sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Novena: S. Paulo da Cruz - dia 19 de outubro (cortesia dos padres passionistas).


Novena em homenagem a São Paulo da Cruz
Fundador
dos religiosos Passionistas
Clemente Sobrado – Passionista

A memória é a faculdade que devolve a vida ao passado para que não se morra. Além disso, a memória faz do passado semente do presente e do futuro. Por isso mesmo, o centro do culto cristão é a celebração da memória do Mistério Pascal de Jesus, fundamento de toda nossa fé.

E a oração e a meditação são uns dos meios mais eficazes para manter viva essa memória de nosso passado. Ao orar e ao meditar fazemos presente nas nossas vidas a grata recordação da Cruz e do Crucificado. E ao mesmo tempo, fazemos memória dos que, ao longo da história viveram em profundidade esse mistério de vida e de amor.

Recordar e celebrar, em nossa oração, a São Paulo da Cruz é recordar a um dos santos que teve precisamente como missão em sua vida, acordar e manter viva essa memória do Crucificado Ressuscitado na Igreja. Para ele, esquecer esse ponto central de nossa fé, significava o esquecimento essencial do cristão. Por outra parte, orar meditando e recordando o acontecimento da Paixão e Morte de Jesus, era para ele, o melhor caminho para chegar à experiência de Deus e por tanto, o melhor caminho para a santidade cristã.

Esta breve Novena em Homenagem de São Paulo da Cruz, fundador dos religiosos e religiosas passionistas, pretende manter viva sua memória, não como a recordação de um passado diferente, mas como uma maneira de animar e dar vida ao nosso presente. Nela recolhemos uma serie de rasgos que cremos eram os que definiam sua vida, e que, pelo demais, têm de ser também os que definam a vida de todo batizado.

Ao fazer esta Novena é preciso ter como horizonte de nossa experiência espiritual duas realidades. Por uma parte, o Mistério Pascual de Jesus, e por outra, o mistério da Igreja.

Que São Paulo da Cruz nos guie a todos pelo caminho da Cruz que é o caminho da revelação do amor do Pai ao mundo. “Tanto amou Deus ao mundo que entregou a seu Filho único”.

Clemente Sobrado C.P.

Oração para todos os dias

Jesus Crucificado: Tu que elegeste a São Paulo da Cruz para que fosse o apóstolo da Cruz, e acordasse em tua Igreja a memória e a grata recordação de tua Paixão e Morte, te pedimos que, por sua intercessão:

- Ilumines nossas mentes para que descubramos a força e a sabedoria de tua Cruz,
- acendas em nossos corações a chama do amor do Pai que nos revelas a partir da Cruz,
- fortaleças nossas vontades para que sejamos fiéis às exigências de nosso Batismo,
- e nos faças testemunhas vivas de tua Paixão e Morte diante dos homens.

Senhor, sabemos que também hoje somos propensos a esquecer teu amor crucificado. Sabemos que facilmente nos esquecemos de tua Cruz e até lhe temos medo e nos assusta.

Senhor, ensina-nos a ver tua Cruz mais do que como um signo da dor e do sofrimento, como a manifestação e revelação do amor com que o Pai amou a todo homem. «Tanto amou Deus ao mundo que entregou a seu Filho único».

Senhor, faz-nos experimentar esse amor, sentir-nos amados e convidados a te amar também como Tu nos amaste. E a amar a nossos irmãos como os amaste e os segues amando.

Pedimos-te, por meio de São Paulo da Cruz, apóstolo e apaixonado de tua Paixão a tu que vives na unidade do Pai e do Espírito Santo. Amém.


Dia primeiro: O impacto de Deus

1. Todos vivemos a convicção de que cremos em Deus. «Creio em Deus Pai», confessamos no Credo. Em que Deus cremos para valer? Qual é o Deus de nossa fé? Como chegamos a essa fé em Deus?

Abrão se sente pessoalmente chamado por Deus. Moisés começa sua história de fé num encontro pessoal com Deus que se lhe revela na sarça ardente no monte. O apóstolo Paulo se encontra com Jesus a caminho de Damasco. São experiências de uma fé que começa por uma experiência pessoal mais do que por um conhecimento de referências. Experiências pessoais que marcam suas vidas.

Não se trata de conhecer a Deus por meio das idéias, do que nos dizem e contam sobre Ele, mas é um conhecer a Deus a partir da experiência pessoal. Por tanto, o encontro com Alguém que é capaz de marcar e direcionar nossas vidas de um modo definitivo.

Os mesmos Apóstolos, que tinham vivido durante três anos caminhando ao lado de Jesus, tiveram de fazer a experiência da Cruz e a experiência nova e inédita do Ressuscitado. Também eles ficaram marcados por essa experiência até o ponto que é a partir da experiência da páscoa que eles podem reler agora as palavras e os gestos de Jesus estando com eles.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. Corria o ano de 1713. Paulo Francisco Danei tem 19 anos. Num dia escuta uma palestra familiar de um sacerdote. Sua mente se ilumina e seu coração se transforma. Deus se revela e se manifesta na profundeza do seu ser. O Deus no que já acreditava é agora o Deus que se faz Deus-experiência vital. É o Deus do encontro. Deus que deixa de ser uma idéia para converter-se num Deus vida, um Deus força. Paulo Francisco se sente como inundado da presença de Deus. Sente-se tocado por Deus. Desde esse momento, sua vida fica atraída pela divindade. Sente que Deus o absorveu. E dentro dele sente o abismo de Deus. A partir daí Deus o é todo em sua vida. Em diante Paulo viverá a experiência de Deus como o TODO, e a experiência de si mesmo como o NADA.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. A fé é algo mais do que ter notícias de Deus. A fé é muito mais do que saber coisas de Deus. É experimentar e sentir a Deus como centro de nossas vidas. A fé é muito mais do que uma atitude mental. É uma relação pessoal na que todo nosso ser, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossos comportamentos ficam comprometidos. Ter fé é sentir que Deus o é todo em nós. E que toda nossa vida gira, a partir de então, ao redor desta experiência.

A fé, como experiência pessoal de encontro com Alguém, é a luz que todo o ilumina, a luz que marca nossos caminhos e condiciona nossas decisões.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto bíblico

«Mas o que era para mim ganho, tenho-o julgado uma perda por causa de Cristo. E, mas ainda, julgo que todo é perda ante a sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas, e as tenho por lixo para ganhar a Cristo, e ser achado nele, não com a minha justiça, que vem da lei, senão a que vem pela fé de Cristo, a justiça que vem de Deus, apoiada na fé, e conhecer-lhe a ele, o poder de sua ressurreição e a comunhão em suas padecimentos até fazer-me semelhante a ele em sua morte...». (Flp 3 7-11).

