quarta-feira, 6 de maio de 2009

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

APARIÇÃO DE APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
E A GRANDE PROMESSA.

O cumprimento do Segredo. Ao descrever as aparições e ao explicar a mensagem de Pontevedra, falaremos apenas das palavras pronunciadas por Nossa Senhora a 13 de Julho de 1917. São palavras concisas, mas muito ricas em significado:
"Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas ... virei pedir ... a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados de cada mês."
Portanto, é este o primeiro "Segredo de Maria" que nós devemos descobrir e entender. É uma forma segura e fácil de arrancar as almas aos perigos do inferno: primeiro, as nossas almas; e também as dos nossos próximos; e até as almas dos maiores pecadores – porque a misericórdia e o poder do Imaculado Coração de Maria não têm limites.

"Consta no seguinte: durante cinco meses, no primeiro sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer quinze minutos de companhia a Nossa Senhora meditando nos mistérios do Rosário1 e fazer uma confissão. Esta pode ser alguns dias antes e, se nesta confissão anterior nos esquecermos de formular a intenção, (requerida) podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no primeiro, sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que trazem amargurado o Seu Imaculado Coração.2

‘Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação.’

"É verdade, Minha filha, que muitas almas os começam, mas poucas os acabam; e as que os terminam, é com o fim de receberem as graças que aí são prometidas. Agrada-Me mais quem fizer os cinco (Primeiros Sábados) com fervor e com o fim de desagravar o Coração da tua Mãe do Céu, do que quem fizer os quinze, tíbio e indiferente."
... Jesus falando à Irmã Lúcia de Fátima

"E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos? Os que trabalham nas fazendas, por exemplo, não poderão com freqüência, porque moram bastante longe...”.
Nosso Senhor deu a resposta à Irmã Lúcia na noite de 29 para 30 de Maio de 1930: "Será igualmente aceite a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os Meus sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas."21 Nesse caso, não só a Comunhão, mas também a reza do Terço e a meditação sobre os mistérios se podem transferir para o domingo, por motivos justificados que os sacerdotes deverão avaliar. É fácil pedir essa autorização durante a confissão. Repare-se, de novo, no caráter católico e eclesial da Mensagem de Fátima: é aos Seus sacerdotes, e não à consciência individual, que Jesus dá a responsabilidade de outorgar esta concessão adicional.

No dia 13 de Outubro de 1917 Nossa Senhora de Fátima mostrou o Seu Escapulário do Carmo, lembrando-nos solenemente a Sua promessa: "Receba este Escapulário: qualquer pessoa que morra com ele posto não sofrerá o fogo eterno. Será um sinal de salvação, uma proteção no perigo, e uma promessa de paz". Veja-se Um Manto de Misericórdia e de Graça, página 43.

‘Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.
Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...’

