quarta-feira, 9 de maio de 2012

Submissão e obediência no casamento.


Ainda pode-se afirmar que a esposa deve ser submissa ao seu marido?
Fonte: Blogue Maria Rosa
Por Peter R. Scott
Traduzido por Andrea Patrícia

Ainda pode-se afirmar que a esposa deve ser submissa ao seu marido, dadas as mudanças na sociedade moderna?

A devida submissão da esposa ao seu marido pode ser considerada em dois planos diferentes:

• em primeiro lugar no da lei natural, homem e mulher tendo cada um funções profundamente diferentes no bloco de construção da sociedade que é a família;

• e em segundo lugar no plano sobrenatural.

Esta segunda perspectiva é de longe a mais importante, e ilumina toda a vida de casado. Porque a submissão de uma esposa ao marido é totalmente clara na lei natural a qualquer mulher que não tenha sido contaminada pelos princípios do liberalismo rebelde, que é confirmada explicitamente no Novo Testamento. São Paulo, no quinto capítulo de sua epístola aos Efésios, estabelece os princípios. O marido tem, em virtude do sacramento do matrimônio, sempre de imitar a Cristo no seu amor pela Igreja, e a mulher tem sempre, em virtude do mesmo sacramento, que imitar a Igreja no seu amor por Cristo. Assim, o homem é realmente a cabeça de sua esposa, e tem o dever de assumir a liderança, enquanto que a mulher deve se esforçar para ser o coração respondendo e dependendo da cabeça.

O Papa Leão XIII trata dessa questão explicitamente na sua Encíclica Arcanum Divinae Sapientiae de 10 de fevereiro de 1880:

O marido é o chefe da família, e a cabeça da mulher. A mulher, porque ela é carne da sua carne e osso dos seus ossos, deve ser sujeita a seu marido e obedecer-lhe: Não na verdade como uma serva, mas como uma companheira, de modo que sua obediência não deve faltar nem em honra nem em dignidade. Desde que o marido representa Cristo, e desde que a mulher representa a Igreja, que haja sempre, tanto nele que comanda quanto nela que obedece, um amor nascido do Céu a guiá-los em suas respectivas funções. Pois “o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja … Assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam a seus maridos em todas as coisas” (Ef 5,23 -24) (Matrimony, Papal Teachings, pelos monges de Solesmes, p. 141).

Uma vez que a natureza do homem não pode mudar, nem pode a lei natural, e uma vez que a revelação divina foi completada com a morte do último dos apóstolos, isso não pode mudar no plano sobrenatural também. A fim de resistir à corrupção da natureza e dos dons sobrenaturais de Deus, maridos e esposas precisam se lembrar que eles não pertencem a este mundo, caso contrário, o liberalismo moderno de hoje terá sucesso em destruir a família. Os maridos, conseqüentemente, assumem a responsabilidade e a liderança mesmo quando se sentem inadequados, e as esposas terão prazer em negar sua própria vontade e obedecer a seus maridos.

É essa autoridade de um homem sobre sua mulher (não dos homens sobre as mulheres), que os liberais detestam, e que, infelizmente, o Papa João Paulo II lutou contra com base nos falsos direitos do homem.
Em sua análise da mudança do ensinamento, o autor Luigi Accattoli não hesita em afirmar (com aprovação) que o papa “corrige o ensinamento de São Paulo” (When a Pope Asks Forgiveness [Quando um Papa pede perdão], Alba House, pg.105-108, 1998).

No que diz respeito à natureza radicalmente feminista da afirmação da igualdade de marido e mulher no casamento, basta citar algumas passagens do autor acima, que são baseadas na Encíclica do papa Mulieris Dignitatem, de setembro de 1988:

“O mais ousado toque também é encontrado em Mulieris Dignitatem, que contém um resumo das referências bíblicas para as mulheres individuais e até mesmo corrige dois mil anos de interpretação das passagens de São Paulo, que descrevem o homem como a “cabeça” da mulher. Ele até corrige São Paulo – ou o que é baseado na antiguidade de seus escritos – quando ele afirma: “Todas as razões a favor da submissão da mulher ao homem no casamento devem ser entendidas no sentido de uma submissão recíproca de ambos no temor de Cristo”.” (Ibid., citando Mulieris Dignitatem 9; 24).

Accattoli é certamente preciso em apontar que esta é uma transformação radical no ensino da Igreja. Ninguém poderia duvidar de que a letra e o sentido de São Paulo são de uma submissão unilateral, e que o papa, reinterpretando-a como uma “submissão mútua” tanto esvazia o texto de todos os sentidos quanto vai diretamente contra a revelação divina por causa de seus princípios humanísticos e falsos sobre a igualdade e a dignidade do homem.

Esposas verdadeiramente femininas, conseqüentemente, abominam esta perversão feminina da Verdade Católica, e praticam a submissão e a obediência que tanto a natureza quanto a graça as inclinam a praticar.
Original aqui.
_______________________
Nota do blogue Maria Rosa:
O padre Peter Scott é da FSSPX.
FONTE: http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/2012/05/ainda-pode-se-afirmar-que-esposa-deve.html

Nota da Confraria: se o marido se submete a Deus, e se a esposa se submete a esse marido, então a esposa se submete a Deus. Ninguém deve obediência ao pecado; portanto qualquer desobediência só se justifica se não há autoridade competente ou se o conteúdo da decisão é pecado em termos de princípio (distorções sobre fatos e sobre mandamentos), meios indecorosos e desvios de finalidade (fim desonesto).

Obviamente, nenhuma esposa deve obediência a determinações e decisões pecaminosas de seu marido, que não perde sua autoridade por isso, cuja vontade não corresponde à vontade de Deus e deve ser desobedecida. Simples, não? E justo também!

Feminismo e liberalismo não se justificam, portanto, e é perfeitamente possível ser uma esposa católica sem
ser oprimida por tiranias maritais (e nem muito menos bancar a tirana, algo muito em voga nos dias de hoje, usurpando a autoridade e rebelando-se contra a ordem familiar e social estabelecida pelo Reinado de Cristo, destronando-o - por isso, Nossa Senhora de Fátima se dizia descontente com muitos casamentos).

Mesmo a "submissão de ambos no temor de Cristo" (nunca recíproca - razão do fracasso familiar de hoje - mais um fruto podre do "beato" Papa João Paulo II, que fez o que pôde para demolir e arruinar a Igreja e manter uma banca de angelical) deve ser entendida assim: se ambos se submetem a Cristo, nada impede que tal submissão passe pela hierarquia Cristo-marido-esposa (não no mesmo nível hierárquico, portanto, já que o marido se submete a Cristo imediatamente e a esposa também, mas sob a autoridade do marido, o qual se torna porta-voz e instrumento da vontade divina para cumprir fielmente seu dever).

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