sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Educação.


Como resolver os problemas da educação?

O que está errado na educação? O aluno? O método? O professor? A família? A sociedade?

É tudo isso e mais. É o homem ocidental e cristão que se afastou de Deus, princípio e fim de todas as coisas. O leitor sabe o que frequentemente sucede com aquilo que perde seu eixo central? Fica preso em um movimento centrífugo resultando na perda de rumo.

Quanto o homem se torna escravo das suas paixões desordenadas, não pode ocorrer senão a desagregação da família, da sociedade, do Estado e mesmo da Igreja, em sua parte humana.

A solução não está na mudança do método de ensino ou na abordagem ao aluno. Se a causa da desordem é o homem é nele que devemos buscar atuar para encontrar a solução.

Chegamos à beira do abismo pelo abandono dos princípios outrora aceitos. Quantos de nós já não ouviu alguém dizer que “no meu tempo isso não acontecia” sucedendo nos remeter a um passado nimbado de encanto e brilho e que nos faz sentir uma nostalgia de algo que não presenciamos.

Essa nostalgia latente, subjacente no indivíduo também se observa nos povos cristãos e se reporta à Idade Média como ensinou o Papa Leão XIII: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer.” (Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”, de 1º de novembro de 1885 – “Editora Vozes Ltda.”, Petrópolis, pág. 15.)

O ocidente cristão abandonou a feliz concórdia entre os povos por ação de um sutil e misterioso que atingiu a Igreja, fonte da civilização cristã, como descreve Pio XII: “Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus (Discurso à União dos Homens da Ação Católica Italiana, Praça de São Pedro em 12 de outubro 1952).

Eis que pelo dinamismo desse processo nos vemos chegados ao século XXI aturdidos, cansados, inertes e desconsolados. Atingidos por esse inimigo ao qual infelizmente abrimos as portas de nossa alma produzindo o descalabro da família e, destarte, da sociedade em seu conjunto.

Denunciado o verdadeiro inimigo que nos empurra para o abismo a solução surge límpida e clara: Não é no “espírito do tempo” mas na filosofia do Evangelho que se baseia a civilização católica e para ela devemos retornar nas vias de Cristo Nosso Senhor, o caminho, a verdade e a vida e pela intercessão da sempre Virgem Maria.

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