terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Como rezar.


«Sobre a Maneira de Rezar»
São Cipriano, Bispo de Cartago (+258)

Os preceitos evangélicos não são outra coisa, Irmãos Caríssimos, senão os ensinamentos divinos, fundamentos para edificar a esperança, provações para robustecer a fé, alimento para nutrir a alma, leme para dirigir a navegação, presídio para a salvação. Ao mesmo tempo que iluminam os crentes dóceis sobre a terra, guiam-nos até aos reinos celestes.

1. Deus quis que muitos ensinamentos nos fossem dados por meio dos Profetas, Seus Servos. Mas quão superiores são as palavras do Seu Filho, aquelas palavras que o Verbo de Deus, já ressonante nos Profetas, atesta com a Sua viva voz. Já não é alguém que vem aplanar os caminhos d'Aquele que há de vir, mas Aquele que veio e nos abre e mostra o caminho. Deste modo os que, antes, incautos e cegos cambaleavam nas trevas da morte, iluminados agora pela luz da graça, podem seguir na vida sob a guia e o governo de Cristo.

2. Entre outros conselhos salutares e ensinamentos divinos com os quais provê à salvação do Seu povo, Cristo deu também a norma da oração, e Ele mesmo nos mostrou e ensinou como devemos rezar. Aquele que nos deu a vida, ensinou-nos a pedir, com a mesma benevolência com que Se dignou dar-nos os outros bens. Assim rezando ao Pai com a oração do Filho, somos mais facilmente ouvidos.

Já antes tinha anunciado o dia em que os verdadeiros adoradores aprenderiam a adorar o Pai em espírito e em verdade (Jo. 4, 23), mas agora cumpre a promessa e faz de nós, santificados pelo espírito de verdade, verdadeiros e espirituais adoradores, conformes ao Seu ensinamento.

Que oração haverá mais espiritual do que aquela que nos ensinou Cristo, o qual enviou sobre nós o Espírito de Verdade? Que oração será mais verdadeira do que aquela que saiu dos lábios de Quem é a verdade?
Portanto, rezar de outra maneira diferente da que Cristo nos ensinou, não só é um ato de ignorância, mas uma culpa, pois Ele mesmo disse: “Vós rejeitastes o mandamento de Deus para acreditar na vossa doutrina” (Mc.7,8).

3. Seja a nossa oração a que o nosso Mestre nos ensinou. É cara e familiar a Deus a oração composta pelo Seu mesmo Filho. Assim, quando rezamos, o Pai reconhece as palavras do Filho.

Aquele que é hóspede do nosso coração esteja também nos nossos lábios. Se Cristo está junto do Pai como advogado para os nossos pecados, nós pecadores devemos rogar o perdão dos pecados com as mesmas palavras do Advogado. De fato, se Ele nos prometeu obter tudo o que pedirmos ao Pai em Seu Nome (Jo. 16, 23), quanto mais eficazmente obteremos o que pedimos em Nome de Cristo se o pedimos com a Sua mesma oração?

4. Os que rezam, tenham devoção à doçura das palavras. Pensemos estar na presença de Deus e por isso devemos ser aceites aos Seus olhos pela atitude do corpo e pela maneira como rezamos. Como é imprudente quem pede sem piedade, assim a oração convém que seja em tom respeitoso e submisso. O Senhor ensinou-nos a rezar no silêncio e nos lugares escondidos das nossas casas. Esta atitude é mais adequada à nossa fé para que saibamos e jamais olvidemos que Deus está em toda a parte, vê tudo e atende a todos, enche com a plenitude da Sua majestade os lugares mais recônditos.
Está escrito: “Não sou Eu o Deus do alto e o Deus que está a teu lado? Se o homem se esconde, deixo acaso de o ver? Não sou Eu que encho o céu e a terra?” (Jr. 23, 23-24). “Em todo o lugar os olhos de Deus observam os bons e os maus” (Pv. 15,3). E quando nos juntamos aos outros irmãos para celebrar com o Sacerdote o Sacrifício divino, devemos recordar-nos de ser devotos e disciplinados na oração e não espalhá-la ao vento numa seqüência de palavras, nem dirigi-Ia a Deus precipitadamente, mas sim com propósitos. DEUS NÃO ESCUTA A VOZ, MAS O CORAÇÃO. Deus, que perscruta os pensamentos humanos, não quer ser rogado com gritos. Diz assim o Mestre: “Que andais vós a ruminar nos vossos corações” (Lc. 5, 22) e ainda: “Todas as Igrejas saibam que Eu perscruto os rins e os corações” (Ap. 2, 23).

5. Já nos mostra isto o primeiro Livro dos Reis com o exemplo de Ana, figura da Igreja. Ana rezava ao Senhor não com palavras clamorosas mas na humildade e no silêncio com o seu coração. A sua oração era oculta, mas era manifesta a sua fé. Falava com o coração e não com a boca, porque só assim era ouvida por Deus. Por isso obteve o que pediu, porque rezou com fé, como atesta a Sagrada Escritura: “Falava no seu coração. Os seus lábios moviam-se, mas não se percebia a sua voz. E Deus escutou-a” (1 Re. 1, 13). O mesmo se lê nos Salmos (5, 5): “Pensai no silêncio dos vossos quartos”. Jeremias põe na boca de Deus estas palavras: “Encontrar-Me-eis se Me procurardes com todo o coração” (Jr. 24, 13).

6. Quando rezarmos não esqueçamos o publicano no templo, que não ousava levantar os olhos ao céu nem se atrevia a elevar as mãos, mas batia no peito em sinal de detestação dos seus pecados, e assim pedia a ajuda da misericórdia divina. Enquanto o fariseu se comprazia a si mesmo, o publicano, com a sua oração, mereceu ser santificado mais, visto que colocou a esperança da sua salvação não na sua inocência - pois ninguém é inocente - mas na humilde confissão dos seus pecados. E, Aquele que do Céu perdoa os humildes, ouviu a sua oração, como se lê na parábola evangélica que se segue: «Dois homens subiram ao templo para rezar; um era fariseu, o outro era publicano. O fariseu, de pé, rezava assim: “Eu Te dou graças, ó Deus, porque não sou como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros; nem tão pouco sou como aquele publicano. Eu jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus bens”. O publicano, ao contrário, lá longe, nem se atrevia a erguer os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador”. Pois Eu vos digo que este voltou justificado para sua casa. Não aconteceu o mesmo com o outro, pois quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado» (Lc. 18, 10-14).
Também os Apóstolos, com todos os discípulos, rezavam assim depois da Ascensão do Senhor: «Perseveravam todos unanimemente na oração, com as mulheres e com Maria, Mãe de Jesus, e com os Seus irmãos» (At. 1, 14). Perseveravam concordemente na oração e assim demonstravam, com a assiduidade e unanimidade da sua oração, que Deus «faz habitar sob o mesmo teto todos os que estão de acordo» (Sl. 57, 7) e não admite à Sua divina e eterna habitação senão aqueles cuja oração é comum e unânime.

«Regra para a Oração»
São Teófano, o Recluso

Regra para a oração, para quem está no caminho de uma vida para servir à Deus:
1. «Memorizar os Salmos»;
2. «Substituir as preces longas pelas curtas»;
3. «O rosário de oração.»

Você pergunta sobre uma regra de oração. Sim, é bom ter uma regra de oração devido à nossa fraqueza para que, por um lado, não nos rendamos à nossa preguiça, e por outro, limitemos nosso entusiasmo à sua medida adequada. Os maiores praticantes de oração seguiam uma regra de oração. Eles sempre começavam com preces já existentes e se, durante o curso das mesmas, uma prece se sobressaísse, eles deixariam de lado as outras e rezariam tal oração [a da prece que se sobressaiu]. Se isto é o que os grandes praticantes faziam, há todas as razões para que o façamos também. Sem preces estabelecidas, nós não saberíamos rezar, absolutamente. Sem elas, seríamos deixados inteiramente sem preces.

Contudo, as pessoas não têm que fazer muitas preces [1] . É melhor fazer um número menor, corretamente, do que apressar-se e fazer muitas, porque é difícil manter o calor do zelo quando são feitas em excesso.

Eu consideraria as preces matinais e noturnas inteiramente suficientes. Apenas tente, cada vez, conduzi-las com plena atenção e sentimentos que correspondam.
Para obter melhores resultados, dedique um pouco do seu tempo lendo as preces separadamente. Pense sobre elas e sinta-as para que, ao recitá-las na sua regra de oração, você perceba quais os pensamentos e sentimentos sagrados estão contidos nelas. A oração não significa, apenas, que as recitemos, mas que assimilemos seu conteúdo e as pronunciemos, como se saíssem de nossas mentes e corações.

