sábado, 13 de fevereiro de 2010

DEMON-CRACIA: A IDOLATRIA CONTEMPORÂNEA.

A Democracia que foi, recordemo-lo, de um modo entre outros, em que o demos dos tempos de Aristóteles e Platão designavam seus governantes, nos é apresentado atualmente, incerto e temerário, como um tipo de religião ou, por melhor dizer, uma religião das religiões. E tem das religiões, tal qual as compreendemos, a pretensão de monopolizar a verdade, significando-nos que fora dela está o horrível nada. E como todas as religiões (reescrevendo de forma correta: “e como todas as religiões baseadas em fundamentos não naturais”), a Demon-cracia moderna, tem todos os elementos de qualquer religião. Que são como segue:

— Um Paraíso: os países demo-cráticos e liberais ultramontanos (sistema dos que defendem a autoridade absoluta do Papa em matéria de fé e disciplina), com uma legislação preponderantemente anglo-saxão e de ser possível, dentro dela, britânica com sua Simpática Majestade Inclusa;

— Um Purgatório: que são as ditaduras de esquerda;

— Um Inferno: as ditaduras rebeldes e obstinadas da direita;

— Um Satanás: que é o passado cinza e tenebroso das nações, que outrora foram o orgulho heróico de seus povos. Não pode existir um povo orgulhoso de seu passado. Não. Não há que viver o presente, deve-se viver o já!;

— Os Santos: são os que agradaram a demon-cracia neste mundo e os que escreveram e escrevem sofismas para confundir os povos;

— Os Profetas: são os políticos que cada dois ou quatro anos fazem os anúncios da Boa Nova porque nos chegará um Messias eleito dentre eles;

— Um Novo Céu: o Progresso Indefinido;

— Uma Nova Cultura: a da morte: aborto, eutanásia, desnutrição infantil, abandono dos idosos, pobreza, estupros, assassinatos;

— Os Evangelistas: são os que elaboraram as doutrinas que se devem manter inflexíveis através dos séculos: Adam Smith, Marx, Darwin, Voltaire, Locke, Diderot, Rousseau, Montesquieu, Gramsci e Malthus, Lênin, Stalin, Samuelson, etc;

— Um Conselho: é o Congresso da Nação e das Legislaturas estaduais, encarregados de crucificar sem repulsão e diariamente os povos. Com ou sem Caifás. Para isso lhes pagamos, detêm governos e rasgam suas vestimentas de vez em quando;

— Um Clero Organizado: os intelectuais encarregados de adaptar as teses marxistas às sociedades liberais;

— Seus Teólogos: são os encarregados de explicar o que ninguém se pode explicar. Uma boa demon-cracia deve ter muitos, muitíssimos explicadores;

— Seus Templos: são as sedes dos partidos políticos onde se desenvolve e nasce a Nova Oligarquia: Os Políticos;

— Uma Liturgia: ir aos shoppings, para tomar um trago num bar de grife, jantar em Porto Madero (Porto Madero é um bairro da cidade de Buenos Aires e tem esse nome em homenagem ao comerciante Eduardo Madero que em 1882 apresentou o projeto de um porto, com fisionomia similar ao porto de Londres, ao governo nacional da Argentina, e que foi finalizada no século XIX), viajar à Europa, dizer a metade das palavras em inglês, viver num country organizado e ter um automóvel que pareça um disco voador;

— Um Clero Laico: os jornalistas encarregados de distribuir estas doutrinas criadas pelos néscios do marxismo, desde que elas estejam dentro do “pacote” autorizado pelo Grande Irmão;

— Ofícios Religiosos: os grandes programas de televisão;

— Um Index (catálogo dos livros cuja leitura era proibida pela Igreja): que, na prática, resulta da aplicação tácita e pela qual se proíbe tomar conhecimento de qualquer obra cuja inspiração for repreensível pelo Grande Irmão. Este Index resulta admiravelmente eficaz sob a forma da conspiração do silêncio midiático;

— Uma Inquisição: ninguém tem direito de se expressar se não está em “linha reta” com a religião demon-crática e se, contudo, chegar a fazê-lo, pagará as conseqüências, algumas vezes com a morte física e em outras com a morte civil;

— Uma Congregação para a Propaganda da Fé: que são as “usinas” de desinformação, encarregadas de tergiversar a verdade, dizê-la em meias palavras ou não dizer, que é bem mais prático. De verdade, mais destes insignificantes devem existir e pelo menos deve haver três versões. Se auto-denominam escritórios de comunicação ou de relações públicas;

— Indulgências Variadas: geralmente concedidas à velhos comunistas, golpistas, conhecidos mentirosos, aos mesquinhos infames, terroristas de todas as índoles, assassinos e ladrões que, arrependidos, queiram prestar estes serviços dentro da religião. Sempre haverá um trabalhinho para eles;

— Uma Legislação Canônica: com tribunais encarregados de castigar (leia-se bem: castigar e não sancionar) a quem quer se atreva a pôr em dúvida a versão oficial da história. Para isso haverá notáveis e importantes jornalistas, professores e advogados que se encarregarão de re-escrever a história, de maneira que a mentira se prolongue alguns 200 anos mais;

— Monges Escrivãos: são os encarregados de deformar um fato histórico, simples ao extremo, de maneira que ninguém o possa organizar e solucionar historicamente, no presente nem no futuro, e que fique a dúvida rondando na cabeça do povo. A imprensa é a principal falsificadora da história;

— Evangelizadores: são tropas encarregadas de evangelizar os não demon-cráticos, por bem ou por mal, com palavras ou a sangue e fogo. São eles os que devem escolher o modo que queiram faze-lo. Seja bombardeando uma cidade indefesa, fazendo algum fuzilamento num lixão ou canhoneando alguma destilaria;

— Um Credo: que são os Direitos do Homem, sem que nos tenham dito, por sua vez, quais são seus Deveres e Obrigações;

— Um Terço: a Constituição Nacional a qual se recitará diariamente embora todos sabem que não serve para nada e que por isso a violam sistematicamente.

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