sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lula Anticristo.



Decreto presidencial tem bases de um totalitarismo comunista


Do blog da Comunidade Paz e Mel,


http://comunidadepazemel.blogspot.com/

Passadas três semanas do nefasto Decreto 7.037 de 21 de dezembro de 2009, começa-se a fazer um balanço mais abrangente do referido. Vários setores começaram a protestar, e uma retração do Governo se ensaia. Aparentemente, porém, estará longe de ser o bastante. O melhor que se faria com todo o referido decreto seria revogá-lo definitivamente. E ainda assim serviria para indicar todo o mal que o governo federal intenta.

Vamos ver o que o referido Decreto propugna:

* Aborto: "g) Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos" (não há o que comentar, é coroar um homicídio covarde);

* Manifestações públicas da fé do povo: "c) Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União" (o Estado laico, sem assumir uma religião, deve permitir ao povo manifestar sua fé, inclusive laicamente e tenderá, por natureza, a refletir a fé de seu povo – no momento em que proíbe tais manifestações, faz uma opção ilícita pelo ateísmo ou indiferentismo religioso);

* Ensino religioso nas Escolas Públicas: "d)Estabelecer o ensino da diversidade e história das religiões, inclusive as derivadas de matriz africana, na rede pública de ensino, com ênfase no reconhecimento das diferenças culturais, promoção da tolerância e na afirmação da laicidade do Estado" (novamente, o ensino religioso público deveria refletir o povo, de imensa maioria cristã; no momento em que se quer dar igualdade entre todas as religiosidades, o Estado não está sendo neutro, mas está favorecendo as religiões menores e o próprio indiferentismo religioso);

* Homossexualismo: "a)Desenvolver políticas afirmativas e de promoção de cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, favorecendo a visibilidade e o reconhecimento social; b)Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo; c)Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos; d)Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade; e)Desenvolver meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais; f)Acrescentar campo para informações sobre a identidade de gênero dos pacientes nos prontuários do sistema de saúde" (novamente a questão moral é clara, as uniões homossexuais não podem ser aceitas porque são imorais, dado que Deus criou homem e mulheres diferentes, embora com igual dignidade, e complementares, podendo a união conjugal advir apenas dessa união complementar; acerca da adoção por homossexuais, da mesma forma, as crianças não podem ser submetidas a uma família não constituída na complementariedade do masculino e do feminino; do ponto de vista social, não se trata de discriminação, ocorre que as famílias nascidas do matrimônio heterossexual merecem a proteção da legislação estatal porque é bom para o Estado que seus filhos sejam criados em tais famílias);

* Invasões de terra: "d) Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos" (para quem não está afeto às questões jurídicas, a proposta é um absurdo, pois a pessoa que invade uma propriedade, ou tem direito de nela permanecer, por ter posse justa, ou não a tem, e é o Direito que o vai determinar; de forma alguma se pode "negociar" sua saída se detém uma posse injusta – a norma fortalece grandemente os invasores de terra, notadamente o MST);

* Controle da Mídia: "a)Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas; b)Promover diálogo com o Ministério Público para proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos; c)Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos; d)Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações; Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação" (veja-se que este ponto, tomado o conceito de governo de "Direitos Humanos", é gravíssimo – uma emissora de televisão ou um jornal que dissesse que a união homossexual é má ou que o aborto é morte de um ser humano seria caracterizada como violadora dos direitos humanos e poderia ter controle editorial, a censura pura e simples, ou mesmo, no caso das rádios ou televisões, poderia ser cassada a concessão e ser fechada a rede – é a mais totalitária das medidas; televisões católicas, como a Canção Nova, a TV Aparecida e a Rede Vida, fatalmente acabariam por ser fechadas);

