terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gnose: "ser como Deus" - a mentira da auto-iluminação.

A Gnose, ou o conhecimento secreto

1

“Assim como não faz bem o mel àquele que o come em demasia, assim o que quer sondar a majestade (divina) será oprimido por sua glória”(Pr 25:27).

Em rápida síntese, três são os mandamentos pelos quais as almas incautas se enredam pelo caminho falso da Gnose ou do conhecimento esotérico.

As três premissas da Gnose


Gnose

A Gnose se interpõe à doutrina revelada nas Sagradas Escrituras. Contrariamente ao exemplo de Cristo e Sua doutrina, toda a estrutura doutrinária da Gnose está em revelar um conhecimento próprio e à parte, que Deus ainda não tenha revelado (ou revela apenas para os “iniciados”). Assim, a partir da aquisição desse suposto conhecimento e de sua prática o adepto alcançaria sua “auto-iluminação”. Consequentemente, teria seus olhos abertos, tornando-se como Deus, e livre para ser conhecedor do bem e do mal

Esses três mandamentos fundamentais são:
1-) Deus está dentro de você;
2-) Você encontrará Deus SE desenvolver suas capacidades latentes;
3-) O conhecimento o salvará e você será semelhante a Deus (ou se tornará Deus).


Podemos observar aqui que essa é uma doutrina já arraigada sob diversos disfarces nos costumes contemporâneos.

Porém, não é originária da verdadeira fonte da Revelação Divina, conforme entregue aos homens diretamente pelo Deus Verdadeiro, através de Seu povo escolhido, na voz de todos os antigos profetas de Israel.

Muito menos é uma doutrina originária de qualquer fonte cristã tradicional, sobretudo católica.

A Revelação Divina verdadeira, que é persistente na Antiga e na Nova Aliança, teve seu ponto culminante unicamente na manifestação do Cristo, o príncipe da paz e rei de todas as nações. Ele que se manifestou como a encarnação da Palavra de Deus.

Quase setecentos anos antes de Sua vinda, o profeta Isaías já O exaltava nesses termos:

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Is 9:6).

Falsa promessa de iluminação através do "conhecimento do bem e do mal"

Símbolo maçônico

O símbolo da mais popular das sociedades secretas, a Franco Maçonaria, assume diversos significados nos vários ritos e graus. O mesmo se aplica ao significado da letra "G", que entre tantos significa Gnose e também Generation, no sentido de linhagem e manipulação genética com fins de dominação

A doutrina gnóstica, por ser paralela e oposta à Revelação, embora se insinue astuta e sutilmente como sendo divina, possui características próprias e tem por objetivo precípuo propor uma “iluminação” através do “conhecimento do bem e do mal”.

É tão antiga quanto a própria Revelação Divina e com ela compete obstinadamente:

"Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes (do fruto da árvore do conhecimento) se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." (Gn 3:4)

A Gnose, na verdade, é a doutrina das sociedades secretas.

Essas sociedades secretas, seitas, grupos e doutrinas delas derivadas subrepticiamente atuam para a mobilização de opiniões e na mudança de paradigmas das massas, induzindo-as para a negação da verdadeira fé trazida por Cristo, o Verbo de Deus, e na aceitação passiva da religião planetária.

A mais popular de todas essas sociedades secretas é a Franco Maçonaria.

Interpretando os mistérios cristãos de acordo com o simbolismo pagão
Pistis Sophia

Os gnósticos afirmavam estar familiarizados com as doutrinas secretas do Cristianismo primitivo. Eles interpretavam os mistérios cristãos de acordo com o simbolismo pagão

O ocultista e mais proeminente maçom grau 33 do século XX, Manly P. Hall, fundador da Philosophical Research Society, define muito bem essa sutileza da Gnose de todos os tempos:

"O nome gnóstico significa sabedoria ou conhecimento, e deriva do grego gnosis. Os membros da ordem afirmavam estar familiarizados com as doutrinas secretas do Cristianismo primitivo. Eles interpretavam os mistérios cristãos de acordo com o simbolismo pagão. As informações secretas e os dogmas filosóficos deles eram guardados dos profanos e ensinados a um pequeno grupo formado apenas por pessoasespecialmente iniciadas." (1)

E isso é bem o contrário do que fez Jesus, que na verdade ensinou todos os princípios do reino de Deus abertamente:

"Respondeu-lhe Jesus: Eu tenho falado abertamente ao mundo; eu sempreensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se congregam, e nada falei em oculto" (Jo 18:20)

Em outras passagens, as Sagradas Escrituras sempre declararam que o Reino de Cristo era "dado gratuitamente".

"Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?" [Rm 8:32]

"Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus..." (1Cor 2:12)

É necessário rebelar-se!
Adão e Eva

“Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis!” (Gn 3,4)

Como vemos, a Gnose se interpõe à doutrina da Revelação.

Contrariamente ao exemplo do Cristo e Sua doutrina, toda a estrutura doutrinária da Gnose está em revelar um conhecimento próprio e à parte, que Deus ainda não tenha revelado (ou revela apenas para os “iniciados” ou que adotam suas práticas).

Assim, a partir da aquisição desse supostoconhecimento e de sua prática o adepto terá seus olhos abertos, tornando-se como Deus, conhecedor do bem e do mal.


No entanto, segundo os postulados gnósticos, para tornar-se deus é necessário agir por si mesmo e contrariar (ou burlar)a ordem do Criador e experimentar do fruto da árvore proibida.

É necessário rebelar-se!

A estratégia do governo oculto do mundo

Gnose

O deus da Gnose não é o Deus Vivo e absolutamente nada tem a ver com o Cristo, o Cordeiro de Deus

Portanto, a Gnose está alicerçada na mentira e propõe o impossível: conhecer o incognoscível, alcançar o inalcançável.

Além disso, o deus (ou deuses) da Gnose, do esoterismo, não é o Deus Vivo e absolutamente nada tem a ver com o Cristo, o Cordeiro de Deus oferecido ao mundo para a remissão dos homens, através de Seu próprio sacrifício, como veremos detalhadamente mais adiante.

Desde o princípio, esta é a estratégia dogoverno oculto do mundo, a doutrina milenar da antiga serpente (cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).

Tudo e nada

Nirvana

Para várias seitas gnósticas, a divindade original é chamada contraditória ou dialeticamente de tudo e nada ao mesmo tempo. Na Grécia, essa divindade era o Pan (tudo) e Bythos (o vazio). Na Índia é Brahman (tudo) e o Nirvana (nada absoluto)

Para várias seitas gnósticas, a divindade original é chamada contraditória ou dialeticamente de tudo e nada ao mesmo tempo. Na Grécia, essa divindade era o Pan (tudo) e Bythos (o vazio). Na Índia é Brahman (tudo) e o Nirvana (nada absoluto).

O Bhagavad Gita diz que “essa divindade é ser e não-ser, é aquele que está além” (Bhagavad Gita, IX, 19). “Eu sou o ser e o não-ser” (Bhagavad Gita, IX, 19).

Na Cabala se ensina que o Em-Sof é o nada (cf. G. G. Scholem, Major trends in jewish mysticism – A mística judaica, Perspectiva, São Paulo, 1972, pp. 12-13). G. G. Scholem diz que “ser e não-ser não são senão diferentes aspectos da realidade divina que no fundo é um super-ser” (G. G. Scholem, Lês origines dela Kabble, p. 448).

Chega a ser intrigante que a Revelação Divina repreende, no Antigo Testamento, aqueles que confiaram no nada:

“Os vossos lábios falaram a mentira e a vossa língua profere a iniqüidade. Não há quem invoque a justiça, nem há quem julgue segundo a verdade, mas confiam no nada” (Is,3-4). (2)

Ao contrário dos deuses gnósticos, o Deus Vivo das Sagradas Escrituras revela-Se ao povo eleito:

"Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. Moisés, atemorizado, não ousava levantar os olhos" (At 7,32).

"Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 22,18) (At 3,25).

"Se possível fora, enganariam até os escolhidos"

Eva

Ao seduzir os incautos com sua promessa de “iluminação” o conhecimento esotérico deturpa a verdade de que somente “em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9)

Embora atualmente a Gnose empregue expressões sedutoras como “cristo cósmico”, “cristo interno”, “logos solar”, “deus íntimo”, “eu sou deus”, “eu divino”, “iluminação interior”, “auto-iluminação”, etc, o próprio Jesus já advertira sobre os muitos “falsos cristos” que viriam:

"Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristose falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito." (Mt 24,23-25).

