sexta-feira, 10 de junho de 2011

Espiritualidade Nova Era: a Nova Ordem Mundial do Anticristo..



Para contrapor-se ao Cristianismo, foi preciso difundir dissimuladamente, ao longo do tempo, uma nova espiritualidade que habilmente refutasse Cristo, Sua Igreja e Sua doutrina. E que, através de elaborados sofismas, relativizasse o plano de salvação de Deus para a humanidade em seus principais pontos. Assim surgiu a pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista ).

Vejamos, portanto, alguns motivos pelos quais o anti-Evangelho da nova ordem mundial, através de técnicas de engenharia psicossocial, vem se empenhado acirradamente em abolir o Cristianismo:

1 - Jesus é anunciado e Ele próprio assume-Se como o Verbo de Deus encarnado. Portanto, é a própria Divindade que entra na história e assume a natureza humana para redimi-la: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29-33).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial propõe o contrário: o homem torna-se deus por seus próprios méritos, através dos mecanismos automáticos da evolução, pela harmonização com as leis naturais, algumas delas somente transmitidas a eleitos, pelo racionalismo, pela lei da adaptação e aptidão dos mais fortes, por meio de práticas e procedimentos, etc.

2 - Jesus apresenta-Se como o único caminho que conduz a Deus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). O que implica livre adesão da criatura ao projeto de rendenção de Deus para a humanidade que se concretiza plena e unicamente em Cristo: "A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou" (Jo 6,29).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial propõe que Jesus é apenas um mestre iluminado entre tantos outros. Ele apenas assumiu sua divindade e qualquer um pode fazer o mesmo. Afirmar que Jesus é o próprio Deus que vem resgatar o homem é cometer o crime de exclusão para com outros mestres espirituais iluminados tão importantes quanto Ele.

3 - Jesus deixa claro que somos seres espirituais e nosso lugar definitivo, assim como nossa verdadeira vida, não são deste mundo: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18,36).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial embora sofisme sobre alguns atributos do espírito, na verdade propõe o advento de um mundo unificado terreno, tutelado por uma governança única que assumirá a liderança de todos os povos e nações. A implantação desse reino se aproxima com o “despertar da consciência”, com a reencarnação de "espíritos evoluídos" que promoverão um "salto quântico evolutivo" em nosso planeta, onde o homem, desperto e auto-iluminado, desfrutará sua própria divindade.

4 - Jesus testemunha através de Sua vida, ensinamentos e ações o código moral da verdadeira lei de Deus, imprescindível para a salvação dos homens. Sua doutrina é a da cruz, que sempre escandalizou o mundo, justamente por significar a defintiva vitória do Espírito sobre este mesmo mundo. Por isso, a proposta de Cristo é clara: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial propõe o hedonismo, o bem-estar imediato em detrimento do outro, o culto à matéria e a idolatria do eu.

5 - Jesus, vem mostrar ao homem que a obediência é o imprescindível sinal de livre-aceitação da criatura para com seu Criador. Na desobediência e na rebelião a criatura manifesta sua ingratidão e recusa ao amor de Deus. Para nos ensinar isso, Jesus, que revelou ao homem o verdadeiro rosto de Deus, “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,6-8).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem prega a desobediência, a rebelião, a revolução, a negação. Seu lema: “faça o que quiseres pois é tudo da lei”. O resultado disso é a autodestruição e a destruição coletiva, conforme qualquer um pode constatar.

6 - Jesus, para mostrar que os critérios do Criador são completamente opostos aos da criatura, exemplifica: “O que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo” (Lc 22,26).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial propõe uma mentalidade de dominação e rapina, exaltando o lucro e o sucesso a qualquer preço. E para tanto, “os fins justificam os meios”.

7 - Dos muitos discípulos, durante três anos Jesus separou, preparou e instituiu apenas doze deles, com a missão de evangelizar os povos. Posteriormente, Ele próprio enviou Paulo e Pedro para regarem com seu sangue os alicerces de Sua Igreja em Roma (At 23,11 e Jo 21,18): “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 20,21). "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lc 10,16).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial prega uma espiritualidade individual ao gosto do freguês, um superecumenismo igualitário entre todos os cultos, sem qualquer distinção, ainda que alguns desses cultos sejam contrários à vida, apregoem o ódio, o crime e a devassidão.

8 - Como instrumentos de misericórdia e reconciliação com o Criador, e também para atualizar-Se nos séculos que se sucederiam, Jesus, Deus encarnado, faz-se alimento tangível para Seus discípulos: “Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo” (Jo 6,51); "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54); “Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,55); “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo. 6,56); “Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim” (Jo, 6,57)

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial, rebelde e soberba, volta cinicamente as costas para esse sacrifício que se renova em Si mesmo e, por consequência deste desprezo ao essencial, emaranha-se a passos largos num espinhal de superstições, enganos, idolatria, decepções e negação.

9 - Jesus exemplifica que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15,13).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial, de índole egocêntrica e libertina, relativiza os direitos humanos segundo seus propósitos e interesses imediatistas. Por isso, vemos tanto empenho pela descriminalização de assassinatos como o aborto, a eutanásia, ou ainda as alterações nas legislações dos países para o decreto de guerras, ocupações militares, operações secretas e dissimuladas, dissolução moral, etc.

10 - Jesus estabeleceu a “Sua” Igreja sobre cefas —a rocha— o velho Pedro, rude mas desassombrado pescador, cuja figura O representaria e, apesar de todas as investidas das trevas, seu primado permaneceria sobre os conturbados tempos da longa noite dos séculos: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).

A pseudo-espiritualidade da nova ordem mundial, que anuncia o advento do “senhor do mundo”, o “novo messias da era aquariana”, labora ativamente para destronar Pedro e a Igreja por ele sustentada heroicamente na Terra. Ambos, Pedro e a Igreja, estabelecidos pelo verdadeiro Deus, tornam-se, portanto, enorme obstáculo no processo da implantação do reino da tirania. Mas apesar de todas as aparentemente bem-sucedidas investidas dentro e fora da Igreja de Cristo, ainda assim as portas do inferno continuarão não prevalecendo contra ela.

Eis o que quis dizer o servo de Deus João Paulo II ao afirmar: “Estamos agora a ver a confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho. É uma provação que a Igreja deve enfrentar”.

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