terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Agenda Setting e a espiral do silêncio: controle das mentes e da sociedade pela imprensa.


Agenda Setting e a Espiral do Silêncio são como a "roupa nova do rei": uma falsidade a enganar os "maria-vai-com-as-outras" mas que é patente a quem "tem olhos para ver e ouvidos para ouvir."
Agenda Setting.
Por Fernando Rebouças

No estudo a respeito da influência que a mídia exerce no pensamento do cidadão, há duas teorias que investigam a respeito : A “agenda setting” e a “espiral do silêncio”. A mídia ao selecionar determinados temas a serem veiculados, por outro lado apaga os demais temas que não entraram na pauta de informação daquele dia. Um assunto que é noticiado com determinada força no ambiente macro-social acaba colocando no esquecimento outros assuntos não veiculados, mesmo sendo de grande importância para a sociedade.

O termo “agenda setting” significa pauta de fixação, uma forma de direcionar a atenção que os leitores e telespectador de uma reportagem seguirão, ou seja, a mídia aponta quais os temas serão considerados de interesse coletivo. Segundo Walter Lippmann, o conhecimento que as pessoas têm do mundo exterior é formado pela seleção midiática de símbolos presentes no mundo real, criando uma relação entre a agenda midiática e agenda pública.

A “agenda setting” segue fatores condicionados à mensagem e recepção, considerando a necessidade de orientação do público sobre determinado assunto. No quesito mensagem, a análise mais forte está nas manchetes políticas, pois a mídia aponta e interfere na formação da opinião pública a respeito da luta do poder. Neste caso a mídia utiliza como artifícios a dramatização dos acontecimentos nela noticiados, personalização do conteúdo na matéria, e a apropriação de dinâmica nos acontecimentos para acelerar o entendimento do receptor da mensagem.

Na televisão, o “agenda setting” é utilizado em notícias de interesse geral como forma de influencia na agenda pública, ocorre através de uma cobertura intensa num curto espaço de tempo. A teoria da “espiral do silêncio” foi criada por Noelle-Neuman em 1972.

A teoria da “espiral do silêncio” inicia quando há o medo do isolamento social por parte do indivíduos, fazendo o indivíduo se sentir isolado caso discorde da opinião pública dominante imposta pelos veículos de comunicação. O silêncio das opiniões minoritárias, ou colocadas como minoritárias, tende a se tornar cada vez mais isolantes à medida que a opinião geral toma mais força através da mídia.

Fontes
http://www.estudosdejornalismo.blogspot.com/

“O termo Espiral do Silêncio foi utilizado pela pesquisadora alemã Noelle-Neumann, para descrever o mecanismo psicológico em que os indivíduos tendem a seguir as opiniões dos outros, até que uma opinião se estabeleça como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões isoladas são rejeitadas por todos.
Essa Teoria defende que os indivíduos buscam a relação social através da observação da opinião geral e procuram expressar-se dentro dos parâmetros da maioria para não caírem no isolamento, MESMO NÃO ESTANDO DE ACORDO… ajuda a manter o status quo, consolidando os valores da classe dominante, formando a nossa percepção da realidade” (1)

Fomentar o preconceito social, conduz-nos à discriminação, à marginalização e em último caso à violência, quando afinal esta patologia é apoiada unicamente na aparência e na empatia.
Os preconceituosos, tal como os predadores, tentam “abater as suas vítimas” a menos que estas últimas se transfigurem como sendo membros da tribo persecutória.

Uma coisa é certa: recorrendo à teoria da “espiral do silêncio“, proposta por Elisabeth Noelle-Neumann, poder-se-ia concluir que quanto menos se trata a religião, menos relevante ela se torna (ou é percepcionada como tal). E quanto menos relevante, menos merece ser tratada.

Opinião Pública e a Espiral do Silêncio

Walter Lippmann (1922) descobriu, no seu livro «Public Opinion», que a observação dos factos e dos eventos é filtrada, inclusive moralmente, por pontos de vista selectivos, pontos de vista orientados por estereótipos ou códigos. As pessoas vêem o mundo tal como este se reflecte na «opinião pública» e as avaliações morais são canalizadas por estereótipos, ficções e símbolos carregados de emoções. As pessoas vivem, portanto, num mundo limitado por estes «preconceitos» difundidos pelos mass media, com os quais fazem face à complexidade, à grandeza e à fugacidade do mundo.
Embora trate da opinião pública, Lippmann não oferece nenhum conceito de opinião pública, limitando-se a mostrar como se transmite e como se impõe a opinião pública. O estereótipo, seja negativo ou positivo, é tão conciso e tão pouco ambíguo que possibilita a todas as pessoas saber quando devem falar e quando devem ficar caladas. Por isso, é indispensável para pôr em andamento os processos de conformidade social.

No seu livro «The Spiral of Silence», Elisabeth Noelle-Neumann (1984) apresenta uma teoria da opinião pública, elaborada a partir de um acto eleitoral (1972). Chama-se «hipótese da espiral do silêncio», que vou reformular nestes termos: Num debate público sobre determinado tema, as pessoas expressam abertamente e defendem com confiança os seus pontos de vista. As que recusam a perspectiva dominante (aquela que parece ter mais apoio explícito) sentem-se marginalizadas e, frequentemente, retiram-se e calam-se. Esta inibição faz com que a opinião que recebe apoio explícito pareça mais forte do que é realmente, e a outra, mais débil. Num processo em espiral, o ponto de vista mais visível e explicito acaba por dominar a cena pública e o outro desaparece da consciência pública, devido ao facto dos seus apoiantes ficarem silenciosos, por terem medo do isolamento. Aliás, na peugada dos estudos de Solomon Asch, Noelle-Neumann defende que o medo do isolamento é a força que põe em marcha a espiral do silêncio, mas é provável que outros programas filogenéticos contribuam para a produção desse efeito.

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