domingo, 26 de setembro de 2010

Atitude correta contra os que atacam a Igreja.


Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem?!?!?!?!?!

Postado no blog do Luciano Ayan (excelente, por sinal; vale a pena acompanhar: http://lucianoayan.wordpress.com/2010/09/25/pai-perdoai-os-eles-nao-sabem-o-que-fazem/).

De fato, essa é uma frase que Jesus proferiu na cruz.

E infelizmente é utilizada por muitos cristãos quando se referem a seus oponentes. Sinto dizer, mas na maioria das vezes o uso da frase não é coerente com os fatos.

Essa frase só poderia ser utilizada perante um oponente que NÃO TEM NOÇÃO daquilo que está fazendo.

Como exemplo, alguém que atira em alguém por mexer em uma arma muito sensível, e a dispara por engano. Ele não sabia o que estava fazendo e nem a consequência de seu ato.

Já a mesma frase não pode ser dirigida a alguém que intencionamente mata alguém. Pois ele sabe o que está fazendo.

Observe a seguinte matéria, originalmente publicada no MundoMais, que aparentemente é um site gayzista:

INGLATERRA – Grupos reprimidos pelos dogmas da Igreja Católica protestaram contra a visita de quatro dias que o papa Bento XVI fez à Inglaterra. No mesmo pacote estavam: grupos LGBT, feministas, cientistas e ateístas.

Os manifestantes se reuniram na tarde de sábado, 18, no centro de Londres, rumo à casa do primeiro-ministro David Cameron. Liderado pelo cientista ateu e voraz opositor aos dogmas cristãos Richard Dawkins, o movimento foi pacífico, mas com frases de protesto bastante incisivas.

“Foda o Papa, mas use camisinha”, dizia um dos cartazes. Outros teciam críticas aos abusos sexuais cometidos por sacerdotes católicos e encobertos pela Santa Sé e contra a homofobia de Bento XVI. No sábado, Bento XVI fez o seu ultrapassado discurso condenando o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Após os protestos – No entanto, após os protestos, falou sobre os casos de pedofilia envolvendo os membros da Igreja Católica. “Penso no imenso sofrimento causado pelo abuso de menores, especialmente pelos ministros da Igreja. Quero manifestar meu profundo pesar às vítimas inocentes destes crimes atrozes”, disse Bento XVI durante a missa em Birmingham, no centro da Inglaterra, quando beatificou o cardeal John Henry Newman, convertido do anglicanismo ao catolicismo.

Pois bem, na comunidade Olavo de Carvalho, vários escreveram em seguida: “Pai, perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem”.

Tragicamente, é a velha mania de clicar no email de phising e achar que ele veio por engano, como já tratei neste texto. O email com o phishing não vem por engano. Ele é um ato formal de fraude, praticado por pessoas que querem ROUBAR TUA SENHA.

Achar que o email de phishing é um ato de engano da outra parte é apenas uma mentirinha reconfortante, que não ajuda nem um pouco a resolver o problema de roubo de informações.

Nós precisamos parar de acreditar em mentirinhas reconfortantes, e parar com a idéia de achar que nosso oponente “está enganado”, quando na verdade é o oposto: ele SABE do que está fazendo.

Esses grupos de esquerda entendem a nós, cristãos e conservadores, como INIMIGOS.

E precisam nos jogar na espiral do silêncio, coisa que já conseguiram em vários países, como na Inglaterra.

Para manter o seu oponente na espiral do silêncio, eles executam atos ofensivos, vis e descarados, sem nenhum freio. Mas isso é simplesmente parte de UMA ESTRATÉGIA, e não um ato desavisado.

Este texto de Olavo de Carvalho, publicado no último dia 20/09/2010 (agradeço ao Snowball por tê-lo reproduzido inicialmente em seu blog), exemplifica bem a questão:

Lenin dizia que, quando você tirou do adversário a vontade de lutar, já venceu a briga. Mas, nas modernas condições de “guerra assimétrica”, controlar a opinião pública tornou-se mais decisivo do que alcançar vitórias no campo militar. A regra leninista converte-se portanto automaticamente na técnica da “espiral do silêncio”: agora trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só sua disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor.

O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com freqüência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.

A técnica foi experimentada pela primeira vez no século XVIII. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga. O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiqüidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma. A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido. Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da “espiral do silêncio”, basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História – e lá estão até hoje – como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e – como se diz no Brasil – “polêmica”, é porque você continua acreditando em professores semi-analfabetos e jornalistas semi-alfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O’Malley, org., The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).

Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da “espiral do silêncio”, que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin (2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993). Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos “elevados”, conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da “espiral do silêncio”. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.

A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são plenejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.

As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras – o que acontece com freqüência alarmante. Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na “espiral do silêncio” por tanto tempo que já não sabem como sair dela – e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.

A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la – e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero “debate de idéias”? Quem comete crimes não são idéias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o “ataque pessoal” quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece – ou não segue – as regras da busca da verdade. Os que querem manter um “diálogo elevado” com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do “ataque pessoal”, se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da “espiral do silêncio” consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.

A coisa não fica bem mais simples?

E ajuda a esclarecer a noção de que aqueles que ofendem o Papa estão CIENTES do que estão fazendo. É uma estratégia executada.

Para os cristãos, não ter a noção de que é isso que o seu oponente está fazendo é o erro.

Não reagir de maneira firme, mandando um verdadeiro “cala a boca” a eles, é que se configura como um engano catastrófico.

Essas pessoas da manifestação gayzista perderam totalmente a vergonha na cara ao se referir ao seu oponente, pois este SE CALOU.

Eles querem é garantir que os cristãos permaneçam em silêncio, quando a única reação aceitável é arrebentar com esse silêncio e chamá-los de safados e mentirosos. Eles sabem que são safados. Mas agem dessa maneira desrespeitosa apenas para manter os cristãos na espiral do silêncio.

Por isso é que devemos mudar o conceito por completo em relação à frase “Eles não sabem o que fazem”.

Em relação aos nossos inimigos ideológicos, eles sabem EXATAMENTE o que estão fazendo.

Em relação aos nossos irmãos que não revidam à altura, estes sim não sabem que estão sendo MAQUIADORES DO CRIME, como Olavo de Carvalho explicou com muita propriedade.

A estes cristãos mansos é que a mensagem “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem” deve ser proferida.

Já passou da hora de usarmos de mensagens reconfortantes que nos desestimulem a entrar em combate ideológico.

A realidade nos mostra que não há mais espaço para ficar na zona de conforto.

Não há mais sequer a opção de neutralidade, pois permanecer neutro neste conflito significa ajudar aos mequetrefres da esquerda.

Jesus não morreu na cruz para nos ensinar a ser maquiadores de crime.

Nos ensinou a buscar a verdade e a justiça.

E isso começa por reagir à desonestidades e infâmias.

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