quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O Perigo Islâmico.

Carta Aberta ao Papa: o perigo do Islã.
Carta aberta ao Papa Francisco sobre sua Mensagem aos muçulmanos por ocasião do encerramento do Ramadã
(Publicada em 30 de agosto de 2013 no site francês Islam & Vérité)


Santíssimo Padre,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo que Vos confiou a missão de conduzir a Igreja!
Permiti-me, em nome de numerosas pessoas chocadas pela vossa carta aos muçulmanos por ocasião do Id al-Fitr [1] e em virtude do cânon 212 § 3 [2], comunicar-vos as reflexões desta Carta aberta.

Saudando com “um grande prazer” os muçulmanos por ocasião do ramadã, o qual é considerado um tempo consagrado “ao jejum, à oração e à esmola”, Vós pareceis ignorar que o jejum do ramadã é tal, que “a cesta média de uma família que faz o ramadã aumenta 30%” [3], que a esmola muçulmana se destina somente aos muçulmanos necessitados, e que a prece muçulmana consiste principalmente em rejeitar cinco vezes por dia a Fé na Trindade e em Jesus Cristo, a pedir o favor de não seguir o caminho dos transviados que são os cristãos... Ademais, durante o ramadã, a delinquência aumenta de modo vertiginoso [4]. Há realmente nessas práticas algum motivo de elogio possível?

Vossa carta afirma que devemos ter estima pelos muçulmanos, e “especialmente pelos seus chefes religiosos”, mas não dizeis a que título. Uma vez que Vos dirigis a eles enquanto muçulmanos, segue-se daí que essa estima se dirige também ao Islã. Ora, o que é para um cristão o Islã que “nega o Pai e o Filho” (1 João 2.22), senão um dos mais poderosos Anticristos, em número e em violência (Ap 20, 7-10)? Como se pode ter ao mesmo tempo estima por Jesus Cristo e por aquele que se Lhe opõe?

Vossa mensagem nota em seguida que “as dimensões da família e da sociedade são particularmente importantes para os muçulmanos nesse período” de ramadã, mas o que não está dito é que o ramadã serve de formidável meio de condicionamento social, opressão e denúncia dos insubmissos ao totalitarismo islâmico, em suma, da negação total do respeito que Vós evocais... Assim, o artigo 222 do Código Penal marroquino estipula: “Aquele que, notadamente conhecido por sua pertencença à religião muçulmana, rompe ostensivamente o jejum num lugar público durante o tempo do Ramadã, sem motivo admitido por esta religião, é punido com a prisão de um a seis meses e a uma multa”. E trata-se apenas do Marrocos...

Que “paralelos” Vós poderíeis encontrar entre “as dimensões da família e da sociedade muçulmana” e “a fé e a prática cristãs” quando o estatuto da família muçulmana inclui a poligamia (Corão 4.3 ; 33.49-52,59), o repúdio (Corão 2.230), a inferioridade ontológica e jurídica da mulher (Corão 4.38; 2.282; 4.11), o dever do marido de bater nela a seu bel-prazer (Corão 4.34), etc.? Que paralelo pode haver entre a sociedade muçulmana, construída para a glória do Único, e que por isso não pode tolerar a alteridade nem a liberdade, nem tampouco, em consequência, distinguir os domínios religioso e espiritual – “Entre nós e vós, são a inimizade e o ódio para sempre, até que creiais somente em Alá!” (Corão, 60.4) – e a sociedade cristã que, porquanto construída para a glória do Deus Uno e Trino, valoriza o respeito às legítimas diferenças? Dever-se-ia então entender por “paralelo” não aquilo que se assemelha e, portanto, converge para um ponto comum, mas aquilo que, pelo contrário, nunca se reúne? Em tal caso, ajuda esse equívoco a clareza de vossa declaração?

Vós propondes aos vossos interlocutores refletir sobre “a promoção do respeito mútuo através da educação”, deixando crer que eles partilham convosco dos mesmos valores humanitários de “respeito mútuo”. Mas tal não é o caso. Para um muçulmano, não existe natureza humana à qual se referir, nem bem conhecível pela razão: o homem e seu bem são somente aquilo que o Corão afirma. Ora, ele ensina aos muçulmanos que os cristãos principalmente, por serem cristãos, “não são senão impureza” (Corão 9.28), os “piores da criação” (Corão 98.6), “mais vis que os animais” (Corão 8.22; cf. 8.55) [5]...

Por acharem ser o Islã a verdadeira religião (Corão 2.208 ; 3.19,85) que deve dominar todas as demais até erradicá-las completamente (Corão, 2.193), os não muçulmanos só podem ser perversos e malditos (Corão 3.10, 82, 110 ; 4.48, 56, 76, 91 ; 7.144 ; 9.17,34 ; 11.14 ; 13.15,33 ; 14.30 ; 16.28-9 ; 18.103-6 ; 21.98 ; 22.19-22,55; 25.21 ; 33.64 ; 40.63 ; 48.13), aos quais os muçulmanos devem combater sem cessar (Corão 61.4,10-2 ; 8.40 ; 2.193) pelo ardil, (Corão 3.54 ; 4.142 ; 8.30 ; 86.16), pelo terror (Corão 3.151 ; 8.12,60 ; 33.26 ; 59.2) e por todas sorte de castigos (Corão 5.33 ; 8.65 ; 9.9,29,123 ; 25.77) como a decapitação (Corão 8.12 ; 47.4) ou a crucifixão (Corão 5.33), com vistas a eliminá-los (Corão 2.193 ; 8.39 ; 9.5,111,123 ; 47.4), e aniquilar definitivamente (Corão 2.191 ; 4.89,91 ; 6.45; 9.5,30,36,73 ; 33.60-2 ; 66.9). “Ó vós que credes! Combatei até à morte os incrédulos que estão perto de vós, e que eles encontrem em vós a rudeza...” (Corão 9.30 ; cf. 3.151 ; 4.48)…
Santíssimo Padre, ao se dirigir aos muçulmanos pode-se esquecer que eles seriam incapazes de se aventurar fora do que está estipulado no Corão?

Vossos apelos “a respeitar em cada pessoa, [...] primeiro sua vida, sua integridade física, sua dignidade com os direitos que dela decorrem, sua reputação, seu patrimônio, sua identidade étnica e cultural, suas ideias e suas preferências políticas” não seriam capazes de suavizar as imutáveis disposições dadas por Alá, algumas das quais acabo de enumerar. Mas se é preciso respeitar de outrem “suas ideias e suas preferências políticas”, como se opor então à lapidação, à amputação e a toda sorte de outras práticas abomináveis ordenadas pela sharia?

Vosso arrazoado não pode comover os muçulmanos: eles não têm lições para receber de nós, que não somos “senão impureza” (Corão 9.28). E se eles Vos felicitam apesar disso, como o fizeram os da Itália, é porque a política da Santa Sé serve enormemente aos seus interesses, por fazer a religião deles passar como respeitável aos olhos do mundo, fazendo crer que ela os leva a apreciar os valores universais que Vós preconizais... Eles Vos felicitarão enquanto estiverem, como na Itália, em situação minoritária. Mas quando não mais for assim, acontecerá o que sucede em todos os lugares onde eles são majoritários: todo grupo não muçulmano deve desaparecer (Corão 9.14; 47.4; 61.4; etc.), ou pagar a jyzaia para adquirir o direito de sobreviver (Corão 9.29). Vós não podeis ignorá-lo; mas, então, como podeis, ocultando isso aos olhos do mundo, favorecer a expansão do Islã junto aos inocentes ou ingênuos assim enganados? Considerais porventura os cumprimentos que Vos foram dirigidos como penhor da fecundidade de vossa atitude? Vós ignoraríeis então o princípio da takyia, que ordena a apertar a mão que o muçulmano não pode cortar (Corão 3.28; 16.106).

Mas do que valem no fundo tais trocas de polidez? São Paulo não dizia: “Se eu procurasse agradar aos homens, eu não seria mais o servidor de Cristo” (Gal 1.10)? Jesus denunciou como malditos aqueles que são objeto dos louvores de todos (Lc 6.26). Mas se até vossos inimigos naturais Vos louvam, quem não Vos louvará? A missão da Igreja é de ensinar as boas maneiras de se viver em sociedade? São João Batista teria sido morto caso se contentasse em desejar uma bela festa a Herodes? Dir-se-á talvez não existir comparação possível com Herodes, porque este vivia no pecado e estava no dever de um profeta denunciar o pecado. Mas se todo cristão se tornou um profeta no dia se seu batismo e se o pecado é não crer em Jesus, Filho de Deus Salvador (Jo 16.9) – do que se glorifica precisamente o Islã –, como poderia um cristão não denunciar o pecado que é o Islã e apelar à conversão “em tempo e contra o tempo” (2 Tim, 4.2)?

Uma vez que a razão de ser do Islã é substituir o Cristianismo – o qual teria pervertido a revelação do puro monoteísmo pela fé na Santíssima Trindade, de sorte que Jesus não seria Deus, não teria morrido nem ressuscitado, não haveria Redenção e Sua obra seria assim reduzida ao nada –, como não denunciar o Islã como sendo o Impostor anunciado (Mt 24.4, 11, 24) e o predador por excelência da Igreja? Ao invés de caçar o lobo, a diplomacia vaticana dá a impressão de preferir alimentá-lo com suas lisonjas, não vendo que ele espera apenas crescer suficientemente para fazer aquilo que faz em todos os lugares onde ele se torna forte e vigoroso. Seria preciso lembrar o martírio vivido pelos cristãos no Egito, no Paquistão e onde quer o Islã esteja no poder?
Como poderá a Santa Sé assumir a responsabilidade de afiançar o Islã apresentando-o como um cordeiro quando ele é um lobo disfarçado de ovelha? Em Akita, a Virgem Maria nos preveniu: “O demônio se introduzirá na Igreja porque ela estará cheia daqueles que aceitam os compromissos.”

Santíssimo Padre, como pode vossa carta afirmar que “principalmente entre cristãos e muçulmanos, o que somos chamados a respeitar é a religião do outro, seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”? Como se pode respeitar o Islã, que blasfema continuamente contra a Santíssima Trindade e Nosso Senhor Jesus Cristo, que acusa a Igreja de ter falsificado o Evangelho e que procura suplantá-la (Apoc 12.4)? Porventura não se comportaram como bons cristãos um Santo Irineu, que escreveu Contra as heresias; um São João Damasceno que escreveu Das heresias, onde ele ressalta “muitos absurdos tão risíveis relatados no Corão”; um São Tomás de Aquino com sua Suma contra os Gentios, e todos os Santos que se dedicaram a criticar as falsas religiões, para que Vós condeneis hoje retrospectivamente sua ação, como também a de alguns raros apologistas contemporâneos? Deveria ser excluído o tema religioso do campo da cooperação entre a razão e a fé, tão encorajada por Bento XVI?

Se o apelo formulado em vossa carta for seguido, Santo Padre, seria então preciso, juntamente com a Organização da Cooperação Islâmica (OCI) [6], pedir a condenação em todas as partes do mundo de qualquer crítica ao Islã, e cooperar assim com a OCI para a disseminação deste – ele que ensina, repito, que estando o Cristianismo corrompido, o Islã vem substituí-lo... Por que querer amordaçar a apologética cristã, como deseja a OCI?

É evidente que não se semeia entre espinhos (Mt 13.2-9), mas começa-se por arrancá-los antes de semear. Por isso, não se pode simplesmente anunciar a Boa Nova da salvação a uma alma muçulmana, porque desde a mais tenra infância ela está vacinada, imunizada contra a Fé cristã (Corão 5.72; 9.113; 98.6...) e coberta de preconceitos, calúnias e toda sorte de falsidades a respeito do Cristianismo. Portanto, cumpre necessariamente começar por criticar o Islã, “seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”, para desmontar nessa alma as falsas convicções que a tornam inimiga do Cristianismo. São Paulo pede que se utilizem não apenas “as armas defensivas da justiça”, mas também “as armas ofensivas” (2 Cor 6.7). Onde estão estas últimas na vida da Igreja de hoje?

Oh, certamente, associar-se à alegria de uma simpática população ignorante da Vontade de Deus e desejar-lhe um bom ramadã não parece ser uma coisa má em si; era o que achava São Pedro quando foi legitimando os costumes judeus... com medo já então dos protomuçulmanos, que eram os judeus nazarenos! Mas São Paulo o corrigiu publicamente, mostrando-lhe que havia coisa mais importante a fazer do que procurar agradar os falsos irmãos (Gal 2.4, 11-14; 2 Cor 11.26; Corão 2.193; 60.4; etc.). Se São Paulo teve razão, como negar que se deve criticar “a religião do outro, seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”?

Evitando qualquer crítica ao Islã, vossa carta justifica especialmente os bispos que vão colocar a primeira pedra das novas mesquitas, o que também eles fazem por cortesia, com a intenção de agradar a todo mundo e favorecer a paz civil. Quando amanhã seus fieis se tornarem muçulmanos, estes últimos poderão dizer que o fizeram por causa de seus bispos, que ao invés de os proteger lhes indicaram o caminho da mesquita... E poderão também dizer a mesma coisa a respeito da Santa Sé, porquanto ela lhes terá ensinado a não considerar o Islã como ele é verdadeiramente, mas a honrá-lo como bom e respeitável em si...

Vossa carta justifica vossos votos de boas-festas de ramadã, afirmando: “É claro que, quando demonstramos respeito pela religião do outro ou quando lhes oferecemos nossos votos por ocasião de uma festa religiosa, nós procuramos simplesmente compartilhar sua alegria, sem que se trate com isso de fazer referência ao conteúdo de suas convicções religiosas.” – Como se alegrar com uma alegria que glorifica o Islã? A atitude que Vós preconizais, Santíssimo Padre, está de acordo com o mandamento de Jesus: “Que a vossa linguagem seja ‘Sim, sim’; Não, não’: o que se disser a mais provém do maligno” (Mt 5.37)? E ainda que se pudesse crer que desejando um bom ramadã não se peca – em razão de uma restrição mental que pretende negar o vínculo entre o ramadã e o Islã, o que mostra bem que tal comportamento é problemático –, está isso de acordo com a caridade pastoral, segundo a qual um pastor deve se preocupar pelo modo como seu gesto é interpretado pelos seus interlocutores?

Com efeito, ao nos ouvirem lhes desejar um bom ramadã, o que poderão pensar os muçulmanos? De duas uma: ou que somos uns idiotas incompreensivelmente obtusos, malditos por certo por Alá, pelo fato de não nos tornarmos muçulmanos – uma vez que nossos augúrios lhes dão a entender que a religião deles não apenas é boa, pois capaz de lhes dar a alegria que lhes desejamos, mas também superior ao Cristianismo, porque posterior a este –, ou então que somos uns hipócritas que não ousamos lhes dizer na face o que pensamos de sua religião, o que equivaleria a reconhecer que temos medo deles e que eles já se tornaram nossos senhores. Vendo-nos raciocinar como muçulmanos, poderão eles dar outra interpretação ao nosso gesto?

Inúmeros muçulmanos já me comunicaram seu contentamento pelo fato de Vós honrardes a religião deles. Como poderão eles se converter um dia se a Igreja os encoraja a praticar o Islã? Como pensa a Santa Sé anunciar-lhes a falsidade do Islã e o dever que eles têm de abandoná-lo para se salvarem recebendo o santo Batismo? Não está ela favorecendo o relativismo religioso – para o qual pouco importa o que diferencia as religiões, porque o único que conta é a bondade do homem, que o salva independente de sua religião?

Os primeiros cristãos se recusaram a participar das cerimônias civis do Império Romano, que consistiam em fazer queimar um pouco de incenso diante de uma estátua do imperador – rito, entretanto, louvável na aparência, pois que supostamente favorecia a coexistência e a unidade das populações tão diversas e das religiões tão numerosas do imenso Império Romano. Os primeiros cristãos, para os quais a pregação do senhorio único de Jesus era mais importante do que qualquer realidade deste mundo, por mais que ela fosse da estima de seus concidadãos, preferiam assinar com seu sangue a originalidade da mensagem cristã.

É bem verdade que nós amamos ao nosso próximo – quem quer que seja ele, inclusive muçulmano – por ser membro da espécie humana como nós, querido e amado por Deus desde toda a eternidade, resgatado pelo Sangue do Cordeiro sem mancha. Jesus nos ensinou, porém, a negar todo vínculo humano oposto ao Seu amor (Mt 12.46-50; 23.31; Lc 9.59-62; 14.26; Jo 10.34; 15; 25). Assim sendo, em nome de que fraternidade se poderia chamar os muçulmanos de “nossos irmãos” (cf. vossa alocução de 29-03-2013)? Haveria, por acaso, uma fraternidade que transcenderia todos os engajamentos humanos – inclusive a comunhão com Cristo, rejeitada pelo Islã –, fraternidade essa que seria, em definitiva, a única a ter importância? Não, a vontade de Deus, que é de crermos em Cristo (Jo 6.29), faz com que “não conheçamos mais ninguém segundo a carne” (2 Cor 5.16).

A diplomacia vaticana pensa porventura que silenciando sobre a realidade do Islã ela poupará a vida dos infelizes cristãos nos países muçulmanos? Não, o Islã continuará a persegui-los (Jo 16.2), quanto mais ao perceber que ninguém se opõe aos seus desígnios e porque tal é a sua razão de ser (Corão, 9.30). Não esperam esses cristãos – como todos os demais cristãos – senão que Vós lhes recordeis que ser perseguido por causa de Seu Nome (Mt 16.24; Mc 13.13; Jo 15.20) é a partilha de todo discípulo de Cristo aqui na terra, e uma graça insigne digna de júbilo? Jesus mandou nada temer dos tormentos da perseguição (Lc 12.4), e aos nossos irmãos perseguidos por causa da Fé de se alegrarem pela oitava Bem-aventurança (Mt 5.11-12).

Não é essa alegria o melhor testemunho a ser dado? Que outro melhor serviço prestar aos militantes muçulmanos que não temem morrer – de tal modo estão seguros de que vão gozar dos Houris que Alá lhes promete pelo preço de seus crimes – do que lhes mostrar que os cristãos se ufanam em dar suas vidas por puro amor de Deus e pela salvação de seu próximo? Vossa carta evoca o testemunho de São Francisco, mas não diz que ele enviou frades franciscanos para evangelizar os muçulmanos do Marrocos, sabendo que os mesmos seriam ali muito provavelmente martirizados, como de fato aconteceu, e que ele mesmo empreendeu a tarefa de evangelizar o sultão Al Malik Al Kamil [7]. A verdadeira caridade denuncia a mentira e convida à conversão.

Santíssimo Padre, nós temos dificuldade em encontrar na vossa Mensagem aos muçulmanos o eco da caridade de São Paulo ordenando: “Não vos atreleis de modo disparatado aos infiéis. Com efeito, que relação há entre a justiça e a impiedade? Que união entre a luz e as trevas? Que acordo entre Cristo e Belial? Que associação entre o fiel e o infiel?” (2 Co 6.14-15); ou aquela do doce São João, de não acolher entre nós quem quer rejeite a Fé católica, de nem sequer cumprimentá-lo, sob pena de participar de “suas más obras” (2 Jo 7-11)... Saudar os muçulmanos por ocasião do ramadã não é participar de suas más obras? Quem odeia hoje até a sua túnica (Jud 23)? Por acaso, a doutrina dos Apóstolos não é mais atual?

É verdade que o Concílio Vaticano II convida os cristãos a esquecerem o passado. Mas isso não pode significar senão que é preciso esquecer os eventuais ressentimentos devidos às violências e injustiças sofridas pelos cristãos ao longo dos séculos, as quais foram infligidas, ao que nos consta, pelos muçulmanos. Porque interpretar de outro modo esse “esquecer o passado”, não seria condenar-se a reviver como outrora os mesmos infortúnios? Sem memória poderia sequer haver identidade? Poderíamos sem memória ter um futuro?

Santíssimo Padre, lestes a Carta aberta do Sr. Christiano Magdi Allam [8], ex-muçulmano batizado por Bento XVI em 2006, na qual ele anunciou que deixava a Igreja devido à conivência desta com a islamização do Ocidente? Esta carta é como um reboar de trovão no céu desbotado das negligências e tepidezes eclesiais, e deveria soar para nós como uma formidável advertência!
Santíssimo Padre: é pelo fato de a diplomacia não ser assistida pelo carisma da infalibilidade e por vossa Mensagem aos muçulmanos por ocasião do fim do ramadã não constituir um ato magisterial que eu tomo a liberdade de criticá-la de modo aberto e respeitoso (cânon 212 § 3) [9]. Vós considerastes sem dúvida que melhor do que falar de ‘teologia’ com os muçulmanos conviria dispor seus corações por meio de um ensinamento sobre o dever, entretanto elementar, de respeitar o outro. Sinto-me obrigado a dizer-Vos que, na minha opinião, tal ensinamento deveria se fazer fora de qualquer referência ao Islã, a fim de evitar toda ambiguidade a seu respeito. Por que não por ocasião do Ano Novo ou do Natal? Não é por certo sem razão que Bento XVI havia dissolvido o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e transferido suas prerrogativas ao Conselho Pontifício para a Cultura...

Dito isto, eu renovo meu compromisso de fidelidade à Cátedra de São Pedro na fé em seu magistério infalível, com a esperança de que todos os católicos que foram abalados em sua fé pela vossa Mensagem aos muçulmanos por ocasião do fim do ramadã façam o mesmo.

Padre Guy Pagès

[1] http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130710_musulmani-ramadan_fr.html
[2] “Segundo o saber, a competência e o prestígio de que eles gozam, eles têm o direito e mesmo às vezes o dever de dar aos Pastores sagrados sua opinião sobre aquilo que diz respeito ao bem da Igreja e de fazê-la conhecer aos outros fieis, ressalvadas a integridade da fé e dos costumes e a reverência devida aos pastores, e tendo-se em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas” (Cânon 212 § 3).
[3] http://www.leconomiste.com/article/897050-ramadan-dope-la-demande
[4] http://francaisdefrance.wordpress.com/2013/07/22/ratp-et-ramadan/
[5] “... ao mesmo título que o excremento, a urina, o cão e o vinho”, precisa o aiatolá Khomeini, em Principes politiques, philosophique, sociaux et religieux, Éditions Libres Hallier, Paris, 1979.
[6] http://ripostelaique.com/tandis-qualexandre-delvalle-denonce-loci-laurent-fabius-se-prosterne-devant-ses-representants.html
http://www.libertiesalliance.org/brusselsconference/icla-proceedings-brussels-2012/
[7] http://www.eleves.ens.fr/aumonerie/numeros_en_ligne/careme02/seneve008.html
[8] http://benoit-et-moi.fr/2013-II/articles/magdi-allam-quitte-leglise.html
[9] Cf. Nota 2


Islam&Vérité, Vendredi 30 Août 2013; http://www.islam-et-verite.com/blog/billets-d-humeur/lettre-ouverte-au-pape-francois-au-sujet-de-son-message-aux-musulmans-pour-la-fin-du-ramadan.html; sexta-feira, 30 de agosto de 2013, 14:07:22.
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SÃO JOÃO BATISTA.

SÃO JOÃO BATISTA
Dom Fernando Arêas Rifan*
Hoje celebramos a solenidade de São João Batista, um dos santos “juninos”, ao lado de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29). Vale recordar, para nossa edificação, o exemplo daquele de quem Jesus disse: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11).
João Batista, assim cognominado pelo batismo que administrava, foi o precursor de Jesus, aquele que o apresentou ao povo de Israel. Filho de Zacarias e Santa Isabel, foi santificado ainda no seio materno quando da visita de Nossa Senhora, já grávida do Menino Jesus. Por isso a Igreja festeja, no dia 24, o seu nascimento, ao contrário de todos os outros santos, dos quais ela só comemora a morte, ou seja, seu nascimento para o Céu.
Desde criança, retirou-se para o deserto para fazer penitência e se preparar para sua futura missão. Alguns acham que ele teria vivido entre os Essênios, comunidade monacal do deserto vizinho ao Mar Morto. Ministrava ao povo o batismo de penitência, ao qual Jesus também acorreu, por humildade. Sua pregação era: “Convertei-vos, pois o reino dos Céus está próximo... Produzi fruto que mostre vossa conversão... Eu vos batizo com água, para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu não sou digno nem de levar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3, 2, 8, 11).
Jesus, no começo do seu ministério público, quis também, por humildade, misturando-se aos pecadores, ser batizado por João. João quis recusar, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?... Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba e vir sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: ‘Este é o meu filho amado; nele está o meu agrado’” (Mt 3, 14, 16-17).
São João Batista era o homem da verdade, sem acepção de pessoas. Por isso admoestava o Rei Herodes contra o seu pecado de infidelidade conjugal e incesto, o que atraiu a ira da amante do rei, Herodíades, que instigou o rei a metê-lo no cárcere. No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou na frente dos convivas, o que levou o rei, meio embriagado, a prometer-lhe como prêmio qualquer coisa que pedisse. A filha perguntou à mãe, que não perdeu a oportunidade de vingar-se daquele que invectivava seu pecado. Fez a filha pedir ao rei a cabeça de João Batista. João foi decapitado na prisão, merecendo o elogio de Jesus, por ser um homem firme e não uma cana agitada pelo vento.
Assim, a virtude que mais sobressai em João Batista, além da sua humildade e penitência, é a firmeza de caráter, tão rara hoje em dia, quando muitos pensam ser virtude o saber “dançar conforme a música”, ser uma cana que pende de acordo com o vento das opiniões, o pautar a vida pelo que dizem ou acham e não pela consciência reta, voz de Deus em nosso coração. João Batista foi fiel imitador de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, que, como disse o poeta João de Deus, “morreu para mostrar que a gente pela verdade se deve deixar matar”.
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Fim dos Tempos.

"O quinto período da Igreja, que começará cerca de 1520, terminará com a vinda do grande Papa e do poderoso Monarca que será chamado 'Ajuda de Deus', porque ele restaurará tudo. O quinto período é de aflição, desolação, humilhação e pobreza para a Igreja. Jesus Cristo purificará seu povo por meio de guerras cruéis, fome, pragas, epidemias e outras horríveis calamidades. Ele também afligirá e enfraquecerá a Igreja Latina com muitas heresias. Esse será um período de defecções, calamidades e extermínios. Serão poucos sobre a Terra os cristãos que sobreviverão à espada, às pragas e à fome."
Ven. Bartolomeu Holzhauser - séc. XVII

"Nesse período, muitos homens abusarão da liberdade de consciência que lhes foi concedida. É desses homens que São Judas Apóstolo falou, quando disse: 'Estes blasfemam de tudo que ignoram. E se corrompem mesmo naquilo que, à maneira de animais irracionais, só conhecem de modo instintivo' (Jd 1,10). Eles ridicularizarão a simplicidade cristã; eles a chamarão tola e insensata, mas terão na mais alta conta de grande sabedoria a habilidade pela qual os axiomas da lei, os preceitos da moralidade, os santos cânones e os dogmas religiosos serão obscurecidos por questões sem sentido e argumentos sofisticados."
Ven. Bartolomeu Holzhauser - séc. XVII

"Esse será um tempo de maldades, um século repleto de calamidades e perigos. A heresia estará em todo lugar, e os hereges estarão no poder em quase todo lugar.. Mas Deus permitirá um grande mal contra a sua Igreja: hereges e tiranos irromperão na Igreja súbita e inesperadamente. Entrarão na Itália e subjugarão Roma; queimarão as igrejas e destruirão tudo."
Ven. Bartolomeu Holzhauser - séc. XVII

"Foi-me revelado que pela intercessão da Mãe de Deus todas as heresias desaparecerão. Essa vitória sobre as heresias foi reservada por Cristo à sua Bem-Aventurada Mãe... Antes da Segunda Vinda de Cristo, Maria deve, mais que nunca, reluzir em misericórdia, poder e graça, para reconduzir os descrentes à Fé Católica."
Ven. Maria de Agreda - séc. XVII

"A SS. Trindade concedeu o desejo da minha Rainha, confirmando que Deus abençoará todos os que, por seu auxílio e cooperação, contribuírem na confecção da Estátua Sagrada, assim como os que ajudarem a difundir esta devoção (a Nossa Senhora do Bom Sucesso) através dos séculos, tornando conhecida essa devoção e sua origem no séc. XX. Aquele será um tempo de grande corrupção nos costumes. O Sagrado Sacramento das Santas Ordens será ridicularizado, oprimido e desprezado, pois é à própria Igreja de Deus e a Deus mesmo que se desafia e diminui, nos sacerdotes que O representam. O demônio perseguirá os ministros de Deus de todas as maneiras possíveis."
Ir. Marianne de Jesus Torres - séc. XVII

"Deus castigará o mundo quando o homem houver realizado maravilhosas descobertas, que o farão esquecer Deus. Eles terão carruagens sem cavalos e voarão como pássaros."
Beato Rembordt - séc. XVIII

"Antes que a guerra torne a irromper, a comida se tornará escassa e cara. Haverá pouco trabalho para os trabalhadores, e os pais de família terão de suportar o choro de seus filhos famintos. Haverá terremotos e sinais no sol. Perto do fim, a escuridão cobrirá todo o mundo. Quando todos acreditarem que a paz está assegurada, quando todos menos o esperarem, o grande acontecimento terá início. A revolução irromperá na Itália quase ao mesmo tempo que na França. Por algum tempo, a Igreja quedará sem Papa."

O Místico de Tours - séc. XIX
PROFECIAS DOS SANTOS E MÍSTICOS CATÓLICOS

AS MAIS RELEVANTES PROFECIAS

Selecionamos poucas, porém, as mais relevantes profecias de Santos, videntes e místicos Católicos reconhecidos no passado e no século atual dentre um grande número de profecias citadas freqüentemente. Para as profecias adicionais, favor reportarem-se aos livros citados.

I. Irmão John do Cleft Rock(século 14)

• “Pelo fim do mundo, tiranos e multidões de criaturas hostis saquearão a Igreja, o clero e todas as suas posses, e afligi-los-ão e martirizá-los-ão. Aqueles submetidos aos maiores abusos, serão elevados na mais alta consideração.”

• “Naquele tempo, o Papa e seus cardeais serão obrigados a abandonar a Roma para um lugar desconhecido, em circunstâncias trágicas. O Papa terá uma morte cruel no seu exílio. O sofrimento da Igreja será muito maior que em qualquer outra época da sua história. Mas Deus fará erguer um Santo Papa, e os anjos se exultarão. Iluminado por Deus, este homem reconstruirá quase o mundo inteiro através da sua santidade. Guiará todos para a Verdadeira Fé. Em todo o lugar o temor de Deus, a virtude e a boa moral prevalecerão. Reconduzirá as ovelhas desgarradas e haverá uma única fé, uma lei, uma regra de vida e um batismo na terra. Todos os homens se amarão e farão o bem, e todas as brigas e guerras cessarão. (Yves Dupont, Catholic Profecy, 1973)

II. Venerável Bartolomeu Holzhauser (Alemanha, séc. 17)

• “Durante este período, muitos homens abusarão da liberdade da consciência concedida a eles. É a respeito de tais homens que S. Judas, o Apóstolo, falou, quando disse: “Estes, porém, blasfemam de todas as coisas que ignoram, e pervertem-se, como animais sem razão... Eles são máculas nos seus festins, banqueteando-se sem respeito, apascentando-se a si mesmos, nuvens sem água, que os ventos levam de uma parte para a outra... são uns murmuradores queixosos, que andam segundo as suas paixões, e a sua boca profere coisas soberbas, as quais mostram admiração pelas pessoas segundo convém ao seu próprio interesse... Estes são os que provocam divisões, homens sensuais que não têm espírito.””

• “Durante este período infeliz, haverá relaxamento nos preceitos divino e humano. A disciplina sofrerá. Os Cânones Sagrados serão totalmente esquecidos e o Clero não respeitará as leis da Igreja. Todos serão levados a acreditar e fazer o que desejam de acordo com a vontade da carne”.

• “Ridicularizarão a simplicidade Cristã; chamá-la-ão estúpida e sem sentido, e, por outro lado, terão a mais alta consideração pelo conhecimento avançado, e para as habilidades pelas quais as axiomas da lei, os preceitos da moralidade, os Cânones Sagrados e dogmas religiosos são obscurecidos por questões sem sentido e argumentos elaborados. Como resultado, nenhum princípio, embora sagrado, autêntico, tradicional e correto, permanecerá livre da censura, crítica, falsas interpretações, modificação e delimitação do homem”.

• “Estes são tempos diabólicos, um século cheio de perigos e calamidades. A heresia estará em todo o lugar, e os seus seguidores estarão com o poder em quase todo o canto da terra. Bispos, prelados, e religiosos dirão que estão fazendo o seu dever, que estão vigilantes, e que vivem de acordo com a sua função. Assim agindo, entretanto, todos estarão procurando uma desculpa. Mas Deus permitirá um grande malefício contra a Sua Igreja: heréticos e tiranos atacarão de repente e sem aviso; eles adentrarão a Igreja enquanto bispos, prelados e religiosos estarão dormindo. Invadirão a Itália e derrubarão a Roma; incendiarão as igrejas e destruirão tudo”. (Yves Dupont, Catholic Profecy, Tan Books and Publishers, 1973).

III. Pe. Nectou, S.J.(séc. 18)

• “A confusão será generalizada de tal sorte que os homens não serão capazes de raciocinar, como se Deus houvesse abandonado a humanidade, e isto, durante a crise máxima. O melhor que poderá ser feito será permanecer onde Deus nos deixou, e perseverar nas orações fervorosas. ...Neste momento haverá uma crise tão terrível que as pessoas acreditarão que o fim do mundo chegou. Sangues correrão em muitas cidades grandes. Os elementos entrarão em convulsão. Será como um pequeno Julgamento Final”.

• “Muitos perderão as suas vidas nestes tempos de calamidade, mas os perversos não prevalecerão. Tentarão, certamente, destruir toda a Igreja, mas não lhes será dado tempo suficiente, porque a crise tenebrosa terá uma duração curta. Quando tudo parecer perdido, tudo será resguardado. Este desastre acontecerá logo após a força da Inglaterra começar a minguar. Este será o sinal. Como quando a figueira começa a brotar e produzir folhas e é o sinal seguro da chegada do verão. A Inglaterra, por sua vez, experimentará uma revolução mais tenebrosa que a da França. Continuará o tempo suficiente para França recobrar a sua força; então auxiliará a Inglaterra a restaurar a paz e a ordem”.

• “Durante esta revolução, que será generalizada e não restrita à França, Paris será destruída tão completamente que 20 anos depois, os pais andando com os seus filhos na sua ruína, serão indagados de que tipo de lugar era aquilo; e assim responderão: “Meu filho, esta era uma grande cidade que Deus destruiu por causa de seus crimes”. (Yves Dupont, Catholic Profecy, 1973).

IV. Beata Anna-Maria Taigi (Itália, séc. 19)

• Papas e cardeais têm se referido a esta santa mulher casada como uma das maiores santas de todos os tempos. Foi elogiada por Papa Benedito XV na sua beatificação em 20 de maio de 1920, como sendo esposa e mãe exemplar apesar das circunstâncias da pobreza e sofrimento. Entrava freqüentemente em êxtase, realizava milagre de cura, lia corações, previa mortes, e tinha visões de acontecimentos futuros. Ela previu as duas grandes guerras mundiais deste século. Dezoito anos após a sua morte, seu corpo permanecia incorruptível e em perfeito estado de conservação como se tivesse acabado de ser sepultada. A seguir apresentamos a sua profecia sobre os três dias de escuridão:

• “Deus enviará dois castigos: um será em forma de guerras, revoluções e outros males; terá origem na terra. O outro será enviado do Céu. Cairá sobre a terra uma escuridão intensa que durará 3 dias e 3 noites. Nada será visível, e o ar se encherá de pestilência da qual reclamarão principalmente, mas não somente, os inimigos da religião. Será impossível usar-se qualquer tipo de dispositivo feito por homem para iluminar durante esta escuridão, exceto as velas bentas. Aquele que, por curiosidade, abrir sua janela para olhar o exterior, ou deixar seu lar, cairá morto instantaneamente. Durante estes três dias, todos deverão permanecer em seus lares, rezar o Rosário e pedir a misericórdia a Deus.

• “Todos os inimigos da Igreja, conhecidos ou não, perecerão sobre a terra durante a escuridão universal, com exceção de poucos que Deus em breve converterá. O ar será infectado por demônios que aparecerão sob todos os disfarces.”

• “A Religião será perseguida, e os religiosos massacrados. As Igrejas serão fechadas, porém por um breve período. O Santo Padre será obrigado a deixar Roma.”

V. Marie Julie Jahenny de La Fraudais (França, séc. 19)

1. Ela possuía os 5 estigmas do Nosso Senhor. Como resultado, era chamada de “A Estigmatizada Bretã”. Ela teve o maravilhoso dom de distinguir o pão Eucarístico de um pão ordinário, objetos que eram abençoados e os que não eram; capacidade de reconhecer as relíquias e de dizer de onde vinham, e finalmente, de entender hinos e orações litúrgicas em várias línguas. Durante o período de cinco anos, a partir de 28 de dezembro de 1875, viveu somente da Santa Comunhão. Como registrou Dr. Imbert-Gourbeyre, durante todo este período, não houve nenhuma excreção líquida ou sólida. Ela ficava totalmente insensível a dor ou luz intensa durante as suas êxtases. Algumas destas êxtases eram acompanhadas por levitação.

2. Marie teve uma visão do diálogo entre Nosso Senhor e Lúcifer, e o último disse:
• “Atacarei a Igreja, derrubarei a Cruz, dizimarei os homens, depositarei grande fraqueza de Fé nos seus corações. Haverá também UMA GRANDE NEGAÇÃO DA RELIGIÃO. Por um tempo serei o MESTRE de tudo, tudo estará sob o MEU CONTROLE, mesmo Seu templo e todo o Seu povo.

3. “São Miguel diz que o Satanás possuirá tudo, por algum tempo e que reinará completamente sobre tudo; que toda a Bondade, Fé, e Religião serão enterradas no túmulo... Satanás e os seus triunfarão com alegria, porém, após este triunfo, o Senhor por Sua vez arregimentará o Seu povo e Reinará e TRIUNFARÁ SOBRE O MAL e LEVANTARÁ do túmulo a Igreja enterrada, a Cruz prostrada...

4. “Marie-Julie viu que “não permanecerá nenhum vestígio do Santo Sacrifício, nenhum traço aparente de fé. CONFUSÃO dominará todo o lugar...

5. “Todos os trabalhos aprovados pela Igreja Infalível como estão hoje, cessarão de existir, por um tempo. Neste tenebroso aniquilamento, sinais brilhantes se manifestarão sobre a terra. Se por causa da maldade dos homens a Santa Igreja estará nas trevas, o Senhor enviará também a escuridão que freará o mal na busca da maldade...

