segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A desigualdade social.


São Tomás de Aquino defende a necessidade da desigualdade e da hierarquia social

A sociedade não nasceu para ser uma massa em que todos sejam iguais. Afirmar que o máximo bem da sociedade consiste no máximo nivelamento é destruir a sociedade (Livro II, lição 1).

É necessário que existam desigualdades entre os membros da sociedade. É necessário que uns governem e outros lhes estejam sujeitos (Livro I, lição 1).

A sociedade humana não somente deve ser composta de muitos homens, mas é preciso que estes sejam de diversas categorias, isto é, que pertençam a diversas classes sociais.

Pois com homens que são totalmente iguais do ponto de vista social não se constrói uma sociedade, dado que a sociedade é uma coisa totalmente diversa de uma multidão congregada para fazer a guerra. Esta última vale somente pela quantidade numérica, não importando se todos são da mesma classe, pois foram reunidos para somar suas forças, como sucede quando se quer movimentar um grande peso: quanto maior é o número dos homens, maior é o peso que conseguem arrastar.

Verificamos que as coisas perfeitas que existem na natureza estão constituídas por partes de espécies diversas. Por exemplo, o homem está feito de carne, ossos e nervos.

Por isso mesmo é evidente que, dado que a sociedade é um todo perfeito, é necessário que esteja composta por partes de espécies desiguais.

Se se elimina a desigualdade dos cidadãos, deixará de existir a sociedade. A sociedade atenderá mais satisfatoriamente as necessidades dos seus membros quanto mais variadas forem as desigualdades entre os homens que a compõem (Livro II, lição 1).

Onde foi permitido que qualquer um vendesse inconsideradamente o apanágio familiar, aconteceu que muitos inferiores que deviam obedecer se enriqueceram e subiram aos postos mais altos, enquanto os que deviam dirigir a sociedade decaíram. Daí adveio a confusão entre as classes sociais, que foi a causa de os governantes não serem escolhidos entre os cidadãos mais dignos para isso (Livro II, lição VII).

(S. Tomás de Aquino, “In Libros Politicorum Aristotelis Expositio” - Marietti, Turim, 1951)

FONTE: BLOG GLÓRIA DA IDADE MÉDIA.

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