segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Exercícios Espirituais Inacianos: Quarta Etapa.



QUARTA etapa

1.JESUS RESSUSCITOU!


Vamos avançando no nosso Retiro... Entramos hoje na nossa última Etapa...

O nosso processo de conhecimento do Senhor e de identificação com Ele ficaria incompleto sem esta nova Etapa: a contemplação do Mistério de Jesus Ressuscitado.

Esta nova Etapa é a mais sublime de todas... Nela estamos chamados a viver o que Jesus já experimentou: a Ressurreição. A Ressurreição é um grito de liberdade total... Libertação total de Jesus e libertação total de todos os homens. Libertação de todo tipo de escravidão moral, social, política, e econômica... Deus faz novas todas as coisas... Faz de você uma nova criatura, um Novo Homem, apaixonado pelo Senhor Jesus e também pelo seu povo.

A Ressurreição é a vitória do amor!

De fato, a experiência da Ressurreição deve ser o Centro, o ponto culminante deste Retiro.

A Cruz não é a última palavra de Deus. A Ressurreição mostra que a Cruz é o primeiro passo para a vida:

"Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto"
(Jo 12,24)

Se a Paixão foi o "SIM" do Crucificado ao Pai, a Ressurreição foi o "SIM" do Pai ao Crucificado. É a confirmação da Pessoa, da obra e da mensagem de Jesus de Nazaré.

A Ressurreição é a realização do anúncio de Jesus de total libertação, inclusive da morte. Trata-se de uma vitória solidária. Cristo abre possibilidade para que todos nós ressuscitemos.

Jesus vem dar uma resposta ao eterno problema do pós-morte: "Eu sou a Ressurreição!"

Para Jesus o Amor tem a última palavra. Por isso tem sentido a luta, o sofrimento, o trabalho pelo Reino... tudo é transformado.

Apesar de tantos sinais de morte, a Ressurreição já se faz presente e atuante em nosso meio. Onde há serviço, compromisso com o outro, comunhão entre as pessoas, luta em favor da justiça... aí já está presente a Ressurreição.

O cristão é chamado a ser Testemunha da Ressurreição, a ser sinal de Vida.

Crer na Ressurreição significa compromisso com o Reino de Deus hoje.

Vamos rezar nestes dias sobre as "aparições" de Jesus. Elas não devem ser reduzidas a fenômenos místicos, algo de miraculoso, de extraordinário, tornando-se visível a certas pessoas. São sobretudo a manifestação da divindade na humanidade de Jesus, expressão de um "caminhar na fé", que progressivamente acolhe o Cristo como vivo, e participa da libertação que traz consigo o Ressuscitado.

De fato, Cristo não apareceu a ninguém que não tivesse fé. Segundo o ritmo das resistências e maturação da sua fé, o Ressuscitado se manifestou, mais ou menos claramente, à Madalena, às mulheres, a Pedro, aos discípulos de Emaús, aos apóstolos reunidos, a Tomé...

As aparições constituem portanto a experiência pessoal, na fé do Cristo Vivo, de não procurá-lo mais entre os mortos; experiência que é acompanhada essencialmente da libertação de tudo aquilo que poderia prender até aqui a pessoa. Libertar para uma adesão mais total ao Cristo, ao amor e à vida eterna.

Continuemos, na nossa oração, na atitude de escuta que é a de aceitação da revelação tal qual ela nos vem de Jesus Cristo. A atitude de escuta exige atenção e profundidade de oração. Peçamos a graça de viver a dimensão do Cristo ressuscitado. Isso exige grande despojamento e vivência nova na realidade da fé.

Somos chamados a olhar para a frente... Cristo aparece às mulheres e a Madalena: elas correm anunciá-lo aos outros... Cristo espera os Apóstolos na Galiléia: ele vai à frente deles...


PARA AJUDAR A REZAR:

TEMPO DE ORAÇÃO - Proponho que, nesta Etapa, você reduza um pouco seu tempo de oração. Coloque-se, nesses dias, numa atitude de celebração: busque cores e músicas alegres, faça coisas que possam fazer os outros felizes.

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Mc 16,1-11

REVISÃO DA ORAÇÃO - Quais as experiências de Ressurreição na sua vida?


2

ELE NÃO ESTÁ AQUI!


A Ressurreição é um mistério no sentido pleno da palavra. Não podemos explicá-la, apesar de crermos nela. A Ressurreição é um mistério com que devemos aprender a viver.

Se não podemos dizer o que é a Ressurreição, digamos pelo menos o que ela não é!

A Ressurreição não significa que Cristo só continua vivendo na nossa lembrança, porque mantemos vivas entre nós as suas lembranças, transmitindo-as uns aos outros, de modo que o seu nome nunca desaparecerá deste nosso mundo. Se fosse assim, Cristo estaria vivo graças a nós, quando somos nós que vivemos graças a Ele.

A Ressurreição não significa que dá para a gente viver, e até mesmo viver feliz, encarando a morte. Não há nem céu e nem inferno. Encontraremos a felicidade e a liberdade nesta terra. Aqui é o céu! Não há nenhum mistério na Ressurreição! Ora, diz S. Paulo, "se temos esperança em Cristo tão somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens"(1Cor 15,19)

A Ressurreição não consiste na simples volta de um falecido à vida terrestre, como o caso de Lázaro. Não é este o caso de Jesus. Lázaro voltou da morte à vida e tinha de morrer de novo. Cristo não voltou à vida, mas entrou numa vida nova, atravessando a morte. Ele já não tem a morte diante de si.

A Ressurreição é uma vida nova, sobre a qual a morte já não tem domínio.

Esta deve ser a causa de nossa alegria. Era isso que contagiava as pessoas na Igreja primitiva, porque os primeiros discípulos viviam uma relação pessoal com Cristo, na qual a Ele se confiavam sem reserva.

Os Apóstolos eram testemunhas da Ressurreição. Irradiando a alegria e a fé no Senhor Ressuscitado, somos verdadeiros Apóstolos, seja qual for o trabalho que fazemos.

A oração desta etapa é uma oração para pedir a alegria. Esta alegria se encontra no Cristo Ressuscitado que vive em nossos corações pela fé. É também toda a criação renovada, o Paraíso reencontrado.

Não se contempla a Ressurreição do Senhor pensando em si mesmo ou em seu proveito próprio. Nos alegramos por causa da alegria do Cristo Ressuscitado. É por causa da alegria d'Ele que somos felizes! Sua alegria é a nossa. Ele nos atrai para esta alegria.

Eis que o Cristo Ressuscitado faz ouvir o seu canto de Amor por você. Ele vem te reencontrar. Ele vem buscá-lo de novo. Ele lhe faz entrar num mundo novo. Você e Ele se tornam um só coração. É a presença do Espírito do Ressuscitado que o torna Um com Ele. É esta presença que realiza a Ressurreição: o Cristo se torna presente àqueles que lhe são unidos pelo coração.

