sábado, 27 de novembro de 2010

Quem deixou e por que deixaram os bandidos fugirem? Parte II.



A doutrina da Igreja nunca afastou o recurso à pena de morte como medida drástica contra esses monstros: CIC, "2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor."

Bandido com arma de guerra = terrorista, guerrilheiro (precisa ser tratado como ameaça à segurança nacional, isto é, ser fuzilado, explodido por mísseis, incendiado por napalm e esmagado por tanques).

Quem disse que o bandido fuzilado, queimado e esmagado não o foi senão por legítima defesa própria e de terceiros e no mais estrito cumprimento do dever legal de defender vidas inocentes e repelir agressões? Não falei em guerras de extermínio, antes que incautos me chamem de impiedoso (veja comentários à postagem anterior).

Evidentemente que todo esforço deve ser feito no sentido de não matar, mas, se não houver outra saída, paciência…

A Igreja ensina que: “Se os meios não sangrentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana” (João Paulo II, enc. EV, 56 (1995); Cat. §2267).

O Catecismo da Igreja ensina no §2263 que: “A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que caracteriza o homicídio voluntário: “A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor… (S. Tomás de Aquino, S. Th. II-II, 64,7). Só se quer o primeiro; o outro não” (idem). Neste caso não se deseja matar o agressor, mas defender a própria vida e a de inocentes. Não há a intenção maldosa de matar.

A Igreja também ensina que: “O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legitimo fazer respeitar o próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor” (§2264). O que não se pode é usar de violência mais do que necessário. “E não é necessário para a salvação omitir este ato de comedida proteção, para evitar matar o outro; porque, antes da de outrem, se está obrigado a cuidar da própria vida” (idem).

O Catecismo chega a dizer que: “A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela vida de outros, pelo bem comum da família ou da sociedade. Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor se prive das possibilidades de prejudicar a outrem… Por razões análogas os detentores de autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da comunidade civil pela qual são responsáveis” (§2265). Isto deixa claro pela Igreja que os profissionais que trabalham com a segurança das pessoas devem defende-las mesmo usando da violência se for preciso para salvaguardar a vida dos inocentes.

Portanto, há que se fazer de tudo para não matar, mesmo ao agressor injusto, mas, se não houver outra saída para se defender a própria vida e a de pessoas inocentes, a vida a ser sacrificada deve ser a do agressor. Isto é o que a moral católica ensina como “mal menor”. Ele só pode ser alegado quando não se tem outra alternativa para se fazer o bem.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br e http://cristoreinosso.blogspot.com/2010/11/e-legitimo-matar-alguem-em-legitima.html

Deus não quer derramamento de sangue inocente - esse, sim, o cerne do ensinamento do "não matarás". O derramamento de sangue ímpio, infelizmente, muitas vezes se faz necessário como um mal menor: a aprovação da pena de morte em casos extremos, como no supra mencionado artigo do Catecismo (vivendo em uma situação de guerra urbana terrorista - ainda temos alguma dúvida ou vamos continuar a tapar o sol com a peneira?), e de cruzadas (guerras com mortes inevitáveis - veja o livro dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que as recomenda!)pela Igreja são algo a impressionar os pobres católicos modernistas e liberais, tão afeitos a transigir com o mal num pacifismo covarde e tolo, algo nunca defendido por Cristo. Dê a própria cara a tapa se quiser ou se for necessário, mas não exponha caras inocentes a bofetadas!

Reafirmo que a morte, via condenação pela falha justiça humana ou pela legítima defesa ao tentar capturar o bandido, para aprisioná-lo e levá-lo a julgamento, ou dissuadi-lo pela força necessária das armas, é um recurso mais do que justo segundo a Doutrina Católica, mencionada no texto.

O Filho do Homem oferece a salvação até aos bandidos. Mas o sangue inocente derramado clama aos céus por justiça e por penitência. Deus é misericórdia mas não abre mão de ser julgador: "Creio em Deus (...)há de vir a julgar os vivos e os mortos." Negar essa verdade do credo, afirmando a misericórdia de Deus e negando sua faceta julgadora, é acreditar em HERESIAS! Professar tal erro é ser um HEREGE!

Além do mais, naquele momento não era ainda a hora da justiça (quando Pedro e Tiago pediram para descer fogo do céu), mas da graça e da misericórdia. Jesus já vaticinava que certas cidades seriam mergulhadas no inferno por não crerem nele e nem em seus milagres para se converterem. Décadas depois de Sua Paixão e morte na cruz, o tempo da justiça contra a impenitência, profetizado por Cristo, cumpriu-se: Jerusalém foi destruída (e, com ela, outros locais, como a fortaleza de Massada) e os judeus se espalharam em fuga de sua terra, arrasada pelos romanos. Deus sempre castigou a infidelidade de Seu povo no Antigo Testamento. Também recebemos a nossa paga por nossa impenitência pessoal ou coletiva e nossa falta de fé e de caridade. Creio que o tempo da graça e da misericórdia está esgotando-se para os bandidos (apesar de poderem se render a qualquer hora); agora, é o tempo da justiça para receberem segundo suas obras aqui mesmo na terra antes que sejam implacavelmente julgados e condenados sem direito a recurso na eternidade.

Não confundamos a justiça maçônica liberal (que aprendemos nas faculdades de direito e que sente horrores em aplicar uma punição rigorosa, promovendo a licenciosidade criminosa, necessária para a revolução totalitária comunista e anticristã), com a misericórdia de Deus, que é contrabalançada por sua justiça.

Graças ao excesso de liberalidades, chegamos ao nível intolerável e oprimente de bandidagem que sufoca a todos nas vidas pública e privada nacional, e que dá um péssimo exemplo a ser seguido pelos jovens e gerações vindouras.

Dar-lhe um basta é dever de todos que se comprometem com valores verdadeiros de decência, respeito, paz e caridade.

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