sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pecado Original e a Decadência Social.


PECADO ORIGINAL, UMA DAS CAUSAS FUNDAMENTAIS
DA DESORDEM SOCIAL

“A doutrina cristã ensina que como conseqüência do pecado original, profunda desordem feriu a natureza humana, cujas seqüelas, ainda que atenuadas, persistem mesmo após a regeneração operada pelo batismo. Tais seqüelas são a ignorância, o desregramento das paixões, a malícia. Devido a elas, nenhum homem realiza à perfeição as exigências de sua natureza e aqueles que se aproximam deste ideal permanecem sempre exceções. O pecado original feriu a natureza humana; ora, esta natureza é essencialmente social; irá, pois, manifestar suas deficiências e sua desordem profunda também nas relações sociais, na incompreensão das exigências da vida social, no egoísmo, na luta brutal por interesses privados, na insubordinação, etc. É nesta degradação do homem que se encontra a raiz primeira de toda desordem social. É pela reforma e regeneração interior do homem que deverá começar toda obra de reconstrução social. É aqui que cabe a Igreja um papel insubstituível, porque só ela dispõe dos meios sobrenaturais para regenerar as almas. Esta consideração da queda original do homem deve preservar-nos do utopismo social; deve ensinar-nos o realismo, que vê com lucidez as fraquezas do homem e procura nas forças morais o primeiro remédio aos abusos sociais.” (C. Van Gestel. O.P. A Igreja e a questão social. Rio de Janeiro: Agir, 1956, p.22-23)


A CATÁSTROFE LUTERO

"A idéia de Igreja é destruída pela doutrina que só a fé salva. Ser cristão é comprar a Bíblia de Lutero e seguir a consciência." (Eric Voegelin, A História das idéias políticas, cap. Martinho Lutero)

1. Destruíra o núcleo da cultura espiritual cristã ao atacar a doutrina da fides caritate formata (a fé informada pela caridade). Reduzira a fé a um ato de confiança ao retirar-lhe a intimidade da graça, sempre exposta às tentações do orgulho e da soberba. A consciência empírica da justificação pela fé cria uma ruptura na natureza humana.

2. Destruíra a cultura intelectual ocidental ao atacar a Escolástica aristotélica. Se o esplendor medieval foi escurecido pelas lentes torpes dos modernos, parte da responsabilidade deve-se a Lutero. A sua atitude anti-filosófica criou o padrão depois agravado por sucessivas gerações de intelectuais Iluministas, positivistas, marxistas e liberais.

3. A justificação sola fide arruina o equilíbrio da existência humana. A idéia do paraíso de amor industrioso transferiu a ênfase da vita contemplativa para a ideia de realização humana através de um trabalho e de um serviço útil. O homem confia em Deus; depois vai à vida. No nosso tempo, esta atrofia da cultura intelectual e espiritual degenera no pragmatismo do sucesso.

4. Fala-se de Lutero como de alguém que possuía as virtudes e os vícios típicos do alemão. Mas se pensarmos, para só referir teólogos, em Alberto Magno, Eckhardt, Tauler, Nicolau de Cusa e o anónimo de Frankfurt, então ele nada tinha de germânico. Criou certamente um tipo humano: o revoltado voluntarista que deseja impor a sua razão como o centro da ordem institucional.

A sua obra é a manifestação de uma personalidade bizarra cuja força vital o faz romper com a história e lançar-se sozinho contra o mundo. (Eric Voegelin, A História das idéias políticas, Cap. Martinho Lutero)

"O sola transforma-se no "Só a revolução vos salva" de Marx." (Eric Voegelin, A História das idéias políticas, cap. Martinho Lutero)

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