Oração comunitária

Oremos, irmãos, a Deus, por intercessão de Jesus o revelador do rosto do Pai e de São Paulo da Cruz, para que também hoje queira revelar-se em nossas vidas:

Oremos pela Igreja: para que, mediante a santidade de seus filhos, seja testemunha viva da presencia de Deus entre nós,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os batizados: para que avivemos em nós a graça do Batismo que nos fez filhos de Deus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos pelas famílias cristãs: para que, na experiência diária da fé, revelem um Deus vivo e levem a seus membros à experiência pessoal de Deus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os educadores: para que não só ofereçam aos jovens idéias sobre Deus senão que os ajudem a fazer experiência pessoal Dele,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos pelos esposos cristãos: para que juntos façam a experiência pessoal de Deus, junto deles, primeiro pela graça do batismo e depois, pela graça do sacramento do matrimonio,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos nós: para que nossa fé seja mais do que saber coisas sobre Jesus e se converta numa experiência que desperte em nós o gozo, a admiração e o assombro,

ROGUEMOS AO SENHOR


Oração

Oh Deus que num dia te revelaste de maneira particular na vida do jovem São Paulo da Cruz acordando nele uma atitude de assombro e gozosa admiração, digna-te revelar-te também hoje em cada um de nós. Que te descubramos como o todo capaz de dar sentido a nossas vidas. Que te sintamos como o Deus ante o qual devemos descalçar os pés de nossa mente e de nosso coração, para ficar-nos numa atitude de surpresa e admiração. Pedimos-te, por teu Filho Jesus Cristo e a intercessão de São Paulo da Cruz, a ti que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje:

Viver hoje numa atitude de admiração e assombro pela grandeza de Deus. Senti-lo vivo dentro de nós e sentir-nos a nós como transformados por ele.

- São Paulo da Cruz concede-nos a graça de guiar-nos pelos caminhos que nos levem à experiência viva de Deus.

- São Paulo da Cruz concede-nos a graça de que nossa fé seja o encontro com esse Alguém que é Deus.

- São Paulo da Cruz concede-nos que como em tua vida, Deus chegue a ser nosso todo.



Dia segundo: Creio na Igreja uma e santa

1. No credo rezamos «creio na Igreja uma e santa». A Igreja «uma» em Jesus. Uma na comunhão com o Santo Padre e os Bispos. Uma na comunhão de caridade entre todos os batizados. E a Igreja «santa» com a santidade de Jesus e a santidade de todo o Povo de Deus. «Santa» com a santidade dos santos canonizados e santa com a santidade calada e silenciosa de cada um de seus membros.

São Paulo da Cruz teve que viver num século difícil para a Igreja. A Igreja do século XVIII era uma Igreja atacada não só pelos que não acreditavam senão ainda por aqueles filhos seus que deixaram de vê-la como mãe. As novas ideologias trataram de miná-la em sua fé, em seus dogmas, em sua moral. E abriram em seu mesmo coração dolorosas feridas de infidelidade à fé e infidelidade ao Evangelho. O secularismo da vida, a tolerância moral e a indiferença religiosa mancharam com freqüência o rosto da Igreja, escurecendo nela o mistério da graça e da salvação.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. São Paulo da Cruz, não se escandalizou de sua Igreja. Não ficou murmurando e criticando a Igreja. Mas, sentiu-se chamado por Deus a ser um instrumento de renovação espiritual da Igreja.

- Frente a uma Igreja ferida pelo pecado de seus mesmos filhos, ele sentiu em seu coração a chamada de Deus à santidade, como semente renovadora da vida.

- Frente ao esfriamento da fé, ele sentiu-se chamado a viver só na fé.

- Frente ao secularismo dos cristãos, sentiu o convite à vida de contemplação e solidão.

- Frente à ânsia de poder na Igreja, São Paulo da Cruz, sentiu profundamente a chamado a viver na singeleza, a humildade e a mais exigente pobreza evangélica.
Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

4. A Igreja vive em constante tensão entre sua fidelidade ao Evangelho e a mentalidade do mundo. Também hoje a Igreja está tentada pelo mundo e o modo de pensar do mundo. E também hoje a santidade da Igreja aparece obscurecida e manchada pelas debilidades e fragilidade e infidelidades de seus filhos. Cada um de nós é o rosto da Igreja. E nossa vida de santidade ou nossa vida de pecado mostram um rosto diferente de Igreja. Enquanto, nós seguimos confessando crer numa Igreja «santa». Seguimos tendo fé na presença salvadora de Jesus na Igreja e em que, acima de nossas debilidades e fraquezas, ele a segue convidando à fidelidade a si mesma e a sua missão.
Pai nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto do Evangelho:

«Se o mundo vos odeia, sabei que a mim me odiaram antes que a vocês. Se fôsseis do mundo, o mundo os amaria; mas, como não sois do mundo, porque eu ao eleger-vos vos saquei do mundo, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos das palavras que vos disse: o servo não e tem mais do que seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão; se guardam minha palavra, também guardarão a vossa». (Jn 15, 18-21)

Oração comunitária:

Oremos a Deus nosso Pai, por meio de Jesus Cristo presente na Igreja e animador dela, e de São Pablo da Cruz, grande renovador espiritual do Povo de Deus:

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos pela Igreja: para que, no meio de suas debilidades humanas, se sinta fortalecida com a presença de Jesus nela e o testemunho de vida de seus melhores filhos,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os batizados: para que, a imitação de São Paulo da Cruz, longe de escandalizar-se das debilidades humanas da Igreja, sintam-se comprometidos em renová-la desde dentro com sua própria santidade pessoal,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos aqueles cristãos que com sua vida mancham, sujam o rosto da Igreja e são um obstáculo para que outros possam crer nela,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por nossas famílias cristãs, para que se sentindo uma pequena igreja, sintam-se fermento de vida e santidade da Igreja,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos para que o Senhor, por intercessão de São Paulo da Cruz, acorde em todos nós a vocação à santidade e façamos palpável a santidade da Igreja,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos pelos jovens, para que saibam escutar o chamado do Senhor a ser testemunhas vivas do Evangelho na vida consagrada passionista,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oração

Senhor Jesus Crucificado: Tu que fizeste que São Paulo da Cruz sentisse tão vivamente o enfraquecimento espiritual da Igreja de seu tempo, concede-nos que como ele, saibamos amá-la como ela é, com suas debilidades e fraquezas, com suas quedas e fracassos. Que amemos tanto a nossa mãe a Igreja, que nos sintamos todos comprometidos a uma vida de maior fidelidade ao Evangelho, até deixar o rosto da Igreja, «sem mancha, sem ruga, santa e imaculada». Pedimos-te, por intercessão de São Paulo da Cruz, a Ti que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude pessoal para hoje:

Que os defeitos que descubro nos demais, sirvam-me de motivação para ser melhor. Que as falhas que descubro em minha comunidade eclesial sejam uma exigência para embelezá-la com minha santidade.

- São Paulo da Cruz concede-nos que saibamos compreender a Igreja tal e como é com seus pecados e sua santidade.

- São Paulo da Cruz concede-nos amar a Igreja como ela é, santa e pecadora ao mesmo tempo.

- São Pablo da Cruz concede-nos que em vez de murmurar da Igreja e criticá-la, tratemos de renová-la com nossa vida de santidade.



Dia terceiro: Experiência do Crucificado

1. Para muitos cristãos parece fácil crer em Deus. Mas depois costumam ter certas dificuldades para afirmar sua fé num Deus encarnado. E pior ainda, num Deus crucificado. Resulta-nos mais cômodo crer no «Deus todo-poderoso» que no «Deus Pai». Resulta mais accessível a nossa mentalidade crer no «Deus onipotente» que num «Deus homem e que termina na debilidade e pobreza da Cruz».

Pai Nosso Ave Maria... Gloria...

2. Se o ano de 1713 significou para São Paulo da Cruz o encontro com a divindade, o Deus-Todo. No ano 1720 é para São Paulo da Cruz o ano da experiência do Crucificado. No ano 1713 ficou impressionado pelo Deus Trino. Agora em 1720, sete anos mais tarde, ficará impressionado por um Deus que se revela e manifesta ao homem como amor no mistério da Cruz.

Nem o Deus-Trindade nem o Deus-Crucificado são nele fruto de uma procura exaustiva senão de um dom, uma graça particular de Deus a seu coração. Paulo da Cruz falará sempre de que «Deus lhe fez sentir e experimentar» ou também, «com o conhecimento inspirado que o Senhor me deu».

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. Desde então, a Cruz se converterá para Paulo no lugar da revelação: a revelação de Deus como amor e a revelação do homem como filho, objeto das complacências de Deus.

Paulo da Cruz se sentiu reduzido a nada pelo mistério da divindade. Mas agora se sente pequeno frente ao Deus capaz de dar a vida pelo homem. Em diante, durante toda sua vida, sentirá a Deus como o todo-poderoso, o onipotente, mas cujo poder e onipotência estão ao serviço não do poder que domina senão do amor. Em 1713 sentiu o assombro pelo divino. Agora em 1720 sente o assombro pelo amor.

Paulo fica impressionado pelo amor de Deus. E viverá sentindo constantemente esse amor, ainda no meio das maiores escuridões, esterilidades e provas espirituais.

O Crucificado será para Pablo da Cruz a grande revelação de Deus e do homem. No Crucificado ele reconhecerá ao Deus amor. E nesse mesmo Crucificado reconhecerá o verdadeiro valor e sentido de cada homem.

A Cruz e o Crucificado se converterão para ele numa espécie de tradução de Deus e do homem. Serão como a chave onde encontrar a Deus e encontrar o sentido do homem.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...
Texto bíblico

«E vocês quem dizeis que sou eu? Simão Pedro lhe contestou: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo»...
«Desde então começou Jesus a manifestar a seus discípulos que ele devia ir a Jerusalém e sofrer muito por parte dos anciãos, os sumos sacerdotes e os escribas, e ser condenado à morte e ressuscitar ao terceiro dia. Chamando-lhe aparte Pedro, pôs-se lhe repreender dizendo: Longe de ti Senhor, De jeito nenhum te sucederá isso! Mas ele, voltando-se, disse a Pedro: Retira-te de minha vista. Satanás! Tropeço és para mim! Porque teus pensamentos não são os de Deus senão os dos homens». (Mt. 16 15-23).

Oração comunitária:

Oremos, irmãos, a Deus nosso Pai, por meio de Jesus crucificado e pela intercessão de São Paulo da Cruz, e peçamos-lhe:

Peçamos pela Igreja: para que sendo a Igreja de Jesus, sinta que também ela está chamada a ser não a Igreja do poder, mas a Igreja esposa do Crucificado,
ROGUEMOS AO SENHOR.

Peçamos por todos os batizados: para que sejam conscientes que pelo Batismo também eles «foram crucificados, mortos e sepultados com Cristo» para ser também com Ele glorificados,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por todas as famílias cristãs: para que saibam oferecer aos filhos a experiência de um Deus amor na vivência do mistério da Cruz,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por todos os que sofrem: os anciãos, os enfermos, os pobres que carecem de tudo, para que descubram que suas limitações e debilidades os configuram cada dia mais com a imagem de um Deus que também fez a experiência da debilidade humana na Cruz,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos catequistas, os educadores: para que saibam oferecer às crianças e aos jovens a força e a sabedoria que brotam do mistério da Cruz,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos que têm em suas mãos o poder: para que descubram na figura do Crucificado que o verdadeiro poder de Deus é amar até dar a vida pelos demais,

ROGUEMOS AO SENHOR


Oração

Oh Deus que revelaste a São Paulo da Cruz, o mistério, o poder, a força e a sabedoria que nascem da Cruz e transformaste seu coração num amante do Crucificado, pedimos-te que também nós saibamos reconhecer-te na encarnação e na debilidade da Cruz. Pedimos-te que, como teu apóstolo Paulo, também nós possamos dizer hoje que «não queremos saber outra coisa que a Jesus e a ele crucificado». Pedimos-te, por intercessão de São Paulo da Cruz, tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje

Cada vez que hoje veja a alguém que sofre, a algum pobre com necessidade, abrirei os olhos da fé para contemplar nele a Jesus crucificado.

- São Paulo da Cruz mostra-nos o caminho que nos leve ao encontro com o Crucificado.

- São Pablo da Cruz ilumina-nos para que façamos do Crucificado o lugar da revelação de Deus e do homem.

- São Pablo da Cruz concede-nos que como tu também nós possamos lê-lo todo e interpretá-lo todo desde o Crucificado.

Dia quarto: Os riscos do esquecimento

1. Jesus em sua Ultima Ceia nos deixou três mandatos: O mandato do serviço aos demais, o mandato do amor fraterno e o mandato de fazer memória de Ele. Ainda instituiu a Eucaristia como o sacramento da «memória». «Fazei isto em memória minha». Não há Igreja sem Jesus. Não há Igreja sem a presença de Jesus nela. Por isso a Igreja é tanto mais Igreja quanto, mas unida está nas suas raízes, ao mistério de Jesus. O rio tem vida na medida em que está unido com seu próprio manancial. Se o manancial seca o rio termina sendo um leito seco. A memória do acontecimento original da Igreja, a Morte e Ressurreição de Jesus, é a vida mesma da Igreja.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. O século XVIII parecesse que fosse o século do esquecimento. O século de uma Igreja na que se pretende fazer silêncio sobre a Cruz. A intuição original de São Paulo da Cruz foi precisamente essa: o esquecimento que os cristãos fazem do amor de Deus revelado na morte de Jesus. Assim quando quer justificar a razão de ser da Congregação Passionista escreve: «O grande Pai das misericórdias se dignou estabelecer em sua Santa Igreja uma nova Ordem ou instituto neste tempo tão lacrimoso, tão calamitoso em que a cara descoberta se vê acampar por seus respeitos toda sorte de iniqüidade, com prejuízo inclusive de nossa santa fé que é atacada no mais vivo em muitas partes da Cristandade, e o mundo continua submergido num profundo esquecimento das amarguíssimas penas que por seu amor sofreu Jesus Cristo nosso verdadeiro Bem, tendo-se pouco menos do que extinguido a memória de sua Santíssima Paixão nos fiéis».

