sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como surgiu a teologia da libertação.


ASSIM NASCEU A PRAGA

A chamada e diabólica "teologia da libertação". No texto abaixo, de um sacerdote muito inteligente - Padre Malachi Martin - que escreveu uma série de livros com denúncias gravíssimas sobre escândalos dentro da Igreja, ele descreve de forma resumida como surgiu esta praga hedionda, que ainda hoje enfeitiça milhares de corações sacerdotais. Este sacerdote foi de fato assassinado e o crime ainda permanece envolto em brumas, porque ele sabia demais. E os autores são os mesmos que deram fim nos últimos papas, que o leitor entenda.

PE. MALACHI MARTIN (*)

(trecho do livro "The Jesuits - The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church" (Os Jesuítas - A Sociedade de Jesus e a Traição à Igreja Católica")

. . . no início dos anos setenta, pelo menos sete anos antes de agarrarem o poder, os líderes sandinistas proclamaram abertamente seu objetivo final: criar uma sociedade marxista na Nicarágua para servir como útero através do qual nasceria a revolução marxista na América Central. "A revolução nas Américas" era o slogan.
Em seu início, nada mais nada menos do que um grupo de guerrilheiros-maltrapilhos, assaltantes de bancos e terroristas bate-e-corre, os sandinistas sabiam muito bem que não tinham qualquer esperança de instalar um regime marxista em 91,6% dos Católicos Romanos da Nicarágua. A menos que pudessem recorrer - com efeito, inspirar - a cooperação ativa do clero católico. Para isso, era necessário alterar a doutrina Católica Romana. Mas era fundamental que essa alteração passasse a impressão de que estaria sendo realizada conjuntamente com a própria Igreja Católica Romana.

Seria necessário alterar a concepção sobre a estrutura da Igreja.
Mera conivência passiva por parte do clero não seria suficiente. Desde que os sandinistas queriam a alma do povo, eles sabiam o caminho: o Catolicismo [Romano] estava inextricavelmente ligado à trama e urdidura da cultura da Nicarágua, arraigado na linguagem, na maneira de pensar, e nas perspectivas daquela gente. Eles sabiam que o Catolicismo era parte integrante de toda a esperança do povo.
É aqui que Fernando Cardenal, como [padre] católico e jesuíta, exerce uma extraordinária influência.

Durante algum tempo, alguns teólogos católicos [Romanos] na América Latina - principalmente Jesuítas do período pós II Guerra Mundial - desenvolveram uma nova teologia. Eles a chamaram de Teologia da Libertação, e basearam-se nas teorias de seus homólogos europeus.

Foi um sistema criteriosamente planejado e cujo princípio básico era muito simples: O conjunto e significado único do cristianismo, como religião, deveria se resumir a uma conquista – a libertação de homens e mulheres, por revolução armada e violenta, caso necessário, da escravidão econômica, social e política que lhes são impostas pelo capitalismo americano, e que deveria ser implementado pelo estabelecimento de um "socialismo democrático".

Neste sistema "teológico", a chamada opção "para os economicamente pobres e oprimidos politicamente", originalmente descrito como uma "opção preferencial dos bispos católicos da América Latina" em sua conferência em Medellin, na Colômbia, em 1968, passou a ser uma agenda a ser executada: Havia um inimigo – as classes capitalistas, média, superior e inferior, localizadas principalmente nos EUA. Somente o proletariado —"o povo"— deveria ser fomentado por meio dessa maquiada imposição do marxismo.

Teologia da Libertação foi o modelo perfeito para os sandinistas.

Essa teologia integra a própria finalidade do marxismo-leninismo. Presume-se a clássica "luta marxista das massas" [luta de classes] para libertar-se de toda dominação capitalista. E acima de tudo, esse último bebê marxista estava envolto em panos de roupas da terminologia católica antiga. Palavras e frases carregadas de significado para as pessoas foram cooptadas e seus verdadeiros significados virados de cabeça para baixo.

O Jesus histórico, por exemplo, tornou-se um revolucionário armado.

O Cristo místico tornou-se todos os povos oprimidos, coletivamente.

A Virgem Maria transformou-se na mãe de todos os heróis revolucionários.

A Eucaristia tornou-se o pão oferecido livremente pelos trabalhadores libertos.

O Inferno tornou-se o sistema capitalista. O presidente norte-americano, líder do maior país capitalista, tornou-se o Grande Satã.

O céu tornou-se o paraíso terrestre dos trabalhadores abolidos do sistema capitalista.

Justiça significava assenhorear-se dos ganhos capitalistas, que deveriam ser "devolvidos" ao povo, ao "corpo místico" de Cristo, aos socialistas democráticos da Nicarágua.

A Igreja, uma vez transformada no corpo místico, "o povo", deveria decidir seu próprio destino e determinar como adorar, orar e viver, sob a orientação dos líderes marxistas.

Foi uma síntese brilhante, pronta que caiu como mão na luva dos ativistas que criariam e ergueriam uma nova estrutura sócio-política na sua base, como um edifício sobe a partir de uma planta.

O povo da Nicarágua foram as primeiras cobaias no qual a teoria foi aplicada experimentalmente. E os padres sócios fundadores na liderança Sandinista foram os jesuítas: Fernando Cardenal, Ernesto Cardenal, Miguel D'Escoto Brockman dos Padres de Maryknoll, os jesuítas Álvaro Arguello e Edgar Parrales da diocese de Manágua - fizeram o experimento duplamente abençoado e com probabilidade de sucesso.

Esses homens, devidamente ordenados como sacerdotes, conseguiram obter essa nova "mensagem" teológica —e a revolução sandinista foi realmente uma questão religiosa sancionada por porta-vozes legítimos da Igreja— que conseguiram aliar tanto o clero romano Católico e o povo em uma revolução estilo marxista pela violência armada. [Sem que a Igreja Romana nunca os excomungasse por se engajarem em revolução violenta ..... JP]

Sem dúvida, o plano foi cuidadosamente pensado e elaborado, com base em uma análise profunda do povo da Nicarágua e de seu clero.

Sem dúvida, também, os primeiros cúmplices no esquema eram os próprios sacerdotes, há até mesmo aqueles em Manágua, hoje proeminentes exilados na Nicarágua, no Panamá, Honduras e Miami, Florida, que apontam o dedo a Fernando Cardenal como o arquiteto principal do regime. Mas o que existe de evidência sugere que não era somente ele o jesuíta envolvido.

De qualquer forma, a empresa sandinista foi cada vez mais brilhantemente explicada, requintada e gritada aos ouvidos dos seminaristas, freiras, estudantes universitários e da mente popular por um número crescente de seus jesuítas, franciscanos e professores de Maryknoll, além de outros inúmeros professores das escolas de toda América Central.

A época de semeadura foi bem gasta rumo à marxização final. O patético depoimento em tribunal do jovem nicaragüense Edgard Lang Sacasa repercutiu pelo mundo, já em 1977, ao afirmar ter sido educado por sacerdotes que havia persuadido a milhares como ele a aderirem à guerrilha sandinista.

De mãos dadas com esta nova Teologia da Libertação ocorreu, necessariamente, a criação de uma nova e "flexível estrutura da Igreja" para substituir a antiga. Na estrutura tradicional católica romana, o conhecimento sobre Deus, Cristo, salvação cristã, moral pessoal e destino humano, eram derivados de pastores da hierarquia da Igreja - ou seja, o Papa e seus bispos.

Até então, o Papa e seus bispos eram a única fonte autêntica de conhecimento sobre a fé. Além deles, não havia precisão possível para se saber sobre o cristianismo. O envio a eles e a aceitação de seus ensinamentos e leis são necessárias para a salvação.

Foi precisamente esta estrutura, em que o controle final deveria ser de Roma, é que ficava, agora, sob o domínio dos sandinistas e do povo. E foi justamente essa estrutura anterior, de base europeia, que os arquitetos-teólogos da Teologia da Libertação tinham criticado.

Esta estrutura de base europeia, diziam os teólogos da libertação, era ditada por uma "visão de cima" e "imposta de cima para baixo" sobre as pessoas "abaixo". O teólogo franciscano Leonardo Boff, ensinando nos seminários do Brasil, colocava em termos de Fernando Cardenal a seus colegas clérigos a tese: "Houve um processo histórico de expropriação dos meios de produção por parte do clero em detrimento do povo cristão". Boff não estava falando de indústria ou comércio, mas sobre a teologia e doutrina religiosa, os meios de produção "a fábrica", como ele chamou - foi a pregação do Evangelho.

De acordo com os novos teólogos, a Igreja "romana" e, portanto, instituição "alienígena" da doutrina religiosa foi a razão da injustiça social e da opressão política, que floresceram em terras onde essa Igreja [Católica] hierárquica floresceu. Em terras tais como nos países da América Latina. Em países como a Nicarágua. Em cima disso, o argumento de que o cristianismo e, especificamente, [o Catolicismo Romano] não eram simplesmente estranhos em si, mas sempre estiveram acompanhados pela invasão "alienígena" real das culturas europeias. "Alien" – esta foi a palavra-chave.

Para combater essa estrutura, imposta pelo "alien", os novos teólogos olhavam "de baixo". A partir do nível do povo. Do ponto de vista da opressão e da injustiça - porque, segundo eles, era tudo o que encontraram "abaixo", entre o povo. A tarefa, em outras palavras, era impor a "opção preferencial" sobre todas as pessoas, ricas e pobres. Imediatamente, outros padres logo perceberam o modelo de Fernando Cardenal e os sandinistas, e um novo conceito de "Igreja" nasceu.

O organismo comum dos crentes, por definição, revista, seria a própria fonte da revelação. A fé dos crentes seria "criar" comunidades entre os crentes.
Comunidades de Base, elas são chamados na Nicarágua e no resto da América Latina - "comunidades de base". E as comunidades em conjunto formariam a nova "Igreja", a "Igreja do Povo".

Ditas comunidades começaram a se formar anos antes da revolução nicaragüense e invadiram o palco da geopolítica em 1979. Grupos de leigos e leigas que se reúnem regularmente para orar, ler a Bíblia, cantar hinos, para discutir seus problemas locais concretos na economia e política, escolher seus líderes, não apenas políticos, mas também os seus sacerdotes, e determinar não apenas as soluções para seus problemas seculares, mas a melhor forma de adoração e no quê acreditar.
Foi um sonho realizado. Um sonho realizado, colocado em palavras claras pelo mesmo Leonardo Boff: "O poder sagrado deve ser colocado de volta nas mãos do povo."

Nenhuma doutrina ou autoridade dirigida seria permitida "de cima", a partir do "alien", do estrangeiro, da Igreja [Católica] hierárquica. Na verdade, os próprios símbolos da Igreja devem ser firmemente rejeitados.

Símbolos e tudo o mais somente devem vir "de baixo". Das pessoas. De suas Comunidades de Base — cerca de 1.000 deles só na Nicarágua, no tempo, e quase 300.000 na América Latina em geral.

A idéia de propagação das Comunidades de Base difundiu para os Estados Unidos, onde elas são chamadas de "Encontros".

Fernando Cardenal, Ernesto Cardenal, Miguel D'Escoto Brockman, Edgar Parrales, e Alvaro Arguello eram os sacerdotes que oferecem motivos legais aos sandinistas, os legitimadores destinados e dispostos desta nova "Igreja do Povo" e que dela se apropriariam.
__________
Fonte:
THE JESUITS The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church
by Malachi Martin
["Father" Martin, a prolific RC author, was a long time Jesuit and remains a Roman Catholic in good standing. JP ]
Published by Simon & Schuster, NY
ISBN: 0-671-54505-1
page 56-62 . . .
(*) Malachi Brendan Martin Ph.D. (23 de julho de 1921 - 27 de julho de 1999) foi um padre católico, teólogo, escritor sobre o Igreja Católica e professor da Instituto Bíblico Pontifício do Vaticano. Ele realizou três doutorados e foi o único autor de dezesseis livros abrangendo temas religiosos e geopolíticos, que foram publicados em oito idiomas. Ele escreveu outros livros sob pseudônimos, e em colaboração com outros autores. Era um comentarista polêmico sobre a Vaticano e outras questões envolvendo a Igreja. Martin falou pelo menos dez línguas incluindo irlandês, inglês, francês, holandês, alemão, italiano, russo, chinês, hebraico e arábico moderno. Também dominava línguas clássicas como latim, grego clássico, aramaico e o árabe clássico. Viveu na Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Itália, Israel, Líbano, Egito, Turquia, França e Estados Unidos, além de viajar extensivamente por toda Europa, Ásia e Oriente Médio.

Martin, após pedir liberação dos votos de obediência e pobreza (mantendo o de castidade) continuou sacerdote e rezava diariamente a tradicional Missa em latim privada e, vigorosamente, exerceu o seu ministério sacerdotal até a sua morte. Ele foi fortemente apoiado pelos Católicos tradicionais e severamente criticado por Católicos liberais, como o National Catholic Reporter. Martin morreu de hemorragia cerebral depois de uma queda em seu apartamento em Manhattan, Nova Iorque, em 1999. Ele foi hospitalizado, recebeu o tradicional sacramento de extrema-unção e, alguns dias depois declarado morto no Hospital Lenox Hill. Seu velório ocorreu na Capela Católica Romana de Santo Antônio de Pádua em West Orange, New Jersey. A Missa Réquiem para o seu repouso foi clebrada pelo falecido Padre Paul A. Wickens (14 de abril, 1930 - 8 de julho, 2004) antes de ser enterrado no Gate of Heaven Cemetery, em Hawthorne, Nova Iorque.

Martin falou a respeito dos três segredos da Virgem Maria Rainha do Céu em Fátima, em 1917. Segundo ele, a mensagem era endereçada ao papa de 1960, para que consagrasse a Rússia para Ela, o Imaculado Coração. A Igreja Ortodoxa Russa então se converteria ao Catolicismo. Se o pedido não fosse realizado [o que caracteriza uma recusa por parte do Papa aos apelos do Céu] por consequência guerras, devastações no mundo e autodemolição da igreja (a Grande Apostasia) viriam a seguir. Martin afirma que estava fora do alojamento papal, em 1960, enquanto o Papa João XXIII, o cardeal Bea e outros estavam lendo o documento que continha o Terceiro Segredo, mas que, com o objetivo de assegurar a cooperação da Rússia com a aproximação do Concílio Vaticano II, o Papa decidira recusar o pedido da Santíssima Virgem. Mais tarde, Paulo VI e João Paulo II decidiram também recusar atendê-lo por várias razões.

Para citar este texto:

Pe. Malachi Martin: os Jesuítas e a Teologia da Libertação na América Latina
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
http://www.mensagensdemaria.org/VerPalavraDeSacerdote.php?codigo_artigo=111

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infelizmente, devido ao alto grau de estupidez, hostilidade e de ignorância de tantos "comentaristas" (e nossa falta de tempo para refutar tantas imbecilidades), os comentários estão temporariamente suspensos.

Contribuições positivas com boas informações via formulário serão benvindas!

Regras para postagem de comentários:
-
1) Comentários com conteúdo e linguagem ofensivos não serão postados.
-
2) Polêmicas desnecessárias, soberba desmedida e extremos de ignorância serão solenemente ignorados.
-
3) Ataque a mensagem, não o mensageiro - utilize argumentos lógicos (observe o item 1 acima).
-
4) Aguarde a moderação quando houver (pode demorar dias ou semanas). Não espere uma resposta imediata.
-
5) Seu comentário pode ser apagado discricionariamente a qualquer momento.
-
6) Lembre-se da Caridade ao postar comentários.
-
7) Grato por sua visita!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar: