sábado, 17 de setembro de 2011

A terceira negação de Pedro (1=Paulo VI, 2=João Paulo II): o Anticristo sentado na Sé Romana.



Bento XVI, que vive dizendo haver continuidade na doutrina da Igreja (e a um concílio é exigida a continuidade para com os anteriores), resolve contrariar todo o propósito, o conteúdo e as conclusões do Concílio de Trento, que mais do que condenou Lutero, para festejar e celebrar, comemorando, as teses da reforma protestante de Lutero na sua próxima visita à Alemanha!

Será que os católicos alucinam, devaneiam ou acreditam que Deus é um idiota daqueles que se enganam e que pensam enganar a todos o tempo todo?

Veja a notícia abaixo com comentário:


Bento XVI e o seu “sufrágio” do luteranismo mais do que condenado em Trento

“Em favor de quem der testemunho de Mim diante dos homens darei testemunho diante do Pai, mas contra quem me negar diante dos homens, Eu também o negarei diante do Pai”, disse Jesus. Leiam a notícia abaixo:

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Para aqueles que imaginam que o progressismo está se desacelerando sob o pontificado de Bento XVI, uma notícia recente vinda de Zenit, 30 de agosto, faz contraprova de tal vão otimismo. Intitulada “Vaticano: Luteranos Preparam Documento sobre a Reforma”, relata que a Igreja e a Federação Luterana Mundial estão preparando uma Declaração Conjunta sobre a Reforma, para celebrar o quinquagésimo aniversário das 95 Teses de Martinho Lutero.[1]

O Cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade Cristã, anunciou que Bento XVI deseja em sua viagem à Alemanha um foco ecumênico. Por favor, note-se que é o próprio Papa Ratzinger quem “deseja” isto, não algum grupo de prelados ao seu redor que o pressionassem a assumir posições progressistas a que ele pessoalmente se oporia.

Para ter este foco ecumênico, o documento católico-luterano analisará a Reforma sob a luz de 2.000 anos de Cristianismo. O resultado: a comemoração conjunta deste aniversário pode ser ocasião para um mútuo mea culpa. Isso poderá significar uma purificação comum da memória, evocando-se, é claro, as múltiplas desculpas pedidas por João Paulo II.

Para que tal mea culpa possa ser considerado, o mesmo se deve fazer com respeito às demais sentenças passadas da Igreja contra a heresia, incluindo o protestantismo, o que por sinal contradiz o ensino formal da Igreja. Apresento aqui apenas alguns poucos entre tantos outros documentos que mostram que tal mea culpa uma atitude anticatólica:

• Os hereges são Anticristos e adversários de Cristo (VII Concílio de Cartago).[2]

• Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia, condenando todos os hereges sob quaisquer denominações que possam ser conhecidos; porque, conquanto eles tenham faces distintas, estão, não obstante, ligados uns aos outros pelas caudas (IV Concílio de Latrão).

• Aquele que apoia a heresia distorce as Sagradas Escrituras com respeito a seu genuíno e verdadeiro significado, sendo culpado de grande injúria perante a Palavra de Deus; e contra esse crime nós fomos alertados pelo Príncipe dos Apóstolos: “Existem certas coisas difíceis de ser entendidas que os incultos e os inconstantes torcem, fazendo para si outras escrituras para sua própria destruição” (II Pedro 3, 16) (Concílio de Trento).

• Assim, se o senhor teme deixar a unidade católica, fora da qual não há salvação, cuidado com as sutilezas dos hereges (Papa Pio IX).



Encontros com os protestantes e os cismáticos



Durante sua terceira viagem à Alemanha como Papa, Bento XVI também dará continuidade a seu programa de aproximação com as falsas religiões. É o ecumenismo conciliar e o diálogo a todo o vapor.

No primeiro dia da viagem, Bento XVI terá um encontro com a comunidade judaica. No dia seguinte ele se encontrará com representantes da comunidade islâmica. Depois irá a Erfurt, na Turíngia, para visitar os locais onde Lutero viveu. Depois de visitar a Catedral de Santa Maria, encontrar-se-á com representantes da Igreja Evangélica Alemã e depois tomará parte em uma celebração ecumênica na igreja do convento dos agostinianos em Erfurt.

No sábado 24 de setembro, presidirá a Missa as 9 da manhã na Domplatz de Erfurt. À tarde, irá a Freiburg, onde terá um encontro com os representantes das igrejas cismáticas.

Essas visitas papais vaticano-segundas estão direcionadas a agradar as falsas religiões ou a confirmar os católicos na fé? Com efeito, a conversão dos protestantes e dos cismáticos nunca foi mencionada em suas viagens anteriores à Alemanha, e é duvidoso que escutemos qualquer coisa neste sentido também nesta viagem.

Tais ações contradizem frontalmente o ensino dos antigos Doutores e Santos da Igreja. Por exemplo, considerem-se estas sentenças:

• Santo Agostinho: “Portanto, estamos certos em censurar, anatematizar, ter horror e abominar a perversidade de coração mostrada pelos hereges.”

• São Cipriano: “Quem quer que se aparte e se afaste da Igreja será culpado, mesmo que tenha conseguido graças na Igreja. Seu perecimento sera imputado a si próprio.”

• Santo Afonso Maria de Ligório: “Quantos são os infiéis, hereges e cismáticos que não gozam da felicidade da verdadeira fé! A terra está cheia deles, e eles estão todos perdidos!”

• São João Eudes: “O maior mal existente hoje é a heresia, uma fúria infernal que lança inúmeras almas na danação eterna.”

• Papa São Leão Magno: “Aqueles que continuam na heresia se tornam imperdoáveis, nunca poderão conseguir o perdão. Eles estão caindo naquela blasfêmia que não pode ser perdoada nem neste mundo nem no julgamento que virá.”[3] (Pois é pecado contra o Espírito Santo).

Os ensinamentos regulares da Igreja sobre a heresia não podem estar no erro, já que estão sob a assistência do Espírito Santo pelo constante e universal Magisterium da Igreja. E, se assim é, os esforços dos seguidores do Vaticano II para fazê-los parecer obsoletos são vãos. Mas assim são as reuniões previstas de Bento XVI na Alemanha, como relatado por Zenit.

Os católicos não precisam “suplicar” aos não católicos que entrem ou tornem a entrar na única Verdadeira Igreja de Cristo, “fora da qual não há salvação”.

Eles precisam é pregar para essas almas perdidas na caridade genuína das palavras de Santa Catarina de Siena, que insistiu: “Volte, volte, e não espere pela vara da justiça. Por nossas faltas não passaremos impunes, especialmente aquelas cometidas contra a Santa Igreja.”

Eles têm a multidão de milagres que tempo após tempo confirmaram o perene, universal e imutável ensinamento da Igreja. Esta evidência da autenticidade da Fé católica são sinais pelos quais Deus em Sua Misericórdia faz Sua vontade manifesta às criaturas para que possam acreditar n’Ele e em Sua Igreja e salvar suas almas.

Devem todas essas evidências ser negadas e suprimidas por “razões ecumênicas” para atingir objetivos transitórios como a paz humana e o diálogo livre de conflitos? O mais lamentável é que essas concessões aos hereges e cismáticos se dão ao preço da não salvação eterna de milhões de almas.



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[1] (Aug. 30, 2011) http://www.zenit.org/article-33318?l=English.

[2] All citations are quoted from and documented in The Apostolic Digest, Book III, Chapter 3 http://www.romancatholicism.net/ApostolicDigest9.htm.
[3] Ibid.





Fonte: http://www.traditioninaction.org/HotTopics/b022_Luther.htm.

Tradução: Frederico de Castro.

O quê fazer?

retirado de: Carlos Nougué



Eis um dado inequívoco: o católico (eclesiástico ou leigo) que quer permanecer fiel à fé vive desde o Concílio Vaticano II um estado de necessidade e de exceção: já não conta com a grande maioria da hierarquia, e portanto já não conta com a estrutura regular da Igreja. Tal estado lhe é imposto pela mesma defesa intransigente da fé, e, com efeito, como já vimos:

• “onde não há ódio à heresia, não há santidade”;

• e, onde não há tal ódio, “a caridade é falsa, porque não é severa; e é pouco convincente, porque é falsa”.

Mas como deve proceder exatamente, no tocante à doutrina, este católico resistente? Seguir a regra de ouro que São Vicente de Lérins dá em Communitorium: em época de crise grave como a nossa, aferrar-se ao magistério infalível bimilenar (e à doutrina do Doutor Comum da Igreja, devemos acrescentar), e não querer nunca ir além de conclusões imediatas que se possam tirar deles, conclusões que estejam perfeitamente fundadas neles.

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