6. Em 27 de novembro de 1902 e 10 de maio de 1904, Nosso Senhor e Nossa Senhora anunciaram a conspiração para inventar a “Nova Missa”.





7. Marie-Julie anunciou a três dias de trevas ou escuridãodurante a qualas forças do inferno estarão soltas e executarão todos os inimigos de Deus. “A crise explodirá de repente; o castigo será partilhado por todos e se sucederá ininterruptamente...” (4 de janeiro de 1884):

a. “Os três dias de trevas três dias menos uma noite.

b. “, diz Nossa Senhora em 20 de setembro de 1882, E O INFERNO SERÁ LANÇADO sobre a terra. Trovões e raios farão morrerem de medo aqueles que não têm fé ou crença no Meu Poder.

c. “Durante estes três dias de terrível escuridão, nenhuma janela deverá ser aberta, porque ninguém será capaz de ver a terra e a terrível cor de que ela se revestirá nestes dias de castigo, sem que pereça imediatamente...

d. “O céu estará em chamas, a terra se repartirá... Durante estes três dias de escuridão deixem a vela benta iluminar todos os lugares, nenhuma outra luz brilhará...

e. “NINGUÉM FORA DE UM ABRIGO... sobreviverá. A terra tremerá como que no julgamento e o medo será grande. Sim, Nós ouviremos as orações de seus amigos; NINGUÉM PERECERÁ. Nós precisamos deles para publicar a glória da Cruz...” (8 de dezembro de 1882).

f. “SOMENTE AS VELAS BENTAS FORNECERÃO A LUZ durante esta horrível escuridão. UMA VELA apenas será suficiente para a duração desta noite de inferno... Nos lares dos perversos e blasfemos estas velas NÃO ACENDERÃO.”

g. “E Nossa Senhora afirma: .

h. “Durante esta escuridão, os demônios e os perversos se transformarão em FIGURAS MAIS HORRENDAS...nuvens vermelhas como sangue moverão através do céu. O estrondo do trovão fará estremecer a terra e os raios sinistros marcarão os céus fora da estação. A terra tremerá desde a sua fundação. O Oceano crescerá, suas enormes ondas bramindo invadirão o continente...

i. “
. Os corpos dos perversos e dos justos cobrirão o chão.

j. “Três-quarto da população do globo desaparecerá. Metade da população da França será destruída.” (Marquis de la Franquerie, Marie-Julie Jahenny).

VI. Sto. Pio X(Itália, séc. 20)

• “Eu vi um dos meus sucessores fugindo por cima dos corpos de seus irmãos da Fé. Ele se exilará disfarçando-se em algum lugar e após um curto isolamento, sofrerá uma morte cruel. A presente perversão do mundo é apenas o começo de aflição, antes do fim do mundo.” (Yves Dupont, Catholic Profecy, Tan Books and Publishers, 1973).

VII. Irmã Elena Aiello (Itália, séc. 20)
Ela foi uma Fundadora de uma ordem religiosa, uma religiosa santa, uma alma penitente e Estigmatizada.

• A Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu e disse-lhe em 22 de agosto de 1960:
o “...se as pessoas...não retornarem a Deus para viver a verdadeira vida Cristã, outra guerra terrível virá do Oriente para Ocidente. A Rússia com seu exército secreto lutará contra a América: no caminho arrasará a Europa. O rio Reno se encherá de sangue e cadáver. A Itália será também atormentada por uma grande revolução, e o Papa sofrerá terrivelmente.”

• A Bem-Aventurada Virgem mostrou-lhe outras visões entre 1959 e 1961:
o “Oh, que terrível visão tenho! Uma grande revolução está acontecendo em Roma! Estão invadindo o Vaticano, o Papa está só; ele está orando. Estão prendendo o Papa. Estão levando-o à força. Eles o derrubam no chão. Estão amarrando o Papa. Oh, Deus! Oh, Deus! Estão chutando o Papa! Que cena horrível! Como é terrível!”

o “Nossa Bem-Aventurada Mãe está aparecendo. Como cadáveres estes homens demoníacos estão caindo no chão. Nossa Senhora ajuda
o Papa a erguer-se e, pegando-o pelo braço, cobre-o com o seu manto dizendo: Não tenha medo!”

o A Rússia marchará sobre todas as nações da Europa, particularmente Itália, e hasteará a sua bandeira sobre o domo de São Pedro. A Itália será provada severamente por uma grande revolução, e Roma será purificada no sangue por causa dos seus muitos pecados, especialmente de impureza. O rebanho está para ser dissipado e o Para sofrerá imensamente.” (Albert J. Herbert, Prophecies! the Chastisement and Purification! (Profecias! O Castigo e Purificação), P. O Box 309, Paulina, LA 70763).

VIII. Madre Elena Leonardi(Itália, séc. 20)

• Ela esteve sob orientação especial do famoso Estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina, Itália, desde a idade de nove anos. Possuía uma alma penitente, escolhida por Deus para a reconciliação dos Religiosos e pecadores. O Pai Eterno, Nosso Senhor, a Virgem Maria, e Padre Pio apareciam a ela em visões e deram-lhe muitas mensagens importantes para o mundo, de 1973 a 1983. Seguem abaixo as mensagens recebidas por ela da Bem-Aventurada Virgem Maria:

o “Um fogo inesperado descerá sobre a terra, e a grande parte da humanidade será destruída. Este será um tempo de desespero para os ímpios: com gritos e blasfêmias satânicas, rogarão para serem cobertos pelas montanhas, e procurarão refúgios nas cavernas, mas sem sucesso. Aqueles que permanecerem encontrarão a misericórdia de Deus no meu poder e proteção, enquanto todos que se recusarem a arrepender-se dos seus pecados perecerão num mar de chama!

o “Bem-aventurados aqueles que neste tempo forem chamados verdadeiros devotos de Maria! Meu nome está guardado no seu coração, minha filha... A Rússia será quase totalmente queimada.” (Albert J. Herbert, The Three Days’ Darkness (Os Três Dias de Trevas), P. O Box 309, Paulina, LA 70763).

Reverência aos Santos Sacramentos - D.Antônio de Castro Mayer.

SOBRE A REVERÊNCIA AOS SANTOS SACRAMENTOS

Mons. Antônio de Castro Mayer

Uma das muitas lamentações do Santo Padre, provocadas pela explosão do liberalismo sensual moderno, relaciona-se com o que há de mais fundamental na Doutrina Católica. Diz o Papa que hoje se põe em dúvida tudo, mesmo as verdades mais sagradas.

A angústia de Paulo VI deve ser para nós uma advertência, no sentido de que é mister redobrar nosso zelo, não venha a falhar a fé nas ovelhas que nos estão confiadas.

Cumpre, para tanto, notar que aquele ceticismo, de que fala o Papa, se dá não somente na ordem das ideias. Há muita dúvida e negação que se exprime na prática, no teor de vida, na maneira de proceder. O que quer dizer que devemos estar atentos, não nos deixemos levar por certas, assim chamadas, adaptações da Igreja ao homem de hoje, que, na realidade, entibiam o fervor dos fiéis, e lentamente os vão distanciando daquela fé viva que é indispensável à salvação: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr. 11, 6).


Ajoelhar-se, sinal de fé na Eucaristia

Feita a observação de modo geral, queremos, hoje, salientar apenas e brevemente o que convém à Sagrada Comunhão. Será o suficiente como ilustração do que vem a ser um “aggiornamento” falso.

Sabemos, caríssimos Sacerdotes, que, no Santíssimo Sacramento do Altar, está real, verdadeira e substancialmente presente o mesmo Jesus Cristo, Deus e Homem, nosso adorável Salvador, de fé se faz com a inteligência e com os lábios; mas, de maneira mais viva e habitual, através de nosso procedimento da Comunhão.

Na Igreja Latina, a fé viva na Presença Real se ostenta mediante a genuflexão e a postura genuflexa, quando se passa diante ou quando se está em presença da Santa Hóstia Consagrada, ou solenemente exposta, ou em reserva no sacrário. Semelhante atitude baseia-se na Sagrada Escritura. Nela, de fato, lemos que tal atitude é, no fiel, o sinal da adoração. Assim, são louvados os milhares de judeus que “não curvaram os joelhos diante de Baal” (ROM. 11, 4); e, a respeito do Deus verdadeiro, diz o Senhor em Isaías, que “a Ele se curvará todo joelho” (44, 23 – cf. ROM. 14, 11). Mais diretamente a Jesus Cristo, declara o Apóstolo que ao seu nome “dobra-se todo joelho, no Céu, na terra e nos infernos” (Fil. 2, 10). Aliás, era a maneira como externavam sua fé no Salvador aqueles que Lhe pediam algum benefício (cf. Mat. 17, 14; Marc. 1, 40). Na Santa Igreja, o costume de dobrar os joelhos diante do Santíssimo Sacramento, além da adoração devida a tão excelso Senhor, tenciona, outrossim, manifestar reparação pelas injúrias com que a soldadesca infrene ludibriou do misericordioso Salvador, após a flagelação e coroação de espinhos: “de joelhos diante d’Ele, d’Ele zombavam” (Mat. 27, 29).

Fixa-se assim numa Tradição Apostólica o hábito de manifestar, mediante a genuflexão e a postura ajoelhada, nossa fé viva na Divindade de Jesus Cristo, substancialmente presente no altar. Eis porque recebe o fiel a Sagrada Comunhão de joelhos. Não o faz o Sacerdote na Missa, porque ele aí está representando a pessoa de Jesus Cristo. “Agit in persona Christi”, faz as vezes de Cristo como sacrificador, ofício que de modo algum compete ao fiel. Fora da Missa, também o Sacerdote comunga de joelhos.


Não há por que deixar uso tão excelente

Não somente porque é um costume imemorial, com base na Bíblia Sagrada, como pela mesma natureza do ato, a genuflexão nos compenetra de humildade, leva-nos a reconhecer nossa pequenez de criaturas diante da transcendência inefável de Deus, e mais ainda, nossa condição de pecadores que só pela mortificação e a graça chegaremos a dominar nosso orgulho e demais paixões, e a viver como verdadeiros filhos adotivos de Deus, remidos pelo Sangue preciosíssimo de Jesus Cristo.

De onde, a substituição de semelhante costume piedoso por outro só poderia justificar-se, no caso de uma excelência superior tão grande que compensasse também o mal que há em toda mudança, como ensina Santo Tomás de Aquino (1.2.q.97,a.2) com relação aos hábitos que dão vida às leis. Fiel a esta doutrina do Aquinate, o II Concílio do Vaticano estabelece que não se devem introduzir modificações na Liturgia, a não ser quando verdadeiramente necessárias, e assim mesmo, manda que as novas fórmulas dimanem organicamente das já existentes (Const. “Sacrosanctum Concilium”, nº 23).

Ora, o novo modo de comungar não oferece a excelência que sua introdução está a pedir. De fato, comungar de pé é coisa que não apresenta a seu favor textos da Sagrada Escritura, não tem as vantagens espirituais que a postura de joelhos traz consigo, como acima observamos, e tem os inconvenientes de toda mudança, que relaxa em vez de afervorar os fiéis.

Por isso, deve-se conservar o hábito de comungar de joelhos. E no Bispado, comungar de joelhos foi sempre, e continua a ser determinação diocesana, que todos devem seguir. Tanto mais, que, interrogada a Sagrada Congregação para o Culto Divino, sobre se, com o novo “Ordo” se fazia obrigatória a Comunhão em pé, aquele Dicastério romano respondeu que, onde o costume é comungar de joelhos, esse costume “sem a menor dúvida” convém que seja conservado.


Em nenhum caso se admita a Comunhão na mão

Recomendamos, portanto, a todos os caríssimos Sacerdotes que exercem o ministério no nosso Bispado, que se atenham a esta disposição diocesana: só distribuam a Sagrada Comunhão aos fiéis ajoelhados, admitindo apenas exceções em casos pessoais, quando alguma enfermidade torna impossível, ou quase, o ajoelhar-se. Em caso nenhum se permite a Comunhão na mão.


Confissão individual e auricular

Devido a certos abusos que se vão generalizando, recordamos, no mesmo assunto da suma veneração que devemos à Santíssima Eucaristia, o dispositivo do Concílio de Trento, que exige, para a lícita recepção da Sagrada Comunhão, o estado de graça obtido através de Confissão sacramental (Ses. XIII, can. 11). Esta Confissão sacramental será individual e auricular, e nela se devem acusar todos os pecados graves cometidos após o Batismo, ou após a última confissão bem feita. É ainda o mesmo Concílio de Trento que declara ser de direito divino a obrigação de confessar todos os pecados graves, indicando o número e espécie de cada um deles, após diligente exame de consciência (Sés. XIV, can. 7). De onde, ninguém pode dispensar os fiéis de semelhante obrigação. E, nos casos absolutamente excepcionais, como os de epidemia, guerra ou semelhantes, em que se permite a absolvição dada em comum, sem ouvir antes a acusação de todos os pecados, ainda nestes casos, permanece a obrigação de submeter às Chaves todos e cada um dos pecados graves cometidos. De maneira que, aqueles que tiverem a ventura de superar a crise epidêmica ou bélica, estão obrigados SUB GRAVI a acusar em Confissão sacramental, mesmo os pecados dos quais já tenham obtido absolvição geral, devido às circunstâncias especiais em que se achavam. A tais casos não se pode assimilar o acúmulo de penitentes em dias festivos, ou de alguma solenidade. Não há moralista de boa lei que admita o valor da absolvição nestes últimos casos, e o Papa Bem-aventurado Inocêncio XI condenou os que opinavam em sentido contrário, dispositivo que Pio XII renovou.