Após ter analisado e sentido as preces, procure memorizá-las. Então, você não terá que manusear seu livro [de orações] e a luz [necessária à leitura] quando for a hora de rezar; tampouco você se distrairá por qualquer coisa que veja enquanto reza, podendo, mais facilmente, manter uma súplica mais conscienciosa para com Deus. Você verá por si o quanto isto ajuda. Manter o livro com você o tempo todo e em todos os lugares [na mente e no coração] é de grande importância.

Estando assim preparado, ao realizar a prece, tome cuidado para que sua mente não vagueie nem se renda à frieza e indiferença, esforçando-se a qualquer custo para manter sua atenção e para manter o calor do sentimento.

Após recitar as preces, faça prostrações, quantas quiser, acompanhadas por uma prece para qualquer necessidade que você sinta, ou usando sua prece curta [sua pequena prece] de costume. Isto prolongará um pouco seu tempo de prece, mas seu poder aumentará. Você deve orar um pouco mais, especialmente no final, pedindo perdão por desvios sem intenção e colocando-se nas mãos de Deus o dia inteiro.
Você também deve manter uma atenção especial a Deus ao longo do dia. Para isso, como já foi mencionado mais de uma vez, há uma lembrança de Deus; e para lembrar-se de Deus há preces curtas. É muito, muito bom memorizar vários salmos, recitando-os enquanto se está trabalhando ou no intervalo entre tarefas, ao invés de preces curtas. Este é um dos mais antigos costumes cristãos, mencionado e incluído nas regras de São Pacômio e Santo Antão.

Depois de passar o dia desta maneira, você deve rezar mais diligentemente e com mais concentração à noite. Aumente suas prostrações e pedidos a Deus; depois de se posicionar com as mãos unidas (no Divino) novamente, vá dormir com a prece curta nos seus lábios e durma com ela ou recite um salmo.

Que salmos você deveria memorizar [2]? Memorize os que tocam seu coração ao lê-los. Cada pessoa encontrará um salmo que gere mais efeito para ela. Comece com "Tem piedade de mim, meu Deus" (Salmo 51 [50]); então "Bendize o Senhor, ó minh´alma"(Salmo 103 [102]); e o "Ó minh´alma, louva o Senhor" (Salmo 146 [145]). Estes dois últimos são os hinos antífonos na Liturgia. Há também salmos no Cânone para a Comunhão Divina: "O Senhor é meu pastor" (Salmo 23 [22]); "Ao Senhor, a terra e suas riquezas, o mundo e seus habitantes" (Salmo 24 [23]); "Eu amo o Senhor, pois Ele ouve a minha voz suplicante"(Salmo 116 [114-115]); e o primeiro salmo da vigília noturna, "Ó Deus, vem libertar-me" (Salmo 70 [69]).

Há os Salmos das horas e os semelhantes. Leia o Livro dos Salmos e selecione.
Após ter memorizado todos estes, você sempre estará plenamente munido de preces. Quando algum pensamento perturbador lhe ocorrer, apresse-se em abaixar-se diante do Senhor, tanto com uma prece curta, quanto com um dos Salmos, especialmente "oh Senhor, seja atencioso ao ajudar-me", e a nuvem perturbadora irá se dispersar imediatamente.

Aí está tudo sobre uma regra para prece. Contudo, mencionarei mais uma vez que você deveria se lembrar de todas estas ajudas e a coisa mais importante é estar diante de Deus com a mente e coração, com devoção e prostração sincera a Ele.
Pensei em algo para lhe dizer! Você pode limitar a regra de oração inteira apenas a prostrações com preces curtas e preces com suas próprias palavras. Fique em pé e faça prostrações, dizendo "Senhor, tenha misericórdia", ou qualquer outra prece, expressando sua necessidade ou louvando e agradecendo a Deus. Você deveria estabelecer tanto um número de preces quanto um limite de tempo para a prece, ou ambos, para que você não fique preguiçoso.

Isto é necessário porque há uma certa peculiaridade incompreensível a nosso respeito. Quando, por exemplo, saímos para alguma atividade, as horas passam como se fossem minutos. Quando rezamos, contudo, mal alguns minutos se passaram e parece que estivemos rezando por um tempo muito longo. Este pensamento não é prejudicial quando rezamos segundo uma regra estabelecida; mas quando alguém reza, fazendo prostrações com preces curtas, isto apresenta grande tentação. Isto pode pôr fim a uma prece que mal começou, deixando a falsa certeza de que ela foi feita devidamente. Então, os bons praticantes deveriam utilizar rosários de preces para que não se submetessem a essa auto-decepção. Rosários de preces são sugeridos para aqueles que desejam rezar usando suas próprias preces, que não as do livro. Eles são utilizados da seguinte maneira: diga "Senhor Jesus Cristo, tenha misericórdia de mim, um pecador" [3] , e mova uma conta do rosário entre seus dedos. Repita a prece novamente e mova uma outra conta, e assim por diante.

