sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Dos Sermões de São Leão Magno, papa

(Sermo 1 in Nativitate Domini, 1-3; PL 54,190-193) (Séc. V)



Toma consciência, ó Cristão, da tua dignidade

Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com promessa da eternidade.

Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque nosso senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida.

Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelos insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliá-lo com seu criador, de modo que o demônio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que antes vencera.

Eis por que, no nascimento do Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14). Eles vêem a Jerusalém celeste ser formada de todas as nações do mundo. Diante dessa obra inexprimível do amor divino, como não devem alegrar-se os homens, em sua pequenez, quando os anjos, em sua grandeza, assim se rejubilam?

Amados filhos, demos graças a Deus Pai, por seu Filho, no Espírito Santo; pois, na imensa misericórdia com que nos amou, compadeceu-se de nós. E quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo (Ef 2,5) para que fôssemos nele uma nova criação, nova obra de suas mãos.

Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.

Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade. E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que cabeça e de corpo és membro. Recorda-te que foste arrancado do poder das trevas e levado para a luz e o reino de Deus.

Pelo sacramento do batismo te tornaste templo do Espírito Santo. Não expulses com más ações tão grande hóspede, não recaias sob o jugo do demônio, porque o preço de tua salvação é o sangue de cristo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Batina: para que serve?


As 7 excelências da batina - Pe. Cel. Jaime Tovar Patrón

http://www.saopiov.org/2010/12/as-7-excelencias-da-batina-pe-cel-jaime.html


1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.


2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos. Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento. As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.


3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.


4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade. Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais. Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros. Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.


5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?


6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja. Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.


7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Oração da Serenidade.



Oração da Serenidade.


Deus me conceda a serenidade para aceitar as coisas que não consigo mudar;

Coragem para mudar as coisas que puder; e sabedoria para discernir a diferença.

Vivendo um dia de cada vez;apreciando cada momento de cada vez;

Aceitando as dificuldades como um caminho para a paz.

Aceitando este mundo pecaminoso como ele é, não como eu o teria aceitado;

Confiando que Ele tornará tudo correto se eu me render à Sua vontade;

Que eu poderei ser razoavelmente feliz nesta vida,

E supremamente feliz com Ele, eternamente, na próxima.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Do Tratado contra a heresia de Noeto, de Santo Hipólito, presbítero.

(Cap. 9-12: PG 10, 815-919)

(Séc. III)



Manifestação do mistério escondido

Único é o Deus que conhecemos, irmãos, e não por outra fonte que não seja a Sagrada Escritura. Devemos, pois, saber o que ela anuncia e compreender o que ensina. Creiamos no Pai como ele quer ser acreditado; glorifiquemos o Filho como ele quer ser glorificado; e recebamos o Espírito Santo como ele quer se dar a nós. Consideremos tudo isso, não segundo nosso próprio arbítrio e interpretação pessoal, nem fazendo violência aos dons de Deus, mas como ele próprio nos ensinou pelas santas Escrituras.

Quando só existia Deus, e não havia ainda nada que existisse com ele, decidiu criar o mundo. Criou-o por seu pensamento, sua vontade e sua palavra; e o mundo começou a existir como ele quis e realizou. Basta-nos apenas saber que nada coexistia com Deus. Não havia nada além dele, só ele existia e era perfeito em tudo. Nele estava a inteligência, a sabedoria, o poder e o conselho. Tudo estava nele e ele era tudo. E quando quis e como quis, no tempo que havia estabelecido, manifestou o seu Verbo, por quem fez todas as coisas.

Deus possuía o Verbo em si mesmo, e o Verbo era imperceptível para o mundo criado; mas fazendo ouvir sua voz, Deus tornou-o perceptível. Gerando-o como luz da luz, enviou como Senhor da criação aquele que é sua própria inteligência. E este Verbo, que no princípio era visível apenas para Deus e invisível para o mundo, tornou-se visível para que o mundo, vendo-o manifestar-se, pudesse ser salvo. O Verbo é verdadeiramente a inteligência de Deus que, ao entrar no mundo, se manifestou como o servo de Deus. Tudo foi feito por ele, mas ele procede unicamente do Pai. Foi ele quem deu a lei e os profetas; e ao fazê-lo, impulsionou os profetas a falarem sob a moção do Espírito Santo para que, recebendo a força da inspiração do Pai, anunciassem o seu desígnio e a sua vontade.

O Verbo, portanto, se tornou visível, como diz São João. Este repete em síntese o que os profetas haviam dito, demonstrando que aquele era o Verbo por quem tinham sido criadas todas as coisas: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada se fez (Jo 1,1.3). E, mais adiante, prossegue: O mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não quis conhecê-lo. Veio para o que era seu, os seus, porém, não o acolheram (Jo 1,10-11).

Fora, Papai Noel!


Muitos alemães querem o retorno às festas natalinas do verdadeiro São Nicolau, e não a versão caricata do Papai Noel. Grupos católicos alemães propõem criar cidades e locais livres do personagem midiático Papai Noel e restaurar a verdadeira e admirável figura de São Nicolau. A Bonifatiuswerk, organização assistencial católica, tem o apoio de várias celebridades na campanha para restaurar o Natal católico. A cidade de Fluorn-Winzeln, no sul do país, declarou-se “zona livre de Papai Noel”. Nas salas de aulas, professores ensinam às crianças o autêntico significado do Natal e contam a verdadeira história de São Nicolau, bispo de Mira, atual Turquia, no século IV: o santo dos presentes e milagres maravilhosos para crianças e adultos.

Fonte: Revista Catolicismo
http://www.ipco.org.br/home/noticias/alemaes-desejam-sao-nicolau-de-volta-no-natal?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ipco+%28IPCO+-+Instituto+Pl%C3%ADnio+Corr%C3%AAa+de+Oliveira%29

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Da Exposição sobre o Evangelho de São Lucas, de São Beda Venerável, presbítero,

(Lib. 1, 46-55: CCL 120, 37-39)

(Séc. VIII)

Magnificat

E Maria disse: A minh’alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46-47).

O Senhor, diz ela, elevou-me por um dom tão grande e inaudito, que nenhuma palavra o pode descrever e mesmo no íntimo do coração é difícil compreendê-lo. Por isso dedico todas as forças de meu ser ao louvor e à ação de graças, contemplando a grandeza daquele que é eterno, e ofereço com alegria minha vida, tudo que sinto e penso, porque meu espírito rejubila pela divindade eterna de Jesus, o Salvador, que concebi e é gerado em meu seio.

O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome! (Lc 1,49).

Estas palavras se relacionam com o início do cântico que diz: A minh’alma engrandece o Senhor. De fato, só a alma em quem o Senhor se dignou fazer maravilhas pode engrandecê-lo e louvá-lo dignamente e dizer, exortando os que compartilham seus desejos e aspirações: Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome (Sl 33,4).

Quem conhece o Senhor e é negligente em proclamar sua grandeza e santificar o seu nome, será considerado o menor no Reino dos Céus (Mt 5,19). Diz-se que santo é o seu nome porque, pelo seu poder ilimitado, transcende toda criatura e está infinitamente separado de todas as coisas criadas.

Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor (Lc 1,54).

Israel é, com razão, denominado servidor do Senhor, porque, sendo obediente e humilde, foi por ele acolhido para ser salvo, como diz Oséias: Quando Israel era criança, eu já o amava (Os 11,1). Aquele que recusa humilhar-se não pode certamente ser salvo, nem dizer com o Profeta: Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta a minha vida! (Sl 53,6). Mas, quem se fizer humilde como uma criança, esse é o maior no Reino dos Céus (cf. Mt 18,4).

Como havia prometido a nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre (Lc 1,55).

Trata-se da descendência de Abraão segundo o espírito e não segundo a carne, isto é, não apenas dos filhos segundo a natureza, mas de todos que seguiram o exemplo da sua fé, fossem eles circuncidados ou incircuncisos. Pois o próprio Abraão, ainda incircunciso, acreditou e isto lhe foi imputado como justiça.

A vinda do Salvador foi, portanto, prometida a Abraão e a seus filhos para sempre, isto é, aos filhos da promessa, dos quais se diz: Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl 3,29).

É com razão que, antes do nascimento do Senhor e de João, suas mães profetizam, para que, tendo o pecado começado pela mulher, os bens comecem igualmente por ela; e se foi pela sedução de uma só mulher que a morte foi introduzida no mundo, agora é pela profecia de duas mulheres que se anuncia ao mundo a salvação.

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Da Exposição sobre o Evangelho de São Lucas, de Santo Ambrósio, bispo

(Lib. 2, 19. 22-23. 26-27: CCL 14, 39-42)

(Séc. IV)



A visitação da Virgem Maria

O Anjo anunciara à Virgem Maria coisas misteriosas. Para fortalecer sua fé com um exemplo, anunciou-lhe a maternidade de uma mulher idosa e estéril, como prova de que é possível a Deus tudo que ele quer.

Logo ao ouvir a notícia, Maria dirigiu-se às montanhas, não por falta de fé na profecia ou falta de confiança na mensagem, nem por duvidar do exemplo dado, mas guiada pela felicidade de ver cumprida a promessa, levada pela vontade de prestar um serviço, movida pelo impulso interior de sua alegria.

Já plena de Deus, aonde ir depressa senão às alturas? A graça do Espírito Santo ignora a lentidão. Manifestam-se imediatamente os benefícios da chegada de Maria e da presença do Senhor, pois quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança exultou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo (Lc 1,41).

Notai como cada palavra está escolhida com perfeita precisão e propriedade: Isabel foi a primeira a ouvir a voz, mas João foi o primeiro a pressentir a graça; aquela ouviu segundo a ordem da natureza, este exultou em virtude do mistério. Ela percebeu a chegada de Maria, ele, a do Senhor; a mulher ouviu a voz da mulher, o menino sentiu a presença do Filho; elas proclamam a graça de Deus, eles realizam-na interiormente, iniciando no seio de suas mães o mistério de misericórdia; e, por um duplo milagre, as mães profetizam sob a inspiração de seus filhos.

A criança exultou, a mãe ficou cheia do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; mas estando o filho cheio do Espírito Santo, comunicou-o a sua mãe. João exultou; o espírito de Maria também exultou. A alegria de João se comunica a Isabel; quanto a Maria, porém, não nos é dito que recebesse então o Espírito, mas que seu espírito exultou. – Aquele que é incompreensível agia em sua mãe de modo incompreensível – Isabel recebe o Espírito Santo depois de conceber; Maria recebeu antes. Por isso, Isabel diz a Maria: Feliz és tu que acreditaste (cf. Lc 1,45).

Felizes sois também vós, que ouvistes e acreditastes, pois toda alma que possui a fé concebe e dá à luz a Palavra de Deus e conhece suas obras.

Esteja em cada um de vós a alma de Maria para engrandecer o Senhor: em cada um esteja o espírito de Maria para exultar em Deus. Embora segundo a natureza haja uma só Mãe do Cristo, segundo a fé o Cristo é o fruto de todos; pois toda alma recebe o Verbo de Deus desde que, sem mancha e libertada do pecado, guarda a castidade com inteira pureza.

Toda alma que alcança esta perfeição, engrandece o Senhor como a alma de Maria o engrandeceu e seu espírito exultou em Deus, seu Salvador.

Na verdade, o Senhor é engrandecido, como lemos noutro lugar: Comigo engrandecei ao Senhor Deus (Sl 33,4). Não que a palavra humana possa acrescentar algo ao Senhor, mas porque ele é engrandecido em nós: a imagem de Deus é o Cristo e assim, quando alguém age com piedade e justiça, engrandece essa imagem de Deus, a cuja semelhança foi criado; e, engrandecendo-a, participa cada vez mais da grandeza divina.

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, de São Bernardo, abade


(Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, [1966], 53-54)

(Séc. XII)


O mundo inteiro espera a resposta de Maria

Ouviste, ó Virgem, que vais conceber e dar à luz um filho, não por obra de homem – tu ouviste – mas do Espírito Santo. O Anjo espera tua resposta: já é tempo de voltar para Deus que o enviou. Também nós, Senhora, miseravelmente esmagados por uma sentença de condenação, esperamos tua palavra de misericórdia.

Eis que te é oferecido o preço de nossa salvação; se consentes, seremos livres. Todos fomos criados pelo Verbo eterno, mas caímos na morte; com uma breve resposta tua seremos recriados e novamente chamados à vida.

Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão, expulso do paraíso com a sua mísera descendência, implora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepassados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés.

