terça-feira, 14 de junho de 2011

Controle da natalidade: a esparrela.


O que há por trás do controle da natalidade?
O interesse em torno do controle de natalidade é manter o eixo de dominação entre países ricos (EEUU, Europa e Japão) e países pobres.

O temor pela mudança deste eixo de dominação é um dos motivos que se ocultam por trás do controle da natalidade ou planejamento familiar. Por isso, movem essa guerra silenciosa especialmente direcionada aos países em desenvolvimento, com vistas a frear seu crescimento demográfico e seu desenvolvimento econômico. Para isso inventaram até um termo chamado "desenvolvimento sustentável" que compreende políticas que terão como contrapartida toda e qualquer técnica contraceptiva para frear o crescimento populacional.

Alardearam exaustiva propaganda de que havia gente demais para o planeta e que esta população estava sendo a responsável pelo desequilíbrio ecológico, quando se sabe que as maiores agressões ambientais não provêm dos países em desenvolvimento, mas das indústrias dos países desenvolvidos e a propulsão consumista dos seus povos. Chegou-se a falar de "superpopulação".

Superpopulação é um termo relativo.

Em primeiro lugar, a área ocupada pelos seres humanos alcança 1% da superfície da Terra.

É verdade que o mundo experimentou um aumento populacional que começou no século dezoito. A população aumentou seis vezes nos 200 anos seguintes. Mas isso é um aumento, não uma explosão, porque tem sido acompanhado, e em grande parte feito possível, por uma explosão de produtividade, uma explosão de recursos, uma explosão de comida, uma explosão de informação, uma explosão de comunicações, uma explosão científica, e uma explosão médica. O resultado é que o aumento de seis vezes na população mundial é definhado pelo de oito vezes na produtividade mundial durante o mesmo período de 200 anos.

A corrente histérica da superpopulação começou nos anos sessenta, quando o cientista de Stanford, chamado Paul Ehrlich, escreveu um livro chamado "The Population Bomb" (A bomba populacional). Quase que como tubarões, assustando milhões de pessoas nadando no oceano, esse livro teve sucesso em amedrontar pessoas com suas profecias de fome, morte e destruição.

O relato da divisão de população da ONU de 2001, World Population Monitoring 2001, estudou o relacionamento entre o crescimento e o desenvolvimento. Ao contrário das predições apocalípticas malthusianas, esse relatório da ONU declarou: "De 1900 a 2000, a população mundial subiu de 1.6 bilhões a 6.1 bilhões de pessoas. Porém, enquanto a população do mundo aumentou próximo de 4 vezes, o produto doméstico bruto mundial (GDP) [produtividade real de bens e serviços] aumentou de 20 à 40 vezes, permitindo o mundo não apenas sustentar um aumento quadruplicado de população mas também fazer isso tão amplamente os padrões mais altos de vida."

Uma proponente liderança desta visão do nexo de população/desenvolvimento foi o demográfo econômico Professor Colin Clark, a quem é creditado o desenvolvimento do conceito de Produto Nacional Bruto (GNP). Enfatizando a função positiva do crescimento populacional no processo de desenvolvimento, Clark costumava detalhar comparações estatísticas entre nações em desenvolvimento para demonstrar uma relação positiva entre taxa de crescimento populacional e taxa de crescimento de produto per capita. Quando ele morreu em setembro de 1989, o London Times pagou um tributo ao trabalho de Clark dizendo: "Foi o fruto de uma mente independente dedicada à perfeição e apresentação de fatos mensuráveis... Ele nunca aceitou a visão pessimista de crescimento populacional, e em um simpósio internacional em 1963, com um número de autoridades eminentes presentes, a contribuição de Clark para o assunto primeiro atraiu mais fogo; mais depois, as críticas foram aceitando sua estimativa como a base para uma discussão racional.

Jornalistas ocidentais culparam a "superpopulação" pela fome etíope, o que simplesmente não foi verdade. O Governo Etíope causou-a pelo confisco de estoques de comida de mercadores e fazendeiros e exportando-os para comprar armas. Esse regime de esquerda do país, não sua população, causou a tragédia.

É freqüente invocado que a pobreza na China é resultado da "superpopulação". Mas Taiwan, com uma densidade populacional cinco vezes maior que a China continental, produz muitas vezes mais per capita. A República da Coréia, com uma densidade populacional 3,6 vezes maior que a China, tem uma produtividade per capita quase que 16 vezes maior.

Os países com altas taxas demográficas são países com força de trabalho nova, são países que podem renovar-se tecnicamente com novas idéias, enquanto os países com baixas taxas demográficas tendem a ser envelhecidos, com menor número de pessoas dispostas a trabalhar, gastando muito com previdência social e depositando esse custo nos ombros do seu setor produtivo.

http://judaismoemaconaria.blogspot.com/search/label/controle%20de%20natalidade

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