segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A idolatria da deusa liberdade, o lixo iluminista e maçônico da revolução francesa.

O Despotismo da Liberdade e o “Contrato Social” de Rousseau
Blog "Pena de Morte Já!".

[O presente texto foi publicado no livro chamado "Igreja Ocupada" de Jacques Ploncard d’Assac, "Da Democracia Religiosa à Democracia Política", capítulo III. Utilizamos somente a parte deste capítulo e deste livro onde se fala de Rousseau. A fonte é indicada no final do texto.]

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O Despotismo da Liberdade e o “Contrato Social” de Rousseau
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Se existisse um povo de deuses, se governaria democraticamente. Um governo tão perfeito não foi feito para os homens.

J. J. Rousseau

O povo encontrou no povo seu próprio tirano.

Goethe

Não podemos saber até onde podem chegar os homens nas épocas de decomposição social.

Talleyrand



Jacques Ploncard d’Assac - Nasceu em Chalon-Sur-Saône, França, em 1910. Antes da guerra foi cronista político, depois se estabeleceu em Portugal e foi conselheiro pessoal do presidente Salazar, escreveu uma biografia do mesmo e nesse país concluíu uma importante obra doutrinária em uma vintena de volumes.
Quando J. J. Rousseau lançou sua famosa afirmação: “O homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe”, será que viu que acabava de encerrar-se numa contradição sem saída? Sendo a sociedade obra dos homens, regida por homens, como pôde corromper-se se esta corrupção não estivesse já em cada um deles?

Rousseau não leva em conta a natureza do homem, mas só sua liberdade. Pretende “encontrar uma fórmula de associação (…) pela qual, unindo-se cada um a todos, só obedeça a si mesmo e permaneça tão livre como antes”. Isto será “o corpo político”, emanação da vontade geral. O homem obedece, mas obedece a si mesmo, através da ficção da “vontade geral”. Sofisma transparente pois longe de obedecer a si, obedece à maioria; se esta não existe, então obedece AOS OUTROS.

A liberdade trazida por J. J. Rousseau não leva em conta a opinião da minoria; “Qualquer um que se negue a obedecer à vontade geral – escreve – será FORÇADO a isso pela sociedade, o que não significará outra coisa que será obrigado a ser livre”.

Rousseau não pode ter deixado de ver que seu sistema podia conduzir a uma situação tal, que um país correria o risco de se encontrar dividido em duas facções de igual poder e que bastaria que uma voz se deslocasse de uma para outra, para que os súditos passassem a senhores e os senhores a súditos. Por uma maioria de um único voto, Louis XVI foi condenado à morte; por um voto a mais a III República ficou instituída; e por ínfimas maiorias as grandes democracias designam seus chefes de governo para quatro ou sete anos.


Rousseau: “O homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o corrompe”.
Rousseau tenta transpor a dificuldade, afirmando “a infalibilidade” da maioria porque – disse – “pelo menos em sua intenção, a lei escolhida pelo povo não pode ser injusta, pois ninguém é injusto para consigo mesmo”. Outro sofisma. O mais freqüente é que os povos estejam mal informados, e não bem, de seus interesses.

Também sabemos que coalizões de interesses privados podem pesar fortemente sobre as decisões da maioria e que a democracia evolui irresistivelmente para a plutocracia. Enfim, hoje em dia se sabe por experiência que o fracionamento das opiniões não dá jamais à “vontade geral” mais que uma base disparatada, de modo que esta vontade presumivelmente geral não é, no melhor dos casos, mais que uma torpe adição de vontades diversas.

Rousseau havia visto bem a objeção que se poderia fazer a sua teoria da “vontade geral”: como estar certo de sua autenticidade? Já devia pressentir os jogos de influência das propagandas, dos interesses, dos partidos. É então que declara que não se devem formar partidos numa democracia. “É importante – ressalta – para que fique claramente manifesta a expressão da vontade geral, que não haja sociedade parcial no Estado a que cada cidadão não opine senão por si mesmo”.

Isto é desviar a questão. Como se forma a opinião, se não é pelo que é dito? E isso a tal ponto que o que diz, o que tem os “meios de dizer”, possui a realidade do poder.

Ou só um informa a opinião e possuindo o monopólio da informação detém o poder de fato; ou são vários e então os homens tendem naturalmente a aproximar-se quanto têm as mesmas idéias e a expressá-las e impô-las: nasceram assim os partidos políticos, e a divisão está no seio da sociedade.