As blasfêmias de homens hereges, cismáticos e ímpios
Cegos por um ecumenismo enganador, houve a tendência, a partir de 1962, de esquecer que existe uma verdade evidente, relembrada aqui pela Mensagem de Fátima: aqueles que, obstinadamente e com pleno conhecimento, negam abertamente as prerrogativas da Santíssima Virgem Maria, cometem as blasfêmias mais odiosas respeitante a Ela.
Primeira blasfêmia: Contra a Imaculada Conceição. O Padre Alonso pergunta: "Quem são aqueles que podem cometer esta ofensa contra o Imaculado Coração de Maria?" A resposta não deixa dúvida: "Em primeiro lugar e em geral, as seitas protestantes que recusam receber o dogma definido pelo Papa Pio IX e que continuam a sustentar que a Santíssima Virgem foi concebida com a mancha do pecado original e, ainda, de pecados pessoais. O mesmo poderia dizer-se dos cristãos orientais (dissidentes), já que, apesar da sua grande devoção Mariana, também recusam este dogma".
Segunda blasfêmia: Embora os Ortodoxos a admitam, a maioria dos Protestantes também recusa a Virgindade perfeita e perpétua de Maria "antes, durante, e depois de dar à luz".
Terceira blasfêmia: Embora, teoricamente, eles aceitem a Maternidade Divina de Maria definida no Concílio de Éfeso, negam-se a reconhecê-La como a Mãe dos homens no sentido católico, o que implica a negação do Seu papel como Co-redentora e Mediadora de Graça.
Quarta blasfêmia: Refere-se à perversão das crianças pelos inimigos de Nossa Senhora, que tratam de lhes inculcar indiferença, desprezo ou mesmo ódio para com a Virgem Imaculada; e a quinta blasfêmia, pela qual A ultrajam nas Suas imagens sagradas. Estes dois últimos pecados não são mais do que a conseqüência lógica dos três primeiros, e estão frequentemente unidos a eles. A iconoclastia – ou, pelo menos, a recusa obstinada da teologia católica em relação às imagens sagradas – está muito longe de desaparecer.
Em resumo: durante três séculos e meio a contra-igreja tem travado uma luta furiosa e sem descanso contra a Imaculada Virgem Maria, contra a promoção da devoção para com Ela, contra a Sua soberania nos corações e, sobre todas as sociedades. Seguindo os passos do protestantismo – depois do jansenismo e do seu frio desprezo por uma verdadeira devoção à Santíssima Virgem, do racionalismo dos séculos XVIII e XIX, assim como do modernismo do século XX –, essas forças contrárias continuam a atacar a doutrina e devoção Marianas com o mesmo desprezo e perfídia. Por fim, é sabido o modo como o comunismo bolchevique tentou, por todos os meios possíveis, destruir a veneração profunda da Mãe de Deus ancorada na alma do povo russo. Os ícones sagrados tiveram de desaparecer, foram destruídos ou escondidos... e ainda estão à espera de melhores dias.
As blasfêmias de filhos rebeldes e ingratos. Há, porém, algo mais grave, muitíssimo mais sério do que todas as ofensas de homens hereges, cismáticos, apóstatas e ímpios. São as blasfêmias dos próprios filhos da Igreja contra o Imaculado Coração de Maria. Com o passar do tempo, a mensagem de Pontevedra parece assombrosamente profética.

"O pecado contra o Espírito Santo". Aqui temos um dos temas principais da Mensagem de Fátima. Uma vez que Deus decidiu manifestar cada vez mais o Seu grande desígnio de amor — que consiste em conceder aos homens todas as graças, através da mediação da Virgem Imaculada — parece que a recusa dos homens em se submeterem com docilidade à vontade de Deus assim expressa é a falta que mais gravemente fere o Seu Coração, que já não encontra em Si próprio nenhuma inclinação para perdoar. Parece um pecado sem perdão, porque para o Nosso Salvador não há crime mais imperdoável que o de desprezar a Sua Mãe Santíssima e o de "ultrajar o Seu Imaculado Coração, que é o Santuário do Espírito Santo. Isto é cometer ‘a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada neste mundo nem no outro’."

"Consta no seguinte: durante cinco meses, no primeiro sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer quinze minutos de companhia a Nossa Senhora meditando nos mistérios do Rosário1 e fazer uma confissão. Esta pode ser alguns dias antes e, se nesta confissão anterior nos esquecermos de formular a intenção, (requerida) podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no primeiro, sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que trazem amargurado o Seu Imaculado Coração.2

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/As%20Devoções/2.%20DEVOÇÕES%20A%20MARIA%20SANTÍSSIMA/Ao%20Imaculado%20Coração%20de%20Maria/1.Fátima%20e%20a%20Grande%20Promessa.htm

> II. A grande promessa e as suas condições.
> 1. O Primeiro Sábado de cinco meses seguidos
> 2. A Confissão.
> 3. A Comunhão reparadora dos Primeiros Sábados
> 4. Recitação do Terço
> 5. A meditação de quinze minutos sobre os Quinze Mistérios do Rosário
> 6. A intenção de fazer reparação: "Tu, ao menos, vê de Me consolar".

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.


Graça e Misericórdia, Graça do Amor misericordioso, é esta, portanto a síntese da mensagem de Fátima e da revelação do Deus compassivo que, no Seu Amor Trinitário, se inclina sobre todos os sofrimentos humanos, sobre a humanidade para fazer-lhe sentir toda a Sua ternura, para Se manifestar como Pai amoroso de toda a criatura.

A Visão da Santíssima Trindade

Por fim, temos a última aparição em Tuy.
A Qual abóbada remata e sintetiza toda a mensagem nessa visão deslumbrante que compendia num só e único olhar o mistério da Trindade, o sacrifício redentor da Cruz, o sacrifício eucarístico e a presença e participação singular de Maria sob a cruz, com o Seu Coração Imaculado em todo este mistério da salvação do mundo.


A oração do Anjo é extremamente iluminante:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrifícios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.


Conta Ir. Lúcia:
- Eu tinha pedido e obtido licença das minhas Superioras e Confessor para fazer a Hora-Santa das 11 à meia-noite, de quintas para sextas-feiras. Estando uma noite só, ajoelhei-me entre a balaustrada, no meio da capela, a rezar, prostrada, as Orações do Anjo (...). Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei a rezá-las com os braços em cruz. A única luz era a da lâmpada.
De repente iluminou-se toda a Capela com uma luz sobrenatural e sobre o Altar apareceu uma Cruz de luz que chegava até ao teto. Em uma luz mais clara via-se, na parte superior da cruz, uma face de homem com corpo até a cinta, sobre o peito uma pomba também de luz e, pregado na cruz, o corpo de outro homem. Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálice e uma hóstia grande, sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e duma ferida do peito. Escorregando pela Hóstia, essas gotas caíam dentro do Cálice. Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora, “era Nossa Senhora de Fátima com o Seu Imaculado Coração... na mão esquerda... sem espada, nem rosas, mas com uma Coroa de espinhos e chamas...”, com o Seu Imaculado Coração na mão... Sob o braço esquerdo da cruz, umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras: “Graça e Misericórdia”. Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade e recebi luzes sobre este mistério que não me é permitido revelar.

É interessante notar como esta representação da Trindade na Cruz é chamada na iconografia cristã “Trono da Graça”, pela evocação da passagem de Heb 4, 14-16:
“Tendo portanto um Sacerdote eminente que penetrou nos céus, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a confissão de fé. De fato, não temos um Sumo Sacerdote incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, exceto no pecado. Vamos pois confiantes ao trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para ser ajudados em tempo oportuno”.
E como não evocar ainda, por associação, o prólogo de São João onde nos apresenta o Verbo Encarnado como “O Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, isto é, de amor misericordioso e fiel, de “cuja plenitude todos nós recebemos graças sobre graças” (Jo 1, 14-16)?

Além disso, a arte iconográfica exprimiu por vezes este mistério com mais profundidade e finura do que certas teologias acadêmicas. Tal acontece na tradição iconográfica do Ocidente, quando apresenta e representa como que numa estética teológica o mistério Trinitário no madeiro da Cruz. É como uma síntese plástica desta teologia: o Pai que entrega o Filho para ser solidário com os homens, e sofre na dor do seu amor; o Filho que se entrega a si próprio totalmente pela multidão dos irmãos; a pomba do Espírito de Amor que sustenta o Filho na sua entrega e que, por sua vez, é entregue pelo Filho à humanidade como dom do seu amor sofredor. É este mistério de amor que celebramos na Eucaristia.

Primeiro: Arrepender-se dos próprios pecados e evitar ofender mais o Senhor.

Segundo: Rezar. A oração é o meio de comunicação com Deus, mas os meios de comunicação entre os homens (tv, rádio, cinema, imprensa) hoje prevalecem descaradamente e parecem querer pôr de lado totalmente a oração: “ceci tuera cela” assim se diz; parece que isto se está a verificar.
Não sou eu mas Karl Rahner que escreve: “Está em ato, mesmo no interior da Igreja, um empenho exclusivo do homem pelas realidades temporais, o que não é uma escolha legítima mas uma apostasia e perda total da fé”.

Terceiro: Recitar o Rosário. O sírio Naaman, grande general, desdenhava o simples banho no Jordão. Alguns fazem como Naaman: “Sou um grande teólogo, um cristão amadurecido que respira a Bíblia a plenos pulmões e a sua liturgia por todos os poros e falam-me do Terço?! Contudo também os quinze mistérios do Rosário são Bíblia e também o Pai Nosso, a Ave-Maria e o Glória, são Bíblia unida à oração que faz bem à alma. Uma Bíblia estudada por mero esforço de investigação poderia encher o espírito de soberba, e esvaziá-lo de todo o resto; não é raro o caso de especialistas da Bíblia perderem a fé.

Quarto: O inferno existe e podemos cair nele. Em Fátima, Nossa Senhora ensinou esta oração: “Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu.”
Neste mundo há coisas importantes, mas nenhuma é mais importante do que merecer o paraíso com uma vida boa. Não é Fátima a dizê-lo, mas sim o Evangelho: “Que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a própria alma?” (Mateus 16.26)
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O cumprimento do Segredo. Ao descrever as aparições e ao explicar a mensagem de Pontevedra, falaremos apenas das palavras pronunciadas por Nossa Senhora a 13 de Julho de 1917. São palavras concisas, mas muito ricas em significado:
"Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas ... virei pedir ... a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados de cada mês."
Portanto, é este o primeiro "Segredo de Maria" que nós devemos descobrir e entender. É uma forma segura e fácil de arrancar as almas aos perigos do inferno: primeiro, as nossas almas; e também as dos nossos próximos; e até as almas dos maiores pecadores – porque a misericórdia e o poder do Imaculado Coração de Maria não têm limites.

"Consta no seguinte: durante cinco meses, no primeiro sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer quinze minutos de companhia a Nossa Senhora meditando nos mistérios do Rosário1 e fazer uma confissão. Esta pode ser alguns dias antes e, se nesta confissão anterior nos esquecermos de formular a intenção, (requerida) podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no primeiro, sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que trazem amargurado o Seu Imaculado Coração.2

‘Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação.’

"É verdade, Minha filha, que muitas almas os começam, mas poucas os acabam; e as que os terminam, é com o fim de receberem as graças que aí são prometidas. Agrada-Me mais quem fizer os cinco (Primeiros Sábados) com fervor e com o fim de desagravar o Coração da tua Mãe do Céu, do que quem fizer os quinze, tíbio e indiferente."
... Jesus falando à Irmã Lúcia de Fátima

"E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos? Os que trabalham nas fazendas, por exemplo, não poderão com freqüência, porque moram bastante longe...”.
Nosso Senhor deu a resposta à Irmã Lúcia na noite de 29 para 30 de Maio de 1930: "Será igualmente aceite a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os Meus sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas."21 Nesse caso, não só a Comunhão, mas também a reza do Terço e a meditação sobre os mistérios se podem transferir para o domingo, por motivos justificados que os sacerdotes deverão avaliar. É fácil pedir essa autorização durante a confissão. Repare-se, de novo, no caráter católico e eclesial da Mensagem de Fátima: é aos Seus sacerdotes, e não à consciência individual, que Jesus dá a responsabilidade de outorgar esta concessão adicional.

No dia 13 de Outubro de 1917 Nossa Senhora de Fátima mostrou o Seu Escapulário do Carmo, lembrando-nos solenemente a Sua promessa: "Receba este Escapulário: qualquer pessoa que morra com ele posto não sofrerá o fogo eterno. Será um sinal de salvação, uma proteção no perigo, e uma promessa de paz". Veja-se Um Manto de Misericórdia e de Graça, página 43.

‘Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.
Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...’

As blasfêmias de homens hereges, cismáticos e ímpios
Cegos por um ecumenismo enganador, houve a tendência, a partir de 1962, de esquecer que existe uma verdade evidente, relembrada aqui pela Mensagem de Fátima: aqueles que, obstinadamente e com pleno conhecimento, negam abertamente as prerrogativas da Santíssima Virgem Maria, cometem as blasfêmias mais odiosas respeitante a Ela.
Primeira blasfêmia: Contra a Imaculada Conceição. O Padre Alonso pergunta: "Quem são aqueles que podem cometer esta ofensa contra o Imaculado Coração de Maria?" A resposta não deixa dúvida: "Em primeiro lugar e em geral, as seitas protestantes que recusam receber o dogma definido pelo Papa Pio IX e que continuam a sustentar que a Santíssima Virgem foi concebida com a mancha do pecado original e, ainda, de pecados pessoais. O mesmo poderia dizer-se dos cristãos orientais (dissidentes), já que, apesar da sua grande devoção Mariana, também recusam este dogma".
Segunda blasfêmia: Embora os Ortodoxos a admitam, a maioria dos Protestantes também recusa a Virgindade perfeita e perpétua de Maria "antes, durante, e depois de dar à luz".
Terceira blasfêmia: Embora, teoricamente, eles aceitem a Maternidade Divina de Maria definida no Concílio de Éfeso, negam-se a reconhecê-La como a Mãe dos homens no sentido católico, o que implica a negação do Seu papel como Co-redentora e Mediadora de Graça.
Quarta blasfêmia: Refere-se à perversão das crianças pelos inimigos de Nossa Senhora, que tratam de lhes inculcar indiferença, desprezo ou mesmo ódio para com a Virgem Imaculada; e a quinta blasfêmia, pela qual A ultrajam nas Suas imagens sagradas. Estes dois últimos pecados não são mais do que a conseqüência lógica dos três primeiros, e estão frequentemente unidos a eles. A iconoclastia – ou, pelo menos, a recusa obstinada da teologia católica em relação às imagens sagradas – está muito longe de desaparecer.
Em resumo: durante três séculos e meio a contra-igreja tem travado uma luta furiosa e sem descanso contra a Imaculada Virgem Maria, contra a promoção da devoção para com Ela, contra a Sua soberania nos corações e, sobre todas as sociedades. Seguindo os passos do protestantismo – depois do jansenismo e do seu frio desprezo por uma verdadeira devoção à Santíssima Virgem, do racionalismo dos séculos XVIII e XIX, assim como do modernismo do século XX –, essas forças contrárias continuam a atacar a doutrina e devoção Marianas com o mesmo desprezo e perfídia. Por fim, é sabido o modo como o comunismo bolchevique tentou, por todos os meios possíveis, destruir a veneração profunda da Mãe de Deus ancorada na alma do povo russo. Os ícones sagrados tiveram de desaparecer, foram destruídos ou escondidos... e ainda estão à espera de melhores dias.
As blasfêmias de filhos rebeldes e ingratos. Há, porém, algo mais grave, muitíssimo mais sério do que todas as ofensas de homens hereges, cismáticos, apóstatas e ímpios. São as blasfêmias dos próprios filhos da Igreja contra o Imaculado Coração de Maria. Com o passar do tempo, a mensagem de Pontevedra parece assombrosamente profética.

"O pecado contra o Espírito Santo". Aqui temos um dos temas principais da Mensagem de Fátima. Uma vez que Deus decidiu manifestar cada vez mais o Seu grande desígnio de amor — que consiste em conceder aos homens todas as graças, através da mediação da Virgem Imaculada — parece que a recusa dos homens em se submeterem com docilidade à vontade de Deus assim expressa é a falta que mais gravemente fere o Seu Coração, que já não encontra em Si próprio nenhuma inclinação para perdoar. Parece um pecado sem perdão, porque para o Nosso Salvador não há crime mais imperdoável que o de desprezar a Sua Mãe Santíssima e o de "ultrajar o Seu Imaculado Coração, que é o Santuário do Espírito Santo. Isto é cometer ‘a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada neste mundo nem no outro’."

"Consta no seguinte: durante cinco meses, no primeiro sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer quinze minutos de companhia a Nossa Senhora meditando nos mistérios do Rosário1 e fazer uma confissão. Esta pode ser alguns dias antes e, se nesta confissão anterior nos esquecermos de formular a intenção, (requerida) podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no primeiro, sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que trazem amargurado o Seu Imaculado Coração.2

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20Página/As%20Devoções/2.%20DEVOÇÕES%20A%20MARIA%20SANTÍSSIMA/Ao%20Imaculado%20Coração%20de%20Maria/1.Fátima%20e%20a%20Grande%20Promessa.htm

> II. A grande promessa e as suas condições.
> 1. O Primeiro Sábado de cinco meses seguidos
> 2. A Confissão.
> 3. A Comunhão reparadora dos Primeiros Sábados
> 4. Recitação do Terço
> 5. A meditação de quinze minutos sobre os Quinze Mistérios do Rosário
> 6. A intenção de fazer reparação: "Tu, ao menos, vê de Me consolar".

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.


Graça e Misericórdia, Graça do Amor misericordioso, é esta, portanto a síntese da mensagem de Fátima e da revelação do Deus compassivo que, no Seu Amor Trinitário, se inclina sobre todos os sofrimentos humanos, sobre a humanidade para fazer-lhe sentir toda a Sua ternura, para Se manifestar como Pai amoroso de toda a criatura.

A Visão da Santíssima Trindade

Por fim, temos a última aparição em Tuy.
A Qual abóbada remata e sintetiza toda a mensagem nessa visão deslumbrante que compendia num só e único olhar o mistério da Trindade, o sacrifício redentor da Cruz, o sacrifício eucarístico e a presença e participação singular de Maria sob a cruz, com o Seu Coração Imaculado em todo este mistério da salvação do mundo.


A oração do Anjo é extremamente iluminante:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrifícios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.


Conta Ir. Lúcia:
- Eu tinha pedido e obtido licença das minhas Superioras e Confessor para fazer a Hora-Santa das 11 à meia-noite, de quintas para sextas-feiras. Estando uma noite só, ajoelhei-me entre a balaustrada, no meio da capela, a rezar, prostrada, as Orações do Anjo (...). Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei a rezá-las com os braços em cruz. A única luz era a da lâmpada.
De repente iluminou-se toda a Capela com uma luz sobrenatural e sobre o Altar apareceu uma Cruz de luz que chegava até ao teto. Em uma luz mais clara via-se, na parte superior da cruz, uma face de homem com corpo até a cinta, sobre o peito uma pomba também de luz e, pregado na cruz, o corpo de outro homem. Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um cálice e uma hóstia grande, sobre a qual caíam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado e duma ferida do peito. Escorregando pela Hóstia, essas gotas caíam dentro do Cálice. Sob o braço direito da cruz estava Nossa Senhora, “era Nossa Senhora de Fátima com o Seu Imaculado Coração... na mão esquerda... sem espada, nem rosas, mas com uma Coroa de espinhos e chamas...”, com o Seu Imaculado Coração na mão... Sob o braço esquerdo da cruz, umas letras grandes, como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras: “Graça e Misericórdia”. Compreendi que me era mostrado o mistério da Santíssima Trindade e recebi luzes sobre este mistério que não me é permitido revelar.

É interessante notar como esta representação da Trindade na Cruz é chamada na iconografia cristã “Trono da Graça”, pela evocação da passagem de Heb 4, 14-16:
“Tendo portanto um Sacerdote eminente que penetrou nos céus, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a confissão de fé. De fato, não temos um Sumo Sacerdote incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, exceto no pecado. Vamos pois confiantes ao trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para ser ajudados em tempo oportuno”.
E como não evocar ainda, por associação, o prólogo de São João onde nos apresenta o Verbo Encarnado como “O Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, isto é, de amor misericordioso e fiel, de “cuja plenitude todos nós recebemos graças sobre graças” (Jo 1, 14-16)?

Além disso, a arte iconográfica exprimiu por vezes este mistério com mais profundidade e finura do que certas teologias acadêmicas. Tal acontece na tradição iconográfica do Ocidente, quando apresenta e representa como que numa estética teológica o mistério Trinitário no madeiro da Cruz. É como uma síntese plástica desta teologia: o Pai que entrega o Filho para ser solidário com os homens, e sofre na dor do seu amor; o Filho que se entrega a si próprio totalmente pela multidão dos irmãos; a pomba do Espírito de Amor que sustenta o Filho na sua entrega e que, por sua vez, é entregue pelo Filho à humanidade como dom do seu amor sofredor. É este mistério de amor que celebramos na Eucaristia.

Primeiro: Arrepender-se dos próprios pecados e evitar ofender mais o Senhor.

Segundo: Rezar. A oração é o meio de comunicação com Deus, mas os meios de comunicação entre os homens (tv, rádio, cinema, imprensa) hoje prevalecem descaradamente e parecem querer pôr de lado totalmente a oração: “ceci tuera cela” assim se diz; parece que isto se está a verificar.
Não sou eu mas Karl Rahner que escreve: “Está em ato, mesmo no interior da Igreja, um empenho exclusivo do homem pelas realidades temporais, o que não é uma escolha legítima mas uma apostasia e perda total da fé”.

Terceiro: Recitar o Rosário. O sírio Naaman, grande general, desdenhava o simples banho no Jordão. Alguns fazem como Naaman: “Sou um grande teólogo, um cristão amadurecido que respira a Bíblia a plenos pulmões e a sua liturgia por todos os poros e falam-me do Terço?! Contudo também os quinze mistérios do Rosário são Bíblia e também o Pai Nosso, a Ave-Maria e o Glória, são Bíblia unida à oração que faz bem à alma. Uma Bíblia estudada por mero esforço de investigação poderia encher o espírito de soberba, e esvaziá-lo de todo o resto; não é raro o caso de especialistas da Bíblia perderem a fé.

Quarto: O inferno existe e podemos cair nele. Em Fátima, Nossa Senhora ensinou esta oração: “Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu.”
Neste mundo há coisas importantes, mas nenhuma é mais importante do que merecer o paraíso com uma vida boa. Não é Fátima a dizê-lo, mas sim o Evangelho: “Que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a própria alma?” (Mateus 16.26)

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