terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Festa da Purificação: Nossa Senhora da Candelária ou das Candeias (02 de fevereiro).


Nossa Senhora da Purificação das Candeias


Nsa. da Purificação das Candeias

Maria executou sua parte no Plano da Salvação, seguindo todos os ensinamentos para que tudo se cumprisse conforme a vontade do Criador, de acordo com as Sagradas Escrituras.
As mulheres dessa época eram consideradas impuras após o parto.

Eram afastadas durante alguns dias do convívio social e das atividades religiosas no Templo. Passado o resguardo a mãe e a criança deveriam ir ao Templo. Ela para ser 'purificada' conforme a Lei, a criança para ser apresentada ao Senhor.

No tempo determinado, a Sagrada Família foi ao Templo para a apresentação do Menino Jesus, à Deus-Pai. Maria na sua infinita humildade submeteu-se à cerimônia da purificação. Por este motivo, para demonstrar o grande respeito e carinho à Santíssima Virgem, os primeiros cristãos passaram a comemorar o dia da Purificação de Maria, em 02 de fevereiro.

O Papa Gelásio, que governou a Igreja entre 492 e 496, acabou instituindo para toda a cristandade esta procissão noturna dedicada à Mãe Santíssima. O trajeto, que representa o primeiro caminho percorrido pela Sagrada Família, deve ser todo iluminado por candeias, ou candelárias, e os fiéis carregam nas mãos velas acesas, entoando hinos em louvor à Maria. Dessa antiga tradição, veio o título de Nossa Senhora das Candeias, ou da Candelária.

A festa de Nossa Senhora da Purificação é uma das mais antigas do catolicismo. Mas esse dia de luz tem um enfoque todo especial para o corpo da Igreja. É que em geral, religiosos e religiosas o escolhem para pronunciar seus votos solenes de castidade, pobreza e obediência, para consagrar e colocar suas vidas à serviço do Senhor.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Breve Tratado do Matrimônio (Padre Jean Viollet)


Breve Tratado do Matrimônio


Padre Jean Viollet

O Padre Viollet, bem conhecido pelos seus livros sobre a família e a educação, expõe em algumas páginas os princípios e regras do matrimônio cristão.

Numa época em que a instituição familiar está sendo muito ultrajada, em que se perdem as referências, esta obra ajudará os jovens que se preparam para o matrimônio, e também os esposos, em conhecerem melhor a grandeza deste estado de vida.

O autor não se contenta com relembrar os princípios, mas dá também valiosos conselhos para formar uma família capaz de atravessar todas as dificuldades da vida, uma família fundada sobre um amor verdadeiro, e não sobre o egoísmo.


I – MATRIMÔNIO

1- A chamamento para o matrimônio

Entre as vocações às quais os homens estão chamados pela Providência, o matrimônio é umas das mais elevadas. Pelo matrimônio o homem e a mulher, colaboradores de Deus na procriação dos filhos, são chamados a se santificar mutuamente e recebem, ao mesmo tempo, a missão de formar, pela educação, o coração, a inteligência e a vontade dos filhos que lhe são confiados, até chegar o dia em que os mesmos são finalmente capazes de se conduzir por si próprios.

2- Baseia-se no amor

Porque Deus é amor e porque Ele criou o mundo por amor, quis que seus filhos nascessem do mesmo modo, isto é, pelo amor que une um homem e uma mulher para a vida inteira. Por esta razão, o casamento deve ser considerado com um respeito religioso. Aliás, é consagrado por um sacramento, o sacramento do Matrimônio.

3- Pede longa preparação

Por conseguinte, o homem e a mulher têm de preparar-se antecipadamente e por longo tempo, durante os seus anos de adolescência, para a sublime vocação que fará deles os colaboradores da obra divina. Para preparar-se para isto, o jovem deverá conservar o seu corpo na castidade, aprender a respeitar a mulher, adquirir as qualidades sobre as quais poderá, com toda confiança, repousar o coração da esposa. A jovem deverá ser reservada, cuidar da guarda do seu coração, não procurar as emoções sentimentais sem futuro, mas acostumar-se a missões de devotamento e generosidade, começando no seio da própria família.

4- O que deve ser o amor

O amor não é uma satisfação dos sentidos; também não é um sonho novelesco. É um sentimento forte e profundo, o dom generoso e durável de um só homem para uma só mulher.

Exige que cada um dê ao outro o melhor de si mesmo, aplique-se a lutar contra os defeitos que constituem um obstáculo para a harmonia conjugal, conquiste as qualidades e virtudes que enriquecem o amor e lhe dão todo seu valor moral e espiritual. O verdadeiro amor não se confunde, como amiúde acreditam os jovens, com uma beatitude sem mistura.

É feito de alegrias e penas, de desenvolvimentos e sacrifícios. Os que pretendem não ter do amor senão suas alegrias, o matam antecipadamente; ao passo que aqueles que aceitam seu fardo e seus cuidados, o garantem contra os egoísmos da paixão e as dificuldades da vida.

5- Origem do amor

O amor conjugal não é uma invenção humana. É querido por Deus. É desvio de seu fim natural não procurar nele mais do que a satisfação dos desejos da paixão, sem fazer por onde gerar filhos e se consagrarem os esposos à sua educação, dando-lhes o melhor de si mesmos.


II - A PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO

1- O valor do amor depende do valor das almas

Se há tantos matrimônios que não perseveram, é porque não foram preparados e porque os que se uniram não tinham compreendido as suas exigências morais e espirituais. É preconceito corrente que o amor aparece e desaparece sem se saber como e sem que seja erro de ninguém. A verdade é inteiramente outra. Se o aparecimento do amor é sempre resultado de um encontro fortuito ou preparado, a sua duração e profundidade dependem do valor das almas e da maneira de como elas se preparam para amar.

2- Os erros dos jovens

Para um jovem, não é preparação para amar multiplicar os prazeres sensuais nos dias da sua adolescência. Tais falsos prazeres, que se pretendem justificar pelo odioso provérbio: “é preciso gozar a juventude”, desenvolvem hábitos de prazer egoísta e sem responsabilidade, que terão por resultado diminuir o respeito devido à esposa e a si próprio. Dando livre curso aos instintos inferiores, os adolescentes diminuem as delicadezas de coração e o controle da vontade. Preparar-se para amar é aprender a respeitar-se a si mesmos e fazer-se respeitar pelo outro sexo; é forjar sua vontade com vista às obrigações futuras; é amar antecipadamente aquela que é ainda desconhecida, por fidelidade antecipada; é conquistar as qualidades de coragem, de lealdade, de domínio de si e de abnegação sobre as quais se apoiará, um dia, o coração da esposa.

3- Os erros das jovens

Para a jovem, preparar-se para amar é habituar seu coração para todas as delicadezas da fidelidade. Provocar e perturbar o sexo forte com jogos de sedução não é aprender a amar; nem multiplicar, pelo namorico, as falsas emoções da sensibilidade; nem sonhar com paixões amorosas irrealizáveis. O coração não vive senão pelo dom de si. Ora, para aprender a devotar-se, a jovem deverá exercitar-se no devotamento sob todas as suas formas. A moça que não souber esquecer-se de si mesma no decorrer de sua adolescência, não o saberá fazer na sua vida familiar.

4- O amor é enriquecimento mútuo

O amor não vive se não for alimentado pelo enriquecimento mútuo do marido pela esposa e da esposa pelo marido. Muitos casamentos falham porque os noivos não possuem as qualidades que teriam enriquecido e feito desabrochar a alma do seu cônjuge.

5- Como se preparar

Por isso, os jovens e as jovens devem aplicar-se em desenvolver ao máximo, durante seus anos de adolescência, as qualidades próprias de cada sexo. O homem deve se forjar uma personalidade forte e corajosa, um julgamento reto, uma consciência leal; conquistar as qualidades que darão à esposa o sentimento de poder se abandonar com confiança à retidão e generosidade de seu marido. A esposa deve desenvolver em si todas as sensibilidades do coração; conquistar as qualidades de dona de casa e se mostrar apta a todos os atos que tornam amável e atraente o lar. Um e outra deveriam preparar-se para bem educar seus filhos, devotando-se durante a sua adolescência, às obras de formação da juventude.


III - A ESCOLHA

1- Da escolha depende o futuro

A escolha do esposo e da esposa é de importância primordial, porque não se pode esquecer que compromete definitivamente o futuro. Dessa escolha depende a felicidade ou infelicidade do futuro lar, a vida moral e espiritual da família.

2- Não confundir qualidades físicas e qualidades morais

A escolha pode ser deformada de várias maneiras. Primeiro, porque preocupam-se mais com as qualidades físicas do que com as qualidades morais. O gosto que se tem em presença de uma “bela pessoa” tira ao espírito a liberdade de exame e julgamento; impede ver a pessoa tal como é, com suas qualidades e defeitos; leva-nos a esquecer que as satisfações dos sentidos são variáveis e inconstantes e que a felicidade reside mais na união dos corações e das vontades, cuidadosas de um mesmo ideal moral.

3- A situação financeira não substituirá nunca o amor

As considerações de dinheiro, as vaidades sociais não são menos perigosas quando se trata de se unir para sempre. Ao ter em vista problemas de dinheiro e de situação financeira, quando se trata de fundar um lar, os esposos estão se preparando para as piores desilusões, se decidirem pelo matrimônio para satisfação de simples vaidades sociais ou amor ao dinheiro, sem preocupar-se de pôr em primeiro plano as considerações morais, fundamento do amor conjugal.

