quinta-feira, 26 de abril de 2012

Romances mediúnicos: fraudes desmascaradas!


ZIBIA GASPARETTO, A REVISTA VEJA, E O SOCIÓLOGO GILBERTO FREYRE

Este artigo visa resgatar uma matéria da revista Veja, que faz uma comparação entre o estilo literário do sociólogo Gilberto Freyre quando encarnado e quando desencarnado.

Introdução

A revista Veja acabou de liberar seu conteúdo dos anos de 1997 a 2007, no link http://veja.abril.com.br/arquivo.shtml. Isso me permitiu encontrar várias matérias interessantes, entre elas uma, assinada por Marcelo Marthe, que compara os estilos literários do sociólogo Gilberto Freyre (15 de março de 1900 – 18 de julho de 1987), autor de Casa Grande & Senzala, publicado em 1933, quando vivo e através da “mediunidade” de Zibia.

A matéria também fornece algumas informações preciosas sobre Zibia, sua cultura, educação e o início de sua “mediunidade”:

Zibia, que cursou só o primário e escrevia histórias policiais à la Agatha Christie antes de virar médium, diz que começou a psicografar depois de passar algum tempo sentindo dores no braço direito. Um dia, desatou a escrever. Hoje psicografa no computador, de terça a quinta, às 3 da tarde.

Notemos que Zibia, apesar de só ter o primário, já era detentora de grande criatividade, antes dela mesma se considerar médium. Fica a pergunta: seriam mesmos os espíritos os autores de seus romances atuais ou tudo não passaria de um estado dissociativo, em que em sua forma mais grave poderia levar à ocorrência de múltiplas personalidades?

A matéria continua se referindo aos principais guias espirituais da médium:

A médium credita seus escritos a vários “seres de luz”. O principal deles é Lucius – um suposto ex-integrante do Parlamento inglês e juiz francês em encarnações passadas.

Como a médium só tem o primário, seria interessante, para testar sua mediunidade, perguntar-lhe coisas em francês ou inglês, quando incorporada de Lucius. Ou fazer-lhe perguntas específicas sobre o período histórico em que viveu. Nesse momento, será que o espírito conseguiria responder as perguntas feitas?

Vejamos agora os trechos comparando os escritos de Gilberto Freyre quando vivo e quando desencarnado:

Casa Grande & Senzala,

de Gilberto Freyre

“O ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual. O europeu saltava em terra escorregando em índia nua; os próprios padres da Companhia de Jesus precisavam descer com cuidado, senão atolavam o pé em carne. Muitos clérigos deixaram-se contaminar pela devassidão. As mulheres eram as primeiras a se entregar aos brancos, as mais ardentes indo esfregar-se nas pernas desses que supunham deuses.”

O Encontro, conto psicografado por Zibia Gasparetto em 1995

“Irene olhou o relógio e suspirou angustiada. Faltavam dez para as oito. Armando saíra com amigos. Olhou-se no espelho mais uma vez. Como gostaria de ser linda, elegante, maravilhosa, para poder vingar-se dele naquela hora. Para ver em seus olhos o arrependimento por havê-la perdido! Mas ela não se achava bonita. Seus amigos diziam, era sempre muito requisitada pelos homens, mas era porque ela era independente, bem na vida, e indiferente.”

A matéria finaliza assim:


Na versão de dona Zibia, um dos grandes pensadores brasileiros, autor do clássico Casa Grande & Senzala e dono de uma escrita elegantíssima, teria decidido escrever contos melosos no além-túmulo. Fica difícil não concordar com o que o crítico fluminense Agripino Grieco dizia a respeito das psicografias de autores famosos. Segundo ele, a psicografia era a prova cabal de que a morte faz muito mal ao estilo (e às idéias, pode-se acrescentar) de um autor.

Concordo com o autor da matéria. A diferença de estilos, ao menos neste caso, é gritante, o que sugere um fenômeno anímico, e não mediúnico.

Bibliografia

http://veja.abril.com.br/arquivo.shtml (acessado dia 19/11/2007)

http://veja.abril.com.br/230102/p_118.html (acessado dia 19/11/2007)

Comentário no site: Zíbia Gaspareto, fenômeno literário brasileiro, líder de uma equipe de “ghosts”. Com certeza uma equipe de espíritos, a questão é: vivos ou mortos?

Fonte: http://obraspsicografadas.haaan.com/
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