quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Liturgia das Horas (Ofício Divino): Ofício das Leituras.





Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa
(Hom. 34,8-9:PL76,1250-1251)-séc. VI.

A palavra anjo indica o ofício, não a natureza

É preciso saber que a palavra anjo indica o ofício, não a natureza. Pois estes santos
espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre podem ser chamados
anjos, porque somente são anjos quando por eles é feito algum anúncio. Aqueles que
anunciam fatos menores são ditos anjos; os que levam as maiores notícias, arcanjos.

Foi por isto que à Virgem Maria não foi enviado um anjo qualquer, mas o arcanjo
Gabriel; para esta missão, era justo que viesse o máximo anjo para anunciar a máxima
notícia.

Por este motivo também a eles são dados nomes especiais para designar, pelo vocábulo,
seu poder na ação. Naquela santa cidade, onde há plenitude da ciência pela visão do
Deus onipotente, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros.

Mas quando vêm até nós para cumprir uma missão, trazem também entre nós um nome
derivado desta missão. Assim Miguel significa: “Quem como Deus?”; Gabriel, “Força
de Deus”; e Rafael, “Deus cura”.

Todas as vezes que se trata de grandes feitos, diz-se que Miguel é enviado, porque pelo próprio nome e ação dá-se a entender que ninguém pode por si mesmo fazer o que Deus quer destacar. Por isto, o antigo inimigo, que por soberba cobiçou ser igual a Deus, dizendo: Subirei ao céu, acima dos astros do céu erguerei meu trono, serei semelhante ao Altíssimo ( cf. Is 14,13-14), no fim do mundo, quando será abandonado às próprias forças para ser destruído no extremo suplício, pelejará com o arcanjo Miguel, como diz João: Houve uma luta com Miguel arcanjo (Ap 12,7).

A Maria é enviado Gabriel, que significa “Força de Deus”. Vinha anunciar aquele que
se dignou aparecer humilde para combater as potestades do ar.Portanto devia ser anunciado pela força de Deus o Senhor dos exércitos que vinha poderoso no combate.

Rafael, como dissemos, significa “Deus cura”, porque ao tocar nos olhos de Tobias
como que num ato de cura, lavou as trevas de sua cegueira. Quem foi enviado a curar,
com justiça se chamou “Deus cura”.

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