4- Pôr em primeiro plano o valor moral da pessoa

Se a atração física deve ter sua parte na escolha do cônjuge, o valor moral da pessoa deve ser colocado sempre em primeiro plano. Por isso, esclarecimentos sérios e seguros devem preceder a decisão final.

5- Necessidade de um estudo aprofundado

É necessário que os pais ou, na sua falta, pessoas de toda confiança, ajudem seus filhos a se esclarecer, sobre os antecedentes dos candidatos e de sua família, do ponto de vista moral e religioso. Não devem negligenciar a questão da saúde. Ninguém tem direito, numa questão de que dependem futuras exigências, de agir sem rodear-se de todas as garantias possíveis e sem assegurar-se das aptidões morais e físicas da pessoa para a criação de uma família sadia. Não é raro que pessoas sem escrúpulos, querendo casar, disfarcem mais ou menos seus verdadeiros sentimentos.

6- A família – O meio social

Ainda que não se case com a família e o meio social da pessoa escolhida, seria agir com grande imprudência decidir-se a casar sem estar previamente assegurado de que os hábitos de seu meio e sua educação não serão de natureza a provocar conflitos e incompreensões.

7- Harmonias secundárias

Mas, se para o bom entendimento se exige, antes de mais nada, a compreensão mútua, há contudo harmonias secundárias que seria perigoso desprezar. As diferenças de meio social, de educação recebida e a desproporção de fortunas são outros tantos elementos que podem provocar dificuldades e desentendimentos que perturbarão o desembaraço das relações quotidianas. Seria erro psicológico crer que o amor se basta a si mesmo, e que as dificuldades da vida não podem exercer sobre ele nenhuma influência para o bem ou para o mal.

8- A harmonia exige um ideal comum

Uma das condições essenciais para a boa harmonia conjugal é a comunhão de ideal moral e de convicções religiosas. Antes de comprometer-se pelos laços do matrimônio, os interessados deveriam sempre assegurar-se de que existe concordância na sua maneira de encarar os grandes problemas da vida. Nunca poderão estar de acordo os que encaram a vida comum como divertimento com os que a consideram como vocação; os que não partilham os mesmos princípios de moral conjugal; os que têm convicções religiosas com os que não as têm. Se os esposos não querem ver surgir-lhes desacordos trágicos e sofrimentos sem saída, precisam, antes mesmo do matrimônio, se colocar de acordo nas grandes diretivas de seu ideal conjugal e familiar. Uma mesma direção moral é o fundamento mais seguro para o bom entendimento conjugal. Amar é orientar-se juntamente no presente em direção a um ideal cuja realização se procura em comum.

9- Este ideal é especialmente necessário quando se tratar de educar os filhos

O problema de concordância das convicções morais e de crenças religiosas ganha toda sua importância quando se trata da educação dos filhos, e da influência a exercer sobre suas consciências. Quantas divisões dramáticas quando, cada um dos esposos, pretende passar para as almas dos filhos convicções contrárias às de seu cônjuge.

10- Os caracteres

Apesar dos preconceitos correntes, cremos que o matrimônio entre pessoas de caráter diferente, até mesmo opostos, nem sempre é de se desaconselhar. Não é raro que caracteres diferentes sejam complementares e se harmonizem na mesma medida em que necessitam um do outro.

11- Matrimônio de coração ou matrimônio de razão

É preciso opor os matrimônios de “coração” aos matrimônios de “razão”? Certamente que não, porque seria deixar entender que, de um lado, o coração tem o direito de ser insensato e que, por outro lado, a razão pode decidir-se independentemente dos sentimentos. Os matrimônios que apresentam as maiores probabilidades de sucesso são aquele em que coração e razão se compreenderam e se entenderam harmoniosamente. O matrimônio não é uma loteria, mas um ato livre, no qual, após ter rezado a Deus e examinado todas as circunstâncias, a vontade se decide com pleno conhecimento de causa.


IV - LEIS DO AMOR CONJUGAL

1- Há uma moral de vida conjugal

É preconceito corrente que, após receber o sacramento do matrimônio, os esposos tenham o direito de se comportar como bem lhes parece, e que não estejam submetidos a nenhuma obrigação moral especial.

2- Responsabilidades da união conjugal

De todos os atos humanos, o amor é um dos que implicam mais responsabilidades pessoais e sociais. Se todos os atos humanos dependem da lei moral, como poderia este ser exceção? Não é da maneira como nos comportamos em face do amor que depende a felicidade ou infelicidade do outro? E não é no seio da união conjugal que as potências geradoras assumem sua significação moral para o bem ou para o mal?

3- Leis do matrimônio – A fidelidade

Quais são, então, as leis do amor conjugal? A primeira é a fidelidade. Os que pretendem que existe o direito de se conciliar o amor e a infidelidade, dariam, por isso mesmo, prova de que não amam sinceramente. É para assegurar a sinceridade do dom que um faz ao outro fazem, marido e esposa, que o matrimônio está declarado indissolúvel. Esta indissolubilidade ajudará os cônjuges a triunfar das vicissitudes, dos sofrimentos e das tentações da vida. Fidelidade e indissolubilidade estão intimamente ligadas. A fidelidade é não só possível, mas relativamente fácil para cônjuges que, durante sua adolescência viveram castamente, para os que têm convicções religiosas e se aplicam, no decorrer de seu amor, em afastar ocasiões de fraqueza, em dominar os egoísmos da natureza, em destruir em si os defeitos susceptíveis de comprometer a boa harmonia conjugal.

4- A infidelidade não rompe a união conjugal

Isso não quer dizer que as paixões humanas não possam provocar, por vezes, a infidelidade de um ou outro dos esposos. A infidelidade, apesar do que dela pensam os partidários do divórcio, não dá nenhum direito ao esposo lesado romper suas promessas. A falta de um dos cônjuges não autoriza o outro a cometer uma falta semelhante, quebrando o laço que tinha consentido livremente ao se casar.

5- Condenação do divórcio

O divórcio está, assim, em oposição formal às leis da união conjugal. O fato de ser aceito pela lei civil em nada muda seu caráter de imoralidade. O legislador não pode mudar, à sua vontade, leis morais que devem, normalmente, presidir às promessas mútuas dos esposos no matrimônio.

6- Lei da unidade

À lei de fidelidade e de indissolubilidade vem se juntar a de unidade do laço conjugal, a saber, que o matrimônio não é concebível senão entre um único homem e uma única mulher. O casamento repetido entre divorciados não passa de poligamia disfarçada.

7- União conjugal e procriação dos filhos

Abordamos aqui o difícil problema da castidade conjugal, quer dizer, das regras morais que devem presidir à união dos esposos. Basta que consideremos o plano de Deus fora de qualquer idéia preconcebida, para concluir que a união dos sexos tem como fim principal e primeiro a continuação da espécie. Ainda que haja entre marido e esposa elementos de união espiritual aos quais teremos de voltar, não se pode perder de vista que a primeira conseqüência do dom que mutuamente se fazem um ao outro, não somente de seu coração mas também de seu corpo, deve incluir a aceitação leal das conseqüências que resultam naturalmente disto, a saber, a concepção eventual de filhos.

8- Os filhos devem nascer no seio da família

No pensamento de Deus, nunca os filhos devem nascer de uma aventura passageira. Os infelizes que nascem nestas condições são as vítimas do egoísmo humano. Deve presidir ao nascimento e educação dos filhos uma união sincera e duradoura. Por isso, a instituição do matrimônio se confunde com a da família. Mas, no seio da vida conjugal, levantam-se certos problemas que os esposos devem encarar com sinceridade, se querem que Deus abençoe seu lar e se estão decididos a evitar faltas que os afastariam da vida e da perfeição cristã.

9- A temperança

Não devem esquecer que os ameaça um perigo, o de praticar prazeres sexuais à custa do devotamento generoso e desinteressado. Por isso, desde o princípio do matrimônio, deverão se aplicar à prática da virtude de temperança. Grande número de esposos cessam de se amar depois de alguns anos de casamento, por que procuraram o máximo de prazeres e negligenciaram desenvolver entre si as qualidades desinteressadas que dão ao amor todo seu valor moral e espiritual. Para viver e se desenvolver, o amor tem necessidade de lutar contra os egoísmos da natureza e, muito especialmente, contra os egoísmos da carne.

10- O amor e dom de si

As alegrias da união conjugal são legítimas e podem contribuir poderosamente para a manutenção da boa harmonia dos esposos, mas sob condição de que sejam conformes ao plano divino, quer dizer, que possam servir, se Deus o quer, a dar vida a filhos. O amor se orienta naturalmente para o dom, primeiro o dom dos esposos um ao outro, depois, por esse dom, o dos dois esposos conjuntamente aos filhos que lhes são confiados.

11- O número de filhos

Por pouco que os esposos tenham compreendido a grandeza de sua vocação familiar, multiplicarão generosamente o número de seus filhos tanto quanto permitir a saúde da esposa e as condições materiais da existência. Se absterão de pretextos mais ou menos egoístas, demasiadas vezes invocados por aqueles que limitam, sem maior razão, o número de seus filhos. Mas, por mais desejosos que estejam de criar uma família numerosa, talvez um dia se encontrem perante dificuldades que irão levantar, inevitavelmente, a questão da limitação do número de seus filhos.