Santo Inácio nos pede reparar no papel de Consolador que Cristo Ressuscitado desempenha, comparando-O ao modo como os amigos costumam consolar-se uns aos outros.

Uma vida nova se inicia, um novo modo de existir. Esta Presença escapa à percepção do mundo:

"O mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu Vivo e vós vivereis'
(Jo 14,19)

Em Jesus é instaurado um novo modo de ser da criatura. Pela humanidade ressuscitada de Jesus, entramos nas profundezas do Mistério de Deus. Começa para nós a vida na transformação do amor à qual a humanidade está destinada. Entra-se numa presença amorosa que não podemos manter, porque é dom...


PARA AJUDAR A REZAR:

AUTOBIOGRAFIA (SUA PARTICIPAÇÃO NA IGREJA) - A partir de hoje, fora do seu horário de oração, você vai começar a escrever a 6ª parte da sua Autobiografia. Ela pretende ser uma ajuda para sua reflexão sobre aspectos importantes de sua vida pessoal e um meio de diálogo com seu orientador espiritual.
Apresentamos a seguir alguns pontos para sua Autobiografia. Para respondê-los, leia tudo várias vezes e vá refletindo sobre cada um desses aspectos de forma muito pessoal, deixando-se guiar no que escrever por aquilo que vai surgindo sem se preocupar nem com o estilo nem com a lógica do que vai anotando. Não responda cada um dos pontos. Eles servem só como orientação. Seja espontâneo!
Procure responder em momentos em que você esteja tranqüilo e possa se concentrar no que está fazendo. Essa 6ª Parte deve estar pronta até o tema 9 (CONTINUANDO A DISCERNIR)

1. História de sua fé pessoal: O que tem ajudado você a assumir de forma pessoal sua fé: fatos, pessoas, atividades, acontecimentos, etc.? Como você cultiva sua fé? Que formação tem recebido?
2. Sua participação na Igreja: Tem sido ativa ou passiva? Em que grupo, atividades ou movimentos tem participado? De que maneira? O que você acha da atuação da Igreja no Brasil? E na sua diocese? O que mais lhe chama a atenção? Por quê? Que compromisso você está assumindo nesse contexto?
3. Seu compromisso com o mundo: Que tipo de engajamento assume diante dos grandes problemas sócio-econômico-políticos de sua cidade, região etc.? Citar fatos e dados concretos. Que reações você experimenta interiormente diante da situação dos empobrecidos e injustiçados? Isso o impulsiona a se posicionar e a assumir gestos concretos de libertação e solidariedade? Quais? Por quê?

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Mt 28,1-10

REVISÃO DA ORAÇÃO - Quais os sinais de Ressurreição que você vislumbra no mundo de hoje?


AMANHÃ:

REPETIÇÃO - JESUS RESSUSCITOU!
ELE NÃO ESTÁ AQUI!



3

AQUELE QUE ESTÁ VIVO


"Responde, pois, ó Maria: no teu caminho, o que havia?
Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado.
Os anjos da cor do sol, dobrado ao chão o lençol..."
(Seqüência da Páscoa)

Jesus Cristo, no início da sua vida pública, chamou um grupo de homens e os foi educando para viverem em comunidade. Essa comunidade se baseava na presença física de Jesus. Ele a reuniu e sustentou desde o primeiro chamado até o fim. Os Apóstolos caminharam, cresceram, ainda que sua visão estivesse fundamentada na presença física de Jesus.

Esses Apóstolos passaram pela crise da cruz. Nela lhe foi tirada a presença física de Jesus.

Essa crise, pela qual passaram os Apóstolos, foi uma graça que os convidou a aprofundarem sua fé... Também em nossa vida as crises acontecem para ajudar-nos a crescer na fé.

Depois da Ressurreição, Jesus Cristo vai reconstruindo muita coisa: reúne os Apóstolos - seus seguidores - através de encontros pessoais e vai procurando refazer a comunidade, alicerçando-a na sua Presença como Ressuscitado. Isso significa a passagem da presença física para a presença interior, total.

Jesus Cristo refaz então a comunidade que deve viver agora da fé nessa presença, por meio do Espírito que vai sustentá-la.

As mulheres, que assistiram na tarde da sexta-feira à deposição do corpo de Jesus no túmulo e que fez a provisão de óleos e perfumes, vai cedo na madrugada de domingo para lá. Vão em busca do corpo. Buscam a Jesus Cristo na dimensão de presença física... É aí que as mulheres têm a desnorteada revelação da nova realidade de Jesus.

"... Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus.
Não sabiam elas o que pensar..."
(Lc 24,3-4)

O túmulo aberto, a ausência do corpo de Jesus nada dizem ainda... Falta-lhes o aprofundamento na fé. Quando a esperança é colocada no nível dos sentidos, a cruz decepciona.

"Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?"
(Lc 24,5)

Não tem mais sentido procurá-lo no lugar onde estão os mortos. Não se pode encontrar Jesus remexendo no sepulcro.

Pedro primeiro percorreu a lenta caminhada da fé: da crise e do medo, na negação de Jesus preso e humilhado, à dúvida diante da mensagem das mulheres, à admiração e ao estupor do túmulo vazio, e o encontro com o Senhor que vive.

O que Jesus Cristo faz é dar-lhes uma perspectiva de presença interior. Jesus não está mais no passado, mas vive no presente... Então, o sepulcro vazio não diz mais nada sobre a nova realidade...

A Ressurreição de Jesus é a explosão de um amor fiel, de empenho pela liberdade, que dá uma dimensão nova ao futuro de todos os homens. A Ressurreição é o cumprimento de uma promessa de fidelidade e de amor...

Uma vida nova tem início na Ressurreição de Jesus. É o início de uma nova criação. É o início de um mundo novo no qual entramos pelo poder da sua Ressurreição. Não é um mundo novo no sentido que a primavera volta cada ano. Não é uma renovação. É verdadeiramente um mundo novo. Uma realidade desconhecida nos é dada por Cristo Ressuscitado. É neste mundo, nesta realidade que nós entramos.

Jesus Ressuscitado abriu um caminho novo para o homem que tem Esperança. Ele dá um olhar novo a quem olha o mundo e os homens sob o prisma da fé... Ele ensina sempre e em tudo que o sentido da vida é o Amor.


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Lc 24,1-11

REVISÃO DA ORAÇÃO - Como está compreendendo a graça da "alegria"?


4

EU O IREI BUSCAR


"Abri ao meu amado, mas ele já se tinha ido,
já tinha desaparecido;
Ouvindo-o falar, eu ficava fora de mim.
Procurei-o e não o encontrei;
Chamei-o, mas ele não respondeu.
Se encontrardes o meu amigo, que lhe haveis de dizer?
Dizei-lhe que estou enferma de amor".
(Cant 5,6-8)

Maria Madalena, apesar do sepulcro vazio e da presença dos anjos, pensa em tudo, menos na Ressurreição. Fica pura e simplesmente perplexa e corre para avisar os discípulos.

