quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fraudes espíritas: materializações.


AS MAIS ENGENHOSAS FRAUDES DE MATERIALIZAÇÃO

Aqui apresento um trecho de um livro do padre Negromonte chamado “O que é o Espiritismo”. Neste trecho são apresentadas diversas fraudes dos fenômenos de materialização. No entanto, não me limitei apenas a transcrever essa parte do livro. Como Negromonte oferece normalmente apenas uma breve descrição dos casos, sempre que possível acrescentei extensas notas de rodapé – reconhecidas como Nota do Revisor, ou N. R. – que oferecem descrições bem mais detalhadas de como as fraudes foram feitas, incluindo ainda diversas referências que permitem o leitor buscar mais informações. Eu mesmo confesso ter ficado impressionado com a engenhosidade e a coragem de algumas das fraudes. Elas são interessantíssimas! Então, sem mais demora, vamos a elas!

1. Marthe Béraud, ou Eva Carrière, tornou-se famosa pelas materializações da vila Carmen, residência do general Noel, em Argel. Dr. Richet assistiu às sessões, em que aparecia o “espírito” de Bien-Boa, e foi miseravelmente ludibriado em sua boa fé e no seu cavalheirismo. Rouby e Marsault descobriram tudo: o capacete de Bien-Boa era do empregado do general; o bigode era de crepe; as vestes suntuosas da noite em que Bien-Boa apareceu de rei mago eram emprestadas por uma funcionária do teatro municipal… Isto não impediu que, mais tarde, fosse ainda Eva Carrière levada a sério por cientistas![1]

2. Os Irmãos Davenport deixavam-se amarrar em cadeiras ou trancar-se em um armário: os espíritos os soltavam! No dia em que Elias Cyon os prendeu, não segundo as instruções recebidas, mas a seu modo, Davenport, depois de uma hora de esforço, declarou que os espíritos se negavam a agir, uma vez que não foram seguidas as suas instruções… Outra vez, em Paris, quando um deles se soltou da cadeira, um dos espectadores se levanta, sobe ao placo, arranca o espaldar da cadeira, apresenta-o à multidão que enchia o teatro, dizendo: “Senhores, esta trave é móvel”. Diante do tumulto, um funcionário da polícia acalmou os ânimos: “Senhores, o dinheiro das vossas entradas vai ser restituído”.[2]

3. Slade era especialista em escritas em ardósias. Metia a lousa debaixo da mesa (por que não em cima da mesa, onde toda gente escreve?) e aparecia, escrita, a resposta da pergunta que lhe faziam. Trancava num armário, à distância, a lousa em branco (?) e ela aparecia escrita. Flammarion[3] conta que selou duas ardósias que passaram dez dias em mãos de Slade e voltaram sem o mínimo vestígio da escrita. Em Londres, Lancaster arrebatou das mãos de Slade as ardósias no momento em que ele as levava para debaixo da mesa: já estava escrito o que os “espíritos” iam escrever… Mas, na Inglaterra, a coisa é diferente: custou a pena de três meses de trabalhos forçados a Slade…

4. Einer Nielsen, médium norueguês, entregava-se ao mais absoluto controle antes da sessão. Trabalhando com uma comissão de professores da Universidade de Cristiania, era inteiramente despido e metido num “maillot” que o vestia dos pés ao pescoço. Feita a escuridão necessária, ele produzia ectoplasmas que lhe saíam da boca e pelo nariz. Um dia, porém, o exame do “maillot” denunciou vestígios de fezes na abertura do pescoço e na extremidade da manga direita. Ele escondia no reto o tubozinho de gaze que servia de ectoplasma e depois o retirava para a demonstração, engolindo-o em seguida!…[4]

5. Vladislas Laszlo, polaco, também se deixava revistar totalmente antes da sessão. Era mais decente e limpo. Mas, certa vez, teve um acesso de tosse e atirou no rosto de Schenck um estranho projétil, do qual Schenck logo se apoderou, apesar dos esforços do médium para arrebatá-lo: era algodão envolto em gaze… Laszlo, depois de fazer a admiração dos sábios e ignorantes na Polônia, na Dinamarca e na Alemanha, foi surpreendido em Budapeste. E explicou, sem dificuldade, o truque: enquanto o despiam, ele punha o “ectoplasma” no bolso de um dos experimentadores; depois, de pronto, tirava-o e punha-o na boca.[5]


6. Mr. Brook. Dr. Atley e sua esposa teriam perecido num desastre de trem na Argélia. Brook invocou-os em Londres: eles “baixaram” e confirmaram a desencarnação, dando minúcias do desastre. Atley não tardou a aparecer vivo e são, em Londres. [6]