12- Perfeição conjugal e castidade

Esta limitação, se apoiada em razões válidas, significa, para os esposos, o difícil problema da continência. Sabem que a moral reprova os meios ilícitos de evitar filhos. Desde logo se aplicarão a evitá-los e, para se fortalecerem contra sua própria fraqueza, buscarão na oração e na prática dos sacramentos os socorros que lhes são necessários. Para evitar que a continência prejudique a boa harmonia conjugal e o seu equilíbrio moral, multiplicarão, um em relação ao outro, as atenções e delicadezas do coração e procurarão, juntos, um derivativo às exigências da carne, no maior devotamento para com seus filhos e sua educação. Reservado, além disso, o direito de dar um ao outro marcas de ternura e velando para que estas tendam mais à união dos corações do que dos corpos, não se perturbarão se essas ternuras vierem a provocar involuntariamente alguma excitação de ordem sexual, uma vez que essas excitações não tenham sido procuradas e queridas por si mesmas. Além disso, se confiarão lealmente a um diretor espiritual esclarecido e se ajudarão mutuamente a pôr em prática seus conselhos. Não sendo perfeitos, e exigindo a prática da abstinência conjugal longos e difíceis esforços, não se deixarão desencorajar por quedas sempre possíveis. Reconhecê-las-ão humildemente e continuarão seus esforços que os levarão, pouco a pouco, a um estado melhor e mais perfeito. A Igreja, que perpetua a misericórdia de Jesus Cristo, reserva para o pecador de boa vontade a maior indulgência, desde que este reconheça humildemente suas fraquezas e se esforce por delas triunfar. ¹

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1- Existem métodos naturais que permitem determinar, com maior ou menor exatidão, o período de fecundidade e infecundidade da mulher. Tais métodos permitiriam evitar, à vontade, concepções indesejadas. Até que ponto é legítimo o emprego destes métodos? Não o é, certamente, quando o método é usado pelos esposos com intenção egoísta, quando poderiam normalmente aumentar o número de seus filhos. Mas quando for utilizado legitimamente, quer dizer, por razão grave, tais como: saúde da mulher, dificuldades econômicas, perigo de desunião ou desvio de conduta, nunca os esposos devem perder de vista que o seu uso tende a multiplicar os egoísmos carnais, em prejuízo da generosidade do coração. Os esposos que desejam elevar seu amor mútuo para uma espiritualidade sempre mais elevada, não usarão tal método senão para evitar um mal maior, e se esforçarão em substituí-lo por esforços cada vez mais generosos no sentido da continência.

V - O MATRIMÔNIO ENTRE CRISTÃOS NÃO É UM
SIMPLES CONTRATO, MAS SIM UM SACRAMENTO

1- O matrimônio não é um contrato comum.

Notemos, em primeiro lugar, que o casamento, considerado independentemente do sacramento, não é um contrato semelhante aos outros contratos. Enquanto que os contratos comuns podem ser renovados pelo consentimento das partes contratantes, o casamento implica um compromisso definitivo que nada poderá quebrar, senão a morte de um dos cônjuges. Com efeito, pelo matrimônio, marido e esposa se prometem e se consagram conjuntamente a uma instituição que os ultrapassa e que, ao mesmo tempo, os liga: a instituição familiar. A sociedade familiar se baseia no compromisso de um ao outro perante Deus, e por isso tal dom tem valor sagrado e definitivo.

2- É um sacramento

Para os cristãos, sacramento e contrato são uma e mesma coisa. Pelo fato de que marido e esposa tomam a Deus por testemunha ao se darem livremente um ao outro, conferem-se mutuamente o sacramento do matrimônio. O padre está ali para abençoar os esposos, assistir como testemunha, em nome da Igreja, as promessas que os esposos trocam, para verificar se são sinceras e livres e se estão nas condições requeridas para receberem as graças do sacramento.

3- A lei civil não tem nenhum poder sobre o matrimônio

É dever da lei civil proteger a família. Aquela, malgrado suas pretensões, não tem nenhum poder direto sobre a união conjugal, a qual depende unicamente da livre vontade dos contratantes. Assim, não é o funcionário civil que casa os cônjuges, mas estes mesmos, únicos responsáveis pela sua resolução. O funcionário civil, neste ato, satisfaz-se em verificar a existência e a validade do contrato, a fim de tirar as conseqüências dele resultantes, principalmente no que respeita aos bens dos esposos, sua situação jurídica e de seus filhos. Tendo verificado o matrimônio, a sociedade familiar que acaba de se formar e intervir no caso em que teria de suprir as falhas e abusos, sempre possíveis, dos pais. Portanto, é por excesso de poder que a sociedade civil se arrogou o direito de fazer e desfazer matrimônios. O divórcio e o casamento de divorciados estão em contradição flagrante com as exigências do contrato no qual se baseia a sociedade familiar.

4- Os casamentos nulos

Quer dizer que todos os matrimônios são válidos? Não. Há casos em que há, apenas, aparência de matrimônio. Neste caso o matrimônio é nulo e a Igreja, pronunciando anulações de matrimônio, não destrói um laço existente, apenas verifica que não existiam as condições necessárias para que a união fosse válida.

5- Algumas condições para a validade do matrimônio

Eis algumas das condições necessárias para a validade do matrimônio: liberdade moral dos contratantes no momento do compromisso; certeza de que não existe erro na identidade da pessoa com que vai se casar; poder para cumprir normalmente o ato conjugal; ausência de laços de parentesco em grau próximo; cumprimento das formalidades requeridas pelo Direito Canônico, como presença de testemunhas, etc...

6- A declaração de nulidade não é divórcio disfarçado

Vê-se que a declaração de nulidade de um matrimônio pela Igreja não tem qualquer relação com o divórcio pronunciado por um magistrado civil. Pelo divórcio, o Estado pretende romper uma união legítima e autorizar os interessados a se casarem de novo. A Igreja declara que um pretenso matrimônio nunca existiu. Os processos de nulidade devem ser instruídos pela hierarquia da diocese. Não é cobrado qualquer custo aos indigentes nos casos de nulidade.

7- Graças do sacramento do Matrimônio

Sendo um sacramento, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, o Matrimônio confere aos esposos graças especiais que lhes permitirão, se forem fiéis, cumprir a sua vocação de maneira perfeita e santificante. Mas para que a graça do sacramento atue, para que produza todos seus frutos no decorrer da evolução da vocação familiar, é preciso que os cônjuges sejam sinceramente crentes e se apliquem em praticar, tão perfeitamente quanto possível, os compromissos e obrigações que contraíram ao se casar.

8- Quando serão dadas? Quando serão recusadas?

Se, por mentira implícita, os esposos recebessem o sacramento do matrimônio com más intenções, como, por exemplo, a de recorrer ao divórcio em caso de desentendimento, ou se recusar ao dever de procriação, não somente não receberiam graças, mas cometeriam um sacrilégio. Mas, se os esposos casarem-se em estado de graça, após confissão sincera e com boa vontade em preencher seus deveres tão perfeitamente quanto possível, conservando a união de corações, velando pela boa educação dos filhos e observado as leis da castidade conjugal, podem esperar das graças do sacramento todas as forças e todas as luzes necessárias à sua vida conjugal.


VI - DIREITOS E DEVERES RECÍPROCOS DOS ESPOSOS

1- Ajuda conjugal mútua

O matrimônio confere aos esposos, como vimos, direito recíproco sobre seus corpos; implica também obrigação de mutuamente se ajudarem moral e materialmente, ao longo de toda sua vida conjugal.

2- São, conjuntamente, responsáveis pela educação dos filhos.

Ambos são responsáveis, de igual modo, pela educação dos filhos. Portanto, devem entender-se cada vez que tiverem de tomar decisões sobre essa educação.

3- Deveres e direitos da autoridade marital

Ainda que o pai seja constituído, por Deus, chefe supremo da família, a sua autoridade não é moralmente legítima se não for exercida segundo as leis da moral e para o bem comum dos membros da sociedade familiar. É responsável, perante Deus, pelos abusos que poderia cometer a este respeito.

4- A esposa possui o primado do amor

Se as qualidades masculinas conferem o primado do comando, as qualidades femininas conferem à esposa o primado do amor. O amor tempera o que o comando poderia ter de excessivo e o comando tempera as fraquezas possíveis do sentimento.

5- O amor reduz as dificuldades

Todas as dificuldades sobre o papel recíproco dos esposos tendem a desaparecer na mesma medida em que eles mantiverem o respeito e o amor mútuo. A vontade, a inteligência e o coração de ambos devem colaborar, sem atritos, para a boa harmonia do lar. Os problemas serão resolvidos de comum acordo, cada um se aplicando em reconhecer o bom fundamento dos conselhos e reflexões do outro. Tal harmonia exige grande desprendimento de si mesmo e o cuidado único de contribuir para o bem geral da família.


VII - BOM ENTENDIMENTO CONJUGAL

1- Na Terra, o amor é uma criação nunca terminada

Nesta Terra, o amor nunca é plenamente realizado: é uma criação, mistura de alegrias e sofrimentos, e não pode progredir senão graças à boa vontade recíproca dos esposos.