Haverá pelo menos no Estado Rousseauniano uma Constituição, um conjunto de convenções, de preceitos que não sejam postos em dúvida? Não, responde Rousseau lógico com seu sistema, o povo se

mpre tem o direito de desfazer o que fez. Isto é dar ao “Povo Soberano” poderes que se assemelham à tirania mais absoluta. Não pode haver lei fundamental, escreve, “nem sequer para o Contrato Social”.


Como se forma a opinião, se não é pelo que é dito? E isso a tal ponto que o que diz, o que tem os “meios de dizer”, possui a realidade do poder.
Mas Rousseau é incoerente. Mal acaba de reconhecer uma autoridade sem limites à maioria, quando escreve páginas sobre o Legislador num tom completamente distinto: “Para descobrir as regras de sociedade que melhor convenham às nações, seria necessária uma inteligência superior que visse todas e que não experimentasse nenhuma, que não tivesse nenhuma relação com nossa natureza e que a conhecesse a fundo, cuja felicidade fosse independente de nós e que sem embargo quisesse ocupar-se da nossa, enfim que com o progresso dos tempos, preparando-se uma distante glória, pudesse trabalhar num século e gozar noutro. Seriam necessários deuses para dar leis aos homens!”.

E como se se encarniçasse bruscamente em destruir todos os sofismas que havia amontoado nos primeiros capítulos de seu “Contrato Social”, Rousseau desvirtua a si mesmo como ninguém fez jamais. Nos mostra os “sábios” que querem falar ao povo com sua linguagem e “não seriam compreendidos” porque há “mil espécies de idéias que é impossível traduzir em língua do povo. As visões de conjunto e as coisas demasiadamente distantes estão igualmente fora de seu alcance; como cada indivíduo não aprecia outro plano de governo que o que tem relação com seu interesse particular, dificilmente percebe as vantagens que deve tirar das contínuas privações impostas pelas boas leis”.

Assombroso Rousseau, que destrói seus próprios sofismas com duas palavras; parece não se dar conta disso e prossegue seu sonho fatal!

As últimas páginas do “Contrato Social” são desoladoras. Rousseau que acaba de reconhecer que o povo, tomado como massa inorgânica, é incapaz de conceber o interesse geral, sucumbe à tentação e escreve com fatalismo: “Em qualquer caso, um povo é sempre dono de mudar suas leis, inclusive as melhores, pois se gosta de prejudicar a sai mesmo, quem pode impedi-lo?”.

Se leu bem o “Contrato Social”? Rousseau não reconhece a impossibilidade da democracia? Afinal de contas não é ele que escreveu? “Tomando a palavra em sua acepção mais rigorosa, jamais existiu verdadeira democracia e não existirá jamais?”.

“Acrescentamos – prossegue o desconcertante genebrino – que não existe governo mais sujeito às guerras civis e a agitações internas que o democrático ou popular, porque não há nenhum que tenda tão forte e continuamente a mudar de forma, nem que exija maior vigilância e valor para ser mantido na sua (…) Se existisse um povo de deuses, se governaria democraticamente. Um governo tão perfeito não é feito para os homens!”.

No final do “Contrato Social” escreveu: “Quando se deseja saber de forma absoluta qual é o melhor governo, se coloca uma pergunta insolúvel, indefinida ou não, se se prefere assim, com tantas boas soluções como combinações possíveis existem nas posições absolutas e relativas dos povos”. E Rousseau acaba confessando que o bom governo é aquele “que garante a conservação e a prosperidade de seus membros”.

Isto a teoria não ensina. Só a experiência o ensina. É o fundamento da “política experimental”: estudemos a história para reunir os fatos e tirar suas próprias conclusões. A decepção de Rousseau diante de seus próprios sofismas conduz assim e de maneira bastante inesperada a Joseph de Maistre…

No quarto e último livro Rousseau, que notou de todas as maneiras o que havia de extravagante em sua definição da “vontade geral”, volta a ela procurando afastar a objeção que o obcessiona. “Alguém se pergunta – escreve – como um homem pode ser livre e ver-se forçado a se conformar com vontades que não são as suas? Como podem ser livres os que se opõem e estão submetidos a leis com as quais não consentiram?”.

Submeter-se à maioria ou submeter-se ao Príncipe vem a ser, no referente à liberdade do oponente, estritamente o mesmo. Logo, se a liberdade não pode ser garantida não é mais prudente definir os limites da autoridade, que pretender uma impossível liberdade para todos?

Mas Rousseau prossegue com sua quimera: “Quando se propõe uma lei na assembléia popular – tenta explicar – o que se pede (aos cidadãos) não é precisamente se aprovam a proposta ou a recusam, mas se está conforme ou não com a vontade geral, que é a sua; cada um ao dar seu voto diz qual é a sua opinião sobre isso, e do cálculo dos votos se tira a declaração da vontade geral. Quando a opinião contrária à minha ganha, isto demonstra nada mais que o fato de que eu me havia confundido e que o que eu cria ser a vontade geral não o era. Se minha opinião particular tivesse sido vitoriosa, teria ganho uma coisa distinta da que teria querido e então, é que não teria sido livre”.

Rousseau está no limite da impostura e tem medo

de que seu leitor se lhe escape, asfixiado pela idéia de que só é livre na medida em que sua opinião está conforme com a da maioria. Pois “a diferença de um só voto rompe a igualdade”. Então, para ganhar o leitor Rousseau renega a lei da “metade mais um” e fala de maiorias diferentes segundo a importância dos problemas a tratar. Pois diz “quanto mais importantes e graves forem as deliberações, tanto mais a opinião que prevaleça deve aproximar-se da unanimidade”.

E se não se consegue? Se o fracionamento das opiniões é tal que seja impossível alcançar a unanimidade? Rousseau não chegou a conhecer as democracias saídas destes sofismas. Teria comprovado que jamais puderam reunir maiorias coerentes, que aboliram as liberdades concretas das quais desfrutavam os corpos intermediários e deram o poder às oligarquias de interesses, à plutocracia, justificando assim a terrível frase de Goethe? “O povo encontrou no povo seu próprio tirano”.

É interessante comprovar que Rousseau e Voltaire, que são geralmente apresentados como “Pais da Liberdade, desembocam de fato o primeiro, na tirania da maioria; o segundo na do “déspota ilustrado”. Em seu sistema, depois de se afastar a autoridade, esta não é menos absoluta que antes. Inclusive a divinizam com o nome de Razão, e veremos Robespierre declarar na Convenção: “O Governo da República é o despotismo da liberdade contra a tirania”.

Não sendo a liberdade outra coisa mais que uma autoridade, ser livre é poder fazer o que se quiser, portanto exercer uma autoridade; convém desconfiar tanto da liberdade como da autoridade, já que se trata da mesma coisa observada de pontos diferentes. Uma liberdade sem determinar: liberdade disto, liberdade daquilo, engendra a tirania, exatamente como uma autoridade que já não o é.

“A liberdade – ensina Leão XIII em sua encíclica Immortale Dei – deve mover-se na esfera da verdade e do bem. Pois bem, a natureza do bem e da verdade não pode mudar segundo o capricho do homem; permanece sempre a mesma e não é menos imutável que a própria essência das coisas. Se a inteligência adere a opiniões falsas, se a vontade consente neste dano e se vincula a ele, longe de elevar-se à perfeição de sua natureza, ambas rebaixam sua dignidade original e caminham para a depravação”. Não é, portanto a liberdade que deve estar em primeiro lugar, mas a verdade. A verdade não é votada, é descoberta.

Em seu “Cinquième Avertissement aox protestants” [Quinto aviso aos protestantes] Bossuet, ao descrever a situação dos homens “tal como são segundo sua natureza e antes de qualquer governo implantado” observava que neste estado “só se encontra a anarquia, ou seja, uma liberdade feroz e selvagem, onde cada um pode pretender tudo e ao mesmo tempo discutir tudo: onde todos estão em guarda e por conseguinte em guerra perpétua contra todos; onde a razão nada pode, porque cada um chama razão à paixão que o arrasta; onde o próprio direito da natureza fica sem força, já que a razão não o tem; onde por conseguinte não há lei nem propriedade, nem domínio, nem bem, nem descanso assegurado, nem pra dizer verdade, nenhum direito, salvo o do mais forte; e ademais sem saber quem o é, já que cada um pode chegar a sê-lo em dado momento, segundo as paixões possam conjurar juntamente a mais ou menos gente”.

Aqui Bossuet responde a Rousseau, um século antes dos sofismas do “Contrato Social”.



Jacques-Bénigne Bossuet já havia refutado os sofismas do "Contrato Social"
É interessante ver como ao refutar Lutero, Bossuet refuta adiantadamente Rousseau. É, como havia sido dito por Veuillot, “impossível que a razão individual proclamada soberana, limitasse seu pleno poder a escolher uma religião e uma filosofia, e voltasse depois docilmente à ordem social, deixando para a autoridade temporal o caráter divino que negava a toda a autoridade (…) Depois de inventar a seu gosto uma religião e uma filosofia, o indivíduo quer inventar um governo (…) Doravante o campo fica livre para o combate dos interesses individuais, armados uns contra os outros com toda a força e todo o apetite do egoísmo”.

Voltamos a Bossuet: “Longe de ser o povo soberano em tal estado, já nem sequer existe povo. Pode haver famílias, embora mal governadas e mal defendidas, pode haver também um tropel, um amontoado de gente, uma multidão confusa mas não pode haver povo, porque um povo representa já algo que reúna um comportamento ordenado e algum direito estabelecido”.

“Embora não se tivesse que conduzir mais que um cavalo ou um rebanho – disse Bossuet pilheriando – não podemos fazê-lo sem a ajuda da razão”. E a razão não é a expressão desordenada dos desejos dos indivíduos, mas a conformidade do desejo com as leis naturais que regem as sociedades.

Não há maneira de escapar à condição humana. Ademais, sabemos que na Criação existe uma ordem em tudo. Por que Deus deixaria de pôr alguma no governo das sociedades?

* * *

Em 1789 o mundo havia voltado as costa a sua constituição essencial. Daí advieram todos os males que não fizeram outra coisa que agravar-se nos últimos dois séculos, com algumas tréguas, algumas reações, mas insuficientes porque não chegaram aos princípios, mas somente aos efeitos. Enquanto o velho fundo das tradições se manteve nas famílias, a crise só foi política, depois se tornou social, religiosa e moral.

Tudo se manteve a princípio, dentro do sofisma expresso pelo abade Sieyès em seu “Vues sur les moyens d’exécution” [Perspectivas sobre os meios executivos] publicado em 1788: “Me parece – escreve – que julgar o que sucede pelo que sucedeu, é julgar o conhecido pelo desconhecido. É mais justo julgar o passado pelo presente e admitir que as pretensas verdades históricas não têm mais realidade que as pretensas verdades religiosas”.

Aconteceu o que tinha de acontecer: as mal conhecidas verdades históricas se vingaram com seu próprio silêncio; ao não serem iluminados pela experiência os inovadores edificaram sobre as nuvens. A imaginação tomou o poder, mas a sociedade não se submete à imaginação. Aquela tem suas leis inexoráveis. A sabedoria antiga as havia procurado, descoberto e codificado. O tolo e vaidoso Sieyès atirou ao fogo o conjunto delas e o Progresso sem Tradição, ao não continuar nada, pretendendo inventar tudo, produziu uma aceleração louca da história, correndo de uma experiência para outra, negando-se a levar em conta o que aprendera na véspera, voltando-se para um obscuro futuro ao qual já não serviam as lições do passado; e hoje se chegou ao último grau desta recusa fanática das realidades por meio da evasão aos paraísos artificiais da droga, mais fáceis de alcançar que o impossível paraíso terrestre.

* * *


Louis Veuillot, o autor de "A Ilusão Liberal"
“O que derrubou a monarquia francesa? – perguntava-se Louis Veuillot – Uma guerra, uma conspiração, um partido em armas, um grande desastre? Cem vezes havia sofrido estes acidentes da vida das nações e cem vezes havia resistido a eles. O que a fez cair foram as idéias das quais se havia tornado cúmplice e que a separava do povo ao separá-la de Deus. Alguns panfletos bastaram para fazer desmoronar uma monarquia secular” (36).

Dois homens dominam a pré-revolução: Rosseau e Voltaire. “Rousseau – segundo Veuillot – seguiu Voltaire como o castigo segue o crime” e com uma palavra executou Voltaire: “Voltaire, tão conhecido, não foi mais que um homem no anonimato durante toda a sua vida. Assestava seus golpes pelas costas ao virar de uma esquina, envolto em seu capote” (37).

Numa tarde de março de 1894, o abade Garnier dava uma conferência em Argenteuil. Recordou as palavras de Voltaire: “Menti, menti, algo sempre ficará”. Foi indagado por um ouvinte sobre em que linha, em que página, em que capítulo se encontrava esta frase. “Vos darei a resposta no ‘Peuple Français’, retrucou o abade. Manteve sua palavra e a 16 de março de 1894 publicou a referência prometida: “A frase que citei se encontra numa carta escrita a Thiriot com data de 21 de outubro de 1736; nela Voltaire acrescentava inclusive isto: ‘É preciso mentir como um demônio, não timidamente nem por algum tempo, mas ousadamente e sempre’ “. Se compreende a frase de Veuillot sobre Voltaire quando dizia que este “assestava seus golpes pelas costas”.

Quando em plena revolução Condorcet disse: “Voltaire não viu tudo o que fazemos, mas fez tudo o que vimos”, sabia o que dizia. Tudo isto era o resultado do “abominável complô” que havia sido previsto por Pio VI; o mesmo complô que Maria Antonieta descobriu em 1790 e que a fazia escrever a seu mano o imperador Leopold II: “Tende muito cuidado, aí (na Áustria) com qualquer associação de francomaçons. Já vos terão advertido; por este caminho é que todos os monstros daqui contam para chegar ao mesmo resultado em todos os países” (38).

Os avisos não faltaram mas – como hoje – se havia criado uma conspiração do silêncio.



Voltaire: “Menti, menti, algo sempre ficará” "É preciso mentir como um demônio, não timidamente nem por algum tempo, mas ousadamente e sempre"
Em 1785 um sacerdote apóstata austríaco chamado Lang foi fulminado por um raio quando levava importantes mensagens do chefe da Maçonaria dos iluminados da Baviera, o Dr. Weishaupt. Os papéis que foram encontrados em seu cadáver permitiram a prisão dos principais filiados. Teve lugar um processo cujos autos foram tornados públicos pelo Eleitor da Baviera, com o objetivo de informar todas as potências cristãs do complô tramado contra todas elas. O abade Barruel os publicou também quando estava no exílio em Hamburg, em 1795, em seu livro “Memórias para servir à história do jacobinismo”. Podemos ler lá esta instrução de Weishaupt:

“Os francomaçons devem exercer o império sobre os homens de qualquer Estado, de qualquer nação e de qualquer religião, dominá-los sem nenhuma violência externa, mantê-los unidos por vínculos duradouros, inspirar-lhes uma mesma idéia, animá-los de um mesmo espírito, no maior silêncio e com toda a atividade possível, dirigir todos os homens da terra para o mesmo fim. Na intimidade das sociedades secretas é onde se tem de preparar a opinião”.

Verdadeiramente, seria uma singular crítica histórica aquela que quisesse ignorar o que está entre os bastidores da história.

Em 1895, mais precisamente em junho, se abriu uma discussão em “Le Rappel” sobre a origem da divida “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Um membro da loja “Unidade Maçônica”, Mr. Henri Vaudémont escreveu ao periódico:

“A origem da divisa republicana Liberdade, Igualdade, Fraternidade é conhecida há longo tempo; era a de há um século e é ainda a da francomaçonaria. Estava em germe no Juramento do Jeu de Paume, foi aprovada pelo Clube de Les Cordeliers e preconizada pelo impressor Momoro, e tudo isso simplesmente porque a maioria dos homens que dirigiram em seus inícios o formidável movimento de 1789 eram francomaçons.

“Efetivamente há cerca de um século, nas lojas a porta fechada, fermentavam então todas as novas idéias filosóficas que pouco a pouco foram tomando corpo, se harmonizando, se fundindo, se transformando em princípio convertido rapidamente em axiomas e inclusive sendo formuladas em quase projeto de leis.

“Basta lançar um olhar sobre as resenhas das lojas para encontrar nelas os elementos de onde brotaram com uma espontaneidade e unanimidade que seriam inexplicáveis de outra maneira, esses maravilhosos cadernos do Terceiro Estado, cuja colocação em marcha foi toda a Revolução”.

Mr. G. Boris comentou esta carta na “Vérité” de 28 de junho de 1895: “Mr. Vaudémont está incontestavelmente com a verdade história, mas não precisa a data da introdução da divisa. Em nossa opinião, coincide com a introdução da abreviatura que só aparece depois da fusão dos ritos maçônicos em um só, com o título de ‘Grande Oriente de França’ sob o comando do duque de Orléans. Antes a abreviatura se compunha de um só ponto”.

O redator da “Vérité” refere que em 1848 um comerciante de tabaco humorista e antirrepublicano pendurou debaixo de cada uma das três palavras da divisa uma bolsa de tabaco e completou com esta frase: A Casa das três piadas!” (a).

Notas:

(a) Jogo de palavras, porque a palavra francesa “blague” significa “piada” e também “bolsa de tabaco”.

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(36) L. Veuillot, “Mélange”, II, pág. 204.

(37) L. Veuillot, “Çâ et Là”, II, pág. 441.

(38) Cit. in “La Vérité” de 26 de abril de 1896.


(Jacques Ploncard d’Assac: La Iglesia Ocupada. Ediciones Fundacion San Pio X, pags. 45-46. Buenos Aires, 1989. A autoria da tradução ao português nos é desconhecida, ao que parece foi feita por alguém do Coetus Fidelium.)

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