quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Contra o humanismo secular ateu.


Contra os humanistas seculares.

Dos ótimos blogs dos que combatem os neo-ateus e pagãos de todas as matizes (recomendo).

É a iniciativa de defesa.
É a iniciativa focada em pegar tudo que usam de propaganda contra nós e neutralizá-las. Portanto, como benefício dessa atitude poderíamos citar “neutralização de propaganda”
Mas isso não é o suficiente para tirarmos a autoridade deles.
E lembremos que a base do ceticismo é a quebra de falsas autoridades.
Precisamos gastar uma parte do tempo não apenas refutando o que eles falam contra nós, mas também o que eles falam SOBRE ELES, e principalmente sobre suas ideologias.
Por exemplo, eles gastam uma parte do tempo atacando a religião cristã, que é baseada na crença em Deus.
Da mesma forma, temos que mostrar as falhas da religião humanista secular, que é baseada na crença no homem, o que é muito pior.
Como certa vez o Natã, comentarista deste blog, disse: “Nossas mães nos dizem, na infância, para quando sairmos de casa, não confiar em estranhos. Os humanistas acreditam em estranhos, que são os seus líderes humanistas, que garantem que construirão a sociedade perfeita”.
A crença humanista nasceu para ser ridicularizada, pois ela não é sustentável logicamente.
Não há uma justificativa racional para a crença humanista.
Agradeço ao Adilson, também comentarista do blog, que me citou alguns trechos de Luiz Felipe Pondé, que já haviam sido citados no blog de Snowball (como este).
Vejamos:
Qualquer um que conheça a tradição “conservative” sabe que ela é múltipla e heterogênea. Nasce no século 18 como uma reação à agressão da ganância jacobina. Trata-se de uma sensibilidade política de trincheira. Defende-se, entre outras coisas, da mentira que é a crença em se transformar o mundo a partir de “closet theories” (teorias de gabinete), termo de Burke. O conservador reage a essas teorias não porque seja contra diminuir o sofrimento no mundo, mas apenas porque é inteligente o bastante para perceber o estelionato político dos que se dizem amantes da humanidade.
Note que Pondé não apenas defende o conservador, mas principalmente ataca a ingenuidade e estupidez da crença do oponente.
Ele explica ainda mais, passando novamente mais tempo dando justíssimas estocadas nos esquerdistas e humanistas do que propriamente defendendo o conservadorismo:
VOCÊ SABE o que é a tradição política conhecida no mundo anglo-saxão como “conservative”? No Brasil é quase inexistente. Entre nós, o termo é comumente utilizado para designar (de modo retórico) “pessoas más contra a democracia”. Mentira. Conservadores são pessoas desconfiadas que não gostam de fórmulas políticas de redenção. Por exemplo, eu desconfio de quem diz que ama a humanidade. Normalmente quem ama a humanidade detesta seu semelhante. Comumente pensa que seria melhor que seu semelhante deixasse de existir para, em seu lugar, “nascer” aquele tipo de gente que o amante da humanidade acha ideal. Prefiro pessoas que são indiferentes à humanidade, mas que pagam salários em dia. O crítico da revolução francesa, o britânico Edmund Burke (século 18) usa esta mesma frase: “Loves mankind, hates his kindred” (“ama a humanidade, detesta seu semelhante”) para gente como Rousseau (século 18), mentor espiritual da chacina que foi a Revolução Francesa. Proponho a leitura das suas “Considerações sobre a Revolução na França”, pedra filosofal da tradição “conservative”, ao lado de “Democracia na América” de Tocqueville (século 19).
Em outro texto, Pondé segue implacavelmente perspicaz:
VOCÊ ACREDITA em justiça social? Tenho minhas dúvidas. Engasgou? Como pode alguém não crer em justiça social? Calma, já explico. Quem em sã consciência seria contra uma vida “menos ruim”? Não eu. Mas cuidado: o jargão “por uma sociedade mais justa” pode ser falado pelo pior dos canalhas. Assim como dizer “vou fazer mais escolas”, dizer “sou por uma sociedade mais justa” pode ser golpe.
Dá para notar que Pondé simplesmente aplica o ceticismo contra o homem.
Por que apenas o ceticismo contra Deus?
Para a crença em Deus, há argumentos lógicos. E quais argumentos os humanistas possuem para a crença no homem? Simplesmente nenhum.