* Adulteração da verdade no período da ditadura: "Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado (...)Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional (...) a)Designar grupo de trabalho composto por representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça, do Ministério da Defesa e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, para elaborar, até abril de 2010, projeto de lei que institua Comissão Nacional da Verdade, composta de forma plural e suprapartidária, com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período mencionado..." (aqui, o governo tenta impor a mentira, propõe o "construir-se" de uma verdade da história, como se a verdade não existisse em si mesma, pudesse ser construída, destruída e reconstruída; na verdade, trata-se do desejo de, em que pese os erros, reais violações aos direitos humanos e ilícitos praticados pela ditadura militar, fazer parecer que os terroristas que tentavam implantar o totalitarismo comunista por meio das armas eram lutadores puros pela liberdade, quando na verdade, apenas queriam um regime ditatorial muito mais forte, o comunista, como o dos países em que eram treinados: Cuba, China, URSS...);

* Revogação da Lei da Anistia unicamente contra os militares: "Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos (...) revogação de leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações" (evidentemente que crimes foram cometidos pelos dois lados em confronto e que talvez fosse do maior interesse da nação sua apuração à época dos fatos, no entanto, veio a anistia, que é juridicamente irrevogável, a ambos os lados; não há como revogá-la agora, ainda mais unilateralmente)

* Patrocínio de mídia pró-comunismo: "c) Incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência" (somente o termo "reconstrução" da história já é uma monstruosidade; trata-se de contar a história do país com mentiras; e gastar dinheiro público com isso é anda mais inaceitável).

Nesse quadro, a gravidade do decreto é evidente. Há quem o compare ao AI-5, ou o chame de outros nomes semelhantes. De fato, é quase um programa para o estabelecimento de um Estado totalitário, sem qualquer liberdade civil. O controle governamental de mídia e do ensino sempre foram a grande sustentação dos governos totalitários, erigindo seus líderes em figuras de heróis (alguma semelhança com "O Filho do Brasil"?), garantindo assim a fraqueza de qualquer oposição, fomentando na população a idolatria do Estado e de seus líderes. Foi assim com Stalin na URSS, com Hitler na Alemanha, com Mussolini na Itália, como ainda é assim até hoje com Fidel Castro em Cuba, com Hu Jintao na China e com Kim Jong-il na Coréia do Norte.

O que aparece como mais atentatório ao cristianismo, à primeira vista, a saber, aborto, união homossexual, adoção por homossexuais, proibição de símbolos religiosos em locais públicos, favorecimento do ensino de religiões não-cristãs no ensino público, na verdade, são apenas meios de enfraquecimento da sociedade através do enfraquecimento de sua religião comum, da família, assim como da propriedade privada, como na questão do privilégio aos invasores de terra, para a preparação para o Estado totalizante. Aí as medidas mais firmes são o controle do passado pela "Comissão da Verdade", da Mídia e a perseguição de eventuais opositores. O referido decreto até pode não ser, em tese, a preparação para um golpe de Estado totalitário. Talvez nem haja como se saber disso. Porém, é inequívoco que o Decreto 7.037/2009 estabelece bases concretas para a instalação de um regime totalitário. Não há como perquirir as mentes de seus autores e saber se a intenção era a instalação de um Estado totalitário, mas é tranqüilamente possível observar que o Decreto estabelece diversos pontos que são característicos de regimes totalitários e alguns outros que, não o sendo, acabam por contrariar as origens da sociedade brasileira, de modo a enfraquecer.

Esta opinião está longe de ser isolada. No post anterior já reverberamos artigo do pensador católico Percival Puggina. Ao final do presente colocamos os links do Decreto e de outros artigos no mesmo sentido.

As reações começaram, mas são tímidas. O referido Decreto não pode ser aceito pela cristandade, pela sociedade em geral e por qualquer pessoa de boa vontade pelo seu nefasto conteúdo e tenebrosas conseqüências. Não nos deixemos enganar!

Manoel Guimarães,

Comunidade Paz e Mel.

Fontes:

planalto.gov.br

veja.abril.com.br/blog/reinaldo

midiasemmascara.org

veja.abril.com.br/blog/reinaldo

veja.abril.com.br/blog/reinaldo


Arcebispo denuncia Pacote ideológico do Governo


Dom Aldo Di Cillo Pagotto - Arcebispo da Paraíba-PB
Qua, 20 de Janeiro de 2010


O novo Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo presidente Lula (21 de dezembro p. passado), em terceira versão requentada, carece de melhor parecer jurídico, em conformidade com a Constituição Federal. O Presidente declarou que não leu o texto que assinou (sic). Confiou o texto à apreciação daquela que ele pretende eleger como sua sucessora na Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, analisou e criticou o documento, que suspeita da agricultura de mercado, hoje principal suporte do superávit comercial e da estabilidade de preços do País. O decreto reflete a ideologia marxista, inspirando a libertação do povo. Assim, desde os anos 70 apregoa os fautores da esquerda festiva.

