quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sete Dores de Nossa Senhora.


A devoção às sete dores de Maria teve origem de modo especial na ordem dos servitas, ou servos de Maria. Compõe-se de sete partes ou séries de grãos, cada uma formada de um Pai Nosso e sete Ave Marias em honra das Sete Dores da Santíssima Virgem.


Santo Afonso M. Ligori, Doutor da Igreja, em seu livro "Glórias de Maria Santíssima", diz: "Se é certo que todas as graças que Deus nos concede, como eu tenho por certo, passará pelas mãos de Maria, também tenho por certo que só por meio de Maria poderemos esperar e conseguir a sublime graça da perseverança final. E certamente a conseguimos, se confiadamente a pedimos sempre a Maria suplicando-lhe por intermédio de suas benditas dores. Pobres daqueles que se afastam desta defesa e deixam de ser devotos de Maria e de se encomendar e Ela em todas a suas necessidades. Perca uma alma a devoção a Maria e logo ficará em trevas. Ai daqueles que desprezam a luz deste sol."


Dom Frei Alexandre da Sagrada Família, bispo de Málaga, em seu livro "A Devoção das Dores a Maria", diz: Virgem Doloríssima, eu seria um ingrato se não me esforçasse em promover a memória e o culto de vossas dores. Vosso Divino filho tem vinculado a devoção de vossas dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos e particularmente na hora da morte. Vinde todos que tendes sede, vinde fartar-vos neste manancial de abundantes graças".


São Germano chamava a Virgem Maria de a "respiração dos cristãos", porque assim como o corpo não pode viver sem respirar também a alma não pode viver sem recorrer e sem se encomendar a Maria, por cujo meio seguramente se adquire e se conserva em nós a vida da divina graça.


É a caridade, de um modo particular, a virtude que aprendemos de Maria em suas Dores.


As sete dores de Nossa Senhora
Pecadores redimidos,
Com o sangue do Senhor,
Atendei, Olhai se existe
Dor igual a minha dor.


I) A Profecia de Simeão - Uma espada de dor transpassará a tua alma. (Lc, 2,35)


Dolorosa, aguda espada
Transpassou-me o coração
Quando a morte do meu Filho
Me predisse Simeão


II) A Fuga para o Egito - Fugindo do furor de Herodes. Então José tomou a criança e sua mãe e fugiu de noite para o Egito. (Mt, 2,14)


Junto ao Filho para o Egito
Eu fugi, com dor Atroz
Quando Herodes O buscava
Para dá-lo ao vil algoz


III) A perda do Menino Jesus no Templo - Filho, por que fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição. (Lc, 2,48)


Quem dirá meu sentimento,
Desolada me encontrei
Vendo o Filho perdido
Por três dias O busquei


IV) O encontro com Jesus no caminho do calvário - Os soldados levaram Jesus. Uma grande multidão o seguia. Entre o povo havia mulheres que choravam e se lamentavam por causa dele. (Lc, 23,27)


Que martírio na minh'alma
Encontrando o meu Jesus
No caminho do Calvário
Arquejando sob a Cruz


V) A morte de Jesus na Cruz - Perto da cruz estavam a Mãe de Jesus e a irmã dela, mulher de Cléofas e também Maria Madalena. E Jesus disse a sua mãe: Ai está o vosso filho. E a João ele disse: Ai está tua mãe. (Jo, 19,25-27)


Mas, ó céus, ó terra, vede:
Dor maior não pode haver
Vendo a morte do meu Filho
Foi milagre eu não morrer!


VI) A lançada no coração de Jesus e a descida da Cruz - José, da cidade de Arimatéia, tirou o corpo de Jesus da cruz e o enrolou num lençol de linho, Maria o recebeu em seus braços. (Lc. 23,53)


Contemplai meu sofrimento,
Minha angústia ao pé da Cruz:
Pela lança transpassado
Vi meu Filho, o meu Jesus


VII) O sepultamento de Jesus e a soledade de Nossa Senhora - As mulheres que haviam seguido Jesus, desde a Galiléia, foram com José e viram o túmulo e como Jesus tinha sido colocado ali.. (Lc. 23,55).


Oh! Que dor mais cruciante,
Que suprema solidão,
Ao levarem-no ao sepulcro,
Invadiu-me o coração.

Após a meditação de cada dor, um Pai-Nosso e sete Ave-Marias e um Glória.

Fonte: Administração Apostólica São João Maria Vianney

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