terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Marxismo Cultural: modo de agir.

Como é que uma ideologia obtém o domínio sobre os padrões de pensamento inculcadas na culturas há já centenas de anos? Segundo Gramsci, o domínio da consciência de grandes quantidades de pessoas seria obtido se os Comunistas ou os seus simpatizantes obtivessem o controle das instituições culturais - as igrejas, a educação, os jornais, as revistas, os média electrónicos, a literatura séria, a música, as artes visuais, e assim por diante. Ao obterem a "hegemonia cultural", para usar os termos de Gramsci, o Comunismo iria controlar as fontes mais profundas do pensamento e da imaginação do ser humano.

Nem é preciso controlar toda a informação se for possível obter o controle das mentes que assimilam essa informação. Perante tais condições, a oposição séria desaparece uma vez que os homens já não capazes de entender os argumentos dos opositores do Marxismo. De facto, os homens irão "amar a sua servidão" e nem se aperceberão que isso é servidão.

Etapas para o processo

A primeira fase para se obter a "hegemonia cultural" duma nação é a debilitação dos elementos da cultura tradicional:

1. As igrejas são, portanto, transformadas em clubes politicamente motivados, que colocam ênfase na "justiça social" e no igualitarismo, e onde as doutrinas milenares e os ensinamentos morais são "modernizados" ou reduzidos até ao ponto da irrelevância;

2. A educação genuína é substituída por currículos escolares "emburrecidos" e "politicamente corretos", e os padrões [académicos] são reduzidos de um modo dramático;

3. Os órgãos de informação são moldados de modo a serem instrumentos de manipulação em massa, e instrumentos de assédio e descrédito das instituições tradicionais e dos seus porta-vozes;

4. A moralidade, a decência, e as virtudes do passado são ridicularizadas incessantemente;

5. Os membros tradicionais e conservadores do clero são caracterizados como falsos e os homens e mulheres virtuosos são classificados de hipócritas, convencidos e ignorantes.

A cultura não é mais um suporte de apoio à herança nacional, e um veículo para a transmissão dessa herança para as gerações futuras, mas sim um meio de "destruir as ideias ... apresentando aos jovens não os exemplos heróicos mas apresentando de modo deliberado e agressivo os degenerados," como escreveu o teólogo Harold O.J. Brown. Podemos ver isto na vida Americana contemporânea, onde os grandes símbolos no nosso passado nacional, incluindo os grandes presidentes, soldados, exploradores e pensadores, são caracterizados como sendo homens notavelmente "racistas" e "sexistas," e como tal, basicamente malignos. O seu lugar foi ocupado por charlatães pró-Marxistas, pseudo-intelectuais, estrelas do rock, celebridades esquerdistas cinematográficas, e por aí adiante.

Noutro nível, a cultura tradicional Cristã é qualificada de "repressiva", "Eurocêntrica", "racista", e, desde logo, indigna da nossa contínua devoção. Para o seu lugar, o primitivismo puro mascarado de "multiculturalismo" é colocado como o novo modelo.

O casamento e a família, os tijolos de construção da nossa sociedade, são perpetuamente atacados e subvertidos. O casamento é caracterizado como uma conspiração dos homens como forma de perpetuar um sistema maligno de domínio sobre as mulheres e as crianças. A família é descrita como uma instituição perigosa centrada na violência e na exploração. Segundo os Gramscianos, a família patriarcal é precursora do fascismo, do Nazismo, e até de todas as formas de perseguição racial.

FONTE: http://omarxismocultural.blogspot.com.br/
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