E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua raça.

Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao Anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna.

Por que demoras? Por que hesitas? Crê, consente, recebe. Que tua humildade se encha de coragem, tua modéstia de confiança. De modo algum convém que tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Neste encontro único, porém, Virgem prudente, não temas a presunção. Pois, se tua modéstia no silêncio foi agradável a Deus, mais necessário é agora mostrar tua piedade pela palavra.

Abre, ó Virgem santa, teu coração à fé, teus lábios ao consentimento, teu seio ao Criador. Eis que o Desejado de todas as nações bate à tua porta. Ah! se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama! Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento. Eis aqui, diz a Virgem, a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo

(Lib. 3, 20, 2-3: SCh 34, 342-344)

(Séc. II)

A economia da Encarnação redentora

A glória do homem é Deus; mas quem se beneficia das obras de Deus e de toda a sua sabedoria e poder é o homem.

Semelhante ao médico que demonstra sua competência no doente, assim Deus se manifesta nos homens. Eis por que o Apóstolo Paulo diz: Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos (Rm 11,32). Referia-se ao homem que, por ter desobedecido a Deus, perdeu a imortalidade, mas depois obteve misericórdia, recebendo a adoção por intermédio do Filho de Deus.

Se o homem acolhe, sem orgulho nem presunção, a verdadeira glória que procede das criaturas e do criador, isto é, de Deus todo-poderoso que dá a tudo a existência, e se permanece em seu amor, na obediência e na ação de graças, receberá dele uma glória ainda maior, progredindo sempre mais, até se tornar semelhante àquele que morreu por ele.

Com efeito, Cristo se revestiu de uma carne semelhante à do pecado (Rm 8,3) para condenar o pecado e, depois de o condenar, expulsá-lo da carne. Tudo isso para incentivar o homem a tornar-se semelhante a ele, destinando-o a ser imitador de Deus, colocando-o sob a obediência paterna, a fim de que visse a Deus e tivesse acesso ao Pai. O Verbo de Deus habitou no homem e se fez filho do homem, para acostumar o homem a compreender a Deus e Deus a habitar no homem, segundo a vontade do Pai.

Por esse motivo, o sinal de nossa salvação, o Emanuel nascido da Virgem (cf. Is 7,11.14), foi dado pelo próprio Senhor; pois seria ele quem salvaria os homens, já que não poderiam salvar-se por si mesmos. Por isso São Paulo proclama a fraqueza do homem, dizendo: Estou ciente de que o bem não habita em mim (Rm 7,18), indicando que o bem de nossa salvação não vem de nós, mas de Deus. E ainda: Infeliz que sou! Quem me libertará deste corpo de morte? (Rm 7,24). E logo mostra quem o liberta: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 7,25).

Também Isaías diz: Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar” (cf. Is 35,3-4). Na verdade, nossa salvação não poderia vir de nós mesmos, mas unicamente do socorro de Deus.

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.





Da Carta a Diogneto

(Cap. 8, 5–9, 5: Funk 1, 325-327)

(Séc. II)

Por seu Filho, Deus nos revelou seu amor

Nenhum homem viu a Deus nem o conheceu, mas ele mesmo se manifestou. Manifestou-se pela fé, pois só a ela é concedida a visão de Deus. O Senhor e Criador do universo, Deus, que fez todas as coisas e as dispôs em ordem, não só amou os homens, mas também foi paciente com eles. Deus sempre foi, é e será o mesmo: benigno e bom, isento de ira, veraz; só ele é bom. E quando concebeu seu grande e inefável desígnio, só o comunicou a seu Filho. Enquanto mantinha oculto e em reserva seu plano de sabedoria, parecia abandonar-nos e esquecer-se de nós. Mas, quando revelou por seu Filho amado e manifestou o que havia preparado desde o princípio, ofereceu-nos tudo ao mesmo tempo: participar de seus benefícios, ver e compreender. Quem de nós poderia jamais esperar tamanha generosidade?

Tendo Deus, portanto, tudo disposto em si mesmo com o seu Filho, deixou-nos, até estes últimos tempos, seguir nossos impulsos desordenados, desviados do caminho reto pelos maus prazeres e paixões. Não que ele tivesse algum gosto com nossos pecados; tolerando-os, não aprovava aquele tempo de iniqüidade, mas preparava este tempo de justiça. Assim, convencidos de termos sido, naquele período, indignos da vida em razão de nossas obras, tornemo-nos agora dignos dela pela bondade de Deus. E depois de mostrar nossa incapacidade de entrar pelas próprias forças no Reino de Deus, nos tornemos capazes disso pelo poder divino.

Quando, pois, a nossa iniqüidade atingiu o auge e se tornou manifesto que a paga merecida do castigo e da morte estava iminente, chegou o tempo estabelecido por Deus para revelar sua bondade e poder. Ó imensa benignidade e amor de Deus! Ele não nos odiou, não nos rejeitou nem se vingou de nós, mas nos suportou com paciência. Cheio de compaixão, assumiu nossos pecados, entregou seu próprio Filho como preço de nossa redenção: o santo pelos pecadores, o inocente pelos maus, o justo pelos injustos, o incorruptível pelos corruptíveis, o imortal pelos mortais. O que poderia apagar nossos pecados a não ser sua justiça? Por quem poderíamos ser justificados, nós, ímpios e maus, senão pelo Filho de Deus?

Ó doce intercâmbio, ó misteriosa iniciativa, ó surpreendente benefício, ser a iniqüidade de muitos vencida por um só justo e a justiça de um só justificar muitos ímpios!

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Das Cartas de São Leão Magno, papa

(Ep. 31,2-3: PL 54, 791-793)

(Séc. V)



O mistério de nossa reconciliação

De nada serve afirmar que nosso Senhor, filho da Virgem Maria, é verdadeiro e perfeito homem, se não se acredita que ele também pertence a essa descendência proclamada no Evangelho.

Escreve São Mateus: Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão (Mt 1,1). E, a seguir, apresenta a série de gerações desde os primórdios da humanidade até José, com quem estava desposada a Mãe do Senhor.

São Lucas, porém, percorrendo em sentido inverso a ordem dos descendentes, chega ao começo do gênero humano, para mostrar que o primeiro e o último Adão têm a mesma natureza.

Com efeito, seria possível à onipotência do Filho de Deus, para ensinar e justificar os homens, manifestar-se do mesmo modo que aparecera aos patriarcas e profetas, como, por exemplo, quando travou uma luta ou manteve uma conversa, ou quando aceitou os serviços da hospitalidade a ponto de tomar o alimento que lhe apresentaram.

Mas essas aparições eram imagens, sinais misteriosos, que anunciavam a realidade humana do Cristo, assumida da descendência daqueles antepassados.

Nenhuma daquelas figuras, entretanto, poderia realizar o mistério da nossa reconciliação, preparado desde a eternidade, porque o Espírito Santo ainda não tinha descido sobre a Virgem Maria, nem o poder do Altíssimo a tinha envolvido com a sua sombra; a Sabedoria eterna não edificara ainda a sua casa no seio puríssimo de Maria para que o Verbo se fizesse homem; o Criador dos tempos ainda não tinha nascido no tempo, unindo a natureza divina e a natureza humana numa só pessoa, de modo que aquele por quem tudo foi criado fosse contado entre as suas criaturas.

Se o homem novo, revestido de uma carne semelhante à do pecado (cf. Rm 8,3), não tivesse assumido a nossa condição, envelhecida pelo pecado; se ele, consubstancial ao Pai, não se tivesse dignado ser também consubstancial à Mãe e unir a si nossa natureza, com exceção do pecado, a humanidade teria permanecido cativa sob o jugo do demônio; e não poderíamos nos beneficiar do triunfo do Vencedor, se esta vitória fosse obtida numa natureza diferente da nossa.

Dessa admirável união, brilhou para nós o sacramento da regeneração, para que renascêssemos espiritualmente pelo mesmo Espírito por quem o Cristo foi concebido e nasceu.

Por isso diz o Evangelista, referindo-se aos que crêem: Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13).

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo

(Lib. 3, 20, 2-3: SCh 34, 342-344)

(Séc. II)


A economia da Encarnação redentora

A glória do homem é Deus; mas quem se beneficia das obras de Deus e de toda a sua sabedoria e poder é o homem.

Semelhante ao médico que demonstra sua competência no doente, assim Deus se manifesta nos homens. Eis por que o Apóstolo Paulo diz: Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos (Rm 11,32). Referia-se ao homem que, por ter desobedecido a Deus, perdeu a imortalidade, mas depois obteve misericórdia, recebendo a adoção por intermédio do Filho de Deus.

Se o homem acolhe, sem orgulho nem presunção, a verdadeira glória que procede das criaturas e do criador, isto é, de Deus todo-poderoso que dá a tudo a existência, e se permanece em seu amor, na obediência e na ação de graças, receberá dele uma glória ainda maior, progredindo sempre mais, até se tornar semelhante àquele que morreu por ele.

Com efeito, Cristo se revestiu de uma carne semelhante à do pecado (Rm 8,3) para condenar o pecado e, depois de o condenar, expulsá-lo da carne. Tudo isso para incentivar o homem a tornar-se semelhante a ele, destinando-o a ser imitador de Deus, colocando-o sob a obediência paterna, a fim de que visse a Deus e tivesse acesso ao Pai. O Verbo de Deus habitou no homem e se fez filho do homem, para acostumar o homem a compreender a Deus e Deus a habitar no homem, segundo a vontade do Pai.

Por esse motivo, o sinal de nossa salvação, o Emanuel nascido da Virgem (cf. Is 7,11.14), foi dado pelo próprio Senhor; pois seria ele quem salvaria os homens, já que não poderiam salvar-se por si mesmos. Por isso São Paulo proclama a fraqueza do homem, dizendo: Estou ciente de que o bem não habita em mim (Rm 7,18), indicando que o bem de nossa salvação não vem de nós, mas de Deus. E ainda: Infeliz que sou! Quem me libertará deste corpo de morte? (Rm 7,24). E logo mostra quem o liberta: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 7,25).

Também Isaías diz: Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar” (cf. Is 35,3-4). Na verdade, nossa salvação não poderia vir de nós mesmos, mas unicamente do socorro de Deus.

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.


Do livro sobre a virgindade, de Santo Ambrósio, bispo

(Cap. 12,68.74-75; 13,77-78: PL 16 [Edit. 1845], 281.283.285-286

(Sec. IV)



Com o esplendor da alma, iluminas a graça do teu corpo

Tu, uma dentre o povo, uma da plebe, sem dúvida, uma das virgens que com o

esplendor da alma iluminas a graça do teu corpo, - e por isso és uma imagem

fiel da Igreja! – em teu leito, durante a noite, medita sempre em Cristo e

aguarda sua chegada a todo o momento.



Eis o que Cristo deseja de ti, eis por que te escolheu. Ele entra, já que a

porta está aberta; não pode faltar, pois prometeu que viria. Abraça aquele

que procuravas; aproxima-te dele e serás iluminada; segura-o, roga-lhe que

não parta logo, suplica-lhe que não se afaste. Porque o Verbo de Deus corre,

não se deixa deter pelo tédio ou por negligência. Que tua alma vá encontrá-lo

em sua palavra; segue atentamente a doutrina celeste, porque ele passa depressa.



Que diz a esposa do Cântico dos Cânticos? Procurei-o e não o encontrei;

chamei-o e não me respondeu (Ct 5,6). Se partiu tão depressa aquele que

chamaste, a quem suplicaste e a quem abriste a porta, jaó julgues ter-lhe

desagradado. Muitas vezes ele permite que sejamos postos à prova. Afinal,

o que disse no Evangelho às multidões que lhe pediam para não se afastar?

Eu devo anunciar a palavra também a outras cidades, porque para isso é que

fui enviado (Lc 4,43). Mas, se te parece que se afastou de ti, sai e procura-o

novamente.



Quem deve te ensinar como reter o Cristo, senão a santa Igreja? Ou melhor,

já ensinou, se compreenderes o que lês: Mal eu passei pelos guardas, diz,

encontrei aquele que meu coração ama; retive-o e não o deixarei partir

(Ct 3,4).



Com que laços se retém o Cristo? Não é com laços de injustiça nem com nós

de corda, mas com laços da caridade, com as rédeas do espírito e pelo afeto

da alma.



Se queres também reter o Cristo, tenta fazê-lo e não tenhas medo dos

sofrimentos. Pois, não raro, é no meio dos suplícios do corpo, nas mãos

dos perseguidores, que o encontramos mais facilmente.



Mal eu passei pelos guardas, diz. De fato, num breve espaço de tempo, num

instante, ao te livrares das mãos dos algozes, sem sucumbir aos poderosos do mundo,

Cristo virá ao teu encontro e não mais permitirá que se prolongue o teu sofrimento.



Aquela que assim busca a Cristo e o encontra pode dizer: Retive-o e não o

deixarei partir, até que tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto

daquela que me concebeu (Ct 3,4). Qual é a casa de tua mãe e o quarto senão

a intimidade mais profunda do teu ser?



Guarda bem esta casa, limpa todos os seus recantos. Assim, quando ela não

tiver nenhuma mancha, se erguerá como morada espiritual, fundada sobra a

pedra angular, para ser um sacerdócio santo, e o Espírito Santo nela habitará.



Aquela que assim busca a Cristo, que assim lhe suplica, não será por ele

abandonada; ao contrário, será visitada por ele com freqüência, pois está

conosco até o fim do mundo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Promessas do Sagrado Coração de Jesus.


Frei Salvador do Coração da Jesus
Terceiro dos Menores Capuchinhos

A GRANDE PROMESSA DO Sacratíssimo Coração de Jesus

Tradução do italiano, com autorização do autor por uma zeladora do Apostolado da Oração.
"A todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos, eu prometo a graça da penitência final: Eles não morrerão no meu desagrado, mas receberão os santos sacramentos, e o meu coração será para eles asilo seguro naquele momento extremo".

RE-IMPRIMA-SE
Möns. LEOPOLDO NEIS
Vigário Geral

Frei Salvador do Coração de Jesus
Terceiro dos Menores Capuchinhos

A GRANDE PROMESSA DO
Sacratíssimo Coração de Jesus

Tradução do italiano, com autorização do autor, por uma zeladora do Apostolado da Oração.

DUAS PALAVRAS
PARA A PRIMEIRA EDIÇÃO

Eis que aparece em língua vernácula um opusculozinho, aliás insignificante quanto ao número de páginas, mas de um valor totalmente superior ao seu volume. Realmente, é este um livrinho de valor incalculável. Lendo suas páginas escritas por um convertido, sente-se um como bálsamo a entrar-nos pela alma para logo manifestar-se no desejo ardente de fazê-lo.
Esperamos, pois, que ele tenha larga difusão por todo o Brasil e que leiam também os campônios, a cujas inteligências menos cultas adaptamos a linguagem. Esperamos, outrossim, que os apóstolos do Sagrado Coração de Jesus surjam aos milhares, a fim de socorrerem a tantos que andam pelo caminho da perdição, fazendo-os voltar ao caminho do céu. E qual o coração tão endurecido que possa resistir aos convites amorosos, aos apelos* suplicantes do Coração de Jesus, que chegou aos últimos extremos na Grande Promessa?
Propagai, portanto, "A Grande Promessa" e sereis apóstolos tendo os vossos nomes inscritos no Coração de Jesus, onde jamais serão apagados.

A TRADUTORA
PRÓLOGO

DA 3º EDIÇÃO BRASILEIRA

A primeira edição do presente opúsculo, que foi de 5.000 exemplares, esgotou-se em poucos meses. A segunda edição, também de 5.000, está esgotada há vários meses. O nosso modesto apelo foi ouvido e a aceitação de "A Grande Promessa" excedeu toda a expectativa. O bem que terá feito, provavelmente, não foi menor. Esperamos, pois, benévolo acolhimento também para o futuro, de modo que as edições se possam, para maior glória do Coração de Jesus, multiplicar sucessivamente, como na Itália o original, o qual em menos de quatro anos, teve quarenta edições com nada menos de 300.000 exemplares.
Trabalhai, pois, para a boa causa, que a recompensa não se fará esperar.

PREFACIO

DA 1º EDIÇÃO ITALIANA

É bom saber... que eu, como o filho pródigo, tinha abandonado o redil do Bom Pastor. Ingrato! Eu tinha à minha disposição as pastagens mais belas e perfumadas... tinha os cuidados mais assíduos... as mais doces, as mais ternas carícias. Ingrato! E eu abandonei, fugi para bem longe daquele que me seguia, chamando-me com os nomes mais carinhosos que só o amor é capaz de pronunciar... Oh, quão ingrato que fui! Às finezas do amor dum Deus respondi com a repulsa, maltra-tando-o. Oh! que ingrato!
Eu vivi durante muitos anos, sem nem sequer pensar no bom Pastor... Oh! negra ingratidão!
Mas um dia, de repente, uma lembrança me assalta... e sem querer, Vem-me ao pensamento a idade feliz da minha infância... Relembro-me de que por nove meses consecutivos, eu me tinha prostrado aos pés de Jesus para recebê-lo na Santa Comunhão. "A Grande Promessa" do SS. Coração de Jesus triunfara, Jesus no excesso de misericórdia de seu amor se tinha
lembrado dessa ovelhinha desgarrada.
Hoje finalmente, cumpro a promessa, executo o voto que eu então fiz de publicar esta graça extraordinária, a fim de persuadir a todos: Que é impossível que se condene aquele que faz as nove primeiras sextas-feiras em honra do Sagrado Coração de Jesus, pois será sempre fiel à sua Grande Promessa.

Lede estas poucas páginas e ficareis persuadidos.
Dia do Perdão de Assis de 1923. Salvador do Coração de Jesus Frade Terceiro dos Menores Capuchinhos.
A GRANDE
PROMESSA

TODOS NO CÉU

"Todos no céu" - exclamava São Francisco de Assis convidando os fiéis a entrarem na igreja de Santa Maria dos Anjos, quando obteve do Sumo Pontífice a indulgência chamada da Porciúncula.
"Todos no céu" - podem também exclamar alegres, e com muita razão, os devotos do Santíssimo Coração de Jesus, porque o mesmo Coração de Jesus lho prometeu.
Que alegria, que felicidade ter certeza moral da própria salvação! Que podemos desejar mais? Nada, absolutamente nada, porque este pensamento: estou salvo, enche a alma e o coração de tamanha satisfação, que se não pode desejai e nem mesmo imaginar coisa melhor. Vamos às perguntas:

1º PERGUNTA - Quando e a quem fez o Sagrado Coração esta Grande Promessa?

RESPOSTA - Na realidade o Sagrado Coração dcJesus fez doze consoladoras promessas a favor dos seus devotos; nós, porém, somente queremos falar na Grande Promessa, porque esta é como um resumo e coroa de todas as outras. Para manifestar o seu amor, o Coração abençoado de Jesus escolheu uma jovem, uma virgem, Margarida Maria de Alacoque, desconhecida do mundo, mas muito querida por Deus.
Esta donzela feliz contava vinte e seis anos, professando, desde um ano, no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial, na França. Três vezes quis Jesus consolar a sua amada com sua presença. A primeira vez foi no dia 27 de dezembro de 1673; a segunda, na oitava de "Corpo de Deus". Numa dessas aparições, na segunda, parece, enquanto a jovem estava em dulcíssimo êxtase, recolhida e imóvel, com os braços cruzados no peito, com a face irradiada pela chama interior, uma luz celeste, vista somente por ela, iluminava o altar, e através das grades ela viu o Coração... Estava este coração completamente cercado de chamas e rodeado por uma coroa de espinhos, transpassado por uma profunda ferida, todo ensangüentado e encimado por uma cruz. Margarida - disse Jesus, dirigindo-se à jovem -eu te prometo na excessiva misericórdia do meu coração dar penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos... eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos, tornando-se meu Coração refúgio para eles naqueles transes extremos.
Se essa grande e solene promessa não tivesse saído dos próprios lábios do Homem Deus, poder-se-ia, talvez, duvidar de sua autenticidade, por ser demasiado extraordinária, por parecer impossível que com tão pouca coisa, com nove comunhões somente, o cristão possa adquirir o direito de entrar na glória do céu. Daí, mais a seguinte pergunta:

2? PERGUNTA - Será mesmo certo que o Coração de Jesus tenha feito esta Grande Promessa?

RESPOSTA - Não há dúvida alguma, a promessa é certo que foi feita com mais 11, foi examinada pela Igreja com a severidade com que ela costuma proceder em coisas tão delicadas e importantes. O próprio Sumo Pontífice Bento XV lembra-se textualmente na Bula da canonização de Santa Margarida, dizendo que tais foram exatamente as palavras que o bom Jesus dirigiu à sua fiel serva. Depois de a Igreja se ter pronunciado, sobre este assunto, não pode haver mais dúvida alguma para o bom cristão.

3* PERGUNTA - Que é que se deve fazer para alcançar esta graça extraordinária?

RESPOSTA - Nada mais que o que disse Jesus, isto é, aproximar-se, com as devidas disposições da Santa Mesa Eucarística, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, por nove meses consecutivos.

4* PERGUNTA - E teremos também a certeza de receber os Sacramentos antes de morrer?

RESPOSTA - Sem dúvida, se os Sacramentos forem necessários para se conseguir a salvação, mesmo que o fiel esteja em estado de graça, a Igreja, recomenda a recepção devota dos Sacramentos. O certo é: o devoto do Sagrado Coração, não morrerá no desagrado de Deus.

5? PERGUNTA - Mas se depois de ter feito as nove sextas-feiras com as devidas disposições o cristão perdesse a sua devoção, que pensar dessa pobre alma?
11

RESPOSTA - Deve-se pensar que o Coração de Jesus terá tido compaixão dessa pobre alma, a qual, em seus últimos momentos de vida, terá achado o seu refúgio seguro neste Coração. De fato, Jesus prometeu, sem exceção alguma, a graça da penitência final a todos os que tenham comungado na primeira sexta-feira em nove meses seguidos; daí se crer que, no excesso de misericórdia do seu Coração, terá iluminado e tocado essa alma nos seus últimos transes com a sua graça de modo a poder fazer um ato de contrição perfeita. Assim e não de outro modo é que se deve pensar, porque Jesus é fiel em suas promessas. Direi ainda mais, que se para se salvar aquela alma fosse necessário um milagre, não há dúvida alguma que Jesus o faria, faria este excesso de misericórdia com a onipotência de seu Coração.
Ademais, a experiência o tem provado, que quem teve a perseverança de fazer em honra do Sagrado Coração de Jesus, nove comunhões em nove meses consecutivos, sem nunca interrompê-la, dificilmente abandonará esta pia devoção. As mais das vezes, até sucede que estes devotos acabam por não só comungar nas primeiras sextas-feiras de cada mês como também em todas as sextas-feiras do ano, não sendo raro o caso em que acabam por comungar todos os dias. E não é de admirar, porque Jesus veio à terra para trazer o fogo do divino 12
amor, e nada mais deseja que este fogo se acenda e arda em todos os corações.

6? PERGUNTA - Se alguém interromper as nove sextas-feiras por motivo justo, deverá começar de novo?

RESPOSTA - Sim, porque a condição posta pelo Sagrado Coração é expressa de um modo claro e preciso; é indispensável, portanto, comungar nas nove primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.

7? PERGUNTA - Quem fizesse as nove comunhões com a intenção de garantir o céu, pensando, entretanto, consigo mesmo, de continuar a pecar, poderia ele ter confiança nesta grande promessa do Sagrado Coração de Jesus?

RESPOSTA - Certamente que não e até cometeria muitos sacrilégios, porque, quem se aproxima dos Santos Sacramentos, deve ter firme intenção e vontade decidida de abandonar o pecado. Não é a mesma coisa ter medo de tornar a ofender a Deus por causa da nossa fraqueza e a calamidade da intenção de continuar a cometer pecados. No primeiro caso a misericórdia de Deus nos abre seus braços e nos concede o perdão; no segundo, porém, ela se
irrita e fica por assim dizer impelida a castigar.

8? PERGUNTA - Mas se depois de ter feito bem e com as devidas disposições as nove primeiras sextas-feiras, com o andar do tempo alguém se tornasse mau e perverso, poderia esse salvar-se ainda?

RESPOSTA - A isso já foi respondido na 5? pergunta, mas repeti-lo-emos de novo: Jesus é fiel em suas promessas, e não poderá permitir que, quem tiver feito as nove sextas-feiras, com a preparação devida, venha a perder a alma.

9º PERGUNTA - Poderia indicar-nos quais são as devidas disposições para fazer bem as nove primeiras sextas-feiras a fim de merecer a graça da Grande Promessa?