7. Mrs. Verrall. Myers entregou à Sociedade de Pesquisas Psíquicas uma carta fechada, cujo conteúdo viria revelar depois de morto. Verrall se declarou em comunicação com o espírito de Myers, que lhe tinha ditado o conteúdo da carta. Recebida a mensagem, aberta a carta, verificou-se que nada havia de semelhante entre as duas…[7]

8. Helena Smith, modesta caixeira em Genebra, era médium xenóglossa, ou mais compreensivelmente: faladora de línguas desconhecidas. Chegou a se comunicar com o planeta Marte, cuja língua falou… Flournoy perdeu longo tempo com este caso. A “língua de Marte” não passava de francês, sendo as palavras precedidas de “te” se eram masculinas, e de “ti” se eram femininas. Quando éramos crianças, também fizemos isto com a conhecida “língua do p”, sem sermos médiuns…[8]

9. Mac Farlane prometeu a Miss Maule a aparição de sua irmã Peggy, pelo módico pagamento de quatro libras esterlinas. No quarto escuro apareceu uma sombra branca e se ouviu uma voz que disse: “Eu sou Peggy”. Maule pediu-lhe que se aproximasse: “Peguei-a depressa, conta a vítima, e senti entre os dedos um tecido de lã. Neste momento o “espírito” foi puxado com força, mas eu o segurei até ele se rasgar. E gritei: “A senhora está desmascarada”. Quando se acendeu a luz, Farlane estava escondendo o tecido de lã.[9]

10. Godfrey Raupert, que depois se converteu ao catolicismo e escreveu um livro que o Dr. Lúcio dos Santos traduziu para o português,[10] tirava retratos seus, à luz do dia, e apareciam ao seu lado figuras misteriosas de espíritos materializados. Tendo-se conhecido dois desses “espíritos” como pessoas vivas, a fraude foi descoberta.
Mais umas indicações


O assunto daria muitos livros. Com ele Paul Herzé compôs os seus livros: “Où en est La Metapsychique” e “Les morts vivent-ils?”. E depois disto já muita água passou por debaixo das pontes. Mas para os leitores verem como é farta a messe, vamos fazer apenas mais algumas indicações, que pouparão tempo e espaço.
1. Islo produzia ectoplasma de algodão, como Laszlo.[11]
2. Eldred trazia no espaldar da cadeira os elementos com que produzia os “fenômenos espíritas”. [12]
3. O fotógrafo Boursnell, apanhado em trapaça, foi condenado pelo tribunal.[13]
4. Williams foi desmascarado da mesma fraude de Eldred, além do citado fato com Leymarie.[14]
5. Bailey foi surpreendido em Grenoble comprando pássaros, que transportava por via astral nas sessões![15]
6. Os fantasmas de Ebstein eram pintados, segundo Grasset, ou simples manequins.[16]
7. Sambor era auxiliado por um amigo.[17]
8. “Eu pude verificar a fraude de Ana Rothe”, diz Richet. E Rothe, pelas suas freqüentes fraudes, foi processada pela polícia prussiana.[18]
9. O cúmplice de Craddock era a própria esposa. [19]
10. Lúcia Sordi foi desmascarada por Schrenck.[20]
11. Caracini e Gazzera faziam a substituição das mãos, como Eusápia.[21]
12. Elizabeth Tomson simulava espectro, quando um moço a desmascarou, dando-lhe forte dentada.[22]
13. O insuspeito Maxwell cita os nomes de Wood, Fairlamb[23] e Haxby.[24]
14. Zucarini dizia-se levitado: De Marchi acendeu de repente as luzes e o viu de pé em cima da cadeira.[25]
15. De Miss Arbott disse Hyslop que a tinha apanhado muitas vezes em mentiras e enganos.[26]
16. Fournier d’Albe desfez o encanto das maravilhas da “alavanca psíquica” com que Miss Goligher iludira a Richet e a Crawford.
17. Miss Cadwel foi apanhada pelos redatores de World, nos Estados Unidos.[27]
18. O insuspeito coronel de Rochas acendeu a luz no momento em que sua médium Valentina espalhava fosforescências na sala, agitando os pés impregnados previamente de fósforos. [28]
19. Hodgson conta como ele mesmo materializou espíritos, com uma máscara coberta de musseline, ou um turbante e umas barbas postiças, sustentando um livro luminoso na mão.[29]

Se eu disser que poderia citar mais cem exemplos, algum leitor poderá levar à conta de exagero sectário. Prefiro então citar Flammarion, um dos pontífices espíritas. Em seu livro “As forças naturais desconhecidas”, depois de citar vários exemplos de fraudes e de dizer que ao menos a metade dos fenômenos espíritas podem ser taxados de fraude, acrescenta estas palavras que eu vou citar na própria língua do escritor:

“Je pourrais citer dês centaines d’exemples analogues observes par moi même depuis dês années” (pág. 285) — ou seja: “Eu poderia citar centenas de exemplos análogos observados por mim mesmo desde alguns anos.”