2- Obstáculos à harmonia

Se as primeiras alegrias do amor podem dar a ilusão de amor total e definitivo, as realidades da vida em comum fazem logo aparecer divergências de caráter e de educação, hábitos e defeitos que dificultam a harmonia conjugal, e provam serem necessários, no mais das vezes, longos e penosos esforços de adaptação para realizar a união das pessoas morais, e fazer passar o amor das regiões superficiais da sensibilidade para as profundezas da alma e da vontade.

3- O amor se mantém pela generosidade dos esforços

Aqueles que desejam somente as alegrias do amor sem dele aceitar as obrigações morais, verão, pouco a pouco, elas desaparecerem e deixarem no coração um gosto de amargura e insuficiência. O amor não cresce e não satisfaz as aspirações íntimas do coração se não for o apoio dos esforços que os esposos devem fazer quotidianamente para se corrigirem de seus defeitos, melhor se adaptarem um a outro, se devotarem em conjunto à sua vocação familiar.

4- Alternância de alegrias e sofrimentos

O amor implica como que uma alternância de alegrias e sofrimentos. Temos disso uma primeira prova no fato de que as alegrias da união conjugal se transformam, normalmente, num parto doloroso para a mãe e, para o pai, na obrigação de respeitar por um tempo, pela continência, aquela que acaba de dar um filho ao mundo. E será sempre assim: a alegria da paternidade será seguida pelas preocupações da educação; mas as preocupações da educação prepararão, por sua vez, toda a elevação moral de ver crescer as qualidades e virtudes dos filhos, aos quais terá consagrado o melhor de si. Enganam-se muito aqueles que crêem poder separar o amor das abnegações que o devem levar a constantemente se ultrapassar a si próprio. Por isso importa precisar as condições graças às quais os esposos conseguirão se amar todos os dias mais.
Para preparar as harmonias futuras, é preciso que o homem esteja habituado, desde a adolescência, a respeitar a mulher e a fugir daquelas cuja ligeireza ou má conduta arrisquem falsear seu ideal feminino; que a jovem se aplique em conservar, em casta reserva, os encantos de seu corpo e as delicadezas de seu coração. Quantos nunca se compreenderam no decorrer de sua vida conjugal, porque a verdadeira concepção das relações entre marido e esposa foi falseada durante seus anos de adolescência!...

5- Maridos, compreendam vossas esposas; esposas compreendam vossos maridos

A compreensão psicológica de um sexo pelo outro é elemento essencial do bom entendimento conjugal. O marido se deve esforçar por compreender o caráter, a natureza e as aspirações do coração feminino, e reciprocamente. Tal compreensão mútua, aliás, nunca está terminada, e deve se adaptar a todos os incidentes da vida em comum. Os esposos não se regozijam no seu relacionamento mútuo senão na medida em que se sentem compreendidos pelo seu cônjuge.

6- Confiança e confidências

O bom entendimento não subsiste sem a confiança, a qual implica que os esposos tenham, um para com outro, a mais inteira franqueza. A desconfiança mútua mata o regozijo dos sentimentos e, para a evitar, é necessário que a vida de cada um dos esposos possa ser exposta à luz do sol. Se dissimulam os seus procedimentos, as suas relações, o emprego do dinheiro e, em geral, aquilo que constitui a trama da existência quotidiana, preparam inconscientemente a separação de vida e, por conseqüência, de corações. Ainda é preciso que a vida conjugal não suprima as liberdades e as independências necessárias.

7- Atenções e cortesias

É grave erro terminar, desde que casado, com as atenções e cortesias que tanto encanto deram aos tempos de noivado. A harmonia conjugal exige que os esposos continuem, ao longo de toda sua vida comum, os esforços para se agradarem. As negligências, neste ponto, arriscam o aparecimento da indiferença.

8- Não existe defeito que não prejudique a harmonia conjugal

Não se pode esquecer nunca que não há defeito que não prejudique o bom entendimento conjugal. A mentira, a preguiça, a inveja, o amor próprio, e com maior razão o egoísmo sob todas as formas, são outros tantos obstáculos à harmonia de corações e de caracteres. Declarar ao seu cônjuge que ele deve aceitá-lo tal como você é, é não compreender absolutamente nada das exigências do amor. Amor sincero implica que se mude todos os dias por amor do outro, e que haja esforço para corrigir tudo o que no caráter arrisca prejudicar a harmonia.

9- Não existe virtude que não lhe seja necessária

Podemos ser tentados a dizer: “O amor não vive sem a virtude, sem todas as virtudes”. O que preserva da corrupção é a vontade sincera de perfeição. Para se ajudarem mutuamente a bem viver, os esposos devem partilhar suas alegrias, suas preocupações e suas penas, para se tornarem melhores, tanto para seu próprio bem espiritual como para o de seus filhos.


VIII - PATERNIDADE E MATERNIDADE

1- O amor vem de Deus. É para dar a vida

Porque Deus é amor e criou o mundo para o amor, colocou entre o homem e a mulher a faísca do amor, da qual deverão nascer os filhos. Tal como o amor divino, o amor conjugal deve ser criador, redentor e santificador.

2- Amor criador

É criador, pois por ele são concebidas as criaturas que Deus quer chamar à vida, e que é ele que vai prover às necessidades temporais e espirituais dos filhos.

3- Amor redentor

É redentor, pois os esposos, por amor de um para com o outro e por amor de seus filhos, devem oferecer suas alegrias, seus trabalhos e suas penas para salvação comum da família.

4- Amor santificador

É santificador, pois o esposo deve se santificar por amor da esposa, a esposa por amor do esposo, e ambos por amor das almas de seus filhos.

5- Os filhos

O dom que de seu corpo mutuamente se fazem, esposo e esposa, é princípio de vida e não deve nunca ser desviado de seu fim natural: os filhos. A chegada de um filho transforma os esposos em dois novos seres, animados de um sentimento comum que os eleva acima de si próprios, o sentimento de paternidade e de maternidade.

6- Novas responsabilidades

Pai e mãe se sentem juntamente ligados pela imensa responsabilidade, que é a proteção e educação do pequeno ser sem força e sem luz que lhes é confiado. Ambos se sentem chamados em proporcioná-las tão perfeitamente quanto possível. Sabem que o filho se alimentará dos exemplos que tiver sob seus olhos e tal perspectiva os obriga a se aperfeiçoarem a si mesmos. Devem formar um coração e uma inteligência de homem e de cristão e, para fazê-lo, não mais viverão para si mesmos, mas para levar a cabo aquela vida de que agora têm responsabilidade.

7- O bem dos filhos exige o bom entendimento entre os esposos

Velarão para que não haja entre eles a mínima desinteligência e a menor divisão, porque sabem que estas desvirtuam a formação do pequeno ser fraco e sem defesa que lhes é confiado. Compreendem que o filho tem necessidade da dupla afeição do pai e da mãe e que essa afeição só vale se se concilia num sentimento único: união para o bem moral e espiritual daquele ao qual irão, doravante, se consagrar. Para a paternidade e a maternidade o amor conjugal se eleva e se transfigura.

8- Tentação

Mas que os esposos não se deixem tentar por uma espécie de egoísmo a três, de regozijarem-se nas alegrias da paternidade, mas reduzidas ao mínimo. O amor, desde então, recusaria sobre si mesmo e se despojaria da vida espiritual para a qual tende.

9- O amor só vive pelo dom

O amor não se conserva e não se aprofunda senão se dando. Por isso os esposos cristãos multiplicam o dom de si mesmos, multiplicando o número de seus filhos. Aceitam, antecipadamente, trabalhos e penas que acompanham a educação de família numerosa. Mas sabem que as bênçãos de Deus estão reservadas para aqueles que as aceitam generosamente. Os esposos, que sabem com certeza que não podem ter filhos, podem, no entanto, usar legitimamente dos seus deveres conjugais, com vista à realização dos outros fins do matrimônio, e para favorecer o bom entendimento conjugal.


IX - FILHOS E SUA EDUCAÇÃO

1- A finalidade da educação

O fim primeiro do matrimônio são os filhos. Não simplesmente os filhos concebidos e vindos à luz, mas os filhos educados, quer dizer, conduzidos e guiados por seus pais em direção à perfeição humana e cristã. Os filhos são a glória e a consolação de seus pais quando foram formados no amor do bem e na fuga do mal.

2- Não se enganar sobre o fim a atingir

Que o pai e a mãe definam juntos o fim a atingir, pondo-se de acordo sobre o que convém chamar de felicidade do filho. Nem saúde, nem fortuna, nem ausência de sacrifícios constituem a verdadeira felicidade, mas o gosto do bem, a aceitação das penas da vida, vontade de amar a Deus e ao seu próximo. Fazer a felicidade do filho é ensinar-lhe a amar os bens que não perecem e a não se servir dos outros bens senão na medida em que são úteis à salvação da alma. Muitos pais fizeram a infelicidade de seus filhos porque se enganaram, desde o início, sobre a noção da verdadeira e da falsa felicidade.

3- Os métodos de educação variam com as diversas concepções de vida

É evidente que os métodos de educação variam até à contradição, segundo a concepção que os educadores fazem da vida e seus fins. Os métodos não são os mesmos, segundo se crê ou não se crê em Deus; que se represente a vida como conjunto de deveres recíprocos dos homens uns em relação aos outros, ou como campo de batalha em que todos os meios são bons para vencer. Importa, pois, que os pais definam a si próprios e diante de Deus o ideal que se esforçam por colocar no coração de seus filhos.