Os gurus da religião planetária da "nova era" se autoproclamam "cristificados". Dizem ter atingido o "grau crístico". Portanto, são semelhantes a Cristo, ou seja, são também cristos. E prometem um supostoconhecimento iluminador que fará o mesmo aos seus aceclas.

Ao seduzir os incautos com sua promessa de “iluminação” e “renascimento espiritual” o conhecimento esotérico deturpa a verdade de que somente

“Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. (Col 2,9).

Assim, um dos principais fundamentos da doutrina esotérica é, sub-repticiamente, condicionar o adepto no “conhecimento” de que ele pode ser como Deus ou Cristo, ou tornar-se como o próprio Deus —“Eu Sou”— conforme lê-se na Sagradas Escrituras:

“E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós...” (Ex 3,14).

"Cristo Jesus não se apegou ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Porém esvaziou-se de sua glória e assumiu a condição de um escravo fazendo-se aos homens semelhante"

Jesus obediente ao Pai até a morte

Contrariando as doutrinas gnósticas de rebelião, “embora fosse de divina condição, Cristo Jesus não se apegou ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Porém esvaziou-se de sua glória e assumiu a condição de um escravo fazendo-se aos homens semelhante" (Fl 2:6-11)

Não há nada mais sedutor, fascinante (e fascinador) do que tal insinuação: o homem tornar-se Deus, tornar-se um Cristo.

Mas enleado pelo orgulho e pela vaidade, o adepto esotérico jamais é instruído em suas iniciações sobre a árdua senda da cruz palmilhada pelo Cristo (que é verdadeiramente uno com Deus) apequenando-se sob a condição de “servo de Deus”, conforme previra mil anos antes Davi, além de outros profetas.

O apóstolo Paulo, contrariando toda e qualquer doutrina esotérica e gnóstica de todas as épocas, inspirado pelo Espírito Santo descreve-nos a singularidade da divindade de Cristo:

“Embora fosse de divina condição, Cristo Jesus não se apegou ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Porémesvaziou-se de sua glória e assumiu a condição de um escravo fazendo-se aos homens semelhante. Reconhecido exteriormente como homem humilhou-se obedecendo até à morte, até a morte humilhante numa cruz. Por isso Deus o exaltou sobremaneira e deu-lhe o nome mais excelso, mais sublime, e elevado muito acima de outro nome. Para que perante o nome de Jesus se dobre reverente todo joelho, seja nos céus, seja na terra ou nos abismos. E toda língua reconheça, confessando, para a glória de Deus Pai e seu louvor: ‘Na verdade Jesus Cristo é o Senhor!” (Fl 2:6-11)

Quando o apóstolo diz que na verdade Jesus Cristo é o Senhor (Adonai), na verdade ele proclama que Jesus, sim, é Deus (Adonai). Isto é, da mesma substância que o Altíssimo.

Apartando-se da simplicidade que há em Cristo

Batalha

“Colocarei inimizades entre ti e a Mulher, entre tua raça e a dela. Tu lhe armarás ciladas ao calcanhar, e ela mesma te esmagará a cabeça” (Gn 3,14-15)

Também é digna de nota outra exortação do mesmo apóstolo Paulo, quando desde o Cristianismo nascente, preocupado com o desvirtuamento da doutrina do Cristo, já combatia as insinuações gnósticas que começavam a proliferar nos círculos das primeiras comunidades cristãs, recém convertidas do paganismo:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo."(ICor 11,3).

Isto é, apartem-se da simplicidade do Evangelho de Cristo.

É muito interessante que no simbolismo da Revelação Divina sobre a expulsão de Adão e Eva do Éden, como conseqüência pela infração cometida contra os desígnios divinos, referindo-se à serpente e à mulher, o Criador determina:

“Colocarei inimizades entre ti e a Mulher, entre tua raça e a dela. Tu lhe armarás ciladas ao calcanhar, e ela mesma te esmagará a cabeça”(Gn 3,14-15).

