sábado, 9 de novembro de 2013

Casamentos inválidos.

“Há mais casamentos nulos hoje do que antes”.

RR - O Arcebispo Gerhard Muller considera que haverá actualmente mais casos de casamentos nulos do que no passado, devido ao desconhecimento da doutrina católica sobre o matrimónio.

Dom Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Num longo artigo publicado no “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé defende a actual posição católica de total inviolabilidade do casamento, desde que validamente celebrado.

Para Muller, contudo, haverá mais casos actualmente em que essa validade não existe: “A mentalidade contemporânea contrasta bastante com a compreensão cristã do matrimónio, sobretudo a respeito da sua indissolubilidade e abertura à vida. Uma vez que muitos cristãos são influenciados por tal contexto cultural, os casamentos são provavelmente mais frequentemente inválidos nos nossos dias do que eram no passado, estando ausente a vontade de se casarem segundo o sentido da doutrina matrimonial católica e havendo uma reduzida adesão a um contexto vital de fé”.

A Igreja Católica não aceita o divórcio, considerando que um casamento válido apenas termina com a morte de um dos esposos, pelo que as pessoas que vivem em segundas relações estão, na prática, em estado de adultério. Em alguns casos, porém, pode-se determinar que o primeiro casamento nunca o foi, por não reunir as condições necessárias para ser válido, o que deixa ambos livres para casar.

O artigo surge numa altura em que se começa a preparar um sínodo extraordinário para a família, que terá como particular enfoque a questão dos divorciados que vivem em segundas uniões. Actualmente, à luz das regras da Igreja, estas pessoas estão impedidas de receber os sacramentos da eucaristia e da confissão, enquanto insistirem em viver num estado irregular.

Muller faz um apanhado de diversos documentos da Igreja ao longo dos últimos anos que abordam este tema. Todos insistem na necessidade de se acolher da melhor forma as pessoas nestas situações, mas reafirmam a posição da Igreja.

Nesta, D. Müller está certíssimo. A catequese está péssima. Tudo fruto da “nova evangelização”. E na mão dos leigos, já que o padre geralmente mal tem uma conversinha rápida com eles antes e nem conversa com eles depois de casados, justamente nos primeiros e mais difíceis anos de adaptação à vida conjugal.

Os noivos não se preparam adequadamente para o sacramento e nem lhes é oferecida uma catequese adequada. Os cursos de noivos das paróquias só informam sobre contracepção, sexualidade, economia doméstica, psicologia, etc. E esquecem-se de que esses cursos são parte da catequese da Igreja, e não auto-ajuda mundana.

Hoje, as noivas acham que estão numa cerimônia de coroação da “princesa” (“todas querem ser noivas, nenhuma quer ser esposa ou mãe”, diz uma amiga minha), os noivos não entendem exatamente por que estão no “patíbulo”, ambos prometem coisas que não compreendem e nem estão dispostos a cumprir, os casamentos se tornaram festas pagãs – com altos lucros para cerimoniais, bufês, músicos, fotógrafos, etc – na mais pura ostentação e numa gastança desnecessária de dinheiro que faz falta num começo de vida.

É hora de obrigar os noivos a uma catequese séria, um pequeno retiro ainda na juventude para discernir o estado de vida (se quer ser leigo ou religioso/sacerdote, casado ou solteiro, etc), incentivar os casamentos mais simples (roupas simples, sem pompa nem ostentação, etc – com a mesma simplicidade de um batismo), alertar os noivos que amor é o amor de Cristo – a caridade, e não um simples gostar ou atração física/emocional e forçar o clero a acompanhar melhor os noivos antes e depois do casamento com boa espiritualidade e doutrina cristãs, não com conversinha de sexólogo ou psicólogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infelizmente, devido ao alto grau de estupidez, hostilidade e de ignorância de tantos "comentaristas" (e nossa falta de tempo para refutar tantas imbecilidades), os comentários estão temporariamente suspensos.

Contribuições positivas com boas informações via formulário serão benvindas!

Regras para postagem de comentários:
-
1) Comentários com conteúdo e linguagem ofensivos não serão postados.
-
2) Polêmicas desnecessárias, soberba desmedida e extremos de ignorância serão solenemente ignorados.
-
3) Ataque a mensagem, não o mensageiro - utilize argumentos lógicos (observe o item 1 acima).
-
4) Aguarde a moderação quando houver (pode demorar dias ou semanas). Não espere uma resposta imediata.
-
5) Seu comentário pode ser apagado discricionariamente a qualquer momento.
-
6) Lembre-se da Caridade ao postar comentários.
-
7) Grato por sua visita!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar: