quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aborto : suas consequências físicas e psicológicas.


A Agressora Vira Vítima

Luís Felipe Escocard


O artigo, dividido em duas partes, analisará as conseqüências de um aborto para a mãe que decide assassinar seu próprio filho. Ela acha que dessa forma ficará livre de um incômodo. Nem suspeita o que seu grave pecado trará para si.

Afirma a tese abortista que os traumas decorrentes de uma gravidez de anencéfalo ou fruto de estupro são terríveis. Impedir que uma mulher aborte nesses casos seria uma tortura cruel.

Cruéis, na verdade, são as terríveis seqüelas físicas e psicológicas para a mulher, decorrentes do aborto, quase que completamente silenciadas pela propaganda pró-aborto, porém largamente descritas pela literatura médica (1)

Falaremos inicialmente das físicas, que podemos dividir em imediatas e mediatas.

Cerca de 10% das mulheres que se sujeitam a um aborto experimentam complicações imediatas, sendo as mais comuns: infecção, embolia, perfuração ou dilaceração do útero, convulsões, hemorragia aguda, danos cervicais e choque endotóxico.

Quanto às mediatas, quase sempre relacionadas com a interrupção brusca das mudanças hormonais, podemos citar: câncer cervical (risco relativo de 2,3 após um aborto e 4,92 após dois abortos, comparando-se com a gestante que nunca admitiu aborto); câncer dos ovários e do fígado (riscos semelhantes ao anterior); “conseqüências graves para a função renal e o sistema cardiovascular, [podendo] até levar a um derrame”. (2)

Há também aumento do risco de câncer mamário. Desde 1970, quando a Organização Mundial da Saúde realizou um estudo (“Aumento de risco associado ao aborto – contrariamente à redução do risco associado com as gravidezes levadas a termo.”) com 17 mil mulheres em quatro continentes, várias outras pesquisas comprovam essa incidência.

Em 1998 a Conferência Mundial sobre Câncer de Mama emitiu um relatório, cujo trecho reproduzimos: “O uso prolongado de pílulas de controlo da natalidade, gravidezes tardias ou falta delas e o não dar de mamar, ABORTOS INDUZIDOS, uma dieta alta em gorduras, em carne ou em produtos lácteos e a terapia de substituição de hormonas depois da menopausa, todos são citados como factores de risco que aumentam os estrogéneos e o cancro da mama.”

O artigo Aborto e Cancro de Mama do referido site afirma o seguinte: “No ano de 2000 um médico inglês, Thomas Stuttaford, referiu em um artigo publicado no The Times of London estar céptico no que diz respeito a esta relação. Mas o amontoar de provas sobre ela levou o mesmo médico a escrever algum tempo depois (17 de Maio, 2002) no mesmo jornal: ‘O cancro da mama é diagnosticado em 33.000 mulheres no Reino Unido todos os anos; destas mulheres, uma proporção elevada não habitual teve um aborto antes de eventualmente começar uma família. Tais mulheres têm quatro vezes mais probabilidade de desenvolver cancro da mama.’”

Ainda sobre o risco de vida para a mulher, Paulo Leão Junior aduz: “mesmo nos países desenvolvidos onde é legalizada a prática do aborto provocado, este importa sempre em um agravamento do risco de vida para a mulher, conforme consta em parecer da Dra. Marli Virgínia Gomes Macedo Lins e Nóbrega, Ginecologista e Obstetra, que refere estudo realizado na Finlândia, com mulheres entre 15 e 49 anos de idade, no período compreendido entre os anos de 1987 a 2000, publicado no dia 10 de março de 2004, no Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia, no qual ficou constatado ‘que as mulheres têm 2,95 mais chance de morrer de aborto do que de um parto’ e que ‘a prática de qualquer abortamento aumenta significativamente o risco de mortalidade para a mulher mesmo em países desenvolvidos e onde essa prática é legalizada.’

Sobre os traumas psicológicos, provavelmente ainda mais atrozes, falaremos daqui a alguns dias.

1 – Os dados sem remissão que aparecerão neste artigo foram coletados do site português http://aborto.aaldeia.net/, onde se encontram inúmeros artigos fartamente documentados.
2 – Dra.Alice Teixeira em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI56755-15228-3,00-ABORTO+SIM+OU+NAO.html NR
3 – http://www.zenit.org/article-8675?l=portuguese

A Agressora Vira Vítima (II)


Luís Felipe Escocard

Voltemos as nossas vistas para os transtornos psicológicos decorrentes do aborto, visto já termos tratado das seqüelas físicas no artigo posterior.

Afirma a psicóloga Tereza Rabelo que “a mulher opta por ele [o aborto] achando que o efeito na vida não será tão grande. Mas ele é devastador.”(1)

Nesse sentido, Dra.Lílian Eça, biomédica: “Quando a mulher está grávida, é secretado o hormônio da manutenção da gravidez, a progesterona, o qual adapta o corpo feminino à nova realidade biológica através de sinais que interagem as 75 trilhões de células, tornando a mulher, mãe do ser em seu ventre concebido. Quando a gravidez é interrompida com o aborto, ocorre uma diminuição abrupta de neurotransmissores secretados pelas células nervosas, ocorrendo por este motivo um desequilíbrio nos sinais celulares – é a depressão causada por motivos moleculares e, conseqüentemente, levando ao aumento da taxa de suicídio e infertilidade.”(2)

O interessante artigo intitulado “Aspectos Psicológicos decorrentes do aborto em gravidez não desejada e em caso de estupro” (3) contém algumas pesquisas científicas por demais impressionantes, das quais citamos duas:

• A Dra.Priscilla Coleman, da Bowling Green State University, constatou que das adolescentes que engravidaram, as que abortaram precisaram cinco vezes mais de ajuda psicológica do que as que levaram adiante e tiveram o filho;

• Na Nova Zelândia, dentro de um grupo de 500 mulheres que engravidaram, 90 abortaram. Destas, 42% tiveram depressão, tendências suicidas, abuso de drogas e álcool. O psicólogo David Ferguson teve sua pesquisa publicada no Journal of Child Psychatry and Psychology londrino, mas quatro órgãos científicos dos EUA negaram-se a publicá-la. Ferguson, que é abortista, declarou: “Es un tema muy sensible y emotivo. La gente tiene creencias muy apreciadas que no les gusta someter a duda alguna”.

Extraímos alguns ensinamentos da Dra.Wanda Franz, PhD, professora da Universidade de West Virginia, explanando sobre a Síndrome Pós-Aborto (4):

Uma investigação mais sistemática demonstra que todas as reações perigosas ao aborto ocorrem tardiamente. Este padrão de reação retardada fez com que seja muito mais difícil de delimitar, avaliar e caracterizar o problema.
[...]

Recentemente terapeutas têm observado pavores irracionais e depressões ligadas às experiências abortistas e rotularam o problema como SÍNDROME PÓS-ABORTO (SPA). Dr. Vincent Rue a comparou-a à DESORDEM ANSIOSA PÓS-TRAUMTICA (DAPT), a qual a comunidade psiquiátrica reconhece como uma reação a longo prazo encontrada nos veteranos da Guerra do Vietnam, que subitamente exibem comportamento patológico anos após a experiência vivida na guerra.
[...]

O aborto é, antes de tudo, um procedimento físico, o qual produz um choque no sistema nervoso e que deve provocar um impacto na personalidade da mulher. Além das dimensões psicológicas, cada mulher que se submeteu a um aborto deve encarar a morte de seu filho que não nasceu como uma realidade social, emocional, intelectual e espiritual. Tanto Selby como Dra. Anne Speckhard trabalharam com mulheres que tentaram ignorar os efeitos do aborto e ambos acreditam que quanto maior a rejeição, maior a dor e a dificuldade quando a mulher resolve finalmente enfrentar a realidade da experiência abortiva.
[...]

De acordo com os clínicos, quando as mulheres que abortaram rejeitam ou reprimem sua experiência, os desajustamentos podem incluir grande descontrole emocional quando próximas a crianças, um medo irrealístico a médicos, uma incapacidade de tolerar um exame ginecológico rotineiro, ouvir o som de um aspirador de pó, etc.

O fato importante a ser entendido sobre essas manifestações‚ é que elas são reações irracionais a acontecimentos perfeitamente normais; e as mulheres não têm consciência de sua ligação com a experiência abortiva. É somente através da terapia que a ligação freqüentemente emerge. Assim, a partir dessa perspectiva teórica, admite-se que mesmo mulheres lesadas por suas experiências abortivas podem, de boa fé, alegar não terem sofrido reações adversas, já que os sentimentos foram reprimidos, não havendo noção consciente dos mesmos. Além disso, de acordo com a mesma teoria, quanto maior a repressão, quanto maior a rejeição, maior é o dano à personalidade da mulher.
[...]

O desespero de quem comete o aborto

Quais são os problemas que uma mulher que provocou um aborto deve encarar? Antes de tudo e principalmente a necessidade de enfrentar a realidade sobre o ato de provocar um aborto. A verdade é que quando uma mulher aceita se submeter a um aborto, ela concorda em assistir à execução de seu próprio filho. Esta amarga realidade que ela tem de encarar se opõe vivamente àquilo que a sociedade espera que as mulheres sejam:- pacientes, amorosas e maternais. Isso também vai contra a realidade biológica da mulher, que é plasmada precisamente para cuidar e nutrir seu filho ainda não nascido. Assumir o papel de ‘matadora’, particularmente de seu próprio filho, sobre o qual ela própria reconhece a responsabilidade de proteger, é extremamente doloroso e difícil. O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que ele automaticamente induz uma sensação de culpa. A mulher, entretanto, deve admitir sua culpa para poder conviver com ela.”

Um último dado, de um estudo realizado em São Paulo em 2004 pela Universidade Federal de São Paulo, descrito pela Dra. Alice Teixeira em seu artigo “A origem da vida do ser humano e o aborto”(5): “Quanto às vítimas de estupro, que já sofreram um ato de grande violência, não tem cabimento se propor outro ato de igual violência, como o aborto. Num levantamento realizado em 2004 na UNIFESP, verificou-se que 80% destas mulheres grávidas por estupro se recusaram a abortar, e estão contentes com os filhos, enquanto que as 20% que realizaram o aborto estão arrependidas”.

A Igreja Católica, em sua radical posição contrária ao aborto, mostra que o pecado, além de ofender a Deus, prejudica a própria pessoa que o cometeu. Quando a mulher, que tem a sublime missão de dar a luz, criar e educar uma criança, se volta contra a natureza, cometendo o grave crime de aborto, eis os desastres que se abatem sobre ela. Desastres estes, repito, que os abortistas silenciam rotundamente da maneira mais vil e hipócrita possível.

1-http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI56755-15228-3,00-ABORTO+SIM+OU+NAO.html NR
2- http://www.ecoeacao.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1447
3- http://www.providafamilia.org.br/site/_arquivos/2008/325__aspectos_psicologicos_decorrentes_do_aborto_em_gravidez.pdf
4- http://aborto.aaldeia.net/sindrome-pos-aborto/
5- http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=47

Fontes:
http://www.ipco.org.br/home/noticias/a-agressora-vira-vitima?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ipco+%28IPCO+-+Instituto+Pl%C3%ADnio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29

http://www.ipco.org.br/home/noticias/a-agressora-vira-vitima-ii?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ipco+%28IPCO+-+Instituto+Pl%C3%ADnio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29
Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar:

Carregando...