sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nossa Senhora da Candelária ( 02 de fevereiro ).


Nossa Senhora da Candelária, iluminai-nos.


Apresentação do Senhor

Quando Jesus Cristo foi, após os quarenta dias de seu

nascimento, segundo previa a Lei, nos diz S. Lucas, apresentado

no Templo por Maria e José, recebeu-os o velho

Simeão que, no Menino, anunciou a luz que se revelou aos

povos. Nesta palavra do venerando ancião toma base o

costume de celebrar o dia da Purificação de Maria Santíssima,

com a bênção e a procissão das velas. Daí o título de

“Nossa Senhora da Candelária”, dado popularmente a esta

festa de Maria Santíssima, que é também de Nosso Senhor,

pois, celebra a Apresentação do Senhor no Templo de Jerusalém.

Urbano VIII enumerava-a como festa da SS. Virgem.

O novo Calendário declara que é festa do Senhor.


O simbolismo das velas


Citemos Gueranger: “O mistério desta cerimônia foi

freqüentemente explicado pelos liturgistas desde o século

VII. Segundo S. Ivo de Chatres, a cera das velas, feita do

fruto das flores pelas abelhas, que a antigüidade considerou

sempre como um tipo da virgindade, significa a carne

virginal do Menino Deus, que não alterou a integridade da

SS. Virgem Maria, nem antes nem depois do parto, como

também não durante o mesmo. Na chama da vela, o santo

bispo nos ensina a ver o símbolo de Jesus Cristo que veio

iluminar nossas trevas… Santo Anselmo, vê na mecha, que

está por baixo, a alma, e na chama que brilha na parte superior,

o símbolo da divindade”.


Culto externo


Outrora, acorriam os fiéis em massa às igrejas, no dia

da purificação, para tomarem parte na procissão, com suas

velas bentas acesas… É altamente desejável que este fervor

popular seja novamente estimulado. “Tantos esforços, comenta

Gueranger, que se fazem para liquidar, ou ao menos,

empobrecer o culto exterior (o que diria hoje vendo

nossas igrejas sem pia de Água benta, sem imagens, sem

altares, etc.?) levam insensivelmente ao mais triste entibiamento

do sentimento religioso, cuja fonte tem a Igreja na

Sagrada Liturgia”.


Sacramental


Saibam os fiéis que as velas bentas, antes da Missa deste

dia, não o são somente para a Procissão. Constituem um

“Sacramental” que, guardadas com respeito nas casas, levadas

pelos fiéis “sobre a terra como sobre o mar”, como

diz a Oração da bênção, atrai bênçãos particulares do céu

sobre os fiéis devotos que, assim, procuram honrar o Mistério

da Purificação de Maria Santíssima.

Deve-se, outrossim, acender a vela benta na festa da

Candelária, junto ao leito dos moribundos, como memória

da imortalidade que Jesus Cristo nos mereceu, e como

penhor da proteção de Maria Santíssima em hora tão importante

e decisiva da existência.


Dom Antonio de Castro Mayer (Bispo de Campos, 1977)


Informativo católico 3º. Milênio, 1ª quinzena de fevereiro de 2003 — pág. 6

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