sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MULHERES E A ORDEM.

AS MULHERES E O SACRAMENTO DA ORDEM



Há algum argumento sério e bem fundamentado que proíba à mulher receber o sacramento da Ordem?



Note-se primeiramente: não há notícia de que Cristo tenha confiado algum poder sacerdotal a qualquer das santas mulheres do Evangelho, nem mesmo à Sua Mãe Santíssima. São Paulo, por seu lado, diz explicitamente:



"Calem-se as mulheres nas assembléias, pois não lhes é lícito tomar a palavra; conservem-se submissas, como a Lei mesma manda. Se quiserem se instruir sobre algum ponto, interroguem seus maridos em casa, pois não convém que a mulher fale em alguma assembléia" (1 Cor 14,34s; o mencionado texto da Lei é Gên 3,16).



'"Durante a instrução, guarde a mulher o silêncio com toda submissão. Não permito à mulher ensinar nem dar normas aos homens. Conserve-se tranqüila" (1 Tim 2,lis).



Tais proibições excluem naturalmente a participação no ministério sacerdotal.



Os sínodos de Laodicéia (389), Nimes (384), Aquisgrano (789), Paris (829) repetiram sucessivamente não ser lícito conferir as ordens sacras às mulheres. A mesma proibição se encontra ainda hoje no Código de Direito Canônico, cân. 968,1.



A razão de ser de tal determinação é a subordinação natural do sexo feminino ao masculino; a mulher foi criada por Deus para ser auxiliar, colaboradora e complemento do varão, não para tomar a dianteira sobre este (excetuam-se os casos em que a própria Providência Divina, direta ou indiretamente, solicitou e solicita a intervenção forte de mulheres, tais como Catarina de Sena e Joana d'Arc),. Não somente. a Escritura inculca essa ordem de coisas, mas também a Filosofia clássica, cujo testemunho nos é referido por S. Tomaz:



"A mulher não deve possuir alguma jurisdição espiritual, pois, segundo o Filósofo (Aristóteles, Ética VIII7), há corrupção da urbanidade (quebra da reta ordem) quando a mulher chega ao domínio. Por isto é que a mulher não traz as chaves nem da ordem (sacerdotal) nem da jurisdição" (In Sent 4, d. 19. a. 1, a. 1. sol. 3 ad 4).







Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

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