sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Jonas e a baleia.

JONAS NO VENTRE DA BALEIA



Como interpretar o fato de Jonas ter passado três dias no ventre da baleia e ser devolvido com vida?



A história narrada pelo livro de Jonas pode ser interpretada como fato genuíno. Neste caso, admitir-se-á que Deus tenha produzido milagrosamente os fenômenos aí descritos. Nenhum deles é absurdo em si mesmo; por conseguinte, a Infinita Potência Divina pode muito bem ter derrogado às leis da natureza a fim de os suscitar. Pergunta-se, porém, se há ligação entre tantos e tão retumbantes milagres e a finalidade a ser por eles atingida, ou seja, a conversão de Nínive.



Considerando que pouco digna de Deus seria tal "ostentação" de poder, bons exegetas modernos julgam que a história de Jonas é uma parábola, ou seja, narrativa fictícia imaginada a fim de incutir uma lição religiosa ou moral'; apenas se poderia afirmar que Jonas existiu, foi personagem real. O autor do livro teria concebido tal enredo para censurar de maneira viva o particularismo ou nacionalismo religioso de grupos judaicos posteriores ao exílio (séc. 6.° a.C.), representados por Jonas e sua mentalidade, e recomendar uma concepção larga, universalista, do Reino de Deus: Javé quer não somente a salvação de Israel, mas também a de Nínive e a de todos os povos.



Ulteriores observações encontram-se no livro de E. Bettencourt, "Ciência e Fé na história dos primórdios"-, 3.a ed. pg. 257-266





Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

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