quarta-feira, 15 de julho de 2009

O clero não conhece o Catecismo?


A heresia, a apostasia e a estupidez infiltradas na Igreja e ensinadas aos leigos.

Já ouvi alguns religiosos e membros do clero ( padres e até um bispo ) dizerem que a oração é uma perda de tempo, que ninguém se salva nem se converte com rezas. Chegam a dizer que só a Palavra de Deus é que converte ( e só falam em Bíblia, nada da Palavra de Deus presente na Tradição ou no Magistério da Igreja, nas vidas de santos e seus ensinamentos, nada de Catecismo na catequese - parecem pastores protestantes contra o ensino tradicional da Igreja). Nem todos pensam assim ( graças a Deus!) mas o número dos que comungam dessa opinião tende só a aumentar...

Que materialismo!...Que heresia!...Achei isso muito estranho...

Os textos numerados abaixo são do Catecismo da Igreja Católica.

1437. A leitura da Sagrada Escritura, a oração da Liturgia das Horas e do Pai Nosso, todo o acto sincero de culto ou de piedade reavivam em nós o espírito de conversão e de penitência e contribuem para o perdão dos nossos pecados.

Talvez muitos entre o clero e os religiosos não saibam rezar com profundidade e sinceridade. E por isso talvez não saibam incentivar nem ensinar às pessoas um método de oração profunda e nem as verdadeiras devoções da Igreja, vistas como superstição e crendice ( de fato, é preciso discernir entre as verdadeiras devoções e atitudes realmente devotas, e as "simpatias" interesseiras e mágicas populares, algo que muitos também não sabem diferenciar ). E o leigo que tenta fazê-lo ainda é perseguido pela ciumeira e desconfiança de sacerdotes e outros leigos.

Não se pode viver profundamente a Igreja sem incomodar a mediocridade de muitos, a começar pela própria.

Procure os "Exercícios Espirituais" de S. Inácio de Loyola, a "Filotéia" de S. Francisco de Sales, o "Tratado..." de S. Pedro de Alcântara, os ensinamentos dos Padres do Deserto e da Igreja, os ensinamentos orantes dos santos - S. João da Cruz , S. Teresa de Jesus ( ou de Ávila ), S. Luís Maria Grignion de Montfort, S. Afonso Ligório, etc. Inicie-se na "Lectio Divina" ( leitura orante ). Sua oração e sua vida nunca mais serão as mesmas...

Pobre povo sem pastores...E ainda espantam os que podem ajudá-los...

Já a CNBB e muitas (arqui)dioceses do Brasil estão embriagadas pelo veneno ideológico marxista: vias sacras, círculos bíblicos e campanhas da fraternidade lançados por elas têm muito pouco para aplacar a sede de Deus. Ao invés de cuidarem das almas, cuidam de ativismo político e sócio-econômico, coisa que sindicatos, partidos políticos, associações beneficentes, associações de bairros e ONGs fazem melhor ( apesar de mal e porcamente - razão de descrédito dessas instituições por parte das pessoas ).

E deixam o caminho aberto para igrejas heréticas, paganismos e ateismos, apodrecendo os costumes dos brasileiros. Não sabem eles que o mal vem do coração humano e que é preciso curá-lo, convertê-lo?

Observe que a Igreja rejeita os comunismos, os nivelamentos socializantes estabelecidos na política brasileira ( mimando e animalizando os pobres, arruinando e empobrecendo a classe média, e enriquecendo e privilegiando os ricos e a alta burguesia = populismo demagógico para conseguir votos, calar a boca de quem se incomoda, anestesiar consciências e garantir financiamentos para campanhas - a serem pagos com privilégios e enriquecimentos ilícitos sob a mão esmagadora e cada vez mais pesada do Estado ).

Também abomina os totalitarismos e o capitalismo (neo)liberal selvagem ( ainda que travestido de "lulismo"- uma demagogia, síntese entre a selvageria capitalista e o gigantismo estatal e burocrático comunista ), ao contrário das opiniões de muitos:

2420. A Igreja emite um juízo moral em matéria económica e social, «quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem» (161).

Na ordem da moralidade, ela exerce uma missão diferente da que concerne às autoridades políticas: a Igreja preocupa-se com os aspectos temporais do bem comum em razão da sua ordenação ao Bem soberano, nosso fim último. E esforça-se por inspirar as atitudes justas, no que respeita aos bens terrenos e às relações sócio-económicas.

Inspirar justiça e mobilizar os leigos no que estiver ao nosso alcance, sim. Descuidar do resto e priorizar o ativismo puro sem alimento e respaldo espiritual, achando que é um sindicato (CNBB), nunca!

2423. A doutrina social da Igreja propõe princípios de reflexão, salienta critérios de julgamento e fornece orientações para a acção:

Todo o sistema, segundo o qual as relações sociais forem inteiramente determinadas pelos factores económicos, é contrário à natureza da pessoa humana e dos seus actos (164).


2424. Uma teoria que faça do lucro a regra exclusiva e o fim último da actividade económica, é moralmente inaceitável. O apetite desordenado do dinheiro não deixa de produzir os seus efeitos perversos e é uma das causas dos numerosos conflitos que perturbam a ordem social (165).

Um sistema que «sacrifique os direitos fundamentais das pessoas e dos grupos à organização colectiva da produção», é contrário à dignidade humana (166).



Toda a prática que reduza as pessoas a não serem mais que simples meios com vista ao lucro, escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para propagar o ateísmo. «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24; Lc 16, 13).

2425. A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas, nos tempos modernos, ao «comunismo» ou ao «socialismo».
Por outro lado, recusou, na prática do «capitalismo», o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano (167).
Regular a economia só pela planificação centralizada perverte a base dos laços sociais: regulá-la só pela lei do mercado é faltar à justiça social, «porque há numerosas necessidades humanas que não podem ser satisfeitas pelo mercado» (168).
É necessário preconizar uma regulação racional do mercado e das iniciativas económicas, segundo uma justa hierarquia dos valores e tendo em vista o bem comum.
Leia, medite, ore e pratique o Catecismo, fonte segura de doutrina e sabedoria! É a melhor escola de teologia para os leigos ( e até o clero e religiosos!).

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