domingo, 6 de novembro de 2011

Perguntas aos Espíritas.


Perguntas de um cristão aos espíritas

1. Você não acha que se houver explicação científica para um fenômeno, fica-se descartada uma explicação espiritualista, principalmente para os espíritas que se dizem cientificistas? Se o é, por que os espíritas querem explicar espiritualmente fenômenos explicáveis pela ciência? Se não o é, como os espíritas pretendem nos convencer de que suas teorias são científicas?

2. O Espiritismo afirma que para agir na matéria, o espírito desencarnado precisa do vivo, do médium. Esquecem eles que o vivo também é matéria. Ora, se para agir na matéria, o espírito precisa do médium, e para agir no médium, que também é matéria, ele precisará de quê?

3. Se ressurreição é o nome bíblico para reencarnação, como diz o “Evangelho segundo o Espiritismo”, por que ao falar de ressurreição as Escrituras deixam claríssimo que a pessoa que voltou à vida, voltou no mesmo corpo que morrera? Isso, por acaso, assemelha-se ao que os espíritas chamam de reencarnação?

4. Os espíritas alegam, para defender a doutrina reencarnacionista, que Deus nos criou todos iguais, senão seria injustiça divina. Ora, por que seria injustiça de Deus nos criar diferentes uns dos outros? Então, é injustiça ele ter dado inteligência apenas aos humanos e não aos outros animais? Além disso, por que ele criou os anjos que também são diferentes de nós? Se ele pôde criar-nos superiores aos outros animais sem praticar injustiça, e também pôde criar os anjos superiores a nós sem também praticá-la, por que, então, só seria injusto se fizesse-nos diferentes?

5. Por que os fenômenos espíritas nas chamadas “casas mal-assombradas”, por exemplo, são solucionados apenas quando se afastam da casa o doente causador? Não dá para se concluir que na realidade se trata de fenômeno produzido pelo próprio vivo?

6. Segundo os reencarnacionistas, nós reencarnamos para pagar pecados passados. Ora, se isso é verdade, por que não lembramos que pecados precisamente estamos pagando? O raciocínio lógico mais elementar não exige que para aprendermos com um erro, é necessário que lembremos dele e que isso vale tanto para humanos quanto para animais? Que aprendizado gera, então, essa tal de reencarnação? Se ela leva ao aperfeiçoamento a pessoa que reencarnou, como ocorre, então, esse aperfeiçoamento, se não sabemos em que precisamos melhorar?

7. Ainda: Não acha que o espírito deveria conservar sem dificuldade a recordação daquilo que já conhecia desde encarnações anteriores, e isso independente do corpo? Talvez respondam que as imperfeições do corpo impedem essas recordações. No entanto, perguntamos ainda: Se os espíritos não têm nenhuma dificuldade de recordar o passado por meio do médium, por que, então, essa estranha dificuldade de relembrar no seu próprio corpo, que lhe é muito mais íntimo?

8. Se o pré-requisito para que alguém reencarne é a desencarnação (ou seja, ninguém reencarna se antes não morrer), como João Batista pode ser Elias reencarnado, como afirmam os espíritas, se Elias nem sequer desencarnou, isto é, não morreu (2 Rs 2,11)?

9. Por que os espíritas citam 1 Sm 28, 5-25, querendo provar na Bíblia a comunicação dos espíritos, mas se esquecem de citar 1 Cron 10, 13, que afirma, claramente, que Saul foi punido por ter feito essa tentativa?

10. Se os espíritas não confiam na Bíblia, como muitos deles próprios admitem não confiar, por que, então, vão procurar nela apoio para suas crenças? Ou será que a Bíblia só é confiável quando parece favorecer o Espiritismo? Aliás, qual é a base espírita para acatar certos trechos bíblicos e rejeitar outros?

11. O Espiritismo tem dogmas? Se não tem, a “Reencarnação” e a “Comunicação dos espíritos” ou qualquer outra doutrina espírita pode ser questionada? Além disso, por que o Espiritismo garante que suas doutrinas estão absolutamente corretas? Tal certeza não dogmatiza suas crenças?

12. Se a reencarnação fosse verdadeira, com o passar dos tempos haveria necessariamente uma diminuição da humanidade, já que ao se aperfeiçoar, as pessoas deixariam de se reencarnar. Estaria a humanidade caminhando para a extinção? Além disso, por que, ao contrário, a humanidade está crescendo quantitativamente?

13. Se o homem encarna para pagar pecados de uma vida anterior, por que, então, ele encarnou pela primeira vez? Qual é o motivo da primeira encarnação de um espírito?

14. Existem espíritos bons e maus espíritos ou todos são bons? Se existem bons e maus espíritos, e o próprio Kardec o admitiu, perguntamos: Se aqui no mundo já é complicado se conhecer a honestidade das pessoas, como é que saberemos distinguir os bons dos maus espíritos? Como saberemos que não estamos sendo enganados por um espírito? Como saberemos que o espírito com quem nos comunicamos é mesmo quem ele diz ser? Se responderem que reconhecemos os bons espíritos por sua linguagem nobre, e digna, perguntamos ainda: Mas os velhacos deste mundo não se apresentam justamente com aparência e linguagem fingidamente nobre? Por que o mesmo não pode ocorrer com os espíritos? E o pior: Se um espírito velhaco pode me enganar, o que dizer do médium, que também pode ser um charlatão? Como posso confiar nos espíritos e nos médiuns se posso me tornar vítima de charlatões? Não é isso confiar demais em algo não plenamente sustentável? Não acha que a base dessa doutrina da comunicação dos espíritos carece da firmeza necessária para fundamentar uma religião que se preze?

15. Por que as pessoas que dizem lembrar de suas supostas “encarnações” anteriores só dizem que foram reis, rainhas, pessoas famosas... (já ouvimos falar numas cinco ou seis Cleópatras!), mas nunca foram um Zé ninguém? Isso não é, na verdade, um mero reflexo do eterno orgulho humano que só quer ser alguém importante?

16. Kardec Afirmou que durante o sono nosso espírito sai para conversar com o espírito dos nossos amigos e parentes. Mas se isso é verdade, como posso me certificar disso? Kardec afirmou ainda que a grande prova disso são os frequentes sonhos com amigos e parentes que temos quase todas as noites. Porém, perguntamos: Mas se há mesmo essa comunicação nos sonhos, por que as pessoas com quem sonhamos não se lembram de nada, e o pior, por que às vezes até sonham diferentes de nós? Não acha que se isso fosse verdade, deveria haver coincidência dos sonhos das pessoas envolvidas?

17. Por que nunca se verificou nenhum fenômeno de efeito físico ou “poltergeist” numa casa desocupada? Por que sempre se exige a presença do vivo e no máximo a 50m de distância?

18. Por que os espíritas anglo-saxões não crêem na reencarnação, e para isso apelam para a autoridade dos espíritos, ou seja, dizem que não crêem porque os espíritos lhes disseram que reencarnação não existe? Há espírito aí querendo nos enganar? Releia a pergunta de nº 14.

Professor Evaldo Gomes

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