* * *
França 1830: ódio, dissensão e descontentamento
Revolução Francesa 1830
Exatamente nesse turbulento período, surgiam os primeiros rumores do marxismo florescente
—ou seja, o ateísmo militante

Em 1830, pouco depois da revolução, a França vivia dias de incontrolável violência e as insurreições provocavam o ódio popular.

Clérigos, conventos e igrejas voltavam a ser atacados e colocados em grande perigo. Jornalistas liberais incitavam a opinião pública contra Carlos X e a Igreja.

A essa altura manifestava-se uma fúria social sem precedentes. Essa fúria social culminaria na revolução de julho de 1830. O ódio, a dissensão e o descontentamento reinavam em toda parte.

Juntamente com linhas de idéias radicais, exatamente nesse período, surgiam os primeiros rumores do marxismo florescente. (3)

Em uma de suas visões, Santa Catarina Labouré observa os pés da Virgem calcando a cabeça de uma serpente sobre uma esfera branca

Ao descrever Catarina Labouré uma das visões que teve da Mãe do Verbo, convém nos determos nesse trecho, a seguir, em que a vidente observa os pés da Virgem calcando a cabeça de uma serpente sobre uma esfera branca:

“(...) Virando-me naquela direção, via a Virgem Santíssima na altura do quadro. A Virgem estava de pé. Era de estatura média e estava toda trajada de branco. Seu vestido era de brancura da aurora, no estilo que se chama “a la Vierge” —isto é, gola alta e mangas lisas. Um véu branco cobria-lhe a cabeça e descia dos dois lados, até os pés. Sob o véu, o cabelo cacheado estava preso com uma fita enfeitada de renda... Tinha o rosto descoberto, na verdade bem descoberto e tão belo que me parecia impossível descrever sua beleza arrebatadora. Tinha os pés apoiados em uma esfera branca, quer dizer, meia esfera, ou, pelo menos, eu só via a metade. Havia também uma serpente, verde com manchas amarelas (sob seus pés). Em volta da Virgem Santíssima havia uma moldura ligeiramente oval. Dentro da moldura, estava escrito em letras de ouro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós (...)” (4)

Nossa Senhora das Graças

Representação de Nossa Senhora das Graças, conforme Maria Santíssima se apresentou a Catarina Labouré, na França. Na visão, a Santíssima Virgem calca a cabeça da serpente do mal com Seus pés. Este é o símbolo da humildade, da pureza e da obediência, cujo poder esmaga o orgulho, a impureza e o espírito de rebelião de Lúcifer
________

Fonte: http://www.mensagensdemaria.org/VerMensagensDeMaria.php?codigo_artigo=1


Fontes de consulta:

1 - HALL, Manly P. The Secret Teaching of All The Ages, maçom do Grau 33, The Philosophical Research Society, 1988, página XXV; ênfase no original.

2 - Orlando Fedeli - Conspiração na História: exemplos do Antigo Testamento
MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=historia&artigo=
conspiracao&lang=br - Online, 11/05/2007 às 15:36h

3 - Convém ressaltar que marxismo equivale a antiteísmo.

4 - SWANN, Ingo As Grandes Aparições de Maria, 2001, pp 76 e 77, 2.ª edição, Paulinas. (Cf. ENGLEBERT, Omer. Catherine Labouré and the modern apparitions of Our Lady. New York, P. J. Kennedy & Sons, 1958; LAURENTIN, René. Catherine Labouré. Paris, Desclée de Brower, 1981).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infelizmente, devido ao alto grau de estupidez, hostilidade e de ignorância de tantos "comentaristas" (e nossa falta de tempo para refutar tantas imbecilidades), os comentários estão temporariamente suspensos.

Contribuições positivas com boas informações via formulário serão benvindas!

Regras para postagem de comentários:
-
1) Comentários com conteúdo e linguagem ofensivos não serão postados.
-
2) Polêmicas desnecessárias, soberba desmedida e extremos de ignorância serão solenemente ignorados.
-
3) Ataque a mensagem, não o mensageiro - utilize argumentos lógicos (observe o item 1 acima).
-
4) Aguarde a moderação quando houver (pode demorar dias ou semanas). Não espere uma resposta imediata.
-
5) Seu comentário pode ser apagado discricionariamente a qualquer momento.
-
6) Lembre-se da Caridade ao postar comentários.
-
7) Grato por sua visita!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar: