quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CORPO MÍSTICO DE CRISTO: INTRODUÇÃO.

“O Corpo Místico de Cristo e a Reorganização da Sociedade”. Pe. Denis Fahey,C.S.Sp.

Imprimi potest: D. Murphy, C.S.Sp., Praep. Prov. Hib.
Nihil obstat: Patricius Sexton, D.D., V.G., Censor Deputatus.
Imprimatur: + Daniel, Episcopus Corcagiensis. Corcagiae, 26 Jan., 1943.
Primeiramente publicado em 1945. Reimpresso em Julho, 1984. Reimpresso em Outubro de 1995.

Esta edição impressa com permissão de Angelus Press, Kansas City, Missouri. Impresso e encadernado nos Estados Unidos da América.

Dedicatória.

Ao Imaculado Coração da Virgem Maria, Mãe de Deus; a São José, Protetor da Igreja Universal; a São Tomás de Aquino, o Professor Escolhido da Ordem da Igreja Católica; a Santa Teresa do Menino Jesus, a Anunciadora da Amorosa Paternidade de Deus para um mundo ingrato, este livro é humilde e amorosamente dedicado pelo autor.
“Rainha do Santíssimo Rosário, Auxiliadora dos Cristãos, Refúgio da Raça Humana, nós humildemente nos prostramos diante de vós, confiantes de obter misericórdia e de receber graça e caridosa assistência na presente calamidade, não por causa de nossos próprios méritos mas somente através da grande bondade de vosso coração maternal.
Nós, como Pai comum da família cristã, como Vigário d’Ele a quem foi dado todo o poder nos céus e na terra e de quem nós recebemos o cuidado de todas as almas, redimidos por Seu Sangue Precioso, que as pessoas do mundo inteiro, ao Vosso Imaculado Coração, nesta trágica hora da história humana, nós nos confiamos e consagramos não somente a Santa Igreja, o Corpo Místico de Vosso Filho, o qual sofre e sangra em tantos lugares, e é gravemente provado em tantas maneiras, mas também o mundo todo, rasgado pelo feroz contenda e consumida com um fogo de ódio, vítima de sua própria maldade” (Extrato da transmissão do Papa Pio XII a Portugal, 31 de outubro de 1942.) .
Prefácio.
O objetivo deste livro.

Em meu livro, O Corpo Místico de Cristo no Mundo Moderno, após ter tratado sucintamente sobre o Plano Divino para a ordem, ressaltei especialmente o oposição a tal Plano Divino devido à existência, no mundo, de forças organizadas para a difusão do Naturalismo ou o Anti-Sobrenaturalismo. O Naturalismo é, na prática, a mesma coisa do que a oposição ao Corpo Místico de Cristo, a Igreja Católica, instituída por Nosso Divino Senhor Jesus Cristo como a visível expressão bem como o expoente do Plano Divino divinamente reconhecido para ordem no mundo. A tal Plano Divino para ordem não há nem pode haver qualquer alternativa fabricada pelo homem. O homem nem mesmo tem o direito de propor uma alternativa. Seu dever é simplesmente tentar compreender o que Deus instituiu e curvar sua cabeça em humilde aceitação. Assim sozinho ele pode totalmente reconhecer os Direitos de Deus. Ele pode debater sobre como melhor arranjar a estrutura da sociedade de acordo com o Plano de Deus, nas circunstâncias concretas variadas de diferentes épocas, mas não sobre se ele deve aceitar o Plano de Deus ou traçar seu próprio plano. O mundo deve conformar-se a Nosso Senhor, não Ele ao mundo.

Neste livro, enfatizei especialmente o programa de Cristo para a ordem no mundo como elaborado pela Igreja. É dever daqueles que amam e acreditam em Nosso Senhor para não invalidarem Seu programa mas para pregarem a verdade integral e a instigar o mundo àquele curso mais adequado às criaturas – a humilde submissão à ordem. “O bem-estar geral e a segurança dos Estados”, escreve o Papa Leão XIII na Carta Encíclica, Tametsi, “exige que os homens devam ser trazidos de volta a Ele, quem eles nunca deveriam ter abandonado, a Ele que é o caminho, a verdade e a vida, e não somente indivíduos isolados mas a sociedade humana como um todo. Cristo Nosso Senhor deve ser restabelecido como o Soberano Governante da sociedade humana. Ela pertence a Ele tanto quanto a todos os seus membros. Todos os elementos da comunidade – preceitos e obrigações legais, instituições populares, escolas, casamento, vida doméstica, a oficina e a mansão, todos devem chegar a vir àquela fonte e sorver a vida que vem d’Ele... Aqueles cujas mentes se recusam a reconhecer Cristo, estão obstinadamente lutando contra Deus... A lei de Cristo deve reger a sociedade e nas comunidades humanas, de forma a ser a mestra e o guia das vidas pública e privada. A isto sendo divinamente constituído e provido, ninguém possa resistir com impunidade...

“Pela lei de Cristo nós queremos dizer não meramente os preceitos da moralidade natural, ou aqueles que os antigos receberam pela revelação, todos os quais Jesus Cristo aperfeiçoou e elevou ao mais alto plano, por Suas explicações, Suas interpretações e Suas sanções. Nós queremos dizer, além disso, todo o resto de Sua doutrina e em particular todas as Suas instituições. Destas a Igreja é a chefe. De fato, qual instituição de Cristo que há que ela não inteiramente abrace e inclua? Pelo ministério da Igreja, tão gloriosamente fundada por Ele, Ele desejou perpetuar a função designada a Ele por Seu Pai, e tendo, por um lado, concedido a ela todos os auxílios válidos e eficazes para a salvação humana, por outro lado, Ele ordenou com a máxima ênfase que todos os homens devam ser súditos dela como d’Ele mesmo, e zelosamente seguir a guia da mesma em cada departamento da vida. ‘Quem vos ouvir, ouvirá a mim; e quem vos desprezar, desprezar-me-á’ (S. Lucas, X, 16). Portanto, a lei de Cristo sempre será buscada a partir da Igreja, e portanto como Cristo é o Caminho para os homens, então da mesma forma a Igreja é o caminho. Assim como Ele é em Si mesmo e por Sua própria natureza, ela o é por Seu mandato e por partilhar de Seu poder. Por este motivo, aqueles que se esforçariam pela salvação apartados da Igreja vagueiam afastados do caminho e estão laborando em vão. Os governos são em muito o mesmo caso do que os indivíduos: eles também inevitavelmente correrão em direção à sua destruição se eles abandonarem o Caminho.”

Agora esta unidade do Plano Divino para a ordem determinado pela Igreja Católica e a natureza suprema e soberana dos Direitos de Deus são idéias difíceis para a mente moderna compreender devido às devastações da indiferença religiosa e a difusão de idéias revolucionárias francesas. A naturalista Declaração dos Direitos do Homem tem obscurecido em muitas mentes as grandes verdades que os direitos autênticos do homem são baseados nos seus deveres para com Deus e que seus deveres para com Deus podem somente ser cumpridos através de sua participação em Cristo. Novamente, muitos não estão tão familiarizados quanto deveriam estar com as diretrizes do Plano Divino determinado pelas Cartas Encíclicas dos últimos quatro Papas. Após o Papa Pio IX ter catalogado os principais erros dos tempos modernos contra os Direitos de Deus e o Reinado de Cristo, os Papas Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI estabeleceram o programa positivo pelo qual os Direitos de Deus e o domínio de Cristo-Rei em sua integridade sejam reconhecidos.

A RESPOSTA DO HOMEM À CONDESCENDÊNCIA AMOROSA DE DEUS
OU
A TEOLOGIA DA HISTÓRIA.

Para remediar a desordem introduzida no mundo pelo pecado do primeiro Adão, Deus veio à terra na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e pôs, diante da Nação Judaica, da qual Ele tomara a Sua Sagrada Humanidade, o programa divino para a organização ordenada do mundo. Ao mesmo tempo, Ele pediu-lhes para serem seus mensageiros. O programa de Nosso Senhor abrangia o estabelecimento de um reino sobrenatural e supranacional para salvaguardar Seu ensinamento e difundir a Vida Sobrenatural da Graça restaurada. Todos os homens de todas as nações foram convocados a entrar neste reino enquanto continuavam sendo súditos dos diferentes Estados e nações naturais. A nação judaica rejeitou o Plano Divino para a ordem. Como um resultado do crescimento da autocentralização nacional, eles se recusaram a aceitar que houvesse qualquer vida superior à sua vida nacional e eles não tomariam conhecimento de nações não-judaicas entrando como membros do reino messiânico no mesmo nível do que eles próprios. Apesar de sua oposição persistente, entretanto, e não obstante a fraqueza da natureza humana decaída, a Europa Ocidental no século XIII reconhecera os Direitos de Deus, de acordo com o Plano Divino que Ele mesmo tinha estabelecido, e organizara a sociedade baseado em que a suprema dignidade do homem é sua vida sobrenatural e supranacional como membro de Cristo. Desde então até recentemente, houve uma decadência estável, com desastrosas conseqüências. Antes de entrar em consideração dessa decadência e suas tristes conseqüências, e citando o que os Papas dizem sobre elas, examinemos o que Deus deseja ver na organização social humana.
Todos os homens são chamados por Deus para serem membros de Cristo no reino sobrenatural e supranacional da Igreja Católica, e todos devem levar vidas ordenadas de acordo com tal dignidade, animando suas atividades com caridade sobrenatural. Assim, Deus deseja harmonia e colaboração, não separação nem conflito, entre duas sociedades perfeitas, a Igreja e o Estado, dos quais os homens são súditos. “Deus dividiu entre os poderes eclesiástico e civil o poder de procurar o bem-estar da raça humana. Ele constituiu aquele para coisas divinas, e este para coisas humanas. Cada um deles é supremo em sua própria esfera: cada um está delimitado em fronteiras perfeitamente definidas, delimitado em exata conformidade com sua natureza e princípio. Cada um é, portanto, circunscrito dentro de uma esfera na qual ele pode agir e mover-se por seu próprio direito nativo. Mas, na medida em que cada um destes dois poderes tem autoridade sobre os mesmos súditos, e como ele pode chegar a passar aquela uma e a mesma coisa – relacionado diferentemente, mas ainda permanecendo uma e a mesma coisa, podendo pertencer à jurisdição e determinação de poder de ambas, portanto Deus, que prevê todas as coisas e quem é o autor destes dois poderes, estabeleceu o curso de cada um em correlação certa com a outra. ‘Pois os poderes que são instituídos por Deus’ . Se isto não fosse assim, contendas e conflitos deploráveis freqüentemente surgiriam, e não raramente os homens, como viajantes ao encontro de duas estradas, hesitariam em ansiedade e dúvida, sem saber qual curso seguir. Dois poderes estariam ordenando coisas contrárias, e seria um abandono do dever desobedecer qualquer um dos dois. Mas seria repugnantíssimo ter tal opinião da sabedoria e bondade de Deus... Deve existir, assim, entre esses dois poderes, certa conexão ordenada, que pode ser comparada à união da alma e o corpo no homem. A natureza e o alcance dessa conexão podem ser determinados somente, como havíamos estabelecido, considerando a natureza de cada poder e levando-se em conta a relativa excelência e nobreza de suas finalidades. Um dos dois tem como objeto próximo e principal o bem-estar desta vida mortal; o outro, as alegrias eternas do paraíso”.
Os Estados, naturalmente, assim como indivíduos privados, são convocados a reconhecer a ordem estabelecida por Deus. “É um pecado para o Estado não ter um cuidado pela religião, como se estivesse além de seu alcance e seu fim ou de nenhum benefício prático; ou dentre as muitas formas de religião a adotar aquela que combine com suas fantasias; porque estamos obrigados absolutamente a adorar a Deus naquela forma pela qual Ele mostrou ser de Sua vontade...” Desta forma, a sociedade civil, estabelecida para o bem-estar comum, não deveria apenas salvaguardar o bem-estar da comunidade mas também ter profundos interesses nos seus membros individuais, de tal forma que em nenhuma maneira forme um obstáculo, mas de qualquer modo conceda e facilite, tão facilmente quanto possível, a posse daquele mais elevado e imutável bem que todos devam procurar. Portanto, para este propósito, um cuidado deve ser especialmente tomado para preservar, de danos e debilidades, a religião, de cuja prática seja a ligação conectando o homem a Deus”. A ordem correta do mundo demanda o reconhecimento pelos Estados da Igreja Católica sobrenatural e supranacional. É claramente um insulto a Deus colocar religiões criadas pelo homem no mesmo nível da religião instituída por Deus. Outras formas de adoração divina podem ser toleradas. “A Igreja, de fato,”escreve o Papa Leão XIII, “considera ilegal colocar as várias formas de adoração divina no mesmo nível do que a religião verdadeira, mas não, por essa causa, condena aqueles governantes que, pelo amor de preservar algum bem maior ou para impedir algum mal maior, pacientemente permite um costume ou uso para ser o tipo de sanção para cada tipo de religião que tenha seu lugar no Estado. E, de fato, a Igreja está habituada a cuidar seriamente para que ninguém deva ser forçado a abraçar a fé católica contra sua vontade”.

Na proporção em que o Plano Divino para colaboração ordenada entre dois poderes é realizada, aí floresce aquela relativa paz e felicidade que podem ser nossas a caminho do paraíso. Quando, por outro lado, o Plano Divino é combatido e oposto, o mundo inevitavelmente sofre. Os Soberanos Pontífices insistem nisso. “Houve um tempo”, escreve o Papa Leão XIII, “quando os Estados eram governados pelos princípios do ensinamento do Evangelho. Então foi que o poder e a divina virtude da sabedoria cristã fora difundida por todas as leis, instituições e a moral do povo, permeando todos os níveis e relações da sociedade civil. Então, também, a religião instituída por Jesus Cristo, estabelecida firmemente em devida dignidade, floresceu em todos os lugares pelo favo de magistrados; e a Igreja e o Estado eram felizmente unidos em concordância e amistoso intercâmbio de bons ofícios. O Estado, constituído nessa sabedoria, gerou frutos além de qualquer expectativa, cuja lembrança ainda é, e sempre será, ilustre.

...Um estado semelhante de coisas certamente teria continuado se o acordo dos dois poderes tivesse sido duradouro. Resultados ainda maiores teriam sido simplesmente procurados se a obediência tivesse sido dada à autoridade, ensinamento e conselhos da Igreja, e especialmente se essa submissão tivesse sido marcada por maior e mais inabalável lealdade. Porque isso deveria ser considerado à luz de uma sempre imutável lei que Ivo de Chartres escreveu ao Papa Pascoal II: ‘Quando o reino e sacerdócio são unos, em completa concordância, o mundo é bem governado, e a Igreja floresce, e produz frutos abundantes. Mas quando eles estão em desacordo, não somente pequenos interesses não prosperam mas mesmo coisas da mais elevada importância entram em deplorável decadência’”.

O Papa Pio XI proclama a mesma grande verdade quando ele cita a seguinte passagem do Papa Leão XIII: “É geralmente aceito que o Fundador da Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo, desejou que o poder espiritual fosse distinto do civil, e que cada um fosse livre e desimpedido de fazer seu próprio trabalho, sem esquecer, entretanto, que é expediente de ambos, e no interesse de todos, que haja um relacionamento harmonioso. (...) Se o poder civil combina de modo amistoso com o poder espiritual da Igreja, necessariamente se segue que ambas as partes serão imensamente beneficiadas. A dignidade do Estado será exaltada, e com a religião como seu guia, haverá às mãos a salvaguarda e defesa que se operará para o bem público dos fiéis”. (Cf. a passagem do Cardeal Antoniano citada com a máxima aprovação pelo Papa Pio XI: “Quanto mais proximamente o poder temporal de uma nação se alia ao poder espiritual, mais ele incentiva e promove o último, por tanto mais ele contribui para a conservação da comunidade. (...) Quão grave portanto é o erro daqueles que separam coisas tão proximamente unidas, e que pensam que eles podem produzir bons cidadãos por modos e métodos diferentes daqueles que são destinados à formação de bons cristãos! Pois deixe a prudência humana dizer o que quiser e resolver o que lhe agradar, é impossível produzir verdadeiras paz temporal e tranqüilidade por meio de coisas repugnantes ou opostas à paz e felicidade da eternidade”. [Carta Encíclica Sobre a Educação Cristã da Juventude. ])

O Papa Leão XIII delineia as desastrosas conseqüências da assim chamada Reforma e da Revolução Francesa. “É triste trazer à memória”, ele escreve, “como a danosa e lamentável fúria por inovação que se elevou a um clímax no século XVI, antes de tudo lançou a religião cristã na confusão, e em seguida, como conseqüência natural, invadiu os âmbitos da filosofia, e a partir daí se espalhou entre todas as classes da sociedade. Desta fonte, como de um fio condutor, irrompeu todos aqueles dogmas tardios de licenciosidade desenfreada a qual, no meio da terrível convulsão social do último século (século XVIII), foram loucamente concebidos e corajosamente proclamados como os princípios e a fundação daquela nova jurisprudência que não era mera e previamente desconhecida, mas era de uma desacordo em muitos pontos não somente com a lei cristã, mas também com a lei natural”. Ele estigmatiza particularmente a rejeição pelo Estado de seu dever de adorar a Deus no mesmo modo em que Ele determinou e a colocação todas as religiões no mesmo nível, e também ao colocar-se contra a Mestra Uma e Infalível de Moralidade, a Igreja Católica. “O Estado não se considera obrigado por qualquer dever em relação a Deus. Além disso, ele crê que ele não é obrigado a fazer uma profissão pública de qualquer religião; ou investigar qual das muitas religiões é a única verdadeira; ou preferir uma religião a todas as outras; ou demonstrar qualquer forma de favorecimento a qualquer forma de religião em especial; mas, ao contrário, está comprometido a conceder direitos iguais a todos os credos desde que a ordem pública não seja perturbada por qualquer forma particular de crença religiosa (...) Excluir a Igreja, fundada pelo próprio Deus, dos negócios da vida, da sociedade doméstica, é um erro fatal e grave. Um Estado do qual a religião é banida nunca pode ser bem regulamentado; e já talvez seja mais do que desejável que seja conhecida a natureza e a tendência da dita filosofia civil da vida e dos costumes. A Igreja de Cristo é a verdadeira e única mestra da virtude e guardiã da moral. Ela é quem preserva na sua pureza os princípios dos quais os deveres fluem”. A ruptura da unidade do Plano Divino foi seguida pelos desastrosos efeitos da moralidade independente ou liberal, condenada por Leão XIII na Encíclica recém mencionada e naquela sobre a Liberdade Humana, em relação a economia e finanças. O Papa Pio XI menciona o fracasso das autoridades do Estado, carentes de diretrizes certas na esfera moral, para lidar com esses efeitos. “Uma insistência incisiva sobre a lei moral, cumprida com rigor pela autoridade civil, poderia ter afastado ou talvez evitado esses enormes males (injustiças de Companhias de Responsabilidades Limitadas, Especulações Fraudulentas, etc.). Isso, entretanto, foi lamentavelmente insuficiente com tanta frequência. Pois à época em que a nova ordem social estava começando, as doutrinas do racionalismo já tinham firmemente se apoderado de muitos, e uma ciência econômica estranha à verdadeira lei moral logo se tinha erguido, por isso se seguiu que um livre curso foi dado à avareza humana. Como resultado, um número muito maior de pessoas do que nunca antes, unicamente preocupadas em aumentar suas riquezas por qualquer meios, sejam quais forem, procurava seus próprios interesses acima de todas as coisas; eles não tinham nenhum escrúpulo para cometer as mais graves injustiças uns contra os outros. (...) Com os líderes dos negócios abandonando o verdadeiro caminho, não se surpreende que multidões de trabalhadores, também afundassem no mesmo atoleiro; além do mais, porque muitos empregadores trataram seus trabalhadores como meras ferramentas, sem qualquer interesse pelo bem-estar de suas almas, na verdade sem o mínimo pensamento por interesses superiores”.

No lugar da ordem correta em negócios humanos, pela qual dinheiro ou riqueza monetária, simbólica, é subordinada à produção, distribuição e troca de bens materiais ou riqueza real, e a produção de bens materiais é feita para subverter a vida familiar e o desenvolvimento da personalidade humana, a revolta contra o Plano Divino tem substituído a subordinação da vida familiar e a personalidade humana pela produção de bens materiais e a dominação da produção pelo dinheiro. O Papa Leão XIII falou sobre o retorno da usura sob outra aparência como um dos fatores que contribuem para a semi-escravização do proletariado. Aqueles que controlarem o dinheiro chegaram a ocupar uma posição dominante nos Estados e suas decisões tem praticamente tomado o lugar daqueles dos guardiões da lei moral.

Essa subversão da ordem em relação à economia, vida familiar e personalidade humana parcialmente resultou de, e em parte contribuiu para, a dominação dos Estados pelas forças naturalísticas anti-sobrenaturais. A chamada Reforma seccionou a vida cristã da vida do cidadão de forma que a organização política e econômica deixou a condição de membro do Corpo de Cristo fora de consideração, mas não estabeleceu uma organização supranacional no lugar da Igreja Católica. Isso foi reservado para a Revolução Francesa, na qual foi testemunhada a primeira aparição em público do novo ideal duma sociedade puramente naturalística lutando pela mesma universalidade da Igreja Católica. A História Moderna, desde 1789, foi, em grande parte, o relato da dominação de Estado após Estado pelo supranacionalismo naturalístico da Franco Maçonaria, atrás da qual foi brotando firmemente o ainda mais fortemente organizado supranacionalismo naturalístico da Nação Judaica. É por isso que a era pós-revolucionária tem testemunhado, em país após país, ataques persistentes ao programa de Cristo-Rei em relação à Igreja, ao Estado, à Família, à Educação, às Ordens Religiosas, à Imprensa e à Propriedade Privada. Logo após todos as bem-sucedidas Revoluções Judeu-Maçônicas, desde a primeira em 1789 até e inclusive a Revolução Espanhola de 1931, o mundo começou a ouvir falar da entrada do país em um caminho de “progresso” pela introdução de reformas “iluminadas”, tais como a separação da Igreja e o Estado, a legalização do divórcio, a supressão e o banimento de ordens e congregações religiosas, a glorificação da Franco Maçonaria, a secularização das escolas, a nacionalização da propriedade e a licenciosidade irrestrita da imprensa.

Enquanto a revolta contra o Plano Divino para a ordem no mundo e a negação dos Direitos de Deus se espalhava, o respeito pelos direitos pessoais do homem diminuía. Estes direitos estão sendo negados e o mundo está ameaçado com o retorno de uma escravidão pior do que aquela do tempo da Roma Antiga, ao passo em que os governantes dos Estados não mais veem em seus súditos os membros de Cristo. Como a organização social do mundo tem sido gradativamente retirada do domínio de Cristo-Rei, os seres humanos estão sendo tratados cada vez mais como meros indivíduos completamente subjugados pelo Estado, exatamente como nos dias antes de Cristo.

O Papa Leão XIII mostra como isso era inevitável. “Nunca ter conhecido Jesus Cristo de qualquer maneira”, ele escreve, “é o maior dos infortúnios, mas nisso não envolve qualquer perversidade ou ingratidão. Mas, após tê-lO conhecido, rejeitá-lO ou esquecê-lO é um crime tão horrível e louco para ser escassamente crível. Porque Ele é a origem e a fonte de todo o bem, e simplesmente como a humanidade não poderia ser libertada da escravidão exceto pelo sacrifício de Cristo, então também não pode ser preservada senão por Seu poder (...) O caso de governos é muito mais o mesmo do que o do indivíduo; eles também devem se deparar com dificuldades fatais se eles saírem do Caminho...Deixe Jesus ser excluído, e a razão humana é deixada sem sua maior proteção e iluminação; a exata noção é facilmente perdida do fim para o qual Deus criou a sociedade humana, a saber, que pelo auxílio de sua união civil, os cidadãos deveriam atingir seu bem natural, mas, entretanto, em um modo que não conflite com o bem mais elevado, mais perfeito e duradouro e que está acima da natureza. Suas mentes, ocupadas com uma centena de projetos confusos, governantes e súditos igualmente viajam por uma estrada desviada, perdidos como estão, de diretrizes seguras e de princípios fixos”.

M. Maritain fez algumas observações apropriadas relacionadas a isso. “O Estado terrestre sendo ordenado pela natureza,” ele escreve, “para o bem moral do ser humano, e portanto necessariamente ordenado de fato para a vida eterna como seu último fim e para o bem da cidade celestial, é uma impossibilidade metafísica para o Estado terrestre alcançar seu fim peculiar e sua verdadeira prosperidade em oposição ao bem da Igreja. Mas é crido que poderia. A história do mundo moderno é a história dessa ilusão. Os resultados estão diante de nossos olhos”.

Podemos olhar para a decadência do reconhecimento social do Reinado de Cristo na Europa de outra forma. Nós vimos que o Papa Leão XIII estigmatizou a rejeição da única religião verdadeira pelo Estado e a colocação de todas as religiões ao mesmo nível. Agora, todos os países da Europa Ocidental que outrora adoravam a Santíssima Trindade em união com Cristo como Sacerdote na Santa Missa e esforçaram-se para organizar sua vida social sob Cristo-Rei de acordo com tal declaração de homenagem. Satanás logrou capturar primeiro os países que agora chamamos de protestantes para romper aquela unidade e rejeitar a Missa. Então, desde a Revolução Francesa, em um país católico após o outro, Satanás logrou estabelecer um governo nativo hostil à Missa e ao governo de Cristo-Rei. Há ainda duas exceções – Polônia e Irlanda. É verdade que a Missa tem sido perseguida, mas Satanás ainda não consegue se vangloriar de que ele tem um governo nativo polonês ou irlandês para insultar a Missa e atacar a formação das crianças como membros de Cristo. Mas, como eu relato no Capítulo XVI, tais dois países, tão notáveis por sua tradicional lealdade a Deus-Pai e a Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ele enviou, estão enfraquecendo seu controle de ordem. Enquanto outros países que tinham sucumbido aos ardis de Satanás e seus emissários no passado começaram a reagir e estão retornando a Nosso Senhor e Sua Igreja, aqueles dois países, ao exemplo de tantos outros no passado, têm-se declarado indiferentes a Ele.

O art. 114 da Lei Constitucional Polonesa de 17 de março de 1921, novamente ordenado pela Lei Constitucional de 23 de abril de 1935, declara: “A Fé Católica Romana, sendo a religião da grande maioria da nação, ocupa uma posição de primazia no Estado entre outras religiões, as quais, entretanto, gozam de direitos iguais”. Na Irlanda, pelo art. 44 da Constituição vigente de 29 de dezembro de 1937, “O Estado reconhece a posição especial da Santa Igreja Apostólica Romana como a guardiã da Fé professada pela grande maioria dos cidadãos” e reconhece igualmente as Seitas Protestantes e as Congregações Judaicas como as Igrejas das minorias. Assim os Estados Polonês e Irlandês, colocando as questões sucintamente, declaram-se, como tal, indiferentes à luta entre o Verdadeiro Messias Sobrenatural e o Messias Natural.

“Porque a religião Católica é a única verdadeira religião”, escreve o Papa Leão XIII, “colocar outras religiões no mesmo nível com ela é tratá-la com a mais grave injustiça e oferecê-la a pior forma de insulto”. Esta frase do Papa Leão XIII aparece em uma Carta Encíclica que lida com os esforços de Satanás, através de sociedades secretas, para fazer ruir o Reinado de Cristo no mundo. É o considerado julgamento do grande Pontífice sobre o que tem sido proclamado em país após país como sendo umas das marcas do “progresso” moderno.

O Papa Pio XI insiste no mesmo ponto na Carta Encíclica Quas Primas (1925), Sobre o Reinado de Cristo. Nela, o Soberano Pontífice declara que o espírito naturalístico gradualmente veio a infectar a sociedade e assim “por graus, a religião de Cristo foi colocada ignominiosamente no mesmo nível do que as falsas religiões e posta na mesma categoria com elas”. O insulto a Cristo-Rei envolvido nessa atitude deveria fazer cada Católico resolver desfazê-lo. Que não o faça é prova de quão baixo caímos e quão tristemente temos sido influenciados por nosso ambiente. Teremos uma compreensão mais clara destas coisas no “último julgamento, quando Cristo, que foi excluído da vida pública, negligenciado e ignorado, severamente castigará tais insultos”.

OPOSIÇÃO ORGANIZADA À NOSSA VIDA SOBRENATURAL.

Neste livro, como em “O Corpo Místico de Cristo no Mundo Moderno”, trato, em certa extensão, da oposição organizada a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao Seu trabalho de permear o mundo com a influência da Vida Sobrenatural da Santíssima Trindade. A decadência firme no reconhecimento social do Reinado de Cristo, que o mundo tem testemunhado pelos últimos 150 anos, é, em grande parte, devido à ação das forças naturalísticas visíveis da Nação Judaica e da Franco Maçonaria, agindo sob a inspiração antissobrenatural de Satanás. Essa ação deve seu sucesso em grande medida à organização secreta. Desnecessário dizer que a conspiração de sociedades secretas não é o suficiente para responder por tudo em história, pois as causas de eventos históricos são muito complexos. Mas se essas forças forem deixadas fora de cogitação, a história moderna se torna um enigma. A arte de manobrar os seres humanos em direção a certo objetivo, sem perceberem que estão sendo manobrados assim, chegou a um nível de perfeição nunca antes atingido. O controle do dinheiro facilita a aquisição do poder de influenciar todas as agências técnicas para a formação de opinião pública – a imprensa, o rádio e o cinema.

É certamente verdadeiro, como tem sido observado, que isso se deve em grande parte porque os Católicos fracassam em viver totalmente como membros de Cristo que os inimigos de Nosso Senhor logram sucesso em seus projetos. “Se os judeus controlam as modas”, a pergunta é feita, “quem as usa?”. Mas também é verdadeiro que os Católicos sucumbem às maquinações dos inimigos de Nosso Senhor principalmente porque eles não estão treinados para a verdadeira batalha no mundo. Eles saem da escola sem conhecimento adequado da oposição organizada que eles deverão encontrar e com suas mentes obscurecidas sobre os pontos da organização social pela qual eles devem resistir e contra quais ataques estão sendo dirigidos. Eles não se dão conta que o supremo alvo da oposição é a desintegração da ordem de Cristo e eles não estão acostumados a pensar que eles devem cooperar com outros jovens Católicos em prol do programa de Nosso Senhor, que eles devem, por exemplo, dominar o cinema e impedi-lo de fazer ruir o Casamento Cristão, a base da vida familiar em seus países. Desta forma, eles demonstram uma lamentável falta de coesão e um deplorável carência de entusiasmo pelos interesses de Cristo, com o resultado de que os Católicos que se erguem em prol do Cristianismo integral podem sempre contar com a descoberta de outros Católicos a serviço do inimigo. “Muitas vezes, nosso coração paternal tem sido entristecido pelas divergências (...) que alinham em campos opostos os filhos da mesma Mãe Igreja. Assim é que os revolucionários, que não são muito numerosos (...) acabam se opondo uns contra os outros”, escreveu o Papa Pio XI na Carta Encíclica Divini Redemptoris.

MEMBROS DE UM SÓ CORPO SOB CRISTO, NOSSA CABEÇA.

A reação contra a propagação organizada do Naturalismo demandará uma apreensão integral de nossa unidade de corpo com Cristo, Chegamos à união com Nosso Senhor não como indivíduos isolados mas como membros de um organismo sobrenatural, o Corpo Místico de Cristo. Cada Cristão batizado entra em uma relação interior vital com Cristo ao ser incorporado no organismo do qual Cristo é a Cabeça invisível. Ou, para expressar mais de acordo com a realidade, Cristo une cada Cristão batizado Consigo mesmo ao incorporá-lo a um organismo vivo, do qual Ele é a Cabeça invisível. Esse organismo, sobrenatural e supranacional, é destinado a permear toda a vida social de Estados e Nações com o espírito de solidariedade sobrenatural em Cristo. Claro que o fim almejado pelo organismo sobrenatural em sua permeação da sociedade é o desenvolvimento da personalidade de cada membro individual através da união interior com Cristo. Mas o membro individual desenvolverá sua vida pessoal interior somente na proporção em que se esquece de si mesmo pelo amor da Cabeça e de todo o Corpo. Todos nós, como membros de Cristo, devemos nos esforçar para cumprir a totalidade da expressão de São Paulo: “Não sou eu quem vive agora; mas Cristo vive em mim” (Gl. 2, 20).

No corpo físico, um membro individual pode alcançar seu desenvolvimento integral somente cumprindo sua função em perfeita sujeição à cabeça e em completa harmonia com os outros membros, assim cooperando para o bem de todo o corpo, e tão analogicamente no Corpo Místico de Cristo, um membro individual deve, como se o fosse, perder-se para realmente encontrar-se. Muitos Católicos, inconscientemente influenciados pelo individualismo protestante, não somente se consideram imitando Cristo, nosso Modelo, do ponto de vista exterior, para assim dizer, mas se consideram como tendo uma relação individual isolada com Cristo. Eles não conseguem perceber com meridiana e inequívoca clareza que todos os membros de Cristo formam um organismo sob Cristo, batalhando pela ordem divina do mundo, e que eles podem crescer em Cristo somente suprindo suas quotas de auto-sacrifício em seus lugares no organismo sobrenatural de Seu Corpo Místico.

Outros Católicos parecem ser inconscientemente influenciados pela separação luterana do Cristão e do Cidadão e consideram sua vida espiritual como uma relação puramente interior com Cristo. A vida espiritual é, então, separada da vida comum quotidiana. Eles estão em perigo de permitirem que o mundo ao redor deles seja organizado contra o programa de Nosso Senhor para a ordem, enquanto eles continuam a praticar sua religião mais ou menos despreocupadamente. Eles não se dão conta suficientemente que nós entramos numa relação vital com Cristo ao sermos incorporados em um organismo visível e que nós devemos tomar, como ponto de partida de nossa vida espiritual, o fato objetivo dessa incorporação. Não podemos nem devemos iniciar nossa vida espiritual com a alma olhando para si mesma um tanto como no modo subjetivo no qual Descartes iniciou a vida intelectual. A vida espiritual não é a vida de uma “alma”, mas a vida de um membro de Cristo, composto de corpo e alma, ocupando um lugar numa unidade orgânica destinada a moldar o mundo por Cristo.

Todo o corpo cresce em caridade e união com Cristo, quando cada parte supre e fornece o que é destinada a dar, de acordo com sua posição e função. No Capítulo IV da Epístola aos Efésios, especialmente nos versos 11, 12, 15, 16, São Paulo insiste no desenvolvimento dessa posição. Nós crescemos acostumados a nos considerar como indivíduos separados olhando para Cristo do exterior, cada qual vivendo sua vida individual com Cristo. Nós devemos nos considerar como realmente nós somos, isto é, como um com Cristo e como sendo movidos por Ele como um corpo para a moldagem e transformação da sociedade. Desta forma, os primitivos Cristãos transformaram a sociedade da Roma Imperial. E do mesmo jeito todos os Católicos ficarão prontos para responder a tal chamado como o fez o Papa Pio X à Hierarquia Francesa em sua Carta sobre o Sillon. O Papa escreveu: “Como no conflito de interesses, e principalmente na luta contra forças injustas, a virtude de um homem nem sempre basta para assegurar-lhe seu pão de cada dia, e como o mecanismo social deve estar tão organizado para que, por sua ação natural, possa paralisar os esforços dos malvados, e para tornar acessível a todo homem de boa vontade sua parcela específica de felicidade temporal, nós desejamos seriamente que vocês assumam uma participação ativa na organização da sociedade para tal objetivo”.

O retorno do mundo à ordem significa seu retorno à verdade integral de Cristo. “Quando um organismo se degenera e se torna corrupto”, escreveu o Papa Leão XIII, “é porque ele cessou de estar sob a ação das causas que lhe tinham dado sua forma e constituição. Para torná-lo saudável e próspero novamente, é necessário restaurá-lo à ação vivificadora dessas mesmas causas. (...) Simplesmente como o Cristianismo não consegue penetrar na alma sem torná-la melhor, então ele não pode entrar na vida pública sem estabelecer ordem. (...) Se ele transformou a sociedade pagã (...) então, após os terríveis impactos que a descrença tem dado ao mundo em nossos dias, ele será capaz de colocar o mundo novamente no caminho verdadeiro, e restaurar a ordem nos Estados e povos dos tempos modernos. Mas o retorno do Cristianismo não será eficaz e completo se ele não restaurar no mundo um sincero amor à Igreja Única, Católica e Apostólica. Na Igreja Católica, o Cristianismo é encarnado. Ele é identificado com aquela perfeita sociedade espiritual, soberana em sua própria ordem, que é o Corpo Místico de Jesus Cristo e que tem, como cabeça visível, o Romano Pontífice, sucessor do Príncipe dos Apóstolos. (...) Uma sociedade que tão tristemente se tenha extraviado deve reentrar no seio da Igreja se ela desejar recuperar seu bem-estar, seu repouso e sua salvação”.

[“O Corpo Místico de Cristo e a Reorganização da Sociedade”, Pe. Denis Fahey,C.S.Sp., Angelus Press, Kansas City, Missouri, E.U.A., Outubro de 1995, Prefácio, Páginas I a XIII.]

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