sábado, 13 de fevereiro de 2010

DEMON-CRACIA: A IDOLATRIA CONTEMPORÂNEA.PARTE II.

Como ensinar a teu filho a verdadeira natureza do governo

Penso que é muito importante que ensinemos aos nossos meninos sobre a verdadeira natureza do Governo. Agora há por fim uma forma de dar um curso básico sobre Conduta Cívica a teus meninos, em tua própria casa! Na minha própria experiência como pai, descobri vários métodos simples que podem ilustrar na mente de um menino os princípios fundamentais com os quais o Estado Moderno trata os seus cidadãos. Tu podes achá-los úteis também.

Por exemplo, eu costumava jogar ao singelo jogo de cartas chamado GUERRA com meu filho. Depois de um momento, quando ele entendeu completamente que as cartas mais altas ganhavam das cartas mais baixas, criei um novo jogo chamado GOVERNO. Neste jogo, eu era o Governo, e eu ganhava todas as mãos, sem ter em conta quem tinha a carta melhor. Meu menino cedo perdeu o interesse em meu novo jogo, mas me agrada pensar que lhe ensinei uma valiosa lição para sua vida posterior.

Quando teu menino ser um pouco mais velho, podes ensinar-lhe como funciona nosso Sistema Fiscal numa forma que é fácil de entender e lhe permitirá compreender os benefícios do mesmo. Ofereça-lhe, por exemplo, 10 euros para ceifar a grama. Quando o tenha ceifado e reclame seu dinheiro, retenha 5 euros(*) e explica-lhe que este é o Imposto sobre a Renda. Entregue 1 Euro deste dinheiro a sua irmã menor, que não fez nada para merecê-lo, e diga que isto é "justo", porque a irmãzinha “precisa do dinheiro também”. Além disso, explica-lhe que tu precisas dos outros 4 euros para ti mesmo, com o fim de cobrir os custos administrativos de reter e dividir o dinheiro, e para várias outras coisas mais que tu requeres. Faça-lhe pôr seus 5 euros numa conta de poupança sobre a qual tens autoridade. Explique-lhe que se ele for mal alguma vez, tu ficarás com o dinheiro da conta sem dar-lhe satisfação alguma. Também explique-lhe que ficarás com a maioria do “interesse” (quantidade) que ele ganha por esse dinheiro, sem a permissão dele. Mencione que se tentar esconder o dinheiro, esta, em si mesma, será evidência de mal comportamento, e terá como resultado que tu automaticamente lhe tirarás o dinheiro.

Realize registros aleatórios em seu quarto a altas horas da noite (poderia ser de manhã bem cedo também, lá pelas 5 horas, antes de ir para o trabalho). Irrompa dentro sem avisar. Revise minuciosamente todas suas gavetas e bolsos. Se ele questionar isto, diga lhe que estás atuando baseado na precipitação de um amigo seu, quem acidentalmente mencionou entre eles que tinha ganhado um pouco de dinheiro extra na semana passada, sem tê-lo declarado. Se o encontras, confisque todo o dinheiro e leve também seu estéreo e sua televisão. Diga lhe que vais vender estes últimos e que guardarás o dinheiro como compensação pelo trabalho de ter que fazer a investigação e o registro. Prenda-o também em seu quarto durante um mês como extensão do castigo. Quando ele chorar pela injustiça, diga lhe que está sendo “egoísta" e "avarento" e que só lhe importa sua própria felicidade. Explique-lhe que deveria aprender a sacrificar sua própria felicidade por outras pessoas, e que como não se pode confiar nele para que faça isto voluntariamente, tu usarás a força para assegurar que o cumpra. Mais adiante em sua vida ele te agradecerá.... !.

Faça tantas regras quanto seja possível. Deixe as razões para isso escuras. Faça-las cumprir, ou não, arbitrariamente. Acuse teu garoto de quebrar as regras sobre as que nunca lhe falaste, e cuidadosamente explique-lhe que a ignorância das regras que tu impões não é uma desculpa para seu cumprimento. Mantenha-lo na ansiedade de que possa estar violando disposições que tu ainda não emitiste. Instile nele a sensação de que as regras são absolutamente irracionais. Isto lhe preparará para viver sob um Governo Social-Democrata. (Aliás “Socialismo com rosto humano”. (Nota do Editor).

Ele é demasiado jovem para entender os benefícios da democracia, assim que lhe explique este sistema maravilhoso e legítimo como segue: Tu, tua esposa e sua irmãzinha vos juntais, e votais que a teu filho se deveriam tirar todos os brinquedos, que lhe deve açoitar, e confinar em seu quarto durante uma semana. Se ele protesta que tu estás violando injustamente seus direitos, pacientemente explique-lhe seu erro e mostre-lhe que a maioria votou por este castigo, e nada importa exceto a vontade da maioria. Para convencer a sua irmãzinha, prometa-lha que darás os brinquedos confiscados do seu irmão, e para convencer a sua mãe, coma o pote de doces inventando alguma barbaridade que atribuas a teu filho, e que mereça um castigo exemplar. A teu filho não lhe deixe falar em sua defesa, argumentando que é um menino e, além disso, é egoísta, mentirá para evitar o castigo. Se mesmo assim ela tende a minimizar o castigo, insinua que para consertar a suposta barbaridade do menino terá que vender provavelmente o casaco de arminho dela. Mais tarde, se te interessar, poderás vender o casaco para ir-te tomar uma cerveja com teus amigos.

Quando teu menino tenha madurecido para entender suficientemente como trabalha o sistema judicial, ponha-lhe uma hora antes de se deitar, digamos às 11 da noite, e então manda-o à cama às 10 da noite. Quando ele te acusa chorando de quebrar as regras, explique-lhe que Tu, como Governo, fazes as regras, e que podes interpretá-las da forma que mais te convenha, segundo as circunstâncias mutantes.

Prometa com freqüência levá-lo ao cinema, ou ao parque zoológico, se faz bem isto e aquilo, e então, à hora designada, espreguice-se num cadeirão cômodo com um jornal e diga lhe que mudaste teus planos. Quando ele grite: “Mas tu prometeste...!”, explique-lhe que era uma promessa de campanha, e portanto, sem valor.

De vez em quando, sem advertir-lhe, dê uma bofetada em teu menino. Então lhe expliques que isso é legítima defesa mediante ataque preventivo. Conte-lhe que deves estar sempre vigilante para deter a qualquer inimigo potencial antes que possa crescer o suficiente como para danar-te. Isto, também, teu menino o apreciará: Não precisamente nesse momento, talvez, senão mais tarde em sua vida. Se ele encontra isto duro demais para aceitar, podes ilustrar melhor este ponto como segue: Leva-o a dar uma volta pela cidade, a um bairro estranho. Encaminhe-te a qualquer casa que escolhas aleatoriamente, e coloque-te a arrumar seus problemas domésticos, usando a violência se é necessário. Assegure-te de empregar uma força avassaladora para achatar e obrigar a se submeter à família em questão — isto evita o prolongamento da visita e o desenrolar por longos períodos de tempo. Explique a teu filho que só um covarde permanece quieto, olhando para outro lado, enquanto a injustiça galopa pela cidade. Diga lhe que todos nós somos irmãos, e que, além disso, os problemas que se deixam inflamar em outro bairro, salpicarão mais tarde diante do teu. Use alguns dos 5 Euros que tomaste de teu filho para a viagem de ônibus — e para comprar um taco de beisebol. De passagem, leve o dinheiro que encontres em dita casa, e justifica-o que é pelas moléstias que te tomaste.

Beba uma garrafa de whisky, e então dê uma dissertação sobre os males do fumo ou a maconha. Se ele assinala tua hipocrisia, recorda-lhe que a maioria das pessoas bebem, e que, como já explicaste, as necessidades e desejos da maioria são as únicas normas morais. Desfaça violentamente qualquer reunião entre ele e mais de três de seus colegas por ser uma manifestação ilegal. Se ele acaricia o gato sem que o gato lhe de sua permissão expressa por escrito, açoite-o fortemente por acosso “felino”(coitado dos nossos filhos por este mundo afora). Marque um lugar no pátio onde ele, junto com teus outros filhos, possam estacionar sua bicicleta, mas de forma que não caibam todas(!). Se a deixar em qualquer outra parte, prenda-a com um cadeado e exija 50 euros para soltá-la. Se cometer mais de três infrações, confisque a bicicleta, vende-a, e guarde para ti o dinheiro.

Instale uma câmara de CCTV (circuito fechado de televisão) na alcova do teu filho, e grave também todas suas conversas telefônicas. Se protestar, acusa-o de "ter algo que esconder". Explique que só os delinqüentes procuram a privacidade, e que os meninos bons e obedientes entregam sua intimidade a troca das vantagens que oferece a paternidade protecionista. Recorde a ele que o moço do povo foi pego fumando em sua alcova por um sistema de CCTV similar, e explique que este precedente justifica a instalação do CCTV nas habitações de todos os adolescentes.

Minta a teu garoto constantemente. Ensine-o que as palavras não significam nada — ou melhor, que os significados das palavras estão “evoluindo” continuamente, e que podem significar amanhã o contrário do que significam hoje.

Fale com seus professores na escola, e peça-lhes que dividam as boas notas e recompensas que consiga teu filho com as de qualquer estudante minoritário étnico que não conseguiu mais que más notas. Se ele questiona esta política, explique-lhe isso: de que há muito tempo nós abusamos dos antepassados destas pessoas, e portanto é justo que ele compartilhe seus lucros para compensar aos seus descendentes(!). Este também é provavelmente um bom momento para dizer-lhe que sua energia, talento e entusiasmo não lhe garantirão um trabalho se a quota de tais “pessoas desgraçadas” ainda não se completou. Diga lhe que seu talento e esforço não representam nada — são a honradez e a vontade de compartilhar as que são importantes. Recorde-lhe que seu principal dever é compartilhar sua felicidade e bem-estar com pessoas que ele não conhece, e com as que nunca se encontrará.

Proíba qualquer talheres em tua casa e faça a teu filho comer com os dedos. Se ele perguntar por que, recorde ao garoto que apunhalou um gato com um garfo na semana passada. Explique que simplesmente um gato é salvo proibindo os talheres, então esta proibição está justificada. Se protestar, questiona-lo estreitamente sobre por que ele está pensando matar gatos inocentes, ou o acusas de ser um fanático extremista odeia-gatos.

Guarde, no entanto, parte do faqueiro para teu próprio uso sob uso chaves. Se teu filho joga isso na cara, diga lhe que tu, como és o Governo, por definição não podes fazer nada mal com ele. Adicione que, além disso, poderias precisá-la para tua defesa, já que ainda que até agora, para impor tua autoridade basta com as bofetadas, quando ele crescer um pouco poderá acreditar erroneamente que se encontra injustamente oprimido e explorado, tentando se rebelar contra o estado de coisas que impera em casa se valendo de algum garfo. E é por isso que tu, como Governo, sim estás legitimado para utilizar talheres inclusive em defesa de tua autoridade. E que poderias utilizá-la para este fim junto com o taco de beisebol “convence-famílias”, e de crê-lo necessário, até com a escopeta que compraste com a venda do estéreo e do televisor confiscados.

Provê-o com um passe que deve mostrar antes de que possa entrar em casa. Faça guarda na porta. Quando ele venha para casa, educada mas firmemente, leve-o ao quarto-sótão, e pergunte-lhe sobre seus movimentos passados, presentes e futuros. Pergunte-lhe quanto dinheiro em efetivo tem sobre sua pessoa. Se é mais de 50 euros, confisca o total por exceder a regra da casa para dinheiro em efetivo máximo permitido. Depois pesquise sua mochila e bolsos. Para mantê-lo na incerteza, faça os registros aleatórios, e qualifica-os de rotina preventiva. Se protestar, detenha-lo por mais tempo, pondo então em prática os mais completos e assim chamados, “reconhecimentos evasivos” como uma luva cirúrgica de látex em tua mão. A lubrificação do dedo índice é preferível mas não essencial (!). Se ele se enfada muito com isso, mantenha-lo trancado com chave em seu quarto até que se perca sua próxima excursão ou festa.

Estes métodos vos parecem duros? Mas se estou sendo cruel unicamente é para ser bom! Acredito que é importante para os meninos entender a Natureza da Sociedade na qual vivemos hoje, e assim prepará-los, especialmente, para a qual viveremos amanhã.





G.G. (da República Social-Democrática Popular da Austrália).



Nota do Tradutor: Na República Social-Democrática Popular da Espanha(**), o Governo é, em muitos aspectos, similar a isso que este senhor está ensinando a seu filho e cai muito bem. Muito obrigado por estes úteis conselhos sobre educação!

(*) -Na Espanha, a retenção do Imposto sobre a Renda para um rendimento médio é por volta de 20 %. Mas da quantidade que resta ao contribuinte, tem-se de extrair o IVA que se paga por cada coisa que se adquire, além da infinidade de impostos especiais, taxas, impostos e contribuições de toda índole, o que faz que o total da expropriação levado a cabo pelas diversas administrações, para um salário médio, supere longamente 50 % dos rendimentos.-

(**) – Ou da República Social-Democrata Popular da Espanha, não é coisa minha, senão da Constituição Espanhola. Efetivamente, ainda que nominalmente o Estado Espanhol é uma Monarquia, a total carência de Autoridade do Rei faz que, na realidade, nossa forma de governo seja idêntica ao de uma república, e por demais, bastante “barata”. Por outro lado, nas mesmas consignas Constitucionais se define a forma de Governo da Espanha como um Estado Social e Democrático.

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