Como já dito, o mero discurso de apelo à autoridade (“estou do lado da humanidade”, “eu represento a ciência, para lhe tirar das trevas”) pode ser golpe. Pelo que temos visto neste blog, geralmente é.
E eu não preciso praticar apelo à autoridade nenhum, pois eu não prometo salvar a humanidade. Não acredito nisso. Não há sequer indícios de que isso seja possível.
Realmente, a tecnologia tende a evoluir. Cada vez mais.
Mas isso não significa uma melhoria sequer da moral humana.
Os maiores genocídios contra os próprios povos não ocorreram na época medieval ou na idade do bronze.
Aconteceram na era moderna, pós-iluminista.
E vindo do pessoal que proclamava “salvação da humanidade”.
Pelo menos, nem todos os iluministas foram insanos, como Pondé novamente nos lembra, citando David Hume, filósofo que no século 18 escreveu “An Enquiry Concerning the Principles of Morals, Section III“:
Cético e irônico, Hume foi um dos maiores filósofos modernos. É conhecida sua ironia para com a ideia de justiça social. Ele a comparava aos delírios dos cristãos puritanos de sua época em busca de uma vida pura. Para Hume, os defensores de um “critério racional” de justiça social eram tão fanáticos quanto os fanáticos da fé.
A conclusão é clara.
Estamos diante de pessoas que precisam ter suas crenças humanistas dissecadas, investigadas e expostas.
E isso não se faz apenas refutando os seus argumentos contra a religião.
Isso é apenas uma parte do trabalho.
É vital que mostremos ao maior número de pessoas que sujeitos que surgem com essa conversa de “estou aqui para propor a remodelação da sociedade” ou “lutemos pelo governo global”, ou até “vamos ouvir a música Imagine, de John Lennon, juntos, para nos inspirarmos em nossa luta política”, devem logo de cara ser carimbadas e tachadas como o que eles são: fanáticos em torno de uma crença injustificada e infantil.
Mas se a crença fosse apenas injustificada e infantil, isso não seria problema.
Apenas riríamos deles, e tudo bem.
Mas o caso é que crenças desse tipo é que habilitaram as maiores atrocidades da era moderna.
Hoje em dia, a tecnologia nos dá gratas surpresas a cada dia.
Mas também aumenta a tecnologia de morte.
Se crenças humanistas não forem atacadas suficientemente, os riscos podem ser altos demais para serem aceitos.
O dano que as crenças humanistas causaram na Rússia, China e Alemanha Nazista pode ser muito maior no futuro.
Quanto mais realizarmos a exposição do ridículo que é a crença no homem, melhor gerenciamos esse tipo de risco.
A mera refutação aos estratagemas deles contra a religião não realiza esse tipo de exposição.
O ataque frontal às crenças deles já ajudaria a atigir o intento.
Não temos apenas que ficar em nossas trincheiras nos defendendo.
Temos que invadir a trincheira deles.
http://lucianoayan.wordpress.com/2010/09/28/partindo-para-o-ataque-contra-os-humanistas-seculares-e-neo-ateus/
VOCÊ SABE o que é a tradição política conhecida no mundo anglo-saxão como “conservative”? No Brasil é quase inexistente. Entre nós, o termo é comumente utilizado para designar (de modo retórico) “pessoas más contra a democracia”. Mentira. Conservadores são pessoas desconfiadas que não gostam de fórmulas políticas de redenção.
Por exemplo, eu desconfio de quem diz que ama a humanidade. Normalmente quem ama a humanidade detesta seu semelhante. Comumente pensa que seria melhor que seu semelhante deixasse de existir para, em seu lugar, “nascer” aquele tipo de gente que o amante da humanidade acha ideal. Prefiro pessoas que são indiferentes à humanidade, mas que pagam salários em dia.
O crítico da revolução francesa, o britânico Edmund Burke (século 18) usa esta mesma frase: “Loves mankind, hates his kindred” (“ama a humanidade, detesta seu semelhante”) para gente como Rousseau (século 18), mentor espiritual da chacina que foi a Revolução Francesa. Proponho a leitura das suas “Considerações sobre a Revolução na França”, pedra filosofal da tradição “conservative”, ao lado de “Democracia na América” de Tocqueville (século 19).
Hoje, na América Latina, a onda fascista cresce travestida de “justiça social”, e por isso sou obrigado a falar de política, caso contrário acabarei caindo na condição de “idiota” no sentido grego antigo: alguém que não participa da política e os outros participam no lugar dele. Sou pessimista com nosso futuro político imediato: a elite deste país “brinca” com o fascismo de esquerda que se delineia no horizonte. Talvez ela acabe na mesma condição da aristocracia alemã e italiana que achava que podia “brincar” com os fascistas de então, e acabou na condição de cúmplice de um massacre.
Qualquer um que conheça a tradição “conservative” sabe que ela é múltipla e heterogênea. Nasce no século 18 como uma reação à agressão da ganância jacobina. Trata-se de uma sensibilidade política de trincheira. Defende-se, entre outras coisas, da mentira que é a crença em se transformar o mundo a partir de “closet theories” (teorias de gabinete), termo de Burke. O conservador reage a essas teorias não porque seja contra diminuir o sofrimento no mundo, mas apenas porque é inteligente o bastante para perceber o estelionato político dos que se dizem amantes da humanidade. Vejamos um exemplo.
Nos últimos anos um “novo” marxismo surgiu na Europa, uma salada mista de marxismo e Lacan. Nomes como Alain Badiou e Slavoj Zizek são as estrelas dessa nova seita fundamentalista, cozida entre consultórios lacanianos e cafés parisienses. Lacan aqui deve servir pra dar um toque “chique” a uma tradição violenta e banal que matou mais gente do que o próprio Hitler: Lênin, Stálin, Mao e Pol Pot.
Nossos gurus fazem uma leitura infame de São Paulo, fundador do cristianismo, em chave fanático-religiosa, como modelo a ser seguido no combate ao humanismo relaxado da sociedade liberal pós-moderna. Para eles, Paulo seria um exemplo ideal do protorrevolucionário marxista que passou por uma “transformação interior” e descobriu a “verdade” e a levou às últimas consequências. Socorro!
Os gurus, em seus gabinetes chiques, chegam a descrever o amor como “busca da verdade”, passo necessário para uma nova “gramática do desejo”. Uma “nova política” criada por seres com “gramáticas eróticas libertárias”. Puro papo furado para crentes.
Amor não é uma experiência política, nem gramatical, mas afetiva e moral. Não quero que me ensinem a amar da forma correta. Ninguém ama corretamente nem politicamente. Amor é sempre errado. Quando a política se “finge” amorosa é para matar o homem real em nome do amor por uma ideia de homem. Pensar em se “reordenar politicamente a libido”, coisa típica dessa seita, é um delírio que autoriza a repressão do desejo concreto em nome de um desejo abstrato, este, claro, definido no gabinete chique do guru. No fundo a seita quer que os homens reais deixem de existir para dar lugar aos homens com “libido politicamente reordenada”. Quem seriam eles? Provavelmente os gurus e seus discípulos, como sempre.
http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/09/06/luiz-felipe-ponde-conservadores-e-a-politica-de-redencao/
A Oligarquia da Esquerda
O jargão “por uma sociedade mais justa” pode ser falado pelo pior dos canalhas
VOCÊ ACREDITA em justiça social? Tenho minhas dúvidas. Engasgou? Como pode alguém não crer em justiça social? Calma, já explico. Quem em sã consciência seria contra uma vida “menos ruim”? Não eu. Mas cuidado: o jargão “por uma sociedade mais justa” pode ser falado pelo pior dos canalhas. Assim como dizer “vou fazer mais escolas”, dizer “sou por uma sociedade mais justa” pode ser golpe.
Aliás, que invasão de privacidade é essa propaganda política gratuita na mídia, não? O desgraçado comum, indo pro trabalho no trânsito, querendo um pouco de música pra aliviar seu dia a dia, é obrigado a ouvir a palhaçada sem graça dos candidatos. Ou o blablablá compenetrado de quem se acha sério e acredita que sou obrigado a ouvi-lo.
Mas voltando à justiça social, proponho a leitura do filósofo escocês David Hume (século 18), “An Enquiry Concerning the Principles of Morals, Section III“. Cético e irônico, Hume foi um dos maiores filósofos modernos. É conhecida sua ironia para com a ideia de justiça social. Ele a comparava aos delírios dos cristãos puritanos de sua época em busca de uma vida pura. Para Hume, os defensores de um “critério racional” de justiça social eram tão fanáticos quanto os fanáticos da fé.
Sua crítica visava a possibilidade de nós termos critérios claros do que seria justo socialmente. Mas ele também duvidava de quem estabeleceria essa justiça “criteriosa” e de como se estabeleceria esse paraíso de justiça social no mundo. Se você falar em educação e saúde, é fácil, mas e quando vamos além disso no “projeto de justiça social”? Aqui é que a coisa pega.
Mas antes da pergunta “o que é justiça social?”, podemos perguntar quem seriam “os paladinos da justiça social”. Seria gente honesta? Ou aproveitadores do patrimônio dos outros e da “matéria bruta da infelicidade humana”, ansiosos por fazer seus próprios patrimônios à custa do roubo do fruto do trabalho alheio “em nome da justiça social”? Humm…
A semelhança dos hipócritas da fé que falavam em nome da justiça divina para roubar sua alma, esses hipócritas falariam em nome da justiça social para roubar você. Ambas abstratas e inefáveis, por isso mesmo excelentes ferramentas para aproveitadores e mentirosos, as justiças divina e social seriam armas poderosas de retórica autoritária e mau-caráter.
Suspeito de que se Hume vivesse hoje entre nós, faria críticas semelhantes à oligarquia de esquerda que se apoderou da máquina do governo brasileiro manipulando uma linguagem de “justiça social”: controle da mídia, das escolas, dos direitos autorais, das opiniões, da distribuição de vagas nas universidades, tudo em nome da “justiça social”. Ataca-se assim, o coração da vida inteligente: o pensamento e suas formas materiais de produção e distribuição.
A tendência autoritária da política nacional espanta as almas menos cegas ou menos hipócritas. A oligarquia de esquerda associa as práticas das velhas oligarquias ao maior estelionato da história política moderna: a ideia de fazer justiça social a custa do trabalho (econômico e intelectual) alheio.
Outro filósofo britânico, Locke (século 17), chamava a atenção para o fato de que sem propriedade privada não haveria qualquer liberdade possível no mundo porque liberdade, quando arrancada de sua raiz concreta, a propriedade privada (isto é, o fruto do seu esforço pessoal e livre e que ninguém pode tomar), seria irreal.
Instalando-se num ambiente antes ocupado pela oligarquia nordestina, brutal e coronelista, e sua aliada, a chique oligarquia industrial paulista, os “paladinos da justiça social” se apoderam dos mecanismos de controle da sociedade e passam a produzir sucessores e sucessoras tirando-os da cartola, fazendo uso da mais abusiva retórica e máquina de propaganda.
Engana-se quem acha que propriedade privada seja apenas “sua casa”. Não, a primeira propriedade privada que existe é invisível: sua alma, seu espírito, suas ideias. É sobre elas que a oligarquia de esquerda avança a passos largos. Em nome da “justiça social” ela silenciará todos.
Esses seres “bons” não existem. São só termos usados como bucha de canhão para esconder a execução da agenda. Todo movimento revolucionário depende da estratégia de ressignificação e criação de duelos imaginários: é o “proletário” contra o “burguês”, é o “libertário” contra o “fascista”, é o “racional” contra o “crédulo” . O neo-ateísmo é apenas a reedição da mentalidade revolucionária adaptada para religião. O entendimento do fenômeno neo-ateísta é o mesmo da revolução. Sob o manto de estar lutando pela “justiça social”, eles querem controlar os órgãos de mídia pelos “Direitos Humanos”. Sob o manto da “defesa da razão”, eles querem tirar os religiosos da discussão pública. Alguns, como Richard Dawkins, querem até tirar os direitos dos pais educarem os filhos.
Esse é o perigo da falta de ceticismo para os encantadores de serpentes políticos. Já passou da hora de tolerarmos como tontos o discurso de origem marxista-iluminista de retirada dos religiosos da cena pública. Ou reagimos a altura (como nos Estados Unidos o Tea Party começa a fazer) ou vamos sofrer as consequências dessa omissão no futuro.

http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/09/09/mais-uma-aula-de-ponde-a-oligarquia-da-esquerda-e-a-justica-social-como-caminho-para-a-dominacao/
ant

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