terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aceitação da Morte.


Aceitação da Morte
Por
Monsenhor Ascânio Brandão

São Francisco, o Poverello de Assis chama a Morte de Irmã Morte e a desejava, e cantava indo ao seu encontro. Assim o fizeram os Santos. A Igreja dá ao dia da morte dos santos o nome de dies natalis — dia do nascimento para o céu. Eis porque dizia o génio de Pascal — "em Cristo Jesus tudo é doce, até a morte". A natureza se revolta e sente horror perante a morte. A Graça, porém, vem suavisar este horror, mostrando-nos como diz a Liturgia no prefácio da Missa dos defuntos: vita mutatur, non tollitur — a vida apenas se muda em outra, mas não nos é tirada. É por isto que São Paulo não quer que se chorem os mortos como os que não têm fé. Aceitemos a morte como cristãos. Cremos na eternidade? Um ato meritório é o da aceitação da morte feito desde já com resignação e humildade e com todas as circunstâncias dolorosas que ela tenha.

Santo Afonso Maria de Ligório escreveu: "aceitar a morte com resignação perfeita e voluntariamente, equivale a sofrer o martírio por Jesus Cristo". É um ato muito meritório e de grande valor expiatório. Perdoa as penas temporais devidas pêlos nossos pecados e pode nos levar do leito de morte ao céu. Depende do fervor e da generosidade com que o fizemos.

Argumenta assim Santo Agostinho: "como a morte é a pena do pecado, ás vezes ela nos obtém que o pecado não seja acompanhado de pena alguma". São Pio X indulgenciou este ato que é o seguinte: "Senhor, meu Deus, de boa vontade e com meu coração submisso, aceito de vossa mão o género de morte que vos aprover me enviar com todas as suas angústias, penas e dores".

Este ato nos assegura uma indulgência plenária para a hora da morte. Vamos aproveitar esta riqueza e juntar oste tesouro para a hora de nossa morte, que pode estar mais próxima do que estejamos pensando.

Afastemos este terror da morte. Procuremos trazer sempre nosso coração preparado, nossa consciência purificada e aguardemos serenos a hora do chamado celeste.

Será o da volta para a casa do Pai.

.Fonte: Breviário da Confiança, 1948

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