Notemos duas mudanças anticonstitucionais no texto do tal decreto. Primeira: a desestabilização do legítimo direito de propriedade, ao fomentar invasões de propriedades pelos movimentos e organizações populares (leia-se MST, congêneres). Segunda: praticamente legitima a invasão e a tomada de propriedades, pelo exercício de mediação entre invasores e vítimas de invasão, antecedendo uma eventual decretação de reintegração de posse, por parte do juiz.

Pela Constituição invasão é crime. Pelo novo decreto, invasores adquirem status legal dos antigos proprietários. Essas propostas açodam a insegurança no campo. Não se trata de ocupar terras devolutas, mas invadir propriedades produtivas. Outra bobagem do decreto seria submeter às organizações populares decisões de plantio de variadas culturas.

A questão agrária e agrícola requer produção de qualidade e não invasão de propriedade. Por falta de incentivo, de assistência tecnológica e financeira, pequenos e médios produtores deixam de produzir. Não obstante programas interessantes como o Pronaf e outros incentivos, muitos assentamentos são pouco produtivos.

A grande aberração do documento é manipular os Direitos Humanos, transformados em panacéia de ideologia. Vejam só. O decreto estabeleceria a profissão para prostitutas. Ora, as pessoas que se tornaram vítimas da difícil “vida fácil”, por certo, gostariam de se libertar dessa triste condição vexatória. O decreto estatui a prostituição, a promiscuidade.

Porém, a pior aberração do decreto é estabelecer instrumentos de controle da imprensa, como recentemente foi censurado o jornal “O Estado de S. Paulo” ao veicular informações sobre os bens familiares do senador Sarney. O decreto retrocede ao expediente da censura à mídia quando esta contrariasse os interesses da cúpula palaciana governamental. Na verdade uma pseudo-esquerda se instalou com a pretensão de tomar o foro de cidadania no governo Lula, pensando em se eternizar no poder. Ah se a moda dos “companheiros” da Venezuela e Bolívia pegar...

Nossa esperança é que surjam reações ao decreto que o Presidente assinou e não leu. Que fique de molho e não passe de carta de intenções. A esquerda festiva vai continuar a conspurcar e a utilizar a prerrogativa dos Direitos Humanos, tentando prevalecer ao Estado democrático, de direito e de fato

O Plano da Intolerância


Arcebispo do Rio de Janeiro comenta Plano Nacional de Direitos Humanos


RIO DE JANEIRO, sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos o artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, intitulado “O Plano da Intolerância”, em que o prelado comenta sobre o "Plano Nacional de Direitos Humanos" do governo brasileiro. O texto foi enviado a ZENIT hoje.


* * *

O Plano da Intolerância


Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.

Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros. Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Sinais...

Por: D. Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju,

Há alguns temas importantes que merecem ser acompanhados por você:

1. A crise na Venezuela, que vai se alastrando. Sempre fiz críticas duras neste Blog ao Ditador da Venezuela e ao seu programa infame de instalar uma ditadura socialista naquele pobre país, fazendo dele o mesmo "paraíso" que é Cuba. A receita utilizada foi a mesma que Hitler usou e deu certo: utilizou a democracia para destruir a democracia. Como na época de Hitler o mundo se omitiu, do mesmo modo agora, a omissão é a mesma; e ainda há o apoio de governos como o brasileiro. É uma vergonha o que se está fazendo com a aquele país. Acompanhe. Só advirto para um perigo, ensinado pela história: quando um regime ditatorial está em crise, procura-se um inimigo externo como bode expiatório. Atenção: a Colômbia que se cuide, pois há uma grande probabilidade de o Ditador Chavez inventar uma guerra por algum motivo mentiroso. E o Brasil irá apoiá-lo ou ficar em cima do muro, como fez na vergonhosa questão de Honduras, criada pelo próprio Chavez...

2. Acompanhe com atenção o Decreto sobre os Direitos Humanos do Governo Lula: facilitação do aborto, promoção da retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas, promoção das reivindicações justas ou injustas dos grupos homossexuais... É o programa para destruir os traços do que resta da cultura cristã dos brasileiros... Há ainda outros pontos tortos, como a censura à imprensa, o revanchismo com os militares, o apoio à baderna do MST... Leia sobre o tema, acompanhe!

3. Vá observando o filme sobre o Presidente Lula, financiado por empresas que têm negócios com o Governo. A obra é irreal e tem como fim a propaganda política neste ano eleitoral e a criação do mito Lula, o Santo. Qualquer mito em política é danoso. Recorde que o mito Perón acabou com a Argentina, que de país mais próspero da América Latina, tornou-se o que hoje é: uma república populista e pouco séria...

4. Acompanhe também a marcha da impunidade no nosso país: todos os escândalos no nosso Legislativo deram em nada. Mas, há também um fato interessante: por que no mensalão do Governo ninguém protestou e agora, no mensalão do Governo de Brasília, os movimentos sociais (MST, CUT e companhia) protestam com tanta veemência? É interessante, muito interessante, a moral dessa gente...

5. Cristãos têm sido assassinados em dezembro e janeiro últimos por muçulmanos na Etiópia e no Paquistão. Ninguém está nem aí! No Santuário de Fátima, em Portugal, apareceram pichações muçulmanas, desrespeitando até mesmo aquele lugar tão querido dos católicos... Ninguém liga... Vá observando... São sinais, são indicadores... Infelizmente, o Ocidente continua ignorando tudo isto. Permitido é tudo que seja anticristão; proibido mesmo é o cristianismo afirmar-se ou defender-se...

http://costa_hs.blog.uol.com.br/

Vamos demolir o Cristo Redentor


Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá
Maringá, 14 de janeiro de 2010


O Presidente Lula, publicou um Decreto no dia 21 de dezembro de 2009, com o titulo: “Programa Nacional dos Direitos Humanos”. Uma das mudanças é a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, como por exemplo, os crucifixos. Isto não fere os direitos humanos, mas a liberdade religiosa de um país que nasceu sob o signo da cruz; lembrando que o Brasil foi chamado em primeiro lugar de “Terra de Santa Cruz”. O símbolo será sempre símbolo; os que acreditam, respeitam; para os que não acreditam, não é necessário se incomodar. Se essa moda pega, corremos o risco de ver o Cristo Redentor, sinal visível do Salvador, marca registrada do Rio, monumento patrimônio da humanidade, sendo demolido.

Outra mudança com a qual não podemos concordar é a despenalização do aborto. Dada a pressão, o Presidente já concordou em retirar do programa. Esta cláusula foi colocada certamente pelas mulheres que defendem o direito de decidir sobre seus corpos, considerado unicamente como objeto de prazer. Onde está a dignidade da mulher quando se deixa levar pela mentalidade do “carpe diem”; aproveite agora, não existe outro mundo melhor a não ser o do prazer? O liberalismo sexual é a causa principal do uso de drogas, da proliferação do vírus HIV etc. Queremos e defendemos a vida desde a concepção até a morte natural. A vida é sagrada, como é sagrada a Palavra de Deus, a Bíblia.

Outro objetivo do Programa é a legalização do casamento entre homossexuais. Não condenamos os homossexuais; respeitamos e acolhemos como pessoas humanas que precisam alcançar a perfeição como qualquer outro ser humano. Agora, legalizar a união entre dois seres humanos do mesmo sexo e dar-lhes direitos iguais, significa institucionalizar o pecado, deixando de lado todo e qualquer norma do evangelho. A norma das normas é a Palavra de Deus. Condenamos o pecado, mas amamos o pecador. Se enveredarmos por este lado, não existirá mais referencial nenhum para a educação e a formação da consciência. Os valores da ética e da moral nunca poderão ceder aos caprichos do ser humano.