Pedro e João... os dois discípulos correm... João chega primeiro ao sepulcro, mas não entra; é Pedro quem entra primeiro para ver. Ambos entraram e viram, mas só João viu e creu. É o discípulo a quem Jesus amava... Não se encontra Deus senão depois de O ter há muito tempo desejado

Maria encontra o sepulcro vazio mas não entende o sinal; não percebe mais além das aparências. Continua reclusa na sua tristeza, pensando em furto do cadáver. A partir desta profunda cegueira é conduzida à fé. Maria passa do pranto à alegria, da mais profunda incompreensão à fé.

Maria já não está diante de um sepulcro vazio, mas diante de Jesus mesmo. Contudo, o coração da mulher está ainda cego, incapaz de reconhecer o Senhor. Ela é tentada a voltar à experiência que tinha de Jesus antes da sua Ressurreição. Jesus não sai do sepulcro para retomar o fio interrompido da existência terrena. Ressurgir, agora, significa subir ao Pai, não uma volta a experiência anterior. Jesus entra numa condição nova.

Maria Madalena não reconhece o Senhor pela mera visão dele. É preciso uma palavra do Senhor para que a luz se faça. Basta uma Palavra, ouvida dentro do coração. É sempre a iniciativa de Jesus que provoca o reconhecimento. Jesus a chama pelo nome: "Maria".

"O Pastor chama as ovelhas pelo nome e elas reconhecem sua voz"
(Jo 10,3)

O Ressuscitado aparece "novo" aos olhos de quem o vê e é preciso ter olhos "novos" para reconhecê-lo.

Depois de reconhecê-lo, ela é ainda incapaz de avaliar a novidade da comunhão que lhe está sendo oferecida. Maria é convidada a sair de sua tristeza, a não curvar-se sobre si, a não tentar fazer voltar o passado. Ao invés, deve abrir-se aos irmãos e compreender a necessidade de relações novas com Cristo. Aí encontrará a alegria, a paz, o dom do espírito, o perdão dos pecados.

"Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor
e contou o que ele lhe tinha falado"
(Jo 20,18)

O apelo da Ressurreição é para mais. Não podemos acomodar-nos em situação alguma, por melhor que ela seja. Quando a gente se acomoda "mata a vida". E é mais fácil acomodar-se na glória do que na dor...

A fé não é para ser vivida individualmente. É a comunidade que recebe esse dom. Mesmo os que a recebem individualmente, como Maria Madalena, são chamados a vivê-la comunitariamente.

A maneira com a qual Jesus se deixa achar pode nos desconcertar. Não O encontramos da maneira que esperávamos. É a passagem a outra realidade. É a passagem do visível ao invisível. É a entrada no mundo da fé.


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Jo 20, 1-18

REVISÃO DA ORAÇÃO - Como você experimenta a alegria e a glória como graça que vem de Jesus?


AMANHÃ:

REPETIÇÃO - AQUELE QUE ESTÁ VIVO
EU O IREI BUSCAR


5

POR QUE ESTAIS TRISTES?


Através das aparições de Jesus Ressuscitado, o Senhor nos faz entrar pouco a pouco no mundo da fé e "experimentar os verdadeiros e santíssimos efeitos de sua Ressurreição"(Santo Inácio)

Jesus que está além de tudo se manifesta pelos seus efeitos. O Deus invisível se torna visível e sensível a nós, não diretamente, mas pelos efeitos que Ele opera em nós. Reconhecemos a ação do Senhor Ressuscitado pelos efeitos de sua presença.

Hoje ficaremos com esta entrada no mundo da fé contemplando a manifestação de Jesus aos discípulos de Emaús.

Os dois deixam a comunidade porque não tinha acontecido o que eles "esperavam". Iam dizendo do seu sofrimento, como meio de encontrar alívio. Iam conversando e discorrendo: “Que se pode fazer?” Gostaram tanto de Jesus. Estão procurando encontrar a razão para os últimos acontecimentos em Jerusalém. Enquanto caminham, desolados, a conversação continua... na tristeza.

Jesus toma a liberdade de apresentar-se a eles para formá-los interiormente.

"De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?"
(Lc 24,17)

Como? Não é possível? Não estás sabendo? Acaba de acontecer. Há apenas três dias. Sexta-feira. Estamos no primeiro dia da semana. Não estás sabendo! Todo mundo deveria estar sabendo das nossas dores! Não precisamos dizê-las!

Então, os discípulos vão conversando com Jesus, sem reconhecê-lo. Jesus fica silencioso. Jesus deixa-os falar, desabafar, dizer todos os seus sentimentos. "Nós esperávamos" que Ele fosse resolver nossos problemas, quebrar os nossos galhos, porque era um homem extraordinário.

É justamente a partir destas razões de tristeza que vai fazê-los encontrar a alegria. Chama-os sem inteligência e tardos de coração, não no sentido físico mas de abertura ao Espírito. Vai-lhes explicando as Escrituras a partir da visão do Ressuscitado e começa a ser entendido. O que Jesus faz é dar-lhes uma perspectiva de presença interior.

Porém, estes dois discípulos ainda não o reconheceram. Não sabem quem Ele é. Mas vamos olhar para eles. No começo, era uma caminhada pesada. Não olhavam para o vizinho. Estavam curvados. Dificilmente tiveram uma palavra amiga para o peregrino desconhecido. Agora eles levantam a cabeça. A sua caminhada é totalmente diferente. Estão totalmente felizes, mas não estão reconhecendo ainda o Senhor que se manifesta pelos efeitos de sua presença. O primeiro efeito da presença do Senhor é a alegria: a passagem da tristeza à alegria a partir das próprias causas de tristeza.

Jesus está ao lado deles, caminha com eles, é verdadeiramente um companheiro de caminhada. Chama-os sem inteligência e tardos de coração, não no sentido físico mas de abertura ao Espírito. Vai-lhes explicando as Escrituras a partir da visão do Ressuscitado e começa a ser entendido. É convidado a entrar com eles, a sentar-se à mesa.

"... estando sentados juntos à mesa, Ele tomou o pão, deu graças, partiu e lhes serviu o pão. Então se lhes abriram os olhos e O reconheceram... mas Ele desapareceu aos seus olhos"
(Lc 24,30-32)

É muito curioso! É justamente no momento em que eles O reconhecem que desaparece. Tornou-se-lhes invisível, fazendo-os entrar com Ele no mundo do invisível. Não estão tristes... É a passagem da presença corporal para a presença espiritual.

Os dois discípulos ficaram tão entusiasmados que voltaram imediatamente à Jerusalém para anunciar aos irmãos a notícia. E, naturalmente, caminhando, pensavam no que iam dizer aos Apóstolos... Quando chegam, pensavam que eram os únicos, mas há outros que também fizeram a mesma experiência. É a experiência da verdadeira vida fraterna fundamentada sobre a fé em Jesus Cristo. É a passagem da presença espiritual à presença fraternal.


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Lc 24,13-35

REVISÃO DA ORAÇÃO - Que transformação o Cristo Ressuscitado traz à sua vida?


6

A PAZ ESTEJA CONVOSCO


As manifestações do Cristo Ressuscitado se dão inicialmente a pessoas isoladas: Maria, Pedro, João. Entretanto, Ele vai sempre enviando as pessoas à comunidade. Hoje vamos contemplar uma manifestação de Jesus Ressuscitado à comunidade. A fé é provada na pessoa de Tomé.

"A paz esteja convosco!"
(Jo 20,19)

A paz é sinal da presença de Deus. Paz interior não é ausência de dificuldade, luta ou sofrimento. A paz da consciência está em a gente se sentir bem diante de Deus e dos homens. Não é o pensar "o que dirão de mim" e sim pensar como pessoa livre, tranqüila. Isso é muito importante para as decisões pessoais.

Na presença de Cristo vivo, perceber como Ele pacifica interiormente o homem. Ele é a raiz da Paz entre os homens; tira o medo, faz voltar a alegria... Deixar que esta paz penetre fundo em você; é o Dom de Cristo, mas é um dom que se conquista. Esta paz o mundo não a pode dar. É preciso dar testemunho da presença desta paz num mundo tão atribulado.

Jesus nos pacifica diante do mistério de sua Cruz. A Ressurreição passa pela Cruz. Não se desesperar diante do sofrimento, perseguição, dificuldades... O sofrimento e a perseguição são continuação do mesmo mistério da vida-morte de Jesus.

"Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio..."
(Jo 20,21)

Depois de desejar a Paz, Jesus Cristo dá a Missão para os discípulos, a mesma Missão que o Pai lhe dera: estabelecer a Comunhão com o Pai e a fraternidade entre os homens.

Todos os fiéis são chamados pelo Batismo a participar da missão de Cristo. Dentre os fiéis, uns são chamados para a vida matrimonial, outros para a vida sacerdotal. Alguns, ainda, para serem leigos consagrados, outros para a vida religiosa. Todos são chamados a continuar a Missão de Jesus...

Somos servidores para a edificação da Igreja, Dom de Cristo Ressuscitado à humanidade. Ele se faz presente pelo seu Espírito, que estabelece um grupo de pessoas fracas e limitadas, mas que crêem no seu nome, para serem germe de Unidade, Esperança e Salvação, Comunhão de vida, caridade e verdade, enviados a toda parte, como Luz do Mundo e Sal da Terra.

Pertencemos a esta Igreja. É dentro dela que podemos ser Testemunha da Ressurreição.

Em Jesus a Missão de cada um de nós encontra sua confirmação.

"Recebei o Espírito Santo."
(Jo 20,22)

O Espírito é Dom do Ressuscitado, sem o qual não é possível realizar uma obra evangelizadora. É o Espírito quem dá força, coragem...A missão que recebemos se realiza no Espírito. A força do Espírito nos faz criaturas novas e diferentes.

"Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados..."
(Jo 20,23)

O distintivo da comunidade cristã é o perdão. Jesus só é nosso Senhor quando vivemos o perdão mútuo.

A fé passa pelo testemunho dos homens. Tomé recebe o testemunho da comunidade: "Vimos o Senhor". Entretanto, não o aceita. Coloca uma condição. O desafio é ver o sinal dos pregos e colocar o dedo na chaga!

Jesus não foge dele. Oito dias depois, Jesus se manifesta a ele e fala com ele para deixar-se tocar. É então que Tomé exclama: "Meu Senhor e meu Deus!" A fé não deve estar no que se vê e toca mas no que ultrapassa os sentidos e chega à expressão máxima de ato de fé. Trata-se de tocar o visível para atingir o invisível.


PARA AJUDAR A REZAR:

AUTOBIOGRAFIA - Lembre-se de dar um tempo fora do tempo de oração para escrever a 6ª parte da sua Autobiografia. Não deixe para o último dia. Ela deve estar terminada até o tema 9 (CONTINUANDO A DISCERNIR).

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Jo 20,19-29

REVISÃO DA ORAÇÃO - Como você vive a gratuidade na vida cotidiana?



AMANHÃ:

REPETIÇÃO - POR QUE ESTAIS TRISTES?
A PAZ ESTEJA CONVOSCO


7

SENHOR, TU SABES QUE TE AMO


Na oração de hoje, Jesus se manifesta na simplicidade de uma reunião fraternal, conversando com seus Apóstolos... Simplesmente está com os seus Apóstolos junto ao lago.

Estão reunidos junto ao lago Simão Pedro, Tomé, Natanael, os filhos de Zebedeu e dois outros discípulos. Eles vão pescar... Precisam fazer alguma coisa, visto que o Senhor não está mais entre eles...

Naquela noite, porém, Pedro e os Apóstolos passaram uma noite difícil em que não pescaram nada. Podemos imaginar muito bem as suas conversas.

Na manhã, Jesus estava na praia. Mas, os discípulos não o reconheceram. Ele esta aí e eles não o sabem. Acontece tanto na nossa vida!

A uma ordem de Jesus, lançam novamente as redes e pescam uma grande quantidade de peixes.

Esses são os fatos na sua simplicidade puramente exterior. Eis o que se vê. Porém, João, aquele que vê as coisas de uma maneira diferente dos outros, que através do visível atinge o invisível, vendo o resultado da pesca, diz: "É o Senhor!"

Pedro se atira ao mar. Excelente maneira de atingir o Senhor! O Senhor está ali... É assim que ele se manifesta. Porém, para reconhecê-lo precisa o olhar penetrante da fé. Você já descobriu a sua maneira de ir ter com o Senhor?

Jesus os espera com peixe assado e pão! Uma situação pequena e humilde, a mais humana possível. Come-se juntos. E o Senhor esta aí. Basta simplesmente estar aí.

E neste silêncio eles O reconhecem e se reconhecem mutuamente entre si. Não é um silêncio embaraçoso, é o silêncio que está além da palavra, que manifesta que há realmente reconhecimento, pois alguém não pode reconhecer o outro senão no silêncio. Depois de muitas palavras, quando alguém torna-se capaz de calar diante do outro, talvez seja o sinal de uma presença cuja profundeza não se conhecia antes.

Da mesma maneira, na oração, quando ela chega a esta profundeza de silêncio, talvez neste momento exista realmente a verdadeira presença. Não há nada para dizer, como entre duas pessoas que se amam. É só gostar, saborear, gozar da presença mútua...

Pedro é convidado a reafirmar três vezes seu amor por Cristo. E a resposta é bem mais humilde depois de ter passado pela experiência da infidelidade na Paixão...

"Tu conheces tudo, sabes que te amo!"
(Jo 21,19)

Todo aquele que responde como Pedro escuta as palavras de Jesus:

"Apascenta minhas ovelhas..."
(Jo 21,19)

Depois disso vem o “segue-me” dirigido a Pedro. Ele escutou o mesmo chamado no princípio da vida pública de Jesus. Até agora, porém, não contava senão consigo mesmo. Depois compreendeu que era atrás de Jesus que devia seguir, e não ir na frente. Compreendeu que o amor que tinha ao Senhor era um amor recebido, um amor que vinha do Alto e se derramava nele. Então ele reconheceu a fonte do Amor. Eis a verdadeira humildade.
O chamado é algo permanente e a resposta deve ser feita em um nível de maior profundidade.

Para salvar é preciso amar. Só quem ama e vive a intimidade do amor é capaz de guiar as ovelhas.

Olhemos para nossa vida comunitária, nossa Igreja. Deveríamos formar comunidades onde o Amor fosse o único bem. O apelo à conversão é sempre apelo à volta à simplicidade desta verdade: Deus criou o homem por amor, acompanha o homem por amor e o salva por amor. Custa-nos entender isso porque os critérios de Jesus Cristo são diferentes dos nossos. No Reino o Maior é aquele que serve...


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - Jo 21,1-19

REVISÃO DA ORAÇÃO - Como você responde concretamente à presença exigente e fiel do Senhor em nossa vida?


8

ESTOU SEMPRE COM VOCÊS!


“Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba com ele o nosso coração.”

A Ascensão é a última manifestação que Jesus dá d'Ele mesmo e que assegura aos Apóstolos que está sentado no céu. Não um Deus chegou a Deus, mas um homem, Jesus, chegou em Deus. A humanidade de Jesus agora é gloriosa.

Neste corpo glorificado do Senhor que sobe aos Céus, podemos admirar os três modos de presença de Jesus Cristo.

- O primeiro modo é a presença histórica, quando Jesus caminhava entre nós, sobre a nossa terra. Este modo de presença não mais existe.

- No segundo modo, ele aparece neste mesmo corpo, mas um corpo glorioso, ressuscitado, liberto dos limites do primeiro modo de presença.

- Porém, há um terceiro modo do Corpo de Cristo que é o Corpo de Cristo na Eucaristia. É a presença sacramental, é a presença eucarística do Corpo do Senhor que passou pela morte e que agora é glorificado. Este Corpo nos é dado no Pão e no Vinho, para nos comunicar a graça da Ascensão, isto é, a graça de passar através das realidades deste mundo sem nos deixar escravizar por elas, conservando-nos espiritualmente livres.

Pela Ascensão, Jesus continua purificando os Apóstolos, que ainda esperam a restauração do reino de Israel. Jesus, com uma paciência extraordinária, continua a purificar a esperança de Israel.

"Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder"
(At 1,7)

Vivemos um tempo de espera. Jesus é presença na esperança. O Senhor está presente no meio de nós até a consumação dos séculos. É a esperança que nos purifica, nos santifica, nos transforma. Os sacramentos despertam e nutrem a nossa esperança.

É o tempo da Igreja, o tempo e o espaço do Cristo glorioso. Na Igreja já se vive a Ressurreição!

A Ascensão nos confere a graça da Missão. Todos seremos chamados a testemunhar no poder do Espírito.

"Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria até os confins do mundo"
(At 1,8)

É no poder do Espírito que os Apóstolos poderão testemunhar o Cristo Ressuscitado que subiu ao Céu. Da mesma maneira a Igreja, cada um de nós, só poderemos ser testemunhas do Cristo Ressuscitado na força do Espírito.

"Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o Céu? Este Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu, voltará do mesmo modo que o vistes subir para o Céu"
(At 1,11)

Então, eles voltaram para Jerusalém... Não se trata de ficar olhando para o alto, mas de trabalhar na força do Espírito... É tempo de olhar para o mundo e descobrir nas pessoas a presença do Ressuscitado... A nossa missão não é fuga da realidade, mas nos faz viver na esperança na realidade de cada dia... É a vida concreta que pede nosso olhar, nosso agir... O mundo está cheio da presença e do amor de Deus! Ele caminha conosco!

Estamos chegando ao final do nosso Retiro! Vamos, nos próximos dias, seguir a ordem de Jesus para os Apóstolos, ordenando-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa do Pai: o Espírito Santo. Nesta espera de fé há uma presença especial: a de Maria, Mãe de Jesus.


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, dá-me a graça de alegrar-me intensamente com a alegria e a glória da Tua Ressurreição.

PALAVRA DE DEUS - At 1,1-12

REVISÃO DA ORAÇÃO - No clima consolador desta etapa, como está se confirmando sua opção vocacional?


AMANHÃ:

AUTOBIOGRAFIA - Continue com sua Autobiografia. Se não acabou de escrevê-la, amanhã é o último dia.

REPETIÇÃO - SENHOR, TU SABES QUE TE AMO
ESTOU SEMPRE COM VOCÊS!


9

CONTINUANDO A DISCERNIR


Algumas sugestões para continuar o processo de amadurecimento humano e discernimento que confirme a sua opção vocacional:

1. Empenhar-se seriamente para continuar crescendo na sua maturidade humana e vocacional:
- aceitar-se a si mesmo, a própria história, integrando-a;
- responsabilidade nos compromissos assumidos: autenticidade e franqueza;
- capacidade de tomar decisões e constância em assumi-las;
- atitudes serenas e críticas diante da realidade, sem demasiado envolvimento emocional que altera uma visão objetiva das pessoas e dos acontecimentos;
- uma suficiente liberdade diante da família (saber viver longe dela sem saudade excessiva), dos amigos, do trabalho, das maneiras de vida do mundo (diversões, festas, roupas, conforto...)
- favorecer o desabrochar de uma afetividade sã: amizades, compromissos, trato simples e pessoal, aceitar os outros...
- desejo real de vida austera, de renúncia de muitas coisas, de vida solidária com os mais pobres;
- procurar canalizar as energias sexuais e agressivas, tendo delas uma visão sadia e positiva;
- passar de uma vocação "emotiva" para uma vocação "engajada", onde você esteja comprometido;
- se você tem vocação para a vida sacerdotal, religiosa ou de leigo consagrado, perceber se existe uma afinidade com o carisma da Congregação, do Instituto secular, do Seminário. Os elementos básicos devem ser conhecidos antes de entrar.
- verificar se possui os recursos humanos suficientes para os futuros empenhos de vocações concretas (estudos, aptidões, saúde, liberdade criativa...)

2. Descobrir e viver cada vez mais, o Evangelho de Cristo e afeiçoar-se profundamente à pessoa do Senhor. Isso supõe que se interiorize, com constância, a Palavra e se viva a Eucaristia (fazer-se Dom).

3. Todo desejo de crescimento autêntico na linha da vocação exige um encaminhamento sincero e autêntico na vivência cristã:
- uma vivência-testemunho da Vocação Fundamental;
- assumir com generosidade o ser cristão;
- mostrar a sua conversão pelo testemunho de vida;
- necessidade de coerência de acordo com a nova visão de vida e vocação;
- esforço para superar as dificuldades;
- assumir o dia-a-dia dentro de um compromisso concreto, pois toda vocação se descobre, se confirma e se constrói dentro da vida real e das exigências diárias, no cumprimento fiel e constante do dever-missão: estudo, trabalho, engajamento...
- desejo e vivência real do "Magis": mais oração, mais disponibilidade, mais firmeza na auto-disciplina, no engajamento, na criatividade, maior compromisso com a Igreja e com o Mundo.

4. Cuidar para que desabroche uma liberdade de opção cada vez maior:
- procurando ser você mesmo, livre de pressões externas (família, amizades, influências) e internas (fugas, compensações, auto-realização...)
- procurar ter uma suficiente clareza, segurança e alegria interior face à decisão vocacional que tomou (ou que deve ser tomada) e ter a força para superar as dificuldades que encontra na sua realização (na família, no trabalho, no âmbito da afetividade e sexualidade, do conforto...)

5. Facilitar o processo de discernimento vocacional com o auxílio de um orientador:
- participar de grupos vocacionais
- abrir-se "plena e profundamente" com o Orientador. Quanto mais plena, mais se acerta...

6. Assumir uma tarefa apostólica dentro da Comunidade Eclesial partilhando com os outros:
- o tempo, os dons, o saber, a criatividade, a corresponsabilidade... cada um segundo puder;
- capacidade de se inserir e viver numa comunidade e trabalhar em equipe;
- disponibilidade para as exigências do grupo, da comunidade eclesial, dos movimentos...
- capacidade de estar atento aos múltiplos apelos de Deus, da Igreja, do Mundo;
- ter um amor preferencial pelos pobres, uma necessidade de servi-los, de lutar por eles, de solidarizar-se por uma vida mais simples, austera, comprometida.


PARA AJUDAR A REZAR:

EXAME DE CONSCIÊNCIA - Certamente, já quase no final da sua experiência, você se acha carregado de uma bagagem de vida espiritual. É necessário continuar atento à vida, a capacidade de discernir a presença do Senhor naquilo que você vive. O Exame de Consciência é um dos elementos espirituais que mais lhe poderá ajudar a envolver-se plenamente no mistério pascal do Senhor Jesus. Não deixe de fazê-lo!

GRAÇA - Senhor, que eu me deixe conduzir pelo vosso Espírito!

PALAVRA DE DEUS - At 1,12-14

REVISÃO DA ORAÇÃO - Quais foram os apelos de Deus na sua oração?


10

QUE PROJETO DE VIDA QUERO CONSTRUIR?


“Celebro a alegria de viver!
Conto meus anos não pelo tempo mas pelo espaço que faço em meu coração.
Não pelo número de troféus de minhas conquistas mas pelo gosto de aventura de minhas buscas.
Não pelas vezes que cheguei mas pelas vezes que tive coragem de partir.
Não pelos frutos que colhi mas pelo terreno que preparei e as sementes que lancei.
Não pela quantidade dos que me amam mas pela medida de meu coração, capaz de amar a todos.
Não pelas desilusões que tive mas pela esperança que infundi”.

Fizemos juntos uma significativa caminhada: buscamos, através da oração, uma intimidade com Deus, um maior conhecimento de nós mesmos, dos outros, da realidade que nos cerca...

Sabemos que a oração é uma escola onde se aprende a viver o presente, o “aqui e agora”. Ela é, ao mesmo tempo, o lugar onde se realiza a “re-leitura” da própria vida e da realidade, a partir do “olhar divino”.

A ajuda que a oração presta à vida passa pela lenta transformação da pessoa, que não se isola da realidade histórica mas que se compromete com ela, a partir de dentro.

Nesse sentido, a oração não é um enfeite da vida ou um luxo intelectual. Ela compromete, questiona, exige mudanças... O Encontro com Deus nos faz “diferentes”... nos lança para o Encontro com os outros e com o mundo.

Portanto, depois de ter analisado as luzes e inspirações recebidas do Senhor, as aptidões que lhe deu, as inclinações profundas e superiores de seu ser... é chegado o Momento de dar um passo a mais: a elaboração de um Projeto de Vida pessoal como um meio para concretizar a sua opção vocacional.

A medida que contemplamos a Vida de Jesus percebemos em que direção nos sentimos movidos por Deus, e nesta direção realizar, então nosso Projeto, em vista de um maior serviço.

Quem está em estado de crescimento espiritual está continuamente em “estado de decisão”, de opção...

Deus vai exigindo progressivamente à medida da resposta e da generosidade da pessoa.

A capacidade de optar faz do ser humano um peregrino, uma pessoa sempre em mudança, uma pessoa para a qual a vida é um caminho aberto em contínua busca, humilde e paciente, da Vontade de Deus.

O termo Projeto, projetar-se quer dizer jogar-se mais para frente, para além de si; implica, pois, uma superação de si mesmo ou seja, capacidade de tender para algo que está além da pessoa e que a realiza plenamente; algo que está além daquilo que a pessoa já sabe, já conhece...; algo que atrai fortemente o indivíduo, um ideal a ser amado, uma missão a cumprir; uma força que rompe os limites estreitos da pessoa...

Fazer um Projeto exige certo grau de liberdade interior. Liberdade de projetar-se para uma realidade nova. Liberdade arriscada de exigir algo mais de si mesmo. Liberdade corajosa de pensar, sentir e agir de maneira inédita, renovada...

O Projeto de Vida deve se articular em torno dos seguintes componentes:
- um senso de identidade pessoal (quem sou eu?)
- os caminhos novos que se abrem, que preparam o futuro, que coloca você em situação de iniciativa e criatividade.
- uma série de valores, convicções, crenças...
- uma união a Cristo servidor, com desejos de tornar-se com Ele mais humilde, disposto para viver o seu Evangelho.
- um modo de ser e agir que revelam a qualidade e as prioridades de sua vida.
- a consciência de pertencer a um grupo, como ponto de referência para se compartilhar a vida.

No Exercício de amanhã você rezará e elaborará o seu Projeto de Vida.


PARA AJUDAR A REZAR:

ORAÇÃO PESSOAL - É bom começar a abrir espaço e dedicar tempo para pensar seriamente sobre o que vai fazer para manter-se em contato com Deus, o seu Senhor, depois que tenha terminado os Exercícios. Continuará dedicando um tempo à oração pessoal? Com que freqüência na semana? Qual seu tempo de duração? Tenha em mente que tudo aquilo que você faz tem grande significado não somente para você, mas também para aqueles que Deus lhe deu para amar e para você ser amado por eles, e ainda mais para sua família, sua comunidade e sua Igreja.

GRAÇA - Senhor, que eu me deixe conduzir pelo vosso Espírito.

PALAVRA DE DEUS - Fl 3,4-16

REVISÃO DA ORAÇÃO - Como você se sente diante do seu futuro?


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MEU PROJETO DE VIDA


No processo dos Exercícios, a oração ajudou à Eleição, onde você fez sua opção vocacional. Ainda na oração, sua Eleição foi sendo confirmada. Agora, a oração desemboca na elaboração e realização de um Projeto de Vida que dê consistência e continuidade à sua opção vocacional.

Isso significa recuperar a capacidade de dar à própria opção um sentido mais coerente, mais consciente, mais autêntico, mais aberto... que se revela nas atitudes e condutas pessoais.

Esse Projeto de Vida é a coluna vertebral da existência; é o fio condutor que perpassa todas as dimensões da pessoa (corpo, mente, afetividade, relações, compromissos...)

Uma pessoa sem Projeto é um ser alienado, disperso, desinteressado, distraído, manipulável, instalado...

É alguém que não faz opções talvez porque lhe assusta exercer sua liberdade.

É alguém irresponsável, que não tem resposta adequada aos desafios históricos aos quais se vê submetido.

A pessoa que sabe quem é e decide o que quer ser, realiza essa decisão ao formular um Projeto de Vida.


PASSOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DE VIDA:

1. Procure um lugar tranqüilo, coloque-se na presença de Deus e tenha consciência e fé de que o Senhor está com você, envolvendo-o com seu Amor e o iluminando-o com sua Luz. pacificando-o interiormente.

2. Veja a si mesmo diante de Deus, dos Anjos e dos Santos, que esperam tudo de você, que confiam em que saberá concretizar o que sente ser a Vontade de Deus. Eles estão “torcendo” por você.

3. Peça a graça: “Dá-me, Senhor, o dom do discernimento, para que eu faça o que Tu queres!”

4. Lendo o caderno do Retiro (idéias, sentimentos, frases ou palavras mais repetidas...) e recordando o que mais o impressionou nesta experiência, responda por escrito, sem se alongar demais, à pergunta: sobre que valores, atitudes e comportamentos você vai fundamentar sua vida e caminhar de hoje em diante?

5. Dos aspectos mais importantes de sua vida (personalidade, família, estudos, colégio, trabalho, amizades, namoro, os pobres, a comunidade eclesial, Deus...), escolha um a três que você acha que precisa melhorar mais, mudar ou aprofundar.

6. Responda mentalmente a duas perguntas sobre o aspecto escolhido:
- o que tem de deixar de fazer já?
- o que tem que começar a fazer já?

7. Escreva em forma de propósitos as respostas às duas perguntas anteriores.
Os propósitos devem ter três características:
- ser radicais: que possam ir à raiz daquilo que você considera mais importante e proveitoso para sua vida.
- ser concretos: não ficar em coisas vagas, mas em ações concretas e precisas;
- ser poucos: “quem muito abarca, pouco aperta”; dê-se por satisfeito com um, dois ou três propósitos assumidos.

8. Dos meios anteriormente mencionados (Ver tema 9 - CONTINUANDO A DISCERNIR) escolha os que considere que melhor ajudarão a realizar seu Projeto de Vida.

9. Como conclusão, e num clima de confiança, ofereça ao Senhor seu Projeto de Vida. Peça que se digne recebê-lo e confirmá-lo.

10. Verifique o que você está sentindo ou vivendo no mais íntimo do seu ser. Se você sente, frente ao Compromisso: paz, alegria, claridade... isso será sinal de que você realizou bem o seu Projeto. Ao contrário, se você se sente confuso, inquieto, triste... isto indica que algo não está bem e que você precisa revisar o processo e voltar a elaborar o seu Projeto.

11. Procure agora o seu orientador para uma avaliação global do que você viveu e decidiu com relação ao seu Projeto de Vida.


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CONTEMPLAÇÃO PARA ALCANÇAR O AMOR (I)


"Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim;
a minha vida presente eu a vivo na fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim"
(Gl 2,20)

Estamos chegando ao fim da 4ª Etapa e também dos Exercícios Espirituais. É preciso fazer um apanhado de tudo, uma pequena síntese, para viver, no dia-a-dia, a grande aventura da fé.

Propomos rezar no dia de hoje a "Contemplação para alcançar o Amor". A intenção de Santo Inácio é que nos tornemos "contemplativos na ação", encontrando Deus em todas as coisas.

Deus o ama, mas como você pode amar a Deus? Como resposta a esta questão é que Inácio propõe a Contemplação para alcançar o Amor. Alcança-se o Amor, pede-se o Amor...

Santo Inácio de Loyola diz que, antes de entrar em oração, convém notar duas coisas:
- o Amor consiste mais em obras do que em palavras;
- o Amor é comunicação mútua, isto é, que aquele que ama dê e partilhe com o amado o que tem ou pode, e igualmente, por sua vez, o amado com o que ama.

O Amor é dom e comunicação. Nós o desejamos, mas ele não se realiza senão em Deus. Por isso, você é convidado nesta Contemplação, a pedi-lo.


PASSOS PARA A ORAÇÃO:

1. Considere-se diante de Deus nosso Senhor, dos Anjos e dos Santos que intercedem por você.

2. Peça a graça: "Senhor, dá-me o conhecimento íntimo de tantos benefícios que recebi de Ti, para que eu, reconhecendo-os inteiramente, possa em tudo Te amar e servir".

3. Trazer à memória, novamente, todos os benefícios que já recebeu: a Criação, a Salvação, seus dons particulares, ponderando com muito afeto quanto Deus fez por você, quanto lhe deu daquilo que tem, e consequentemente como este mesmo Senhor deseja dar-se a si mesmo, quanto dele depender, conforme a sua vontade.

Como você é alcançado pelo amor de Deus no dom da vida, caminhos, quedas e conversões, história; os outros na sua vida: amizades, amores, vocação, apelo a participar do "sonho" de Deus. Tudo é dom do Senhor para você.

E em seguida, refletindo consigo mesmo, considere como é justo que você se ofereça e dê à Deus todos os seus bens e a você mesmo com eles, como quem oferece um presente, com toda afeição.

Terminar agradecendo a Deus por tudo e se oferecendo, repetindo a oração de Santo Inácio:

“Tomai, Senhor, e recebei,
Toda minha liberdade e a minha memória também.
O meu entendimento e toda a minha vontade
Tudo o que tenho e possuo, Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo.
Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade.
Dai-me somente o vosso amor, vossa graça.
Isto me basta, nada mais quero pedir”.

4. Contemple agora como Deus se faz inteiramente presente no dom de amor: na criação, nas pessoas, nas plantas, nos animais, em você mesmo, dando-lhe a existência, a vida, a sensibilidade e a inteligência: e tendo-lhe criado à imagem e semelhança d'Ele, fez de você um templo seu.

Em seguida, pense como deve fazer-se presente à Ele, colocando a sua pessoa diante d'Ele.

Termine agradecendo a Deus por tudo e renovando a oferta de si mesmo, rezando a oração de Santo Inácio.