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. São Paulo da Cruz, tão sensível aos sinais de Deus na história, sentiu esta realidade do esquecimento dos cristãos. E é aí onde sente o chamado de Deus a fundar na Igreja uma Congregação cuja missão seja precisamente a de fazer memória e grata recordação da Paixão de Jesus e anunciá-la ao Povo de Deus. Frente ao esquecimento, Paulo faz memória. Frente ao esquecimento, Paulo anuncia a Cruz, pois é consciente que uma Igreja que faz memória do amor revelado na Cruz, será uma Igreja viva e fiel a sua identidade e missão como Igreja.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto bíblico

«Porque eu recebi do Senhor Jesus o que vos transmiti: que o senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou pão, e depois de dar as graças, partiu-o e disse: «Este é meu corpo que se dá por vocês: fazei isto em memória minha». Assim mesmo também o cálice depois de jantar dizendo: «Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue. Quantas vezes o beberdes, fazei-o em recordação minha». Pois cada vez que comeis este pão e bebeis este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele volte». (I Cor 11. 23-26)
Oração comunitária

Oremos, irmãos, a Deus nosso Pai, por meio de Jesus Cristo seu Filho e a intercessão de São Paulo da Cruz, e peçamos-lhe confiados:

Oremos pela Igreja: para que pelo anúncio da Palavra e a celebração da Eucaristia mantenha viva no coração dos fiéis a memória e grata recordação da Paixão e Morte de Jesus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os batizados: para que a cada dia avivem e alimentem sua fé com a grata recordação da Paixão e Morte de Jesus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os crentes em Jesus: para que a recordação e memória da fidelidade de Jesus até a morte seja neles a força que os faz fiéis por cima de todas as dificuldades e obstáculos em seu caminhar pela vida,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todas as famílias cristãs: para que a cada dia façam memória e grata recordação da Cruz de Jesus a fim que as ilumine nos critérios evangélicos do Crucificado e lhes fortaleça em sua fidelidade batismal e matrimonial na confissão de sua fé,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos pelos cristãos que duvidam, que sofrem crises de fé, para que ela seja avivada na grata recordação do amor revelado no mistério da Cruz,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os que sofrem, os pobres, os necessitados, os abandonados da sociedade, para que na memória e grata recordação da Paixão de Jesus, encontrem razões para sua esperança,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oração
Oh Deus que na Paixão e Morte de teu Filho Jesus nos deixaste testemunha viva de teu amor, pedimos-te, por intercessão de São Paulo da Cruz, avivar em nossas mentes e em nossos corações a memória e a grata recordação de tua Paixão. Que lembrando teu amor crucificado fortaleçamos nossa fé, iluminemos nossa esperança e avivemos o fervor da caridade. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.
Atitude para este dia

Ao longo do dia fazer memória da Paixão de Jesus. Podemo-lo fazer mediante a jaculatória: «Que a Paixão de Jesus esteja sempre gravada em nossos corações».

- São Paulo da Cruz, mantém viva em nós a memória do Crucificado.

- São Paulo da Cruz concede-nos que nossas vidas sejam recordações vivas da Paixão de Jesus.

- São Pablo da Cruz acorda no Povo cristão a grata recordação da Paixão de Jesus.


Dia quinto: Ensinar a meditar

1. É interessante na vida de São Paulo da Cruz o caminho escolhido por ele para fazer memória e grata recordação da Paixão de Jesus. Paulo não desconhece que a Eucaristia é o sacramento da memória. No entanto, ele tem como uma obsessão pelo exercício da «meditação» como o caminho mais fácil do cristão para interiorizar, personalizar e viver a memória do Crucificado.

Por que a meditação? Porque meditar é interiorizar. Meditar é personalizar. Meditar é entrar em comunhão de sentimentos com a interioridade mesma de Jesus. A grande pergunta de São Paulo da Cruz na meditação não é tanto o «quanto sofre» senão «que sentia Jesus?» Os sofrimentos externos durante a Paixão impressionavam profundamente a Paulo. Mas tais sofrimentos não eram senão vozes e gritos que o convidavam a adentrar-se ainda mais. A verdade da dor e sofrimento da Cruz está no coração mesmo de Jesus e em sua fidelidade à obra redentora do Pai.

Pai nosso... Ave Maria... Gloria...

2. A experiência da meditação sobre a Paixão é o caminho que depois faria mais fácil viver a experiência eucarística como o «memorial» da Paixão e Morte de Jesus. Quem tem interiorizado os sentimentos de Jesus em sua Paixão, quem sintonizou seu espírito com o espírito e as atitudes de Jesus ao longo de sua Paixão, facilmente poderá sintonizar com os sinais sacramentais do «pão e do vinho», «corpo entregado» e «sangue derramado» no sacramento eucarístico.

A Eucaristia nos leva da mão à experiência pessoal do encontro com o Jesus vivo. Mas é depois na oração, na meditação, que esta experiência se vai identificando com nosso espírito.

A meditação nos empurra a participar na eucarística de Jesus. E a Eucaristia nos impulsiona a identificar nossos sentimentos com os seus.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. Ao mesmo tempo, Paulo estava seguro que, meditar era algo fácil e acessível a todos, incluso ao povo singelo, muitas vezes iletrado e ignorante, como era a maioria do povo simples de seu tempo. Constantemente recomendará a meditação da Paixão, não só aos sacerdotes, religiosos, gente com formação, senão também às crianças, à gente do campo. Ele percebia na meditação da Paixão o caminho mais fácil para sair do pecado e empreender o caminho da perfeição e da santidade cristãs.

Para São Paulo da Cruz, a meditação não era o exercício mental de um discurso de idéias. Para Paulo, meditar é pôr nosso coração em sintonia com o coração do Jesus da Paixão, é deixar-nos impressionar por seus mesmos sentimentos. Meditar é fazer um silêncio dentro de nós para lhe escutar.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto bíblico

«Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vo-lo ensinará todo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito». (Jn 14, 26)
«Quando vier o Espírito da verdade, vos guiará até a verdade plena; pois não falará de si mesmo, senão que falará tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que tem de vir». (Jn 16, 13)
Oração comunitária

Senhor Jesus, tu que nos prometeste o Espírito, como o animador de nossas almas, confiados te pedimos.

Peçamos pela Igreja: para que a cada dia se deixe guiar pela ação do Espírito Santo, encomendado de Jesus para fazer memória em nós do mistério da salvação,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por quantos recebemos o dom do Batismo: para que a cada dia possamos dispor de uns minutos de silêncio a fim de dedicar-nos a fazer piedosa e grata memória de Jesus crucificado na meditação,
ROGUEMOS AO SENHOR

Pelos Sacerdotes, Religiosos e Religiosas: para que no meio de seus afazeres pastorais encontrem a cada dia um tempo de descanso espiritual para dedicá-lo à meditação da Paixão e Morte de Jesus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Pelos pais de família, os catequistas: para que ensinem as crianças e aos jovens que meditar é fácil e voltem a valorizar em suas consciências a importância da meditação da Paixão e Morte de Jesus,
ROGUEMOS AO SENHOR

Pelos que se sentem débeis e impotentes para superar seus vícios, para que encontrem na meditação o caminho que os faça fortes na luta diária,
ROGUEMOS AO SENHOR

Por todos nós, chamados à perfeição cristã, para que descubramos que uns minutos de meditação diária sobre o amor de Deus revelado na Cruz de Jesus, é o caminho mais curto da santidade,

ROGUEMOS AO SENHOR
Oração

Senhor Jesus envia-nos teu Espírito Santo, o Espírito da verdade, o Espírito da memória, para que Ele avive em nós essa grata lembrança de tua Paixão e Morte. Que teu Espírito Santo nos conceda a todos o dom do silêncio interior de nosso espírito, o dom da oração e o dom da contemplação de teus mistérios pascais. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje

Hoje vou começar a fazer a experiência de meditar. Dedicarei uns cinco ou quinze minutos à contemplação da Paixão de Jesus.