RESPOSTA - Para merecer a graça da Grande Promessa é necessário: 1) receber nove vezes a Santa Comunhão; 2) na primeira sexta-feira de cada mês; 3) e isto por nove meses consecutivos; 4) aproximar-se da Sagrada Mesa, não só em estado de graça e sem más intenções, mas, ainda, com a intenção de honrar de modo especial o Sagrado Coração de Jesus, que pediu estas comunhões em reparação da ingratidão e de abandono de que é vítima por parte de 14
tantas almas; 5) renovar em cada comunhão a intenção de cumprir a devoção das nove sextas-feiras, a fim de obter o fruto da Grande Promessa, isto é, da penitência final.


A CHAVE DO CÉU

Alma cristã, queres de hoje em diante viver segura, garantindo o importante negócio da tua salvação eterna? Queres adquirir o direito à glória eterna do céu? Pois bem, tu já' viste que o Sagrado Coração de Jesus, no excesso da misericórdia do seu amor, pôs em tuas mãos a chave de ouro que te abrirá as portas do céu, no último instante de tua vida. Esta chave de ouro está à tua disposição, basta que o queiras, basta que faças as nove sextas-feiras em honra do Sacratíssimo Coração de Jesus. Podia bem o bom Jesus liberalizar-te, melhor do que assim, a salvação de tua alma? Grata e reconhecida, prostra-te a seus pés,agradece-Lhe de todo o coração por ter posto a teu dispor um meio tão fácil de salvação e promete-Lhe que hás de começar já esta devoção. Feliz de ti se perseve-rares: o Paraíso será teu galardão porque bem o sabes, Jesus é fiel em suas promessas.

REFLEXÕES A FAZER NA NOITE ANTES DA PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DE CADA MÊS

Alma minha, reentra em ti mesma e considera por um instante quanto te ama o Coração de Jesus...
Apesar de tuas repetidas, recaídas... apesar das tuas infidelidades, o seu Coração não deixa nem um só instante de te amar. Ainda mesmo quando te afastavas para longe dele, ainda mesmo quando tapavas os ouvidos para não ouvir a sua voz amorosa, que te repetia docemente. "Filha minha, volta arrependida ao meu Coração..." e tu ingrata, não o querias ouvir... o Coração de Jesus te amava da mesma forma!... e quando, finalmente cega pelas paixões, enganada pelo falaz prazer, seduzida pelo demônio, ousando expulsar o divino amante da morada de tua alma e, com o fato se não com palavras, consentindo no pecado grave, tu lhe disseste: "vai-te, importuno I" lembras-te disso?... então o Coração de Jesus deu lugar a Satanás... Mas, oh! Coração de um Deus! Jesus partiu, mas não fugiu para longe, como tu o merecias que fugisse... Ele parou assentando-se à porta de tua alma, esperando com paciência que tu, impelida pelos desenganos e remorsos, o tornasses a chamar... Eis como te amou e te ama o Coração de Jesus.
Alma cristã, não será essa a história de tua vida? Diante desse excesso de amor do Coração de Jesus, não pensas em nada? Prostra-te arrependida a seus pés, repetindo ao seu Coração a palavra de São Paulo: "Senhor, que quereis de mim, falai, Senhor, que o vosso servo vos escuta... Está já preparado o meu coração, está... Senhor, mostrai-me o que sou e fazei que me conheça a mim mesmo.
Coração Sacratíssimo de Jesus, Vós me tendes sempre amado tanto; eu, também, de minha parte, Vos quero amar, e até já não quero amar coisa alguma, senão a Vós. Dai-me, pois, a graça que eu seja o que sou e que deveria ser. Coração de meu Jesus, fazei que eu veja a minha alma, que veja como ela realmente é... que veja os meus pecados e os aborreça; que eu veja as minhas fraquezas e não as desculpe. Coração de meu Jesus, fazei que eu veja e conheça as vossas misericórdias sempre maiores que as minhas misérias. Coração de Jesus, Vós o vedes que eu agora estou resolvido firmemente a abandonar o pecado: ajudai-me, pois, com a vossa santa graça para fazer uma boa e sincera confissão, a fim de que Vos possa receber em meu pobre coração no banquete eucarístico amanhã de manhã, e isso de modo mais digno possível, para poder merecer o favor da Vossa Grande Promessa.
(Depois de terdes examinado com cuidado a vossa consciência, recitareis o ato de contrição e vos confessareis com humildade, ouvindo com atenção os conselhos do confessor. A confissão e estas reflexões, se não houver tempo de fazê-las na véspera podem-se fazer também na manhã da primeira sexta-feira).

ANTES DA COMUNHÃO

Ohl Jesus, tão somente o vosso Coração, que é o Coração de Deus, tão somente o vosso Amor que é o Amor dos amores podia falar assim às suas criaturas: "No excesso da misericórdia do meu amor onipotente concederei a todos os que comungarem em nove primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, não morrendo eles no meu desagrado, nem tão pouco sem receberem os sacramentos; e o meu Coração será para ele asilo seguro em seus transes extremos". E como é que eu poderia crer em tamanha graça, em uma promessa tão solene se Vós mesmo, oh! meu Jesus, não o tivésseis revelado, no excesso da misericórdia do vosso amor onipotente, à vossa serva Margarida?...

Oh! Coração do meu Jesus, eu fico confundido por tanta humilhação da vossa parte, por tanto amor entranhado consagrado às almas. Como a parábola dos convidados à ceia, na qual tomaram parte os mendigos, os cegos, os coxos, os desvalidos e em suma todos, sem distinção alguma, assim também em Vós não excluis a ninguém da vossa Grande Promessa. Este favor bem se poderia entender, tratando-se de almas fervorosas, mas com outras almas frias e pecadoras, como é que podereis sustentar a Vossa Promessa? O Vosso Coração me respon-20
de dizendo: "Os pecadores acharão no meu Coração a fonte perene, o oceano infinito da misericórdia... os frios se tornarão fervorosos... os fervorosos hão de chegar a uma grande
perfeição...
Oh! excesso da misericórdia do Vosso amor onipotente, eu chego agora a compreender, pois eu leio no Vosso Coração. Não sei exprimir-me por palavras, mas eu sinto que vos tenho compreendido, pois vejo, leio no Vosso Coração adorável estas palavras: Para sal ver uma alma que tenha feito as nove primeiras sextas-feiras em honra do Vosso Sagrado Coração, Vós, ó Jesus, não hesitareis, se necessário fosse, operar até um milagre.
0 Jesus, ó Jesus de minha alma, quem não Vos amará depois de saber até que ponto chegou o Vosso amor pelas almas? De minha parte, ó Coração Sacratíssimo de Jesus, eu não procuro outro coração senão o Vosso e não quero amar senão a Vós, tão somente.
21

INTENÇÃO E PROTESTO

Já se aproxima o feliz instante, ó Jesus, em que haveis de visitar a minha alma e unir-Vos ao meu Coração. Parece-me que a mim também dirigis o amoroso convite com que chamastes vossa Margarida para que se alimentasse do maná celeste: "Tenho sede ardente de ser amado pelos homens no Santíssimo Sacramento... Minha filha, teu desejo penetrou de tal forma no meu coração, que se eu não tivesse instituído este Sacramento de amor, instituí-lo-ia agora por amor a ti, para ter o prazer de morar em tua alma e descansar amorosamente no teu coração".
Oh! Coração de meu Jesus, quanto sois bondoso para comigo, pobre pecador, e quanto me amais! Permiti, pois, que eu Vos manifeste o meu amor e a minha gratidão com as palavras de Santa Margarida: Oh! Bondade inconcebível, poderia eu crer esta maravilha se não m'o assegurásseis Vós mesmo? Oh! Deus de majestade, mas Deus de amor, por que é que não sou toda inteligência para conhecer esta misericórdia, toda coração, para bem sentí-la, e toda língua para manifesta-la?... Vinde, pois,Vida do meu coração,Alma de minha vida, único sustento de minha alma, Pão dos Anjos feito carne por meu amor, vendido para meu resgate, dado para meu sustento, sustentar-me fortemente e fazer-me crescer de dia em dia cada vez mais na vossa santa graça...
Vinde fazer-me' de Vós e em Vós e isto eficazmente, oh única Vida minha, oh único Bem da minha alma!
Mas, se eu reflito, se eu penso, na minha indignidade, que ousadia é essa'' Coração do meu Jesus, se eu nem sou digna de entrar no vosso Templo, como c que Vos poderei receber em meu coração? Ah! por que, mas por que não tenho eu, ao menos toda a pureza dos Anjos, todos os ardores e transportes dos Serafins para Vos oferecer uma morada digna de Vós?... Mas se não me são concedidos esses favores, oh Coração adorável do meu Jesus, permiti ao menos, que Vos apresente o desejo vivíssimo, sincero e ardente, que me arde no coração, de parecer-me com os espíritos celestes.
Eu pequei, é verdade, ofendi-Vos tão repetidas vezes, contudo, eu sinto que Vos amo... Se a minha indignidade me faz tremer, vossa Bondade me dá força... pois Vós, oh Jesus já não Vos lembrais de minhas culpas e olhais tão somente para a minha necessidade... Se a minha miséria é grande, a vossa Misericórdia é infinita. Coração Sacratíssimo do meu Jesus, Salvador de minha alma, vinde, pois, sem mais tardança, porque meu coração deseja, suspirar na expectativa do prazer e da felicidade que o aguardam. Como o cervo que sedento procura frescas correntes, assim também meu pobre coração suspira por Vós, oh fonte de verdadeira vida!...
Vinde, pois oh Jesus querido, vinde e com a vossa presença real me trareis a plenitude de todas as vossas graças...
Oh Jesus, o Vosso Coração é puro e santo:
puro e santo fazei, portanto, o meu... o Vosso Coração é manso e humilde; humilde e paciente para com todos...
O Vosso Coração odeia o pecado, inspirar-me-eis, por isso, um forte horror a tudo quanto seja culpa...
O Vosso Coração está desapegado de tudo; eu por vosso amor renunciarei a todos os prazeres da terra...
O Vosso Coração está completamente aceso, inflamado de amor para com vosso eterno Pai: mas Vós haveis de acender no meu coração este fogo de amor...
O Vosso Coração ama a todas as almas e as quer salvar a todas... eu também, Jesus, amo as almas, eu também as quisera ver salvas todas. Aumentai, pois, em meu coração este amor até morrer para salvá-las...
O Vosso Coração dizia à Santa Margarida: "Eu estou procurando para meu coração uma vítima que se queira sacrificar como hóstia a ser imolada para a realização dos meus desígnios. Minha filha, queres dar-me o teu coração para consolar o meu amor de sofrimento, que todos desprezam?"...
Meu Senhor, eu Vos respondo como Santa Margarida: Jesus, eu sou vossa, inteiramente vossa, fazei de mim o que Vos aprouver. Mas Vós sabeis, que as vítimas devem ser inocentes, e eu não passo de uma pecadora. Contudo, Jesus meu, quer eu viva quer eu morra desejaria ser vítima do Vosso Coração sentindo amargo tudo o que não é do vosso agrado, vítima de vossa santa Alma, por todas as angústias que a minha pode suportar... vítima do vosso Corpo, 24
pelo desapego de tudo o que pode agradar ao meu, e pelo ódio implacável à carne criminosa.
Oh! Coração de meu Jesus, se tivesse mil amores, mil vidas, todas vó-las imolaria. Quisera ter mil corpos para sofrer e mil corações para amar-vos c adorar-vos. Oh! Jesus querido, fazei-me digna, a fim de que possa realizar os desígnos de vossa santíssima vontade. Coração de meu Jesus, outra coisa não vos sei dizer. Vinde, vinde, portanto, descei ao meu coração para fazer-me digna de Vossa Cirande Promessa.