Outro ponto que discordamos é dar aos homossexuais o direito de adoção. Por que tantas dificuldades e normas absurdas quando um casal quer adotar um filho? Por que não facilitar o direito dos casais que não podem gerar ou mesmo tendo seus filhos, queiram adotar sem passar pela interminável burocracia? O católico país “Portugal” legaliza o casamento gay e nega a adoção. O argumento para a legalização, é o fato de que se torna cada vez mais difundido a prática homossexual. Certas práticas não podem ser o único critério para legitimar as mudanças. Será que não vamos chegar a legalizar a corrupção, a droga e outras práticas tão comuns no mundo de hoje?

Este ano, teremos a oportunidade de escolher os líderes políticos para dirigir o país. Fiquemos de olho para saber quem está com quem, o que pensam e fazem hoje os homens que amanhã merecerão a nossa confiança nas urnas.

AFINAL, O ABORTO É UM DIREITO HUMANO?*




Foi recentemente assinado o decreto presidencial que instituiu o Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos no Brasil, alvo de inúmeras críticas, das quais, sem desconsiderar outras, ressalto a relacionada ao “apoio à aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre os seus corpos”.

De acordo com o Plano, trata-se de um objetivo estratégico previsto na Diretriz afeta ao combate às desigualdades estruturais.

Que efetivamente é necessária a garantia de meios para o alcance da plena cidadania das mulheres isso é indiscutível. A questão é se o caminho passa pela colisão com o que se considera o direito humano mais fundamental de todos, qual seja, o direito à vida.

Parece um terrível paradoxo, se observarmos que a via traçada consta de um plano nacional de direitos humanos.

Quando se trata de políticas relacionadas à legítima promoção da mulher, há muito a maternidade e a infância são duramente castigados, não obstante a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos estabeleça que ambas gozam do direito a cuidados e assistência especiais.

E geralmente sintetizam discussões estabelecendo posições contrárias à política abortiva como exclusivamente religiosa, quando, na verdade, ela encontra subsídio em normas jurídicas, como a nossa Constituição Federal, que, em seu artigo 5°, estabelece a inviolabilidade do direito à vida, para não mencionarmos outros dispositivos, em sintonia.

A Convenção Americana de Direitos Humanos, também conhecida como “Pacto de São José da Costa Rica”, Tratado Internacional do qual o Brasil é um de seus signatários, protege o direito à vida desde a concepção, de acordo com a leitura de seus artigos 1° (n° 2), 3° e 4° (n° 1).

Da mesma forma, o início da vida humana, desde o momento da concepção, é questão científica, como discorre, dentre tantos, o Prof. Jerôme Lejeune, conhecido como o “pai da genética moderna”, em cujo currículo consta a descoberta da causa genética da Síndrome de Down, entre outras significativas contribuições prestadas à humanidade.

Convidado pelo Senado Americano, no dia 23.04.81, disse ele: “Quando começa um ser humano? Desejo trazer a essa questão a resposta mais exata que a ciência atualmente pode fornecer (...). Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir, já não é questão de gosto ou opinião. A natureza humana do ser humano, desde a concepção até a velhice, não é uma hipótese metafísica, mas sim uma evidência experimental.”

A rigor, tecnicamente, como contraponto, nenhuma heresia jurídica seria se o Código Penal fosse alterado para que o aborto passasse a ser apenado tal qual a um homicídio, com o gravame da qualificadora que é prevista quando utilizado recurso que torne impossível a defesa da vítima.

Afinal, que defesa tem esse novo indivíduo, o mais frágil de todos, diante do contexto?

Enfim, as desigualdades biológicas fazem do homem e da mulher seres que jamais serão iguais.

Sem respeito e promoção mútua, em suas diferenças, qualquer vitória é triste. E como se a aquarela pudesse ser a mesma sem o menino que caminha, a astronave, sem pedir licença, vai mudando a nossa vida e depois nos convida a rir ou chorar...

*Luiz Antônio de Souza Silva
PROMOTOR DE JUSTIÇA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

Publicado no Jornal “A Tribuna”, Vitória-ES, 20.01.2010, p. 23
http://www.cleofas.com.br/

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