- São Paulo da Cruz concede-nos o dom do espírito de saber meditar a cada dia os mistérios da Paixão e Morte de Jesus.

- São Paulo da Cruz concede-nos que o povo cristão valorize cada vez mais o exercício da meditação da Paixão como o melhor caminho para a santidade cristã.

- São Paulo da Cruz concede-nos que sejamos fiéis e constantes na meditação da Paixão, dedicando-lhe diariamente uns minutos.


Dia sexto: A santidade do Povo de Deus

1. São Paulo da Cruz, é fundador de uma Congregação Religiosa, os Passionistas. Mas, sua vocação religiosa não lhe fez esquecer nunca a vocação à santidade do Povo de Deus. A santidade dos homens e mulheres leigos.

Muitos de seus dirigidos espirituais eram homens e mulheres leigos. Cristãos batizados chamados a viver no mundo, como leigos. Chamados, muitos deles à vida sacramental do casal. Ele mesmo, até a idade dos trinta e um anos, se bem sentia o chamado à vida consagrada na vida religiosa, seguia com uma mentalidade clara do leigo. Nunca tinha pensado na possibilidade de ordenar-se sacerdote. Foram alguns Bispos e algum Cardeal quem lhe fizeram ver a conveniência da ordenação sacerdotal, sobretudo em função do ministério das missões apostólicas populares.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. São Paulo da Cruz foi dos que, desde sempre, estava convencido que, pelo Batismo, todo o povo cristão estava chamado à santidade. A santidade cristã, como plenitude da caridade, não era privilégio de uns poucos, senão exigência e vocação de todos. Ao seu íntimo amigo Tomás Fossi, casado e com filhos, mas que vivia ansiando a vida religiosa para dedicar-se à santidade, Pablo da Cruz lhe escreve: “Você quer levar vida de monge solitário, e Deus bendito quer que você faça uma vida de bom leigo casado.” Lhe recomenda por tanto aceitar de bom agrado sua condição de leigo, já que a prática da caridade não depende do lugar onde estamos senão da decisão que temos de assumir com radicalmente o preceito do Senhor. São Paulo da Cruz foi consciente que não era necessário sair do mundo para encontrar a solidão. E isto por uma razão muito simples. O melhor afastamento do mundo não está em sair dele quanto em afastar-se de seus critérios, mentalidades e estilos de vida.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. O Fundador dos Passionistas, valorizava de tal maneira o estado laical dos leigos que, a uma religiosa, Irmã Maria Querubini, que numa ocasião lhe escrevia com desdém contra os leigos, contestou-lhe de imediato, como se lhe tivessem tocado as fibras mais íntimas de seu espírito, dizendo-lhe: «Mas isso que me diz de “gente de mundo”, não vai. E você que é? Talvez do céu? Humilhe-se, aniquile-se e reconheça seu próprio nada e indignidade, e que não merece nem sequer estar sob os pés desses que você diz “gente de mundo”. Talvez são mais espirituais que você. Não me volte a falar assim».

É admirável esta visão e este amor de Paulo da Cruz para os homens e mulheres leigos, num século, onde a teologia e a espiritualidade mal se preocupavam por eles. Tivesse sentido um profundo gozo ao ver como hoje se olha aos leigos, não tanto desde sua condição de “estar no mundo”, senão desde sua condição de batizados, a quem o Espírito Santo chama e convida a cada dia ao seguimento fiel de Cristo pelos caminhos da caridade. Ou como diz o Concílio Vaticano II: “Uma mesma é a santidade que cultivam, nos diferentes gêneros de vida e ocupações, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus e obedientes à voz do Pai, adorando-o em espírito e verdade, seguem a Cristo pobre, humilde e carregado com a Cruz, a fim de merecer ser participes de sua glória".

Pai nosso... Ave Maria... Gloria...

Textos bíblicos:

“Porque esta é a vontade de Deus, vossa santificação”. (I Tes 4, 3) “Sede, pois, perfeitos como vosso Padre celestial é perfeito”. (Mt 5, 48) “Vivei como convém aos santos” (Ef 5, 3) e que "como elegidos de Deus, santos e amados, revistam-se de entranhas de misericórdia, benignidade, humildade, modéstia, paciência” (Col 3, 12) e “produzam os frutos do Espírito para a santificação”. (Gal 5. 12; Rom 6, 22)

Oração comunitária

Oremos, irmãos, a Deus, o santo e a fonte de toda santidade, por intercessão de São Paulo da Cruz, que dia após dia procurava que todos os batizados, leigos ou religiosos caminhassem com esperança firme à santidade:

Peçamos a Deus nosso Pai, para que a Igreja fomente, mais a cada dia, a ânsia e a vocação à santidade em todo o Povo de Deus,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos para que todos os cristãos descubramos, mais a cada dia, o verdadeiro sentido e valor do Batismo, e sejamos testemunhas da santidade da Igreja no mundo,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos esposos cristãos, para que descubramos e sintamos a vocação à santidade que nasce do nosso Batismo e do sacramento do matrimonio,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos pais de família, para que sejamos conscientes que, por nossa condição de batizados e que unidos pelo sacramento do matrimonio, estamos chamados a ser as primeiras testemunhas da santidade cristã ante nossos filhos,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por nossas crianças e jovens para que entendamos que nossa condição de batizados nos exige viver cada dia com um ideal de plenitude até chegar a reproduzir em nós a imagem viva de Jesus,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por nossas famílias, para que, como pequenas igrejas domésticas, sejam cada uma delas, escolas de oração e de santidade,

ROGUEMOS AO SENHOR
Oração

Senhor Jesus, que num dia nos fizeste renascer à vida nova que brota de teu mistério Pascual, acorda em teu povo cristão verdadeiros ideais de santidade. Que sejamos santos em nossa vida de família. Que sejamos santos em nosso mundo de trabalho e da diversão. Faz que sejamos leigos santos que nos santificamos cada dia nos nossos afazeres diários. Que sejamos santos como nosso Pai Deus é santo e que tu sejas o caminho que nos leve a essa plenitude de vida. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amem.

Atitude para hoje

Hoje devo viver atencioso a como nós os leigos levamos a sério as exigências de nosso Batismo que nos pede ser santos. Durante o dia pedirei a Jesus, por meio de São Paulo da Cruz, que todos os leigos sejamos cada dia mais santos.

- São Paulo da Cruz Rogai por nós.

- São Paulo da Cruz acorda muitos santos entre os leigos.

- São Paulo da Cruz Concede-nos ser os rostos leigos de uma Igreja santa.


Dia sétimo: São Paulo da Cruz, fundador

1. As vidas adquirem autêntico valor quando se descobre seu sentido. É um fato que nossas vidas serão tanto mais vidas quanto tratemos de realizar o projeto pessoal que Deus tem com cada um de nós. Deus nos presenteia o dom da vida, igual que o dom da fé, não para que nós façamos delas o que nos da vontade. Deus nos presenteia a vida e nos presenteia a fé para algo. É que Deus tem um projeto concreto e pessoal conosco. Nos planos e projetos de Deus cada um de nós temos alguma coisa concreta e definida que fazer. E ninguém pode fazê-la por nós. Cada um é um instrumento nas mãos de Deus e cada é responsável que os projetos de Deus se façam realidade na história.

Na vida de São Paulo da Cruz há dois momentos muito claros. Um, de busca dos planos divinos sobre sua vida. O que quer Deus dele? É a primeira grande atitude do homem frente a Deus: Senhor, que queres de mim? Esta vontade de Deus não aparece clara de imediato. É como a luz da aurora que começa a iluminar muito sutilmente a manhã e pouco a pouco vai clareando até chegar às clarezas do sol de meio dia. Em sua infância, adolescência e primeira juventude, Paulo da Cruz, vai-se entusiasmando com tudo o que encontra no caminho e que, de alguma maneira lhe abre um caminho de serviço a Deus.

Como cristãos batizados, não podemos dar por fato que já conhecemos a vontade e o plano de Deus. É um caminho que é preciso percorrer dia a dia até que conseguimos ver claro.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. Foi a meados de 1720 que o Senhor lhe fez sentir muito clara sua vocação. Enquanto sua família tinha planos sobre seu futuro, e até, um tio seu sacerdote tratava de encaminhá-lo pelo matrimonio, dentro, Pablo da Cruz, sentia outros chamados. Sentia outras urgências. Sentia as necessidades espirituais de uma Igreja que cada dia se secularizava mais. Sentia a urgência de homens novos capazes de iniciar uma renovação da Igreja desde dentro da mesma Igreja.

E é então, em sua experiência profunda do Crucificado, que Paulo da Cruz, sente-se instrumento em mãos de Deus para fundar uma nova Congregação Religiosa, a que depois se chamará “Congregação da Paixão”. Sentia-se interiormente como fecundado pela ação do Espírito e dentro experimentava cada vez com mais clareza como a Congregação Passionista ia tomando forma em seu coração. Era consciente de não ser ele quem dava forma a esta nova maneira e estilo de vida na Igreja. Dele poderia dizer-se que se sentia como uma mãe em gestação. Alguma coisa ia crescendo dentro dele. Uma nova vida ia crescendo de tal forma em seu coração que nunca chegou a duvidar que sua verdadeira vocação na Igreja era a de fundador. E era tal seu convencimento que quanto acontecia no seu espírito não era coisa dele senão de Deus, que toda sua vida não se cansava de repetir: o verdadeiro fundador é Deus.

Dentro de nós se vão gerando a diário muitos projetos de vida. Com freqüência são projetos nossos, mas também projetos de Deus. Nosso futuro, de alguma maneira, passou por essa etapa de gestação espiritual, por essa etapa de maturação. O importante é sentir que Deus está atuando dentro de nós.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. Na vida dos santos, como também na vida de cada crente em Jesus, costuma-se dar um fenômeno. Paulo sentia a voz de Deus que o chamava a essa empresa dentro da Igreja. Mas, os que o tratavam desde afora não escutavam o que Paulo escutava. Por isso não conseguiam entendê-lo. Não o entendiam seus pais que pensavam outra coisa para ele. Não o entendia seu tio sacerdote ao querer fazê-lo herdeiro seu. E também não o entendia seu Bispo, que não queria saber nada com novas fundações de Congregações Religiosas.

São esses momentos cheios de espiritualidade na vida dos santos. Momentos difíceis, porque sentem a profundidade da solidão de não se sentir compreendidos. E momentos, por outra parte, cheios de fé e de confiança, porque a voz de Deus se faz sentir cada vez mais clara e mais exigente.

Não é fácil entender o que sucede na profundidade da alma dos demais. Porque também nós não escutamos as vozes secretas que o alma escuta. Não resulta fácil compreender aos filhos quando dizem que se sentem chamados por Deus. Eles escutam, no silêncio interior, a voz que os chama, enquanto os pais não escutaram senão seus próprios projetos em seu próprio coração. O futuro das grandes vidas cresce sempre entre a palavra e o silêncio, entre o segredo de Deus e a escuridão dos que só olham desde afora.

Paulo da Cruz terá que fazer uma gestação espiritual, não de nove meses, senão de mais de vinte anos. Os representantes da Igreja, não aceitam com facilidade as inspirações que iluminam o coração do jovem Paulo. As obras de Deus podem encontrar dificuldades no caminho, mas Deus não pode fracassar. E Paulo que concebe a obra da fundação da Congregação Passionista em 1720, terá de esperar até 1741 para que a Igreja lhe aprove por primeira vez as Regras e Constituições da Congregação. Vinte e um anos de espera. Vinte e um anos crendo e esperando e fiando-se de Deus. A espera e a esperança são o verdadeiro selo de que as obras nascem de Deus e não do capricho ou do interesse humano.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...
Texto bíblico

«...e Samuel estava deitado no santuário de Javé, onde se encontrava a arca de Deus. Chamou Javé: “¡Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “¡Aqui estou!” e correu onde Eli dizendo: “Aqui estou, porque me tens chamado”, Mas Eli lhe contestou: “Eu não te tenho chamado, volta-te a deitar” ». (I Sam 3, 3-5)
Oração comunitária

Oremos, irmãos, a Deus nosso Pai que cada dia nos fala no fundo de nosso interior e peçamos-lhe confiados:

Peçamos pela Igreja: para que viva sempre aberta e dócil aos chamados que Deus faz em cada um de seus filhos, e lhes ajude no discernimento espiritual,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pela Congregação Passionista: para que viva em constante atitude de com versão ao espírito do Crucificado e possa ser dia após dia fermento de nova vida na Igreja,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos jovens que se sentem chamados à Vida Passionista: para que saibam escutar com docilidade a voz do Senhor que os convida a ser luz do Evangelho na Igreja e no mundo,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por todas as Congregações Religiosas: para que se renovando cada dia nas exigências do Evangelho, possam ser as verdadeiras testemunhas do Reino de Deus para os homens,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pelos pais de família: para que quando seus filhos lhes manifestem que se sentem chamados por Deus ao ministério ou à vida consagrada, tenham a generosidade de renunciar a seus próprios planos para aceitar os planos de Deus.

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos para que saibamos respeitar o mistério de Deus no coração dos demais, assim muitas vezes não entendamos nada,
ROGUEMOS AO SENHOR
Oração

Senhor Jesus, tu que te revelaste no coração de São Paulo da Cruz e lhe manifestaste sua vocação de fundador da Congregação Passionista, segue revelando-te também hoje nos nossos corações. Manifesta-nos tua vontade. Manifesta-nos o que queres e esperas de nós. Que sintamos tão forte tua voz que não duvidemos nunca que és tu quem nos chama e quem nos convida a ser obreiros do teu Reino. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje

Hoje devo prestar atenção aos chamados que Deus fará ao meu coração. Ao mesmo tempo, serei respeitoso com o mistério do coração dos demais.

- São Paulo da Cruz: faz-nos dóceis para escutar a palavra de Deus.

- São Paulo da Cruz: faz-nos dóceis para obedecer aos telefonemas de Deus.

- São Paulo da Cruz: que saibamos ajudar-nos mutuamente a ser fiéis a Deus


Dia oitavo: O espírito missionário

1. Quando um foi tocado por Cristo sente que sua vida vale na medida em que é posta ao serviço dos demais. E, sobretudo, quando um é tocado por Cristo Crucificado, como São Paulo da Cruz, compreende que a vida é mais vida quando se dá pelos demais. Deus não nos dôo a vida para que o conservemos senão para que a compartilhemos. Quando Deus nos regenera pelo Batismo nos insere com todo nosso ser no ser mesmo de Jesus, o “Filho entregado” por todos nós.

São Paulo da Cruz começou, já desde muito jovem a viver um espírito missionário, um espírito de entrega aos demais. Em Castellazzo, ao igual que em Ovada, Paulo saía à rua tocando uma campainha convidando à gente a reunir-se. Ali lhes falava de Deus, expunha-lhes quanto tinha sofrido Jesus por todos eles, explicava-lhes o Catecismo e os preparava para que cada um entrasse num verdadeiro processo de conversão.

O espírito apostólico e missionário de São Paulo da Cruz, não é fruto de sua ordenação sacerdotal nem de sua profissão religiosa, senão conseqüência de sua consciência batismal e de seu profundo amor aos demais. Sua experiência pessoal de Jesus, e este crucificado impulsionava-lhe a não desperdiçar ocasião alguma para falar às pessoas. Começa assim sua longa trajetória apostólica, como apóstolo leigo; como um leigo qualquer, mas um leigo que sentia que dentro lhe ardia e lhe queimava o amor de Deus.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. Já sacerdote e religioso consagrou toda sua vida às missões populares. Foi o apóstolo da gente singela, a gente marginada, a gente pobre. Toda sua vida passou dando missões, sobre tudo naquelas zonas mais insalubres da Itália, chamadas as marismas romanas. Eram zonas de extrema pobreza em tudo. Gentes pobres que vinham trabalhar ali onde ninguém queria trabalhar, porque o clima era pesado, úmido, e a zona estava inundada de mosquitos portadores da doença da malária. Com freqüência a gente se morria nos campos sem que ninguém os enterrasse.

São Paulo da Cruz teve sempre uma grande predileção por estas zonas abandonadas material e espiritualmente. E a elas dedicou grande parte de sua vida e os melhores esforços apostólicos. E a elas quis também consagrar os melhores esforços apostólicos de seu Congregação Passionista. O fim da Congregação Passionista escrevia aos Bispos e sacerdotes, é atender às necessidades dos mais pobres, ir ali onde ninguém quer ir e citava expressamente as marismas.

Pai nosso... Ave Maria... Gloria...

3. Outro dos campos apostólicos e missionários de São Paulo da Cruz, foi sem dúvida a pregação de Exercícios Espirituais e a direção espiritual às Religiosas e ao Clero. Era muito consciente da triste e dolorosa situação da vida religiosa de seu tempo e da multidão de sacerdotes, que naquele tempo vagavam sem nada que fazer. São Paulo da Cruz viveu num momento sumamente doloroso da Igreja, pelo obscurecimento da fé e o esfriamento espiritual em todos os níveis da mesma.

Tanto a renovação da vida consagrada como a renovação da vida espiritual dos sacerdotes foi a preocupação de toda a vida do Santo. Ainda sendo leigo, o Bispo de Gaeta lhe pediu dirigir os Exercícios Espirituais aos seminaristas que se preparavam para a ordenação sacerdotal.

Foi sem dúvida, em seu tempo, o evangelizador dos Mosteiros de Religiosas de Clausura. Muitos destes Mosteiros, que tinham caído numa grande secularização e perda do fervor religioso, depois das pregações e Exercícios Espirituais dirigidos pelo P. Paulo, voltaram a florescer de novo em grandes frutos de santidade.

Podemos dizer que São Paulo da Cruz foi o apóstolo e missionário de seu século. Estava convencido que Deus atua através dos homens e que Deus leva a cabo o mistério de sua graça salvadora, mediante o ministério dos homens. Por isso para o Fundador dos Passionistas, todo cristão está chamado a ser essa presença de Deus entre os homens. São Paulo da Cruz não entendia esses "cristãos mornos" que conservam o calor de sua fé e de sua caridade só para eles. Pelo contrário, para ele, todo cristão, leigo, sacerdote ou religioso, está chamado a ser como essas estufas de inverno que esquentam o ambiente e dão calor aos que estão perto. Cristãos que, com sua só presença, falam de Deus e anunciam e testemunham o Reino.

Pai nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto bíblico

« Eu. irmãos, quando fui a vocês, não fui com o prestígio da palavra ou da sabedoria a anunciar-vos o depoimento de Deus, pois não quis saber entre vocês senão a Jesus Cristo, e a Jesus Cristo crucificado... E minha palavra e minha pregação não tiveram nada dos persuasivos discursos da sabedoria, senão que foram uma demonstração de Espírito e poder, para que vossa fé se fundasse, não na sabedoria dos homens, senão no poder de Deus ». (1 Cor 2, l-5)
Oração comunitária

Oremos, irmãos, a Deus nosso Pai, por meio de Jesus Crucificado e pela intercessão de São Paulo da Cruz, seu fiel seguidor, e peçamos-lhe com toda confiança:

Oremos todos pela Igreja: ela que tem recebido a missão de continuar na história a obra que o Pai encomendou a Jesus, o anúncio do Reino,
ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os batizados: para que ao sentir-se incorporados à vida mesma de Jesus, se sintam também partícipes de sua obra e missão no mundo,
ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos os jovens e adultos que, em nossas Paróquias dedicam parte de suas vidas ao serviço da catequese, para que sintam a alegria de seu serviço, e suas vidas possam ser testemunha viva do que anunciam,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos aqueles que também hoje dedicam suas vidas ao anúncio do Evangelho aos mais pobres, os mais necessitados, e também os mais amados e queridos de Deus, para que sejam sempre portadores de uma palavra de esperança,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos aqueles que se dedicam à constante renovação espiritual da vida sacerdotal e religiosa, para que nossas comunidades paroquiais tenham sacerdotes, religiosos e religiosas santos,
ROGUEMOS AO SENHOR

Oremos por todos aqueles irmãos nossos, leigos, solteiros, casados, sacerdotes e religiosos que, tendo-o deixado todo, consagram suas vidas ao serviço das missões, nos campos mais difíceis da Igreja,
ROGUEMOS AO SENHOR

Oração

Oh Deus que queres que todos os homens se salvem e conheçam o Evangelho e a teu filho Jesus Cristo, acorda no coração de todos os cristãos, leigos, sacerdotes, religiosos e religiosas, um solicito espírito apostólico e missioneiro. Faz que sintamos que, ao dar-nos o dom da vida nova na graça no Batismo, essa vida não é só para nós, senão para que a compartilhemos com todos nossos irmãos. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje

Hoje não posso deixar passar oportunidade alguma que tenha de anunciar e testemunhar a Jesus diante dos irmãos. Tenho de caminhar pela vida sendo luz acesa que ilumine a todos.

- São Paulo da Cruz acorda a vocação missionária de todos os leigos.

- São Paulo da Cruz, Que sintamos que o ser missionários é obra de todos e não de uns poucos.

- São Paulo da Cruz, Que também nós os leigos nos sintamos responsáveis do Evangelho ante os homens.
Dia nono: O espírito ecumênico

1. No coração de São Paulo da Cruz estavam muito presentes duas realidades. Por uma parte as palavras de Jesus na Ultima Ceia: “Padre, que todos sejam um como tu e eu somos um”. E de outro lado, era consciente do espetáculo que mostramos os cristãos no mundo. Cristãos divididos. E divididos em nome da fidelidade a Jesus. A Igreja de São Paulo da Cruz, como a nossa de hoje, era uma Igreja dividida, rasgada na sua unidade.

Primeiro foi a divisão da Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla. Desde então já não somos “a Igreja uma” senão a Igreja dividida. Logo mais tarde, veio a outra grande divisão e ruptura interna da Igreja. Nasceu a Igreja Protestante. Desde então, esse é o verdadeiro rosto de Igreja que oferecemos ao mundo e aos homens. Não o rosto da Igreja unida na caridade e a verdade, senão o rosto da Igreja separada, dividida, separada. A ruptura e a divisão como a negação do essencial da Igreja: a caridade.

Durante séculos esta Igreja dividida em Igrejas viveu, mais do que no diálogo e na caridade, em mútuas acusações e mútuas condenações. Igreja preocupada mais por aquilo que nos divide que por aquilo que nos une e nos faz ser a única e verdadeira Igreja de Jesus.

Sem dúvida alguma que esta divisão da Igreja se converteu também no grande escândalo diante dos homens e diante de Deus, mas, de modo particular, tem-se convertido no grande obstáculo para o anúncio do Evangelho. Como anunciar para valer o Evangelho da caridade se nós vivemos ao margem da caridade?

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

2. Em tempos de São Paulo da Cruz, ainda não se falava de ecumenismo. A ruptura ou separação protestante estava ainda na ferida viva. O nascimento de diversas Igrejas dentro do campo protestante afundava ainda mais o escândalo da separação.

O Fundador dos Passionistas sentiu desde cedo a dor que significava para a fé esta divisão das Igrejas. Esta dolorosa experiência da Igreja rompida em sua unidade parece já de uma maneira muito clara em seu Retiro de quarenta dias em 1720. Tem então como uma intuição espiritual sobre Inglaterra, naquele tempo, um dos pólos mais firmes da ruptura protestante. Algumas vezes se põe em oração pedindo para que esse Reino regresse ao seio da Igreja. Outras vezes contempla o florescimento da Igreja e vê como agora todo aquele fervor está apagado. E pede a Deus com lágrimas para que Inglaterra volte ao seio da unidade da Igreja. Um dos dias do Retiro espiritual tem como uma visão. Vê a seus filhos, os religiosos passionistas, na Inglaterra. Seu espírito se enche de gozo espiritual e pede ao Senhor que quanto antes se faça realidade.

Mais tarde, surgirá na Inglaterra o Movimento ecumênico de Oxford. E é então que o primeiro passionista se fará presente lá. Trata-se do Beato Domingo Barbieri da Mãe de Deus. Ele entrará em contato com as grandes figuras deste movimento ecumênico até o ponto que muitas destas personalidades entrariam à Igreja de mãos do Beato P. Domingo. Baste recordar aquela eminente figura J. Newman.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

3. Este sentido e preocupação ecumênicos se manterão vivos no coração de Paulo da Cruz. Inclusive chegou a introduzir na Congregação Passionista, o costume de que em toda a Congregação se rezasse, ao final do santo rosário em comunidade, um Ave Maria pedindo pela conversão à unidade da Igreja de Inglaterra.

São claros os testemunhos desta experiência ecumênica de São Paulo da Cruz. Dom Sisti, um íntimo amigo seu diz ao respeito: “Me diz que por tal fim, teria sofrido qualquer trabalho, sem reparar desconfortos, nem na perdida de sua própria vida”.

“Tão cedo como me coloco em oração, confessava o mesmo Paulo a seu enfermeiro, se me apresenta aquele pobre reino e faz já mais de cinqüenta anos que rogo por sua conversão à Igreja Católica. O mesmo faço cada manhã na santa Missa”.

Numa ocasião, diz o P. Juan Maria de São Inácio: observei que depois da Missa seu rosto refletia uma alegria particular. Então caçoando lhe disse: “Esta manhã, P. Paulo, há chovido verdade?” Esta costumava ser a expressão do mesmo Paulo para expressar a abundância da divina união e outros favores na oração. O rosto rosado, com os olhos cobertos de lágrimas e voz entrecortada pelos soluços, Paulo exclamou: “Oh, que vi esta manhã... a meus filhos na Inglaterra, meus filhos na Inglaterra”.

Os santos vivem absortos em Deus, mas desde Deus costumam ter uma grande intuição da realidade que têm que viver. Paulo da Cruz será um grande místico. Mas ao mesmo tempo, é um grande contemplativo tanto da realidade eclesial quanto da realidade do mundo. E a divisão e ruptura da unidade na Igreja é algo que lhe dói profundamente.

Pai Nosso... Ave Maria... Gloria...

Texto bíblico

«Que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste». (Jn 17, 21)
Oração comunitária

Oremos a Deus nosso Pai, que vive na comunhão do Filho e do Espírito Santo, e nos quer a todos unidos num mesmo amor e caridade, e peçamos-lhe com confiança.

Peçamos pela Igreja: para que a cada dia se deixe converter pela graça do Senhor, e possa viver na unidade da verdade e da caridade fraterna,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos pela Igreja: para que, por cima das diferenças que separam e dividem procure sempre aquilo que é comum, une e cria comunhão,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por todas as Igrejas: para que purificando nossos corações de todo orgulho e egoísmo, nos unamos todos num mesmo rebanho e a um mesmo pastor,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos por todos aqueles que cada dia trabalham pela unidade das Igrejas, para que sua esperança seja maior que as dificuldades que encontram no caminho,
ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos para que nós mesmos, em nossas paróquias, vivamos unidos num mesmo amor e numa mesma fraternidade, evitando divisões e ressentimentos que põem em perigo nossa comunhão,

ROGUEMOS AO SENHOR

Peçamos para que todos nos sintamos comprometidos na união de todas as Igrejas, oremos, superemos as mútuas críticas, estejamos abertos à verdade e o amor dos outros,

ROGUEMOS AO SENHOR

Oração

Oh Deus, fonte de todo amor e fonte de toda comunhão, pedimos-te, por intercessão de São Paulo da Cruz a quem lhe fizeste sentir tão profundamente o mistério da divisão, que sejamos fonte e caminho de unidade e não separação, fonte e caminho de diálogo e não de acusação. Que juntos, nos deixemos converter por teu amor e consigamos, com o esforço de todos, o dom maravilhoso de uma só Igreja. Tu que vives e reinas agora e sempre. Amém.

Atitude para hoje

Hoje devo esforçar-me por superar as divisões que encontre no meu caminho. Hoje quero semear união e comunhão e não divisão, começando pelo meu lar.

- São Paulo da Cruz apóstolo do ecumenismo...
Faz de nós instrumentos da unidade.

- São Paulo da Cruz, que sofrias pela Igreja dividida...
Faz que todos contribuamos para superar toda divisão na Igreja.

- São Paulo da Cruz, que pedias pela conversão da Inglaterra...
Que nós peçamos a cada dia pela unidade de todas as Igrejas.











Índice


Apresentação
1. Oração para todos os dias
2. O impacto de Deus
3. Creio na Igreja uma e santa
4. Experiência do Crucificado
5. O risco do esquecimento
6. Ensinar a meditar
7. A santidade do Povo de Deus
8. São Paulo da Cruz, fundador
9. O espírito missionário
10. O espírito ecumênico

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