[1] Ver relato minucioso em Herédia, “O espiritismo e o bom senso” (Livraria Católica. Rio de Janeiro. S/d. 2ª Ed. provavelmente de 1927);páginas 209-232.

[2] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[3] Les forces naturelles inconnues, pág. 265.

[4] Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/einer-nielsen, que diz, sobre Nielsen: “Médium dinamarquês, cujos fenômenos de materialização foram primeiramente divulgados pelo relatório sobre as experiências registradas pelo Barão Schrenck-Notzing, em seu livro Physikalische Phaenomene des Mediumismus (1920). Em 1922, em Christiania, Oslo, Nielsen foi declarado uma fraude, mas pareceu ter-se restabelecido completamente em 1924, em Reykjavik, nas sessões para a Sociedade de Pesquisa Psíquica da Islândia. O relatório do romancista Einar H. Kvaran, aprovado por cientistas e outras pessoas de alta posição, registrou a materialização de formas, às vezes duas aparecendo ao mesmo tempo perto do médium enquanto ele estava à vista. Levitação e outros fenômenos telecinéticos também foram vistos em abundância. Depois de sua exposição, em 1922, Nielsen se recusou a sentar com os investigadores. No entanto, isso não impediu exposição. Vários anos depois, em Copenhagen, ele foi acusado de fraude por Johs. Carstensen, líder do seu próprio círculo, e um espiritualista convicto. Após sua exposição em um panfleto, o médium foi a tribunal, mas perdeu o caso em abril de 1932. Ele continuou a trabalhar, mas nunca foi considerado credível novamente por pessoas de fora de seu pequeno círculo de influência. Ele morreu em 26 de fevereiro de 1965.” Outra fonte é o livro de Arthur S. Berger e Joyce Berger. The Encyclopedia of Parapsychology and Psychical Research. New York: Paragon House, 1991. Nielsen, Einer. Solid (N. R.)

[5] Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/laszlo-laszlo, que diz, entre outras coisas: “Depois de ler uma obra clássica sobre materialização do famoso pesquisador psíquico Barão Schrenck-Notzing, Laszlo deliberadamente buscou meios fraudulentos de conseguir tais efeitos, a fim de enganar o barão. Os materiais utilizados por Laszlo para o ectoplasma falsos foram gaze e algodão embebidos em gordura de ganso. Estes suportes eram escondidos no mobiliário da sala da sessão, e quando isso se tornou impossível por meio de controles rigorosos, Laszlo foi descaradamente hábil em deslizar seu adereços para os bolsos dos seus investigadores no momento em que ele era revistado, para em seguida pegá-los novamente de seus bolsos durante a sessão! Não se sabe se Schrenck-Notzing foi realmente enganado, mas muitos proeminentes investigadores psíquicos foram.” Outras fontes possíveis são os livros do jornalista Cornelius Tabori, My Occult Diary. London, 1951, e o livro de seu filho, o pesquisador psíquico húngaro Paul Tabori (1908-1974) chamado Companions of the Unseen. London: H. A. Humphrey, 1968. (N. R.)

[6] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[7] Não consegui achar a fonte dessa informação, mas apenas para que fique claro, a Sra. Verrall nunca foi médium de materialização e jamais foi pega em fraude. (N. R.)

[8] Helena Smith era o pseudônimo de Catherine Elise Muller. Para mais informações, ver o site http://www.survivalafterdeath.org.uk/mediums/smith.htm ou An Encyclopaedia of Psychic Science, de Nandor Fodor, 1934. Ela não era médium de materialização. (N. R.)

[9] A médium se casou em 1916 com Henry Ducan e passou a se chamar Helen Victoria Duncan, em vez de Helen Victoria MacFarlane. Para mais informações, ver An Encyclopaedia of Psychic Science de Nandor Fodor, 1934. (N. R.)

[10] O Espiritismo — Tip. do Lar Católico, 1930.