As senhoras comunguem de cabeça coberta

Ainda sobre a recepção da Sagrada Comunhão mantenha-se o costume tradicional que manda às senhoras e moças que se apresentem com a cabeça coberta. Outro hábito imemorial, fundado na Sagrada Escritura (cf. 1 Cor. 11, 5 e SS.), que não deve ser modificado. São Paulo recorda a veneração e o respeito aos Anjos presentes na igreja, que as senhoras significam com o uso do véu. Nada mais belo, mais ordenado, mais encantador do que a mulher cristã que reconhece a hierarquia estabelecida por Deus, e manifesta externamente sua adesão amorosa a semelhante disposição da Providência.


A imodéstia no trajar e a nossa responsabilidade

Na mesma ordem de idéias, lembramos aos nossos caríssimos Sacerdotes que devem empenhar-se, a fundo, por conservar nos fiéis o amor à modéstia e ao recato, que os tornam menos indignos de receber os Santos Sacramentos.

Não nos esqueçamos de que, se a sociedade se paganiza, se ela foge da mentalidade cristã, como esta se define nas máximas evangélicas, não o faz sem a conivência e a cooperação das famílias católicas, e, portanto, em grande parte, por nossa culpa, de nós Sacerdotes. Ou por comodismo, que em nós cria aversão ao exercício de nossa função de orientadores do povo fiel, ou quiçá – PROH DOLOR! – por condescendência com a sensualidade reinante, somos remissos em declarar, sem rebuços, que as modas de hoje destoam gravemente da virtude cristã, e, mais ainda remissos somos, em usar da firmeza apostólica, ainda que suavemente exercida, para afastar dos Sacramentos a atmosfera sensual atualmente introduzida na sociedade pelas vestes femininas.

É com tristeza que sabemos de Sacerdotes na Diocese, e de outras pessoas com responsabilidade de orientação de almas que não tomam a menor medida no sentido de manter em torno dos Sacramentos, especialmente da Santíssima Eucaristia, o ambiente de pureza que Jesus Cristo exige de seus fiéis servidores. Por que todas as igrejas da Diocese não ostentam, em lugar bem visível, as disposições eclesiásticas no sentido de que as senhoras e moças não se apresentem no templo de Deus com vestes ajustadas, decotadas, de saias que não desçam abaixo dos joelhos, ou de calças compridas, estas últimas mais próprias do outro sexo? E por que não tomam todos os Sacerdotes medidas a fim de que com semelhantes trajes, não se apresentem aos Sacramentos as senhoras e moças, ou para recebê-los ou como madrinhas ou testemunhas? Seria o mínimo que se poderia pedir a quem está realmente interessado por que a adaptação de que tanto se fala, não seja uma profanação do Sagrado, com prejuízo pessoal, para o povo fiel e para a sociedade em geral.

Caríssimos Sacerdotes. O zelo pela Casa de Deus, bem como a caridade com o próximo, pedem, nos tempos atuais, maior atenção à maneira de vestir dos fiéis que o são e querem viver cristãmente. A Sagrada Escritura lembra que “as vestes do corpo, o riso dos dentes e o modo de andar de um homem fazem-no conhecer” (Ecli. 19, 27). E Pio XII comenta: “A sociedade, por assim dizer, fala com a roupa que veste; com a roupa revela suas secretas aspirações, e dela se serve, ao menos em parte, para construir o seu próprio futuro” (“Disc. e Radiomes.” Vol. 19, p. 578). Ninguém negará o valor objetivo desta observação do Papa Pacelli.


Uma medida simples e eficaz

Uma das ocasiões em que mais especialmente devemos aplicar a palavra da Escritura e a orientação pontifícia é quando dos casamentos. Todas as paróquias deveriam ter um folheto, breve e simples, onde se recordassem a natureza, a santidade e as qualidades do Matrimônio cristão, as disposições para recebê-lo frutuosa e dignamente, e mais as advertências quanto aos trajes como hão de se apresentar na igreja os noivos, as testemunhas e convidados. Tal folheto deveria ser entregue aos interessados no momento em que cuidam do processo matrimonial na igreja.


“Aggiornamento” que leva à perdição eterna

De fato, é preciso, caríssimos Sacerdotes, não perder de vista a finalidade colimada pelo Concílio, segundo declaração formal do Papa, como tivemos oportunidade de salientar em Nossa Carta Pastoral de 19 de março de 1966, ao comentar o Motu Próprio de Paulo VI, concedendo o jubileu pós-conciliar. O Concílio deseja que a Igreja renove sua face, mediante a santificação maior de seus membros. É nesse sentido que se há de entender o “aggiornamento” de que falava João XXIII. É mediante a santificação de seus filhos que a Igreja atrai ao suave jugo de Jesus Cristo os que se acham fora de seu grêmio. Assim declara o Papa, assim atesta a História da Igreja, assim testemunha a Sagrada Escritura. “Cum exaltatus fuero, omnia traham ad meipsum – quando Eu for exaltado da terra, atrairei todos os homens a Mim”. E o Evangelista explana que Jesus falava de sua morte (Jo. 12, 32-33). O “aggiornamento” é obra de penitência, de mortificação, de renúncia, à imitação do Divino Salvador que, pela ignorância e renúncia da Cruz, pelas humilhações e o isolamento do Calvário, atraiu a Si o mundo todo “Cum exaltatus fuero, omnia traham ad meipsum”.

Ora, caríssimos Sacerdotes, inúmeras mudanças, que se apresentam como outras tantas etapas do “aggiornamento”, tendem só a favorecer as comodidades da natureza humana decaída, e a diminuir o fervor da caridade para com Deus. Sob o título de dignidade humana reduzem o lugar devido a Deus na vida do homem, cuja autonomia é lisonjeada de todos os modos. Semelhante “aggiornamento” não se insere dentro da salutar Tradição católica. Nele o lugar da mortificação, da renúncia, é mais o de uma concessão a que dolorosamente, não se pode fugir, do que o de uma exigência positiva, como ensina o dogma do pecado original, ponto básico da Economia da redenção, a cuja amorosa adesão se há de conformar a vida cristã, que porá sua alegria na austeridade e penitência, com que o homem se prepara para a visão beatífica no seio de Deus.

Com o “aggiornamento” de que falamos, aliás, perde-se de vista a bem-aventurança futura, para se cuidar da prosperidade do conforto, da felicidade aqui na terra, como se o homem aqui tivesse sua moradia permanente.

Não é preciso mostrar como um tal “aggiornamento” constitui um escândalo, no sentido próprio da palavra, pois contribui para perder as almas.


Sejamos cautelosos com certas permissões

Caríssimos Sacerdotes. Estas nossas considerações, como facilmente podeis verificar, têm o valor perene que lhe confere a Tradição católica, de onde procedem. Valem por si. Contra elas, pois, não há aduzir o exemplo do que se possa realizar alhures. De fato, sabemos as razões que determinam as permissões peculiares de outras regiões, sempre na hipótese de que não se trate de abusos, mas de concessões. Sabemos, aliás, por confissão do próprio Cardeal Gut, Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino, que mais de uma vez, o Papa permitiu contra a vontade, certas práticas que ele mesmo, ele Papa, considera abusivas (1). O que quer dizer que devemos ser cautelosos ainda quando se trata de permissões dada pela mesma Santa Sé. Enfim, o que podemos dizer é que aqui não militam motivos que, talvez, justifiquem usos introduzidos em outras partes. O que talvez em outros lugares não seja censurável, aqui certamente é coeficiente de dessacralização.


+ Antônio de Castro Mayer


21/11/1970

Nota:
(1) Transcrevemos as palavras do Sr. Cardeal Gut, a que nos referimos acima. São de uma entrevista que se encontra em “La Doc. Cath”, de 16 de novembro de 1969, p. 1048, col. 2: “(…) on a parfois Franchi lês limites, et beaucoup de prêtes ont simplement fait CE qui leur plaisait. Alors, CE qui est arrivé parfois, c’est qu’ils se sont imposés. Ces initiatives prises sans autorisation, on NE pouvait plus, bien souvent, lês arrêter, car cela s’etait répandu trop loin. Dans as grande bonté et as sagesse, le Saint-Pére a alors cede, souvent contre son gré”.
Retirada do livro “Dom Antônio de Castro Mayer – 1948-1988: Quarenta anos de episcopado”; constitui um exemplo frisante de aplicação a um caso concreto dos princípios estabelecidos na Pastoral “Aggiornamento” e Tradição. Suprimido no texto a parte de interesse meramente local.

Fonte: http://catolicosribeirao.blogspot.com.br/2013/09/circular-sobre-reverencia-aos-santos.html.

O destino dos indecisos: serem usados pelo primeiro que aparecer.

Por que a esquerda sempre faz uma oposição histérica a toda e qualquer ínfima medida ou iniciativa que seja por ela tida como “antiprogressista” ou, pior ainda, “reacionária” e contrária ao seu “projeto de poder”?

Os comunistas, ao menos em sua clássica fase leninista, ansiavam por uma revolução violenta e apocalíptica que destruiria o estado capitalista e levaria à ditadura do proletariado. Já os mencheviques — social-democratas ou neoconservadores —, fieis ao seu ideal “democrático”, sempre se sentiram um tanto desconfortáveis com a ideia de revolução, preferindo muito mais a “evolução” gradual produzida pelas eleições democráticas. O estado deve ser totalmente aparelhado por intelectuais partidários e simpatizantes, de modo a garantir a continuidade da longa marcha gramsciana da conquista das instituições culturais e sociais do país. Daí a desconsideração pelos gulags e pela revolução armada. Por isso o desaparecimento de seus primos (e concorrentes) bolcheviques não ter sido lamentado pelos social-democratas.

A esquerda se torna histérica sempre que percebe a ameaça de uma pequena reversão nesta sua inexorável marcha ao poder total, retrocessos estes que sempre são rotulados, obviamente, de “reações”. Na visão de mundo tanto de comunistas quanto de social-democratas, a mais alta — desde que “progressista” — moralidade é se mostrar não apenas um defensor, mas também, e principalmente, um entusiasmado fomentador da ‘inevitável próxima fase da história’. É ser a “parteira” (na famosa expressão de Marx) desta fase. Da mesma forma, a mais profunda, se não a única, imoralidade é ser “reacionário”, ser alguém dedicado a se opor a este inevitável progresso — ou, pior ainda, alguém dedicado a fazer retroceder a maré, a restaurar costumes enraizados, a “atrasar o relógio”.

Quem vai vencer essa guerra? Não se sabe. De que lado está a maioria da população? Certamente perdida, disponível para quem chegar primeiro. A maioria está confusa, vagando de um lado para o outro, dividida entre visões de mundo conflitantes. Ela pode pender para qualquer lado. Durante suas inúmeras batalhas faccionárias dentro do movimento marxista, Lênin certa vez escreveu que há dois grupos batalhando, cada um formado pela minoria da população, sendo que a maioria está no centro, e é formada justamente pelas pessoas confusas, às quais ele se referiu como O Brejo. A maioria da população hoje está confusa e constitui O Brejo; estas pessoas estão no terreno no qual a maioria das batalhas será disputada. E a metáfora é corretamente militar. Trata-se de uma batalha de vida e morte pelo formato do nosso futuro.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1292

Sobre a reverência aos santos sacramentos.

SOBRE A REVERÊNCIA AOS SANTOS SACRAMENTOS

Mons. Antônio de Castro Mayer
Uma das muitas lamentações do Santo Padre, provocadas pela explosão do liberalismo sensual moderno, relaciona-se com o que há de mais fundamental na Doutrina Católica. Diz o Papa que hoje se põe em dúvida tudo, mesmo as verdades mais sagradas.

A angústia de Paulo VI deve ser para nós uma advertência, no sentido de que é mister redobrar nosso zelo, não venha a falhar a fé nas ovelhas que nos estão confiadas.

Cumpre, para tanto, notar que aquele ceticismo, de que fala o Papa, se dá não somente na ordem das ideias. Há muita dúvida e negação que se exprime na prática, no teor de vida, na maneira de proceder. O que quer dizer que devemos estar atentos, não nos deixemos levar por certas, assim chamadas, adaptações da Igreja ao homem de hoje, que, na realidade, entibiam o fervor dos fiéis, e lentamente os vão distanciando daquela fé viva que é indispensável à salvação: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr. 11, 6).


Ajoelhar-se, sinal de fé na Eucaristia

Feita a observação de modo geral, queremos, hoje, salientar apenas e brevemente o que convém à Sagrada Comunhão. Será o suficiente como ilustração do que vem a ser um “aggiornamento” falso.

Sabemos, caríssimos Sacerdotes, que, no Santíssimo Sacramento do Altar, está real, verdadeira e substancialmente presente o mesmo Jesus Cristo, Deus e Homem, nosso adorável Salvador, de fé se faz com a inteligência e com os lábios; mas, de maneira mais viva e habitual, através de nosso procedimento da Comunhão.

Na Igreja Latina, a fé viva na Presença Real se ostenta mediante a genuflexão e a postura genuflexa, quando se passa diante ou quando se está em presença da Santa Hóstia Consagrada, ou solenemente exposta, ou em reserva no sacrário. Semelhante atitude baseia-se na Sagrada Escritura. Nela, de fato, lemos que tal atitude é, no fiel, o sinal da adoração. Assim, são louvados os milhares de judeus que “não curvaram os joelhos diante de Baal” (ROM. 11, 4); e, a respeito do Deus verdadeiro, diz o Senhor em Isaías, que “a Ele se curvará todo joelho” (44, 23 – cf. ROM. 14, 11). Mais diretamente a Jesus Cristo, declara o Apóstolo que ao seu nome “dobra-se todo joelho, no Céu, na terra e nos infernos” (Fil. 2, 10). Aliás, era a maneira como externavam sua fé no Salvador aqueles que Lhe pediam algum benefício (cf. Mat. 17, 14; Marc. 1, 40). Na Santa Igreja, o costume de dobrar os joelhos diante do Santíssimo Sacramento, além da adoração devida a tão excelso Senhor, tenciona, outrossim, manifestar reparação pelas injúrias com que a soldadesca infrene ludibriou do misericordioso Salvador, após a flagelação e coroação de espinhos: “de joelhos diante d’Ele, d’Ele zombavam” (Mat. 27, 29).

Fixa-se assim numa Tradição Apostólica o hábito de manifestar, mediante a genuflexão e a postura ajoelhada, nossa fé viva na Divindade de Jesus Cristo, substancialmente presente no altar. Eis porque recebe o fiel a Sagrada Comunhão de joelhos. Não o faz o Sacerdote na Missa, porque ele aí está representando a pessoa de Jesus Cristo. “Agit in persona Christi”, faz as vezes de Cristo como sacrificador, ofício que de modo algum compete ao fiel. Fora da Missa, também o Sacerdote comunga de joelhos.


Não há por que deixar uso tão excelente

Não somente porque é um costume imemorial, com base na Bíblia Sagrada, como pela mesma natureza do ato, a genuflexão nos compenetra de humildade, leva-nos a reconhecer nossa pequenez de criaturas diante da transcendência inefável de Deus, e mais ainda, nossa condição de pecadores que só pela mortificação e a graça chegaremos a dominar nosso orgulho e demais paixões, e a viver como verdadeiros filhos adotivos de Deus, remidos pelo Sangue preciosíssimo de Jesus Cristo.

De onde, a substituição de semelhante costume piedoso por outro só poderia justificar-se, no caso de uma excelência superior tão grande que compensasse também o mal que há em toda mudança, como ensina Santo Tomás de Aquino (1.2.q.97,a.2) com relação aos hábitos que dão vida às leis. Fiel a esta doutrina do Aquinate, o II Concílio do Vaticano estabelece que não se devem introduzir modificações na Liturgia, a não ser quando verdadeiramente necessárias, e assim mesmo, manda que as novas fórmulas dimanem organicamente das já existentes (Const. “Sacrosanctum Concilium”, nº 23).

Ora, o novo modo de comungar não oferece a excelência que sua introdução está a pedir. De fato, comungar de pé é coisa que não apresenta a seu favor textos da Sagrada Escritura, não tem as vantagens espirituais que a postura de joelhos traz consigo, como acima observamos, e tem os inconvenientes de toda mudança, que relaxa em vez de afervorar os fiéis.

Por isso, deve-se conservar o hábito de comungar de joelhos. E no Bispado, comungar de joelhos foi sempre, e continua a ser determinação diocesana, que todos devem seguir. Tanto mais, que, interrogada a Sagrada Congregação para o Culto Divino, sobre se, com o novo “Ordo” se fazia obrigatória a Comunhão em pé, aquele Dicastério romano respondeu que, onde o costume é comungar de joelhos, esse costume “sem a menor dúvida” convém que seja conservado.


Em nenhum caso se admita a Comunhão na mão

Recomendamos, portanto, a todos os caríssimos Sacerdotes que exercem o ministério no nosso Bispado, que se atenham a esta disposição diocesana: só distribuam a Sagrada Comunhão aos fiéis ajoelhados, admitindo apenas exceções em casos pessoais, quando alguma enfermidade torna impossível, ou quase, o ajoelhar-se. Em caso nenhum se permite a Comunhão na mão.


Confissão individual e auricular

Devido a certos abusos que se vão generalizando, recordamos, no mesmo assunto da suma veneração que devemos à Santíssima Eucaristia, o dispositivo do Concílio de Trento, que exige, para a lícita recepção da Sagrada Comunhão, o estado de graça obtido através de Confissão sacramental (Ses. XIII, can. 11). Esta Confissão sacramental será individual e auricular, e nela se devem acusar todos os pecados graves cometidos após o Batismo, ou após a última confissão bem feita. É ainda o mesmo Concílio de Trento que declara ser de direito divino a obrigação de confessar todos os pecados graves, indicando o número e espécie de cada um deles, após diligente exame de consciência (Sés. XIV, can. 7). De onde, ninguém pode dispensar os fiéis de semelhante obrigação. E, nos casos absolutamente excepcionais, como os de epidemia, guerra ou semelhantes, em que se permite a absolvição dada em comum, sem ouvir antes a acusação de todos os pecados, ainda nestes casos, permanece a obrigação de submeter às Chaves todos e cada um dos pecados graves cometidos. De maneira que, aqueles que tiverem a ventura de superar a crise epidêmica ou bélica, estão obrigados SUB GRAVI a acusar em Confissão sacramental, mesmo os pecados dos quais já tenham obtido absolvição geral, devido às circunstâncias especiais em que se achavam. A tais casos não se pode assimilar o acúmulo de penitentes em dias festivos, ou de alguma solenidade. Não há moralista de boa lei que admita o valor da absolvição nestes últimos casos, e o Papa Bem-aventurado Inocêncio XI condenou os que opinavam em sentido contrário, dispositivo que Pio XII renovou.


As senhoras comunguem de cabeça coberta

Ainda sobre a recepção da Sagrada Comunhão mantenha-se o costume tradicional que manda às senhoras e moças que se apresentem com a cabeça coberta. Outro hábito imemorial, fundado na Sagrada Escritura (cf. 1 Cor. 11, 5 e SS.), que não deve ser modificado. São Paulo recorda a veneração e o respeito aos Anjos presentes na igreja, que as senhoras significam com o uso do véu. Nada mais belo, mais ordenado, mais encantador do que a mulher cristã que reconhece a hierarquia estabelecida por Deus, e manifesta externamente sua adesão amorosa a semelhante disposição da Providência.


A imodéstia no trajar e a nossa responsabilidade

Na mesma ordem de idéias, lembramos aos nossos caríssimos Sacerdotes que devem empenhar-se, a fundo, por conservar nos fiéis o amor à modéstia e ao recato, que os tornam menos indignos de receber os Santos Sacramentos.

Não nos esqueçamos de que, se a sociedade se paganiza, se ela foge da mentalidade cristã, como esta se define nas máximas evangélicas, não o faz sem a conivência e a cooperação das famílias católicas, e, portanto, em grande parte, por nossa culpa, de nós Sacerdotes. Ou por comodismo, que em nós cria aversão ao exercício de nossa função de orientadores do povo fiel, ou quiçá – PROH DOLOR! – por condescendência com a sensualidade reinante, somos remissos em declarar, sem rebuços, que as modas de hoje destoam gravemente da virtude cristã, e, mais ainda remissos somos, em usar da firmeza apostólica, ainda que suavemente exercida, para afastar dos Sacramentos a atmosfera sensual atualmente introduzida na sociedade pelas vestes femininas.

É com tristeza que sabemos de Sacerdotes na Diocese, e de outras pessoas com responsabilidade de orientação de almas que não tomam a menor medida no sentido de manter em torno dos Sacramentos, especialmente da Santíssima Eucaristia, o ambiente de pureza que Jesus Cristo exige de seus fiéis servidores. Por que todas as igrejas da Diocese não ostentam, em lugar bem visível, as disposições eclesiásticas no sentido de que as senhoras e moças não se apresentem no templo de Deus com vestes ajustadas, decotadas, de saias que não desçam abaixo dos joelhos, ou de calças compridas, estas últimas mais próprias do outro sexo? E por que não tomam todos os Sacerdotes medidas a fim de que com semelhantes trajes, não se apresentem aos Sacramentos as senhoras e moças, ou para recebê-los ou como madrinhas ou testemunhas? Seria o mínimo que se poderia pedir a quem está realmente interessado por que a adaptação de que tanto se fala, não seja uma profanação do Sagrado, com prejuízo pessoal, para o povo fiel e para a sociedade em geral.

Caríssimos Sacerdotes. O zelo pela Casa de Deus, bem como a caridade com o próximo, pedem, nos tempos atuais, maior atenção à maneira de vestir dos fiéis que o são e querem viver cristãmente. A Sagrada Escritura lembra que “as vestes do corpo, o riso dos dentes e o modo de andar de um homem fazem-no conhecer” (Ecli. 19, 27). E Pio XII comenta: “A sociedade, por assim dizer, fala com a roupa que veste; com a roupa revela suas secretas aspirações, e dela se serve, ao menos em parte, para construir o seu próprio futuro” (“Disc. e Radiomes.” Vol. 19, p. 578). Ninguém negará o valor objetivo desta observação do Papa Pacelli.


Uma medida simples e eficaz

Uma das ocasiões em que mais especialmente devemos aplicar a palavra da Escritura e a orientação pontifícia é quando dos casamentos. Todas as paróquias deveriam ter um folheto, breve e simples, onde se recordassem a natureza, a santidade e as qualidades do Matrimônio cristão, as disposições para recebê-lo frutuosa e dignamente, e mais as advertências quanto aos trajes como hão de se apresentar na igreja os noivos, as testemunhas e convidados. Tal folheto deveria ser entregue aos interessados no momento em que cuidam do processo matrimonial na igreja.


“Aggiornamento” que leva à perdição eterna

De fato, é preciso, caríssimos Sacerdotes, não perder de vista a finalidade colimada pelo Concílio, segundo declaração formal do Papa, como tivemos oportunidade de salientar em Nossa Carta Pastoral de 19 de março de 1966, ao comentar o Motu Próprio de Paulo VI, concedendo o jubileu pós-conciliar. O Concílio deseja que a Igreja renove sua face, mediante a santificação maior de seus membros. É nesse sentido que se há de entender o “aggiornamento” de que falava João XXIII. É mediante a santificação de seus filhos que a Igreja atrai ao suave jugo de Jesus Cristo os que se acham fora de seu grêmio. Assim declara o Papa, assim atesta a História da Igreja, assim testemunha a Sagrada Escritura. “Cum exaltatus fuero, omnia traham ad meipsum – quando Eu for exaltado da terra, atrairei todos os homens a Mim”. E o Evangelista explana que Jesus falava de sua morte (Jo. 12, 32-33). O “aggiornamento” é obra de penitência, de mortificação, de renúncia, à imitação do Divino Salvador que, pela ignorância e renúncia da Cruz, pelas humilhações e o isolamento do Calvário, atraiu a Si o mundo todo “Cum exaltatus fuero, omnia traham ad meipsum”.

Ora, caríssimos Sacerdotes, inúmeras mudanças, que se apresentam como outras tantas etapas do “aggiornamento”, tendem só a favorecer as comodidades da natureza humana decaída, e a diminuir o fervor da caridade para com Deus. Sob o título de dignidade humana reduzem o lugar devido a Deus na vida do homem, cuja autonomia é lisonjeada de todos os modos. Semelhante “aggiornamento” não se insere dentro da salutar Tradição católica. Nele o lugar da mortificação, da renúncia, é mais o de uma concessão a que dolorosamente, não se pode fugir, do que o de uma exigência positiva, como ensina o dogma do pecado original, ponto básico da Economia da redenção, a cuja amorosa adesão se há de conformar a vida cristã, que porá sua alegria na austeridade e penitência, com que o homem se prepara para a visão beatífica no seio de Deus.

Com o “aggiornamento” de que falamos, aliás, perde-se de vista a bem-aventurança futura, para se cuidar da prosperidade do conforto, da felicidade aqui na terra, como se o homem aqui tivesse sua moradia permanente.

Não é preciso mostrar como um tal “aggiornamento” constitui um escândalo, no sentido próprio da palavra, pois contribui para perder as almas.


Sejamos cautelosos com certas permissões

Caríssimos Sacerdotes. Estas nossas considerações, como facilmente podeis verificar, têm o valor perene que lhe confere a Tradição católica, de onde procedem. Valem por si. Contra elas, pois, não há aduzir o exemplo do que se possa realizar alhures. De fato, sabemos as razões que determinam as permissões peculiares de outras regiões, sempre na hipótese de que não se trate de abusos, mas de concessões. Sabemos, aliás, por confissão do próprio Cardeal Gut, Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino, que mais de uma vez, o Papa permitiu contra a vontade, certas práticas que ele mesmo, ele Papa, considera abusivas (1). O que quer dizer que devemos ser cautelosos ainda quando se trata de permissões dada pela mesma Santa Sé. Enfim, o que podemos dizer é que aqui não militam motivos que, talvez, justifiquem usos introduzidos em outras partes. O que talvez em outros lugares não seja censurável, aqui certamente é coeficiente de dessacralização.


+ Antônio de Castro Mayer


21/11/1970

Nota:
(1) Transcrevemos as palavras do Sr. Cardeal Gut, a que nos referimos acima. São de uma entrevista que se encontra em “La Doc. Cath”, de 16 de novembro de 1969, p. 1048, col. 2: “(…) on a parfois Franchi lês limites, et beaucoup de prêtes ont simplement fait CE qui leur plaisait. Alors, CE qui est arrivé parfois, c’est qu’ils se sont imposés. Ces initiatives prises sans autorisation, on NE pouvait plus, bien souvent, lês arrêter, car cela s’etait répandu trop loin. Dans as grande bonté et as sagesse, le Saint-Pére a alors cede, souvent contre son gré”.
Retirada do livro “Dom Antônio de Castro Mayer – 1948-1988: Quarenta anos de episcopado”; constitui um exemplo frisante de aplicação a um caso concreto dos princípios estabelecidos na Pastoral “Aggiornamento” e Tradição. Suprimido no texto a parte de interesse meramente local.

Fonte: http://catolicosribeirao.blogspot.com.br/2013/09/circular-sobre-reverencia-aos-santos.html.

Sofismas do movimento homossexual.

Respondendo sofismas gays

Por Fernando Nascimento

O site ateu “Sociedade da Terra Redonda” publicou um texto onde afirma que um suposto “cidadão americano”, escreveu à pastora também americana Laura Schlessinger concordando que o homossexualismo é uma aberração, como diz Levítico 18,22.

Este é o endereço onde se pode ler o referido texto que é amplamente difundido na internet:http://ateus.net/artigos/critica/esclarecendo-a-biblia/

A seguir, no mesmo texto, o suposto “cidadão americano” resolve fazer algumas perguntas maliciosas para assim tentar ridicularizar as Escrituras e a pastora.

Logo fica claro que a verdadeira intenção desta investida homossexual e atéia, escondida por trás desta suposta carta, era aliviar a consciência pesada de muitos homossexuais que poderiam acreditar nisso e julgar que as Escrituras estão erradas e continuar em franco pecado.

Antes de tudo, digo que a pastora Laura não seria a pessoa ideal para responder ao suposto “cidadão americano”. Nenhum protestante tem autoridade moral para interpretar as Escrituras, visto que cada igreja protestante pensa diferente da outra e muitas dessas igrejas, “casam” gays e muitíssimos de seus pastores o são declaradamente. Só isso tornaria vã qualquer resposta que a pastora desse, pois essas práticas não estão de acordo com as Escrituras..

Por isso, desde já, como membro da Igreja Católica Apostólica Romana, “coluna e firmeza da verdade”(1Tim 3,15), e única autoridade na interpretação das Escrituras porque a gerou e na qual me fundamento, responderei as questões (em vermelho) do suposto indagante.

Perguntava aquele, sem saber que a lei judaica já foi abolida por Cristo:

a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

Resposta: não, não deve matá-los. Devia saber que Deus proibiu os sacrifícios de animais, mas não liberou a aberração que é o homossexualismo. Deus disse aos judeus sobre sacrifícios: “De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto de holocaustos de bodes, de gordura de touros. Detesto sangue de novilhos, de cordeiros, de cabritos.” (Is 1,11). Hoje os judeus não fazem mais sacrifícios. Maimônides, um dos famosos judeus medievais, concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem. Você não sabia disto e logo na primeira pergunta já se demonstrou um completo desconhecedor do que se atreve a falar.

S. Paulo, discípulo de Jesus, no Novo Testamento, ensina sobre os efeminados, devassos e etc.:“Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos.” (1Cor 6,9)

b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

Resposta: no primeiro versículo do capítulo 21 de Êxodo, está escrito: “Estes são os estatutos que lhes proporás.” (aos israelitas de quem Moisés era líder). Os israelitas são aqueles a quem Deus havia feito uma aliança que foi quebrada. Continuar a usar hoje a lei mosaica feita para outro povo e contexto histórico é um erro grave, ainda que por ignorância, pois as próprias Escrituras esclarecem após o advento da vinda de Jesus: “A lei e os profetas duraram até João Batista.” (S.Lc 16,16). “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” (Mt 11,13). “Porque o precedente mandamento é ab-rogado (anulado) por causa da sua fraqueza e inutilidade... ( a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) (Hb 7,18), (Gl 3,23-26). “Ninguém é justificado pela lei diante de Deus” (Gl 3,11). ...”Estamos livres da lei, morremos para aquilo em que estávamos retidos;” (Rm 7,6).
Se você fosse de fato um “cidadão americano” identificado, as autoridades americanas já o teriam detido pela confissão pública do crime que você diz que gostaria de praticar.

c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela ? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

Resposta: você está milhares de anos desinformado. Essa exigência também era ligada a lei de Moisés. Como já explicamos: “... Estamos livres da lei, morremos para aquilo em que estávamos retidos;” (Rm 7,6).

d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

Resposta: novamente aqui, erroneamente, você está fazendo uso da lei mosaica dada para o povo israelita inserido naquele contexto histórico, lei esta já abolida por Deus, como já mostramos nas respostas acima. Isto não serve para justificar o homossexualismo que continua condenado como “aberração”, tanto no Velho, como no Novo Testamento. Ainda se no tempo da lei você fosse um americano, não poderia possuir escravo algum, visto que quem se diz “americano” não é israelita.

e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?

Resposta: não! Você não deve matar ninguém, muito menos seu vizinho por causa de sua própria ignorância, pois a guarda do sábado já foi abolida, era um preceito da velha lei dada ao povo de Israel. S. João 5,16 diz que os judeus perseguiam Jesus e procuravam matá-lo porque não guardava o sábado. Jesus respondeu: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (S.Jo 5,17).
Observe que após a vinda de Cristo nem os doutores da lei ousavam mais matar os “infratores”: “Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.” (João 18,31)

f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levítico 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

Resposta: o não comer molusco era uma observância da lei de Moisés que já foi abolida. Em Colossenses (2,16), S. Paulo ensina: "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida , ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados." e ainda “Um crê poder comer de tudo; outro, que é fraco, só come legumes. Quem come de tudo não despreze aquele que não come. Quem não come não julgue aquele que come, porque Deus o acolhe do mesmo modo.” (Rom 14,2-3)

g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus, ou seja, da igreja, se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho ?

Resposta: o capítulo 21 de Levítico, é uma observância para os sacerdotes israelitas que estavam sob a lei que já foi abolida, e a lei não falava de pessoas que usassem óculos, mas com uma “mancha” nos olhos (belida). Não engane a si mesmo.

h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

Resposta: devem morrer de velhice, porque você já sabe que a lei para os israelitas foi abolida e S. Paulo que condenou o homossexualismo fez uma promessa raspando sua cabeça. Em At 18,18, lemos: "Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto".

i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano sem usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)

Resposta: Levítico 11, citado, faz parte da lei já abolida. Será que sua bíblia não tem Novo Testamento? E mais, bola de futebol americano é feita de couro bovino ou sintético costurada à mão. Essa é mais uma demonstração de sua falta de conhecimento sobre as Escrituras e bola de futebol americano .

j) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliester). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)?
Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levítico 20:14)?

Resposta: Seu tio e a esposa dele, não violam coisa alguma com relação ao plantar e vestir-se, devido a lei que era para os israelitas já ter sido abolida. Jesus veio “abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições.” (Ef 2,13-16)
Se seu tio blasfema contra Deus, é Deus quem o julgará, logo não é preciso que ninguém apedreje ninguém, mas nada você poderá fazer contra a condenação de pé, expressada por Deus aos devassos que se entregam a homossexualismo.

Como vemos, a lei foi abolida, mas a condenação a aberração homossexual continuou no Novo Testamento: “Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno.” (Rm 1,26-28)

No texto acima, está a frase: “e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario.”, pois bem, só cresce o número de soropositivos entre os desta classe: de 1996 para 2006, houve um crescimento de 24% para 41% no percentual de casos de AIDS entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a variação foi de 26% para 37%. Segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais (PCAP), a taxa de incidência da AIDS nesse segmento é de 226 casos por grupo de 100 mil habitantes – onze vezes maior que a taxa da população em geral.

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável. Seu discípulo e fã ardoroso.

Resposta: não tivemos notícia se a pastora respondeu ao suposto “cidadão americano”, isto é, se de fato recebeu tal carta. Provavelmente não recebeu e não responderia, pois se contradiria diante da babel que é o protestantismo. Respondamos então:

A palavra de Deus é eterna, já a lei dada aos israelitas era temporal em sua quase totalidade, como vimos.

Jesus, como disse, veio cumprir a lei, de fato a cumpriu por mais de três décadas e removeu aquela nos dando uma Nova e Eterna Aliança. Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela:

“Agora, porém, mortos para aquilo que nos aprisionava, fomos libertados da Lei, de modo a servirmos no novo regime do Espírito e não mais no regime antiquado da letra.” (Romanos 7,6).

“Porque Cristo é o fim da lei, para justificar todo aquele que crê. Ora, Moisés escreve da justiça que vem da lei: O homem que a praticar viverá por ela (Lv 18,5)”. (Rom 10,4-5).

A lei existiu para administrar a infância desordenada da humanidade em seu berço oriental.

Particularmente em nossa infância, também cometemos atos como: berrar a noite toda, defecar nas vestes, atirar pedras no que bem quiser e cuspir o remédio tomado; coisas que nossos pais toleravam docemente, ou às palmadas. Na idade adulta tais atitudes são inaceitáveis, tanto para nós quanto para nossos pais, que como Deus tanto nos educa.

A prática homossexual nunca foi admitida por Deus, nem é um preceito da antiga lei já abolida, por isso ela continua de pé. Deus se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19,5-7), na época da Lei de Moisés (Lv 18,22; 20,13), na época dos Profetas (Ez 16,46-50), no Novo Testamento (Rm 1,18-27; 1 Co 6,9-10; S.Jd 7-8)

Que durmam mais sábios os ateus e homossexuais e se arrependam do engano a que os submeteram.

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Nesta refutação utilizei a bíblia protestante “Almeida Corrigida e Revisada Fiel”, já que o articulista indagante e seus promotores ateus também usaram uma protestante.
http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/03/respondendo-sofismas-gays.html

Os Cinco Escapulários.

Não sei se existe o interesse, mas como existem muitas postagens belas e piedosas sobre diversas devoções no site, gostaria de indicar a devoção dos 5 escapulários, que é uma devoção muito rica em graças e indulgências, porém que é tão esquecida no Brasil

Sobre os 5 escapulários

“Quanto a mim, os recebi todos” - Santo Afonso de Ligório

 
“Nisto não há nada a perder e tudo a se ganhar” - São Francisco de Sales

 
MONSENHOR BRANDÃO – Bendirás na eternidade o feliz dia da recepção dos cinco escapulários. Eles oferecem ricas graças, imerecidos privilégios, insignes indulgências, assegurando ainda proteção do céu


Os cinco Escapulários:

 

  • Todos são aprovados pelo Magistério da Igreja, passando pelo conhecimento e aprovação de diversos Papas, que conferiam mais e mais indulgências aos que usassem os Escapulários em determinadas ocasiões.
 

Todos são compostos por duas peças retangulares de lã, cuja cor varia de acordo com o Escapulário:

 

Branco - Escapulário da Santíssima Trindade;

 

Vermelho - Escapulário da Paixão de Nosso Senhor;

 

Marrom - Escapulário de Nossa Senhora do Carmo;

 

Azul - Escapulário da Imaculada Conceição;

 

Preto - Escapulário de Nossa Senhora das Dores;

 

As duas peças de lã devem ser unidas por dois cordões ou fitas, de cor ou matéria indiferente, com exceção do Escapulário Vermelho, para o qual são prescritas fitas ou cordões de lã vermelha.

 

  • Um só cordão pode servir para muitos escapulários.
 

Escapulário da Santíssima Trindade deve ser ornado com uma cruz vermelha e azul;

 

E o da Sagrada Paixão com a imagem do Crucificado de um lado, e do outro com os Corações de Jesus e Maria.

 

Somente é necessário adornar de imagens esses dois escapulários.

 

  • Os Escapulários da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores são inseparáveis de suas confrarias, por isso o nome das pessoas que recebem o Escapulário devem ser anotados e remetidos o quanto antes às respectivas confrarias.
 

  • Em caso de muita concorrência de povo, ou quando for muito incômodo, os Sacerdotes estão dispensados desta obrigação.
 

Modo de usar:

 

  • Os Escapulários devem ser abençoados e é necessária a imposição por um Sacerdote.
 

Deve-se usá-los suspensos no pescoço, constantemente (salvo no momento do banho) e piedosamente (com respeito, humildade e devoção).

 

A Medalha Escapulário:

 

  • A Santa Sé concedeu a todos os fieis poder substituir qualquer Escapulário aprovado por uma medalha - escapulário, desde que seja de metal (exceto estanho ou chumbo).
 

  • Uma única medalha pode substituir muitos Escapulários, desde que benzida tantas vezes quantos são os Escapulários que deve suprir - cada uma das Bênçãos deve ser dada unico signo crucis com a devida intenção, para cada escapulário que se quer substituir.
 

  • A Medalha substitui os Escapulários para todos os efeitos e privilégios, mas não isenta das outras obrigações anexas aos mesmos Escapulários.
 

  • Apesar da Concessão, São Pio X deseja veementemente que os fieis continuem a usar os de pano, se possível.
 

  • Para se usar as medalhas, ou a medalha, é necessário ter recebido a Imposição do Escapulário de pano.
 

Histórico, fins e promessas feitas a quem os usasse:

 

Escapulário da Santíssima Trindade:

“Quem vencer assim se vestirá com vestes brancas” (Apoc. 3, 5)

 

a.            Origem:

 

Veio da Ordem da Santíssima Trindade, fundada por São João da Mata e São Félix de Valois, para o resgate dos cristãos cativos das mãos dos infiéis (principalmente dos Sarracenos).

 

Através de arrecadações e outros esforços, compravam cristãos muito mal-tratados que estavam em cativeiro islâmico (diz-se que resgataram aproximadamente 900 mil).

 

Seu hábito era branco e ornado com uma Cruz vermelha e azul, porque um anjo aparecera vestido assim ao Papa Inocêncio III no dia em que aprovou a Ordem (1189).

 

O Escapulário branco era como um distintivo dos confrades da Ordem.

 

  1. Finalidades:
 

Adoração e louvor do Mistério da Santíssima Trindade e a prática exterior da Caridade para com o próximo (principalmente nas Santas Missões entre os pagãos).

 

  • não há orações prescritas, mas recomenda-se que se rogue o Glória com frequência e devotamente.
 

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo:

 

“Alegrar-me-ei sobremaneira no Senhor porque me vestiu com a veste da Salvação” (Isaías 61, 10).

 

a.            Promessas:

 

A perseverânça: “...e o que morrer com ele não padecerá o fogo eterno”.

 

O privilégio sabatino: caso o fiel que usasse o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo morresse e fosse ao Purgatório, Nossa Senhora prometeu que no sábado seguinte apareceria para resgatá-lo.

 

  1. Condições para merecer estes privilégios:
 

  • morrer vestindo o Escapulário;
 

Para se merecer o privilégio sabatino é preciso também:

 

  • guardar a castidade segundo seu estado;
 

  • Rezar todos os dias o Ofício Parvo de Nossa Senhora;


Escapulário Preto de Nossa Senhora das Dores:

 

“A dor de Maria foi tão grande que se fora dividida entre os homens bastaria para matá-los a todos no mesmo instante” (São Bernardino de Sena).

 

a.            Origem:

 

Em 15 de agosto de 1233, sete mercadores receberam o convite de Nossa Senhora para abandonar suas vidas (famílias, pertences, etc) para se dedicar unicamente ao serviço de Nossa Senhora.

 

Em 1240 a Virgem Santíssima lhes mostrou uma videira cheia de uvas apesar de estarem em um rigoroso inverno; assim disse que deveriam agir para espalhar os frutos de santidade pelo mundo - deviam fundar uma Ordem.

 

Era a Ordem dos Servos de Maria, usam um hábito preto e são devotos das 7 dores de Maria Santíssima.

Eles espalharam um pequeno Escapulário preto pedindo para que meditassem freqüentemente sobre as dores e sofrimentos que Maria sofreu por nós.

 

  1. Finalidade:
 

A Meditação frequente sobre as dores e sofrimentos que Nossa Senhora padeceu por nós.

 

  1. Orações prescritas:
 

Não há orações prescritas mas recomenda-se a recitação do Mistérios Dolorosos do Terço e a Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora (que é riquíssima em indulgências).

 

Escapulário Vermelho da Paixão:

 

“Bem aventurado o que vigia e guarda a minha veste” (Apoc. 16, 15)

a.            Origem:

 

Em 1846 a Irmã Apolônia teve uma visão em que Nosso Senhor aparecia resplandecente de Glória, segurando em Sua Mão direita o Escapulário Vermelho com os cordões de lã da mesma cor.

 

Em um lado do Escapulário estava representado Nosso Senhor na Cruz, a seus pés estavam o azorrague do Pretório e o martelo junto da túnica que cobria o corpo ensanguentado; ao redor deles estas palavras: “Santa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, salvai-nos”.

 

Do outro lado, viam-se as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, no meio deles saia uma cruz resplandecente e em seu arredor lia-se “Sagrados Corações de Jesus e Maria, protegei-nos”.

 

Nosso Senhor apareceu novamente a ela, e disse: “Um grande aumento de Fé, Esperança e caridade é reservado todas as sextas-feiras, aos que estão revestidos deste Escapulário”.

 

O caso chegou aos ouvidos do Papa Pio IX que se interessou enormemente pelo Escapulário e concedeu ao Superior Geral dos Padres da Congregação da Missão o poder de impô-lo aos fieis.

 

  1. Finalidade:
 

Serve para fomentar a recordação da Paixão de Nosso Salvador.



  1. Orações prescritas:
 

Não há, mas sugere-se a reza devota da Via Sacra e a meditação frequente das Dores de Nosso Senhor em união ao compassivo Coração de Maria, às sextas-feiras principalmente.

 

Escapulário Azul da Imaculada Conceição:

 

“Eu sou a Imaculada Conceição” (Nossa Senhora à Santa Bernadette, em Lourdes).

 

a.            Origem:

 

No fim do Século XVIII, a Serva de Deus Úrsula Benincasa, fundadora da Ordem das Teatinas, viu em um dos êxtases que lhe eram concedidos a Santíssima Virgem vestida de um manto Azul e Nosso Senhor em seus braços.

 

Nosso Senhor a ordenou a fundação da Ordem das Teatinas e a fez ver em outro êxtase uma enormidade de anjos voando pela Terra distribuindo Escapulários Azuis.

 

A Venerável então passou a confeccionar estes Escapulários e espalhá-los por toda parte.

 

Os frutos do Escapulário se espalharam de tal maneira que o Papa Clemente X concedeu aos Padres Teatinos o privilégio de impô-lo.

 

Posteriormente o Papa Pio IX concedeu ao Superior Geral dos Teatinos o direito de delegar sacerdotes fora da Ordem para impôr o Escapulário aos fieis.



  1. Finalidade:
Honrar o Mistério da Imaculada Conceição e rezar pela reforma dos costumes e do retorno à Deus daqueles que vivem em grande pecado.



  1. Orações prescritas:

Não há, mas recomenda-se a recitação do Terço para apaziguar a Ira de Deus, e atrair Graças aos pecadores; e também para honrar a Imaculada Conceição.



Privilégios dos cinco Escapulários:

 

1º Privilégio do Altar: Todas as Missas celebradas por um confrade que morreu gozam de uma indulgência plenária aplicável à sua alma.

 

2º Absolvição Geral: O Diretor-Geral da Confraria do Escapulário da Santíssima Trindade pode conceder publicamente uma bênção pontifícia a que está ligada uma indulgência plenária.

 

Onde não houver Sacerdotes delegados para esta absolvição, qualquer confessor pode concedê-la, após a Confissão nas vésperas ou até 7 dias após as seguintes festas:

 

  • Quarta-Feira de Cinzas
  • Domingo da Paixão
  • Sexta-Feira, depois do Domingo da Paixão
  • Quinta-Feira Santa
  • Sexta-Feira Santa
  • Sábado Santo
  • Páscoa da Ressureição
  • Pentecostes
  • Santíssima Trindade
  • Ascensão de Nosso Senhor
  • Corpus Christi
  • Patrocínio de São José
  • Sagrado Coração de Jesus
 

  • E ainda há uma extensa lista de datas em que se obtém indulgências graças aos Cinco Escapulários.
 

3º Participação dos Bens Espirituais: São os Bens e as Graças compartilhadas por todo o Corpo Místico da Igreja, inclusive no Céu.

 

Ou seja, faremos parte na comunhão de bens de milhões de irmãos que receberam o Escapulário, mais todos os das Ordens a que pertencem os Escapulários e todos os Santos e Santas destas Ordens, no Céu e na Terra - é uma enormidade de Graças...

 

4º Proteção Celeste: Todos os que usam os Cinco Escapulários se tornam confrades e gozam da especial Proteção da Santíssima Virgem Maria nos perigos da alma e do corpo, especialmente na hora da morte.

CONTATO de quem produz os 5 escapulários no Brasil – WHATS UP – FABIANA - 17 - 98143 7701

LIVRO SOBRE OS 5 ESCAPULÁRIOS:


FORMULA BREVIOR BENEDICENDI ET IMPONENDI QUNQUE SCAPULARIA(Sanctissimae Trintatis, Passionis D.N.J.C., beatae Mariae Virginis sub respectivo titulo immaculatae Conceptionis, Septem Dolorum et Montis Carmeli.)


Suscepturi Scapularia genuflectunt; et Sacerdos, superpelliceo ac stola alba indutus, dicit:


V: Adjutórium nostrum in nomine Dómini.

R: Qui fecit caelum et terram.

V: Dóminus vobíscum.
R: Et cum spíritu tuo.


Orémus.


Dómine Jesu Christe, ómnium caput fidélium et humáni géneris Salvátor, qui tégumen nostrae mortalitátis indúere dignátuts es: obsecrámus imménsam largitátis tuae abundántiam, ut induménta haec, in obséquium sanctíssimae Trinitátis institúta, nec non in honórem et memóriam doloríssimae passiónis tuae, in honórem beatissimae Virginis Matris tuae sub título Immaculátae conceptiónis, Septem Dolórem et Montis Carméli, ita bene + dícere et sancti +ficáre dignéris; ut qui(quae) ea assúmpserint, eádem Genetrice tua intercedente, te quoque salutáre nostrum, córpore et ánima indúere mereántur: Qui vivis et regnas in saécula saeculórum.


R: Amen.


Mox Sacerdos omnibus scapularia singillatim imponat, ac deinde formulam proferat supra omnes simul.


1.Accípite hábitum Ordinis santctíssimae Trinitátis in fidei, spei, et caritátis augméntum, ut induátis novum hóminem, qui secúndum Deum creátus est in justítia et sanctitáte


2. Accíptes scapuláre Passiónis Dómini nostri Jesu Christi, ut, véterem hóminem exúti novúmque indúti, ispum digne perferátis, et ad vitam perveniátis aetérnam.

3. Accípite scapuláre devotórum beatissimae Mariae Virginis 
sine labe concéptae, ut, ejus intercessióne ab omni inquinaménto mundáti, ad vitam perveniátis aetérnam.


4. Accípte hábitum Servórum beatissimae Mariae Virginis Septem Dolóres ejus devote recoléntium, ut, dolóres ipsos assídue recogitántes, Passiónem Dómini nostri Jesu Christi in corde et córpore vestro impréssam júgiter teneátis.


5. Accípite hábitum Societátis et confraternitátis beátae Mariae Virginis de Monte Carmélo, precantes eámdem sanctíssimam Virginem, ut ejus méritis ilum. Perferátis sine mácula et vos ab omni adversitáte deféndat atque ad vitam perdúcat aetérnam.


Ego, ex facultáte Apostólica Apostólica mihi delegáta, recipio vos in participatiónem bonórum spirituálium horum Ordinum seu Congregatiónum et indulgentiárum, quae per Sancatae Sedis privilegia praedíctis scapuláribus concéssae sunt.

In nomine Pa +tris, et Fí + lii, et Spíritus + Sancti.

R: Amém

V: Salvos fac servos tuos.

R: Deus meus, sperántes int te.

V: Mitte eis, Dómine, auxilium de santo.

R: Et de Sion tuére eos.

V: Esto eis, Dómine, turris fortitúdinis.

R: A fácie inimíci.

V: Nihil proficiat inimícus in eis.

R: Et filius iniquitátis non appónat nocére eis.

V: Dómine, exáudi oratiónem mean.

R: Et clamor meus ad te véniat.

V: Dóminus vobíscum.

R: Et cum spíritu tuo.


 

Orémus.

Adésto, Dómine, supplicatiónibus nostris, et quibus in tuo nomine sacros hábitus impsúimus, ita bene + dícere dignéris, ut, tuae grátiae cooperantes, vitam cónsequi mereántur aetérnam. Per Christum Dóminum nostrum.

R: Amém.

Benedíctio Dei omnipoténtis, Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti, descéndat super vos, et máneat semper.

R: Amém.


Agradecimentos ao leitor e colaborador 

Ricardo Augusto Aidar 

(grato pelo texto enviado!).


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