4- A educação exige a perfeição dos pais

A educação é, antes de tudo, uma respiração: a respiração pela alma do filho e pela alma dos adultos. Se a alma dos pais é rica de vida moral e espiritual, os filhos alimentam-se quotidianamente da riqueza espiritual de seus pais. Pelo contrário, os melhores métodos de educação não obterão nenhum resultado durável se não são acompanhados de exemplos que formam e arrastam as vontades.

5- Confiança

A educação não é, de modo algum, um sistema complicado de ordens, de permissões e de proibições. Se as ordens devem ter seu papel, sobretudo nos primeiros anos, jamais substituirão a confiança, única capaz de despertar no filho o amor do bem que se deseja lhe inculcar. A confiança não implica na abdicação da autoridade, muito pelo contrário. O filho mimado não é um filho que confia. A severidade, desde que temperada pela ternura, não constrange a confiança, na condição de que o filho tenha o sentimento de que nunca o enganaram, que se aplicaram em ajudá-lo em todas as circunstâncias, e que lhe deram os encorajamentos de que a sua fraqueza necessitava.

6- O filho deve colaborar na sua própria educação moral

O problema da educação consiste em fazer passar de fora, quer dizer, da alma dos pais, para dentro, quer dizer, para o coração e para a vontade dos filhos, o bem que se deve praticar. Enquanto o educador não conseguir fazer que a criança diga sinceramente “eu quero”, nada praticamente fez. É preciso que o filho colabore na sua própria educação.


X - CONCLUSÃO

O matrimônio é uma obra divina. A união dos esposos deve contribuir para o aumento de sua vida moral e espiritual e preparar a dos filhos. O amor foi dado aos esposos para que colaborem, amando-se na obra de Deus, Criador e Providência. Deus confia-lhes o poder para que provejam às necessidades materiais e espirituais do filho; autoridade, com poder de punir e recompensar, para estimular a fugir do mal e a praticar o bem. Porque os esposos são imperfeitos e muitas vezes tentados por faltas e fraqueza que contradizem sua vocação, têm necessidade de se apoiarem em Jesus Cristo, tanto para obterem perdão de suas faltas como para serem socorridos pela Sua graça, muito particularmente pela Sua presença na Eucaristia. Invocarão especialmente o Espírito Santo que lhes ensinará a se amarem e a amarem seus filhos, conforme a vontade divina.
Rev. Pe. Jean Viollet


O NAMORO

O namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.

O namoro só se justifica no caso em que o rapaz e a moça têm condições para contrair matrimônio num prazo razoável de um a dois anos. Namoro de adolescentes, ou longo demais, não é preparação para o matrimônio, mas sim ocasião de pecado.

No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.

Mas antes de doar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer, não o corpo do outro, mas sua alma.

Os namorados não podem ter relações sexuais, pois o corpo do outro ainda não lhes pertence. Unir-se ao corpo alheio antes do casamento (fornicação) é um pecado contra a justiça, algo como um roubo.

E como nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Cor 6,19) a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.

“Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (I Cor 3,16-17).

Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca o desejo da fornicação, como abraços e beijos que, muito mais do que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico.

Aliás, é possível profanar o templo do nosso corpo até por um pensamento: “Todo aquele que olha para uma mulher com mau desejo já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28)

Durante o namoro deve evitar-se o contato físico desnecessário. O contato entre os corpos (beijos e abraços), além de causar o desejo de fornicação, obscurece a razão. O próprio beijo na boca já constitui uma entrega física, que, se acidentalmente pode não se consumar, no entanto a prepara ou apressa. Vale a pena lembrar a advertência de Cristo: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

O prazer excita os sentidos, além disso, torna os jovens incapazes de perceber a beleza da alma do outro. O namoro assim deixa de ser uma ocasião de amar para ser uma ocasião de egoísmo a dois, cada um desejando sugar do outro o máximo de prazer.

COMO NAMORAR

Sendo o namoro o encontro de dois templos sagrados que desejam conhecer-se e amar-se interiormente, os namorados deveriam agir à semelhança de um rito litúrgico:
- rezar antes e depois do namoro;
- namorar apenas em lugares visíveis para evitar a ocasião de pecado. Nada há para esconder;
- durante o namoro, evitar ir além de conversar e dar as mãos;
- ter sempre em mente: “Eu estou diante de um templo sagrado. Ai de mim se eu profanar este templo até por um pensamento”.
E se o outro não aceitar um namoro cristão?
É preciso renunciar ao namorado (à namorada).
“Aquele que ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim. E aquele que ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim” (Mt 10,37).
E Jesus poderia acrescentar:
“Aquele que ama o namorado ou a namorada mais do que a Mim, não é digno de Mim”.
Para conservar a graça que Cristo nos conquistou com o preço de seu sangue, devemos renunciar até a própria vida.
Mas há um consolo. Se o outro não aceita namorar senão através de beijos e abraços escandalosos, na verdade ele não lhe ama, mas deseja gozar do prazer que você pode oferecer. O verdadeiro amor sabe esperar.

É preciso ser diferente de todo mundo?

Sim. O cristão deve ser o sal da terra (Mt 5,13), a luz do mundo (Mt 5,14), o fermento na massa (Mt 13,33).
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, pela renovação do vosso espírito, a fim de poderdes discernir a qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12,2)

A alegria da pureza

Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza.
Aquele que se abstém do prazer por amor, encontra a alegria. Os puros de coração são capazes desde já de conhecer as coisas de Deus muito melhor do que os outros. A pureza se expressa no olhar. Ao olharmos para os olhos de uma pessoa pura vemos algo de Deus em sua alma.
Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros mesmo que fosse por egoísmo. A alegria da pureza está acima do prazer da impureza assim como o Céu está acima da Terra. Experimente e diga-me se não é assim.
Pe. Luis Carlos Lodi da Cruz.


Oração para antes do namoro

Senhor,
Estou aqui diante de um templo santo, onde Vós habitais. Amo-Vos presente neste templo e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por um pensamento.
Fazei que com este namoro eu aprenda a amar-Vos presente no outro e assim descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar ao meu lado por toda a minha vida.
São Rafael Arcanjo, que conduziste Tobias a Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei-nos namorar de tal modo que os anjos possam estar presentes e glorificar a Deus conosco.
Virgem puríssima, dai-nos a pureza do vosso Imaculado Coração.

Depois do namoro

Depois do namoro, convém fazer o exame de consciência:
“Estou agora amando a Deus mais do que antes?”

Fonte: http://www.beneditinos.org.br/atualidades/documentos/matrimonio.htm

U.I.O.G.D.

Mosteiro da Santa Cruz
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A fraude de uma tradição "Judaico-cristã"

A fraude de uma tradição "Judaico-cristã"


Michael A. Hoffmann

(Do livro "Judaism's Strange Gods")

O culto sobrenatural do “Judaico-cristianismo” é um paradoxo encontrado nos lábios de muitos cristãos, incluindo mesmo os conservadores.

Essa abominável invenção “Judaico-cristianismo” representa um tecido com a clonagem de genes humanos e animais ou quaisquer das outras misturas de alquimia de duas mutuamente contraditórias substâncias, que nós testemunhamos essas poucas últimas décadas no caldeirão moderno.

A próxima aprovação universal exercida por esse termo absurdo expõe em um relance o nível de ignorância histórica abismal que hoje se obtém.

Os Padres da Igreja não conheciam nenhuma tradição “Judaico-cristã”, na medida em que o Judaísmo não existia antes de Cristo.

Antes dele, havia a fé dos israelitas que gradualmente decaiu e foi subvertida pelos ensinamentos corruptos tais como foram transmitidos pelos fariseus e saduceus.

Essa corrupção foi grandemente expandida quando uma parte dos israelitas rejeitou o Messias, Yashua (Jesus), depois que seus líderes finalmente tomaram seus rumos para a Babilônia, quando a tradição oral oculta, corrupta e condenada dos sábios foi executada para a escrita e compilada como o Mishnah, compreendendo a primeira parte do Talmud. Nesta ligação, a religião Judaica nasceu.

É o Talmud, não a Bíblia, o sistema hermenêutico do Judaísmo ortodoxo.

A religião do Judaísmo como foi conhecida desde que foi confeccionada depois da crucifixão de Cristo é o que é chamado de Judaísmo “ortodoxo” hoje.

A Igreja primitiva reconhecia o Cristianismo como tendo sido fundado pelos israelitas e representando a única verdadeira religião da Bíblia. Cristãos são, então, “a geração escolhida, sacerdócio real, nação santa...” (I Pedro 2, 9).

O Judaísmo não era visto como o repositório das verdades espirituais ou conhecimento do Antigo Testamento, mas como um culto pós-Bíblico, babilônico, totalmente em contrariedade com o Cristianismo bíblico.

Verdadeiros israelitas poderiam somente ser os cristãos, não os seguidores do Judaísmo. Os seguidores do Judaísmo são anti-bíblicos; eles tiveram que violar o Antigo Testamento no intuito de rejeitar Jesus.

Basta apenas começar com a atitude histórica cristã rumo ao sexo e ao corpo e contrastá-la com o ensinamento do Judaísmo nessas matérias, para descobrir um vasto e irreconciliável abismo que é, hoje em dia, obstruído e falsificado em um frenético esforço para aplacar o poder Judaico.

Agostinho, no Tractatus adversus Judeos declarou o Judaísmo rabínico como a falsificação do verdadeiro Israel. Agostinho declarou que Judaísmo era “Israel segundo a carne”, Israel carnal.

Para cristãos, a essência do ser humano é a alma, para os Judeus é o corpo. Conseguintemente, a adoração de sua própria raça como tipo de deus.

A virgindade é altamente problemática no Judaísmo onde a poluição é definida como falha em se engajar no ato sexual. “Quem não copula é como se tivesse derramado sangue” (Yebamot 63b. Shullan Arukh”). Os rabinos proíbem a virgindade.

Nesse assunto de sexualidade, em particular, é impossível falar de uma tradição “Judaico-cristã”.

Que Cristo e Seu Evangelho são traídos por aqueles que declaram uma alegada tradição “Judaico-cristã”, é de nenhuma discernível preocupação de ministros, papas e eruditos assim engajados. Eles são Judeus fariseus em tudo, menos no nome, engajados na moderna deturpação apologética padrão do Judaísmo, fora o medo dos Judeus e uma necessidade de insinuar-se ao “deus desse mundo”.

Não há fundamental oposição entre espírito e matéria no Judaísmo. Quando Jesus declarou em João 6 que “a carne não aproveitava nada”, ele estava violando a tradição oral dos Fariseus:

“Antropologia rabínica difere nesse respeito da antropologia cristã. Não há uma fundamental oposição metafísica entre corpo e alma.” [1]

Judaísmo celebra o corpo a um perímetro sórdido que há até mesmo uma oração de defecação que todo Judeu macho é mandado recitar toda vez que ele se alivia: “Bendito seja tu, Senhor... que fez o humano em seus orifícios e buracos.”

Tudo a respeito do Judaísmo é tanto uma distorção quanto uma falsificação do Antigo Testamento porque o Judaísmo é baseado em uma tradição humana que esvazia o Antigo Testamento por meio de uma série de dispensas e escapatórias.

Isso começa com o Mishnah, que representa o compromisso de escrever as lendas ocultas e doutrina daqueles israelitas que preservaram “conhecimento secreto” que apareceu com a adoração do bezerro de ouro, de Moloch e abominações similares.

Com a rejeição de seu Messias, o comprometimento da anteriormente tradição oral para a escrita, esses israelitas abandonaram-se completamente a uma perversão que havia se tornado somente um persistente fluxo subterrâneo poluindo Israel, mas, depois da crucifixão de Cristo, emergiu como a principal ideologia daqueles que se recusaram a aceitar Jesus como seu salvador.

Posteriormente, rabinos talmúdicos qualificaram esse cânone primário de Judaísmo escrito como Mishnah (literalmente “repetição”). O termo significa “tradição oral aprendida pela repetição constante”. A conotação é derivada da denotação hebraica, a raiz sh-n-y, significando “repetir”.

A tradição babilônica judaica no tratado do Talmud Berakot 5A e Shabbat 31A ensina que o Mishnah e o resto do Talmud (Gemara) foram dados por Deus a Moisés no Monte Sinai, junto com os Dez Mandamentos.

O Mishnah foi completado no final do Segundo Século D.C., mais de 100 anos depois da destruição do segundo Templo pelos Romanos em 70 D.C.

A maioria das leis da religião do Judaísmo não tem qualquer justificativa bíblica; elas contradizem e anulam a palavra de Deus.

Onde a suficiência da Escritura é negada, as falácias e imaginações do homem vêm à tona. O Talmud é uma das maiores coleções de tais ilusões e erros humanos; às vezes intrigantes e coloridos, titilando os sentidos com a fantasmagoria do Aggadah, mas mais freqüentemente sórdido, blasfemo e estúpido, a despeito do prestígio intelectual de acordo com seus autores rabínicos.

Por exemplo, enquanto pode ser primorosamente dito que o Judaísmo ortodoxo consiste em viver uma vida para esse mundo através do corpo, os meios pelos quais essa vida é implementada são psicóticos.

Designando a religião do Antigo Testamento como “Judaísmo”, uma inevitável e inexorável conexão é estabelecida entre a religião daqueles que rejeitaram Jesus como Messias e a religião do Antigo Testamento de Seu Pai, Javé.

Relacionar a antiga religião israelita ao termo “Judaísmo” é um grave erro léxico e hermenêutico.

É dar ao credo das inteiras Doze Tribos de Israel e seu Pacto com Elohim o título de uma perversa tradição humana que floresceu entre um segmento da prole do quarto filho do patriarca Jacó (a tribo de Judá).

A palavra “judeu” é uma forma corrompida da palavra Judá. É uma referência a duas das 12 tribos de Israel, Judá e Benjamin, e não aparece mesmo na Bíblia até II Reis 16,6 e novamente, em 25, 25 e II Crônicas 32, 18.

As marcas da “religião judaica” de acordo com Paulo são duplicados: perseguição da Igreja de Deus (I Ts 2, 14-16), e fidelidade às “tradições” dos homens.

Os Fariseus perguntaram a Jesus por qual motivo Seus seguidores desobedeciam o Talmud (à época conhecido como a “tradição dos antigos” e ainda não em forma escrita), recusando-se a engajar-se no ritual de lavar as mãos: “Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer.”

“Mas Jesus lhes disse, “E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição?” (Mateus 15, 2-3)

Como pode ser dito que o “Judaísmo” é a origem do Cristianismo, se, de acordo com Paulo, é uma religião de tradições humanas e, de acordo com Cristo, as tradições humanas do Judaísmo tornavam a Lei de Javé “sem feito”? (Mateus 15, 9)

Como pode ser dito que o “Judaísmo” é a origem do Cristianismo, se no Antigo Testamento não havia “Judaísmo”? Procura-se em vão pelo termo, ainda que cristãos modernistas hoje usem-no quase exclusivamente para descrever a religião do Antigo Testamento, de Javé e Seu povo.

Depois que alguns Judeus rejeitaram seu Messias, eles formalizaram a tradição dos antigos condenada por Cristo como a plena anulação da Lei de Deus, e essa nova religião é exatamente e propriamente chamada de “Judaísmo”.

“Esse novo sistema, tratado primeiramente como simplesmente provisório por causa da esperança sobrevivente de restaurar a nação Judaica, tinha logo que ser aceito como definitivo... Por isso foi que o Judaísmo rabínico ou Judaísmo talmúdico afirmou completamente sua autoridade... o ‘ensinamento oral’ (Mishna) completado pelo Rabbi Juda I, comprometeu-se a finalmente escrever na forma dos Talmudes de Jerusalém e Babilônica e os expôs por gerações de professores nas escolas da Palestina e Babilônia, guardado indiscutível fora das mentes e consciências dos Judeus.

Em verdade, essa longa aceitação do Talmud pela raça Judaica, diante de seu centro, deslocada do Oriente ao Ocidente, assim enfatizava sua... Lei (Mishnah) sob os corações dos Judeus até o presente dia permaneciam essencialmente talmúdicos, tanto em teoria quanto na prática... Judaísmo ortodoxo... admite distintamente a força obrigatória absoluta da Lei oral...” [2]

O Judaísmo tem como seu deus não Javé, mas o povo Judeu, cuja auto-adoração está no coração do Talmud.

Ele tem como sua lei não o Tanakh (livros do Antigo Testamento), mas o Talmud.

Jesus proclamou que o estágio inicial do Talmud, o Mishnah, que existia em sua forma oral no tempo de Cristo – era a tradição dos antigos que anula a palavra de Deus.

Em Marcos 7, 1-13, tal como em Mateus 15, 1-9, há direta e incontroversa refutação no Evangelho da falsificação inerente da Lei Oral e suas tradições, que os fariseus e seus herdeiros mentirosamente alegavam que era um ensinamento secreto de Moisés.

Essa suposta transmissão da “Torah Oral”, a tradição dos antigos, desde Moisés a Josué, aos profetas, foi desafiada por Jesus Cristo que a designava não Torah, mas os mandamentos dos homens, que anulavam a palavra e doutrina de Deus, tornando o conto da própria transmissão uma fraude.

O clamor espúrio de uma tradição oral dos antigos legada por Deus a Moisés, é anti-Bíblico e foi denunciado pelo próprio Jesus Cristo. No brilho divino de Jesus, sob o qual a esperteza e perspicácia dos fariseus foi sempre voltada contra si, Jesus muito simples e diretamente iluminava o fato que se a tradição dos fariseus tivesse vindo de Moisés, então os fariseus teriam se tornado Cristãos:

“Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras?” (Jo 5, 46-47)

Cristo simplesmente aniquilou, em um parágrafo, a base para a religião do Judaísmo e seu conceito de uma tradição legada por Moisés, pois se uma tal tradição existisse teria testemunhado de Jesus.

Em vez disso, Ele lhes conta diretamente que eles não acreditam em Moisés. Jesus esmagou o sistema enganador da doutrinação determinada sobre o mito farisaico de uma tradição oral, divinamente inspirada, dos antigos.

O historiador francês Daniel-Rops, em seu estudo embrionário de Cristo e a Igreja primitiva, escreve:

“Desde a definição talmúdica de várias observâncias rituais nós podemos ver quão bem justificadas eram os sarcasmos de Jesus; por exemplo, era proibido comer no dia do Sabbath um ovo do qual a maior parte havia sido deixada por uma galinha, antes que uma segunda estrela estivesse visível no céu. No dia sagrado era tanto um crime quebrar uma pulga como matar um camelo, embora o Rabbi Abba Saul concedesse que se pudesse gentilmente espremer a pulga e o Rabbi Zamuel mais tolerantemente permitisse extirpar seus pés...

Nós podemos ver também, nesses textos rabínicos, seu imensurável desprezo pelas pessoas comuns, os camponeses, os am-ha-arez, que não gozavam do privilégio de conhecer a Lei. E nós podemos entender como o Evangelho se disseminava entre esses intocáveis, rendiam tal produto imediato e poderoso.” [3]

A condenação farisaica da classe camponesa israelita pode ser encontra em João 7, 48-49: “Há, acaso, alguém dentre as autoridades ou fariseus que acreditou nele? Este poviléu que não conhece a lei é amaldiçoado!...

“Camponeses israelitas eram “reconhecidos... como grosseiros afundados em impureza ritual”, e o líder fariseu Hillel via-os como sub-humanos: “um caipira sem consciência.” [4]

Fazer qualquer conexão entre uma religião que contradiz diretamente a própria solene, admonitória condenação das tradições humanas, e a religião do Deus de Israel, não é somente irracional e não-escritural, mas uma abominação.

Os Karaítas são uma pequena seita Judaica que tenta entender e seguir o Antigo Testamento sem o Talmud ou Jesus.

Apesar disso, os Karaítas são detestados e severamente perseguidos pelos aderentes do Judaísmo. Por quê?

Porque o Judaísmo é Talmudismo, não Antigo Testamento, e aqueles que honram os ensinamentos do Antigo Testamento fora do prisma do Talmud são seus inimigos hereditários.

Uma falsificação não pode ser dita ser herdeiro de um artigo genuíno. O Judaísmo, seja qualificado como antigo ou não, é totalmente estranho à única religião bíblica na terra hoje, o Cristianismo.

A religião do Deus de Israel é o Cristianismo. Não há qualquer origem na religião do Judaísmo que é a religião do Talmud.

O Judaísmo não é simplesmente uma perversão, até algum grau ou outro, da revelação original de Deus à nação hebraica. É a plena religião da anulação do Antigo Testamento; uma diabólica falsificação. Agora, que sociedade há entre as trevas e a luz? Nenhuma.

Essa é a falha fatal no moderno Cristianismo. Eles prestam alguma reverência, seja pequena ou grande, ao atroz engano de que há origem bíblica ao Judaísmo.


Os israelitas que apostataram para seguir a nova religião do Judaísmo e seus deuses estranhos – Talmud, Kabbalah e auto-adoração – não têm qualquer alegação sobre nós do que qualquer outro idólatra.

A predominância da idéia defeituosa que o Judaísmo seja a origem do Cristianismo é responsável por muito da paralisia e impotência da Igreja hoje.

O Prof. Israel Shahak da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Prof. Norton Mezvinsky da Universidade do Estado de Connecticut escrevem:

“A Bíblia de qualquer modo não é o livro que primariamente determina as práticas e as doutrinas dos Judeus ortodoxos. Os mais fundamentalistas Judeus ortodoxos são grandemente ignorantes das maiores partes da Bíblia e sabem algumas partes somente através de comentários que distorcem seu significado... O Judaísmo, como veio a ser conhecido, não existia durante o período bíblico.” [5]

Para o protestantismo moderno, anunciar que Abraão é o pai do Judaísmo e do Cristianismo é proclamá-lo pai dos fariseus, e sua tradição dos antigos, contradizendo o pleno coração do que Jesus proclamou aos fariseus no livro de João, capítulo 8.

De acordo com o Dicionário de Inglês de Oxford, o Cristianismo existiu por 1494 anos antes que esse termo “Judaísmo” fosse mesmo cunhado em inglês, ainda que Cristãos modernistas designam por esse nome a antiga religião israelita de Javé.

Realmente, o mau uso das palavras nessa era da mídia digital tem repercussões bem além do domínio acadêmico. Precisão é de crucial importância e a falha em selecionar a palavra ou termo exato para uma coisa pode enganar nações inteiras por gerações. A substituição do Judaísmo pelos israelitas é talvez um dos mais espetaculares exemplos desse processo maligno em ação.

Os nomes israelitas e Javé são representações diretas e historicamente precisas do povo, de suas crenças e divindade do credo do Antigo Testamento.

Na realidade, esses termos descritivos exatos eram em geral usados por escritores, estudiosos e teólogos Cristãos por séculos antes do surgimento do período moderno e a pressão comensurável sobre a Igreja para prestar respeito à falsificação de Israel – Israel carnal, para usar o termo Agostiniano – uma religião de cada vez maior rituais mortos e superstição oculta do primeiro século D.C. adiante.

Não o Livro do Gênesis, não o Pentateuco, mas o Mishnah é o “primeiro documento” do Judaísmo, colocando-se no “centro do sistema”. Como pode ser dito que o Judaísmo representa o ensinamento de Moisés, quando a Bíblia não é o centro do sistema? Foi o que Moisés ensinou?

Do Talmud, Shabbat 15c e Baba Metzia 33A, provêm três proposições do reverenciado Rabbi Shimon ben Yohai, um dos mais honrados de todos os “sábios” Judeus cujo suposto local do enterro no Estado de Israel é cenário de uma gigantesca peregrinação anual. Yohai escreveu:

A. “Aquele que se ocupa com as Escrituras não ganha mérito algum.”
B. “Aquele que se ocupa com Mishnah ganha mérito através do qual o povo recebe uma recompensa.”
C. “Aquele que se ocupa com o Talmud – não há fonte de mérito maior.”

O Judaísmo é a religião da tradição dos antigos e a anulação do Antigo Testamento, exatamente como Jesus Cristo declarou, ainda que suas corajosas palavras de verdade sejam tão politicamente incorretas em nossa corrente era Judaica, que, “por medo dos Judeus”, toda mudança de opinião deva ser voltada para aqueles que alegam ser Seus seguidores hoje, no intuito de apagar as próprias palavras de Cristo de advertência, e conformar-se, ao contrário, ao dogma de ferro que os aderentes do Judaísmo são o “Povo do Livro”.

Realmente, eles são, mas esse livro não é o Antigo Testamento, mas o Talmud Babilônico.

O deus do Judaísmo é o próprio povo judeu como personificado em seus rabinos. O Judaísmo é a adoração do sangue Judaico na pessoa do rabino. A própria “raça” Judaica é feita deus pelos seus meios.

Uma manifestação de sua superstição é encontrada na própria auto-adoração do Judaísmo. No Judaísmo, o rabino é a Torah encarnada. Ele realiza seu status divino através da memorização e vã repetição do Talmud e das interpretações talmúdicas do Tanakh (Antigo Testamento), de uma maneira similar às religiões orientais importadas atadas aos encantamentos mantricos.

O mantra do Talmud é acreditado dar ao rabino poder sobrenatural e sua superioridade e divindade intrínseca é tornada manifesta pelos seus meios. Ele próprio agora se torna um objeto de adoração, como o pergaminho da Torah, porque tendo atingido sua plena manifestação como a Torah encarnada, ele próprio se torna a principal fonte da salvação Judaica.

Católicos tradicionais vêem nos pronunciamentos e ações simbólicas dos papas, desde João XXIII e, particularmente, no pontificado de João Paulo II, uma radical ruptura de aproximadamente 2000 anos de ensinamento e prática Cristãos.

Em março de 2000, João Paulo II virou-casaca de forma escancarada, rendendo tributo em Jerusalém aos herdeiros religiosos dos fariseus, que ordenaram a execução de Jesus. O papa desculpou-se com eles pelas “mostras de anti-semitismo dirigidas contra os Judeus por Cristãos em qualquer tempo e qualquer lugar”.

O Cristianismo foi, por uma larga extensão, capturado pela religião do Judaísmo e se tornou um fóssil mais propriamente distinguido como “Judaico-cristianismo”. É interessante comparar a situação em nossas igrejas com uma passagem do Talmud:

“Houve um certo gentio que veio diante do Rabbi Shamai. O gentio lhe disse: “Quantas Torahs você têm?

O rabino respondeu: ‘Duas, uma escrita e uma memorizada’.

O gentio lhe disse então: ‘Relativamente à escrita, eu acredito em você. Quanto à memorizada, eu não acredito. Converta-me sob a condição que você me ensinará somente a Torah que está em escrita.’

O rabino repreendeu o gentio e o expulsou.”

O gentio na citação precedente do Talmud confiava somente na Bíblia e foi expulso pelo rabino porque ele recusou o ensinamento que era baseado nas tradições orais dos antigos.

Notas:

[1] Alon Goshen-Gottstein, The Body as Image of God in Rabbinic Literature, [Berkeley, Calif:1991]

[2] The Catholic Encyclopedia (New York: Robert Appleton Co., 1912), vol. 8, p. 402.

[3] Daniel Rops, Jesus and His Temps, traduzido do Francês por Ruby Millar [Garden City, NY: Image Books, 1958], pp. 67-68

[4] Ibid., p. 157

[5] Israel Shahak e Norton Mezvinsky, Jewish Fundamentalism in Israel [op. cit.], p. 2

Fonte: http://judaismoemaconaria.blogspot.com/2012/01/fraude-de-uma-tradicao-judaico-crista.html

A ética talmúdica e cabalística


Michael A. Hoffmann

Crianças não-judaicas são sub-humanas

Yebamoth 98a. Todas as crianças gentias são animais

Abodah Zarah 36b. Garotas gentias estão em um estado de niddah (imundície) desde o nascimento.

Ataques do Talmud a cristãos e livros cristãos

Shabbat 116a. Judeus devem destruir os livros dos cristãos, p.e., o Novo Testamento: “Os livros dos minim não poderão ser salvos do fogo, mas devem ser queimados.”

Prof. Shahak relata que os israelenses queimaram centenas de bíblias com o Novo Testamento na Palestina ocupada em 23 de março de 1980.

Ensinamentos doentios e insanos do Talmud

Abodah Zarah 22a-22b. Gentios preferem sexo com vacas.

Yebamoth 63a. Declara que Adão teve intercurso sexual com todos os animais do Jardim do Éden.

Abodah Zarah 17a. Declara que há uma prostituta no mundo que o sábio talmúdico Rabbi Eleazar não tenha com ela mantido relações.

Gittin 69b. Para curar a doença da pleurisia (“catarrh”) um Judeu deveria “pegar o excremento de um cachorro branco e misturar com bálsamo, mas se ele pode possivelmente evitá-lo, ele deveria não comer o seu excremento, na medida em que ele extingue as extremidades.”

Pesahim 111a. É proibido para cachorros, mulheres ou palmeiras passarem entre dois homens, nem podem outros caminharem entre cachorros, mulheres ou palmeiras. Perigos especiais são envolvidos se as mulheres estão menstruando ou sentando em um cruzamento.”

Abodah Zarah 70a. Um rabino diz não haver razão para preocupação que o vinho seja permissível para uso judaico, porque a maioria dos ladrões em Pumbeditha, o lugar onde o vinho foi roubado, são Judeus (também em Rosh Hashanah 25b.)

Dr. Israel Shahak e seu co-autor, Prof. Mezvinsky, qualificam essa injunção desta forma: “o Halacha permite que os Judeus roubem não-Judeus naqueles locais onde Judeus são mais fortes que os não-Judeus. A Halacha proíbe os Judeus de roubarem não-Judeus naqueles locais onde os não-Judeus são mais fortes.” (Jewish Fundamentalism in Israel, op. cit. p. 71)

Ódio aos gentios

Kiddushin 66c. Os melhores dos gentios devem ser mortos. (também em Soferim 15, regra 10, pelo Rabbi Simon ben Yohai)

A injunção acima do Rabbi Simon ben Yohai permeia o Judaísmo. Isarelenses anualmente tomam parte em uma peregrinação nacional ao túmulo do Rabbi Yohai, para honrar o rabino que defendeu o extermínio de não-Judeus.

Essa obsessão com o corpo do Rabbi Simon ben Yohai está no centro da peregrinação, que ocorre na primavera, coincidindo com Lag b’Omer, que comemora a revolta de Bar Kochba contra os romanos, cerca de 132-135 D.C., a partir do qual sobrevêm o aparente cânon da “doutrina do Holocausto judeu de que ‘um terrível massacre de mais de meio milhão de judeus’ se sucedeu”.

No propositado túmulo do Rabbi Yohai, dez milhares de Judeus Khazares e Sefarditas reúnem-se para receber “emanações” de seu corpo.

“Um milhão de árabes não valem a unha de um Judeu.” (Rabbi Yaacov Perrin, NY Times, 28 de fevereiro de 1994, p. 1)

Yebamoth 61a. [Ezequiel 34, 31] Vocês são chamados homens (Adão), mas os idólatras não são chamados homens (Adão).

Em Berakoth 58a, o Talmud usa Ezequiel 23, 20 como prova do status sub-humano dos gentios. Também ensina que quem quer que (mesmo um homem Judeu) que revele esse ensinamento talmúdico a respeito do qual não-Judeus merecerem a morte, desde que revelando-o torne os Gentios irados e cause a repressão do Judaísmo.

A citação talmúdica dessa passagem de Ezequiel como uma “prova textual” causa espécie, haja vista que a passagem não prova que Gentios sejam animais. A passagem de Ezequiel somente diz que alguns egípcios tinham grandes órgãos genitais e copiosas emissões. Isso não prova de nenhuma forma ou mesmo conota que os egípcios fossem referidos na Bíblia como animais. Novamente, o Talmud falsifica a Bíblia por meio de interpretação distorcida.

O professor rabínico Moses Maimonides (“Rambam”) é honrado no Judaísmo como um “sábio” supremo da mais alta estatura.

Moses Maimonides é considerado o maior codificador e filósofo na história Judaica. Ele é freqüentemente carinhosamente referido como o Rambam, depois que as iniciais do seu nome e título, Rabenu Moshe Ben Maimon, “Nosso Rabbi, Moses filho de Maimon.”

De acordo com a introdução do livro Maimonides Principles, p. 5 (editado por Aryeh Kaplan, União da Congregação dos Judeus Ortodoxos da América), Maimonides gastou doze anos extraindo toda decisão e lei do Talmud, e dispondo-as todas em 14 volumes sistemáticos. A obra foi finalmente completada em 1180, e foi chamada Mishnah Torah, ou “Código da Torah”.

Eis o que Maimonides ensinou concernindo salvar as vidas das pessoas, especialmente salvar as vidas dos Gentios e Cristãos, ou mesmo Judeus que ousavam desafiar a “inspiração divina” do Talmud:

“Conseqüentemente, se nós vemos um idólatra (gentio) sendo arrastado ou se afogando no rio, nós não deveríamos ajudá-lo. Se nós vemos que sua vida está em perigo, nós não deveríamos salvá-lo.”

O texto hebraico da edição de 1981 de Feldheim do Mishnah Torah diz a mesma coisa.

Em seus escritos, Maimonides ensinava que Cristãos deveriam ser exterminados. Imediatamente depois da advertência de Maimonides que é um dever para Judeus não salvar um Gentio se afogando ou perecendo, ele nos informa do dever talmúdico dos Judeus rumo aos Cristãos, e também rumo aos Judeus que negam o Talmud. Maimoindes, Mishnah Torah (Capítulo 10), p. 184:

“É um mitzvah [dever religioso], porém, erradicar traidores Judeus, minim e apikorsim e causar-lhes descer até o buraco da destruição, na medida em que eles causam dificuldades aos Judeus e inclinam as pessoas para longe de Deus, como fez Jesus de Nazaré e seus estudantes, e Tzadok, Baithos e seus estudantes. Possa o nome dos maus apodrecer.”

O comentário do editor Judaico acompahando o ensino precedente de Maimonides, declara que Jesus era um exemplo de um min (plural: minim). O comentário também declara que os “estudantes de Tzadok” eram definidos como aqueles Judeus que negam a verdade do Talmud e que sustentam somente a lei escrita (em outras palavras, o Antigo Testamento).

Racismo judaico

A Kabbalah ensina que a presença do Skekhinah divino no mundo é exclusivamente devido à existência do povo Judeu.

As tradições orais dos antigos decretam que o estudo para toda a vida da tradição rabínica não é somente um meio para ficar mais íntimo de Deus, é um meio de se tornar Deus. De acordo com o Talmud, o próprio Deus é um estudante das tradições dos rabinos – “ele estuda o Talmud três vezes ao dia.”

Cabalismo é imbuído com um elemento homicida pela virtude de sua lendária origem com Rabbi Simon ben Yohai, que, de acordo com a crença tradicional, é o autor do Zohar, o principal texto do misticismo Judaico... justamente antes de sua morte na Galiléia, ele revelou a alguns de seus estudantes alguns dos maiores segredos da Kabbalah. Como registrado na seção precedente do Talmud, Simon ben Yohai é o rabino que proclamou que “Mesmo o melhor dos gentios deveria ser morto.”

A Kabbalah e seus devotos exibem pleo menos o mesmo grau de hostilidade fanática rumo aos não-Judeus como faz o Talmud.

“um muito respeitado Cabalista dos anos de 1500 (foi) Issac Luria, cujo Etz Chaim (“árvore da vida”) discute o olam ha-tobu (“reino da confusão” – o mundo sub-humano não-Judaico) e olam ha-tikkun (“reino da restauração” – o paradisíaco império mundial sionista a vir)...” (Grimstad, op. cit. p. 252)

Tishbi continuou a citar adiante a obra de Vital em enfatizar o ensinamento cabalístico de Isaac Luria de que não-Judeus são satânicos: “as almas dos não-Judeus vêm inteiramente da parte feminina da esfera satânica. Por essa razão, as almas dos não-Judeus são chamadas más...” (Yesaiah Tishbi, Torat ha-Rave-ha-Kelippah be-Kabbalat ha-Ari “A teoria do mal e a esfera satânica na Kabbalah”; 1942)

Fonte: http://judaismoemaconaria.blogspot.com/2012/01/etica-talmudica-e-cabalistica.html