DEPOIS DA SANTA COMUNHÃO

Viestes finalmente, oh meu Jesus, e descestes ao meu coração. O vosso Coração, portanto, e o meu, não são mais que um só coração.
Oh meu amor, oh excesso de amor, oh Coração infinitamente amável, santo e perfeito, eu Vos amo de todo o meu coração, com toda a minha alma e com todas as minhas forças! Obrigado, mil vezes obrigado, oh meu Jesus! Eu não possuo senão um coração, mas esse coração será de hoje cm diante sempre vosso, com todas as suas pulsações, com todos os seus afetos. Não possuo senão uma alma, mas essaalma eu Võ-la ofereço a Vós com todas as suas potências, a saber: com sua memória, inteligência c vontade. Não possuo senão um corpo, mas esse corpo eu Vô-lo consagro com todos os meus sentidos. Não quero ser senão vosso não só hoje, mas para todo o sempre. Vós vos tendes dado todo a mim e eu me dou todo a Vós, querendo até fazer mais, pois, eu me constituo vosso escravo. Aceitai-me, bom Jesus, como vosso escravo c prendei-me ao vosso Coração com as correntes do vosso amor e tratai-me na qualidade de humilde escravo. 0 mui,Vos peço. me concedais esta graça, li se uni dia, esquecido deste grande favor que acabastes de me fazer, chegasse a ter a desgraça de desmerecer de vossa Grande Promessa, lembrai-Vosdeque sou escravo vosso, tratai-me com a dureza dos flagelos até que volte a Vós com as lágrimas de uma sincera penitência. 1 sta é a maior graça que Vos peço, ó Coração do meu Jesus, porque conheço e declaro minhas culpas: a minha miséria, o meu nada. Mas, meu Jesus, como poderia eu ofender-Vos outra vez. depois de ter tido a ventura de começar as nove sextas-feiras, tão apreciadas por Vós? Será possivel tamanha ingratidão de minha parte? Oh, meu Jesus, Vós vedes a minha sinceridade; pois Vos digo que eu Vos amo, eu vos tenho jurado um amor e uma fidelidade eterna. A Vós eu consagrei o meu corpo, o meu coração, a minha alma. a Vós eu dou todo o meu ser. fazendo-me vosso escravo. Mas, meu Jesus querido, é o meu amor que Vos consagro, que me faz estremecer, sim, me faz estremecer pelo pensamento de que Vos posso perder. Lu, porém, hei de contemplar o vosso Coração, o vosso lado e desse Coração rasgado e desse lado aberto ouvirei as palavras consoladora.s de esperanças que um dia dirigistes a vossa amada filha Marcarida: "I is a chaga do meu lado que vos servirá de moradia por ora e para sempre. A abertura é estreita, é necessário ser pequeno e despido de tudo para poder introduzir-se nela. Tu, minha filha, entrega-te ao meu beneplácito, e deixa-me executar os meus desígnios sem te preocupares de coisa algu .a. Pensa se pode perecer uma filha tão amada, estando presa aos braços do Onipotente."
Oh, quanto conforto, quanta consolação não trazem ao meu coração estas santas palavras do vosso amor. Oh, meu Jesus, eu Vos respondo como Margarida: "Oh, meu Jesus. Vos me bastais, fazei em mim e por mim o que for de vossa maior glória, sem dar reparo às minhas satisfações e aos meus interesses. Para mim basta que Vós estejais contente".

PROTESTOS DE AMOR

Jesus à minha alma. A ingratidão dos homens, minha filha, foi a causa do maior sofrimento da minha paixão. Se me retribuíssem de alguma forma o meu amor, eu pouco sentiria por tudo o que sofri por eles e mesmo se fosse possível,mais sofreria. Tu ao menos me darás a consolação de suprir a ingratidão deles ao menos quanto puderes.
A alma de Jesus. Oh Coração inflamado de puro amor, altar da Caridade divina, (oração que ardeis de amor para com Deus e para comigo, eu Vos adoro,Vos amo.e quisera consumir-me de amor e de reconhecimento diante de Vós. 1 u me associo às vossas santas diposições e quero a todo o custo arder no fogo do vosso amor e viver de vossa vida, fazendo o propósito de antes morrer do que Vos desagradar.
Oh Coração divino, eu me uno a Vós e em Vós me escondo. Não quero mais viver senão de Vós, por meio de Vós e por Vós. Assim, o meu ofício será só ficar em respeitoso silêncio, feito nada diante de Vós, como uma lâmpada ardente que se consome diante do Santíssimo Sacramento: Amar, sofrer, morrer...

INVOCAÇÃO

Alma de Cristo, santif"ícai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Agua do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ò bom Jesus, escutai-me. Dentro das vossas chagas escondei-me. Não permitas que de Vós me aparte. Do espírito maligno defendei-me. Na hora da morte chamai-me. E mandai-me ir para Vós.
Para que com os vossos Santos vos louve, por todos os séculos dos séculos. Amém.
300 dias. cada vez: 7 anos depois da Comunhão e plenária no fim do mês.

(Para dizer diante da Imagem do Crucificado)

Eis-me aqui. ó meu bom e dulcíssimo Jesus! De joelhos me prosto cm vossa divina presença, e com o mais vivo fervor. Vos rogo e suplico que imprimais em meu coração sentimento de fé, esperança e caridade, de dor dos meus pecados e de propósito de nunca mais Vos tornar a ofender, enquanto eu com todo o amor e com toda a compaixão vou meditando nas vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo, ó bom Jesus, que já punha em vossa boca a respeito de Vós o profeta Davi : trans-passaram minhas mãos e meus pés, contaram todos os meus ossos.
(Dize ainda cinco Pai-Nossos segundo as intenções do Sumo Pontífice para ganhares a indulgência plenária).

INVOCAÇÕES AO SAGRADO CORAÇÃO

(Para implorar qualquer graça)

1. Coração do meu Jesus, Vós vos destes todo a mim. Espero que também me concede-reis os vossos dons. Glória ao Pai etc. - Doce Coração do meu Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais. (300 dias).
2. 2. Coração de meu Jesus, Vós sois a fonte de todas as graças, espero não me negareis o que humildemente Vos suplico. Glória ao Pai etc. -Doce Coração, etc.
3. Coração de meu Jesus, o abismo de vossa misericórdia vence infinitamente minha ingratidão; confio por isso, que não haveis de rejeitar o que Vos peço. Gloria ao Pai etc. -Doce Coração, etc.

4. Coração do meu Jesus, em Vós se encontra o remédio para todos os males; atendei-me, pois, suplico-Vos a necessidade que Vos venho expor. Glória ao Pai etc. - Doce Coração, etc.

5. Coração do meu Jesus, Vós que Vos queixastes mais vezes a vossa serva Margarida Alacoque da negligência dos homens em Vos pedir favores, ouvi-me, pois, Vos suplico, no que Vos peço. Glória ao Pai etc. - Doce Coração, etc.
6. Coração de meu Jesus. Vós fizestes grandes promessas aos que recorressem a Vós, fazei, pois, que eu, ainda que indigno, lhe sinta
os efeitos, Glória ao Pai, etc. - Doce Coração, etc.

V) Coração de Jesus abrasado de amor por
nós.
R) inflamai o nosso coração de amor por
Vós.

ORAÇÃO

Deus Onipotente, rogamo-Vos, concedais que nós, gloriando-nos no Santíssimo Coração de vosso amado Filho e, rememorando os grandes benefícios do seu amor, possamos participar dos frutos desse amor, pelo mesmo Jesus Cristo Senhor Nosso, que convosco vive e reina D"us, na unidade com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

CONSAGRAÇÃO DO GÊNERO HUMANO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados diante do Vosso altar, os Vossos olhares.
Nós somos e queremos ser vossos; e, a fim de podermos viver mais intimamente unidos a Vós, cada um de nós se consagra espontaneamente neste dia ao Vosso Sacratíssimo Coração. Muitos, desprezando Vossos Mandamentos, Vos renegaram.
Benignissimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao Vosso Sagrado Coração; Senhor, sede Rei, não somente dos fiéis que nunca de Vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos para que tornem quanto antes ã casa paterna para não perecerem de miséria e de fome. Sede Rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de Vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que em breve haja um só rebanho e um só pastor.
Sede Rei de todos aqueles que estão ainda sepultados nas trevas da idolatria e do islamis-mo, e não recuseis conduzi-los todos à luz e ao reino de Deus. Volvei, enfim, um olhar de
misericórdia aos filhos do que foi outrora Vosso povo escolhido; desça, também, sobre eles, num batismo de redenção e de vida, aquele sangue que um dia invocaram sobre si. Senhor, conservai incólume a Vossa Igreja e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que dum polo a outro do mundo ressoe uma só voz: Louvado seja o Coração Divino que nos trouxe a salvação, honra e glória a Ele por todos os séculos. Assim seja.

A ALMA DEVOTA DIANTE DO CORAÇÃO DE JESUS

"Vinde a mim vós todos que andais em trabalhos e estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei". Quão doces e consoladoras são essas palavras! Eu ouço que Jesus as repete enquanto prostrada diante de sua divina imagem, contemplando seu Coração, transpassado, ardendo de santo amor. Eu ouço que Ele me diz: Vem, ó sim, vem alma débil, órfã, abandonada e atirada de encontro aos escolhos do mar procelado deste mundo. Tu, que sentes o peso das fadigas, que almejas pelo descanso, vem, vem depressa ao meu Coração.Ele está aberto para ti, ser-te-á conforto em todas as dificuldades. E quem pode, oh Jesus, resistir aos encantos do vosso amor? Quem não correrá ao vosso convite?
Quanto a mim, eu me prostro diante de Vós, oh Coração divino, diante de Vós que sois a fonte da vida, eu venho desabafar o que me vai n'alma, venho procurar ai a paz que não posso encontrar em outro lugar. Ofereço-Vos,pois,um coração que deseja ser vosso para sempre. Mas, de outro lado, como poderei eu aproximar-me deste Vosso Coração, como poderei entrar nesse Santuário da Divindade, eu, tão imunda, tão pecadora? Não deverei antes, temer ser repelida?... Oh, não temas, alma minha, aquele Coração está aberto para todos, entra, portanto, sem receios, que o justo aí encontra um descanso suave, reacendendo-se-lhe em novas chamas, de amor. A alma pecadora encontra ai a paz; aí fica ele ciente de quanto é doce o Senhor. Naquele lugar o mundo, os prazeres, tudo desaparece da alma, e um salutar arrependimento toma o lugar dos terríveis remorsos de uma vida de pecado. É naquele lugar que as almas aflitas recebem o conforto, é de lá que aparece a luz nas dúvidas, a força contra os ataques de inimigo, a alegria na dor. Consola-te, alma minha, que Jesus está disposto a perdoar-te e encher-te de graças, nada mais exigindo de ti que um pouco de amor. Amor! Quão doce é esta palavra: amor! Ó meu Jesus, poderei eu deixar de Vos amar, agora que conheço que sois o único bem que merece amor?
Oh! eu Vos amo, meu Bem, eu Vos amo sobre todas as coisas. Bastam os desvarios que cometi, dirigindo para as criaturas as minhas afeições. E esperava eu, então, satisfazer as exigências do meu coração, amando as criaturas, mas foi em vão. Vós, me fizestes para Vós, ó Deus, e nós, não podemos achar a paz, a satisfação senão em Vós.
Agora, porém, que Vos achei, meu Jesus, tomai posse do meu coração e não desprezeis o humilde oferecimento que dele Vos faço. Dirigi, sim, os vossos olhares complacentes de pai sobre ele e aleitai-o com amor. Meu Jesus, minha vida será toda para Vós e vosso Coração será meu refúgio e a ele serão sempre dirigidos os meus afetos. Mas, Jesus, eu sou tão fraca, as tentações me assaltam furiosamente, e o meu coração, padecendo as amarguras de uma vida de sofrimento, está prestes a cair no desalento. Meu Jesus dai-me forças, dai-me ânimo. 38
Seja o vosso Coração coroado de espinhos, transpassado por lança cruel, seja a arca da minha salvação, onde eu possa recolher-me nas tempestades, seja ela a minha força nos incômodos inevitáveis, mas pelas quais é cercado o vosso Coração,aqueçam também o meu e aticem nele a chama do vosso amor. Desta forma eu não viverei senão em Vós e Vós sereis a vida do meu pobre coração.

TRÍDUO AO SACRATISSIMO CORAÇÃO DE JESUS

(Para obter graças especiais)

I. Oh Coração adorável de Jesus, doce vida minha, eu recorro a Vós nas necessidades em que me encontro e confio ao vosso poder, à vossa sabedoria, à vossa bondade, todas as angústias do meu coração, dizendo mil vezes: Oh Coração sacratíssimo, fonte de amor, pensai Vós nas minhas necessidades.
Em Vós, Coração de Jesus, espero para não ser confundido eternamente.
Glória ao Pai etc. Doce Coração de Jesus, fazei que Vos ame cada vez mais.

II. Oh Coração Amantíssimo de Jesus, oceano de misericórdia, a Vós recorro nas 40
minhas presentes necessidades e com plena confiança entrego ao vosso poder, à vossa sabedoria, à vossa bondade os males que me oprimem repetindo mil vezes: Coração temíssi-mo, único tesouro meu, pensai Vós nas minhas necessidades.
Em Vós, Coração, etc. Glória ao Pai. Doce Coração, etc.

III. Coração amantíssimo de Jesus, delícia dos que Vos invocam, na impotência em que me encontro, eu rpcorro a Vós, doce conforto dos infelizes, e confio em vossa proteção, à vossa sabedoria, à vossa bondade todos os meus sofrimentos, repetindo mil vezes: Oh Coração generosíssimo, único descanso dos que em Vós esperam, pensai Vós nas minhas necessidades.
Em Vós, Coração, etc. Glória ao Pai, Doce Coração, etc.
Oh Maria querida, mãe minha, canal por onde passam todas as graças, uma só palavra vossa salvar-me-á dos males e angústias que me oprimem. A Vós, pois, também repito: Pensai Vós nas minhas presentes necessidades e alcançai-me graça perante o Coração de Jesus.
Três Ave-Marias e Virgem Poderosa rogai por nós.
Querido São José, dirigi também vós um olhar à triste condição em que me vejo enquanto eu, confiado no vosso paternal amor e no vosso poder, cheio de confiança vou repetindo:

Oh amigo íntimo do Coração de Jesus, pensai Vós nas minhas presentes necessidades.
Três Glória ao Pai etc. Intimo amigo do Coração de Jesus, rogai por mim.

LADAINHA DO CORAÇÃO DE JESUS

Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, escutai-nos. Deus, Pai dos céus (•). Deus, Filho Redentor do mundo. Deus, Espírito Santo.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus.
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus.
Coração de Jesus, de Majestade infinita.
Coração de Jesus, templo santo de Deus.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade.
Coração de Jesus, receptáculo da justiça e do amor.
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor.
(*) Tende piedade de nós.

Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes.
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações.
Coração de Jesus, no qual se acham todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da Divindade.
Coração de Jesus, no qual o Eterno Pai pôs as suas complacências.
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos.
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas.
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia.
Coração de Jesus, rico para todos que Vos invocam.
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade.
Coração de Jesus, propiciação para os nossos pecados.
Coração de Jesus, santuário de opróbrios.
Coração de Jesus, quebrantado de dor por causa de nossas iniquidades.
Coração de Jesus, obediente até a morte.
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição. 44
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação.
Coração de Jesus, vitima dos pecadores. Coração de Jesus, salvação dos que em Vós esperam.
Coração de Jesus, esperança dos que em Vós expiram.
Coração de Jesus, delicia de todos os Santos.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouví-nos, Senhorl
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor!
V. Jesus, manso e humilde de Coração.
R. Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.


ORAÇÃO

Oh Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração do Vosso Filho diletíssimo e para os louvores e satisfações que Ele Vos tributa em nome dos pecadores e aos que imploram a Vossa misericórdia concedei benigno o perdão em nome do mesmo Vosso Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina em unidade do Espírito Santo, por todos os séculos. Amém.

NOBRE PROTESTO

Oh Coração adorável do meu Jesus, eu sinto viva dor em ver que as manifestações do vosso amor são acolhidas com tamanho desprezo e indiferença por tão grande número de pessoas. E o que mais me enche de vergonha e de arrependimento é o ter sido eu também uma delas. Em reparação, portanto, por tamanhas injúrias, eu Vos ofereço, oh Coração divino, o amor de todas as almas justas, os ardores dos Anjos e dos Santos do céu e especialmente os sentimentos de Maria e São José. Permiti, amável Jesus, que conjuntamente com este precioso oferecimento Vos ofereça também todos os afetos e desejos bons do meu coração e dignai-vos de os aceitar.

SANTO TRATADO COM JESUS E MARIA

Jesus, meu doce Salvador, Maria, minha mãe querida, rogo-Vos pelo amor de Vossos santíssimos e amantíssimos Corações que aceiteis o pacto que nesta manhã desejo fazer Convosco: que em cada respiração minha eu tenciono fazer com o maior afeto tantos atos de amor para Convosco quantas são as estrelas do Armamento, os átomos de ar, as areias do mar, as partículas da terra, as folhas, as flores, as frutas do arvoredo, as gotas de água dos rios e do mar, os pensamentos, as palavras e as ações dos homens que já existiram, que existem e que existirão e poderiam existir por toda a eternidade. E estes atos de ardentíssimo amor de Jesus e Maria, eu os reüno com todos os que se fizeram desde o início do mundo e com os que se farão até o fim, uno-os finalmente, com os que farão por toda a eternidade os vossos dulcíssimos Corações e todos os Anjos e Santos do céu. E todos esses atos tenciono e desejo renová-los e multiplicá-los no decurso do dia, cada vez que eu for recitando alguma jaculatória.

EIS O CORAÇÃO QUE TANTO AMOU OS HOMENS

Assim falava um dia Jesus à sua fiel serva' Margarida Maria Alacoque, para acrescentar tristemente: "Mas em paga, eu não recebo da maior parte dos homens senão ingratidão." Depois de três séculos, o Coração amoroso de Jesus vai repetindo a sua piedosa queixa, porque, ainda hoje, são poucos os homens que O amam como deseja ser amado.
Mas, por que essa contínua ingratidão de parte do homem para com este Coração adorável, que não deseja outra coisa senão um pouco de amor? Eis o motivo: É porque o amor do Coração de Jesus não é conhecido! Jesus falando, revelou seu amor em 12 Promessas, mas estas, ou não são absolutamente conhecidas pelo povo cristão, ou, então, de modo muito imperfeito.
Alma cristã, dize-me tu também, quantas vezes rão viste impressas estas 12 Promessas do Coração de Jesus nas santas imagens ou nos livros piedosos, e, no entretanto, responde-mc com franqueza, leste-as com atenção, meditaste nelas? Pelo amor do Coração de Jesus e pelo bem de tua alma expulsa de tua mente todos os pensamentos inúteis, por alguns instantes ao menos, e lê descansadamente e com atenção, mais uma vez as 12 Promessas do Coração de

Jesus. Asseguro-te que te parecerão novas, o teu coração sc há de alegrar e, tendo chegado à última, dos teus olhos rebentarão lágrimas quentes, lágrimas de prazer e de reconhecimento.
É que Jesus quer que antegozes as delícias do céu. Medita, pois...

PROMESSAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO AOS DEVOTOS DE SEU SACRATÍSSIMO CORAÇÃO

Feitas à Santa Margarida
1. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2. Trarei e conservarei a paz em suas famílias.
3. Consolá-los-ei em todas as suas aflições.
4. Ser-lhes-ei refúgio seguro na vida e principalmente na morte.
5. Lançarei bênçãos abundantes sobre as suas empresas...
6. Os pecadores acharão em meu Coração a fonte e o oceano das misericórdias.
7. As almas tíbias tomar-se-ão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão em pouco tempo, a uma alta perfeição.
9. A minha bênção pousará sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do meu Sagrado Coração.
10. Darei aos sacerdotes o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes inscritos para sempre em meu Coração.
12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses seguidos darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Eu o vejo, tu estás comovido. Não julgaras que o Coração de Jesus te amasse assim. Aproveita, pois, este instante feliz em que a voz de Jesus sc fez ouvir em tua alma de um modo todo particular para Lhe pedires a graça de que necessitas c para Lhe prometeres que receberás a santa comunhão na primeira sexta-feira de cada mês, ou melhor, cm cada sexta-feira ou mesmo todos os dias. Se for este o desejo do Coração de Jesus, não Lhe negarás esta prova de amor.
O Coração de Jesus não está contente ainda
É verdade, o Coração de Jesus não está contente ainda, porque Ele te ama tanto c deseja ver realizada em ti a penúltima promessa, a saber: "As pessoas que propagarem a devoção de meu Coração, terão seus nomes inscritos no meu próprio Coração, donde jamais serão apagados". Numa palavra, Jesus, no excesso de seu amor, te quer constituir apóstolo das suas promessas e de um modo particular na Grande Promessa. Mas como? De que modo! Oh de um modo muito fácil! Todos podemos ser apóstolos da Grande Promessa do Coração de Jesus é só querê-lo seriamente: e para querê-lo é só pensar um instante que, para salvar a nossa alma, Jesus se dignou baixar até nós, fazendo-se homem por nosso amor, sofrendo e morrendo num lenho infame, depois de derramar seu preciosíssimo sangue até a última gota. Que mais devia Ele fazer para nos manifestar o seu amor?
Oh desconhece limites o amor de um Deus! Pois tão vivo, tão intenso é o4desejo de seu Coração de nos salvar a todos que no excesso de seu amor, quis abrir a todos a porta do céu com a revelação da Grande Promessa. Com esta Grande Promessa queria o Coração de Jesus

fechar as portas do inferno, para nos abrir as do céu. E como é então que o fundo é sempre o mesmo? É porque esta Grande Promessa é pouco conhecida, é porque faltam os apóstolos que a difundam por entre o povo. Se nas vilas, nos povoados e nos campos, por toda a parte, enfim, houvesse um apóstolo da Grande Promessa do Coração de Jesus, que a espalhasse e a tornasse conhecida em pouco tempo o mundo mudaria de aspecto, e todos teriam garantida a salvação da própria alma.
Cristão que lês estas palavras, seja quem for, homem, ou mulher, sacerdote ou leigo, jovem ou velho, rico ou pobre, se queres podes tornar-te apóstolo da Grande Promessa do Coração de Jesus, habites embora num grande centro ou na mais miserável paróquia rural. E como deveras fazê-lo? Muito simples: mi-mosear com este livrinhos os parentes, amigos, conhecidos e todos, enfim, e ao Coração de Jesus confia o bom êxito.

Meio infalível para obter qualquer graça do Coração de Jesus
Um pio Capuchinho, em maio do ano de 1926, me escrevia: "Fazia tempo que eu pedia uma graça ao Coração de Jesus, mas em vão. Chegou-me as mãos o seu livrinho "A Grande Promessa" e me impressionou o capítulo "O Coração de Jesus não está contente ainda". Então com toda a fé, eu disse a Jesus: Coração do meu Jesus, se Vós me concederdes a graça que sabeis, faço voto, com a licença dos superiores, de comprar 100 "Grandes Promessas" para distribuí-las grátis. No mesmo dia em que tinha feito a promessa, e dum modo singular e inesperado, obtive a graça desejada. Hoje cumpro o meu voto e, por isso, lhe mando a importância dos 100 "Grandes Promessas".
Declaramos e também aconselhamos a muitos que este meio singular, achado pelo piedoso Capuchinho produz o seu efeito, pois que todos que fizeram uso dele, obtiveram as graças desejadas. Nem pode ser de outra forma, porque, o Coração de Jesus o que deseja, é ser amado pelos homens; e, por isso prometer-lhe distribuir de graça certo número de "Grande Promessa" não pode deixar dc agradar ao Seu Coração, visto ser este um dos meios eficazes para tornar conhecido e amado o Coração Santíssimo de Jesus.
Quem, pois, desejar alcançar graças do Coração de Jesus, lance mão deste meio e pode estar certo que, se o que pede for para o bem de sua alma, dentro de pouco tempo há de ser atendido. Quanto à oração para dirigir-se ao Sagrado Coração de Jesus não achamos melhor que a supracitada do piedoso Capuchinho, isto é:
"Coração do meu Jesus, se Vós me conce-derdes a graça que sabeis, prometo comprar tantas "Grandes Promessas" (e aqui se diga o número) para distribuí-las grátis. Sim, farei, isso, Coração de Jesus, se me concederdes a graça que desejo".
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

ENTRONIZAÇÃO

A consagração das famílias ao Sagrado Coração é o meio mais eficaz para atrair à prática da religião os membros, e, mesmo, para que haja harmonia entre eles. O segredo disto está na 9? promessa que Jesus fez à Santa Margarida, a saber: "A minha bênção pousará também sobre as casas em que estiver exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração". E esta, a 2? não é menos consoladora: "Trarei e conservarei a paz em suas famílias".
A bênção se estenderá, igualmente, a todas às suas empresas. Di-lo a 5? promessa: "Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas". Diante de tamanhas promessas de quem é fiel em cumpri-las, diante de tamanhas vantagens haverá um só pai, uma só mãe de família que duvide ainda em eleger a Jesus como Rei do seu lar? Não é de crer.

É por isso que poremos, a seguir, o cerimonial a ser observado pelo padre na entronização do Sagrado Coração de Jesus. Como nota final, avisamos que é bom ter-se o diploma da entronização.
Avisamos, igualmente, às famílias que convém festejar o aniversário da entronização com uma comunhão geral e com a recitação do ato da consagração. Com isto, vamos ao cerimonial.

CERIMONIAL

No dia aprazado com antecedência, à hora determinada, e presente, sendo possível, um sacerdote reúne-se a família inteira no local onde a imagem deve ser benzida. O sacerdote de sobrepeliz e estola, procede deste modo à
Bênção de Imagem ou do quadro
V) A nossa proteção está no nome do
Senhor. R) Que fez o céu e a terra. V) O Senhor esteja convosco. R) Ele está no meio de nos.
Oremos
Deus eterno e todo-poderoso, não reprovais a escultura ou pintura de imagens dos santos, para que à sua vista possamos meditar os seus exemplos e imitar as suas virtudes. Nós vos pedimos que abençoeis te santifiqueis esta imagem, feita para recordar e honrar o Sacratíssimo Coração de vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo. Concedei a todos os que diante dela desejarem venerar e glorificar b Coração Sacratíssimo de Vosso Filho Unigênito, que, por seus merecimentos e intercessão, alcancem no presente a vossa graça e no futuro a glória eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor.
R. Amém.

O sacerdote asperge a imagem com água benta e todos os assistentes recitam em voz alta o Credo.
Se à entronização náb pode assistir um sacerdote, a bênção da imagem deve-se fazer antes.
Entronização O chefe da família toma então a imagem do divino Coração, coloca-a no trono adrede preparado e vem ajoelhar-se com os demais para o

ATO DE CONSAGRAÇÃO

Coração Sagrado de Jesus, que manifestastes à Bem-aventurada Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs: sobre a nossa viemos nós hoje proclamar aqui vossa realeza absoluta. Queremos viver doravante a Vossa vida, queremos que floresçam no seio desta família, aquelas virtudes, a que prometestes já neste mundo a paz; queremos desterrar para longe de nós o espirito mundano que Vós amaldiçoastes. Vós reinareis em nossos entendimentos pela simplicidade da nossa fé, reinareis em nossos corações pelo amor sem reservas, em que hã"q_-de para convosco arder, e cuja chama hão-de alimentar com a recepção freqüente da divina Eucaristia. Dignai-Vos, Coração Divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as angústias, santificar as nossas alegrias,e aliviar as nossas penas. 60
E se algum dia um ou outro de nós tiver a desgraça de Vos desgostar, lembrai-lhe, Coração Santíssimo, que sois ainda bom e misericordioso para com o pecador arrependido.
E quando soar a hora da separação, quando a morte vier lançar no meio de nós o luto, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos a vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento que há-de vir um dia, em que toda a família, reunida no céu, cante para sempre as vossas glórias e os vossos benefícios.
Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José, fazer-nos presente esta consagração e trazê-la a nossa memória todos os dias da nossa vida.
Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai! (Rescr. de 19 de maio de 1908).
Últimas orações
Depois da Consagração, o sacerdote diz de pé as orações seguintes:
Oremos - Olhai Senhor, Vô-lo suplicamos sobre esta Vossa família pela qual Nosso Senhor Jesus Cristo não duvidou entregar-se nas mãos dos pecadores para sofrer os tormentos da cruz. Guardai, Senhor, em contínua piedade, esta vossa família dedicada ao vosso Nome, de todas as adversidades. Concedei Senhor Deus Onipotente, que nos gloriando no Coração do vosso dileto Filho recebamos os principais benefícios de seu Amor e nos deleitemos em nossas ações e
em seus frutos. Pelo mesmo Jesus Cristo Senhor nosso na unidade do Espírito Santo. R. Amém.
Jaculatórias
Sacratíssimo Coração de Jesus; tende piedade de nós (três vezes).
Coração Imaculado de Maria, rogai por nos.
São José, rogai por nós!
Santa Margarida, rogai por nos!
Sacratíssimo Coração de Jesus, protegei as famílias!
Bênção final
O sacerdote, erguendo-se, abençoa os cir-cunstantes.
A Bênção de Deus todo poderoro: Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre. R. Amém.
O sacerdote ajoelha-se de novo e recita com a família o
Ato de Consagração ao Puríssimo Coração de Maria
Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja e da família cristã, Rainha do Ccú c refúgio dos pecadores, nós nos consagramos ao Vosso Coração Imaculado. E para que esta consagração seja realmente eficaz e duradoura, nós renovamos hoje, diante dc Vós, as promessas do 62
nosso Batismo e da nossa primeira Comunhão.
Nós nos comprometemos a professar corajosamente e sempre as verdades da Fe, a viver como católicos inteiramente submissos a todas as ordens do Papa e dos Bispos, cm Comunhão com Ele. Nós vos prometemos finalmente, colocar o coração ao serviço do vosso culto bendito, a fim dc apressar, pelo Reino de Vosso Imaculado'Cor;ição, o Reino do Coração de vosso Filho, na nossa Pátria querida e no mundo inteiro. Assim seja.

Salve Rainha

NOVENA EFICAZ AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

0 divino Jesus, que dissestes: Pedi e recebe-reis; procurai e achareis; batei e abri-se-vos-á; eis-me prostradoa vossos pés, cheio de viva fé e confiança nessas sagradas promessas, ditadas pelo vosso sacratíssimo Coração e pronunciadas pelos vossos lábios adoráveis. Venho pedir-vos... (aqui se faz o pedido).
A quem pedirei, ó doce Jesus, senão a Vós, cujo coração é inesgotável manancial de todas as graças e merecimentos? Onde o procurarei a não ser no tesouro que contém todas as riquezas de vossa clemência e bondade? Onde baterei a não ser à porta do vosso sagrado Coração, pelo qual o próprio Deus vem a nós e nós vamos a ele?

A vós, pois recorro, ó Coração de Jesus. Em vós encontro consolação quando aflito, proteção quando perseguido, força quando oprimido de tristeza, e luz quando envolto nas trevas da dúvida.
Creio firmemente que podeis conceder-me as graças que vos imploro ainda que fosse por milagre.
Sim, ó meu Jesus, se quiserdes, minha súplica será atendida. Confesso que não sou digno dos vossos favores, mas isso não é razão para eu desanimar. Vós sois o Deus de Misericórdia e nada sabereis recusar a um coração humilde e contrito. Lançai-me um olhar de piedade eu vô-lo peço. Vosso compassivo coração achará, nas minhas misérias e fraquezas um motivo imperioso para atender à minha petição. Mas, ó sacratíssimo Coração de Jesus, seja qual for a vossa decisão no tocante ao meu pedido, nunca vos deixarei de amar, adorar, louvar e servir.
Dignai-vos, ó meu Jesus, receber este meu ato de perfeita submissão aos decretos no vosso adorável Coração, que sinceramente desejo ser satisfeito, tanto por mim como por todas as criaturas, agora e por todo o sempre.
Amém P. N. A. M. Gl. P.
"Doce Coração de meu Jesus fazei que eu vos ame sempre cada vez mais."

(Com aprovação eclesiástica)
Comungar em cada dia da Novena, ou ao menos no último dia.

Fora da caridade não há salvação? Espiritismo: crença falsificada e enganadora, mais um satanismo neopagão.


Prezados espíritas,ecumênicos e simpatizantes:

Antes de criticar a Igreja Católica, vocês deveriam se instruir um pouco sobre história da inquisição (não a versão contada pelos inimigos da Igreja e ensinada nas escolas):

http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/search/label/Inquisi%C3%A7%C3%A3o

Quem sabe um pouco sobre as mentiras protestantes também lhes faria bem?

http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/search/label/Mentiras%20Protestantes

E a inquisição protestante, essa, sim, terrível, alguém já lhes contou nas aulas de história?

http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/search/label/Inquisi%C3%A7%C3%A3o%20Protestante

A Inquisição foi responsável por muito menos mortes do que se pensa (a Inquisição não matava; fazia inquéritos, daí seu nome, e encaminhava o caso para o poder judiciário civil, que tomava as medidas penais cabíveis - inclusive de pena de morte, muito comum antes do nosso direito protetor de bandidos). E muitos dos mortos não passavam de criminosos comuns (assassinos, ladrões e insurgentes contra a paz social sob a máscara de delitos religiosos) denunciados ao poder civil pelos tribunais eclesiásticos. Se esse é o único argumento que apresentam contra a Igreja, ele acabou de cair (se vocês forem honestos o bastante para pesquisarem a respeito).

O outro argumento é que os católicos seriam maus religiosos. Há maus religiosos em todas as religiões, assim como há maus alunos em ótimas escolas e alguns bons alunos em más escolas. Os maus alunos, por descuido próprio, não são capazes de tornar sua escola ruim, assim como os bons alunos (por mérito próprio) de escolas ruins não a tornam uma boa instituição. Maus católicos não tornam o ensinamento da Igreja ruim, portanto. Nem boas pessoas de más religiões as tornam crenças legítimas.

Outro argumento: que não deveríamos falar mal das religiões dos outros. Curiosamente, nos livros espíritas (que conheço bem, em especial do Sr. Allan Kardec) falam mal da Igreja todo o tempo... e ainda tentam distorcer e falsear a mensagem de Cristo. Como não defender uma fé que é falsificada por espíritas e por outros "religiosos"? Cristo revelou seus ensinamentos aos apóstolos, os primeiros membros da Igreja, não aos "codificadores espíritas". É preciso corrigir as falsificações da fé! E se há liberdade de expressão (usada pelos espíritas para atacar a Igreja em seus livros), a mesma pode ser usada para rechaçar os erros dessas religiões falsificadas e para defender a Igreja. Ou só os espíritas podem atacar e nós temos a obrigação de ficar calados? Onde está a liberdade religiosa, que os espíritas usam em seu benefício, mas que os católicos não podem utilizar para defender atitudes que consideram (e são) corretas como a de avisar aos incautos para não chamar os mortos (prática considerada perigosa até mesmo pelos próprios espíritas, que não recomendam o uso da "mediunidade" por pessoas não preparadas ou fora de centros espíritas)?

Sabiam que a invocação de mortos foi condenada pela Igreja porque os mortos não podem se comunicar com os vivos e que os demônios aproveitam essas invocações para influenciar as pessoas (e passam a acompanhá-las daí por diante, guiando-as para o mal como maus anjos que são)? Leiam a passagem do rico e do pobre Lázaro no Evangelho: o rico não pode voltar para avisar aos vivos sobre o que viu no além-túmulo... e isso o disse Jesus, nosso Deus e Senhor! E nem há reencarnação também: o rico iria para o inferno, Lázaro, ao céu, e de lá ninguém sairia. Isso sem contar as condenações a essas práticas no Antigo Testamento: Cf. Êx. 22, 18; Lev. 20, 6. 27; 19, 31; Deut. 18, 10-14; Is. 8, 19-20. Eis por exemplo o que está em Deut. 18, 10-14: "Não se ache entre vós quem consulte adivinhos ou pitões, ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina estas coisas."

Quanto à famosa caridade espírita ("fora da caridade não há salvação", esquecendo-se de que a caridade está dentro da Igreja e nasceu dela, portanto, fora da Igreja não há salvação), na maioria das vezes não passa de marketing social, aquele usado para convencer as pessoas de que a sua religião é que é a boa porque faz caridade, armadilha usada para pegar muitos incautos, além de outras como assistência a drogados e outros viciados, com o intuito de ganhar adeptos e simpatizantes e não com a intenção de cumprir uma obra de misericórdia em nome de Deus, vendo, no rosto do que sofre, a Sagrada Face de Jesus. "Ainda que (...), se não tivesse amor, nada seria" não o diz São Paulo numa de suas epístolas?

Ninguém está preocupado em "perder fiés". Apenas estamos instruindo os que são realmente fiéis antes que a ignorância e o descuido os leve a pensar e agir como os seguidores e defensores de crenças falsificadas, revivendo o paganismo e sua barbárie.

Profissão de Fé contra o Espiritismo e Juramento Antiespírita (do tempo em que a CNBB ainda defendia a fé católica e ouvia o Papa):
http://www.saopiov.org/2009/05/profissao-de-fe-contra-o-espiritismo-e.html#comment-form

Entre as numerosas medidas a serem adotadas pela "Campanha Nacional contra a Heresia Espírita", promulgada na primeira reunião ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (12 a 19 de Agosto de 1953), está previsto "exigir de todos os membros de Associações Religiosas um juramento antiespírita". A razão de tão severa medida reside no incontestável fato de que o Espiritismo se tem utilizado de todos os meios para penetrar nos ambientes católicos e que muitos, iludidos por falsa e traiçoeira propaganda, aderiram ao Espiritismo ou ao menos freqüentam suas sessões, pensando que podem ao mesmo tempo continuar católicos e até ingressar em Associações Religiosas. A fim de cortar a ilusão de um possível conúbio católico-espírita, resolveu-se uma intensa propaganda de esclarecimento e exigir de todos os membros das Associações um juramento antiespírita. O Pároco ou seu delegado em hora previamente marcada, reunirá na Igreja paroquial todos os membros de uma Associação, explicando-lhes o sentido e os graves motivos de tão solene compromisso. Em seguida, recitarão todos juntos a Profissão de Fé contra o Espiritismo, finda o qual o Padre, revestido de sobrepeliz e estola roxa, sentado e com o Evangelho diante de si, receberá o juramento individual de cada associado, compromisso que deverá ser futuramente assumido por todo novo membro de qualquer Associação Religiosa.



Creio em um só Deus verdadeiro, / distinto do mundo / e subsistente em Três Pessoas: / Pai, Filho e Espírito Santo, / Criador do universo e quanto nele existe; / e que com sua paternal Providência / conserva e governo / todos os seres materiais e espirituais. / Creio que Deus se manifestou aos homens / no Antigo e Novo Testamento / e reafirmo publicamente a minha fé / em tudo que Deus nos revelou. / Creio que Jesus Cristo, / Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, / Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo, / se fez verdadeiro Homem, / com corpo e alma, / no seio puríssimo da Virgem Maria; / e que padeceu e morreu para nos salvar. / Creio que Jesus Cristo fundou a Igreja Católica / e instituiu sete Sacramentos, / sinais eficazes da graça divina, / que nos conferem os frutos da Redenção. / Creio que vivemos uma só vez sobre a terra / e que imediatamente depois da morte / a alma será julgada por Deus, / recebendo os bons, / logo ou depois do Purgatório, / o prêmio no Céu / e os maus o castigo sem fim no Inferno; / e que no juízo final / todos hão de ressuscitar / com seus próprios corpos. / Condeno, por isso, / e rejeito o Espiritismo, / suas doutrinas heréticas / e suas práticas supersticiosas, / particularmente a reencarnação / e a evocação dos mortos, / muitas vezes condenada por Deus e pela Igreja.


Juramento Antiespírita
(individual)


Eu, N. N., em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, com a mão sobre o sagrado Evangelho, juro que não sou espírita e prometo que jamais hei de assistir a uma sessão, nem farei uso de receitas espíritas. Juro também que não lerei nem guardarei comigo ou com outrem livros, revistas, folhetos e jornais que defendam ou propaguem as heresias ou as superstições do Espiritismo, em qualquer de suas formas. Comprometo-me fazer valer a minha autoridade para conservar afastados do Espiritismo os que de mim dependem. Assim prometo, assim que ajudem Deus e estes santos Evangelhos.


Comentário


Creio: Entendo esta palavra como um ato da virtude teologal da Fé, que é, segundo a definição do Concílio Vaticano, "uma virtude sobrenatural pela qual, inspirados e ajudados pela graça, cremos ser verdade o que Deus revelou, não devido à verdade intrínseca das coisas, conhecidas pela luz natural da razão, mas em virtude da autoridade do próprio Deus, autor da Revelação, que não pode enganar-se nem enganar".


em um só Deus verdadeiro, distinto do mundo: visa ao panteísmo da absoluta maioria dos nossos espíritas, para os quais Deus se identifica com o mundo.


e subsistente em Três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo: é a profissão de fé no augusto mistério da Santíssima Trindade, o conceito especificamente cristão de Deus e uma das verdades fundamentais do Cristianismo, negada e ridicularizada pelos espíritas.


Criador do universo e de quanto nele existe: contra o extremo evolucionismo panteísta da doutrina espírita segundo a qual o universo seria uma "irradiação do Foco Divino".


e que com sua paternal Providência conserva e governa todos os seres: contra o pretenso governo do mundo pelos espíritos, para isso incumbidos por Deus.


...materiais e espirituais: nítida distinção entre entre os dois reinos: o material e o espiritual, contra a doutrina espírita de que, no fundo, tudo é "matéria quintessenciada", ou que tudo provém da "matéria cósmica primitiva"; afirmação também de que creio em seres puramente espirituais, anjos e demônios, também negados pela doutrina espírita.


Creio que Deus se manifestou aos homens no Antigo e Novo Testamento: profissão de fé na inspiração divina dos livros sagrados da Bíblia, que para os espíritas não passam de livros puramente humanos, repletos de mitos, fábulas e contradições.


e reafirmo publicamente a minha fé: deve ser pública esta minha profissão de fé, porque pública está sendo também entre nós a negação da palavra de Deus.


...em tudo que Deus nos revelou: seja na Sagrada Escritura, seja na Tradição Apostólica que a Igreja conservou, transmitiu e sempre defendeu.


Creio que Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo...: afirmo e proclamo a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, outra verdade básica da fé cristã, contestada pela heresia espírita, segundo a qual Jesus seria apenas um poderoso "médium", espírito enviado por Deus para ser o "governador do planeta Terra".


...se fez verdadeiro Homem, com corpo e alma: grande parte dos nossos espíritas sustentam que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico e não real: afirmo e renovo minha fé na verdadeira e real humanidade de Cristo.


no seio puríssimo da Virgem Maria: Ela é por isso verdadeira Mãe de Deus, imaculada e isenta de qualquer mancha de pecado, sempre virgem e em comrpo e alma assunta ao céu: verdades todas, que os espíritas negam e ridicularizam.


e que padeceu e morreu para nos salvar: com isso proclamo a minha fé na nossa redenção por Cristo, que "é a propiciação pelos nossos pecados, não pelos nossos somente, mas também pelos de todo o mundo" (1 Jo 2, 2), contra o que os espíritas levantam as mais irreverentes acusações: "Não - clama Leão Denis [n. Allan Kardec] - a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da Humanidade: o sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém"!


Creio que Jesus fundou a Igreja Católica: para continuar a sua missão até o fim do mundo; e que para os espíritas é "o maior foco de todas as mentiras, de todas as vergonhas, de todas as misérias que se conhecem".


e instituiu os sete Sacramentos: negados também, todos eles, pelo Espiritismo.


sinais eficazes da graça divina: creio na vida sobrenatural, que os espíritas negam, como não aceitam "nem favores, nem privilégios de Deus", nem mesmo o perdão dos pecados.


Creio que vivemos uma só vez sobre a terra: e não tornamos a reencarnar em sempre novas vidas corpóreas, como doutrina o reencarnacionismo espírita.


e que imediatamente depois da morte a alma será julgada por Deus: a doutrina espírita sobre o "progresso contínuo depois da morte" é uma perigosa ilusão, criada para facilitar a vida pecaminosa: "Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto virá o julgamento" (Hb 9, 27).


recebendo os bons, os que souberam aproveitar esta única vida terrestre, os que obedeceram aos mandamentos de Deus e de Cristo ou os que ao menos sinceramente se arrependeram.


logo ou depois do Purgatório: também o dogma do Purgatório é negado pelos espíritas,


o prêmio no Céu: neste lugar de plena e perfeita felicidade, do qual diz o Espírito Santo que nele não entrará "coisa alguma impura, nem idólatra, nem herege" (Apoc. 21, 27), e que os espíritas desprezam como uma "eterna e fastidiosa inutilidade".


e os maus, os pecadores impenitentes, os negadores contumazes e obstinados da Doutrina Cristã.


o castigo sem fim: não apenas castigo muito prolongado, não apenas uma longa série de reencarnações,


...do Inferno: do qual Cristo, Mestre da Verdade, falou inúmeras vezes, dizendo expressamente que é "eterno", como é "eterna" a felicidade dos bons: "E irão estes (os maus) para o suplício eterno e os justos para a vida eterna" (Mt. 25 46) e que os obstinados espíritas persistem em negar.


e que no juízo final, também negado pela doutrina espírita, mas muito minuciosamente descrito por Cristo,


...todos hão de ressuscitar com seus próprios corpos: é o consolador dogma da ressurreição final de todos os homens, bons e maus, também contestado pelos profissionais negadores da Doutrina Cristã.


Condeno por isso, e rejeito o Espiritismo: tanta negação, tão irreverentes modos de tratar os mais claros ensinamentos de Cristo, tanta má fé e tão aberta revolta contra Deus e a Igreja merecem o meu repúdio e a minha condenação.


suas doutrinas heréticas: pois, como declararam os Bispos do Brasil, "o Espiritismo não nega apenas uma ou outra verdade de nossa Santa Religião, mas todas elas, destruindo o Cristianismo pela base".


e suas práticas supersticiosas: "O Espiritismo é o conjunto de todas as superstições da incredulidade moderna" (Episcopado Brasileiro).


particularmente a reencarnação: porque a teoria espírita da reencarnação é a fonte principal de todas as negações da doutrina codificada por Allan Kardec.


e a evocação dos mortos, agora generalizada pelo Espiritismo e que é a magia e necromancia da antigüidade,


...muitas vezes condenada por Deus: Cf. Êx. 22, 18; Lev. 20, 6. 27; 19, 31; Deut. 18, 10-14; Is. 8, 19-20. Eis por exemplo o que está em Deut. 18, 10-14: "Não se ache entre vós quem consulte adivinhos ou pitões, ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina estas coisas."


...e pela Igreja: diversas vezes a Santa Sé e os Bispos do Brasil proibiram a supersticiosa prática da evocação dos mortos, como "ilícita, herética, escandalosa e contrária à honestidade dos costumes".


O solene compromisso antiespírita, a ser prestado individualmente, compreende cinco pontos, e que devem ser bem ponderados:


1) Declaração formal, invocando o nome da Santíssima Trindade como testemunha, de que atualmente (não há referências ao passado) não sou espírita, isto é, não dei o meu nome a nenhuma entidade espírita, nem costumo freqüentar habitualmente nenhum centro de Espiritismo, qualquer que seja a sua modalidade.


2) Promessa solene de que jamais hei de assistir a uma sessão espírita, qualquer que seja o pretexto, nem por mera curiosidade.


3) Obrigação assumida de que nunca farei uso de receitas dadas nas sessões ou centros espíritas.


4) Juramento promissório de que jamais hei de ler nem guardar comigo ou com outrem livros, revistas, folhetos ou jornais que defendam ou propaguem as heresias ou as superstições do Espiritismo em qualquer de suas formas, inclusive todos os perniciosos livros da Editora "O Pensamento" ou do "Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento".


5) Compromisso perante Deus de fazer o possível para conservar afastados do Espiritismo os que de mim dependem.


Frei Boaventura, O. F. M., "Material para Instruções sobre a Heresia Espírita", segundo ciclo, 2ª edição, Editora Vozes Ltda., Petrópolis, 1954.

Espiritismo: mais um satanismo pagão (desculpem o pleonasmo).

E para terminar: reencarnação não existe!

Não esperem retornar a este mundo.

Lembram-se da passagem do Evangelho sobre o rico avarento e o pobre Lázaro? Quando o rico estava no inferno, queria voltar para avisar seus amigos mas era impossível voltar ou fazer contato com eles. Não há volta, entendem? E quem o disse? Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus! A reencarnação é uma enganação para fazer os outros pecarem e "pendurarem a conta" para a encarnação seguinte. Mas quem deixar contas pesadas vai ficar no inferno. Por isso, não adianta negar a remissão dos pecados pelo sacramento da confissão!

Isso nos leva a outra conclusão: e se os mortos não se comunicam conosco, quem "baixa" nas sessões mediúnicas? Os demônios, que estão tão soltos pelos ares quanto os anjos (que preferem inspirar as pessoas interiormente). Por isso, Deus não quer que invoquemos espíritos porque atrairemos demônios para nossas vidas!

Perceberam a "furada" da doutrina espírita? Inventada por um maçom satanista (ops, pleonasmo!) ainda por cima! De erro em erro, os espíritas se afastam de Deus e caminham para o inferno!

Saiam dessa!

Igreja é Católica, o resto é retórica!
Ocorreu um erro neste gadget

Pesquisar: