domingo, 28 de setembro de 2014

A Bíblia responde as acusações dos protestantes contra a Igreja Católica - parte 4.

4. A COMUNHÃO

ACUSAÇÃO : Por que os católicos comungam somente sob as espécies do Pão, e os protestantes sob espécie de Pão e Vinho, como Jesus fez na última ceia ?

RESPOSTA: A diferença entre católicos e protestantes é essencial e bem, maior do que parece :

A ) - Os protestantes desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento da ordenação e não têm nenhum poder espiritual a mais do que seus fiéis. Portanto, eles "presidem" a penas "a ceia", como memória - recordação da ÚLTIMA CEIA de Jesus. E nela comem simples pão e bebem vinho, acreditando que, por esta piedosa recordação, Cristo lhes comunica sua graça e o seu amor.

B ) - Os sacerdotes Católicos recebem no Sacramento da Ordem, o sacerdócio ministerial, (realmente distinto do sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo), pelo qual realizam na Santa Missa o duplo efeito: 1o. - celebram a última Ceia de Jesus ; 2o. (Dentro desta comemoração fazem o que Jesus fez nela antecipadamente) : tornam , presente ( aqui e agora ) o sacrifício de Jesus na Cruz, consumado pela separação do sangue esgotejado do corpo, simbolizado pela consagração separada de pão e vinho. É isto que Jesus ordenou aos Apóstolos e seus legítimos sucessores no sacerdócio, com as palavras: "Fazei isto em memória de Mim ! ". (Lc 22,19).

Este sacrifício de Jesus na cruz, perpetuado em cada Santa Missa (que falta aos protestantes) - sendo a principal fonte de todas as graças - é de máxima importância. Por isso todos os católicos têm a grave obrigação, pelo 1o. mandamento da Lei da Igreja, de participar da Missa inteira nos Domingos e festas de guarda ( quando há possibilidade ).

C ) - As provas bíblicas sobre a real presença de Jesus na Eucaristia são as seguintes:

a ) Os Evangelhos foram escritos na língua grega, de alta cultura, em que existe muitas expressões para os verbos "simbolizar, significar, representar, lembrar, etc." No entanto, os três Evangelistas e S.Paulo, ao descreverem a Última Ceia de Jesus, usam exclusivamente a palavra " é " : "Isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu sangue". ( Mt 26,26s; Mc 14,22s; Lc 22,19s; I Cor 11,23s).

b ) Jesus falava ao povo simples, com palavras claras e compreensíveis. Quando usava comparações, p.ex. : "Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo"; - ninguém reclamava, e não esperava os Apóstolos transformados em imagens de sal ou luz. Quando porém, Jesus lhes disse: "Este é o pão que desceu que desceu do céu, se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu vos darei é minha carne ( imolada ) pela vida do mundo". ( Jo 6,50-51 ) - então os judeus o entendem verbalmente e reclamam dizendo: "Como pode Ele dar-nos a comer sua carne ? " E Jesus reafirma : "Em verdade, em verdade Eu vos digo: se não comerdes carne do filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós... pois a minha carne é um verdadeiro alimento e o meu sangue é uma verdadeira bebida. Quem come deste pão viverá eternamente"; (Jo 6,52-58). Até muitos discípulos seus o entenderam assim verbalmente, e por isso murmuraram e se retiraram dizendo: "É dura tal linguagem; quem pode escutá-la ? ( Jo 6,60-66 ). Mas Jesus não se retrata, para os recuperar. Pelo contrário, pergunta aos doze Apóstolos: "Também vós quereis partir ?" E então Simão Pedro dá a bela resposta da fé, em nome dos Apóstolos e de todos os fiéis católicos: "Para quem iremos nós, Senhor ? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus". ( Jo 6,67-71). Porém somente na Última Ceia foi lhes revelada a maneira de alimentar-se com o Corpo e o Sangue de Jesus, velado sob espécies de pão e vinho
consagrados.

c ) Outra prova bíblica sobre a verdadeira presença de Jesus na Eucaristia, são as admoestações de S. Paulo aos Coríntios: "E por isso, todo aquele que comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, tornar-se culpado do corpo e do sangue do Senhor... Pois quem come e bebe sem fazer distinção de tal corpo, come e bebe a própria condenação". ( I Cor 11,27-29 ).

d ) A Comunhão sob uma ou duas espécies não constitui essencial diferença já que em cada pedacinho de pão e em cada gota de vinho consagrado recebemos Jesus inteiro, vivo e ressuscitado; como consta claramente de suas palavras ( Jo 6,51-56): "Eu sou o pão vivo que desceu do céu... e o pão que hei de dar é a minha carne... Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele". Claro, não é um pouquinho de carne ou sangue que recebemos na santa Comunhão, mas o "EU" de Jesus: a Pessoa do Filho de Deus Encarnado - nosso Salvador.

Por isso os primeiros cristãos costumavam levar aos encarcerados pela fé, somente o pão consagrado; e os doentes que não conseguem engolir um pedacinho da hóstia consagrada, a Igreja recomenda administrar algumas gotas do vinho consagrado. E em grupos, menores e bem preparados, pode-se administrar a Santa Comunhão sob duas espécies. O que mais importa é a viva fé, humildade diante deste Santíssimo Sacramento do Amor ! Daí, o 3o. Mandamento da Lei da Igreja nos obriga: Comungar ao menos uma vez por ano, pela Páscoa da Ressurreição; e recomenda fazê-lo em cada santa missa !

Que pena que pela falta de fé no poder e no amor infinito de Jesus, tantos "crentes" se afastam desta "árvore da vida", presente entre nós até ao fim do mundo, - na Eucaristia; apesar de suas palavras claras: "Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" ( Jo 6,53).
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5 . CASAMENTO - SACRAMENTO INDISSOLÚVEL ?

ACUSAÇÃO : Por que a Igreja católica proclama o matrimônio como sacramento indissolúvel ? Os outros crentes adotam simplesmente a lei civil sobre o casamento e o divórcio. Qual é o ensinamento da Bíblia ?

RESPOSTA : a) A Bíblia não deixa nenhuma dúvida a respeito da indissolubilidade do matrimônio, como consta de Mt 19,3-9. Nesta disputa com os fariseus, acostumados a repudiar facilmente as sua mulheres, Jesus lhes responde : "Não leste que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: - Por isso deixa o homem pai e mãe e une-se com sua mulher e os dois formam uma só carne ?... Não separe, pois, o homem o que Deus uniu". - Acrescentaram eles: - "Então, por que Moisés mandou dar-lhes libero de repúdio e despedi-la ? Respondeu-lhes Jesus : - "Por causa da dureza do vosso coração, permitiu-vos Moisés repudiar as vossas mulheres, mas no princípio não era assim". - E agora, com a autoridade do divino Legislador, Jesus restabelece a ordem primitiva, declarando : "Ora, Eu vos digo : - Todo o que despedir a própria mulher, salvo de concubinato, ( e não adultério, como traduzia-se erradamente), e casar-se com outra, comete adultério; e quem casar-se com uma repudiada, comete adultério".

Em I Cor 7,10-11 S. Paulo reafirma a indissolubilidade do matrimônio, escrevendo : "Aos casados mando ( não eu, mas o Senhor ) Que a mulher não se separe do marido. E se ela estiver separada, que fique sem casar, ou se reconcilie com seu marido. Igualmente o marido não repudie sua mulher". Portanto, segundo as expressas declarações da Bíblia, não há mais lugar para o divórcio e novo casamento, entre os cristãos casados.

b ) Sacramento. Na carta aos Efésios ( Ef 5,25-33 ), S. Paulo recomenda aos maridos amarem suas esposas, "como Cristo amou sua Igreja e se entregou a si mesmo por ela, a fim de a santificar... para que seja santa e irrepreensível", - e acrescenta : - "Esse mistério ( = sacramento ) é grande, quero dizer, com referência a Cristo e a Igreja ".

Por esse mistério ( sacramento ) o contrato natural do matrimônio, e a convivência cotidiana do casal cristão, representando e encarnando o amor fecundado de Cristo à sua Igreja, é elevado a uma nova dignidade e realidade transcendental, ou ao plano sacramental.

É verdade que nos primeiros séculos, nos tempos da perseguição, o sacramento do matrimônio não tinha ainda fórmulas prescritas, e era contraído no ambiente familiar ; mas a Igreja Católica nunca o entregou às autoridades civis do Estado, ( como fazem muitos "crentes"), e depois prescreveu em pormenores as exigências para sua válida celebração na Igreja.

c ) Mesmo que a Igreja Católica nunca aprove o divórcio, em alguns casos o Tribunal Eclesiástico do Matrimônio pode declarar a nulidade dum "matrimônio", quando depois de séria investigação fica provado que, na celebração de tal "casamento" na igreja, faltaram condições essenciais para sua validade, exigidas pela lei da Igreja, ( idade, liberdade, etc. ). Isso não é concessão do divórcio, mas apenas uma declaração de que - apesar da cerimônia religiosa, - o tal "matrimônio" não era validamente contraído, isto é, nunca se realizou.

d ) Para todos os casados vale a exortação bíblica da carta aos Hebreus : " Seja por todos honrado o matrimônio, e o leito conjugal sem mácula ; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros" ( Hb 13,4 ).
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