar-se a si mesmo”. No quadro desta visão ideológica, estão abertas as portas para as já conhecidas “opções sexuais” possíveis, bem como para qualquer outro tipo de opção, como por exemplo a zoofilia, a pedofilia e o que se quiser criar. Basta que alguém determine para si o tipo e o modo de sua opção sexual, e a Sociedade como tal deve não só aceitá-la, mas até mesmo promove-la.

Assim, toda a moral fica determinada a partir da decisão do indivíduo, desaparecendo a diferenciação entre o que é permitido e o que é proibido em tudo o que se refere à questão da sexualidade humana. O que é certo e o que é errado neste campo está submetido ao que cada um julga ser certo ou errado para o gênero que escolheu para si.

A introdução deste conceito ideológico do gênero na legislação e no sistema educacional do país significará um comprometimento irreversível do princípio e da instituição da sociedade, fundada no modelo natural, que chamamos e entendemos por “Família”. No quadro da ideologia do gênero, a família “tradicional”, composta por pai, mãe e filhos, é entendida como um princípio opressor, cabendo a cada individuo estabelecer seu modo de ser e de formar a sua família.

A nova sociedade, preconizada pelos defensores da ideologia do gênero estará fundada na mais absoluta permissividade sexual, já que a cada um caberá estabelecer seu próprio gênero, segundo as tendências homossexuais, transexuais, bissexuais ou outras.

Dentro deste quadro absurdo de predomínio absoluto do subjetivismo, a instituição familiar tradicional é também considerada discriminatória e, portanto, nas escolas, os chamados “kits” gays, bissexuais, transexuais, etc. deverão tornar-se obrigatórios, para a superação da discriminação.

Como pastor da Igreja Diocesana de Frederico Westphalen, não posso calar, diante de mais esta aberração que tentam nos impor, usando falsamente o princípio da liberdade como desculpa para implantar em nossa Pátria valores incompatíveis com a nossa cultura.

Vivemos momentos difíceis, e devemos enfrentá-los com a oração, com a clareza das ideias e com a legítima ação cidadã de manifestar nossa opinião contrária a estes projetos iníquos, que pretendem destruir as bases cristãs de nossa Sociedade.

Convoco pois, novamente a todos os diocesanos de Frederico Westphalen e a todas as pessoas de boa vontade a que rezem pelo Brasil e a que reajam especificamente contra este projeto, dentro dos parâmetros da legalidade, para evitar que nosso país caia nas armadilhas de princípios educacionais e de uma legislação fundada em valores imorais, que trarão consequências irreparáveis às nossas famílias, à vida de nossas crianças e de nossos jovens. Basta de agressões à instituição da família, já tão martirizada.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, com sua intercessão materna, salve o Brasil destas ideologias destruidoras dos autênticos valores cristãos.

Frederico Westphalen, 26 de março de 2014.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen

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