Faça uma prostração em cada repetição da prece, como preferir, tanto parcial (com a cintura), como a completa (estendendo-se sobre o chão); ou, para as contas pequenas, faça a prostração da cintura e, para as maiores, faça a completa no chão. A regra em tudo isto consiste em ter um número definido de repetições de preces, com prostrações às quais são adicionadas outra preces, com suas próprias palavras. Ao decidir o número de prostrações ou preces, estabeleça um limite de tempo para que você não se engane e não se apresse ao executá-las. Se você terminar antes do esperado, poderá preencher o tempo fazendo mais prostrações.

O número de prostrações que devem ser feitas para cada prece é estabelecida ao final do livro de Salmos, com seqüências em duas categorias: uma para pessoas diligentes e outra para os preguiçosos ou ocupados. Os anciães que vivem hoje conosco em sketes ou kellia especiais [4] , em lugares como Valaam ou Solovki [5] fazem toda sua prática dessa forma. Se você tiver vontade de conhecer, agora ou em outra ocasião, você pode executar sua própria regra de prece dessa maneira. Antes disso, contudo, acostume-se a fazê-lo da maneira prescrita para você. Talvez você não precisará de uma nova regra. De qualquer forma, estou lhe enviando um rosário de preces.

Experimente! Anote quanto tempo você leva nas preces matinais e noturnas, então sente-se e recite suas preces curtas com o rosário e veja quantas voltas você deu no rosário durante o tempo geralmente necessário para a prece. Faça com que seja essa a medida para sua regra. Faça isto não durante seu horário de oração habitual, mas em qualquer outro momento, embora fazendo-o com a mesma atenção. A regra de oração é então conduzida desta maneira, levantando-se e fazendo-se reverências.

Depois de ler isto, não pense que eu vou te levar para um monastério. A primeira vez que ouvi a respeito de rezar com um rosário, foi de um praticante leigo, não de um monge. Muitas pessoas leigas ou monásticas rezam desta maneira. Deveria ser adequado para você também. Quando você está recitando preces que você memorizou e elas não te tocam, você pode, neste dia, rezar usando o rosário e fazer preces decoradas num outro dia. Desta forma as coisas vão melhorar.

Repito que a essência da prece é elevar a mente e o coração a Deus; estas pequenas regras são uma ajuda. Nós não podemos progredir sem elas, em função da nossa fraqueza. Que Deus te abençoe!

Notas:
[1] Conforme o ensinamento de Jesus, no Evangelho de São Mateus: " 5E quando rezardes, não sejais como os hipócritas que gostam de fazer suas orações de pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade , eu vos digo: já receberam a sua recompensa. 6Quanto a ti, quando quiseres orar, entra em teu quarto mais retirado, tranca a tua porta , e dirige a tua oração ao teu Pai que está ali, no segredo. E teu Pai , que vê no segredo, te retribuirá. 7Quando orardes, não multipliqueis palavras como fazem os pagãos; eles imaginam que pelo muito falar se farão atender. 8Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe do que precisais, antes que lho peçais. (Mt 6, 5-8)". (Nota do Editor do site Inter-Religo)
[2] Os versículos dos salmos que aparecem a seguir estão conforme a Tradução Ecumênica da Bíblia (TEC), Edições Loyola/Edições Paulinas. Apenas duas citações não estão de acordo com a tradução: a do Salmo 116 (o texto em inglês cita I believed, wherefore I spake) e a do Salmo 70 (o texto em inglês cita O God, be attentive unto helping me). O leitor notará que, para cada citação do salmo, aparecem dois números; por exemplo, Salmo 23 [22]. O motivo é que, por volta de meados do século II a.C., o texto hebraico dos Salmos foi traduzido para o grego, para uso dos judeus da Diáspora — a chamada versão dos Setenta (LXX), ou Septuaginta. O Psaltérion ou Psalmoi (forma como a versão dos Setenta denomina o Livro dos Salmos ou, propriamente, os Salmos, respectivamente, encaixado entre o livro de Jó e os Profetas, contém um salmo suplementar (Sl 151). A numeração dos poemas não é totalmente idêntica à do texto hebraico masorético. Com efeito, por duas vezes ocorre o caso de um salmo, único no texto hebraico, estar dividido em dois na versão grega dos Setenta (Sl 116 e 147). Inversamente, e também aqui por duas vezes, dois salmos da coletânea hebraica (9 e 10; 113 e 114) correspondem a um único canto da Septuaginta, donde uma defasagem na numeração. (Nota do Editor do site Inter-Religo)

[3] Essa oração é conhecida como "A Oração de Jesus" que, completa, é: "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador". Pode-se afirmar que essa oração está fundamentada na seguinte passagem do Evangelho de São Lucas:

"35Ora, quando ele se aproximava de Jericó , um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Tendo ouvido passar a multidão, perguntou o que era. 37Anunciaram--lhe: ‘É Jesus , o Nazoreu que está passando’. 38Ele exclamou: ‘Jesus, filho de David, tem compaixão de mim!’ 39Os que iam na frente o repreendiam para que se calasse; mas ele gritava ainda mais: ‘Filho de David , tem compaixão de mim!’ 40Jesus se deteve e ordenou que lho trouxessem; quando ele se aproximou, Jesus o interrogou: ‘41Que queres que eu faça por ti?’ Ele respondeu: ‘Senhor, que eu recupere a vista!’ 42Jesus lhe disse: ‘Recupera a vista! A tua fé te salvou!’ 43No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus , dando glória a Deus . Todo o povo, vendo isto, ergueu a Deus o seu louvor" (Lc 18, 35-43).

Esse trecho foi retirado da Tradução Ecumênica da Bíblia (TEC), Edições Loyola/Edições Paulinas. Em português, há dois livros clássicos da espiritualidade ortodoxa, editados pela Paulus, comentando a Oração de Jesus: "O Peregrino Russo" e "Novos Relatos do Peregrino Russo". Em grego, a "Oração de Jesus" escreve-se:
Esse trecho foi retirado da Tradução Ecumênica da Bíblia (TEC), Edições Loyola/Edições Paulinas. Em português, há dois livros clássicos da espiritualidade ortodoxa, editados pela Paulus, comentando a Oração de Jesus: "O Peregrino Russo" e "Novos Relatos do Peregrino Russo". Em grego, a "Oração de Jesus"
é pronunciada da seguinte maneira:
"Kírie Iissú Christé, Ié Tu Theú, Eléison Mê Tôn Amartôlo"
(Nota do Editor do site Inter-Religo. Agradeço a colaboração da psicóloga e mitóloga Maria Lúcia Camargo Andrade pela explicação da pronúncia da "Oração de Jesus", em grego, e pela gentileza de transcrever a oração em caracteres gregos. Da mesma forma, agradeço a extrema gentileza do Patriarcado de Alexandria e Toda a África – "Greek Orthodox Patriarchate of Alexandria & all Africa" – e ao Reverendo Charalambos Theodossis, da Arquidiocese Ortodoxa Grega da Ática – "Metropolis of Attica")

[4] "Sketes" são pequenas comunidades monásticas, de alguma forma dependentes (ligadas, vinculadas) a um grande mosteiro cristão ortodoxo. (Nota do Editor do site Inter-Religo)

[5] Valaam é um arquipélago de cerca de cinqüenta ilhas, numa área de 36 quilômetros quadrados. Esse arquipélago está localizado no Lago Ladoga (denominado, em épocas anteriores, de Nyevo). Solovki também é um arquipélago de seis ilhas ao norte da Rússia, já próximas ao Círculo Polar Ártico. O cristianismo penetrou no arquipélago em torno dos anos 30 do século XV. (Nota do Editor do site Inter-Religo)
Nota I) Nota de Patrick Barnes, webmaster do site Orthodox Christian Information Center, de onde o texto acima foi retirado e traduzido: Extraído de "A Vida Espiritual e como estar em Harmonia com Ela" (The Spiritual Life and How to Be Attuned to It), Platina, CA: St. Herman of Alaska Brotherhood, 1996, capítulo 47, págs. 204-209. Este é o melhor livro sobre vida espiritual que já li. Se pudesse, teria dois livros: um seria este e, o outro, a Bíblia. Espero que você o leia. Disponível na Editora St. John de Krondstat.

Nota II) Nota do site Interreligo: todas as palavras entre colchetes "[ ]" foram adicionadas ao texto original. O ícone de São Teófano também não se encontra no texto original, tendo sido adicionado pelo editor deste site.

Fonte:
Inter-religo: http://www.inter-religo.com
Tradução de: Ana Trivellato

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