5. Por fim o Colóquio e um Pai-Nosso

6. Revisão da Oração - Que sentimentos mais ocuparam a sua oração?



13

CONTEMPLAÇÃO PARA ALCANÇAR O AMOR (II)


"Tudo é vosso! Mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus!"
(1Cor 3,22-23)

Continuamos hoje mergulhando-nos na realidade que é o Amor e aprendendo concretamente no aqui e agora de nossa vida a servir e amar a Deus em todas as coisas. Nós não nos apossamos desse Amor nem o despertamos em nós mesmos. Rezamos para recebê-lo, esse Amor que "desce do céu" e penetra em nosso coração. Rezamos para reconhecê-lo nas circunstâncias do dia-a-dia de nossas vidas.

Ser contemplativo na ação é encontrar a Deus em todas as coisas, ser capaz de reconhecer o Amor que nos circunda, o Amor em que estamos imersos, o Amor do qual tudo procede e para o qual tudo retorna.

Ser contemplativo na ação significa que devemos encontrar a Deus na ação, no trabalho, no estudo, no trato com as pessoas, como o encontramos na oração. Tudo manifesta a presença de Deus. E já que Deus pode ser encontrado em todas as coisas, qualquer coisa se torna importante. Em todas as coisas respira-se Deus.

PASSOS PARA A ORAÇÃO:

1. Considere-se diante de Deus nosso Senhor, dos Anjos e dos Santos que intercedem por você.

2. Peça a graça: "Senhor, dá-me o conhecimento íntimo de tantos benefícios que recebi de Ti, para que eu, reconhecendo-os inteiramente, possa em tudo Te amar e servir".

3. Contemple como Deus age e trabalha nos dons de amor, fazendo-se presente pela graça que é colocada em todas as coisas criadas sobre a terra, e em você mesmo. E isso nos céus, nas plantas, nos frutos, nos animais, etc., dando-lhes e conservando-lhes o ser.

Em seguida, reflita consigo mesmo, pensando em como deve responder, agindo no aperfeiçoamento da criação, dos outros e de você mesmo, trabalhando para o serviço de Deus e dos homens na Igreja, na nova criação, para sua maior glória.

Termine agradecendo a Deus por tudo e oferecendo-se a si mesmo, rezando a oração de Santo Inácio.

“Tomai, Senhor, e recebei,
Toda minha liberdade e a minha memória também.
O meu entendimento e toda a minha vontade
Tudo o que tenho e possuo, Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo.
Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade.
Dai-me somente o vosso amor, vossa graça.
Isto me basta, nada mais quero pedir”.

4. Contemple como todos os bens e todos os dons vêm de Deus: a justiça, a bondade, a piedade, a misericórdia, etc., assim como os raios derivam do Sol e as águas, de sua fonte, etc. Deus é o Dom. Ele se dá até chegar ao ponto de fazer-se fonte de vida para todos.

Termine depois refletindo que é a partir desta realidade que você pode retornar a Deus, em tudo experimentando a sua presença, devendo ficar disponível para acolher a vontade de Deus que só quer o seu bem.

Agradeça a Deus por tudo e ofereça-se a si mesmo, rezando a oração de Santo Inácio.

5. Por fim o Colóquio e um Pai-Nosso

6. Revisão da Oração - Que sentimentos mais ocuparam a sua oração?


14

UM CORAÇÃO NOVO


"Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo..."
(Ez 36,36)

Jesus Cristo falou muitas vezes do Espírito Santo. Prometeu enviar o Espírito Consolador, aquele que ia dar a verdadeira compreensão de tudo o que Ele tinha dito e realizado.

É a esse Espírito que vamos dirigir-nos neste último dia do nosso Retiro. O Espírito age hoje! O Pai cria, através do sopro do Espírito, toda a vida. Ele movimenta tudo, recria, dá um coração novo. O Espírito quer realizar em nós sua obra. De nossa parte é necessário continuar aprofundando na escuta, atenção e acolhida do dom de Deus.

O Espírito Santo é a plenitude de tudo quanto Deus tem que dar. Ele santifica, fortifica, consola. Aquece quando estamos frios. Ele ajuda, cura. Torna flexível o que é rígido, purifica, ilumina na escuridão. Ele é fogo, tempestade, luz e orvalho. Ele é sopro, o dedo de Deus... Renova continuamente a face da terra.

O nosso Retiro terminou! E agora?

Você chegou ao último dia deste Retiro que um dia começou. Convido-o a olhar para trás por alguns instantes. Lembre-se como começou a fazer este Retiro: seus entusiasmos, suas crises e dificuldades, seus êxitos e inquietações de ir em frente, sua inconstância e preguiça.

Bem, apesar de tudo, aqui continua você. Estou certo de que se você chegou até aqui é porque, dentro do seu coração, ecoaram vozes e sentimentos que vinham de Deus.

Este Retiro que você acaba de fazer lhe proporcionou um encontro em maior profundidade com Jesus. Este encontro deve ter deixado marcas em seu coração, em sua vida.

Encontrar uma pessoa nunca nos deixa indiferentes: alguma coisa acontece em nós... no outro... Desencadeia-se um processo.

Contemplar a Jesus... ouvi-Lo... conhecê-Lo melhor... faz com que cresça nosso amor por Ele e desperta em nós o desejo de sermos um pouco mais como Ele.

O encontro sério com Jesus provoca em nós mudança, conversão.

Espero que seja algo assim que você esteja sentindo?

Creio que é motivo de alegria e motivo de agradecimento a Deus, que o conduziu pelo Caminho da Verdade e da Vida.

A experiência do Retiro é como uma semente que foi depositada na terra e que deverá crescer. Esta experiência proporcionou a você: discernir a sua opção vocacional; perceber em que deve melhorar, mudar algo em sua vida; tomar consciência das dificuldades que possivelmente surgirão.

Cuidado agora! Não desanime! Será pelos frutos que se poderá julgar dos benefícios recebidos.

O importante é você estar disposto a mudar, a dar novo rumo à sua vida, a tocar para a frente, seguindo aquilo que você optou, entendeu e percebeu. A tendência para o mais e a disponibilidade parecem ser as características fundamentais de quem optou por uma vocação. Por isso, na sua vida você deve cultivar estas características. Fazendo isto você estará colocando a sua pedra na construção do Mundo novo, coisa que ninguém pode fazer por você. Quem sabe outros farão o mesmo depois? O exemplo contagia...

Peça ao Senhor a graça de aceitar e confirmar a sua opção vocacional e de ajudá-lo a realizar o seu Projeto de Vida no seu dia-a-dia.

A Palavra de Deus permanece para sempre!


PARA AJUDAR A REZAR:

GRAÇA - Senhor, que eu me deixe conduzir pelo vosso Espírito.

PALAVRA DE DEUS - At 2,1-13

REVISÃO FINAL - Onde mais sentiu o Senhor agindo em você neste Retiro?

- Continuará a fazer oração diária? revisão escrita? orientação?

- Pretende continuar com o exame de consciência, como verificador da sua opção vocacional, base do seu Projeto de Vida?

- Como você está se sentindo agora, ao terminar o Retiro? Por quê?

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