[11] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[12] O nome completo do médium é Charles Eldred. Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/charles-eldred, que diz, entre outras coisas: “Notório médium de materialização fraudulento de Nottingham, na Inglaterra (…). Ele ficou conhecido quando a revista Light (02 de setembro de 1905) publicou uma descrição de uma de suas sessões anteriores. No ano seguinte, Eldred foi desmascarado numa sessão em Londres, por Abraham Wallace. Uma cavidade foi encontrada na parte de trás da cadeira onde estava sentado e foi descoberto, após a sessão, uma cabeça de manequim desmontável com uma máscara de meia cor de carne, seis peças de seda chinesa branca medindo 13 metros no todo e outras “propriedades” da mediunidade falsa.” Outras fontes são os artigos “Exposure of Mr. Eldred”, publicado no Journal of the Society for Psychical Research 12: 242-52 e de Ellen Letort “The Frauds of Mediums” publicado no Annals of Psychic Science 3, no. 6 (1906). (N. R.)

[13] O nome completo do fotógrafo é Richard Boursnell (1932-1909). Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/richard-boursnell . (N. R.)

[14] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[15] O nome completo do médium é Charles Bailey (1870 -1947). Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/charles-bailey. (N. R.)

[16] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[17] O nome do médium é S. F. Sambor. Mais informações sobre ele podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/s-f-sambor, que diz, entre outras coisas: “Uma série de suas sessões entre 1896 e 1902 foi registrada no jornal espiritualista russo Rebus. (…). Muitas das experiências foram realizadas pelo Conde Perovsky-Petrovo-Solovovo. No entanto, a crença do conde nos fenômenos de Sambor foi consideravelmente abalada quando descobriu que um dos assistentes, um cúmplice, intencionalmente soltava a mão de Sambor quando ele a deveria estar segurando. (N. R.)

[18] O nome correto da médium é Frau Anna Rothe (1850-1907). Mais informações podem ser obtidas no site http://www.answers.com/topic/frau-anna-rothe, que diz, entre outras coisas: ‘Trabalhadora alemã que, depois da morte do noivo de sua filha em aproximadamente 1892, desenvolveu mediunidade. Ela constantemente viu o falecido sentado no sofá em sua atitude costumeira. Ela tinha visões quando criança também, mas logo os fenômenos físicos se desenvolveram e Rothe especializou-se em aportes de flores e frutas em quantidade. Sua carreira mediúnica, no entanto, foi tempestuosa e finalmente suas fraudes a levaram a um julgamento sensacional e uma sentença de prisão.

Camille Flammarion realizou uma sessão com Rothe em maio de 1901, no seu próprio apartamento. Ele escreveu: “Durante sua continuação, buquês de flores de todos os tamanhos fizeram, em verdade, sua aparição, mas sempre de um quarto na sala oposta a que nossa atenção era desviada por Frau Rothe e seu gerente, Max Jentsch.”

“Quase estando convencido de que tudo era fraude, mas não tendo o tempo de dedicar-me a tais sessões, eu pedi a M. Cail para estar presente, tão freqüentemente quanto ele pudesse, nas reuniões que deviam ser feitas em salões parisienses diferentes. Ele com satisfação consentiu, e foi convidado a uma sessão na casa de Clément Marot. Tendo tomado seu lugar um pouco atrás da médium que espalhava flores, ele a viu habilmente escorregar uma mão debaixo de sua saia e extrair sucursais que ela arremessou no ar.”

“Ele também a viu tirar laranjas de seu buquê, e verificou que elas estavam quentes. A impostura era evidente, e ele imediatamente a desmascarou, ao grande escândalo dos assistentes, que jogaram insultos sobre ele. Uma sessão final tinha sido planejada para ser realizada em meu salão na terça-feira seguinte. Mas Frau Rothe e seus dois cúmplices tomaram pela manha o trem na estação ferroviária Oriental e nós não os vimos mais.”

Charles Richet declarou no seu livro Trinta Anos de Pesquisa Psíquica (1923): “A primeira vez que eu vi os desempenhos inesperados de Anna Roth, a ‘médium de Blumen’, fiquei deslumbrado; numa segunda sessão, perplexo; na terceira fiquei convencido que a coisa toda era uma fraude. Eu pedi a Anna Roth para permitir um controle mais completo que teria encerrado a questão. Ela recusou”.

O fato em que Richet baseou a sua crença na impostura de Rothe foi que ele a pesou antes da sessão e depois. A diferença era de duas libras, exatamente o peso das flores “aportadas”. Portanto, ele conclui, elas deviam estar escondidas em sua pessoa.

Uma exposição séria aconteceu na Alemanha em 1902, em conseqüência do que Rothe foi mantida em prisão por cerca de um ano antes do julgamento e depois foi sentenciada a dezoito meses de prisão e uma multa de 500 marcos. Os detetive postos como inquiridores acharam 150 flores e várias laranjas e maçãs numa série de sacos dobrados em sua anágua.’ (N. R.)

[19] O nome do médium (britânico) era Frederick G. Foster Craddock. O site http://www.answers.com/topic/frederick-g-foster-craddock diz, entre outras coisas: “Já em 1879, em Manchester, o espírito materializado “Rosetta” foi agarrado e a luz revelou o médium em sua camisa e uma meia. Craddock recuperou-se deste incidente e ainda exerceu sua mediunidade por muitos anos. Em 1904 ele voltou ao centro das atenções públicas quando Henry Llewellyn e Gambier Bolton narraram suas experiências no livro de Bolton Psychic Force (1904). Em 1906 Craddock foi levado ao tribunal pelo jornal Daily Express por obtenção de dinheiro sob falsos pretextos. O tenente-coronel Mark Mayhew, por escrito, Light, 24 de março de 1906, descreveu como o espírito “Abdullah” foi agarrado e descoberto ser o médium. As pessoas presentes à sessão também viram Craddock remover um bigode falso e colocá-lo no bolso. O almirante Usborne Moore, também presente na sessão, em seguida, fechou as portas, pegou a chave, e comandou uma busca. Craddock se colocou em posição de combate e sua mulher atacou o almirante com uma pá de fogo. A busca foi realizada de qualquer maneira. Em uma gaveta, uma pequena lanterna elétrica foi encontrada, o instrumento para as luzes espirituais.” Outras fontes são o livro de H. Dennis Bradley The Wisdom of the Gods. London: T. Werner Lavrie Ltd., 1925 e o artigo “Exposures of Mr. Craddock” do Journal of the Society for Psychical Research 12. Há ainda o livro de Walter Gibbons The Tragedy of the Heavens. N.p., 1930. (N. R.)

[20] Não consegui achar a fonte dessa informação, mas mais dados sobre Lucia Sordi podem ser encontrados no site http://www.answers.com/topic/signora-lucia-sordi. (N. R.)

[21] Carancini foi acusado de fraude pelo mágico Baggally e por outros em um artigo publicado no Annales des Sciences Psychiques, 1913, pp. 243-47 e no artigo “Some Sittings with Carancini” do Journal of the Society for Psychical Research 14 (June 1910). Gazzera não parece ter sido acusada de fraude. Mais dados sobre ambos podem ser encontrados nos sites http://www.answers.com/topic/francesco-carancini e http://www.answers.com/topic/linda-gazzera. (N. R.).

[22] Não consegui achar a fonte dessa informação (N. R.)

[23] O nome completo é Annie Fairlamb Mellon (1850-1938). O site http://www.answers.com/topic/annie-fairlamb-mellon diz, entre outras coisas: “Em 12 de outubro de 1894, uma exposição desastrosa de sua fraude aconteceu na casa de Mellon. T. Shekleton Henry, outro médium e amigo fingido, agarrou “Cissie”, o espírito materializado, que se revelou a própria médium semi-nua. Os pedaços faltantes de peça de roupa foram achados no gabinete. Mellon defendeu-se dizendo que ela pareceu ser projetada para dentro da forma agarrada e ser absorvida. Diz-se que ela sofreu uma lesão séria em conseqüência do agarramento do espírito, e após sua recuperação ela resolveu nunca sentar-se no gabinete outra vez mas sempre diante da cortina à completa vista dos assistentes.” (N. R.)

[24] O site http://www.answers.com/topic/w-haxby diz que o próprio Charles Richet acusou Haxby de fraude em seu livro Trinta Anos de Pesquisa Psíquica (1923). Mais informações podem ser obtidas no artigo “Alleged Mediumship of W. Haxby” publicado no Proceedings of the Society for Psychical Research 4. (N. R.)
[25] O nome do médium é Amedee Zuccarini. Não consegui descobrir onde foi publicada a acusação de fraude, mas o site http://www.answers.com/topic/amedee-zuccarini traz mais informações sobre o médium (N. R.)

[26] Não consegui achar a fonte dessa informação (N. R.)

[27] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[28] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

[29] Não consegui achar a fonte dessa informação. (N. R.)

FONTE:http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/as-mais-engenhosas-fraudes-de-materializao/

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