quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Cemitério.


O CEMITÉRIO - Monsenhor Ascânio Brandão

Que é um cemitério?

Cemitério é simplesmente o lugar do repouso dos mortos. A palavra cemitério vem do latim caemeterium, que literalmente significa dormitório, como a palavra grega donde se origina. Dormitório! Lugar de descanso. Lá estão aqueles sobre os quais a Igreja reza, dizendo: Daí-lhes, Senhor, o descanso eterno! Os corpos dos fiéis cristãos dormem, à espera da ressurreição. A Igreja chama o cemitério o lugar onde dormem os fiéis. O Ritual Romano fala na bênção “do lugar onde dormem os fiéis”... Que expressões!

Na linguagem cristã, o cemitério chama-se também campo santo. E há lugares onde o denominam também campo de Deus. Os povos pagãos tinham do cemitério uma ideia ou supersticiosa ou muito grosseira e materialista. Os romanos o denominavam putreolli – lugar onde se apodrece. Os pagãos modernos têm horror ao cemitério e pensam o mesmo em aboli-lo, substituindo-o pelos macabros fornos crematórios. Entretanto, é um lugar sagrado, uma lição perene para os vivos, é a recordação de nosso nada, de nossa miséria, mas também de nossa imortalidade e da ressurreição da carne. É um lugar sagrado. Tem este caráter sagrado, por mais que o laicismo tende reduzi-lo a um simples depósito de cadáveres destinados ao apodrecimento. Nosso corpo é sagrado, é o templo do Espírito Santo. Ainda depois de separado da alma, há de merecer todo respeito, porque um dia ressuscitará.

A Liturgia tem uma Bênção solene para os cemitérios, reservada aos Bispos. Nele se planta uma cruz bem grande. É a lembrança de nossa Redenção. O cemitério é a terra da cruz. Tudo ali nos fala da cruz de JESUS CRISTO. Em cada sepultura uma cruz, o símbolo da Redenção. Como é triste verem-se, ainda hoje, túmulos pagãos donde baniram a cruz, substituída por uma coluna partida ou qualquer outro símbolo de dor e desespero. O cristianismo santificou a nas catacumbas, com honras e piedosas preces. Como são belas as inscrições que nos deixaram! Todas falam da imortalidade e do Céu. Ás vezes uma só palavra dizia tudo: Viveu!

A Igreja, que consagra os cemitérios, abençoa as sepulturas cristãs e pede ao Senhor que mande um Anjo guardar cada uma delas. Eis a bela oração da bênção do túmulo:

“Ó DEUS, cuja misericórdia dá o repouso às Almas dos fiéis, dignai-Vos abençoar esta sepultura e enviar o vosso Anjo para a guardar. Dignai-Vos também livrar dos laços de seus pecados as Almas daqueles cujos corpos estão aqui sepultados, a fim de que gozem continuamente e eternamente da felicidade junto com os vossos Santos”...

Que laços são estes dos pecados? Naturalmente os laços que prendem as pobres Almas na expiação, nas chamas do Purgatório. Eis como a Igreja santifica o cemitério, nossa sepultura, e deseja que aprendamos ali o que somos: Pó! É...uma alma imortal destinada à felicidade eterna no seio de DEUS.

Lições do cemitério

O cemitério é uma escola, não há dúvida. Fala-nos da morte. Lembra nossos Novíssimos. Dizia Santo Agostinho: “que a morte seja vossa mestra!” Palavras profundas e tão singelas! Sim, a morte é uma grande mestra. E onde ensina melhor? Onde está sua escola? No cemitério. Quantas lições não nos dá ela! Ó, se os vivos soubessem aproveitar as lições da Doutora Morte!

Vamos ao cemitério com sentimentos cristãos e muito aprenderemos lá.

Um cemitério cristão, escreve o erudito Mons. Gaume, prega quatro dogmas:

- A nobreza e a santidade do corpo da pessoa humana,

- a grande lei da fraternidade universal e eterna,

- a imortalidade da alma,

- a ressurreição da carne.

Prega a nobreza do corpo humano, cercando-o de respeito e veneração, mesmo quando ele se transforma num montão de ruínas, numa podridão, num punhado de cinzas. Respeita estas cinzas e as quer depositadas num lugar sagrado.

Uma voz parece se ouvir no cemitério como a do Senhor a Moisés: É sagrado o lugar onde estás, esta terra que pisas.

Lá dormem os cristãos. Como é doloroso ver-se desrespeitado e profano o lugar dos mortos com tantas leviandades e até com o escândalo e o pecado. No cemitério conservamo-nos respeitosos como num templo. Oremos e meditemos ali. É lugar sagrado. O cemitério fala-nos que somos todos irmãos. Todos nivelados numa tumba! A diferença dos mausoléus e das sepulturas rasas não tira ao cemitério a ideia do nivelamento, do nada que somos, e da podridão de uma sepultura. Que lição para os orgulhosos! E como devemos nos amar em CRISTO, nós que seremos nivelados após a morte até a ressurreição da carne! Debaixo de uma sepultura, todos iguais! Ali não se acaba tudo. Ali começa tudo. É a porta da eternidade, o pórtico da outra vida. Então, pensamos na imortalidade de nossa alma. Olhar para um cemitério com a indiferença deste grosseiro materialismo que hoje aí impera, é muito triste e horrível porque desespera. Cada sepultura é uma porta do céu para o verdadeiro cristão. Uma sementeira onde descansa um corpo que depois de apodrecido como a semente na terra, surgirá ressuscitado para unir-se à alma na eternidade, quando vier a ressurreição da carne. Ressuscitarei um dia! Que doce esperança do cristão!

Escreveu D. Cabról: “A alma voltará um dia para animar este corpo que foi seu companheiro na Terra e que ela o fez trabalhar no serviço de DEUS. Tomará de novo sua forma mortal, mas uma forma embelezada, enobrecida, elevada até o apogeu da glória. A alma santificada elevará este corpo a um grau de glória e o fará entrar no Céu e lhe comunicará os dons da imortalidade e da glória”.

Tudo isto o cristão aprende e medita num cemitério quando o visita com fé e vive o espírito da Igreja que santifica e abençoa o campo santo.

Visitas ao cemitério

Quanto mais os cristãos tíbios e os pagãos modernos têm horror e fogem dos cemitérios, tanto mais nós, os que cremos na imortalidade de nossa alma e esperamos a ressurreição da carne, devemos visitar e amar o campo santo. Visitemos os cemitérios. Serão nossos mestres, e neles nos lembraremos das pobres Almas do Purgatório.

São Camilo de Lelis e muitos outros santos tinham o piedoso costume de visitar os mortos e meditar sobre as sepulturas. Quantas vezes o Santo dos enfermos não se aprofundava numa meditação ante as sepulturas, dizendo a si mesmo: “medita na sorte destes que já estão na eternidade. Ó, se muitos destes mortos pudessem voltar à Terra como fariam penitência e haviam de trabalhar para sua salvação! Agora sabem eles o que é DEUS e a eternidade, e o que valem as vaidades deste mundo!”

Aconselha-se a visita aos cemitérios para meditação nossa e para o proveito dos fiéis defuntos. Convém recolher-se um pouco ao passar diante de um campo santo. Rezar, refletir um instante! Não sejamos indiferentes e frios como os que não têm fé e não esperam a ressurreição da carne.

A Santa Igreja, para nos estimular, concede-nos várias e ricas indulgências pela visita ao cemitério. Durante a oitava dos mortos, isto é, de 2 a 9 de Novembro, os fiéis que visitarem o cemitério e rezarem pelos defuntos, podem lucrar as seguintes indulgências: “uma indulgência plenária cada dia aplicado só aos defuntos. E a todos que visitam o cemitério e oram pela Almas, uma indulgência parcial aplicável só aos defuntos” P.446.

Por que estas indulgências? Naturalmente para nos estimular a orar pelos mortos no lugar dos mortos, e assim embalsamarmos com a oração a sepultura sagrada dos que dormem à espera do acordar do Juízo no último dia.

Nas visitas pastorais, o Bispo reserva um dia para os mortos. São também dignos merecedores da visita do Pastor. É o exame do Pastor vigilante não só por motivos canônicos e litúrgicos; tem o fim estimular os fiéis a rezarem pelos fiéis defuntos, incentivar a devoção do sufrágio, recordar as grandes verdades de nossos novíssimos.

Por tudo isto, que havemos de concluir?

A Igreja quer que visitemos os cemitérios, que não nos esqueçamos desta obra de caridade. Não basta aquela visita, muitas vezes por vaidade e ostentação, no dia de Finados umas coroas depositadas nos túmulos, umas lágrimas que logo se enxugam e as flores que logo se murcham. Não é disto que precisam os mortos. As flores provam amizade, não as reprovamos. São elas uma manifestação delicada de amor. As lágrimas não as condenamos. JESUS não chorou ante o sepulcro de Lázaro? Ficaremos todavia só em lágrimas de sentimentalismo? É preciso sufragar as Almas de nossos defuntos queridos. Vamos aos cemitérios para os socorrer e não apenas para nos consolar e cumprir uma formalidade social. Enfim, visitemos os cemitérios como cristãos, como os que acreditam na ressurreição da carne.

Exemplo - O príncipe polonês convertido

O grande pregador Pe. Lacordaire numa de suas conferências aos alunos do colégio de Sorreza, conta o seguinte fato ao tratar da imortalidade da alma:

Um príncipe polonês, incrédulo e muito conhecido pelo seu materialismo, havia escrito um livro contra a imortalidade da alma. Estava já pronto o livro e nas últimas correções para a impressão, quando ao passear pelo jardim veio-lhe ao encontro uma pobre mulher e banhada em lágrimas lançou-se aos seus pés, dizendo: - “Meu caro senhor, meu marido morreu. A sua alma deve estar no Purgatório e há de sofrer muito. Eu sou muito pobre, não tenho dinheiro para a espórtula de uma Missa por sua alma. Tenha caridade de me dar uma esmola para eu pedir para celebrar uma santa Missa pela alma de meu marido/’.

O incrédulo príncipe teve pena da pobre mulher, e embora não acreditasse na imortalidade da alma e combatesse toda a crença, levou a mão ao bolso e encontrou uma moeda de ouro. Deu-a logo à mulher. A pobrezinha, radiante de alegria, foi logo à primeira igreja e encomendou diversas Missas pela alma do saudoso esposo. Cinco dias depois, o príncipe relia os manuscritos de seu livro já em vésperas de ser publicado – o terrível livro contra a imortalidade da alma. – De repente, levantando a cabeça, deu com os olhos num homem misterioso que lhe parou em frente à mesa de trabalho do escritório. Era um camponês. – Príncipe, diz o desconhecido, venho agradecer-lhe. Sou o marido daquela pobre senhora que há poucos dias pediu a vossa alteza uma esmola para mandar celebrar Missas pela Alma do esposo falecido, que sou eu. A caridade de vossa Alteza foi tão bem aceita por Deus, que me foi permitido vir agradecer tão grande benefício. Dizendo isto desapareceu.

Diante disto o príncipe, comovido, se converteu, rasgou os originais do livro ímpio que havia escrito, lançou-os ao fogo e tornou-se bom cristão até a morte.

O DIABO É LIBERAL E NÃO GOSTA DO CATOLICISMO TRADICIONAL.

 CONFISSÕES DO DEMÔNIO A UM SACERDOTE - O batismo e a confissão são o pior para nós. Caso verídico de um exorcismo em que o demônio foi obrigado a falar 
  
Estes trechos são parte de um sermão de três horas que o demônio fez através da pessoa de M.A.W., de Bondorf – Floresta Negra (Alemanha) no ano de 1910. O demônio repetiu muitas vezes, muitas vezes, três a quatro vezes, assim facilmente podia anotar tudo. Dezessete (17) pessoas assistiram esta cena e ficaram estarrecidas com estes acontecimentos e, com as assinaturas de todas, tudo foi examinado e aprovado. Isto prova o grande poder do espírito das trevas.

DEMÔNIO: - Eu tenho que falar, devo falar...

EXORCISTA: - Diga somente aquilo que Deus te ordenou a falar. Aquilo que Deus não ordenou a revelar não diga, sobre o resto cala-te! (Estas palavras o sacerdote repetiu muitas vezes). 
  
DEMÔNIO: - Eu tenho que falar. Aquele lá de cima me ordenou que te contasse (tudo), como nós enganamos os homens, como seduzimos os homens deste tempo. Nós inspiramos os homens. Nós dizemos aos homens: “Não é assim como os velhos falam, como ensinaram e acreditaram. Bobagem, incrível – que bobagem, tudo bobagem! A verdadeira religião não é assim como os velhos dizem. Vocês precisam ouvir somente o que a razão diz. 
  
O que a gente não pode compreender não precisa acreditar, não precisa acreditar, não precisa”. Quando falamos assim eles se afastam da verdadeira religião, afastam-se da revelação e fazem uma religião para si, uma religião deles. Ha, ha..., então é fácil incutir neles: “Deus não existe, Deus morreu, morreu, que Deus existe isto é crença de mulher velha. 
  
E o que mais inspiramos aos homens: liberdade é tudo, tudo – juntar dinheiro, riquezas, prazeres, alegrias, gozar a vida aqui na terra”. “Liberdade! – fazer o que quero – Liberdade. Ha, haaaa... 

E tenho que falar – a respeito da Grande Mulher (Mãe de Deus) – a respeito da veneração à Grande Mulher. Nós dizemos aos homens, inspiramos aos homens, Haaaa...: - O que adianta tudo isto? Ela não é essencial. Vocês precisam concentrar-se no essencial da religião. Ela não é essencial”. 
  
Estes homens bobos não compreendem que com isso – deixando a Veneração à Grande Mulher – perdem justamente o essencial. Estes homens tolos não sabem como “Aquele lá de cima” – o Altíssimo – a ama. Ele a ama como a si mesmo. Sim, sim, uma única palavra que Ela fala ao Altíssimo já é atendida – tudo o que Ela diz se realiza – tudo – tudo o que Ela pede se realiza... 
  
O TERÇO – é a oração mais forte e mais nobre.
Uma única Ave-Maria tem poder, poder... Uma única Ave-Maria até o purgatório, o lugar do sofrimento... Quando um homem diz: Ave-Maria – a Grande Mulher se alegra, e como se alegra – e nós huuu levamos um susto, susto, susto! Mas nós trabalhamos e inspiramos e cochichamos nos ouvidos dos homens: - o Terço não adianta – é rotina – é costume, é tagarelice – vocês precisam rezar outras orações, outras, ouviram, outras... O Terço é um terror para o inferno. 
  
Também o escapulário... 

Nós dizemos aos homens: - O que adianta esses pãezinhos, pãezinhos (hóstias) – nós temos a tarefa de destruir tudo isto, tudo isto, é nossa obra, nossa, nossa... 

Nós inspiramos aos homens dizendo: - Os dias de festas??? Ha, ha, dias de festa??? Estes dias de festa devem desaparecer! Sim, desaparecer... Ou mudar tudo – os dias de festa que não conseguimos destruir – apagar – devem tornar-se dias de abundância, dias de esbanjamento... Para nós é melhor que estes dias não existam. 
  
Porque muitos iriam à Igreja – rezar – fazer adoração, fazer as cerimônias e assim iriam atrair sobre si a MISERICÓRDIA DE DEUS. Nós vamos atrás dos grandes, dos grandes, os pequenos vêm por si... Nós também dizemos que tudo é natural, natural, natural... Dizemos que o demônio não tem influência, ha, haa! – e eles acreditam tudo... Nós agora atacamos principalmente os sacerdotes e dizemos a eles: - “O demônio tem influência sobre as coisas materiais”. Mas os sacerdotes esqueceram o que ensinou a sua Santa Igreja. Não sabem mais quanto poder, quantas forças receberam na hora da ordenação e não conhecem mais que poder tem tudo, também as coisas bentas, eles não conhecem mais quanto poder elas tem, as coisas bentas por eles. 
  
Eles deveriam reconhecer isto pelo efeito que tem tais coisas bentas, quando são usadas com humildade e piedade. Nós também inspiramos que o demônio está preso numa corrente, há, há, corrente – eles acham que não podemos fazer nada – vocês sabem como somos presos??? Presos nada – nós temos liberdade, nós podemos tentar os homens, perseguir os homens... Vocês sabem por que Aquele permitiu isto? Como poderia ser glorificado seu Nome se houvesse vitória, vitória sobre nós, vitória em seu Nome. Mas o Lúcifer – sim ele está preso no inferno – até o tempo em que surgir o anti-Cristo. 
  
Na Igreja – durante o sermão nós fazemos assim: nós cuidamos que o padre pregue bossa-nova, um sermão moderno... Com os ouvintes nós fazemos assim, para os grandes dizemos: - “O que, você vai escutar o sermão??? Você já sabe tudo isto – tudo você já sabe, melhor do que o padre... Você sabe o que deve fazer... E não é bem assim como o pregador diz... Com o povo simples nós fazemos assim: Pois quando os homens escutam o sermão com humildade e quando estão preparados para entender tudo – isto seria para eles – para eles de grande vantagem – e para nós isto seria prejuízo... Você nem calcula quanto prejuízo é para nós um bom sermão... Huiiii – Eu tenho que falar – falar. 
  
Quando os homens se reúnem para adorar “Aquele lá de cima” – então os anjos deles também se reúnem e se alegram – alegram, mas nós não podemos chegar perto – anjos, anjos... Mas quando os homens se reúnem por nós, em nosso nome, então nós nos alegramos quando criticam, criticam... nós nos alegramos, mas os anjos se afastam... Você deve saber que todo homem tem um anjo, sim um anjo... O anjo está sempre à direita, à esquerda nós, sempre ao lado... O anjo quer levar o homem ao caminho do bem, mas nós o tentamos, conquistamos... Quando nós conseguimos conquistar o homem, então o anjo sai, mas depois ele volta – ele faz tudo para levar o homem de volta ao bom caminho. Anjo, anjo... E quando o homem segue o bom caminho, aceita o conselho do anjo então o anjo nos manda embora e nós temos muito medo dele... Mas apesar disto nós não desistimos logo, nós rodeamos o homem e procuramos jogar as nossas redes sobre ele... Mas a Grande Mulher nos prejudica muito. Nós também fazemos nossa reunião, somos muito numerosos. 
  
Você deve saber que também sabemos pensar como você e quem de nós tem a opinião melhor – esta aceitamos. Quando os homens fazem reunião e não rezam e não tem fé, então o lucro é sempre nosso. Mas quando começam a reunião com Deus, então a obra é de Deus. 

O Batismo e a Confissão é o pior para nós. Antes do Batismo temos muito poder sobre as almas, mas no Batismo ela é arrancada de nossas mãos. Pior ainda é a Confissão, porque lá nós já não temos tudo em nossas mãos, em nossas garras e por uma boa confissão tudo é perdido, tudo é arrancado de nós... Mas nós inspiramos os homens dizendo: - O que? Você quer confessar? O que você quer dizer a um simples homem, homem como você? Ele é bem igual a você..... Ou nós inspiramos tanta vergonha, que já não é capaz de falar... Mas quando o homem vence a vergonha então está perdido para nós... Começa o horror para nós... 
  
Quando o homem está na hora da morte, estamos presentes, sempre são muitos de nós que vem... Então mostramos a ele seus inumeráveis pecados, mostramos todo o tempo que perdeu em ninharias, falamos da justiça de Deus, da severidade d’Aquele lá de cima – fazemos de tudo para deixá-lo confuso e para que fique com medo, com horror... e ele não tem coragem de arrepender-se... e depois choramos e gritamos para que ele não ouça o que os outros dizem. Mas quando vem a Grande Mulher – num só instante devemos desaparecer. Ela vem e cuida do seu filho. O homem é aliviado e Ela toma a sua alma e a leva até o Céu. E no Céu tem muitas alegrias e festa... Quando levamos uma alma para o inferno, os diabos também fazem festa. No momento que a alma se separa do corpo ela é julgada. Vocês não sabem e não podem imaginar como é isso – nós o sabemos muito bem, mas para vocês isto é incompreensível... Tenho que falar, tenho que falar... 
  
Tenho que contar do nosso caso. Foi a vaidade que nos levou a este estado, foi a vaidade que nos tirou lá do Céu... Huuuuu! Não existe nenhum homem nesta terra que já não foi atacado pela vaidade. Os homens são assim: quando fazem alguma coisa boa, querem que todos os homens o saibam e vejam... Eles não reconhecem que aquilo que fazem é Obra do Altíssimo. Tenho que falar, tenho que contar das alegrias do Céu para vocês. Huuuu! Para nós não há mais esperança! Eternamente sem esperança! A maior alegria do Céu é de contemplar a face de Deus. Escuta, escuta bem (diz, chegando perto do sacerdote), escuta o que digo: se pudesse só por um pouco de tempo contemplar esta face, aceitaria passar por todos os tormentos que existem (isso foi dito com tanta dor, que as palavras me penetraram pelo corpo e pela alma, estremeci, disse o sacerdote). 
  
Tenho que falar, tenho que contar dos nossos tormentos. Os homens acham que é o fogo que nos atormenta. Sim, sim, é fogo, fogo, mas um fogo de vingança. Você sabe qual é o tormento maior no inferno? A ira do Altíssimo! Você não pode imaginar como Ele é terrível na ira, como nós o experimentamos e o temos continuamente em nossa frente, diante dos nossos olhos... Aiiii de nós! Também tenho que dizer como o pecado é horrível... Se vocês pudessem nos ver... Ai de nós. Podemos somente pecar, pecar – somos monstros – mas o pecado é mais horrível - é muito mais feio do que nós... Temos o poder de tentar todos os homens, fazê-los pecar, só a Grande Mulher não, Aquele lá de cima nos proibiu de tocá-la, mas aquele que d´Ela nasceu, nós tentamos, sim, nós tentamos, você sabe porque? Para vocês terem um exemplo, um modelo de como se luta contra nós. Haaaa... Não foram os judeus que o mataram, fomos nós, nós, nós. 
  
Nós entramos nos judeus e conseguimos maltratá-lo, soltamos todas nossas fúrias, toda a nossa raiva, matamos Aquele. (O sacerdote ressalta: com estas palavras o demônio, através da pessoa, mostrou uma alegria, uma satisfação tão grande, tão feia que quem não viu não pode imaginar tal risada...). Você sabe que na hora da morte d´Aquele ainda ganhamos uma alma? O sacerdote respondeu: - A alma do bom ladrão você não ganhou. E o demônio: - Sabe por quê? Por causa d´Ela que estava aos pés da cruz. (Havia um motivo, mas o sacerdote não anotou e esqueceu).

Continua o demônio: - Com os jovens nós fazemos assim: cuidamos que um desperte o amor no outro. Eles acham que não há nada de mal... não sabem como se expõem ao perigo e como facilitam o nosso trabalho... Em geral cuidamos que o homem se torne preguiçoso e se afaste do bom caminho, até que por fim chegue a dizer: não quero rezar, não tenho vontade, não vou à Igreja, estou cansado demais... Não quero jejuar, sou muito fraco para viver uma vida assim. 
  
Também cuidamos para que tudo agora seja provado pela ciência, para que tudo tenha fundamento científico. Isto também é nossa obra.
Quando o homem levanta de manhã cedo e não inicia o dia com a oração e com a boa intenção, o dia é nosso. Se o homem começa o dia com a oração, está perdido para nós. Tenho que dizer também o que é assim – e assim (a pessoa imita o sinal da cruz) – é um horror para nós. Inspiramos os homens e dizemos: Que adianta tudo isso? Isto é água como a outra água, água qualquer (água benta); isto é pão como o outro pão (referindo-se à Hóstia) e sal, também não é o melhor (do sal bento para as cerimônias). Nós dizemos: é bobagem, tudo bobagem. Olha você (dirigindo-se ao sacerdote), a água apaga os pecados veniais, sim, os veniais... Ó se eu pudesse ganhar uma só gotinha, uma só gota, o que não faria!...? Agora teria arrependimento, mas é tarde, é tarde, não há mais esperança. Aiii de mim! Se vocês soubessem que grandiosidade é o sacrifício (Missa)! 
  
O sacrifício que é feito pelo filho d’Aquele lá de cima, em nome d’Ele, vocês participariam bem diferente neste sacrifício que estão participando agora. É o sacrifício mais sublime, é o maior sacrifício. Oh, se eu pudesse participar num só sacrifício, se pudessem nos dar o valor de um só destes sacrifícios... Se vocês soubessem o que é para as vossas almas, o lucro, quando vocês meditam, contemplam o sofrimento e a morte d’Ele... Quem o contemplar, quem se abrigar em suas chagas, nunca mais... Por que vocês não contemplam mais a grande bondade do Altíssimo? Vocês cometem milhões de pecados, sim, vocês engolem os pecados como se fossem água. Mas quando fazeis penitência, então Ele perdoa e vos aceita novamente. Um tal... Vocês tem um tal... (A palavra foi mal pronunciada). Nós cometemos um só pecado, só um, e fomos condenados. 
  
Vocês sabem por que os primeiros homens não foram condenados também? Porque não conheciam o céu, é por isso? Se vocês soubessem, se vocês soubessem, se pudessem ver quantos diabos os cercam... Vocês estariam perplexos... Se também agora sou obrigado a dizer tudo isso, então todos os outros meus companheiros, junto comigo, trabalharemos para destruir tudo o que revelamos a vocês. Esconderemos tudo, faremos com que vocês esqueçam de tudo e procuraremos vocês em toda a parte para confundir seus pensamentos, para tirá-los do bom caminho e lançá-los no abismo do inferno, do pecado. 
  
Quando vocês se reúnem, nós também aparecemos em grande número e fazemos tudo para que a reunião não tenha efeito, para que seja monótona, para que não haja vida... Mas quando alguém diz “em nome d’Aquele que está no céu” e ainda faz assim, assim e assim (sinal da cruz) então devemos fugir, fugir no mesmo instante, podemos só olhar de longe, observar o que vocês fazem. Vejam, assim treme o inferno, quando vem uma ordem d’Aquele lá de cima. Devemos fugir (enquanto o demônio disse assim, produziu na pessoa um tremor que não se pode imitar e seu rosto cobriu-se com pelos. Era horrível de ver...). Depois ele disse: vocês podem ganhar a alma dos maiores, é só fazer assim e assim (sinal da cruz). Quando vocês têm muita fé, nós devemos nos afastar. Assim vocês poderiam ganhar muitas almas e para nós estaria tudo perdido. 
  
Quando vocês todos fazem assim e assim, devemos nos calar. Por que você começou tudo isso?  Por que você me pergunta? (Ao sacerdote) Eu sei, você não queria fazer isso, nós que judiamos bastante de você, não é? Mas é Aquele lá de cima que te inspirou e te ajuda. Oh! Vamos judiar muito de você, mas enquanto você conservar a fé, então vencerá. 
  
Nesse momento o sacerdote disse ao demônio: - “Sim, em nome de Jesus devemos lutar”. O demônio respondeu: - “Sim, e você sabe como se pronuncia este nome? Olha aqui, deve-se pronunciar este nome assim (a pessoa ajoelhou-se no chão e disse), assim deve-se pronunciar este nome, pois sem devoção e respeito não se deve pronunciá-lo, não se deve desonrar o nome... Com isto o demônio calou e a pessoa voltou a si, recebendo de novo o domínio sobre os seus sentidos. O sacerdote quis dar uma explicação a outras pessoas que também estavam presentes, mas o demônio voltou e continuou a falar. Preciso ainda dizer alguma coisa... O Anjo assim ordenou. 
  
Vocês devem se esforçar e viver sempre unidos, unidos, unidos, unidos, ouviram? U n i d o s ... Um deve viver pelo outro, um trabalhar pelo outro, devem comunicar-se mutuamente, falar das vossas experiências, ser família. Vocês devem ajudar-se mutuamente, um deve ajudar o outro, assim todo o inferno nada consegue com vocês, nada, nada, pois quando conquistamos um de vocês, vem o outro, manda-nos embora e se fosse somente um de vocês que se lembrasse de fazer assim, assim e assim então teríamos esperanças de vencê-los, mas onde mais de um, dois, três fazem (sinal da cruz), aí não podemos fazer nada... E se tivéssemos conquistado todos e houvesse um que fizesse assim (sinal da cruz), então este um nos mandaria embora... 
  
Vocês terão muito que suportar, sofrer e lutar, mas enquanto estiverem unidos, vencerão.
Vão lutando, vão lutando, vocês não sabem quanta vantagem e quanto lucro vocês têm... Eu tenho que falar, falar... Sim, vocês assim ganham muitas almas. Vocês não têm somente vantagem para a sua vida, mas também para a sua morte, pois na hora da morte nenhum de nós poderá se aproximar de vocês se continuarem a lutar e a sofrer assim. 
  
Neste tempo haveis de conquistar muitos irmãos; sim, em pouco tempo sereis numerosos. Não serão os grandes que vos seguirão, mas somente os pequenos, assim como o mais alto início das coisas da fé com pequenos, impotentes, assim Ele levará toda a obra a um bom fim pelos pequenos. Nós ainda vamos preparar muitas armadilhas para vós, mas quando invocais a Grande Mulher, Ela há de interceder por vós. 
 
Segurai também aquilo, aquilo, aqueles propósitos que fizeram a respeito dos santos Anjos. Então sereis vitoriosos. Vede o que o mais ‘ Alto’ faz por vocês. Ele ordena ao demônio dizer todas as verdades. Ele ordena o demônio a fazer-vos um sermão e ainda não o acreditais... Que coisa é essa, tenho que falar aquilo que me causa tanto prejuízo, tenho que revelar tudo contra a minha vontade. Ai de mim, ai de mim, não há mais esperanças para mim, nenhuma esperança, estamos todos perdidos. 
    
Ninguém pode acreditar, assim relata o exorcista, como era horrível de ouvir tudo aquilo, de ver todo aquele desespero do demônio, aqueles traços horríveis, aquele rosto desfigurado da pessoa, e os gritos de angústia que ecoaram, as queixas e aflições depois da fúria e as batidas que me transpassaram na alma e no corpo, penetraram até a medula dos ossos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Os Protocolos dos Sábios de Sião: o programa político mundial (mera coincidência?).

Programa dos Sábios de Sião.

“Eis aqui o que os Sábios de Sião premeditaram, o resultado do programa magistral enunciado nos protocolos. É preciso:

1 - Corromper a mocidade pelo ensino subversivo.

2 - Destruir a vida de família.

3 - Dominar as pessoas pelos seus vícios.

4 - Envilecer as artes e prostituir a literatura.

5 - Minar o respeito pela religião; desacreditar tanto quanto possível os padres, espalhando contra eles histórias escandalosas; encorajar a alta crítica a fim de corroer a base das crenças, e de provocar cismas e disputas no seio da Igreja.

6 - Propagar o luxo desenfreado, as modas fantásticas e as despesas loucas, eliminando gradualmente a faculdade de gozar das coisas simples e sãs.

7 - Distrair a atenção das massas pelas diversões populares. Jogos, competições esportivas, etc; enfim, divertir o povo para impedi-lo de pensar.

8 - Envenenar os espíritos com teorias nefastas; arruinar a sistema nervoso com a barulheira incessante e enfraquecer os corpos pela inoculação do vírus de várias enfermidades.

9 - Criar o descontentamento universal e provocar ódio e desconfiança entre as classes sociais.

10 - Despojar a aristocracia das velhas tradições e de suas terras, gravando-as com impostos formidáveis, de modo a forçá-la a contrair dívidas. Substituir as pessoas de sangue nobre pelos homens de negócios e estabelecer por toda a parte o culto do Bezerro de Ouro.

11 - Empeçonhar as relações entre patrões e operários pelas greves e lock-outs, eliminando, assim, qualquer possibilidade de acordo que daria em resultado uma colaboração frutuosa.

12 - Desmoralizar as classes superiores por todos os meios e provocar o furor das massas pela visão das torpezas estupidamente cometidas pelos ricos.

13 - Permitir à indústria que esgote a agricultura e gradualmente transformá-la em especulação louca.

14 - Bater palmas a todas as utopias de maneira a meter o povo num labirinto de idéias impraticáveis.

15 - Aumentar os salários sem vantagem alguma para o operário, pois que o preço do custo de vida será majorado.

16 - Fazer surgir incidentes que provoquem suspeitas internacionais; envenenar os antagonismos entre os povos; despertar ódios e multiplicar os armamentos ruinosos.

17 - Conceder o sufrágio universal, a fim de que os destinos das nações sejam confiados a gente sem educação.

18 - Derrubar todas as monarquias e por toda a parte estabelecer repúblicas; intrigar para que os cargos mais importantes sejam confiados a pessoas que tenham segredos que não possam ser revelados, a fim de poder dominá-las pelo pavor do escândalo.

19 - Abolir, gradualmente todas as formas de constituição, a fim de implantar o despotismo absoluto do bolchevismo.

20 - Organizar vastos monopólios, nos quais soçobrem todas as fortunas, quando soar a hora da crise política.

21 - Destruir toda estabilidade financeira; multiplicar as crises econômicas e preparar a bancarrota universal; parar as engrenagens da indústria; fazer ir por água abaixo todos os valores; concentrar todo o ouro do mundo em certas mãos; deixar capitais enormes em absoluta estagnação e em um momento dado, suspender todos os créditos e provocar o pânico.

22 - Preparar a agonia dos Estados; esgotar a humanidade pelos sofrimentos, angústias e privações, porque a fome cria escravos”.

FONTE: “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, Ed. Centauro, S.P., 2005, p. 39-41.

Homossexualismo.


Nosso Senhor a Santa Catarina de Siena, sobre o homossexualismo:

"Esses infelizes .... caem no vício contra a natureza.

"São cegos e estúpidos, cuja inteligência obnubilada não percebe a baixeza em que vivem.

"Desagrada-me esse último pecado, pois sou a pureza eterna.

"Ele me é tão abominável que somente por sua causa fiz desaparecer cinco cidades (cfr. Sab. 10, 6).

"Minha justiça não mais consegue suportá-lo.

"Esse pecado, aliás, não desagrada somente a mim. É insuportável aos próprios demônios, que são tidos como patrões por aqueles infelizes ministros. Os demônios não toleram esse pecado. Não porque desejam a virtude; por sua origem angélica, recusam-se a ver tão hediondo vício.

"Eles atiram as flechas envenenadas de concupiscência, mas voltam-se no momento em que o pecado é cometido.

(Fonte: “O Diálogo”: Edições Paulinas, 1984, pp. 259-260)."

FONTE: BLOG GLÓRIA DA IDADE MÉDIA.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Inferno

O inferno ? Quase ninguém mais acredita nele !



A razão por que muitos em nossos tempos não acreditam no inferno, é que nunca tiveram explicação exata do que ele significa: é frequente conceber-se o inferno como castigo que Deus inflige de maneira mais ou menos arbitrária, como se desejasse impor-se vingativamente como Soberano Senhor; o réprobo seria atormentado maldosamente por demônios de chifres horrendos, em meio a um incêndio de chamas, etc. — Não admira que muitos julguem tais concepções inventadas apenas para incutir medo ; não seriam compatíveis com a noção de um Deus Bom.



Na verdade, o inferno não é mais do que a consequência lógica de um ato que o homem realiza de maneira consciente e deliberada aqui na terra; é o indivíduo quem se coloca no inferno (este vem a ser primàriamente um estado de alma; vão seria preocupar-se com a sua topografia) ; não é Deus quem, por efeito de um decreto arbitrário, para lá manda a criatura, É o que passamos a ver.



Admitamos que um homem nesta vida conceba ódio a Deus (ou ao Bem que ele julgue ser o Fim último, Deus) e O ofenda em matéria grave, empenhando toda a sua personalidade (pleno conhecimento de causa e liberdade de arbítrio); essa criatura se coloca num estado de habitual aversão ao Senhor. Caso morra nessas condições, sem retratar, nem mesmo no seu íntimo, o ódio ao Sumo Bem, que sorte lhe há de tocar ?



A morte confirmará definitivamente nessa alma o ódio de Deus, pois a separará do corpo, que é o instrumento mediante o qual ela, segundo a sua natureza, concebe ou muda suas disposições. Depois da morte, tal criatura de modo nenhum poderá desejar permanecer na presença de Deus; antes espontaneamente pedirá afastar-se d'Ele. Não será necessário que, para isto, .o Juiz supremo pronuncie alguma sentença; o Senhor apenas reconhecerá, da sua parte, a opção tomada pela criatura ; Ele a fez livre e respeitará esta dignidade, em hipótese nenhuma forçando ou mutilando o seu alvitre.



Eis, porém, que desejar afastar-se de Deus e permanecer de fato afastada, vem a ser, para a alma humana, o mais cruciante dos tormentos. Com efeito, toda criatura é essencialmente dependente do Criador, do qual reflete uma imagem ou semelhança ; por conseguinte, ela tende por sua própria essência a se conformar ao seu Exemplar (é a natureza quem o pede, antecedentemente a qualquer opção da vontade livre); caso o homem siga esta propensão, ele obtém a sua perfeição e felicidade. Dado, porém, que se recuse, a fim de servir a si mesmo, não pode deixar de experimentar os protestos espontâneos e veementíssimos da natureza violentada. A existência humana torna-se então dilacerada : o pecador sente, até nas mais recônditas profundezas do seu ser, o brado para Deus ; esse brado, porém, ele o sufocou e sufoca, para aderir a um fim inadequado, fim que, em absoluto, ele não quer largar apesar do terrível tormento que a sua atitude lhe causa. — Na vida presente, a dor que o ódio ao Sumo Bem acarreta, pode ser temperada pela conversão a bens aparentes, mas precários..., pela auto-ilusão ; na vida futura, porém, não haverá possibilidade de engano!



É nisto que consiste primariamente o inferno. Vê-se que se trata de uma pena infligida pela ordem mesma das coisas, não de uma punição especialmente escolhida , entre muitas outras por um Deus que se quisesse “vingar” da criatura. Em última análise, dir-se-á que no inferno só há indivíduos que nele querem permanecer. — A este tormento espiritual se acrescenta no inferno uma pena física, geralmente designada pelo nome de fogo; certamente não se trata de fogo material, como o da terra, mas de um sofrimento que as demais criaturas acarretam para o réprobo, e acarretam muito naturalmente. Sim; quem se incompatibiliza com o Criador não pode deixar de se incompatibilizar com as criaturas, mesmo com as que igualmente se afastaram de Deus (o pecador é essencialmente egocêntrico), de sorte que os outros seres criados postos na presença do réprobo vêm a constituir para este uma autêntica tortura (não se poderia, porém, precisar em que consiste tal tormento).



Por último, entende-se que o inferno não tenha fim ; há de ser tão duradouro quanto a alma humana, a qual por sua natureza é imortal; Deus não lhe retira a existência que lhe deu e que, em si considerada, é grande perfeição. Embora infeliz, o réprobo não destoa no conjunto da criação, pois por sua dor mesma ele proclama que Deus é a Suma Perfeição, da qual ele se alheou (é preciso, nos lembremos bem de que Deus, e não o homem, é o centro do mundo).



Não se pense em nova “chance” ou reencarnação neste mundo. Esta, de certo modo, suporia que Deus não leva a sério as decisões que o homem toma, empenhando toda a sua personalidade; o Senhor não trata o homem como criança que não merece respeito. De resto, a reencarnação é explicitamente excluída por textos da Sagrada Escritura como os que se acham citados sob o no 8 deste fascículo.



Eis a autêntica noção do inferno, que às vezes é encoberta por descrições demasiado infantis e fantasistas.



Veja a propósito E. Bettencourt, A vida que começa com a morte (ed. AGIR) Cap. VI.





Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Destino ou livre arbítrio?

Donde vem que a ideia do destino esteja tão arraigada entre os contemporâneos ?



Certos pensadores gregos pré-cristãos, herdando um patrimônio de ideias orientais, admitiam que uma força superior, a Heimarméne (Fato ou Destino), mantivesse o homem cativo sob sua influência, de tal modo que vã ficava a liberdade de arbítrio.



Após o aparecimento do Cristianismo, essa tese se conserva na ideologia religiosa de um ou outro povo não cristão (principalmente entre os muçulmanos, que lhe dão matiz próprio). A doutrina de Cristo, porém, a rejeita peremptoriamente, ensinando que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, dotado da liberdade de agir ou não agir, de agir deste ou daquele modo. O Criador, que outorgou ao homem tão grande dignidade, jamais lha retira ; não o coage. Conceber o contrário significaria desfigurar a noção autêntica de Deus, Ser Bom e Sábio.



Contudo hoje em dia a reviviscência de crenças orientais, sob a forma de seitas ocultistas, que se dizem herdeiras da arcana sabedoria da “Atlântida”, do Egito, da índia, tem despertado a atenção para o Fato ou o Destino ; este (apresentado com modalidades diversas) é um dos elementos estruturais da doutrina de tais escolas. A promessa de que ensinarão aos seus “iniciados” cálculos matemáticos, tabelas e outros recursos de aparência cientifica aptos para dominar o destino, quebrar os “círculos de ferro” que envolvem o homem, atrai não poucos dos nossos contemporâneos; julgando que hão de vencer os obstáculos e encontrar finalmente a felicidade na vida, passam a acreditar no Destino.. . Note-se, porém, que esta ideologia supõe os erros do monismo ou do panteísmo, a saber: uma única Força Suprema, Cósmica, passa pelo homem e pela natureza que o cerca, identificando-se com tudo que existe. É esta concepção que faz crer que quem conhece a engrenagem dos elementos animados e inanimados, possui o segredo para utilizar o curso da natureza e dirigir os acontecimentos da história segundo seus interesses. — Sobre o panteísmo, veja-se Pergunte e Responderemos 7/1957.



Um outro fator ainda deve ser levado em conta para explicar a voga do Destino em nossos dias. — Descobertas da ciência moderna evidenciam cada vez mais que o homem às vezes é tolhido em sua liberdade por fatores patológicos, e age sem grande consciência de si nem senhoria sobre os seus atos. Observe-se, porém, que estas conclusões dos fisiólogos por si não implicam a tese filosófica do fatalismo ou do destino — tese segundo a qual Deus desde todo o sempre teria traçado a cada homem uma via que ele deve seguir sem responsabilidade própria, dispensado de rezar, dispensado de se esforçar por executar sempre o que seja de melhor alvitre.



Vejamos, pois, como se devem entender os dados da ciência moderna que interessam o nosso problema.



A liberdade de arbítrio tem sua raiz na natureza espiritual da alma humana. Esta é capaz de conhecer o bem, e o bem sem restrição, não limitado pelas deficiências da corporeidade. Consequentemente a vontade humana possui o desejo inato de apreender o Bem que nunca se acaba. Aqui na terra, porém, só ocorrem ao homem bens corpóreos, restritos, ou bens incorpóreos propostos à semelhança das coisas finitas, sensíveis (o próprio Deus é contemplado através das criaturas e dos exíguos conceitos da nossa inteligência). Por conseguinte, não há objeto neste mundo capaz de atrair irresistivelmente a vontade do homem ; este só adere a um objeto na medida em que queira considerar os seus aspectos bons, convenientes; desde, porém, que volte sua atenção para os aspectos deficientes, o mesmo objeto deixará de o atrair e de merecer sua adesão. Qualquer bem que o homem cobice nesta vida, cedo ou tarde lhe aparece insuficiente — o que faz que o mesmo sujeito seja levado a procurar outro objeto em que se possa saciar (somente na fé, a qual é movida por um ato da vontade livre, resistindo à volubilidade natural, é que o cristão neste mundo se pode fixar inabalàvelmente em Deus).



Todavia o espírito do homem, raiz da liberdade de arbítrio, só age em íntima dependência do corpo ; o exercício das faculdades espirituais vem a ser condicionado pelo funcionamento, ora mais, ora menos perfeito, da fantasia, da memória sensitiva, do senso comum e das faculdades corpóreas em geral. Dentre estas têm importância extraordinária certas regiões do cérebro (sobretudo o diencéfalo ou hipotálamo, assim como as glândulas endócrinas (em particular, a hipófise e a tiroide); a secreção dos hormônios, regulando o metabolismo do corpo, influi indireta e poderosamente na atividade da inteligência e da vontade. No indivíduo cujo cérebro se ressinta de lesão, ou cujas glândulas funcionem em deficiência ou excesso, esses defeitos desvirtuam ou sufocam a ação do espírito ; manifestam-se taras, propensões a hábitos anômalos, que não podem ser controlados pela vontade.



Numerosas observações feitas sobre crianças e adultos mostram que um sujeito normal se pode tornar um criminoso e imoral por lesão do cérebro. Os médicos registram casos de crianças agressivas, violentas, verdadeiros criminosos em potencial, bem como de crianças inclinadas à perversão sexual. Pois bem ; o estudo radiográfico do seu crânio manifesta não raro meningopatias e hidrocefalias sofridas durante o período de gestação em consequência de doenças ou fatores emotivos, intoxicações, desnutrição, etc., que afetaram a gestante. Seja citado também o famoso “gangster” Dillinger, morto há alguns anos em Chicago; examinando o seu cérebro, o Dr. Kennedy, da Universidade de Durahm, averiguou que havia sofrido de encefalite durante a epidemia que flagelou os Estados Unidos entre 1919 e 1926. — Hoje em dia os médicos tentam a cura de certos casos de imoralidade e criminalidade, atuando sobre a região diencéfalo-talâmica e sobre os seus ligamentos com os lobos préfrontais e o cerebelo, principalmente mediante os tratamentos Roentgen e a dielectrólise cálcica. Os resultados já obtidos permitem previsões otimistas : assim nos EE. UU. uma jovem moralmente degenerada, que por seus numerosos delitos vivera quatorze anos em prisões e casas de correção, foi operada de lobotomia frontal pelo Dr. Orage Nielson; conseguiu regenerar-se e viver moralmente irrepreensível. O Dr. Puech, cirurgião de Paris, por intervenção semelhante, obteve a mudança de um inveterado delinquente em trabalhador honesto e dócil.



Tais experiências médicas levam-nos a concluir que a autoconsciência e a autodeterminação admitem graus variáveis de acordo com o estado fisiológico de cada indivíduo; certas moléstias diminuem ou impedem a liberdade de ação, constituindo atenuantes ou excusantes para o delito. Isto, porém, não quer dizer que a natureza humana não possua, por sua essência mesma, a raiz e a faculdade do livre arbítrio. — É-nos difícil sondar o grau de responsabilidade de cada delituoso; somente Deus julga as consciências, levando em conta precisa as capacidades de cada um, a ninguém impondo medida ou critério injusto.



Como quer que seja, todo individuo, na medida em que goza de consciência e liberdade, é obrigado a lutar contra as tendências desregradas de sua natureza. Procure precaver-se contra os assaltos destas, disciplinando as paixões, a fim de que não tomem a dianteira sobre as deliberações da vontade, a qual por si é livre.



Veja-se a propósito: N. Pende, Biologia e Liberdade moral, em “Heresias do nosso tempo”, colaboração de um grupo de filósofos e cientistas italianos. Pôrto 1956, 107-118.





Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O que é a Alma? Quando se inicia a vida?

Que é a alma ?



De modo geral, denomina-se alma o princípio vital que anima ou faz viver a matéria orgânica. Embora não se saiba definir exatamente em que consiste a vida, costuma-se dizer que é automoção ou “moção de si mesmo”. Distinguem-se três graus de vida :



1- a vida meramente vegetativa, cujas funções são nutrimento, crescimento e multiplicação da espécie;



2- a vida sensitiva, que, além das funções anteriores, possui a faculdade de conhecer, mediante os sentidos (órgãos do corpo), objetos concretos, dotados de tamanho, cor, sabor, sonoridade, etc.; só atinge objetos dimensionais ;



3- a vida intelectiva, que tem, a mais, a função de elaborar noções abstratas, depuradas das dimensões e outras notas concretas, contingentes, com que os seres aparecem na natureza ;



A inteligência, por exemplo, elaborando os dados recebidos pelos sentidos, chega à conclusão de que o “homem” não é somente Pedro, Paulo, João..., mas todo vivente (branco ou negro, alto ou baixo, masculino ou feminino) capaz de raciocinar ou racional. Um dos sinais mais característicos da presença do intelecto ou da vida intelectiva num determinado sujeito é a faculdade de falar, a qual supõe sempre um poder superior aos sentidos, coordenador das impressões recebidas por estes (“se o chimpanzé tem a possibilidade de falar, mas na realidade não fala, entenda-se que a função de falar, em sua essência, não é função orgânica, mas função intelectual e espiritual”, G. Gusdorf, La Parole. Paris 1953,4). Outra característica do ser intelectivo é o riso, que supõe a admiração, ou seja, o conhecimento abstrativo e lento que se faz por meio do raciocínio.



Na base desta tríplice distinção, fala-se de alma (princípio vital) vegetativa, alma sensitiva e alma intelectiva.



Cada individuo possui uma alma só, que satisfaz a todas as funções de sua vida”



A alma intelectiva é própria do homem. Difere da vegetativa e da sensitiva pelo fato de que, como acima dissemos, estas não têm funções que transcendam os limites da matéria; são materiais; por isto são produzidas pela potencialidade mesma da matéria e reabsorvidas por esta, quando cessam as disposições do corpo necessárias para que exerçam suas funções. A alma intelectiva, ao contrário, possui atividade superior à do corpo ; é capaz de conhecer o que não cai diretamente sob os sentidos (embora se sirva do conhecimento sensitivo como de base das suas elucubrações); conhece, por exemplo, a causa invisível de um efeito visível, as relações entre os meios e determinado fim, aquilo que é essencial e perene em indivíduos diversificados por notas contingentes, etc. Por isto a alma humana não é material, mas “espiritual” (o modo de ser e o modo de agir de um individuo são estritamente correlativos entre si); o que mais precisamente significa: ela não tem extensão, nem tamanho, nem cor, nem sabor, nem figura, sem que por isto deixe de ser muito real (Deus também não tem figura nem cor). Daqui se segue, como melhor se dirá abaixo (n9 2), que a alma humana tem origem independente da matéria e pode subsistir fora ou independentemente desta.



Dada a transcendência da alma humana em relação à da planta e à do animal irracional, costuma-se reservar o nome alma para o que concerne ao homem, chamando-se simplesmente princípio vital (vegetativo ou sensitivo) o elemento que vivifica as plantas e os irracionais.


Qual o momento em que a alma penetra no embrião?



Os sábios da antiguidade admitiam certo intervalo entre a fecundação do óvulo pelo esperma e o aparecimento da alma racional no embrião humano: Hipócrates (séc. 4 a. C.), o famoso médico grego, por exemplo, julgava haver um lapso de trinta dias. Os cristãos medievais, seguindo as noções de fisiologia de Aristóteles (1322 A.C,), opinavam que o feto masculino somente quarenta dias após a fecundação recebia alma racional, enquanto para o feto feminino admitam o intervalo de oitenta dias. Assim julgavam, porque lhes parecia não haver nas primeiras semanas após a concepção a organização de células necessárias para constituir um corpo humano, sede de alma racional; acreditavam, sim, que durante certo tempo o feto só possuía organização e atividades de vida vegetativa (nutrimento e crescimento), e por isto lhe atribuíam princípio vital meramente vegetativo ; a seguir, julgavam distinguir no embrião organização e movimentos espontâneos característicos da vida sensitiva, que eles consequentemente atribuíam a novo princípio vital, a alma sensitiva, recém-originada em substituição à anterior; somente após estas fases reconheciam no feto a organização típica do corpo humano, no qual pode viver uma alma intelectiva ; esta então seria infundida.



Hoje em dia, porém, fisiólogos e filósofos em geral admitem que desde a concepção há no embrião humano a organização própria de um vivente humano; em consequência, afirmam que desde a fecundação o novo ser é dotado de alma racional. Está claro que as faculdades intelectivas só se podem manifestar depois que os órgãos da vida sensitiva atingem certo desenvolvimento, pois a alma intelectiva, embora não seja material, depende da matéria ou das faculdades sensitivas para colher as primeiras notícias, que a inteligência elabora, delas abstraindo as noções universais, as definições,



A alma intelectiva, tendo funções que transcendem as faculdades corpóreas, não provém da potencialidade da matéria (o menos perfeito não pode por si produzir o mais perfeito), mas é criada diretamente por Deus e infundida ao embrião no momento da fecundação, fecundação que se pode dar algumas horas ou, às vezes, alguns dias após a cópula conjugal.



É o que explica a intransigência da Moral cristã perante o aborto direto. Este é sempre tido como infanticídio, mesmo quando praticado nos primeiros tempos da gestação; não há fundamento para se distinguir entre feto animado e feto inanimado (por alma racional). Mesmo na Idade Média, quando se adotava a fisiologia de Aristóteles, os autores cristãos condenavam o aborto, em qualquer época fosse produzido; tinham-no na conta de destruição da vida iniciada de um homem.





Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PECADO E DOENÇA.

HÁ RELAÇÃO ENTRE PECADO E DOENÇA?



Qual a relação que existe entre pecado e doença?



A doença, considerada em si, é uma conseqüência natural do desequilíbrio ou desgaste dos órgãos e humores que constituem o corpo humano. Decorre, pois, do fato de ser o corpo um composto de elementos sujeitos a sofrer desajustamento entre si. A possibilidade de adoecer é assim inerente ao conceito mesmo de natureza humana.



A fé, porém, ensina que a doença, como ela hoje ocorre, não é fenômeno meramente natural.



Deus, ao criar os primeiros pais no estado de inocência, houve por bem conferir-lhes o privilégio de evitar a doença e a própria morte (dons da impassibilidade e da imortalidade). Caso perseverassem na amizade com Deus, não somente teriam sido isentos de qualquer moléstia, mas também haveriam gerado filhos possuidores da mesma prerrogativa.



Aconteceu, porém, que os primeiros pais pecaram. Em conseqüência, perderam o dom da impassibilidade; os achaques físicos ficaram sendo a sorte do gênero humano. Disto se segue que a doença que hoje acomete o homem, tem caráter religioso, é efeito de um pecado, de uma revolta contra Deus.



De passagem, pode-se notar que também entre os povos primitivos ainda existentes (pigmeus, tribos de índios, etc.) está espalhada a crença de que a doença e a morte entraram no mundo por efeito de uma desobediência dos homens contra o seu Autor.



Contudo não se poderia dizer que a moléstia é sempre conseqüência de pecado cometido pessoalmente pelo indivíduo doente. Era esta crença errônea que tornava perplexo o caso de Jó no Antigo Testamento: embora devorado pela lepra, este justo não tinha consciência de haver gravemente ofendido a Deus, como julgavam os seus três amigos. Depois de referir os debates entre o enfermo e seus visitantes, o livro de Jó dá finalmente a ver que Deus pode permitir a doença mesmo no homem virtuoso, a fim de comprovar a sua fé e libertá-lo das ilusões que a concupiscência e o mundo inspiram.



Aliás, depois que Cristo tomou sobre Si as conseqüências do pecado, as nossas misérias, inclusive, a doença, adquiriram valor novo, muito positivo: se a abraçamos em união com Jesus, ou seja, em espírito de expiação pelo pecado, a moléstia vem a ser nossa cruz salvífica que, à semelhança da cruz de Cristo, nos prepara para a ressurreição e a vida eterna. Nunca é a título de mero castigo que Deus envia a doença, mas é sempre com o fim providencial de santificar os homens, de os ajudar a se emancipar da natureza egoísta numa adesão mais perfeita ao Sumo Bem.



"Se morrermos com Ele (Cristo), viveremos com Ele.

Se padecermos com Ele, reinaremos com Ele".

(S. Paulo, 2 Tim 2,11-12).





Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

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