domingo, 25 de março de 2012

Perigos da televisão (TV).


Televisão: análise e alerta

Que os programas de TV em geral estejam em baixo nível moral, todos sabem. Que os comerciais constantemente façam apelo ao sexo e insinuem a imoralidade, todos lamentam. Que as novelas, elas principalmente, sejam contínua pregação do amor livre, das brigas e desentendimentos familiares e da infidelidade conjugal, todos reclamam. Não há quem não proteste contra essa dissolvência da família promovida sistematicamente por esse meio de comunicação que poderia ser tão útil na educação se fosse usado criteriosamente.

O mal é que a maioria reclama mas continua contemplando extasiada e hipnotizada a telinha que tanto lixo despeja no seio das famílias.

Mas, o que é pior, são os prejuízos causados pela TV na alma das crianças.

Numa entrevista publicada pela revista “Diálogo médico” (ano 15, nº 3, 1989), dos produtos Roche, a sexóloga Maria Helena Matarazzo, terapeuta e consultora internacional da UNESCO, analisa as péssimas influências da TV na psicologia infantil. Eis alguns trechos da entrevista:

“... Moças bonitas, de roupas reduzidas, elas invadem as telinhas de milhões de lares brasileiros, esbanjando sensualidade. A criança adora e as mães também, já que basta apertar o botão do televisor para garantir o trabalho dedicado dessas babás que, aparentemente, nada exigem. Mas só aparentemente mesmo, porque a carga de erotismo despejada sobre os pequenos telespectadores pode dar problemas futuros... Tudo isso é supervalorização do erotismo, fator que, certamente, gera distorções”.

“A motivação erótica precoce, influenciada pelos meios de comunicação de massa, das Xuxas que estão aí, mostrará suas conseqüências dentro de alguns anos... Também as novelas que as crianças assistem e acostumam-se a ver quem transa com quem, ressaltando-se que esse alguém dificilmente é marido ou esposa...”

“A hiperexcitação, eventualmente, pode levar até ao consumo de droga, porque o adolescente acostumou-se a um pique muito grande, quer cada vez mais e, certamente, não vai encontrar tanta agitação, tanta fantasia, na vida real... É uma loucura de imagens, de informações e questionamentos... A utilização de drogas pode ser uma das conseqüências da hiperestimulação. O jovem quer cada vez mais e acaba resolvendo fazer coisas “extraordinárias”, coisas que fogem ao comum, pois uma vida rotineira não lhes basta”.

“Vejo que os pais ficam perdidos, uns se preocupam, outros nem percebem...”.

É um sério brado de alerta aos pais e educadores.

Perversão programada

Em um artigo publicado no Globo de 22 de Setembro último, a atriz Maria Zilda, que interpreta a Ângela na novela “Bebê a Bordo” da TV Globo, explica sem rodeios os objetivos da novela: mudar a mentalidade das pessoas, quer dizer, pervertê-las: “descobrir que, além do moderno, é super natural (a mãe) odiar uma filha. E vice-versa”. E continua ela: “na minha opinião pessoal (e empírica), o maior mérito dessa novela é tornar naturais fatos considerados culposos, como sexo em situações variadas”.

Não é de causar espanto? Isso significa que a perversão da infância e da juventude é programada, idealizada.

Este aparelho, hoje tão comum – não há barraco que não o possua – com tantos atrativos artísticos e técnicos, visuais e auditivos, que poderia ser usado para a boa educação, tornou-se uma maldosa babá eletrônica diante da qual a infância e a juventude não só se embotam intelectualmente mas também se pervertem moralmente.

As novelas – verdadeira propaganda do amor livre, claramente dissolventes da família – os filmes e comerciais, incitamento à imoralidade, as cenas contínuas de sexo e violência, tudo isso, agravado pelo vício do vídeo, penetra como que por osmose nas mentes jovens, confirmando o apelido que os americanos deram à TV “The Plug in Drug”, a droga eletrônica.

Escândalo, teologicamente falando, é o ato de levar outros ao pecado. E, para quem escandaliza a infância e a juventude, Nosso Senhor disse ser melhor que dependurasse uma mó de moinho ao pescoço e se lançasse no fundo do mar.

Enfim, a visão do mundo transmitida pela televisão – o que se pode chamar de mentalidade da televisão – ignora Deus. Incute um ideal de vida feliz, sem Deus. É, portanto, não só agnóstica mas claramente propulsora do ateísmo prático.

Que tremendo fator de dissolução da família e da sociedade se tornou a televisão! Que terrível responsabilidade dos pais de família! Você já pensou nisso? Saiba que também é responsável diante de Deus.

Refletindo sobre a televisão

Em nosso último artigo procuramos dar um alerta aos pais de família sobre os prejuízos da TV na psicologia infantil.

E o título do artigo de hoje põe juntas duas coisas antagônicas, porque um dos males conseqüentes do hábito da televisão é a perda da capacidade de reflexão e raciocínio: tudo já vem pronto, enlatado. Convite à preguiça e à burrice!

E, levando-se em conta que, segundo as estatísticas, o brasileiro passa em média, diante da TV, 40% do tempo em que está acordado, conclui-se que a TV se tornou na família a principal formadora de mentalidade. E lamentavelmente, a grande deseducadora. Pois os valores que ela prega não são nada cristãos, nada educativos. É a violência, é o erotismo, é o consumismo e o materialismo. Nas novelas, por exemplo, quase todos os tipos são desajustados. O “padre da novela” é uma caricatura do verdadeiro padre, a esposa da novela é leviana (geralmente antipática em contraposição à amante muito mais simpática), o pai idem, os adolescentes, são revoltados, o casamento “dura menos que um vestido”, a fidelidade conjugal é considerada superada, e assim por diante.

Não foi portanto fora de propósito que, em recente pesquisa na Inglaterra para saber o que o povo gostaria de desinventar, um dos itens mais votados foi a Televisão! O progresso custou muito caro. Os prejuízos que causa na família são muito maiores que os possíveis benefícios.

A TV destruiu a mesa da família, aquela tranqüila união entre pais e filhos, para conversarem, para se entenderem, para se ouvirem. A TV reúne mas não une a família. Destruiu o diálogo dentro do lar. E, pior ainda, aniquilou o encontro da família com Deus através da oração. E sem conversar ninguém se entende e sem união com o Senhor a família desmoronará. E não será por isso que presenciamos a tantas famílias desentendidas, separadas após poucos meses de fundação?!

Os maus exemplos das novelas, dos filmes eróticos, dos programas sensuais e das piadas com duplo sentido, os comerciais que fazem apelo à imoralidade e à liberdade dos costumes, entram pelos olhos, pelos ouvidos e coração. E, de tanto ver e ouvir, chega-se à convicção de que o certo da vida é isso mesmo...

Alguns leitores talvez me acharão exagerado. Gostaria de ter sido. Mas, infelizmente, essa é a perfeita realidade. Só não vêem os cegos voluntários.

Citado do livro Quer agrade Quer desagrade do Pe. Fernando Arêas Rifan, disponível para baixar no Especial Campos do Site da FSSPX do Brasil.

FONTE: http://www.mjcb.com.br/formacao_humanidades_televisao_artigos-quer-agrade.php

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infelizmente, devido ao alto grau de estupidez, hostilidade e de ignorância de tantos "comentaristas" (e nossa falta de tempo para refutar tantas imbecilidades), os comentários estão temporariamente suspensos.

Contribuições positivas com boas informações via formulário serão benvindas!

Regras para postagem de comentários:
-
1) Comentários com conteúdo e linguagem ofensivos não serão postados.
-
2) Polêmicas desnecessárias, soberba desmedida e extremos de ignorância serão solenemente ignorados.
-
3) Ataque a mensagem, não o mensageiro - utilize argumentos lógicos (observe o item 1 acima).
-
4) Aguarde a moderação quando houver (pode demorar dias ou semanas). Não espere uma resposta imediata.
-
5) Seu comentário pode ser apagado discricionariamente a qualquer momento.
-
6) Lembre-se da Caridade ao postar comentários.
-
7) Grato por sua visita!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Gadget

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Pesquisar: