quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MUSEU DO PURGATÓRIO EM ROMA.

Museu das Almas do Purgatório


Este insólito museu está localizado na Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, no Lungotevere Prati, 18, em Roma. O estilo neogótico da construção, projetada pelo arquiteto Giuseppe Gualandi, tem algo de fascinante e, ao mesmo tempo, espectral, e lhe garantiu a definição de "Pequeno Duomo de Milão". A igreja foi edificada em um terreno edificável comprado, em 1893, pelo padre Victor Jouet, da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, fundada por Jean Jules Chevalier em 1854. A construção levou 23 anos, estendendo-se de 1983 a 1917.

Em 15 de Setembro de 1897, deu-se um incêndio no interior do edifício; depois de apagado o fogo, o padre Jouet reconheceu em uma mancha desenhada pelo fogo na parede um rosto padecente. O episódio foi documentado com uma fotografia que está guardada no interior da igreja e deu lugar ao Museu das Almas do Purgatório, que substituiu a pequena capela de Nossa Senhora de Rosário. O pároco convenceu-se de que se tratava da alma de um falecido que se encontrava no Purgatório, mas que queria entrar em contato com os vivos. Com esta convicção na cabeça, Padre Jouet começou a procurar outras aparições desse tipo. Ele prosseguiu com suas pesquisas através de longas viagens na Itália e na Europa, e recolheu várias relíquias que pareciam dar credibilidade à sua opinião.



Vários objetos "tocados" pelas almas dos mortos se encontram no museu. A estrutura, entre outras coisas, tem também a reputação de lugar "maldito". As relíquias, cerca de uma dúzia, são todas acompanhadas por uma rica documentação. Entre outros, há a impressão digital feita em fogo sobre uma almofada, deixada na noite entre 5 e 6 de junho de 1894, pelo fantasma da Irmã Maria de São Luís Gonzaga enquanto aparecia à Irmã Margarida do Sagrado Coração quando esta se encontrava em sua cama. O fantasma da mulher tinha uma expressão desesperada e estava cercado por sombras negras. A falecida contou que estava no Purgatório porque em vida ela havia pecado gravemente por ter desejado morrer por causa do indescritível sofrimento que lhe causara a tuberculose; mas, após o encorajamento da Madre Superiora, confiou-se tranquilamente à vontade de Deus; poucos dias depois, na manhã de 5 de junho, ela morreu em paz: contudo, deveria passar 20 anos no Purgatório; o fantasma pediu, então, orações para acelerar a passagem para o Paraiso. O fantasma reapareceu nos dias 20 e 25 de Junho à mesma irmã para agradecer suas orações e deu-lhe algumas mensagens espirituais antes de subir para o Céu.



Outro testemunho presente no museu é representado pelas impressões digitais de um sacerdote falecido na manga da veste de uma monja, sobre a mesinha de trabalho dela e em uma folha de papel. O evento em questão aconteceu em 01 de novembro de 1731. Na igreja do mosteiro de São Francisco, em Todi, a Madre Abadessa Isabella Fornari assistia à Missa que o Padre Isidoro Gazala estava celebrando em sufrágio de Padre Panzini, falecido abade Olivetano de Mântua. O religioso quis deixar um sinal de sua passagem e comunicar desta forma que ele ainda estava no Purgatório.



Outra relíquia diz respeito às misteriosas aparições da Sra. Leleux a seu filho Joseph, em Wodecq, na Bélgica, em 1789, vinte e sete anos após sua morte. Durante esta aparição, a mãe deixou sua marca na manga da camisa de seu filho, mas antes havia se manifestado durante as onze noites anteriores, atormentando seu filho, lembrando-lhe de celebrar missas para sua alma e implorando-lhe de abandonar a sua vida dissoluta. A mulher alcançou seu objetivo. Seu filho fundou uma congregação religiosa e morreu em odor de santidade em 1825.


Em 21 de dezembro de 1838, Joseph Stitz estava lendo um livro de orações quando uma mão ficou estampada sobre as páginas. O sujeito afirmou sentir uma estranha presença no quarto, uma rajada de ar gelado e uma voz: era a voz de seu irmão falecido recentemente, que lhe pedia para rezar algumas Missas para encurtar sua estada no Purgatório. Há ainda outros exemplos deste tipo no museu.


O Padre Jouet fundou a Associação do Sagrado Coração de Jesus para o sufrágio das Almas do Purgatório.


Para visitar o Museu, basta ir a Roma, Lungotevere Prati, 18, das 9 às 12:30 e das 17 às 19.

Esses fenômenos não dizem respeito às teorias heréticas espíritas sobre a comunicação com os mortos, que a Igreja condena. Esses fatos são fatos excepcionais permitidos pela Divina Providência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infelizmente, devido ao alto grau de estupidez, hostilidade e de ignorância de tantos "comentaristas" (e nossa falta de tempo para refutar tantas imbecilidades), os comentários estão temporariamente suspensos.

Contribuições positivas com boas informações via formulário serão benvindas!

Regras para postagem de comentários:
-
1) Comentários com conteúdo e linguagem ofensivos não serão postados.
-
2) Polêmicas desnecessárias, soberba desmedida e extremos de ignorância serão solenemente ignorados.
-
3) Ataque a mensagem, não o mensageiro - utilize argumentos lógicos (observe o item 1 acima).
-
4) Aguarde a moderação quando houver (pode demorar dias ou semanas). Não espere uma resposta imediata.
-
5) Seu comentário pode ser apagado discricionariamente a qualquer momento.
-
6) Lembre-se da Caridade ao postar comentários.
-
7) Grato por sua visita!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar: